Chega o dia do Festival.

Sesshoumaru encontra-se cada vez mais apaixonado pela jovem... mas, esta encontra...

Haru no Matsuri ( Festival da Primavera)

Era Muromachi - Sengoku-jidai ( era dos países em guerra ) 1.500 DC

O dia tão esperado, enfim chega.

A Vila próxima ao castelo, encontra-se enfeitada e bem colorida, afinal, o tema era a Primavera. No centro desta, em um palco imenso montado ao ar livre, haviam dançarinos humanos dançando sobre os sons de instrumentos tocados por youkais, alternado com Taiko ( o tambor japonês), este tocado em solo e também em grupo, inclusive uma demonstração de artistas marciais em lutas simuladas.

Sem contar uma cantora youkai, em um belo kimono, cantando Enka, conhecida como a canção popular japonesa, ao som de koto e shakuhachi. Tendo por último, um Sankyokugassô( literalmente "concerto de três instrumentos" ) com o koto, shakuhachi e o shamisen.

Não muito longe dali, havia um teatro, com artistas interpretando contos, como lendas japonesas e também, próximo dali, um teatro kabuki.

Haveria também enormes okedo-daiko, que seriam tocados por muitas pessoas, enquanto serão transportados pelas ruas, no encerramento oficial do Festival.

Em sentido longitudinal, foram disponibilizadas barracas de madeira, contendo brinquedos, jogos e de comida, tanto para youkais quanto para humanos.

Haviam muitas pessoas e de vários niveís, indo do mais pobre ao mais rico e Rin andava pela multidão, esta abrindo caminho ao vê-la escoltada por soldados youkais fortemente armados, além da presença de Kiumi e Mizuki, ambas, com kimono simples e gi, sendo a roupa da jovem, mais requintado que os delas. Ela cumprimentava à todos com um doce sorriso no rosto.

Trajava um furisode (kimono com mangas longas e esvoaçantes) colorido e brilhante e uma gi alva, nos pés, um zôri trabalhado, confeccionado com detalhes brilhantes. Seus cabelos estavam presos por um singelo laço azul, com uma rosa branca no centro.

Também olhava admirada o evento, feliz, em ver que saira como planejara e esperava que Sesshoumaru sentisse orgulho dela.

Vê uma criança chorando, pois, seu doce fora derrubado. Ela compra outro, com o dinheiro que o Imperador deu e entrega, sorrindo, afagando a cabeça do pequeno, que para de chorar e agradeçendo, corre feliz, tornando a entrar entre a multidão.

Não sabia que o poderoso daiyoukai olhava para ela, desde que chegara ao evento. Estava com o chefe da segurança do festival, este repassando todos os procedimentos que tomara para que o imperador conferisse. Ele sempre fazia questão de conferir pessoalmente tudo que era relativo à segurança.

O inudaiyoukai apenas ouvia, pois, seus olhos teimavam em vê-la. Jaken estava junto dele e fala impassivél para o sapo, conseguindo retomar parcamente o controle de seus orbes dourados como o sol, que estavam fascinados pela meia-tennin.

- Vá para junto de Rin.

- Sim, senhor! - e sai correndo dali, para fazer o que fora ordenado, sob pena de ser castigado, caso descumprisse a ordem.

- Está tudo bem assim, Sesshoumaru- kôkuo- sama, preciso mudar algo? - o youkai pergunta servilmente, segurando os relatórios.

- Intensifique a guarda em torno do festival, há muito mais gente do que o esperado.

- Hai! Sumimassen (com licença) - fala, curvando a cabeça.

O inudaiyoukai apenas faz um gesto com a mão, ordenando que se retirasse, o que este prontamente faz, seguido pelo calcanhar por seu ajudante.

Ele continua admirando a jovem e ao vê-la cuidar de uma criança, a imaginou como sendo uma boa mãe. Encontrava-se tão perdido em pensamentos, que não percebeu a aproximação de seu general, que sorria ao ver o olhar de seu Imperador para a meia tennin.

Leva a mão fechada á boca e pigarreia, chamando a atenção dele, que se vira, com a face impassivél e arqueia a sombrançelha ao ver o sorriso, perguntando:

- Por que sorri, Tsukikaminosou?

- Apenas vi uma cena que me deixou feliz, meu rei.

Sesshoumaru nada fala e luta contra a vontade quase irresistivél de tornar a ver sua humana. Se supreende ao chama-la de "sua", embora sua face nada demonstrasse.

- Tenho uma informação sobre as fronteiras de vosso reino... no lado leste, há uma movimentação suspeita.

- Entendo... vamos á sala de reuniões.

O outro acena com a cabeça e segue o imperador, que se retira dali, um tanto chateado por deixa-la sozinha.

Rin avista, de repente, InuYasha, trajando um sokutai( vestimenta usada por nobres do sexo masculino) e Kikyou, usando uma juunihitoe (vestimenta de 12 camadas utilizado pela nobreza), diferente das roupas que vira na guerra, ambos, abraçados passando pelas lojas e comentando delas, enquanto tinha uma forte escolta, armada e com trajes lustrosos, tendo por cima, armaduras reluzentes. Ela corre até eles, supreendendo a guarda pelo ato repentino e inesperado, os obrigando a correr rapidamente. Já deviam estar acostumados, afinal, era sempre assim.

Pelo olfato, o hanyou a detecta e ao avista-la, avisa Kikyou e ambos exibem um imenso sorriso. Chegando até eles, cumprimenta-os, baixando a fronte levemente:

- Yokoso! (Bem vindo) InuYasha-sama e Kikyou-sama! Konbanwa!

- Arigatou, Rin-chan. Konbanwa. - a sacerdotiza fala com a voz doce, acariciando a cabeça da jovem, que sorri.

- Muito obrigado, Rin-chan - InuYasha sorri - sabe onde está Sesshoumaru?

- Rin não viu Sesshoumaru-sama no Festival... deve estar no castelo.- responde, pensativa, o dedo no queixo.

O casal se entreolha, incrédulo. A miko pergunta:

- Ainda o chama pelo sufixo "-sama"?

- Claro! - exibe um imenso sorriso - Sou serva pessoal dele, logo, é claro que usarei "-sama".

InuYasha dá uma leve risada e Kikyou, sacode a cabeça para os lados, sorrindo.

- Não parece uma serva pessoal, não com essas roupas. - o hanyou comenta em um tom divertido.

- Rin também acha isso... mas, Sesshoumaru-sama comprou, junto com outras, para que escolhesse, junto de vários zôris trabalhados.

Nisso, os três caminham juntos, Rin andando mais atrás do casal, até que estes pedem para que ande no lado, o que prontamente faz. O hanyou e sua esposa puxam conversa com as duas jovens que acompanhavam-na. No início, ficam um tanto nervosas, mas, depois relaxam, vendo que de fato, como haviam ouvido, o princípe tinha a personalidade contrária ao do irmão.

- Está lindo o Festival, Rin-chan... meus parabéns! - a sacerdotiza fala, fascinada pelas atrações diversificadas e atraentes.

- Sim... a notícia se espalhou por toda a Terra do Oeste, vieram ricos de todo o reino e fora deste, além de nobres. - o ouji comenta, olhando um teatro kabuki que acabara de começar.

- Bem - fala um tanto sem graça - não contava que apareceriam tantos assim, me supreendi, devo confessar. Ainda bem, que coloquei bastante gente para me ajudar a organizar e para coordenar o festival.

- Também, lindo desse jeito, por que não apareciam tantas pessoas e youkais? Sem contar, que há séculos não era realizado um Matsuri...

- As pessoas estavam sentindo muita falta dessas festividades... com a guerra, não havia tempo para isso... - para, ao ver o semblante da humana triste, olhando para baixo.

- Não é sua culpa... você foi usada por eles... - Kikyou se agacha, acariciando a face da jovem, os olhos desta úmidos.

Ergue e olha para a miko, que sorria gentilmente.

- Mas... mas... eu...

- Se culpa pelos monges?

- Sei que me usavam, sei que faziam perversidades com os youkais... mas... mas... - enquanto tenta falar, uma lágrima escorre de seus orbes castanhos.

- Eles provocaram essa situação... sabe, qual motivo os levou a guerrear?

- Nunca me falaram...

A esposa olha para seu marido, que confirma com um menear sutil.

- Os outros monges, sempre pensaram que fora para salvar os humanos dos youkais e etc... mas, na verdade, o que iniciou isso, foi um monge que se apaixonou por uma humana, há séculos atrás, mas, esta se enamorou por um inudaiyoukai...

As amigas de Rin ouviam atentamente, surpresas. Os guardas não deixaram de ouvir e acharam um motivo idiota, tudo ter sido causado por causa de uma mera fêmea humana.

- Hã? - para de chorar e olha para ela, que suspira, cansada:

- Sim... só por esse motivo egoísta... Essa humana era...

- Minha mãe, Izayoi. - InuYasha fala, um pouco triste.

Mesmo adulto, sentia muita falta de sua genitora, afinal, era muito apegado á ela e haviam acordado, que a filha deles se chamaria Izayoi e se tivessem mais uma filha, seria Kaede.

- Não sabia... - seca as lágrimas e se recupera.

- Então, não se sinta culpada... o culpado é aquele que provocou essa guerra toda, só por que era um mimado e egoísta, que não aceitou perde-la para um youkai e usou falsos pretextos para guerrear e causar sofrimentos de ambos os lados.

- É verdade, Rin-chan - Kiumi fala, apoiando a mão no ombro dela.

- Não há motivos para se culpar... nós perdemos pessoas preciosas nessa guerra, mas, nunca lhe culpamos... afinal, foi usada por eles por todos esses anos... vivendo presa em uma "gaiola de ouro".

Aquela conversa, ajudara e muito, juntamente com o que suas amigas falaram.

Mesmo no infímo de seu coração, sentia-se culpada por causar a derrota dos monges, mas, isto, entrava em conflito com as perversidades que eles faziam. Também, não achava certo a "vingança", mas, ela não se vingou, quer dizer, não sabia da verdade. Enfim, em muitos momentos as lembranças vinham à tona e entrava em um imenso conflito interior, de pensamentos contraditórios e no final, não sabendo o que realmente pensar.

A agora, princesa, pois se casou com o princípe, lhe ajudara e muito, auxiliada também por Kiumi e Mizuki.

Vendo a jovem melhorar, se entreolham, agora sorrindo.

- Temos uma notícia excelente, Rin-chan. - a hime fala, não conseguindo conter a imensa felicidade que se apodera dela.

- Qual? - já estava como sempre, sorrindo.

O meio youkai fala, após fazer um breve suspense:

- Nós teremos um filho! - e abre um imenso sorriso.

A meia tennin fica feliz, seus "olhinhos brilhando" e parabeniza, feliz:

- Meus parabéns! É menino ou menina?

- Que notícia maravilhosa, InuYasha-ouji-sama! - Kiumi

- Isso é uma notícia muito boa, Kikyou-hime-sama. - Mizuki comenta.

- Ainda é cedo, mas, Inu-chan diz que será menina.- fala, olhando para seu amado, de maneira apaixonada.

- Como assim já sabe? - a meia tennin pergunta, confusa- Não disse que ainda era cedo?

Inuyasha apenas ouviu a pergunta, pois, olhava para sua esposa com a mesma intensidade e acaricia a face dela e em seguida, seu ventre, por cima da roupa. Nisso, se beijam intensamente e apaixonadamente, ela pondo as mãos delicadas em cima das dele em seu ventre. Em seguida, se separam, este falando:

- Nós, hanyous e principalmente youkais pressentimos as coisas... apenas pressinto que será menina. - fala, enquanto Kikyou apoía sua cabeça no tórax dele, suspirando de contentamente, sentindo o cheiro másculo dele que tanto amava.

Ela olha a cena feliz e imagina-se, momentaneamente, junto com o Imperador, este, acariciando seu ventre. Sente que cora violentamente e os batimentos de seu coração aumentam. Suas amigas lhe ensinaram sobre os diversos tipos de amor e formas, acabando por aprende-las, embora não tivessem explicado sobre sexo, apenas comentado superficialmente. Vendo-a grávida, sentiu uma vontade imensa de perguntar, como as mulheres ficavam grávidas.

Após conhecer sobre as várias faces do amor, descobre o que era os sentimentos que nutria por seu senhor. Simplesmente, estava apaixonada, mas, sabia que como uma meia tennin e serva pessoal, não teria a miníma chance e decide ocultar os sentimentos em seu coração, com medo que o daiyoukai se afastasse. Preferia te-lo ao seu lado, mesmo que significasse, guardar esse amor para o resto de sua vida, do que confessa-lo e este se separar dela, a largando em alguma vila ou partindo, sem que pudesse revê-lo.

Sai de seus devaneios, com a chegada de um mensageiro do Castelo, que entrega um pergaminho ao princípe, permanecendo curvado, esperando a resposta, enquanto o hanyou lê.

Kikyou olha também para o pergaminho, percorrendo-o com os olhos e em seguida, suspira, cansada. Já, InuYasha fala, não contendo o aborrecimento em sua voz:

- Avise ao seu senhor que estou indo agora.

- Hai! Sumimassem, InuYasha-ouji-sama.

Com um aceno da cabeça do princípe, o youkai se curva mais uma vez, antes de se retirar dali. O meio youkai coça a nuca, cansado. Odiava reuniões, ainda mais com seu meio irmão.

- Reunião agora... que droga... quer vim Kikyou?

- Quero ficar junto de você... - fala manhosamente e se beijam, mais uma vez. - tudo bem, Rin-chan?

Pergunta olhando para a meia humana que sorri e responde:

- Tenho minhas amigas, Kiumi e Mizuki.

- Mata aimashôo ( nos encontraremos novamente) - a miko fala, sorrindo, afagando a cabeça dela.

- Hai! - concorda, retribuindo o sorriso.

- Cuide-se, Rin-chan. Oyasuminasai - e o hanyou também afaga a cabeça dela, antes de pegar sua esposa no colo e leva-la dali.

A jovem torna a conversar com as amigas e nisso, Jaken, ofegante, surge, apoiando-se precariamente no nintoujo, o bastão de duas cabeças. Ela dobra os joelhos e olha-o, sorrindo:

- Algum problema, Jaken-sama?

- De... devo... fi... fi... ficar... jun... jun... junto... de... de... você.

Fala ofegante e senta no chão, enquanto relaxa. Após alguns minutos se levanta, cansado, mas, nem tanto. Correra feito um "louco" atrás da jovem, para ficar junto dela, conforme as ordens de seu senhor.

Vendo-o cansado, decide parar, para que este se recuperasse. Após um tempo, recomeçam a caminhada, ela, admirando tudo a sua volta e conversando animadamente com as duas amigas. O sapo revira os olhos, murmurando "Fêmeas..."

- Veja, que joía rara!

Elas param e Jaken também, descobrindo a quem pertencia.

Era um nobre, seguido por guardas, servos e ao seu lado, uma bela youkai gueixa, de cabelos rosas e olhos verdes, trajando duas camadas de quimonos coloridos, presos atrás do corpo, indicando não ser uma simples prostituta, pois, se fosse, seria na frente o laço. Fazia movimentos suaves e elegantes. O youkai tinha olhos dourados e cabelos negros, presos em um rabo de cavalo baixo. Trajava vestes nobres. Após olha-lo por um tempo, se lembra de quem é:

- Kawadamaru-ouji-sama! - o servo cumprimenta, curvando-se.

- Vejo que me conhece...

Nisso, seus olhos correm para a jovem meia tennin da cabeça aos pés, esta observando curiosamente a gueixa, já esta, exibindo um olhar altivo. Ele se aproxima e pergunta:

- Qual seu nome?

Ouvindo que era um princípe, se curva e fala:

- Sou Rin, Kawadamaru-ouji-sama.

- Me chame só de Kawadamaru-sama... - nota a escolta dela e o sapo - É filha de algum rico?

- Não - sacode a cabeça para os lados - sou serva pessoal do Sesshoumaru-sama. - termina sorrindo.

Após se recuperar dessa informação, o nobre comenta:

- Serva pessoal... - repete, não acreditando - com essas vestes e escolta, pensei que se tratava da filha de uma pessoa rica.

- Também achei um tanto exagerado as roupas, mas, Sesshoumaru-sama comprou-me várias e pediu que escolhesse - fala inocentemente, as amigas desta olhando do nobre para a jovem e vice-versa, torcendo as mãos de nervosismo.

- Agora entendi! É isso! É uma concubina. - e olha de cima para baixo, desejoso - vou pedir ao seu senhor, para que dê você hoje para mim...

Fala, "comendo-a" com os olhos. Por algum motivo, aquele olhar causou calafrios nela, embora, não compreendesse direito o porquê. Já, as amigas, a puxam, esta confusa e elas, assustadas. Jaken coloca-se na frente e fala, os guardas se aproximando para defender a meia tennin.

- Não a chame assim...

- Ela é serva pessoal dele e ele lhe compra kimonos... o que mais seria?

- Não é nada disso, Kawadamaru-ouji-sama... - o pobre servo sapo tenta defende-la, mas, sem deixar de faltar com o respeito, pois, Kawadamaru era um princípe.

- Claro que...

Para ao ver quem chegara.

OooOooOooOooOooOooOooOooOooO

Parei na melhor parte XDDDDDDDDD

Foi mal srsrsrsrrsr

Vamos deixar um "suspense" XDDDDDD

Espero que tenham gostado do capítulo XDDDDD

Muito obrigada pelos reviews.

E assim como obrigado, quero pedir desculpas pela demora em atualizar.

Muito obrigada pelos reviews: Yuuki-chan s2 , - Anny T. ' ,Kou-chan s2, susan, LunnaNowa, Rukia-hime , Yuuki-chan, , Rin Taisho Sama , Nami-chan vampire , Acdy-chan , Kate Simon Cullen . sandramonte , Acdy-chan , raiza, Ana Spizziolli, Pammy-sama, Raiza, queenrj, Tamy Reginam, paty saori, bek-chan, sandramonte , pequena rin, Debs-Chan , LunnaNowa , camila townes, Yuuki-chan, - Anny T. ' , Suellen-san .

Por favor, me avisem se esqueci alguém.

E da mesma forma que agradeço os reviews, pois, fizeram uma ficwritter feliz, peço também desculpas pelo atraso e abandono da fic, mas, eu voltei, para finaliza-la. Terminando-a, continuo a fic de Inunotaishou ^ ^

Das fics de InuYasha, vou dar prioridade a essa.

Novamente, eu sinto muito...

A partir deste, responderei os reviews, um a um, aqui, nas notas ^ ^

Notas:

王子(おうじ)- ouji - Princípe real.

Furisode - kimono com mangas longas e esvoaçantes, usado somente por mulheres solteiras. Uma mulher casada usa um tomesode, que tem mangas mais curtas e é decorado apenas na metade inferior. Um tomesode colorido pode ser usado somente em ocasiões formais.

Zôri - essas sandálias possuem solado plano e não têm plataformas, além de serem de palha ou de madeira envernizada, que podem ser usadas tanto por homens quanto por mulheres. O zôri trabalhado é usado em ocasiões formais juntamente com o quimono. Essas sandálias com vinil são menos formais e são mais populares para o uso com o yukata (quimono leve) de verão. Há ainda a confecção com detalhes brilhantes. Ao contrário do geta, o zôri possui uma parte acolchoada na região do calcanhar. Para os homens, as sandálias são mais quadradas e para as mulheres, mais arredondadas.

Koto - é geralmente considerado como um banjo. Possui apenas três cordas de seda trançada. O braço e o corpo do instrumento são feitos de madeira e somente parte do corpo é revestido de pele de gato bem esticada. Três estacas de marfim e madeira são colocadas na extremidade do braço para ligar as cordas ao corpo.

Shakuhachi - um tipo de flauta de bambu sem palheta, criado originalmente na China e chegou ao Japão na Era Muromachi (1338-1573). Era usado em cerimônias budistas, mas depois tornou-se uma arte solo.

Shamisen - oriundo, inicialmente da China para as ilhas de Ryûkyû (Okinawa), de onde passou para todo o Japão na segunda metade do século XVI. Logo ganhou grande popularidade e aos poucos, foi se alterando a maneira e o modo de se fazer e de se tocar o shamisen até como ouvimos e o encontramos hoje em dia. Era usado originalmente como acompanhamento nas artes narrativas, tanto nas artes cênicas clássicas como kabuki e bunraku, bem como nas artes musicais populares, como as canções folclóricas minyô ou o enka

Na Era Edo, o Koto, Shakuhachi e Shamisen, começaram a ser usados em conjunto dando origem ao estilo musical chamado Sankyokugassô , literalmente "concerto de três instrumentos".

Taiko - é o tambor japonês.

Abaixo, tipos de tambores japoneses:

Kakko (羯鼓) - pequeno tambor usado no gagaku

Taiko (太鼓), literalmente "grande tambor"

Ōtsuzumi (大鼓) - tambor de mãos

Shime-daiko (締太鼓) - pequeno tambor tocado com baquetas

Tsuzumi (鼓) - pequeno tambor de mão

Tsuri-daiko (釣太鼓) - tambor num suporte com uma cabeça ornamentalmente pintada, tocada com uma baqueta estofada.

Ikko - pequeno, tambor decorado ornamentalmente, tendo uma forma de ampulheta.

San-no-tsuzumi (三の鼓) - tambor de formato de ampulheta de duas cabeças; assolado em um único lado.

Den-den daiko (でんでん太鼓) - tambor pellet, usado como brinquedo para crianças

Os tambores okedo-daiko vão desde pequenos instrumentos fáceis de carregar até o maior de todos, os tambores japoneses. Diferentemente do nagado, este tambor pode ser feito em vários tamanhos, mas, não em qualquer tamanho, devido à sua construção com tábuas de madeira. Os Okedo-daiko em festivais, são tocados por muitas pessoas enquanto são transportados pelas ruas.

O okedo também pode produzir um som metálico por percussão em seu anel chamado "ka." Ao produzir este som, os músicos devem ter cuidado para percutir apenas a parte externa do anel metálico e não o ponto de fixação no corpo do instrumento. A madeira fina e leve do okedo pode ficar marcada e rapidamente deteriorada se atingida.

Já, no Japão feudal, taikos eram frequentemente usados para motivar as tropas, para ajudar a marcar o passo na marcha e para anunciar comandos e anúncios marciais. Ao se aproximar ou entrar no campo de batalha, o taiko yaku (tocador de tambor) era responsável por determinar o passo da marcha, usualmente com seis passos por batida do tambor (batida-2-3-4-5-6, batida-2-3-4-5-6).

Termos e iten associados aos tambores japoneses.

Bachi - as baquetas de madeira utilizadas para tocar o taiko.

Ji - também chamado Jiuchi, é um ritmo básico usado para suportar o ritmo principal ou o O-uchi. Alguns dos ritmos mais comuns para o ji são don doko, don ko, ou don go (padrão sincopado). Um Jikata é o músico que toca o ritmo ji.

Ma - um termo japonês para "espaço", é usado na música para descrever um período de silêncio (pausa). Na execução do taiko, ma é o período de tempo entre as batidas.

Oroshi - é caracterizado por uma série de batidas no tambor. O executante começa lentamente com muito ma. Gradualmente o tempo de ma entre cada batida diminui mais e mais, até que seja tocada uma sequência muito rápida de batidas.

O espetáculo de kabuki, é o mais popular teatro tradicional japonês. O que causa maior impacto é o efeito visual levado aos extremos do exagero, onde cada detalhe possui importância vital para compor o clima da época, fantasticamente delineada.

Num processo acumulativo, o kabuki veio associando influências em primeiro lugar no teatro Nô e do Kyogen e posteriormente refugiou-se dentro do enredo do Bunraku (teatro de marionetes). O kabuki passou então a se definir com as próprias características no fim do século XIX, quando ocorreu sua fase de amadurecimento.

Era, antes, interpretado por mulheres, mas, foi proibido e agora, é somente interpretado por homens.

O que realça a presença dos artistas kabuki é a maquiagem altamente estilizada, marcando os contornos dos olhos, os cílios e a boca. Cada cor está ligada a uma simbologia que representa o temperamento do personagem, assim como o branco é usado por mulheres e jovens apaixonadas, o vermelho retrata a ira e a cólera, o cinza a melancolia, azul-preto os vilões e o verde os espíritos diabólicos e visitantes de outro mundo.

No Período Heian, a corte imperial vestia três tipos de trajes: cerimonial, formal e comum, de acordo com a ocasião. As roupas formais femininas eram nomeadas de juunihitoe (vestimenta de 12 camadas utilizado pela nobreza) e as masculinas de sokutai. O traje é utilizado até hoje pela realeza em casamentos.

Era Muromachi ( 1333 DC - 1567 DC) - uma era marcada por inúmeros conflitos pelo poder, entre xogunatos e imperadores, além de samurais, revolta de camponeses, e rebaixamento da mulher na sociedade pois houve alteração da forma de casamento A mudança de muko-tori (marido indo morar na casa da noiva) para yome-iri (esposa fazendo parte da família do marido) tirou das mãos do genitor o controle sobre sua filha após o casamento e com isso, a divisão dos bens para a filha deixou de existir, rebaixando cada vez mais a posição socioeconômica da mulher.

Já as revoltas dos camponeses ocorrera pois o século XV foi marcado também por anomalias climáticas, ocorrendo em várias regiões do Japão o tempo frio atípico, houve falta de alimentos e epidemias, que ocorreram principalmente durante o grande flagelo de 1461, gerando cerca de 84 mil mortes só em Quioto. Com isso ocorreu levantes de camponeses que ficaram conhecidos pelo nome de tsuchi ikki. Por exemplo, em 1428,ouve, na região de Kinki, foi o primeiro levante na história do Japão reivindicando a anistia.

Com o desenvolvimento da agricultura, aumentou o poder do povo, incentivando a luta pela diminuição da carga tributária. A falta de arroz e a conseqüente elevação de seu preço fizeram com que os transportadores, que passaram a ter dificuldades, se unissem aos agricultores. Esses fatores junto aos juros altos cobrados sobre às dívidas, impulsionaram grandes revoltas no arquipélago e para piorar uma falta de política firme do xogunato Ashikaga, acabou causando a sua queda após 15 gerações.

Dentro dessa Era ocorreram diversos conflitos e um ficou profundamente marcado, a era Sengoku-jidai ( era dos países em guerra ) que vai de 1467 DC até 1573 DC.

Pois enquanto os senhores feudais (shugo daimiô) lutavam em Quioto, seus vassalos, que ficaram nos seus feudos, usurparam o poder, dando início a uma guerra entre os mais fortes para tentar a conquista do domínio do Japão suplantando seus superiores, ou traindo parentes e amigos para com isso adquirir mais poder e terras, sendo chamados estes ascendentes de sengoku daimiôs que construíam castelos no alto da montanha, onde possuíam boa visibilidade em caso de um ataque inimigo, mas, costumavam morar em casarões construídos na parte plana, no sopé da montanha, em torno do qual acabavam surgindo cidades

Dentre estes destaca-se Oda Nobunaga de Owari (província de Aichi), um grande estrategista, frio, que destruiu um a um os seus inimigos, até chegando a mandar incendiar o Templo Enryaku-ji, porque seus monges desobedeceram às suas ordens e em 1573, Nobunaga expulsou o décimo quinto xogum, Ashikaga Yoshiaki (1537~1597), de Quioto, encerrando dessa forma a Era Muromachi