Nota: Oi, olha mais um capitulo para vocês, então quando eu li o livro pela primeira vez eu achei a mesma coisa -claro que ela vai se segurar, só vai ter algo depois do casamento e depois eu fiquei OHOHOH Harry safado- mais enfim, obrigada pelo comentários e a todos que deixaram também, espero que estejam gostando.

Nota 2: Eu troquei o nome do pai do Harry, para Thiago, porque eu me esqueci que depois vai aparecer um personagem com o nome de James e eu simplesmente não consigo ver ele com outro nome, então se tiver Lorde Thiago é o pai do Harry ok,? Eu vou revisar todos os capítulos para mudar o nome.

Bem, ta bom de enrolação. Beijos e até a próxima.

Na manhã seguinte, Harry achou engraçado quando Hermione acordou lentamente a seu lado, ficou tensa e tentou se afastar, como se nada tivesse mudado entre os dois. Segurando seu braço, puxou-a de volta para a cama, e ela começou a dar risadinhas e foi cedendo assim que ele a fez se lembrar do prazer que o corpo dele era capaz de lhe dar.

Harry tinha certeza de que nunca tinha encontrado uma mulher tão apaixonada na cama quanto Hermione Granger, que dava e recebia em iguais proporções. Era tão audaciosa quanto a mais vulgar prostitutas e, no entanto, gentil como a virgem inexperiente que era antes de Harry roubar-lhe a inocência.

Mas ela parecia não se arrepender das horas que tinham passado juntos. Na verdade, quando olhou para ele agora, com aqueles olhos enevoados, eles pareciam repletos de satisfação, como se tivessem descoberto a melhor de todas as brincadeiras.

Ao olhar para a pele branca de Hermione, que chegava a ficar transparente à luz do sol da manhã que entrava através da única janela do quarto, Harry não conseguiu pensar em nada além de fazer amor com ela novamente. Estava exatamente como quando tinha acordado na manhã anterior, a única diferença era que hoje podia ir ao encontro do seu desejo. E ele fez isso, imediatamente, jurando para si mesmo que era um prazer que sentiria todas as manhãs, pelo maior tempo possível. Passando a mão entre as pernas delgadas de Hermione,Harry abaixou o rosto para colar os lábios nos dela. Ela retesou o corpo ante a pressão dos dedos dele, como ele sabia que ela faria, então derreteu-se contra eles um minuto depois, quando a outra mão moveu para acariciar os pequenos seios de Hermione, guiando-a com as mãos, Harry fez com que ela montasse nele, e, quando a estreiteza sedosa fechou-se em volta dele, revestindo-o com seu calor, foi a vez dele se retorcer.

A trança que Peggy tinha feito nos cabelos dela na noite anterior já tinha desmanchado durante o ato de amor e agora todos aqueles gloriosos cachos castanhos caíam em volta do rosto e dos ombros, formando uma cortina com um perfume delicioso em volta dos dois conforme se movimentavam juntos. Harry observou o rosto lindo de Hermione quando ela alcançou mais uma vez o clímax, e segurou seus quadris delgados, penetrando cada vez mais fundo, até finalmente acompanhou-a em um prazer irracional.

Dessa vez foi ela quem soltou o corpo sobre ele, que a envolveu seus braços, maravilhando-se com a beleza de ossos delicados e desejando saber como uma dama tão pequenina era capaz de suscitar esse desejo violento dentro dele. Ele sentia como se nunca fosse ter o desejo por ela saciado, e esse era um pensamento muito sério.

Afinal de contas, ele não era Hugo Fitzwilliam, um simples cavaleiro de Caterbury. Era Harry Potter, conde de Stephensgate, e esta garota era a filha de seu moleiro, Hermione Granger, embora não soubesse disso, era sua vassala e ele tinha o dever feudal de proteger e alimentar seus vassalos.

É verdade, seu pai tinha abusado desse mesmo povo que tinha jurado proteger, mas Harry não era o pai e consertaria todos os erros cometidos por lorde Thiago assim que chegasse a Stephensgate.

No entanto, isso não mudava o fato de que tinha deflorado essa menina, um ato que a deixava sem condições de se casar com qualquer outro homem.

Não que Harry fosse permitir que esse casamento acontecesse.

Não, Hermione Granger e seu destino eram sua responsabilidade agora, e sua única preocupação era como faria para que abandonasse as calças de couro. Ficava muito charmosa com elas, mas certamente não permitiria que a esposa andasse por aí vestida de garoto para que um homem qualquer olhasse para ela com desejo. Não, teria de começar a usar vestidos, como o que tinha usado na noite anterior, aquele que tinha se agarrado às curvas dela de forma tão tentadora.

Hermione esticou-se feito um gato sobre o corpo dele e disse:

— Se quisermos chegar a Stephensgate antes do anoitecer, temos de ir embora logo.

Harry sorriu e deu uma palmada nas nádegas nuas de Hermione.

— Ainda sou seu prisioneiro, certo?

— Não aja como se nada tivesse acontecido. — Ela desceu do corpo dele, apoiando a cabeça sobre seu peito nu, e olhou para sua fonte de prazer, agora relaxada sobre a coxa de Harry. — Acho que agora entendo Gina um pouco melhor — disse Hermione de forma pensativa.

Harry olhou para os cílios compridos e a boca pequena e expressiva de Hermione.

—Você está falando sobre o fato de como ela ficou grávida?

— Sim. Antes não conseguia entender como ela pôde fazer uma coisa dessas, mas agora vejo como deve ter acontecido. Quer dizer, se Draco Malfoy tiver agradado tanto quanto você me agradou.

Por um instante, Harry ficou tentado a lhe dizer a verdade sobre sua identidade. Afinal de contas, Hermione agora podia estar tão grávida quanto a irmã, e Harry queria deixá-la segura de que, se fosse esse o caso, não precisava se preocupar com o destino da criança. Mas, de alguma maneira, acabou que a revelação de que ele era o conde de Stephensgate poderia estragar o que estava sendo uma das manhãs mais agradáveis que tinha na lembrança.

E então permaneceu em silêncio, observando Hermione se levantar e começar a caminhar pelo quarto, tão despreocupada com a nudez quanto tinha estado na cachoeira.

Eles se lavaram e se vestiram, e Hermione colocou seu disfarce de esposa mais uma vez, desta vez sendo mais difícil devido aos frequentes carinhos de Harry. Vê-la de vestido o deixava inegavelmente louco de desejo novamente, e o que teria levado apenas alguns minutos levou mais de uma hora. Quando saíram de Dorchester, Hermione cavalgando sentada de lado na sela por causa da saia do vestido, o sol estava alto no sudoeste, todas as nuvens do dia anterior desaparecidas, o céu um vasto dossel azul.

Hermione conversou amavelmente sobre a sorte que tiveram por ninguém tê-la reconhecido. Também por não terem reconhecido sua montaria.

Aparentemente, Violeta era tão conhecida quanto a própria Hermione, mas Harry só a escutava parcialmente. Em vez disso, admirava a maneira como a luz do sol ressaltava as mechas douradas dos cachos de Hermione. Harry pegou-se admirando a esmeralda entre os seios dela, brilhando sob os raios de sol, aninhada tão confortavelmente onde uma hora antes ele tinha apoiado o rosto.

Tais pensamentos, ele disse a si mesmo, eram sentimentais e nauseantes, e não conseguia entender por que estava no mundo da lua por causa desta garota, quando já a tinha levado para a cama. Normalmente se curava de qualquer admiração por uma mulher no momento em que terminava de fazer amor com ela, mas sua afeição por esta parecia aumentar a cada hora que passava. Fazer amor com ela só tinha acrescentado combustível a seus sentimentos. Estava realmente num estado deplorável, e ele sabia, com o coração apertado, que só havia uma cura para isso.

Já tinham cavalgado por algum tempo até que Hermione reclamou de uma câimbra na perna e insistiu em que parassem para que pudesse colocar as calças. Harry revirou os olhos, desejando ter queimado aquela roupa de couro na estalagem enquanto ela dormia, mas a visão das nádegas nuas de Hermione sob a luz do sol o fez se esquecer de sua desaprovação, e ele desceu do cavalo e juntou-se a ela na pequena moita onde ela tinha se escondido para trocar de roupa.

Fazer amor ao ar livre nunca tinha sido muito prazeroso para Harry, pois suas companhias tinham invariavelmente reclamado de bainhas sujas e do chão duro. Mas Hermione não pareceu se preocupar com nada disso assim que ele conseguiu excitá-la a um ponto em que não importava o que havia debaixo deles. A princípio, ela ficou relutante, então ele tocou o meio de suas pernas e ela pareceu se derreter para ele, tornando-se tão maleável quanto um gatinho. Era um dado interessante que Harry pretendia não esquecer em ocasiões futuras. Seria uma ferramenta conveniente de usar, pensou, para acalmar sua ira quando ele revelasse a verdadeira identidade.

Depois dessa breve pausa fazendo amor na floresta, Hermione, de repente carinhosa, concordou com a sugestão que ele fez de que ela cavalgasse na sela na frente dele, assim ficariam sentados juntos até que entrassem em Stephensgate algumas horas depois.

Hermione ocupou-se em apontar as divisas da propriedade, orgulhosamente exibindo a aldeia e a propriedade à sua volta, e Harry, que não via seu lar havia mais de dez anos, apreciou o passeio. A aldeia parecia menor do que quando a deixara, ao invés de maior, os chalés menores e as pessoas mais velhas — muito mais velhas. Ficou chocado quando Hermione contou-lhe, descrevendo o padre da paróquia de forma não muito respeitosa, e o fato de Fat Maude, com quem Harry aprendeu tudo o que sabia sobre a arte de satisfazer uma mulher, ainda estar conduzindo seu negócio no chalé do outro lado da aldeia.

Mas ficou ainda mais chocado quando fizeram uma curva e se aproximaram do moinho, situado próximo ao suave curso do rio e parecendo muito como era dez anos atrás, quando Harry passava por ele sem pensar nem um pouco em seus moradores, um dos quais ele agora tinha montado bem intimamente na mesma sela que ele. Reunidos no jardim em frente a uma casa simples de dois andares, havia um grupo de homens e montarias, inclusive, ele soube quando Hermione retesou o corpo à sua frente e sussurrou, o xerife.

— Ah, não — resmungou Hermione, afundando o rosto nas mãos. — E todos os meus cunhados. O que acham que eu fiz agora?

Harry manteve as mãos bem apertadas na cintura dela, guiando Skinner com firmeza em direção à casa e ao grupo de homens amontoados do lado de fora. Eles também pareciam um bando de valentões, cada um maior que o outro, e todos apontando e olhando furiosos para eles.

— O que quer que achem, sei que você é inocente — disse ele, tentando evitar que a voz revelasse que na verdade estava se divertindo. — Faz três dias que você está comigo. Á não ser que seja algo que você tenha feito antes de partir.

Mas a confiança de Harry foi quebrada por um grito estrondoso. Um homem separou-se do grupo e veio correndo na direção deles. Harry reconheceu-o por causa dos cabelos bem castanhos e a expressão furiosa. O irmão Robert. Não havia dúvida quanto a isso.

— Hermione!

O homem era surpreendentemente alto, quase tão alto, Harry concluiu calmamente, quanto ele. Ele era forte também, tinha os ombros musculosos dos anos carregando sacos de trigo e farinha. Quando Harry fez Skinner parar na frente da gamela de água, o irmão Robert e uma meia dúzia de outros homens se aproximavam a um passo nada moderado, os rostos furiosos. Harry sentiu que Hermione estava ficando em pânico, e, como se ela fosse um pônei nervoso, ele fez "shhhhhh" para ela.

— Você não entende — disse ela agitada. — Ele vai me matar!

— Ele não vai colocar a mão em você — garantiu-lhe Harry. Robert parou a mais ou menos uns 30 centímetros da gamela, e, olhando furioso para Harry com olhos castanhos estreitos que eram a cópia dos da irmã, resmungou:

— É este o cretino, Fairchild?

Do meio do grupo de cunhados saiu Matthew Fairchild, segurando nervosamente um chapéu desbotado nas mãos.

— Sim, Robert — gaguejou. — Foi dele que falei para você.

— Tire as mãos da minha irmã, senhor — falou Robert rispidamente. — E desça da montaria. Tenho um assunto para acertar com você.

— Robert! — gritou Hermione, todo o medo esquecido quando se apressou para defender Harry. — Como você ousa falar assim com o Sr. Hugo! Peça desculpas imediatamente!

— Não vou me desculpar coisa nenhuma — declarou Robert, as mãos enormes fechadas em punhos nas laterais do corpo. — O nome dele não é Hugo e não tem nenhum senhor por aqui. Vai tirar as mãos da minha irmã, homem, ou eu mesmo vou ter que tirá-la daí?

Harry não estava mais achando graça. A presença de Matthew Fairchild só podia significar uma coisa: que seu criado Evan tinha contado o que tinha visto no celeiro da fazenda... mas o beijo roubado de Harry tinha sido interpretado pelos protetores de Hermione como algo consideravelmente mais sério. Ele percebeu que Robert tinha todo o direito de estar furioso com ele, embora a provocação fosse mal interpretada.

— O que você disse? O nome dele não é Hugo? — A voz de Hermione estava repleta de escárnio. —Você não sabe do que está falando. O nome dele é Hugo Fitzwilliam, e ele é um cavaleiro que acabou de voltar das Cruzadas. Mora em Caterbury.

— Não é, Hermione — resmungou um homem quase tão grande quanto Robert, mas um pouco mais corpulento. Pela riqueza das vestimentas, Harry julgou que este deveria ser o xerife De Brissac, o homem que Hermione tanto temia. No entanto, ele parecia ter certa preocupação com a garota, pois, quando olhou para ela, a boca dele formou uma expressão séria em meio a uma barba negra e cerrada, embora cuidadosamente aparada. — Por que você não desce daí, Hermione, e deixa suas irmãs a levarem para dentro?

Harry viu Hermione erguer a cabeça. Havia cinco mulheres reunidas na entrada da casa, todas coroadas por cabelos castanhos, exceto uma, que usava tranças de um vermelho fogo. Esta ele julgou ser Gina, porque estava chorando compulsivamente e resmungando:

— A culpa é minha! Oh, Mione, você me perdoa?

— Não vão me levar a lugar algum — anunciou Hermione com teimosia, afundando as mãos na crina de Skinner — até alguém me dizer o que está acontecendo.

Harry inclinou-se para falar ao ouvido dela:

— Hermione, é melhor você fazer o que o xerife está dizendo. É um assunto para ser resolvido entre homens. Vá para dentro com suas irmãs.

— Não há assunto para ser resolvido — declarou Hermione irritada. O olhar castanho varreu o grupo de homens até aterrissar no que ela procurava. — Matthew Fairchild, que histórias você anda espalhando sobre mim?

— Nada além da verdade, senhora — insistiu o fazendeiro, nervoso. — Meu garoto Evan viu tudo.

— Seu garoto Evan não viu nada — disse ela com desdém e de maneira um tanto corajosa, considerando que estava contando uma grande mentira.

— Nada! Ele disse que viu este homem beijando você — declarou

Robert, cutucando Harry com um dedo furioso — e que depois você bateu nele, tentando fugir dos seus braços. Mas, quando Evan levou Matthew para o lado de fora alguns segundos depois, você já tinha ido embora, levada à força por este cretino.

— Esse é um bando de mentiras mais ridícula que já ouvi em toda a minha vida — ela escarneceu. — É verdade que nos beijamos, mas não foi contra a minha vontade, e quanto a ser levada...

— Hermione — disse o xerife calmamente. — Fui a Caterbury de manhã. Nunca existiu nenhum Sr. Hugo Fitzwilliam por lá. Não existe nenhuma família Fitzwilliam a quilômetros de distância.

Harry sentiu, mais do que ouviu,Hermione arfar. Tinha ficado imóvel como uma estátua na sela na frente dele. Isso, ele sabia, era ruim.

Muito, muito ruim.

Para ele.

— Agora, seja uma boa garota — continuou o xerife — e desça daí para que possamos falar em particular com esse homem.

Harry cutucou Hermione gentilmente.

— Faça o que ele esta pedindo, querida. Explico depois, mas, agora, vá para junto das suas irmãs.

O rosto de Hermione expressava tanta tristeza que Harry teve vontade de agarrá-la em seu peito e confortá-la.

Mas ele não estava completamente certo de que nesse momento em particular tal gesto seria bem-vindo. A mão de Hermione tinha ido parar no cabo da faca de sua cintura. Dividida entre duas ordens, ela hesitou, olhando primeiro para o irmão e depois para Harry.

—Vá — insistiu ele. —Tudo vai ficar bem, prometo.

Revirando os olhos, Hermione passou a perna em volta do pescoço de Skinner e saltou no chão com leveza. Ainda nem tinha conseguido ficar de pé e Robert Granger já estava em cima dela, a fúria fazendo com que a agarrasse pelos ombros com brutalidade.

— Que loucura é essa? — perguntou ele, sacudindo a pequena garota em seus braços. — No que você estava pensando, sua estúpida, garota estúpida?

Estas foram, muito provavelmente, as últimas palavras que Robert Granger pronunciou. O que ele viu em seguida foi Hermione sendo puxada dos braços dele e uma lâmina de 60 centímetros sendo pressionada no seu pescoço. Harry tinha puxado a espada e desmontado antes que qualquer um pudesse se mexer, a reação dele, de uma segunda natureza, aprimorada por uma década de guerra. Empurrando Hermione para trás de seu corpo, ficou entre o irmão e a irmã, a espada frouxa na mão, mas a expressão do rosto perigosa.

—Você pode despejar toda a culpa que quiser em cima de mim, irmão Robert — disse Harry, a voz gélida em meio a sua calma mortal. — Mas não toque na garota. Ela é inocente de qualquer malfeito, e o único homem que pode colocar a mão nela sou eu.

— Que diabos é isso? — explodiu Robert com uma energia admirável para um homem que tinha uma lâmina apontada para si.— Ela é minha irmã!

— Ela vai ser minha esposa — informou-lhe Harry.

Atrás dele, ele escutou Hermione respirar fundo em protesto, mas a única pessoa para quem tinha olhos neste momento era para o moleiro. Ele viu os olhos castanhos do jovem se arregalarem de raiva e quase sentiu pena dele.

Era algo terrível, ele imaginou, perder a irmã para um total estranho. Mas Harry não conseguia enxergar o que o homem tenha feito para merecer um tratamento melhor. Afinal de contas, ele havia permitido que Hermione usasse aquelas malditas calças de couro, atraindo todo tipo de desastre. O irmão Robert tinha sorte de que nada mais perigoso tenha acontecido com ela.

— Ora, ora, ora. — O xerife De Brissac deu uma risada, juntando mãos com palmadas ressoantes. — Isso já é completamente diferente. Estupro, afinal de contas, é crime. Mas casamento é causa de celebração. Guarde sua espada, jovem. Robert não vai encostar um dedo na garota... Vai, Robert?

Parecia que a única pessoa na qual Robert queria colocar as mãos era Harry.

— Não vou tocar nela — disse ele. — Mas esse homem só casa com ela por cima do meu cadáver.

— Isso pode ser resolvido, sabe, Granger — falou Harry, embainhando a espada.

— Eu... — começou Hermione, mas o xerife De Brissac interrompeu, colocando-se entre os dois homens e posicionando as mãos nos ombros de cada um:

— Palavras duras, palavras duras trocadas entre homens que podem um dia ser irmãos. Já eu acredito que existe uma maneira simples para lidar com essa situação.

Olhando para Hermione, o xerife sorriu.

— Agora, Hermione, por que você não nos conta o que aconteceu? Esse homem violentou você, querida?

Hermione sacudiu a cabeça.

— Não, mas...

— Ele a machucou de alguma forma?

— Não, mas eu...

— Muito bem, então. — O xerife De Brissac soltou o ombro do moleiro, mas manteve a mão no de Harry. Harry não se importou porque estava começando a gostar deste corpulento homem da lei que não permitiria que Hermione liberasse a raiva que Harry podia ver claramente crescendo. Achou que podia entender por quê, embora parecesse perfeitamente ciente de quem andava caçando na floresta de Sua Senhoria, o xerife nunca tinha prendido a acusada. — Acredito que a única questão que permanece é a de quem o senhor é.

Harry olhava fixamente para Hermione enquanto dizia, com dignidade:

— Sou Harry Thiago Potter, sétimo conde de Stephensgate, recentemente saído da prisão no Acre para ser lorde da propriedade do meu falecido pai.

O silêncio gerado por essa declaração foi quebrado apenas por um grito de raiva, o qual, Harry percebeu assustado, veio de Hermione. Quando se virou para olhá-la, a última coisa que esperava era vè-la chorar de raiva. Mas foi exatamente isso o que aconteceu. A Bela Mione, que não tinha medo de homem algum ou de qualquer fera estava soluçando furiosa, e quando Harry a chamou e começou a andar em sua direção, ela virou-se e correu, rápida como um coelho, em direção às irmãs.

Aquelas matronas de cabelos castanhos a envolveram em seus braços, lançando-lhe um olhar coletivo de puro e intocado ódio, e bateram a porta da casa do moinho na cara dele.

O xerife De Brissac foi o primeiro a jogar a cabeça para trás e a dar risada. Foi acompanhado logo depois pelos cunhados de Hermione, depois por Matthew Fairchild e, finalmente, a mais genuína de todas, por Robert Granger.

Harry permaneceu no meio do jardim, encarando a porta firmemente fechada e desejando saber como diabos tinha acabado se tornando lorde de uma aldeia de lunáticos.

— Ah — gritou o xerife De Brissac, o primeiro a se recuperar da crise de riso, — Ah, mas isso foi engraçado.

Harry olhou furioso para o homem mais velho.

— Ninguém acredita em mim?

— Ah, sim, meu senhor. Nós todos acreditamos em você. Quem mais você poderia ser? Não foi disso que achamos tanta graça.

Harry tinha colocado os punhos nos quadris e olhava impassivelmente para os homens que gargalhavam.

— Bem, talvez você devesse me esclarecer então o que é exatamente tão engraçado.

— Bem, é o fato de você achar que vai se casar com Hermione. Você deveria saber.-A simples ideia quase levou o xerife ao limite novamente, mas ele deve ter percebido a expressão séria de Harry, pois se controlou. — Peço-lhe perdão, meu senhor. Você realmente não sabe?

Harry não conseguia se lembrar de ter sentido tanta raiva na vida. Precisou de um esforço quase sobre-humano para conseguir controlar a vontade de atravessar o jardim, chutar a porta e arrastar para fora a chorosa futura noiva.

— Realmente não sei — ele disse entre dentes cerrados.

— Bem, talvez o senhor saiba que Hermione já foi casada?

— Sim — Harry disse, dando de ombros. — E o que tem?

— E ela não disse para você com quem se casou?

— Não disse.

— Não diria. Acho que foi o pior dia da vida dela. — Neste momento, todos os homens pararam de rir e encararam Harry com uma larga variedade de expressões, do sorriso de satisfação de Robert Granger à pena cheia de ansiedade do fazendeiro Fairchield.

Pena? Harry queria socar alguma coisa.

— Então? — perguntou Harry. — Você não vai me dizer com quem diabos ela foi casada?

O xerife De Brissac sentiu quase um pesar de ter de ser ele a dar a notícia.

— Com seu pai, meu senhor.