Capítulo 7 - He Will Behind Isabella.
No terceiro dia de trabalho, Edward viu-se perdido. Após passar dois dias a seduzi-lo, Isabella, de repente, parou de atormentá-lo.
No fundo, sabia que devia sentir-se aliviado. Porém, ficou fu rioso. Que tipo de mulher atentava um homem com beijos rouba dos e carícias sob a mesa para, de uma hora para a outra, inter romper tudo?
E para piorar, Isabella parará de conversar com ele. Naquela manhã de quinta-feira nem sequer aparecera para o desjejum.
Se tivesse certeza de que Black já se encontrava nos Estados Unidos, Edward pediria afastamento daquela missão. A bem da ver dade, deveria fazê-lo antes que perdesse a cabeça e exigisse que Isabella o seduzisse.
O capitão Morris previra que o caso estaria encerrado antes do Natal. Muito provável. Charlie, por sua vez, se convencera de que Black pretendia seqüestrar a filha e exigir resgate.
Edward não conseguia pensar em outro motivo para o bandido correr um risco tão grande. Aliás, a única hipótese que lhe ocorria era Black ter deixado em Houston algo muito valioso que engor daria sua conta bancária na Suíça.
No entanto, de acordo com Charlie, os itens que o genro deixara com Isabella foram duas alianças, uma de noivado, outra de casa mento, e a pintura horrorosa que se achava no apartamento sobre a garagem. Tais objetos, se vendidos, não chegariam nem a um milhão, uma quantia muito ínfima para Jacob Black arriscar a sair.
Portanto, Charlie devia estar certo: Jacob pretendia capturar Isabella e a conta bancária dos Swan.
Charlie não queria admitir, mas havia uma chance de Isabella encontrar-se com o marido em algum lugar.
E se Black ligara para o celular dela? Poderiam ter marcado um encontro sem que ele ficasse sabendo. Edward gemeu, angustiado.
Quando o telefone do apartamento tocou, ele correu ao aparelho.
— Isabella?
— Não. É o pai dela. Escute, quando cheguei ao escritório hoje de manhã, recebi um relatório das Operações Internacionais. O agen te que seguia Jacob perdeu-o de vista.
— O quê? Como?
— Após sair do Panamá, Jacob foi às Ilhas Cayman... a Georgetown, em Grande Cayman, para ser mais exato. Ontem, alugou um barco de pesca por um dia. Quando a embarcação retornou ao cais, Jacob não estava a bordo.
— O detetive falou com o capitão?
— Sim. Disse que outro barco os abordou e Jacob trocou de embarcação. Edward, ele está a caminho de Houston. Virá atrás de Isabella, tal qual eu previ. Como qualquer cidadão a bordo de um barco particular, o cretino encontrou um meio inteligente de entrar no país! Mandei o pessoal da agência investigar as embarcações de aluguel daqui até a Flórida. E sugeri que pressionassem o capitão de Georgetown.
— Sim. Black ainda deve ter algum dinheiro. Alugar barcos e subornar capitães não são atividades baratas.
— Há alguma possibilidade de ele voltar a Houston por outro motivo? Como, por exemplo, recuperar um dinheiro que escondeu?
— Onde? A polícia revistou o apartamento dele depois da fuga e, antes disso, rastreou toda a movimentação financeira.
— Jacob deve ter algum esconderijo ou deixou algo com Isabella.
Edward fitou o quadro sobre a lareira.
— Por que não pergunta a ela?
— Minha filha se recusa a falar comigo sobre Jacob.
— Por quê?
— Porque acredita que terei outro enfarte se mencionar o nome dele em minha presença.
— Em minha opinião, devemos contar a ela que Black está a caminho.
— Ainda não. Se o fizermos, teremos de explicar como sabemos disso. Não quero estragar o Natal de minha filha. Estamos numa época delicada. Fique colado nela, Edward.
— Está bem...
Assim que finalizou a conversa com Charlie, Edward ligou para o capitão. Após passar as informações do misterioso desaparecimen to de Black a Morris, concluiu:
— Creio que Charlie está certo. O objetivo de Jacob é Isabella.
— Já descobriu se ela o encontrará por vontade própria? Ou será que estamos diante de um futuro seqüestro?
— Em minha opinião, ele pretende seqüestrá-la.
— Nesse caso, não a perca de vista. Avisarei todas as unidades. Se Black entrou no país, deve estar rumando para cá.
Edward desligou o aparelho. Seus dois chefes, o permanente e o temporário, ordenavam que ficasse grudado em Isabella. Sim, ele cumpriria seu dever com o único objetivo de protegê-la. Nada mais.
Se Jacob marcara um encontro com ela pelo celular, Edward teria de dissuadi-la de ir. Black era um bandido oportunista e mulhe rengo. Não era o homem certo para Isabella.
"Eu sou."
De onde surgira aquele pensamento?, Edward indagou-se, perple xo. Afinal, ainda tinha muito que viver antes de se comprometer.
E, acima de qualquer desejo, Edward era um oficial da lei, desig nado para proteger Isabella Swan. Não podia ceder ao desejo obsessivo de fazer amor com ela.
O fato de Isabella provocá-lo não entrava no mérito. Tinha de considerar a possibilidade de prendê-la, caso se tornasse cúmplice de Jacob Black.
A campainha soou, indicando uma chamada na linha particular de Isabella. Edward pôs os fones de ouvido.
— O que há, meu bem? — Era Alice.
— Nada.
— Está se acovardando? Em nossa última conversa, quando nos talamos pelo celular no abrigo de animais, você não disse que queria ser impiedosa?
— Sim, mas mudei de idéia ontem. Tudo estava indo depressa demais.
Por isso, as tentativas de sedução terminaram tão de repente, Edward concluiu.
— Para quem?
— Para nós dois. — Isabella suspirou.
— Está com medo de se ferir de novo, não é?
— Acho que sim.
— Edward não é Jacob.
— Eu sei, Olívia. É um rapaz bom e confiável. O oposto de Jacob.
Isabella confiava nele. Edward quase soltou um gemido de desespero.
— Então, qual é problema?
— Você não vê? Edward poderia me magoar muito mais que Jacob.
— Como?
— De muitas maneiras.
— Diga uma.
— E se eu me apaixonar por ele e não for correspondida?
Edward ficou boquiaberto. Os sentimentos dela eram mais profun dos do que imaginara. Na realidade, pensara apenas em sexo.
— Isabella, tem de parar com essa mania de amor e casamento, Edward éo sujeito da transição. Acredite-me. Não irá se envolver com ele.
— Tem certeza?
— Tenho. Edward é bonito, atraente e está disponível. Mas não serve como segundo marido. O que você tem em comum com o guarda-costas?
Houve um silêncio profundo. Edward torceu para que Isabella dis sesse algo positivo.
— Nada, Isabella — Alice continuou. — Portanto, pare de se atormentar.
— Não quero outro marido.
— Eu sei. Já descobriu o que quer de verdade? Além de Edward, claro.
— Não, e Edward faz parte da confusão. Ainda não sei se vou tirar vantagem dele. — Isabella fez uma pausa. — Deve ser a época do ano... é a temporada de abandono.
— Renee largou Charlie em dezembro, não? Anos depois, Jacob a abandonou também. Oh, Deus, ele ligou outra vez? Por isso está tão deprimida?
— Não, mas vai ligar. Eu gostaria que Jacob telefonasse logo. Talvez seja esse o motivo de meu mau humor. Esperar o telefo nema dele me deixa louca.
— Ainda pretende capturá-lo?
"O quê? Isabella quer pegar Black?" Edward ficou pasmo.
— Eu...
— Querida, não faça isso. O homem é perigoso. Edward sabe o que está tramando?
— Não. Só saberá quando chegar a hora. Do contrário, contará a Charlie. Edward cumpre seu dever à risca.
— Por falar em dever, já informou Edward que ele a acompanhará à inauguração do Millennia? Não se esqueceu do que combinamos, não é?
— Não esqueci. E não falei com ele, também. Acho que Edward não irá gostar do programa.
— Claro que gostará. Fale com ele.
— Talvez...
— O que há, Isabella? Está doente? Se Jacob não telefonou, o que a aborreceu tanto?
— Sinto-me desanimada e... inútil. — Isabella soltou outro sus piro. — Ainda não resolvi o que quero ser quando crescer.
— Que tal começar com o divórcio? Ouvi dizer que Ann Roberts é uma excelente advogada. Fale com ela. Chega de ser a esposa abandonada. Mude sua vida.
— Você sabe como levantar o moral de alguém. — Isabella riu.
— Desculpe-me se fui indelicada. Mas conseguiu superar Renne, querida. E a rejeição de sua mãe deve ter sido pior do que ser deixada por um marido criminoso.
— Você está certa. Tenho me lamentado muito de uns tempos para cá. Jacob Black não pode mais me atingir. Eu não deveria lhe conceder tanto poder.
— Não mesmo. Por que não visita Edward?
— Boa idéia. Persegui-lo pelo apartamento me distrairá.
— Tire vantagem de tudo. Sexo no meio da tarde sempre me animou.
— Se ele sorrir para mim, não serei responsável por meus atos.
— Nesse caso, faça-o sorrir. Quero vê-la bem.
— Já estou melhor. Antes de visitar Edward, vou ligar para Ann Roberts. Obrigada, Alice.
— Para que servem os amigos?
Assim que finalizaram, Edward tirou os fones e guardou-os no armário. Como sempre acontecia após uma daquelas ligações, suas mãos tremiam.
Isabella pretendia divorciar-se. E ele, um mero guarda-costas, não servia para o cargo de segundo marido.
Para piorar a situação, necessitava dele para obter alguns momentos ardentes de prazer. Só podia ser culpa dele. Tentara os deuses clamando por uma nova chance para resistir à tentação.
Isabella soara tão triste ao telefone... Para alguém que perdera a mãe e o marido em época de Natal, a tristeza parecia-lhe um sintoma saudável.
E esperava que ele a fizesse sentir-se melhor. Na cama.
Não podia trair os princípios éticos e perder o respeito por si mesmo.
Aflito, olhou ao redor. Tinha de tomar uma atitude para que não se arrependesse mais tarde. Pegou o telefone e ligou para Emmett.
— Ligue para mim em quinze minutos. Não... em meia hora. Se uma mulher atender, diga que é meu chefe de Operações Inter nacionais e que precisa me ver ainda hoje.
— O que aconteceu, Edward?
— Ela está vindo para cá. Preciso de uma rota de fuga!
Emmett soltou uma gargalhada sonora.
— Sério?
— Sério. Isabella disse que precisa de mim para um encontro sem compromisso.
— Pobre homem! Sexo casual com uma morena de arrasar é o sonho de qualquer solteirão.
— Você vai ligar? — Edward não podia conceber que o irmão o deixaria na mão. — Jure.
— Eu juro. Ligarei às... à uma e quinze da tarde. Mas muita coisa pode acontecer em meia hora. Ela já está com você?
— Não. Isabella resolveu tratar do divórcio antes de vir para cá.
— Vai se divorciar? Interessante... Isabella permaneceu três anos casada com um fora-da-lei, e agora, depois de conhecer um Cullen, resolve tornar-se uma mulher livre.
— É verdade. Meu sorriso é irresistível.
— Então é o sorriso! Sempre me perguntei o que as mulheres viam em você, uma vez que sou mais alto e mais bonito.
— Não se esqueça de me telefonar, Emmett.
— Sossegue. Até mais tarde.
Edward teve a nítida impressão de que Emmett desligara o aparelho gargalhando.
Logo depois de marcar um encontro com a advogada, Isabella sentiu-se muito melhor. Voltava a tomar as rédeas da situação.
Quando bateu na porta de Edward, ele atendeu de imediato, como se a estivesse esperando.
— Olá. Posso entrar?
— Por quê? — Ele indagou, assustado.
— Quero falar com você.
— Sobre o quê?
— Não permitirá minha entrada? Por favor...
— Está bem.
Isabella largou-se no sofá.
— O que você tem hoje?
— Nada. Estou ótimo.
— Parece-me mal-humorado.
— Estou com enxaqueca.
— Que pena... Tomou uma aspirina?
— Tomei, mas ainda não fez efeito.
— Sente-se aqui para eu massagear suas têmporas.
— Quer que eu a leve a algum lugar? — Edward indagou, ainda longe dela.
— Não. Poderemos fazer compras mais tarde. Agora quero que você... converse comigo.
— Pensando bem, o ar fresco pode amenizar minha dor de cabeça. Vamos às compras. — Edward apanhou o casaco.
— Acho que se esqueceu de um pequeno detalhe. — Isabella ficou de pé.
— O quê? Não está frio para levar o agasalho?
— Não. Coloque isso na poltrona, Edward.
Ele sorriu, sarcástico.
— Para ser sincero, não gosto de receber ordens de você.
— Pode não gostar disso... — Isabella o abraçou pela cintura. ... — Mas sei que sente algo por mim. Você me beijou.
— Foi um erro. Estou aqui só para impedir que você cometa loucuras neste Natal. Isso inclui evitar que inicie um romance com um estranho.
— Quem disse que quero um romance?
— Ninguém. Mas isso pode acontecer se continuarmos nos bei jando. Sou um estranho para você. Não sabe nada a meu respeito
— Imagine... Sei que leva seu trabalho muito a sério. Sei que valoriza a família. E que tem medo de compromisso. Ah, é disse que se trata? Teme que eu queira mais que beijos roubados? Não gaste energia à toa. Não desejo me prender a ninguém. Ainda sou casada.
— Pois saiba que não gosto de me envolver com mulheres casadas.
— Sorte sua. Acabo de marcar um encontro com uma advogada para cuidar de meu divórcio. E sou casada apenas em teoria. Já esqueci Jacob.
— Sendo assim, por que comete um desatino a cada fim de ano?
— Não sei. Na ocasião, as aventuras em que mergulhei pare ceram uma boa idéia.
— E este ano resolveu que me levar para a cama será suficiente?
— Por que mencionou sexo outra vez? — Era como se ele soubesse para que fora procurá-lo. — Vim conversar.
— Sobre o quê?
— Amanhã haverá a inauguração de um clube. Chama-se Millennia. Já ouviu falar?
— Não. Quer que eu a leve?
— Mais que isso: quero que me acompanhe à festa. — Respirou fundo. — Aceita ser meu acompanhante?
— Tenho escolha?
— Não. — Isabella segurou-lhe o rosto. — Onde dói?
— Como?
— Não está com enxaqueca?
— Já passou. A aspirina fez efeito.
— Ótimo. Agora pode me beijar.
— Não farei isso. É antiético.
— Então, eu vou beijá-lo. Não tenho profissão. Portanto, não me preocupo com a ética. — Isabella sorriu e jogou-se nos braços dele, empurrando-o para o sofá.
Tal como pretendera, Edward caiu sobre ela.
— Toque-me, Edward.
— Aqui? — Ele acariciou um dos seios.
— Oh, sim...
O telefone tocou.
— Não atenda — Isabella ordenou, beijando-o.
— Preciso atender. Pode ser meu chefe ou minha mãe. São os únicos que possuem esse número. — Edward agarrou o aparelho.
Isabella levantou-se, ajeitou as roupas e marchou até a saída.
— Também tenho seu número, Edward Cullen. E você está com medo de mim.
— Precisa de ajuda? — Emmett perguntou, quando o irmão atendeu.
— Sim, claro. — Edward se virou para Isabella, dizendo: — Per doe-me, Isabella. A ligação é particular.
Ela mostrou-lhe a língua e saiu, sorridente.
— Obrigado, Emmett. Fico lhe devendo uma.
— Vou cobrar, não se preocupe. Alguma notícia de Black?
— Sim. Encontraram o barco que o trouxe ao país. Mas não há sinal do homem.
— Ele está a caminho de Houston?
— Está. Charlie tinha razão. Ele irá atrás de Isabella.
n/a: amores, comentem! Estou muito chateada com os leitores viu! muitos leem mais não comentam! Pelo menos um "oi"!
Beijos
