Disclaimer: Os personagens da Saga pertecem a Stephenie Meyer.

Esta é uma tradução autorizada da fic original em espanhol- Silent Love da Lanenisita, que proíbe qualquer reprodução total ou parcial sem autorização


Efeito dominó

Música do capítulo: Jealousy – Good Charlotte

"A grandeza inspira a inveja. A inveja se tornar rancor. E o rancor gera mentiras."

JK Rowling

O som de trituração que os pneus faziam era uma das coisas que Edward odiava na vida ainda mais se eles eram provocados às 7 da manhã de um domingo na entrada da sua casa.

- Eu vou te matar! – rosnou aborrecido enquanto cobria seu rosto com o travesseiro. Mesmo odiando o maldito barulho, o jovem tartaruga já tinha se acostumado com ele.

- Volto pela tarde! – escutou o grito da sua irmã Rosalie enquanto corria descendo a escada. Uma estrondosa batida de porta ecoou na tranqüila casa dos Cullen. Um rápido sorriso surgiu na face sonolenta de Edward. Tinha certeza de que se o chato barulho das rodas de moagem não tinha acordado seus pais a portada tinha.

- Não, não... Que eles a matem primeiro, depois eu vou. – sussurrou sorrindo quando tirava o travesseiro do rosto e olhava para o teto onde tinha um pôster de uma de suas bandas de rock favoritas.

Com uma ampla olhada no quarto de Edward se percebia que o jovem tinha crescido. Nos últimos anos o lugar tinha sofrido algumas modificações: tinha deixado de ser o esconderijo do Peter Parker para ser a garagem do Optimus Prime e seus amigos autobots para o quartel do G.I Joe e agora, um estúdio de gravação de suas bandas favoritas como Aerosmith, Guns N' Roses, Queen, The Rolling Stones...

Cada lugar no seu quarto tinha um detalhe musical que chamava a atenção. Em um canto tinham um órgão pequeno cinza que usava quando tinha muita preguiça de descer até o piano ou quando a musa inspiradora chegava de madrugada batendo na porta do seu sonho e o levando a compor o que considerava sua obra-prima. Próximo ao banquinho do órgão estava seu violão que ainda estava aprendendo a tocar. Seu objetivo? Ser tão grande quanto o gênio que dava vida as melodias da banda que tinha um pôster na parede: Jimmy Page do Led Zeppelin.

Presos na parede se via muitas personalidades famosas de guitarristas e pianistas como: Jimmy Hendrix, Chuck Berry, o grande Frank e Schubert. Abaixo dos discos em um pequeno espaço, uma coleção completa era o tesouro do jovem Edward. Classificados por ano, estilo e ordem alfabética se encontravam pelo menos uns 400 CDs das suas músicas preferidas. Um gosto tão variado e diverso que só sua mãe poderia entender lhe incentivando na sua coleção dando-lhe de presente toda semana uma nova opção musical. Uma pequena mesa com um notebook completava sua eclética decoração do seu canto de tranqüilidade, seu pequeno espaço de felicidade.

Qualquer um que entrasse naquele quarto duvidaria que esse fosse de um jovem de 16 anos, um adolescente. E essa era a diferença. Edward Cullen nunca tinha sido somente um adolescente. Ele imprimia a sensação daquelas pessoas raras, com uma alma antiga, difíceis de encontrar como um trevo ou um unicórnio azul. Muito responsável, maduro e agora apaixonado. Sim, ele estava apaixonado. Apaixonado por quem acreditava ser isso impossível; sua adorada borboleta, sua melhor canção, sua Isabella.

- Bom dia minha borboleta! – sussurrou pra foto que tinha ao lado no criado mudo. A foto mostrava um Bella sorridente no natal do ano passado quando ela e Charlie foram para a casa dele. Seus cabelos cacheados castanhos estavam presos em um rabo de cavalo simples deixando que os detalhes de seu rosto de porcelana fossem vistos. Seus olhos brilhavam intensamente, seu nariz enrugado de maneira graciosa e sua boca rosada era mordiscada por seus dentes brancos perfeitos. Um costume que ela tinha e ele achava adorável, lhe fazendo mais linda, mais perfeita pra ele. – Hora de levantar, hoje teremos um grande dia! – Não podendo deixar de sorrir quando percebeu que falava com uma fotografia. Era essa a referência que seus amigos falavam que o amor deixava as pessoas bobas? Se for assim então Edward se sentia o bobo mais feliz do mundo.

Alguns passos foram ouvidos no corredor que levava ao seu quarto, pelo visto ele não era o único que estava acordado naquela hora da manhã. Edward se arrumou rapidamente e colocou suas pantufas colocando a cabeça porta a fora.

- De novo? – foi a simples pergunta de sua mãe. Edward assentiu sentindo como se a culpa fosse sua.

- Saiu tem uns dez minutos mais ou menos – respondeu ele. Ela negou com a cabeça e se aproximou dele pra lhe dá um beijo de bom dia.

- Deveria voltar pra cama. Vou falar com ela quando voltar – disse sorrindo enquanto acariciava uma de suas bochechas coradas.

- Não posso, perdi o sono. Acho que vou tocar um pouco pra espairecer.

- Ótima idéia meu amor. Seu pai está de plantão e Alice dorme como uma pedra e duvido que levante agora. Enquanto isso eu preparo o café. Edward assentiu e voltou pra o quarto pra tomar banho e se preparar para o dia.

Pouco tempo depois uma suave melodia era ouvida na sala dos Cullen. Tão perfeita e ritmada que Esme suspirava o tempo todo preparando o café e os waffers para seu filho. Não precisava ser um gênio pra saber que essa música era da autoria de Edward. Vinha escutado ela por meses, o passo-a-passo do seu pequeno Mozart desenvolvendo até ter uma obra de arte que faltava apenas uma parte para finalizá-la. Sua criação, seu árduo trabalho de horas estava a um passo de ser concluído. Sua primeira composição que não poderia ser pra ninguém mais que seu primeiro amor. Esme sorriu feliz.

- Soa tão lindo meu anjo – disse ela emocionada enquanto acariciava os cabelos do seu filho momentos depois.

- Falta alguma coisa, eu sei. Uma escala talvez, uma nota em tom diferente – resmungou frustrado.

-Já você acha o final perfeito amor, não se preocupe com isso. Você tem feito um ótimo trabalho – ele lhe olhou agradecido e sorriu – Sabe o que é o melhor disso tudo?

- O que mãe? – perguntou confuso com a cabeça inclinada.

- Que no fim você não desistiu. Lembra quando você era pequeno e não queria aprender a tocar porque Bella não lhe ouviria? – Edward concordou devagar – Olhe agora! Falta pouco pra você terminar a música que compôs justamente pra ela!

- Como... Você sabe que é pra Bella? – gaguejou nervoso. Sua mãe beijou seus rebeldes cabelos e sorriu.

- Uma mãe sempre sabe e sente tudo meu amor – respondeu quase sussurrando – Ela é o centro do seu mundo Edward. Pra quem mais você comporia se não pra borboleta que tanto ama?

- Mãe – disse Edward ficando em pé e abraçando-a fortemente – Eu gosto tanto dela.

- Eu sei meu anjo, eu sei – respondeu tocando em seus cabelos. - Essa é uma verdade absoluta, como dizer que o sol se esconde todas as noites deixando que vejamos as estrelas que nunca conseguiremos contar. Ou como dizer que a água do mar é salgada ou que seu nome é Edward Anthony Cullen. É uma verdade que não podemos esconder, sei que a ama meu anjo e espero com todo o coração que algum dia ela também saiba.

- Algum dia mãe, quando seja o tempo e eu toque pra ela essa melodia. Nesse dia ela saberá o quanto eu a adoro – sua mãe sorriu e beijou as bochechas do seu filho e ele voltou a abraçá-la. E assim ficaram dessa maneira por alguns minutos até irem pra cozinha tomar café.

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- Essa relação da sua irmã com esse Royce não me agrada Edward. – foi à primeira coisa que sua mãe falou depois de soprar seu café.

- Eu sei mãe, eu também não gosto. Ele é meio... Estranho? Não sei, não me inspira confiança – respondeu Edward.

- Tínhamos falado com ela ontem à noite. Carlisle tentou convencê-la de forma sutil a não andar mais com esse menino e olha agora! Saiu com ele como na semana passada! – Esme comentou desapontada lembrando do comportamento de Rosalie hoje de manhã.

- Devem está em La Push. Lauren disse a Rose pra não usar o seu biquíni vermelho já que ela ia usar um dessa cor. – Sua mãe segurou um sorriso quando ouviu essa informação.

- Onde ouviu isso Edward? – as bochechas dele coraram violentamente.

- Ouvi acidentalmente na sexta quando saiamos da escola – sussurrou a tartaruga. – Não foi de propósito mãe! Juro! Lauren gritou no estacionamento e quase todos da secundária ouviu.

- Certo amor. Não te acusei de ser bisbilhoteiro. – disse Esme com um sorriso tranqüilo. Edward assentiu e devolveu o sorriso. – Ainda que, já que você sabe de algumas coisas, acho que pode me ajudar com alguma informação importante – falou ela – Como é a relação de Royce e Rosalie na escola? – perguntou timidamente enquanto mordia seu wafer.

- Dividem algumas aulas por estarem no último ano acho que assistem juntos biologia, trigonometria e história. Almoçam juntos também e sempre que ela pode vai ver os treinos de futebol já que ele foi nomeado atacante há poucas semanas. Acho que Lauren se sente ressentida por Rose sair com Royce, ao menos é o que pensa o esquadrão. – Novamente a tartaruga sorriu quando percebeu que estava tagarelando com sua mãe. O que o esquadrão pensaria dele se visse isso? Com certeza ririam dele por uma semana!

- Essa é outra amizade de Rose que me preocupa – sussurrou quase imperceptível Esme.

- Lauren? – perguntou incrédulo Edward. Ela assentiu devagar. – Mas são amigas de anos mãe!

- Amor, seu coração está tão cheio de amor e bondade que às vezes você não enxerga a maldade no coração do resto das pessoas.

- Maldade? Do que você está falando mãe? Não entendi – ela negou devagar.

- Uma mãe sempre sabe e sempre sente tudo meu amor – repetiu Esme o que antes tinha dito quando ele estava no piano. O rosto de Edward era como um poema. Não entendia o que sua mãe falava. Medo? Maldade? Rose estava em risco com essa amizade com Lauren? Sua irmã podia sofrer com isso? Será que ele podia fazer alguma coisa para evitar o sofrimento de sua irmãzinha que tanto gostava?

- Não, não entendo mãe – sussurrou Edward vencido com sua cabeça cheia de perguntas.

- Mas eu sim Edward, e desejo que o que estou pensando esteja muito longe da realidade – sussurrou com voz quebrada Esme antes de suspirar pesadamente e soprar seu café.

O ambiente ficou tão pesado com essa conversa que nenhum dos dois comentou mais nada até o fim do café. Cada um em seu próprio mundo tentando resolver suas dúvidas. Uma mãe preocupada com sua filha da qual se lembrava com suas tranças loiras, uma menina alegre e sorridente que brincava na mesinha do chá e conversava com sua bonecas, uma alma pura que talvez por culpa de uma má amizade poderia terminar muito machucada.

E seu irmão, o carinhoso Edward que mesmo discutindo com ela tantas vezes, a adorava com o coração. Uma tartaruga desconfiada agora pela preocupação de sua mãe. Duas almas agitadas por eventos que ainda não aconteceram, mas que o futuro vislumbrava como próximo.

- Vou com Bella esta tarde na Feira Anual de Livros em Port Angels – disse Edward rompendo o silêncio enquanto lavava a louça e sua mãe retirava as coisas da mesa do café.

- Ah é? Tudo bem meu amor – o sorriso voltou no rosto dela quando sentiu a alegria nas palavras de Edward.

- Bella adora ler, talvez ali encontremos mais videolivros como o que Kate lhe deu no seu aniversário. É mais fácil pra ela entender assim – comentou ao mesmo tempo em que colocava a louça em seu lugar.

- Espero que tenham um ótimo passeio. Irão só vocês dois? – Esme piscou o olho divertida. Ele negou devagar.

- Convidamos Alice, mas quando soube que íamos ver livros nos chamou de chatos e saiu fugindo. Acho que o assunto arte não lhe interessa muito ao menos... – segurou o sorriso divertido – Ao menos que seja a arte da moda.

- Meus filhos, meus filhos... Quando cresceram? – perguntou melancólica Esme. Edward só sorriu e beijou seus cabelos de cor caramelo.

- Nós não crescemos mãe. Não viu que Alice ainda é a mesma duende? – uma lágrima escapou dos olhos dela. Pode ser que seus filhos não tenham percebido, mas eles tinham crescidos. Rosalie estava pra ir pra universidade em pouco tempo, Edward estava apaixonado e Alice, sua pequena era toda uma moçinha pronta pra entrar na secundária. Sim, seus pequenos filhotes tinham crescido em seu ninho, de baixo de sua proteção e agora estavam prontos para enfrentar o mundo ainda... Ainda que este lhes passasse despercebido alguma vezes.

- Lembre de levar um casaco, amor. Port Angels pode ser fria a noite mesmo não estando no inverno... Leve também umas capas de chuva! – disse ela antes de beijar o rosto do seu filho.

- Vou fazer isso mãe. Prometo não voltar tarde... – respondeu Edward antes de sair da cozinha.

Fazendo como disse sua mãe, pegou um casaco azul do armário e uma jaqueta mais grossa, uma capa para Bella e ele. Com um plano de Port Angels e pronto pra o grande dia saiu de casa. Conduziu prudentemente até a casa da sua adora borboleta e tocou a campainha duas vezes. Uma luzinha vermelha acendeu dentro da casa dos Swan e um olhar profundo chocolate apareceu na janela da sala acompanhado de um sorriso simples que surgiu no rosto da jovem. Seu coração palpitava tão forte que às vezes parecia que ia sair do peito. Parecia um tambor, enérgico e profundo, mais ainda assim ritmado e isso só acontecia quando aqueles poços chocolates olhavam umas esmeraldas verdes sorrir com o olhar.

"O amor... O amor... Tão breve como a vida de uma borboleta

Mas tão real como a natureza que a cerca"

Estendendo sua mão e desenhando um semicírculo em seu rosto, Edward sinalizou a palavra bela. O sinal do seu nome tinha a ver com isso, um B desenhado sobre o rosto. Bella acreditava que esse gesto representava seu nome, mas para a tartaruga Edward era algo mais. Ele tinha criado esse sinal doze anos antes e sempre repetia quando podia. Era a sua maneira de dizer a sua amiga o quanto ela é bela pra ele. A resposta de Bella sempre era um sorriso. Um sorriso! Que se somado a um E sinalizava o nome de Edward. Sinais que tinham aprendido pra toda vida e que estavam tatuados em seus corações com tinta insolúvel marcando-os com o sinal do amor perfeito.

- Caiu cedo da cama tartaruga? – perguntou sinalizando Bella enquanto o convidava a entrar com um movimento de cabeça.

- Algo parecido. Sei que devemos ir pra Feira à tarde, mas pensei que podíamos passar pela clareira antes, faz tempo que não olhamos as nuvens.

- Edward fizemos isso semana passada – disse ela rolando os olhos divertida.

- Isso é muito tempo pra mim – respondeu com um muxoxo bicudo. Bella sorriu e negou com a cabeça. Como um simples bico podia esquentar seu coração daquela maneira fazendo-o arder no peito? Era impossível, impossivelmente verdadeiro assim como amar sua tartaruga. Esse amor era uma fantasia, um absurdo... Sim, um sonho irreal do qual devia acordar.

Charlie estava de plantão e tinha saído muito cedo. Sobre a mesa tinha um recado para Edward:

Não voltem muito tarde, estarei perto do telefone se acontecer alguma coisa.

Cuide dela como se fosse sua vida

Charlie

- Só vamos a Port Angels e papai pensa que vou viver na lua! – comentou Bella quando viu Edward ler o recado.

- Entenda que ele se preocupa Bella, se fosse eu em seu lugar também estaria assim. Não iria querer que alguma coisa acontecesse com minha filha... – rapidamente um rubor se espalhou pela face dele. O que ele disse? Filhos? Desde quanto ele pensava em crianças? Deviam ser pensamentos provenientes do seu forte instinto super protetor... Ou talvez um desejo subconsciente de ser pai de um bebê com olhos chocolates.

Um incomodo silêncio se instalou na sala dos Swan. Bella impossivelmente corada também tinha pensado em como seria lindo um filho da sua tartaruga Edward. Com seu sorriso, seu olhar e seu adorável coração. Bendita sortuda seria a mulher que um dia fosse afortunada de ser a esposa do seu amor silencioso.

- Seria bom levar uns aperitivos e passarmos à manhã na clareira? Eu também quero encontrar figuras novas entre as nuvens – Edward assentiu e acompanhou sua Bells até a cozinha. Entre brincadeiras divertidas e comparações ridículas que ele fazia com ela dizendo que Bella era a chapeuzinho vermelho e ele o lobo mal que lhe roubava a comida passaram o tempo até o momento em que estavam prontos pra irem à clareira.

O sol brilhava supremo no centro da clareira, um clima aconchegante os recebia mesmo que fosse fim de Janeiro, em pleno inverno. Conversaram por horas sobre muitos assuntos. A escola, os amigos, a família... E com esse último assunto Edward confessou a preocupação de sua mãe e Bella o tranqüilizou dizendo que duvidava que algo ruim pudesse acontecer com sua irmã. Edward sorriu consolado vendo que ele não era o único que achava improvável essas coisas acontecerem. Duas almas inocentes que não sabiam até que nível o rancor e a maldade poderiam habitar em um coração...

Algumas gotas começaram a cair perto do meio dia. Os jovens se apressaram em colocar as capas de chuva e procurar proteção para a comida. A chuvinha ainda leve era persistente e eles se acomodaram em baixo de uma pequena árvore. A árvore não oferecia muito abrigo e para caber os dois ali em baixo sem se molharem muito Edward abraçou Bella reduzindo o espaço.

Ela sorriu satisfeita quando ele beijou e acariciou seus cabelos. Seu elegante cavalheiro de armadura sempre estava ali lhe protegendo de tudo. Como ela não poderia amá-lo com cada fibra do seu ser? Bella voltou a sorrir e espremeu mais o corpo nele, aspirando o cheiro dele. Aquele perfume característico de sua tartaruga não era de algum perfume caro ou de algum produto usado no banho. Seu aroma era único, um cheiro de almíscar, amadeirado e menta. Era o cheiro que sempre tinha distinto Edward e que ela levava impregnado nos pulmões desde outrora.

Edward por outro lado, aprovou que sua bela borboleta se agarrasse mais a ele. Adorava sua ternura e delicadeza. Desejava estar assim com ela pra sempre, preso por toda vida nos braços do seu único amor.

Lentamente, mas com firmeza ele começou a balançá-la nos braços. Ela sorriu e devagar fechou os olhos. Distante um pássaro foi ouvido e uma música apareceu na cabeça de Edward:

Pássaro negro cantando no silêncio da noite

Pegue estas asas quebradas e aprenda a voar

Toda sua vida

Você só esperava por este momento para subir

Pássaro negro cantando no silêncio da noite

Pegue estes olhos fundos e aprenda a enxergar

Toda sua vida

Você só esperava por este momento para ser livre.

Voe pássaro negro, voe

Para dentro da luz da noite escura e negra

Essa era uma das suas músicas favoritas dos Beatles. A música do pássaro, uma música de esperança. A mesma que guardava fortemente em seu coração até que se sentisse forte e valente o suficiente pra confessar ao seu pássaro seu amor.

- Algum dia você saberá o quanto eu te amo minha Bella... Minha preciosa Bella – sussurrou devagar enquanto beijava os cabelos dela. Ela tinha dormido e não demorando muito Edward a seguiu no mesmo mundo.

Perto das 2 da tarde acordaram quando sentiram que a chuva tinha parado. Pegaram seus lanches e comeram em silêncio. Uma hora depois estavam prontos para a aventura literária em Port Angels. Estavam felizes e animados, sem pensar em qualquer coisa que pudesse acontecer por lá.

- Isso é o paraíso!- comentou satisfeito Edward com Bella, ela assentiu sorrindo enquanto segurava a mão dele e caminhavam pelas ruas do centro de Port Angels onde acontecia a Feira. Em cada esquina tinha uma coisa diferente: leitura de contos infantis, oficinas de pintura com aquarela, livros assinados pelos autores convidados, imprensa relatando o sucesso do evento, vendedores que ofereciam seus doces e outras guloseimas aos visitantes. Era um festival completo de cores e gente, todos convocados pelo mesmo amor aos livros que os dois jovens sentiam.

Percorreram cada lugar, visitando tudo. Faziam uma pausa de quinze minutos para tomar uma soda e seguiam com sua meta. De mãos dadas e sorridentes entraram em cada tenda pra ver o que ofereciam de mágico ali.

Perto das 5 da tarde a multidão era enorme. As ruas tinham ficado apertadas para todos os visitantes e caminhar era um desafio. Os jovens já exaustos pela tarde divertida decidiram ir embora depois de mais uma volta no lugar. Tinham comprado alguns livros, entre eles alguns audiolivros para Bella e para Edward alguns livros de poesia que segundo sabia o autor estava quase tão apaixonado quanto ele.

Chegando ao fim da viagem uma tenda chamou atenção de Edward. Era um lugar que vendia quadros e pinturas como as que Bella usava. Pensou que seria um bom presente para ela e decidiu entrar.

- Vou entrar rapidamente e comprar uma coisa Bells, mas é uma surpresa pra você. Me espera aqui? – perguntou sinalizando e ela afirmou devagar. Ele sorriu e beijou sua testa antes de entrar.

Para não sentir tanto a espera Isabella decidiu caminhar um pouco e ver o que as outras tendas tinham por ali. De frente a ela tinha uma tenda, "Stradivarius" com livros e artigos musicais.

- Será um ótimo presente para Edward – pensou e olhando rapidamente pra trás viu que ele ainda estava na mesma tenda e então entrou na tenda de música. Ficou maravilhada quando viu a quantidade de coisas lindas que tinha ali. Cadernos com pentagramas desenhados, manuais práticos para principiantes e alguns instrumentos estranhos. Encantou-se pelo mundo da música, um que ela nunca conheceria por causa de sua condição. Caminhando pelos corredores da tenda pegou um livro que contava a história da música e se envolveu no mundo das letras sem perceber o tempo.

Na outra tenda Edward se deleitava comprando várias telas, pincéis, lápis, cadernos de pintura e todo o resto relacionado com a arte que a sua jovem borboleta adorava. Tinha certeza que ela no inicio reclamaria pelo excessivo presente, mas entre cosquinhas e muxoxos bicudos dele a convenceria em aceitar o presente. Depois de pagar a conta e com as coisas numa bolsa grande Edward saiu para encontrar sua amiga e... Para sua surpresa ela não estava ali!

- Bella? – olhou em várias direções procurando sua amiga, mas não tinha sinal dela – Bella?- voltou a perguntar. Dessa vez sua voz saiu mais firme em expansão com as pessoas que avançavam pela rua estreita. Seu coração parou quando percebeu que sua Isabella estava perdida em um mar de gente que não sabia que sua borboleta não ouvia nada em seu mundo silencioso.

- Bella, onde você está? – sussurrou para si procurando na multidão – Borboleta... Onde você está? – ficou na ponta dos pés pra melhor olhar sem sucesso. – Onde você se meteu Isabella? – sua voz saiu quebrada, cheia de medo e apreensão que sentia.

Sua respiração estava rápida e difícil. Sentia os batimentos cardíacos na cabeça dificultando seu raciocínio. Estava tão assustado e alterado que a boca ficou seca. Suas mãos e pernas tremiam fortes. Tentou se mexer, mas seus pés não respondiam. Seus olhos olhavam buscando na multidão sua borboleta sem encontrá-la. O que aconteceu durante os minutos em que deixou sua borboleta sozinha?

- Idiota! Você é um idiota! – bufou irado enquanto caminhava pela apinada rua com gente que ia e vinha. – Não devia ter deixado ela sozinha Edward! Você é tão imbecil! – gritou a última repreensão enquanto virava a esquina e olhava para todos os lados procurando olhos chocolates assustados.

- O que faço? O que faço? Bella, onde você está preciosa? – sua voz saiu sussurrada quando ele subia a rua a passos pequenos. O que devia fazer nesse caso? Gritar seu nome? Óbvio que era inútil, ela não ouviria. Pedir ajuda? Mas a quem? Não podia culpar ninguém mais que ele próprio. Era seu dever protegê-la e tinha falhado sem desculpas. Sua melhor amiga e amor secreto estava perdida sozinha...

- Maldição! O que faço? – resmungou com as lágrimas se acumulando. Primeiro tinha que se acalmar e telefonar pra alguém. Charlie? Nem pensar! Se o pai dela soubesse que ele tinha deixado-a sozinha não duvidaria que ele o mataria com o revólver que carregava no cinto. Alice? Impossível! Seria uma confusão maior...

Com as mãos tremendo pelo medo pegou seu celular e ligou pra o único número que conhecia em emergências. O de sua mãe.

- Mãe, me perdi de Bella. – sussurrou antes de soluçar. Sua mãe, assutada e preocupada pelos seus dois pequenos saiu correndo até o carro deixando Rosalie com um bolo pequeno quase pronto e dirigiu a toda velocidade até Port Angels não sem antes dizer que Edward não saísse de onde estava para caso dela voltar ao mesmo lugar.

Pedido que ele não levou em consideração se movendo impaciente pelas ruas procurando ela.

- Onde você está minha preciosa? Pra onde foi? – se perguntava temeroso enquanto afastava as pessoas que caminhavam na direção oposta. Esme que fez o trajeto de uma hora em trinta minutos, chegou na Rua Dormont onde Edward estava e que ficava a cinco ruas da Virgin Street que era a rua da tenda de música. Decidindo entrarem tenda por tenda procurando ver se ela estava em alguma receberam até então respostas negativas.

Nenhuma menina surda esteve aqui.

Jovem de olhos castanhos? Não senhora, aqui não...

Muito branca e cabelo cacheado? Não que me lembre.

A Rua Dormont foi vasculhada em todos os lugares pela tartaruga e sua mãe com a esperança de que a borboleta estivesse em algum deles. Enquanto isso na tenda de música depois de ler por uma hora aquele livro interessante Bella voltou à realidade e decidiu compra o livro para sua tartaruga, com o pouco que tinha de suas economias. O livro era pequeno e simples, mas tinha certeza de que ajudaria Edward em suas aulas de piano. Segurando o livro, Bella achou que ele estava até mais bonito e então tirando seus poucos dólares se aproximou do caixa enquanto o atendente começava a paquerá-la.

- Você é muito linda – disse enquanto digitava no computador a fatura da compra dela. – Por que está tão calada, é por acaso mudinha? – perguntou em tom de piada. Vendo que ela não respondia, ele assentiu tranqüilo – Sim, parece que também é surdinha. Pobrezinha, não deviam deixá-la sair sozinha.

Bella que não entendia nada que o atendente dizia pegou rapidamente a bolsa com o livro e quase arrancando a fatura da mão do homem saiu da tenda. Caminhou até a tenda das pinturas, mas não achou sua tartaruga. Entrou e não viu Edward. Quis se aproximar e perguntar por ele, mas quem a entenderia? As libras eram pouco conhecidas e sinalizar uma simples pergunta faria com que a olhassem como uma atração.

A noite caia em Port Angels e Bella continuava perdida. Edward de punhos cerrados entrava em cada tenda que começava a fechar. Sua mãe mais ágil entrava e saia delas desviando das pessoas. Onde se meteu Bella? Aconteceu alguma coisa com ela? Se perguntava Esme olhando desesperada para todos os lugares com seu filho que estava uma pilha de nervos.

- Lembra em qual Rua fica a tenda das pinturas? – perguntou a Edward. Ele negou. Tinha andando tanto pra lá e pra cá, pra cima e pra abaixo pelas ruas que não tinha mais senso de direção – Não importa, vamos perguntar. Tenho a impressão de que ela deve está por lá. – começaram a andar e graças a uma informação de uma idosa chegaram a Virgen Street.

- Ainda sozinha por aqui? Se quiser eu te levo pra casa – era a voz do atendente da tenda de música que vendo Bella sozinha na rua se aproximou. Ela arregalou os olhos como um cervo assutado se afastando alguns passos.

- Não vou te machucar. Está tudo bem – disse quando notou-a tremendo como uma folha. – Está segura comigo – sussurrou segurando seu braço obrigando-a a andar.

- Solte minha filha seu nojento! – ouviu-se o grito vindo de algum lugar de Esme que viu a cena desde o inicio da rua. – Eu disse pra soltar ela!- gritou novamente. Dessa vez ele obedeceu soltando o braço de Bella se afastando.

- Eu ia levá-la pra casa senhora. Que irresponsabilidade da sua parte deixar uma menina surda sozinha! – disse se defendendo.

- Ela não está sozinha – dessa vez foi Edward que falou. Bella vendo sua tartaruga se jogou em seus braços e grudou nele como se dependesse sua vida. – Minha preciosa shhh... Já estou aqui com você – falou soluçando. Respirando profundamente e deixando sua alma voltar pra seu lugar. Sua Bella estava bem, assustada, mas bem. Ela também soluçou e se apertou mais nele.

- Tenha mais cuidado da próxima vez – ouviu o homem dizer enquanto se afastava pra sua tenda fechando por esse dia.

- Você está bem meu amor? – Esme perguntou devagar para que Bella compreendesse. Assentindo devagar secando as lágrimas causadas pelo medo.

- Estou bem, não aconteceu nada – disse sinalizando e Edward disse a Esme.

- Sim, sim aconteceu Bella. Te perdi de vista... Isso não está bem. Te deixei sozinha e você não pode ficar sozinha. Te prometo que nunca mais isso vai acontecer – explicou ele rapidamente.

- Não posso ficar sozinha? Por que não posso ficar sozinha? É por eu ser surda? Sou tão inútil assim que não posso ficar sozinha alguns minutos? – à medida que perguntava começava a chorar de raiva.

- Eu não quis dizer isso Bella... Claro que você não é nenhuma inútil minha borboleta. É só... – tentou explicar, mas Bella não deu brecha.

- O que foi falado, falado está. Você acredita que sou inútil. Entendo você. Todos me dizem isso sempre, mas nunca pensei que você também pensasse assim – disse fungando o nariz. Depois pegando um caderninho da mochila escreveu: Esme pode me levar pra minha casa, por favor? Ela assentiu rapidamente e segurando sua mão caminharam para o carro.

- Bella, Bella, por favor, me deixe explicar... – disse Edward chamando sua atenção enquanto andavam – Eu estava assustado, você estava perdida e eu...

- Eu não estava perdida Edward. Estava na tenda de música enquanto você estava na outra, e pronto. – respondeu aborrecida.

- Eu pensei que tinha acontecido algo com você, estava assustado e liguei pra mãe e eu... – ela virou-se para não ver o resto das sinalizações de Edward.

Quando chegaram no carro, Bella se sentou no banco do carona e fechou o cinto de segurança. Edward sentou atrás e voltaram em silêncio pra casa.

Na casa dos Swan a luz da varanda estava acesa, Charlie tinha chegado e devia está preocupado pela demora de Bella. A jovem borboleta retirou o sinto e beijou Esme deixando o carro. Lembrando o que tinha na mochila voltou pro carro na parte da janela traseira.

- A inútil comprou algo pra você, espero que goste – disse chorando Bella e se afastou rumo a casa. Edward não suportando mais a dor que aquela sinalização dela lhe provocou saiu do carro parando na frente dela e a abraçou. Vendo que ela não retribuiu o abraço se ajoelhou.

- Não queria dizer aquilo Bella, desculpe. Me perdoe. – sinalizou repetindo a última frase, juntando as mãos em sinal de oração. – Sinto muito borboleta, sinto muito.

- Não acha que sou inútil? – perguntou ela que se ajoelhava na frente dele. Ele negou veementemente.

- Você é o ser mais extraordinariamente perfeito desse mundo. Por que acredita que eu te ache inútil? Eu estava assustado, esse homem podia ter lhe feito mal. Sinto muito... - voltou a juntar suas mãos lhe rogando.

- Não devia está de joelhos. Vem... – segurou sua mão e o ajudou a levantar. – Foi um tremendo erro meu que não se repetirá. Eu só queria te dar um presente e olha o aconteceu.

- Desculpe – disse sua tartaruga e ela respondeu um desculpe também.

- Você vem me buscar amanhã ou nos encontramos na escola? – ela perguntou pra mudar de assunto. Ele sorriu quando percebeu que seu amor secreto não estava mais zangada e respondeu que viria pegá-la bem cedo.

Com um novo abraço firmaram a reconciliação enquanto prometiam que o ocorrido dessa tarde nunca mais voltaria a acontecer. Ele a protegeria sempre e ela nunca se afastaria do seu lado. Era uma promessa para ser usada quando saíssem de casa, mas que com o passar do tempo também poderia ser usada em outras situações da vida, sobretudo no que dizia respeito ao que eles sentiam um pelo outro.

- Está tudo bem? – perguntou Esme confusa por não ter entendido a cena na varanda dos Swan quando Edward entrava no carro.

- Sim, ela não esta mais zangada. Eu fui muito idiota... Acredito que pelo desespero. – respondeu enquanto Esme saia com o carro. À distancia uma borboleta sorridente e tranqüila se despedia de sua tartaruga depois de um baita susto a tarde.

- Entendo você meu amor, mas Bella também teve razão em ficar chateada. O que você disse não foi muito adequado. Nós sabemos que Bella não pode ouvir, mas não por isso você deve tratá-la como uma total descapacitada.

- Eu sei mãe, mas eu estava nervoso e eu não imaginei que ela reagiria assim. Foi estranho, quando a achei ela estava feliz em me ver e depois estava zangada. Isso foi estranho.

- Não é estranho meu amor, é normal. Na verdade isso tem um nome; hormônios! – Esme segurou o sorriso.

- Droga de hormônios! Vão deixar Bella louca e ela a mim! – se queixou ele. Sua mãe soltou uma gargalhada e ele a acompanhou. Chegaram depois em casa onde Carlisle já esperava preocupado com sua esposa e filho.

- Amor, estamos em casa – disse Esme ao entrar e Carlisle que estava na sala apareceu e suspirou aliviado vendo que os seus tesouros estavam bem.

- Estava quase enlouquecendo, você não levou o celular e o de Edward estava desligado. O que aconteceu?

- Graças a Deus! Eles chegaram! – gritou Alice descendo as escadas e se lançando nos braços do irmão que devolveu o abraço e beijou sua cabeça. No alto da escada Rosalie observava a cena.

- Estávamos em Port Angels e por um descuido meu Bella se perdeu e eu... – Os passos de Rosalie foram ouvidos, ela descia a escada com raiva.

- Bella? – Rose interrompeu a explicação de Edward. – Você chamou mamãe pra ajudar a procurar Bella? Você tirou mamãe de casa pra ir procurar sua amiga perdida? Não pensou que ela estivesse ocupada comigo e a chamou para que fosse salvar você e sua amiga pirralha surda? O que acontece com você Edward? É tão egoísta que acredita que mamãe existe só para resolver seus problemas? – falou a última pergunta já no fim da escada gritando histérica olhando sua família. – Às vezes acho que essa pentelha inútil é mais importante pra vocês do que sua própria filha.

- Rosalie Lillian Cullen – repreendeu Esme – Não quero ouvir mais esse tipo de referência a Bella de você!

- Está vendo papai? – soluçou Rosalie – Está vendo que mamãe a prefere do que a mim? – Carlisle sem saber o que fazer a abraçou.

- Não é isso minha princesa – sussurrou ele. – Nós gostamos de todos em igualdade. A você, Edward e a Alice. Bella é uma pessoa muito especial para nós e a temos como filha também.

- Você também pai? – Rose se afastou olhando-o. – Você também está do lado dela? Nem por eu ser mais linda do que ela não gostam mais de mim? Entendi... É melhor eu ligar pra o Royce ou Lauren. Eles sim me percebem, não são como vocês. – rosnou raivosa.

- E por falar nele senhorita, temos que conversar sobre o que aconteceu hoje de manhã. Onde você foi? Por que saiu de casa às 7 da manhã? Quem estava com você? Quero respostas e não mentiras. – disse Esme olhando sua filha provocando seus olhos cheios de fúria.

- Agora que se preocupam comigo? Belos pais que tenho!- disse antes de voltar correndo escada acima e se trancando no quarto depois de bater a porta.

- Ow, ow... – disse Alice sorrindo enquanto passava os dedos indicadores massageando as têmporas em circulo. – Tem alguém muito louca aqui!

- Ela não está louca irmãzinha, isso se chama hormônios e eu odeio isso! – respondeu Edward sorrindo – Quando chegar sua vez ai sim lhe garanto que o louco serei eu!

- É melhor irmos preparar o jantar. – disse Esme acabando com o momento divertido entre seus filhos. Carlisle e eles assentiram e foram pra cozinha.

Ficaram nesse momento familiar divertido enquanto preparavam macarrão com queijo sem imaginar o que acontecia no andar de cima:

- Eu não a suporto mais! A odeio com toda minha vida! – resmungou no telefone Rosalie.

- Rose, Rose... Rosalie querida. Acho que você devia trabalhar no controle dessa sua raiva. – foi a resposta de Lauren do outro lado da linha – O momento ainda não chegou. O plano está traçado para Fevereiro e não vai ser por seu ataque de raiva que vamos estragar tudo.

- Mas faltam duas semanas pra isso, não sei se agüentarei Lauren! – reclamou à loira.

- Rosalie! Você soa tão ridícula!- Lauren gargalhou – Vem agüentando por anos e agora não pode esperar mais alguns dias?

- É que o que aconteceu hoje me tirou a paciência. Minha mãe me trocou por essa pirralha! – justificou Rosalie.

- Sossegue, depois de tudo você não vai precisar se preocupar com essa menininha. Ela se afastará do seu irmão, da sua casa, dos seus pais e claro, de você. Fique tranqüila e deixe tudo comigo. O plano é tão perfeito que não terá falhas. Eu sei o estou dizendo... – disse friamente Lauren.

- Assim eu espero. Obrigada por me ajudar Lauren... Você é uma amiga fenomenal. – agradeceu se sentando na cama mais relaxada.

- E você é minha melhor amiga sempre Rosalie – respondeu Lauren com voz infantil.

- Amanhã nos encontramos. Royce vem me pegar e depois passamos aí. – um risinho estranho foi ouvido do outro lado do telefone.

- Ah! Royce, sim, claro. Estarei esperando. Tchau! – Rosalie terminou a chamada estranhando esse último comentário dela, mas não alimentou o pensamento. Duas semanas a mais, duas semanas era o que ela precisava agüentar antes de se livrar de Bella, a melhor amiga do seu irmão que ela via como um inútil parasita.

Depois do jantar, Edward foi pra seu quarto e pegando o celular já carregado mandou uma mensagem:

Posso pedir perdão mais uma vez hoje?

Adoro você

Sua tartaruga

Minutos depois a tela do "tartaruga- cel" acendeu, era uma mensagem de Isabella:

Já está perdoado...

Também te adoro

Sua borboleta

Edward se despediu de sua Bella com essa última mensagem e depois de tomar banho quente caiu na cama. Pra sonhar e sonhar com Isabella... Como tinha feito todas as noites a alguns meses.

Além da casa dos Cullen há poucos quilômetros, Isabella abraçava seu celular. O motivo. Edward dizer que a adorava muito. O festival de borboletas não parava no seu estômago e os suspiros seriam à ordem do dia. Eram três simples palavras que significavam o mundo pra ela.

Depois de longos momentos suspirando e fantasiando, Bella se preparou pra dormir com um sorriso. Mesmo o dia tendo terminado bem, ela viu de perto a realidade que poucas vezes enfrentava. Se virar sozinha quando sua tartaruga não estivesse por perto. Estaria preparada pra enfrentar o mundo sozinha? Na realidade ela era uma inútil que sempre precisaria de um intérprete como um cego precisa de sua bengala ou de um guia que o conduza? Questões profundas se formavam no escuro do seu quarto antes dela dormir. Mil perguntas e nenhuma resposta.

E nesse mesmo cenário, nessa mesma noite em uma pequena casa quase fora de Forks uma conversa se desenvolvia.

- Ela sequer imagina o que vai sofrer. Isso não vai só afetar seu irmão e sua amiga surdinha. Se ela soubesse que também irá ser devastada pelos destroços do furacão que vamos causar – disse Lauren quase em sussurro enquanto se aconchegava a um corpo robusto que estava com ela na cama.

- E você acha que vai dá certo? – perguntou aquela voz.

- Às vezes acho que você não acredita na sua namorada, meu querido. – disse passando o dedo indicador no peito do jovem.

- Claro que confio em você pequena, eu também quero ver arruinada Rosalie Cullen e tirar vantagem disso... – disse maquiavélico aquela voz.

- Viu? Somos um casal perfeito. Eu também quero acabar com essa maldita loira. Eu a odeio! Tem dinheiro, um carro lindo e pra variar ainda tem um corpo de enfartar qualquer um. Maldita inveja que sinto! Mas vamos bater aonde mais vai doer, seu irmãozinho lindo. Ela acha que isso não vai lhe afetar. Idiota! – disse Lauren maldosa.

- Quem diria que momentos antes você disse que ela era sua melhor amiga de sempre! Sua hipocrisia é digna de um Oscar pequena! – disse rindo seu acompanhante.

- Quem merece um Oscar é você pelo que tem entre as pernas e preciso antes de dormir. Então tire essa roupa e me foda antes de ir pra casa.

- Seu desejo é uma ordem minha adorável bruxa de gelo de Nárnia – brincou com ela antes de atacar seus lábios com um beijo voraz.

Sorridente e satisfeita pela boa sessão de sexo dada pelo seu amado amante, Lauren foi pra cama repassando cada parte do plano que em poucos dias estrearia para acabar com a amizade de Edward e Isabella, levando junto o sofrimento pra Rosalie, sua suposta amiga que odiava graças à enorme inveja que sentia.

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Fevereiro chegou num piscar de olhos. Os primeiros dias de toda a secundária de Forks chegou com enfeites vermelhos e brancos como lembrete da próxima comemoração entre os estudantes: São Valentim*.

NT: São Valentim(ou Valentinus emlatim) é umsantoreconhecido pelaIgreja Católicaeigrejas orientaisque dá nome aoDia dos Namoradosem muitos países, onde celebram o Dia de São Valentim. O nome refere-se a pelo menos três santosmartirizadosnaRoma antiga. OimperadorCláudio II, durante seu governo, proibiu a realização decasamentosem seu reino, com o objetivo de formar um grande e poderosoexército. Cláudio acreditava que os jovens, se não tivessem família, alistariam-se com maior facilidade. No entanto, umbisporomanocontinuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimônias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega, Astérias, filha do carcereiro, a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram apaixonando-se e,milagrosamente, a jovem recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: "de seu Valentim", expressão ainda hoje utilizada. Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de270. E essa data ficou como o dia comemorativo dos namorados em alguns países.

A professora de literatura Sra. Wright desse ano do esquadrão encorajou os jovens a desenvolverem um projeto para essa data especial. Tinham que criar alguma coisa de forma artesanal, usando recursos básicos e econômicos como papel, pinturas ou galhos de árvores para serem dados ao colega de classe que achavam mais especial. O projeto não era obrigatório, mas estimulou alguns alunos, sendo a primeira aluna entusiasmada: Isabella Swan.

- Já sabe o que vai fazer? – perguntou uma tarde a sua tartaruga enquanto caminhavam da clareira até a casa dos Cullen. Edward negou.

- Sou uma negação com essas coisas Bella, não consigo fazer nem um barco de papel. – ambos riram da verdade que Edward disse. Bella era um prodígio nas artes manuais enquanto Edward era o gênio nas artes musicais. Diferentes um do outro, mas com um ponto em comum: a dedicação apaixonada que eles tinham quando tinham um novo projeto em mãos.

- Eu já sei o que fazer, talvez comece hoje à noite. Se precisar de mim é só falar. – Edward olhou estranhando. Por que ela estava oferecendo ajuda? Não suspeitava que o que ele fizesse seria justamente pra ela, sua única pessoa especial no mundo?

- Posso saber o que vai fazer? – perguntou pra sua borboleta. Bella respondeu como ele, estranhando com o olhar. Bobinho, se eu te digo estrago à surpresa. Não percebeu que será pra você? Pensou enquanto sorria pra ele.

- Você saberá quando for o momento – foi a resposta. Ele assentiu e segurando sua mão entraram sorrindo na casa dos Cullen para fazerem suas tarefas.

Nessa mesma noite como tinha dito, Bella começou seu projeto. Com uma folha de papel e lápis começou. De tempos em tempos olhava pra cima fixando na imagem que estava em cima do seu criado mudo. Fechando os olhos gravava os detalhes daquela foto e voltava ao papel, dando forma ao que tinha em mente.

Iniciou pelo rosto, seu queixo definido e forte, continuou com suas bochechas dignas de uma escultura de mármore como aquelas mencionadas pela professora de história que tem na Itália. Seguiu para as sobrancelhas cheias, mas ainda assim bonitas. Mais acima vinha o cabelo, de cor única e sempre rebelde onde nem mesmo uma foto poderia conter. O nariz perfeito, os lábios roliços que sempre formavam um sorriso. O desenho estava quase pronto, com exceção dos olhos que tinha deixado por último.

Concentrando-se novamente pensou no verde dos campos no verão, no verde das esmeraldas recém retiradas das minas brilhantes e belas diante de seu minerador. Pensou também no verde da carapaça de uma tartaruga, animalzinho que mesmo sendo considerado lento e muito desajeitado era prudente, sábio, forte e perseverante. Igual ao dono daqueles poços verdes na forma de olhos que tinha Edward Cullen, seu melhor amigo, sua pessoa especial.

A jovem borboleta sorriu quando viu seu trabalho terminado. Uma reprodução exata da foto de Edward que ela guardava como um tesouro, a imagem do anjo da guarda que dormia ao seu lado todas as noites.

- Espero que você goste Edward... – disse pra si antes de guardar o desenho em uma pasta e cuidadosamente escondeu em seu quarto.

Os dias que antecederam ao São Valentim passaram voando. O esquadrão comentava eufórico na hora do almoço sobre os trabalhos manuais sem deixar claro para quem iam destiná-los mesmo que todos soubessem essa resposta. Ben e Ângela trocaram presentes como Mike e Jessica que estavam há quase um mês saindo juntos. Bella tinha preparado um desenho pra Edward, mas e ele?

- Eu não fiz nada! – murmurou com raiva Edward quando viu o resto do pessoal com seus projetos finalizados. Bella o conhecendo muito bem notou sua frustração e se aproximou.

- Está tudo bem Edward, não fique preocupado ou oprimido por isso. Você fará alguma coisa... – lhe consolou sinalizando.

- Tenho uma idéia, mas será uma surpresa! – comentou. Ela assentiu segurando suas mãos sorrindo.

- Viu? O importante é a intenção. Você fará alguma coisa legal tartaruga, eu sei. Em seguida ele a abraçou vendo como sua borboleta era compreensiva com ele. A surpresa não tinha nada de manual, bom, um pouco... Queria tocar pra ela uma música no violão, uma que tinha começado aprender nas aulas no conservatório: Brown Eyed Girl do Van Morrison. Era perfeita pra sua adorada Bella, mesmo que ela não pudesse escutá-la faria de tudo pra que ela sentisse. No final era isso o que importava.

O São Valentim chegou em uma manhã de tempestade de neve, coisa normal em Forks. Nessa manhã Edward saiu cedo para comprar flores para sua mãe, irmãs e claro, sua garota de olhos cor de chocolate. Se despedindo das garotas de sua casa seguiu para encontrar Bella que já o esperava com um sorriso como em todas as manhãs.

- Minha garota dos olhos cor de chocolate... – disse emocionado enquanto lhe entregava as flores e a erguia no ar dando voltas com ela.

- Cuidado rapaz que o pai dela ainda está em casa – Charlie disse da cozinha e Edward desceu Bella imediatamente sorrindo desconcertado.

- Oi Charlie. – cumprimentou entrando na casa.

- Rapaz. - respondeu Charlie segurando uma xícara fumegante de café. – Preparado para o dia mais sentimental do ano? – perguntou divertido e Edward assentiu devagar.

- Estamos prontos para o cupido esse ano. Faremos o possível para sobreviver esse dia... E a noite. – disse essa última parte sussurrando.

- À noite? – Charlie perguntou levantando a sobrancelha.

- Isso... É... Então, Charlie... – gaguejou Edward sem saber por onde começar – Pensei em levar Bella pra jantar, claro se o senhor permitir. É algo simples e prometo que... – Charlie levantou a mão interrompendo ele.

- A cinderela volta antes das dez para casa.

- Mas Charlie... A cinderela... – ele ia explicar.

- Meu amigo Walt era muito liberal com a cinderela dele. Quero Bella de volta às dez. – Edward concordou contrariado e Charlie sorriu subindo para se arrumar e ir pra delegacia.

- O que foi isso? – Bella perguntou depois que seu pai saiu da sala.

- Hoje à noite tenho uma surpresa pra você... Você vai adorar! – respondeu sorrindo. Com os ombros encolhidos por não ter idéia do que falava ele, assentiu. Se ele dizia que ela ia gostar é porque iria.

Com a pasta que guardava o desenho foram para a escola. Chegando viram a euforia geral no corredor, decorado com ursinhos, flores e corações. Alguns comentavam sobre seus planos para o dia, outros sobre os presentes que esperavam ganhar dos amigos ou amores.

Um rumor estranho estava se espalhando nos corredores da escola de Forks. Como se fosse um segredo sussurrado no ouvido de alguns ou por bilhetinhos que chegavam acidentalmente nas mãos de qualquer um perto dos armários, como Edward.

Lauren Mallory convoca uma reunião extraordinária com todos os estudantes no ginásio da escola. De preferência apenas os rapazes, mas se por curiosidade as meninas quiserem aparecer estejam no local às 12:50 (dez minutos antes do almoço). Prometo uma grande surpresa.

- O que era? – perguntou Bella quando viu Edward lendo o bilhete. Ele amassou e jogou o papel no lixo.

- Nada importante Bells. Algum ato desesperado de popularidade onde as ovelhas seguem atordoadas uma encantadora serpente.

- O que? – perguntou uma confusa Isabella pelo uso de animais na explicação de Edward.

- Nada linda... – disse antes de beijar sua testa e tocar sua face. – Não é nada. – Ela sorriu e segurando sua mão e entraram na primeira aula do dia, biologia.

Rosalie que não fazia idéia do plano que sua amiga tinha arquitetado viu a cena à distância. Seu Royce com quem tinha uma relação estável e conhecida por todos da secundária não tinha aparecido para lhe dá um feliz São Valentim, e isso lhe deixou mais azeda após ter visto como seu irmão tratava sua amiga surda. Por que todos eram felizes menos ela? Mas isso estava pra mudar, estava certa disso.

A hora do almoço se aproximava e mais de um aluno esperava a próxima aula depois do recesso, literatura. Os jovens que dividiam essa matéria com Edward e Bella estavam na espectativa esperando os presentes que ganhariam dos seus colegas e não se agüentavam ansiosos para logo passar o almoço.

O sinal desejado foi ouvido, mas por motivos desconhecidos após dez minutos do horário normal. A maioria dos estudantes também esperavam a hora do almoço por outra razão bem diferente da turma de literatura e correram então para o ginásio onde a tal reunião aconteceria.

- Pronta pra comer? – Edward perguntou a Bella na frente da sala de história que ela tinha acabado de assistir. Assentindo comentou que morria de fome e queria uma enorme fatia de pizza e ele concordou dizendo que pagaria já que o dia de hoje era especial para os dois.

- Olha só se não é meu cunhadinho Edward Cullen. – ouviu-se Royce King no corredor. – Achei que estaria no ginásio como os outros.

- Não me interessa o que a amiga da minha irmã tem a dizer – resmungou aborrecido enquanto tirava a mão de Royce do seu ombro.

- Bem, todos devem está lá, então pequeno verme você não tem opção. – disse com raiva enquanto empurrava Bella e Edward pra entrada do ginásio.

- Imbecil! – murmurou ele enquanto perguntava se Bella estava bem. Ela segurou seu braço e confirmou, pouco depois de arrumar seus livros e a pasta com o desenho nos braços.

- Obrigada Royce! – gritou Lauren no meio da quadra de basquete. Edward arregalou os olhos quando percebeu que o valentão do namorado de sua irmã tinha falado a verdade. Toda a secundária estava ali. – Edward querido, sente-se com sua amiga. Eu vou anunciar uma coisa importante.

Rosalie que estava no lado norte da quadra olhava sorrindo em expectativa esperando o plano de sua amiga ser realizado.

- Estão se perguntando o que vieram fazer aqui? – todos assentiram. – Então, isso será rápido. Hoje é São Valentim e muitos de vocês não tem um encontro pra essa noite. Este é meu último ano nessa secundária nojenta e eu pensei em dar uma chance pra alguém entre vocês de me levar pra jantar romanticamente. Então eu irei escolher entre vocês quem irá me levar para jantar. O que acham? – perguntou afetada. Um assobio agudo e algumas vaias foram ouvidos no ginásio provavelmente de alguns nerds que não viam chance em realizar esse sonho de jantar com Lauren.

- Idiotas... – disse Edward negando com a cabeça. Bella ao seu lado pediu que ele dissesse o que estava acontecendo e ela concordou com o comentário dele.

- São muito idotas... – ela disse sinalizando e Edward assentiu sorrindo.

- A escolha será fácil. Tenho observado muito minha presa. – falou Lauren enquanto remexia seu quadril e passava pelas arquibancadas cheias de alunos. - E tenho certeza que ele morre pra ter um encontro comigo, mas não é muito corajoso pra me convidar, então eu vou dar um empurrãozinho. – disse se aproximando perigosamente de Edward.

- Diga logo qual é sua escolha Lauren! – Mark gritou, ele era um dos jogadores da secundária, amigo de Royce. Ela se aproximou mais de Edward e se abaixando até ficar nivelada com ele disse:

- Esse ano meu encontro de São Valentim será com... Edward Cullen! – houve um silêncio tenso no local. Os alunos do último ano não acreditavam no que tinham ouvido. Edward Cullen o menino do segundo ano? Lauren estava doida?

- Edward Cullen... – sussurrou Lauren no rosto dele. – Hoje à noite você me lavará para jantar e será um encontro inesquecível.

- Dispenso Lauren, hoje meus planos é com alguém mais importante que você. – respondeu se afastando o que podia e apertando a mão de sua borboleta que olhava a cena assustada.

- Mais importante como à coisa que está sentada ao seu lado? – perguntou.

- Bella não é uma coisa! – gritou possesso Edward.

- Que seja! Esse fenômeno... Você não vai me trocar por ela, entendeu Edward? – disse ela segurando seu rosto com força. – Ninguém dispensa Lauren Mallory, Edward. Ninguém e não será você, eu sempre consigo o que quero! Sempre! – disse isso batendo a boca na de Edward com força.

Bella que via tudo de perto soltou a mão de Edward rapidamente. O que estava acontecendo? Por que sua tartaruga estava beijando essa harpia?

Os segundo pareciam eternos para Bella que com dor via como os lábios de Lauren se mexiam na boca de Edward. O ginásio enlouqueceu com os assobios e aplausos incentivando que Lauren continuasse com o beijo. Edward tentava se afastar com força dela, mas sem conseguir pela força espantosa que ela fazia ao contrário.

A jovem borboleta sentiu seu coração partir em dois, um rompimento que dividiu sua alma com aquele show perto dela. E sem mais agüentar se colocou de pé e saiu correndo e tropeçando.

Edward se afastou com esforço empurrando Lauren pouco depois da fuga de Bella. O pessoal aplaudia enquanto Lauren fazia uma reverência. Rose via tudo emocionada, finalmente Isabella fugia de suas vidas como uma rata e desejava com todas as forças que nunca mais a visse.

- Bella? Bella! – gritava Edward afastando Lauren. Descendo rapidamente as arquibancadas correndo atrás dela. Não precisando procurar muito no corredor perto dos armários ele viu sua borboleta correndo desesperada e próximo, no fim do corredor perto dos banheiros estava Royce que a segurou.

- Shhhh... Está tudo bem, só vamos seguir com o jogo – disse sabendo que ela não escutaria e como Lauren espremeu a boca na dela.

- Bella não!- gritou Edward que corria até ela. Bella assustada tentava se afastar de Royce e daquele beijo nojento, mas a força dele não permitia. Quando escutou o grito de Edward Royce soltou Bella que respirava com dificuldade e limpava as lágrimas do rosto.

- Cunhadinho! – sorriu cruelmente. – Você estava aqui? Viu como essa jovenzinha me beijou apaixonadamente?

- Bella minha preciosa... – se aproximou devagar. Isabella sentindo a presença dele se afastou rapidamente.

- Me deixe em paz, não quero... Me deixe – disse sinalizando e soluçando.

- Minha borboleta, deixa eu te explicar. Eu só quero que você... – com as mãos tremendo ele tentava dizer o que aconteceu.

- Não se aproxime de mim Edward, por favor... – disse antes de sair andando pelo corredor e seguir pela saída.

- Bella! – gritou. – Que merda foi essa? – rosnou para Royce que ainda estava ali.

- Pergunte a Barbie, sua irmã tem todas as respostas.

- Rosalie, o que ela tem haver com isso? – perguntou desesperado.

- Tudo – ouviu Lauren que chegava. – Ela que planejou esse teatro pra separar você do bicho raro que você tem como amiga. Sim, veja como são as irmãs... Precisa de inimigo melhor? Não é amor? – disse acariciando o peito de Royce beijando-o depois. Certamente depois dessa atuação teriam outro encontro com o Oscar como naquele domingo, nesse sábado, sexta e todas as noites desde os últimos três anos.

Ouviu-se uns passos e depois um soluço.

- O que? O que é isso? – perguntou Rosalie incrédula com o que via. Lauren se separou de Royce afagando seu peito sorrindo.

- Surpresa linda! – disse alegremente. – Aproveita que estamos no momento lava roupa suja. Humm... Estávamos dizendo ao seu irmãozinho que foi sua a idéia do que aconteceu ali dentro. Ah! Veja! Você ganhou também um bônus em saber que seu namorado é meu amante há anos. Ele só saia com você pelo seu dinheiro e por seu carro! – disse sorrindo Lauren.

- Rosalie é verdade isso? – perguntou Edward.

- Royce, você estava com Lauren esse tempo todo? – perguntou Rosalie

- Ambas as coisas são verdade. Não percam tempo com essa idiotice! – gritou Lauren sem paciência.

- Nunca, escute bem Rosalie, nunca mais fale comigo na sua vida! – gritou Edward odiando ela. – Você está morta pra mim! – falou antes de sair. Edward se sentia um desgraçado e voltou ao ginásio pra pegar suas coisas. Na entrada viu uma pasta familiar no chão e a pegou com cuidado sabendo de quem era. Tentou engolir o soluço, mas não conseguiu depois que viu a folha que caiu da pasta.

Feliz São Valentim minha linda tartaruga

Sua borboleta que te adora

Bella.

Aquela mensagem escrita com uma bonita letra estava no verso do que parecia ser um desenho. Virando a folha viu sua própria imagem retratada a lápis. Sentiu suas pernas tremerem e caiu de joelhos chorando. Segurando o desenho contra seu peito com força e fechando os olhos desejando que tudo isso que aconteceu fosse um pesadelo. Um pesadelo que ele acordaria e não uma maldita realidade.

No corredor não muito longe do ginásio, outra pessoa chorava. Rosalie que com sua inveja não enxergava além do seu nariz se encontrava quebrada pelo que aconteceu. Nada tinha sido como imaginava, seu irmão lhe desprezava e sua melhor amiga que tinha como uma irmã a usou com seu namorado que era na verdade amante dela.

Uma fileira de peças de dominó que depois de cair à primeira pedra ia derrubando as outras até formar o caos que tinha nas mãos. Ela mesma tinha empurrado a primeira peça motivada pelo seu ódio por uma pessoa inocente como Bella e agora estava no chão do corredor da escola chorando. Soluçando ficou em pé e foi até o ginásio onde estava seu irmão destruído agarrado a uma folha de papel.

E essa imagem foi algo que ela nunca imaginou ver. O efeito colateral do que aconteceu antes. Se ela amava tanto seu irmão que tomou mamadeira até os 3 anos como foi capaz de causar tanta dor nele?

- Que merda eu fiz? – foi à pergunta que se fez antes de voltar a chorar... Dessa vez sem consolo algum...


Bem meninas, novo capítulo cheio de tensão.

Rose, Lauren e Royce, o trio da peste. Coitado do Ed e da Bella...

Enfim, eu queria dizer mais coisas, mas um assunto precisa ser esclarecido aqui: Principal - eu não vou abandonar a fic e antes que achem que o atraso de postagem foi algo proposital digo que não foi, estou com uma gripe fdp desde segunda que mal me deixa sentar por muito tempo. E sobre o aviso de hoje (obrigada pela compreensão das que entenderam), tenho que clarear alguns pontos pelo visto. Eu não faço essa tradução ou qualquer coisa por obrigação, já disse que é com muito carinho que o faço! Eu não estou procurando popularidade com excessos de reviews ou fazendo chantagens por influência da Leili, eu não preciso que ela "bete" minhas opiniões se isso não está claro aqui. Se alguém está em desacordo ou se milindrou por uma coisa que acontece em qualquer site que tenha fic como parte do todo, sinto muito, mas autoras/tradutoras/colaboradoras ou quem seja que se dedica a passar uma diversão para outras pessoas de gosto comum SEMPRE pedirão a opinião dos leitores, sem contar que como disse também hoje no twitter é uma forma de interação bastante apreciada por mim, então isso se resolve simplesmente assim: não gostou, não leia, mas não espalhem azedume por não gostar de fulado ou sicrano. De fato eu não gostei da insinuação velada feita a Leili e eu, aqui não tem criança pra ficar de jogo, que não quiser opinar, não o faça. É simples.

Beijos e até a próxima postagem e já sabem se precisarem falar comigo, no profile diz onde podem me encontrar.

Nota LeiliPattz:Vi que muitos concordaram com o aviso que a Di deu e agradeço por isso, mas vi uns e outros reclamando porque ela cobrou uma coisa que ela tem DIREITO de fazer. Olha ninguém ta aqui traduzindo para ter NÚMERO alto de reviews, só que a partir do momento que a fic tem muitas pessoas lendo e meia duzia deixando review, é sinal que tem alguma coisa errada aqui.
Vocês adoram ler, muitas adoram cobrar capítulos se a fic atrasar um dia, mas e agradecer pelo trabalho feito? Vocês fazem isso? Falta de tempo não é porque se tem tempo de ler um capítulo de 20 páginas tem 30 segundos para comentar.
Não queremos reviews do tamanho de livros, mas só de você compartilhar o que pensa sobre a fic ou o que sentiu com o capítulo ja alegra e muito tanto a nós duas como a autora que sempre está aqui acompanhando.
Isso que a Di e eu fazemos toma muito tempo nosso, e fazemos por vocês, como vamos saber se a fic está agradando se vocês não falam? Vamos pensar que ninguém gosta e postar cada vez com um tempo longo de distância, por que o que adianta a Di fazer de tudo para traduzir e eu parar as minhas coisas para betar, sendo que quando ela posta quase ninguem fala nada?
Eu sei que nem 10 por cento das pessoas que acompanham a fanfic chegam a comentar, vocês acham isso é justo? Não é. Review é a contribuição de vocês para a fanfic continuar, é o combustível para autoras e tradutoras. Sei que tem gente que não gosta das minhas cobranças, mas quando eu vejo que não ta justo eu falo mesmo, não tenho medo de parecer chata, só acho a falta de preocupação de vocês em retribuir isso quando nos preocupamos tanto em postar, muito injusto pelo trabalho que fazemos.
Pensem direitinho nisso.
E um beijo para todas as leitoras fiéis que estão comentando desde o começo, eu leio todas as reviews de vocês. Bye, LeiliPattz