Sesshoumaru pov's

Havia confusão em seus olhos pouco antes de apagar, corri e a segurei antes que atingisse o chão e se machucasse mais. Notei que ela tremia, seu rosto estava corado e notei que a temperatura estava baixando.

"humanos são fracos" afirmei segurando seu corpo com uma mão e retirando, com a outra, a parte de cima de meu kimono e a colocando sobre seu corpo para evitar que a humana adoeça.

"Se ela ficar doente Rin não deixara este Sesshoumaru em paz" justifiquei para mim mesmo.

Pego suas coisas largadas ao chão e corro para a caverna, teria voado ou me teletransportado mas, não arriscaria colocá-la em contato com meu youki de novo, isso agitaria meu sangue dentro dela, então o melhor jeito seria correr.

Ela gemeu chamando a minha atenção e reparei que ela estava pálida, mais que o normal e sua pele estava fria e aumentei a velocidade. A vi entreabrir os lábios e murmurar algo sem nexo.

Lembro-me de seus gritos mais cedo... Seria a culpa?

Chego a caverna algum tempo depois de anoitecer e Rin veio de imediato preocupada com a humana e começou um interrogatório, mas tudo que disse foi:

-ela desmaiou. Trate dela.

A pequena entendeu que não falaria nada e tratou de kagome, coloquei as sacolas ao fundo junto com sua coisa amarela e sai da caverna em direção a fonte termal.

Cheguei ao meu destino rapidamente e não tardei a me despir e a entrar na água, irmegindo em seguida sem me preocupar com o choque de temperatura.

"O que estava pensando este sesshoumaru ao salvar aquela miko?" pensei lembrando daquela noite mais uma vez.

O modo como a humana resolveu que não demostraria a dor, lembro-me de ter achado que ela era masorquista. Curei seu ferimento por fora, mas sabia que ela estava tendo uma pequena hemorragia interna, quando ela finalmente adormeceu eu me movi e lhe dei meu sangue para curar o resto. Acho que para não ter que aguenta-la por muito tempo, não por compaixão.

Este sesshoumaru desconhece tal sentimento.

Eu sabia que assim que lhe desse meu sangue ele agiria como veneno, porem era o meio mais rápido de cura-la e tempo era algo valioso para os humanos. Só teria que aguentar mais uma semana para que o organismo dela se livrasse de "mim" e ela iria embora, mas deveria ter previsto que meu sangue se agitaria assim que entrasse em contato com meu youki.

"Um erro que me causara uma grande dor de cabeça no futuro" pensei e senti a presença se aproximando.

-maldita humana._ murmurei antes de Hideki aparecer no meu campo de visão

-qual delas: A miko ou a orfã, Sesshoumaru-sama?_ falou Hideki, general da divisão especial da Lady do Sul.

-o que lhe tras aqui, hideki?_ perguntei o encarando. O maldito sorriso sarcástico pairava em seus lábios.

-Sempre tão direto Sesshoumaru~ Por que não me fala sobre essa humana? Soube que é uma miku muito talentosa!

-va direto ao assunto Hideki._ ordenei me levantando

-calma~ calma~ Sua mãe, Lady do Sul, deseja visitar suas terras ao Oeste e espera que seu filho possa lhe receber. Ela chegara em dois dias!

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Kagome pov's

Meu corpo esta dolorido quando acordei com o nascer do sol, mal pude aguentar me sentar como normalmente fazia, então desisti de levantar e somente fiquei ali parada de olhos fechados tentando fazer com que a dor de cabeça passasse.

As memórias do dia anterior estavam vindo a tona, desde a dor até o beijo sangrento de sesshoumaru e o modo como a dor passou logo em seguida.

"Era como se ele soubesse o que aconteceu, mas por que ele não me contou? Ah, que idiota! É claro, que não contaria kagome! Ele mal fala! Ele nunca viria casualmente e diria: ei humana você vai sentir uma dor escruciante, mas não se desespere por que eu vou te beijar e ela passará" não pude deixar de rir com minha imitação mental precária do youkai.

"isso foi ridiculo!" pensei enxugando uma lágrima e notando que finalmente amanheceu. Minha barriga roncou e me contorci com a dor que isso trouxe. Nunca pensei que fome doesse.

Rastejei ate minha mochila e cacei algo para comer encontrando o último pacote de lamen instataneo.

"tenho que comprar mais quando voltar..." parei o pensamento

"Eu não vou voltar"

Suspirei, ignorando a vontade de chorar e me esforcei para levantar. A dor só havia piorado, mas eu não aguentaria mais tempo sem comer então fui ate a fogueira apagada no inicio da caverna e acendi o fogo preparando meu lamen e o comendo com satisfação.

"menos um problema! Agora só falta um milhão..." pensei irônica e vi sesshoumaru retornando de não sei onde, provavelmente da fonte já que seus cabelos estavam úmidos. Na verdade eles sempre estão nesse horário...

-ohayo Sesshou... maru._ cumprimentei-o recebendo um olhar de volta. Ele dizia "hm"

-então que dizer que só toma banho à esse horário?_perguntei para puxar assunto, em dúvida se deveria esperar para tocar no assunto ou tocar de uma vez.

"Não acho que ele se incomodaria em me responder não é? Alias, eu estou nervosa. O assunto me deixa nervosa... Sera que não existe uma chance do beijo ter sido somente um sonho erótico meu? Mas por que eu sonharia com ele? Não, eu sei que foi real. Não teria esse gosto metálico na boca se não fosse real... Tenho que admitir que estou assustada, não sei por que senti aquilo e nem porque o correspondi. Sera que é sua semelhança com inuyasha?

Mas por que só consigo pensar nisso? E aquela dor, de onde veio? Aaah!"

Suspirei e murmurei sem perceber:

-tomara que não tenha sido real

-o que não foi real?_ ele perguntou, sua voz rouca que me fez perguntar-me se ele também havia acordado agora. Mas como ele é um youkai e ainda tinha duvidas que era possível ele dormir não falei nada. Nunca o vi dormi mesmo, nem comer...

-pare de fazer essas caras e responda, humana._ fui despertada pela sua voz.

"Mas o que ele queria saber que já não sabe? Ele estava la, deveria pelo menos saber que eu ficaria confusa ou será que ele acha que eu sou fria como ele? alguém que pode ignorar um beijo... Querendo ou não foi um beijo, meu primeiro! Como pôde ter roubado meu primeiro beijo!? Ainda mais sobre aquelas circustancias, na qual eu estava delirando... Mas o que era aquilo? Aquela dor... Por que so me senti bem quando ele me beijou? Não foi um beijo, ele só me deu seu sangue... Era só um meio mais rápido de tranferir não é? Mas por que seu sangue me fez bem?"

Estava tão entrertida com minhas dúvidas que não notei sua aproximação e pulei de susto ao vê-lo de pé à minha frente. Olhei para cima a fim de encara-lo, mas ele se vira e sai da caverna esperando que eu o seguisse. E assim o fiz. Andamos por alguns metros floresta adentro e paramos num local um pouco fechado, onde as arvores faziam um circulo de três metros ao nosso redor.

-por que me toruxe aqui?_ perguntei já sabendo a resposta

-Temos que conversar_ ele me disse, seus olhos estava sérios e como consequência disso o dourado havia escurecido.

-Sim, temos Sesshoumaru._ concordo tentando parecer confiante. Vi sesshoumaru se aproximar de mim e esperei que ele falasse algo.

-Serei direto Kagome. Eu quero que saiba que não tenho interesse em ficar com uma humana_ disse friamente e fico surpresa, não por ele ter dito o meu nome e sim pela conclussão que ele tomou.

-sesshoumaru acho que-

-Não tenho interesse em humanas. Não confunda os fatos, fiz aquilo por que necessitava e não por que tenho sentimentos por você. Não quero que crie esperanças a meu respeito, pois nunca irei retribui-las..._ ele continuou e fiquei totalmente estática

"mas o que...? Você esta entendendo errado!"

-espera, você acha que-

Tentei dizer, mas ele me interrompeu novamente

-Quero deixar bem claro isso kagome. Não tenho interesse em você, nunca terei e não quero ter que aguentar nenhum tipo de jogo de sua parte, não ira funcionar. Alem do mais eu-

Ele continuou a falar, mas não pude ouvir. A cada palavra eu sentia o sentimento aumentar e como consequência disso a dor de cabeça também aumentava. Estava com raiva, muita raiva! Ele acha que me entregaria tão fácilmente a alguém? Quem ele pensa que é se achando desse jeito? E por que ele não para de falar? Sera que não pode ser como foi por todo esse tempo? Um maldito youkai mudo e prepotente?

-você é uma criança comparada a mim e-

-URUSAI SESSHOUMARU_ gritei sem perceber, mas não me arrependi e falei antes que ele continuasse ou... me matasse, pois com a expressão que ele fez não soube ao certo quantos segundos ainda me restavam então aproveitei-os ao maximo.

-pare de me ofender sesshoumaru, sei que sou humana, mas isso não é motivo para me julgar tão facilmente.

Ele me encarou e senti que devia continuar.

-Primeiro: Você que me beijou e não o contrário. Segundo: Nunca gostaria de alguém tão grosso, insensível e prepotente aponto de roubar o primeiro beijo de alguém e mandar a pessoa ignorar o fato no dia seguinte, então não tenha conclusões precipitadas sobre mim e terceiro: eu nunca, NUNCA ME ENTREGARIA A ALGUÉM COMO VOCÊ!_ terminei sentindo um alivio tomar conta do meu corpo.

Sempre odiei ser julgada sem ter o direito de me defender, minha cabeça a mil e me virei para não ter que encará-lo. Talvez ele me matasse agora, mas pelo menos eu me esclareci.

Alguns segundos se passaram e o medo foi aumentando visto que ele não falara nada, fiz menção de voltar para a caverna, porem assim que dei o primeiro passo me vi prensada contra a árvore mais próxima.

Gritei apavorada e senti uma mão tampar minha boca e a outra prender meus pulsos. Vendo que parei de gritar ele retirou a mão de minha boca e me virou de frente a ele. Sua mão ainda prendia meus pulsos, mas agora acima da minha cabeça enquanto a outra mão apertava minha cintura.

Seu olhar era indecifrável, o que me deixou mais apavorada ainda. Tinha certeza de que seria morta agora.

-ME SOLTE!_ gritei assustada tentando me libertar, mas isso só fez com que ele me apertasse mais contra a árvore, tão forte que chegava a doer e fiquei muda somente lhe observando.

Ele me encarou e desceu o olhar para o meu corpo voltando-o para um local mais acima, sua boca foi de encontro ao meu pescoço, pude sentir o calor do seu hálito no local e fiquei apreensiva.

"o que ele esta fazendo" pensei quando senti seu contato contra minha pele.

Ele beijou e mordiscou de leve meu pescoço, de um modo que fez minhas pernas fraquejarem contra minha vontade. Ele subiu lentamente, beijando cada parte do meu pescoço e mordiscou meu lóbulo antes de sussurar 'abaixe o tom' pausadamente em meu ouvido fazendo com que todo o meu corpo arrepiasse.

" O que esta acontecendo?" pensei assustada vendo que meu corpo não me respondia e sim as provocações que sesshoumaru continuava a fazer.

-p-pare._ tentei pedir, mas minha mente teimava em obedecer as caricias dele.

Ele sorriu ao ouvir meu pedido e intimamente admiti o quão bonito seu sorrisso era, mas a situação me deixava preocupada e esse sentimento só piorou quando ele aproximou seu rosto do meu e mordiscou meu lábio de forma lenta, provocando-me, fazendo com que eu o desejasse e odeio admitir, mas ele o estava conseguindo.

E como se lesse minha mente ele me beijou. De novo. Dessa vez sem sangue, sem dor. Somente desejo de ambas as partes.

Assim que o beijo foi cessado ele se afastou e eu cai na relva sobre os joelhos. Minhas pernas continuavam bambas e algo dentro de mim se remexia.

"o que, o que foi isso?" pensei confusa sem saber, na verdade, o que pensar.

-Disse que não se entregaria a alguém como eu, ka-go-me_ ele disse, com um sorrisso em seu lábios. Um sorrisso de puro escárnio e percebi o quão tola eu fui.

-VOCÊ É REPUGNANTE SESSHOUMARU_ gritei sentindo nojo do maior. Como ele pode chegar a esse nível?

-mas não o suficiente para lhe fazer sentir repulsa, pelo contrário: você me deseja. Isso é algo primitivo, desde a antiguidade os humanos vem desejado os youkais. Atraimos vocês, não importa o quanto nos odeie_ falou de forma fria me encarando de braços cruzados

-Isso foi tão baixo sesshoumaru_ meu tom de voz diminuiu e senti o bolo se formar em minha garganta.

-TÃO BAIXO, ATE MESMO PARA O MAIS INSIGNIFICANTE YOUKAI!_gritei e levantei decidida a fugir dali e foi isso que eu fiz, criei uma barreira ao meu redor e fugi. Alias, barreiras são meu único forte. Ele não conseguiria me encontrar tão facilmente.

Corri ate minhas pernas doerem e parei me encostando numa arvore grossa, deixando que as lágrimas fluíssem.

Nunca pensei que ele pudesse ser tão insensível, que ele pudesse brincar com os sentimentos dos outros. ASSIM COMO SEU IRMÃO!

Eu não o amo, mas eu...

Não acredito que por um momento me entreguei a ele...