Capítulo Bônus
Olhando para o relógio no painel do carro, Isabella se encolheu. Seu dia de mimos no spa a tinha atrasado um pouco. Ok, 30 minutos não era exatamente um pequeno atraso. Agora faltava apenas uma hora, para que ela e Edward supostamente, estivessem na Festa de Natal da empresa.
E eles ainda iam ter que deixar Charlie na casa da sobrinha de Edward, Megan, que graciosamente ofereceu para ser a babá esta noite.
Quando ela parou no semáforo vermelho, ela pegou o seu telefone na bolsa. Seus dedos voaram sobre o teclado, enquanto ela digitava:
**Cinco minutos de casa. Cabeleireiro atrasou. Sinto muito.
Ela não sabia se Edward responderia esta mensagem. Suas últimas mensagens tinham ficado sem resposta, e ela estava com medo de ligar em casa, caso Charlie ainda estivesse dormindo.
Ele a surpreendeu naquela manhã, quando tomavam o café da manhã, com um presente de Natal antecipado, um vale presente para o Spa Sydell, onde ela passaria o dia recebendo mimos, como tratamentos faciais e massagens, e ainda cuidariam do seu cabelo e maquiagem para a festa.
Agora que ela era uma mãe e dona–de–casa, ela aproveitaria muito bem qualquer oportunidade de ter um dia apenas para ela. Tinha sido o presente mais incrível que ela poderia ter recebido, especialmente porque Edward iria passar um dia de "homens" com Charlie.
Mas neste momento, Isabella não conseguia imaginar como Edward estava se preparando para o festa, com Charlie rastejando e querendo mexer em tudo a sua volta.
Tudo o que ela tinha que fazer agora, era escorregar em seu vestido de festa, mas quando tinha deixado Edward e Charlie no início do dia, Edward estava com suas calças de moletom e não havia ainda tomado banho ou feito a barba.
Ela parou abruptamente o carro na garagem. Agarrando sua bolsa, ela pulou para fora e correu para a cozinha. Beau a esperava na porta.
– Oi, rapaz. Deixe–me adivinhar. Papai está chateado e não esta falando comigo. - Beau inclinou a cabeça para ela, fazendo com que Isabella risse.
– Ok, deixe–me reformular a pergunta. Onde estão os rapazes? - Ele abanou o rabo, antes de se virar e sair da cozinha.
– Ok, eu te sigo, então.
Olhando para a sala de estar, ela viu que a televisão estava ligada.
– Edward. - ela chamou, quando começou a descer para o corredor. Beau sentou do lado de fora da porta do quarto principal, batendo o rabo no chão. Isabella sorriu e bateu carinhosamente em sua cabeça.
– Você é um menino tão bom. Obrigada por me avisar onde eles estão.
Quando Isabella entrou no quarto, ela derrapou até parar. Em um dos lados da cama, Edward dormia profundamente com o braço direito dobrado sobre sua cabeça. Próximo a ele, Charlie estava na mesma posição. Um sorriso subiu em seus lábios, e ela não conseguia parar de olhar, o calor se espalhando lentamente em seu peito, ao olhar para as duas pessoas que mais amava no mundo inteiro.
Tirando seu telefone da bolsa, ela foi na ponta dos pés até a cama. Ela tirou várias fotos do pai e filho juntos, um espelho do outro.
Agora ela sabia por que suas mensagens ficaram sem resposta. Ele não estava chateado com ela, ele estava morto para o mundo. Sentando ao lado de Edward, ela se inclinou e beijou sua bochecha e depois plantou um beijo casto em sua boca quente.
– Acorde, dorminhoco. É hora de se preparar para a festa. - disse ela contra seus lábios.
Enquanto Edward mal se mexeu, o som de sua voz fez Charlie esticar os punhos sobre a cabeça e chutar as pernas. Isabella estendeu a mão sobre a cintura de Edward para pegar Charlie. Beijando seu rosto, ela disse:
– Ei, meu anjo. Sentiu saudades da mamãe? - Seus olhos verdes sonolentos se abriram, um olhar penetrante no pequeno rosto igual ao do seu pai. Um pequeno sorriso levantou em seus lábios, o que fez Isabella derreter completamente. Sua pequena mão veio para acariciar sua bochecha, com os dedinhos esticados. Ela beijou cada um deles, antes de fingir que iria morde–los, o que sempre fazia Charlie rir.
– Eu senti saudades de você, e eu vou sentir sua falta hoje a noite, também. Mas Megan vai cuidar bem de você, e você pode brincar com Mason.
Charlie balbuciou uma resposta, pegando as mechas de seu cabelo, que ele amava torcer entre os dedos.
Com o ronco de Edward, Isabella sacudiu a cabeça. – Vamos, vamos acordar o papai. - Ela sentou Charlie ao lado de Edward. – Vá em frente. Acorde o papai. - ela instruiu. Com um sorriso, Charlie imediatamente estendeu a mão e bateu as mãos com toda a força no peito de Edward.
– DADA. - ele gritou.
Os olhos de Edward se abriram, e ele olhou freneticamente ao redor do quarto, antes de finalmente fixar em Isabella. Ele abriu a boca, em um grande bocejo, antes de falar.
– Agora, que despertador que você arrumou. Estou feliz que ele não estava perto da minha virilha, ele murmurou antes de esfregar os olhos.
Isabella riu. – Ei, eu tentei beijar você, mas você não acordou.
Com seu habitual sorriso sexy, ele respondeu:
– Droga, eu não acredito que perdi esta chance. - Ele começou a aproximar–se dela, mas ela o empurrou de volta.
– Bem, não poderiamos fazer muito coisa com Charlie na cama, sem mencionar o fato de que estamos atrasados para a festa de Natal.
– Quem se importa em estarmos atrasados? Nós podemos apenas fazer uma aparição breve.
Sentando na cama, Edward olhou para ela por um momento, saboreando sua aparência.
– Você está linda. - ele murmurou.
Calor encheu suas bochechas.
– Obrigada. E obrigada novamente pelo meu presente de Natal antecipado. Eu tive um dia incrível.
Ele sorriu.
– De nada. - Ele estendeu a mão, para tirar com ternura os cachos soltos do cabelo de Isabella, ele e Charlie tinham uma obsessão com seus cabelos.
– Estou tão feliz que você deixou seu cabelo solto.
– Eu fiz isso por você, eu sei que você gosta dele solto e ondulado.
Ele piscou para ela.
– Como na primeira noite que eu te vi.
Com um sorriso, ela disse:
– Sim, mas ao contrário daquela noite, hoje eu vou voltar pra casa com você. Bem diferente de dois anos atrás, quando eu disse que você seria o último homem na terra que eu dormiria.
Edward riu.
– Quanta diferença dois anos podem fazer, heim? Ele se inclinou para acariciar seu pescoço. – Você tem que admitir que fizemos muita coisa nestes últimos 24 meses. Não apenas você acabou dormindo comigo, muitas e muitas vezes
Ela bateu em seu braço de brincadeira, ele se afastou e piscou para ela.
– Mas você se casou comigo, me deu um filho lindo, e agora esta grávida de novo do meu outro filho.
– Ou de sua filha. - Isabella brincou.
Com um gemido, Edward respondeu:
– Não temos certeza se é uma menina ainda. Ele suspira e balança a cabeça. – Mas se for, eu espero que ela nunca, nunca namore um cara como eu.
– Agora, se parar de entrar em desespero, você vai se lembrar que é um mulherengo reformado, lembra?
– Isso mesmo.
– O passado é passado, e tudo o que temos é o nosso presente e futuro.
– Mas nós não necessariamente teríamos isto agora, se não fosse pelo meu notório passado ou talvez, trágico.
Isabella sorriu.
– Isso é verdade. Eu acho que nós devemos comemorar tudo isto com uma festa, hein?
Edward assentiu.
– Sim, com certeza nós devemos! ***
Dois anos atrás
O som estridente do toque de um telefone celular, atravessou vários níveis do subconsciente nebuloso de Edward Cullen. Rolando na cama, ele bateu a mão cegamente ao longo da cabeceira, até encontrá–lo. Uma vez que seus dedos fizeram contato, ele se pegou, esfregando o polegar sobre o aparelho, levando ao ouvido.
– Alô. - ele murmurou, sonolento.
– Por favor, me diga que você não esqueceu que dia é hoje? - A voz do seu pai alterou no telefone.
Com um gemido, Edward sentou na cama. Ele manteve o telefone em sua orelha, esfregando furiosamente os olhos verdes cansados.
– Muito Bom dia para você também, Pop.
– Eu juro por tudo que é mais sagrado, se você estiver de ressaca no dia do batismo do seu afilhado, eu vou até ai pessoalmente, para te bater!
As palavras de seu pai o despertaram imediatamente. Olhando por cima do ombro, ele leu a hora em seu relógio digital. 09:00hs. Três horas antes, que sua presença fosse necessária como padrinho de batismo do seu sobrinho. Embora ele fosse, provavelmente, o menos adequado para este trabalho, de alguma forma, ele permitiu que sua sobrinha, Megan, o convencesse a assumir o papel de padrinho para seu filho, Mason.
– Eu não estou de ressaca, Pop. Eu estava apenas dormindo até mais tarde. É sábado, e nem todos nós temos corpos que são treinados com a rigidez militar.
Quando seu pai pigarreou sua desaprovação no telefone, Edward formou uma imagem perfeita em sua mente, da expressão de indignação que seu pai estaria.
Ele podia vê–lo segurando a telefone sem fio apertado, junto com sua postura ereta, enquanto a cabeça sacudia em desaprovação.
– Sim, eu só posso imaginar porque você precisava descansar, depois de uma noite fazendo Deus sabe o que. - Carlisle resmungou.
Um sorriso curvou nos lábios de Edward, quando ele pensou nas noites anteriores e as ótimas sessões de sexo que havia garantido.
– Olha, eu estou acordado, e estarei ai para buscá–lo ás 11hs, o que nos dará uma hora antes do batismo. Ok?
– É melhor estar.
– E ganhar outra ligação desta? Eu nem sonharia com isso. - disse Edward antes de desligar.
Ele jogou o telefone de volta para a mesa de cabeceira. Se enfiando novamente embaixo das cobertas, ele então se aconchegou contra a loira magra, que tinha sido sua companheira de foda, nas últimas seis semanas.
–Você tem que sair? - Lydia perguntou com um bocejo.
–Ainda não. - respondeu Edward, serpenteando a mão para tocar seu peito. Quando seu mamilo endureceu sob seu toque, Lydia deu um gemido suave.
– Qual o assunto do telefonema?
Ele fez uma pausa, beijando suas costas nuas.
– Apenas o meu pai. Ele queria ter certeza que eu estava acordado e sóbrio para o batismo do meu afilhado hoje.
Lydia bufou.
– Você está indo em uma igreja para um batismo?
– Sim, eu sou o padrinho. - ele respondeu, pressionando sua ereção contra seu traseiro nu. Provocando, ela se afastou dele.
– Eu pensei que os padrinhos deveriam ser guias espirituais e morais para crianças.
Edward riu.
– Você está tentando insinuar que eu serei uma má influência para Mason?
Ela olhou para ele.
– Vamos, Edward. Você é a última pessoa no mundo que poderia dar qualquer orientação para uma criança. Tudo o que sabe é sobre beber e transar.
– E eu sou muito bom nos dois, não é?
Lydia riu.
– Você e o seu ego.
– Podemos, por favor parar de falar?
– Com exceção de coisas sujas?
– Exatamente. - Edward mordiscou seu caminho até seu ombro nu. – Hoje vai ser um dia cheio de problemas emocionais. Eu só quero esquecer toda essa merda e te comer. Seu corpo é sempre uma distração bem vinda.
Em vez de aquecer com o seu toque, Lydia ficou tensa.
– Então, basicamente, você quer apenas me usar?
Os lábios de Edward imobilizaram em seu pescoço.
– Não, não foi isso que eu quis dizer.
Ela chicoteou a cabeça para imobilizá–lo com um olhar gélido.
– Isso certamente foi o que pareceu.
Ele deu um grunhido frustrado.
– Uau, isso é um reviravolta de 180º sobre a situação anterior.
– Bem, me desculpe se eu não levo na boa, quando um homem insinua que sirvo apenas para distrair sua cabeça dos problemas.
– Não foi isso que eu quis dizer. Mas não tente considerar o que temos, mais do que realmente é..
Ela levantou as sobrancelhas.
– E o que você considera que nós temos?
– Nós somos amigos de foda, Lydia. Não é isto que fazemos juntos, usar o outro para nos distrair, com um pouco de sexo sem compromisso?
– Eu acho que nós fomos nas últimas seis semanas, um pouco mais do que o seu resumo desajeitado fez parecer. - ela estalou.
– Oh, Cristo, não me diga que você está esperando um convite para ir comigo ao batizado do meu afilhado hoje?
– Pode ter certeza como o inferno que não. Eu estava só conversando.
Edward balançou a cabeça loira.
– Eu posso ver onde isso vai dar. Você acha que conhecer a minha família vai magicamente nos transformar em mais do que duas pessoas que se encontram para fazer sexo uma ou duas vezes por semana?
Se afastando dele até a borda da cama, ela puxou o lençol contra o peito antes de encara– lo.
– Você pode ser um verdadeiro idiota, você sabia disso?
Edward ergueu as mãos em frustração.
– Neste momento, tudo o que eu sei é que estou confuso com qual é realmente o seu problema? Eu pensei que estávamos nos divertindo bastante juntos, e nós poderíamos ter mais alguma diversão, antes que eu tenha que sair para um dia verdadeiramente infernal.
– Nós estávamos nos divertindo, mas eu não quero ser usada por você, Edward. Nenhuma mulher gosta da ideia que ela é apenas um pedaço de bunda para ser usada sempre que algum idiota quiser, especialmente quando ele quer apenas se distrair emocionalmente por um tempo. Eu sou uma pessoa, você sabe, com sentimentos.
Oh Merda. Agora fodeu. A conversa 'Eu quero mais' que inevitavelmente arruinava todos os bons amigos de trepada, já estava começando. As coisas estavam indo tão bem com Lydia. Ele a conheceu uma noite depois do trabalho, no seu bar favorito, O'Malley. Tinham ficado bebendo uma hora ou mais, com a conversa irracional tipica quero conhecer você , antes de finalmente irem para a casa dela, para o sexo mais quente que ele teve em um longo tempo.
Após a terceira rodada de sexo, quando ele estava rastejando para fora da cama para ir embora, ele abordou o tema de se encontrarem uma ou duas vezes por semana. Ainda em uma névoa de sexo, ela estava mais do que disposta. Assim, nas últimas seis semanas, ele estava bem satisfeito com o que tinha, e não queria mudar nada.
Claro, o problema era que ele sempre entrava em qualquer relação sexual deixando claro que ele não iria querer mais. Mas toda vez, ele se fodia com uma garota agarrada a esperança, de que ela seria a pessoa certa a domá–lo. Com o ódio e aversão por ele queimando no rosto de Lydia, pelo jeito ela agora estava prestes a se juntar à longa lista de ex amigas de trepada.
Ele ergueu as sobrancelhas para ela.
– Então é isso? Terminamos porque de repente você está sentindo usada?
Lydia atirou o lençol longe e pulou para fora da cama.
– Saia! Saia da minha casa, seu filho da puta!
– Tudo bem, eu vou ficar feliz em sair. - Edward resmungou, enquanto se desvencilhava do edredom. Assim que ele se levantou da cama, Lydia jogou as calças para ele. Ela bateu em seu rosto, seguido por sua camisa. – Jesus, eu estou indo, ok? Confie em mim, eu não quero ficar aqui com você nem segundo a mais.
Ele vestiu suas calças. Seu discurso tinha acabado com qualquer desejo que ele tinha, junto com sua ereção. Ele não se incomodou em fechar o botão ou colocar sua camisa. Ele pegou os sapatos que tinha deixado na sala de estar, antes de sair fora da casa dela.
Inacreditável.
Um telefonema de seu pai tinha conseguido destruir suas trepadas com Lydia para sempre. O que se fala sobre trepada e reuniões de família? Já passou seis anos, desde a última vez que ele realmente ousou trazer uma menina para apresentar a sua família. E apenas dois anos depois, as coisas desandaram com sua ex–noiva, Amy.
Na época, depois que acabou com a Amy, ele não tinha pensado que teria qualquer problema, em chamar seu último caso para se juntar a ele. Afinal, era apenas um inofensivo churrasco de 4 de julho, ou assim ele pensava. Mas no momento em que ela conheceu seus pais, tudo que ela podia ouvir na cabeça, eram os sinos do casamento. Dois dias depois, ela começou a se referir a eles como "nós", e Edward parou de ligar para ela. Ele não queria um relacionamento que fosse denominado como "nós".
Ele nunca fez e nunca faria isso.
Bem, isso não era exatamente verdade. Ele havia tentado monogamia nas suas relações, até mesmo um noivado, mas ele havia saído tão gravemente ferido por esta relação, que prometeu nunca mais entrar nessa novamente. Sete anos mais tarde, ele estava feliz em ser um solteirão convicto, sem qualquer planos de um dia se estabelecer. Mesmo que sua família considerasse como missão de vida, fazer com que ele se casasse, se estabelecesse seriamente, e tivesse uma casa cheia de crianças.
Edward estremeceu quando ele parou o carro na sua garagem. De jeito nenhum, isto nunca aconteceria.
Depois de tomar um banho e, em seguida, fazer a barba, Edward vestiu seu melhor terno, e foi encontrar seu pai. Assim como esperava, Carlisle já estava esperando por ele na garagem.
– São 11hs agora! - disse Edward, quando Carlisle abriu a porta.
– Eu não disse nada.
Edward sorriu.
– Eu estava apenas afirmando um fato, caso você tentasse dizer que eu estava atrasado.
– Você realmente acha que eu estou ficando um velho muito excêntrico? - Carlisle perguntou, enquanto afivelava o cinto de segurança.
– Você está começando a ficar um pouco assim, Pop.
Carlisle riu.
– Deve ser o fato de passar tantos sábados no Bingo. Os outros velhos estão passando isso para mim.
Edward sorriu.
– Sim, eu tenho certeza que é isto que esta acontecendo.
– Você se lembrou de comprar o presente de Mason?
Lutando contra a vontade de revirar os olhos, Edward respondeu:
– Sim, papai. Eu lembrei.
– Eu só estou perguntando. Por que você está tão irritado? Não dormiu o suficiente na noite passada?
Edward desviou o olhar da estrada para olhar para seu pai.
– Eu defendo a quinta emenda para não ser obrigado a responder esta questão.
– Isso soa muito culpado para mim. Você deveria ter trazido a senhora, sua amiga para o Batismo.
Com um suspiro, Edward respondeu:
– Não, eu não penso assim.
– Envergonhado de sua família?
– Claro que não. Além disso, ela não é uma senhora, muito menos uma amiga. Nós não somos nada mais. – Sob sua respiração, ele murmurou – Não que tivéssemos muito para começar.
Carlisle suspirou.
– Eu ainda espero que um dia, antes de morrer, eu possa ver seu filho ou filha ser batizado.
Edward não conseguiu evitar de empurrar as mãos no volante, o que fez o carro se desviar na estrada.
– Pop, por favor. Eu gostaria de pudéssemos passar o dia, sem nenhum sentimento de culpa, ok?
– Então, estou errado em querer que você se case e tenha filhos?
Com um grunhido, Edward parou bruscamente o carro no estacionamento, atrás da igreja.
– Eu vou falar pela última vez isto, e gostaria de encerrar esta conversa, ok? A coisa mais próxima que eu vou chegar um dia como um pai, é como padrinho do Mason, Entendeu?
Carlisle balançou a cabeça tristemente.
– Esta bem, filho. Se é o que você diz.
– Ótimo. Agora vamos. Não é todos os dias que temos um batizado do seu primeiro bisneto, certo?
– Isso é verdade. - disse Carlisle, com um sorriso.
Depois de sair do carro, Edward pegou o presente no bolso. Ele tirou o saco da loja, uma jóia com um pingente de cruz, finamente embalada, para dar a Mason. Mesmo que ele tivesse pedido a menor da loja, Edward imaginou que ela ainda seria grande para Mason, por um bom tempo. O garoto mal tinha seis semanas de idade, um pouco jovem para o batismo, mas como estavam perto do Natal, foi a única data para reunir toda a família, incluindo sua irmã, Julia, que morava fora do estado.
Quando entraram na igreja, Carlisle fez sinal para Edward entrar em uma das salas laterais.
Quando ele abriu a porta, ele foi bombardeado por suas irmãs e suas famílias. Todos os seus sobrinhos e sobrinhas queriam abraça–lo e lhe contar sobre o que estava acontecendo na escola, nas aulas de dança e na aula de futebol. Ele deu a cada um deles a sua atenção. Finalmente, eles o abandonaram por Carlisle, e ele pode puxar um relaxante fôlego.
Depois de entregar o presente de Mason ao seu cunhado, Tim, ele se voltou para sua irmã Angie.
– Bem, se não é O Poderoso Chefão. - ela comentou.
Ele sorriu.
– O primeiro e único.
Ela o abraçou apertado.
– Estamos muito honrados que você aceitou em ser o padrinho do Mason. Ele é um homenzinho sortudo.
Edward se afastou para olhar com ceticismo para a irmã.
– Francamente, eu ainda estou surpreso em fazer parte da lista dos candidatos em perspectiva. Certamente havia mais... como devo falar isto? Escolhas adequadas?
Angie balançou a cabeça.
– Você era o único no mundo que Megan queria.
Um leve puxão passou pelo coração de Edward, com a menção de Megan. Ele sempre tentou brincar com os jogos favoritos dos seus nove sobrinhos e sobrinhas, mas ele sempre teve uma forte ligação com ela.
Tirando o casaco, ele olhou ao redor da sala.
– Falando nisso, onde estão Megan e o seu homenzinho?
Ela riu.
– Ah, ela esta lá dentro com Mason. Ela disse que queria rezar um terço antes antes do batismo.
Edward assentiu , enquanto o volume na sala parecia ampliar, com todos os seus sobrinhos.
Precisando de uma escapada daquele caos, ele disse.
– Eu vou sentar com ela por algum tempo. Os cantos dos lábios de Angie se ergueram.
– Talvez você deva parar no confessionário primeiro?
– Ha, ha. - ele murmurou antes de escorregar para fora da sala.
Em pé, as portas que levam até a igreja, ele olhou para o altar. Ele viu Megan em um dos bancos da frente, ajoelhada abaixo do banco. Ele caminhou até o corredor. Quando ele viu que ela tinha acabado de orar, e estava apenas olhando para o crucifixo gigante, ele ajoelhou–se e atravessou o restante do corredor, sentando–se no banco ao lado dela.
– Hey mamãe sexy. - disse ele em voz baixa.
Ela sorriu para ele, enquanto deslizava seu rosário no bolso do casaco.
– Ei Tito. Ainda bem que você conseguiu chegar.
Edward balançou a cabeça, com seu antigo apelido. Como primeira neta, Megan passou muito tempo com os pais de Edward. Quando ela começou a falar, ela não conseguia dizer Tio Edward. De alguma forma, o seu nome era articulado como Tito. Nenhum dos seus sobrinhos ou sobrinhas o chamavam assim. Este era mais um aspecto de sua ligação especial com Megan.
Edward esticou o pescoço, para olhar Mason dormindo no carrinho ao lado de Megan.
– Você sabe que eu não perderia isso por nada no mundo. Quero dizer, não é todo dia que um homem tão jovem como eu, é chamado para ser padrinho de um sobrinho tão espetacular.
– Confie em mim, eu estou muito honrada em contar com você como padrinho do meu filho. - Megan o olhou de cima a baixo, antes de sacudir a cabeça. – Eu posso imaginar com muita certeza, que você teve mais uma noite selvagem.
– O que te faz supor isso?
– Hmm, as bolsas sob os olhos, e ao fato do vovô ter me ligado duas vezes esta manhã, para ver se eu tinha falado com você.
Edward varreu as mãos nas bochechas.
– Sério? E eu pensando que estava fabuloso.
– Sempre tão arrogante. - Megan cutucou o ombro de brincadeira. – Será que não precisamos jogar um pouco de água benta em você?
– Ha, muito engraçado. Sua mãe já estava advogando que eu deveria entrar direto na sala do confessionário.
– Eu tenho certeza que ela tem um ponto. Quero dizer, seriamente, quando foi a última vez que esteve na igreja?
Edward arqueou as sobrancelhas loiras para ela.
– O que é isso, a Inquisição Espanhola?
Megan riu.
– Oh, homem, isto me faz lembrar de nossas maratonas de Monty Python.
Edward sorriu.
– Sua mãe ficou tão brava, quando eu deixei você assistir com sete anos.
Ele balançou a cabeça.
– Eu não podia acreditar como você era inteligente, entendendo a maior parte do humor do programa.
– Você sempre foi uma péssima influência, mas eu te amava de qualquer maneira.
Inclinando–se, Edward beijou o rosto de Megan. – E eu te amava também, apesar de alguns momentos você ser uma praga. – Em sua indignação, ela piscou.
– Tivemos alguns bons momentos juntos, não foi?
–Sim, nós tivemos.
Eles ficaram em silêncio por alguns segundos.
– Então, como você está? - Ele perguntou, fazendo um gesto para Mason.
– Você sabe, como uma mãe recente e tudo? - Edward perguntou.
Megan brincou com a bainha de seu vestido.
– Eu estou indo.
Cruzando os braços sobre o peito, Edward disse
- Agora, você sabe que não é educado mentir para o seu tio favorito.
Ela suspirou, soprando algumas mechas loiras do rosto.
– Tudo bem. Ser mãe solteira é muito mais difícil do que eu pensei que seria, mesmo com a ajuda dos meus pais. Estou estressada o tempo todo, com a tentativa de terminar a faculdade de enfermagem, e mentalmente ... Eu estou no limite de desmoronar completamente. Que tal esta resposta?
Edward colocou um braço em torno de seu ombro, a puxando para perto dele.
– Ah, querida. Eu odeio ouvir isso.
Megan deu de ombros.
– Está tudo bem. Não há nada que você possa fazer.
– Ainda nenhuma palavra do babaca?
Olhando para as mãos cruzadas no colo, Megan balançou a cabeça.
–Nada, desde que ele enviou o último cheque, depois que ele assinou com o Falcons.
Edward rosnou com o pensamento do punk que tinha engravidado Megan. Se ele pudesse colocar suas mãos sobre ele... Ele não dava a mínima que o imbecil era um atacante de 1.92 para o Atlanta Falcons. Ele ainda iria garantir em reorganizar seu rosto, bem como seus testículos, como lembrança pelo que fez a sua sobrinha.
– Eu sei o que você está pensando, e ele não vale a pena. - disse Megan.
Com uma piscadela, Edward respondeu:
–Deixa que eu me preocupe com isso.
– Pelo menos com o dinheiro que ele mandou, eu posso alugar meu próprio apartamento. Eu preciso de um pouco de independência de mamãe e papai.
Edward balançou a cabeça.
– Você poderia ficar na minha casa, e usufruir deste conforto o maior tempo possível.
Megan deu uma risadinha.
– Muito obrigada. Eu acho que você, de todas as pessoas, entendem o conceito de caminhar com as próprias pernas e não ter as opções de sua vida constantemente analisadas pela sua família.
– Você tem um ponto. - Edward refletiu. Ele só podia imaginar como Angie amava dar a Megan conselhos diários sobre o que ela estava fazendo certo ou errado. Inferno, ela fez isso com ele, e ele nem mesmo era seu filho. Mas, como a mais velha de suas irmãs, Angie sempre foi sua segunda mãe. E há cinco anos, desde a morte de sua mãe, ela pegou este trabalho com um novo vigor.
Apertando o braço de Megan, ele disse:
– Então, você está disposta a jogar dinheiro fora em um aluguel de um apartamento, mas você não vai levar em consideração a minha oferta?
Ela revirou os olhos.
– Sério, Tito? Não há nenhuma maneira no inferno que você realmente queira que eu viva com você.
– Ei, agora cuidado com esta boca. Estamos na igreja, por Cristo! - Ele brincou.
Megan riu.
– Ouça, é realmente doce da sua parte oferecer, mas confie em mim, você estaria lamentando esta oferta uma hora depois que Mason e eu nos mudássemos.
– Eu quase não veria vocês no andar de cima, no quarto de hóspedes e passo a maior parte do tempo fora de casa . Eu poderia mudar Beau para o quintal e lhe dar o porão.
– Deixe–me adivinhar. Parte da negociação deveria incluir eu lavar a sua roupa e cozinhar sua refeições?
Esfregando o queixo, Edward respondeu,
– Hmm, isso soa bem.
– É claro que isto soa bem para você.
– Não ha nada de errado em você cuidar do seu tio favorito. - Quando ela não respondeu, Edward apertou seu ombro. – Ok, eu só estava brincando com você, e eu não espero que você faça esse serviço de lavanderia e cozinheira. Por que você não me deixa te ajudar?
Megan balançou a cabeça.
– É muito gentil de sua parte oferecer, e eu deveria aproveitar a chance. Mas eu preciso fazer isso sozinha.
– Tudo bem. Seja uma burra teimosa.
– É uma característica da família Cullen, lembra?
Edward sorriu.
– Isso é verdade.
– Bem, acho que em sua generosidade, você não está pensando claramente sobre o barulho irritante que seria eu e Mason em sua casa.
– É mesmo?
– Mmm, hmm, basta pensar sobre isso. Você trouxe para casa a sua nova transa do dia, para um um pouco de sexo quente, e ela não tem interesse em ver uma jovem garota correndo em volta de vocês, ou ouvir um choro de bebê. Cara, ia ser marcante, ver você no quarto com suas bolas sendo apertadas.
Edward arregalou os olhos.
– Margaret Esme Cullen McKenzie, que boca é esta na Igreja!
– Eu aprendi tudo com meu tio muito rebelde.
Com um grunhido de frustração, Edward disse:
– Eu quero que você saiba que eu não levo mulheres para casa.
Ela revirou os olhos
. – Deus, você é tão garanhão.
– Você também não, por favor!
Megan sorriu.
– Eu não posso evitar em destacar os erros que comete em sua vida. Quer dizer, eu tenho visto seu comportamento com suas amantes, muitas e muitas vezes, e você continua agindo da mesma forma . Eu sou uma dessas mulheres desprezadas, lembra–se ?
Edward estremeceu com o pensamento de que ele tratava as mulheres de forma parecida com o que aconteceu com Megan. Como ele poderia querer castrar o pai de Mason, quando ele não era melhor do que ele?
Bem, exceto pelo fato de que sempre fez questão absoluta de usar preservativo, para garantir que não houvesse nenhum pequeno Edward circulando por aí.
Megan olhou para o relógio.
– Você pode ficar de olho em Mason para mim, enquanto eu vou fazer uma confissão rápido?
Os olhos de Edward se arregalaram, quando ele olhou a criança dormindo no carrinho.
– Hum, Meg, eu não..
– Oh, vamos lá. Ele está morto para o mundo, e você vai ficar bem. Além disso, você é o padrinho dele.
– Sim, uma posição que eu estou desejando que não tivesse concordado.
Megan varreu as mãos para seus quadris.
– Eu preciso me confessar, antes de ficar no altar com meu filho, Tito. Você realmente vai me dizer não?
– Tudo bem, tudo bem. Vá em frente.
– Obrigada. - disse ela, antes de beijá–lo na bochecha. Seus saltos batiam pelo corredor. Não tinha passado nem um minuto que Megan tinha desaparecido em um dos confessionários, quando Mason começou a mexer. Inclinando–se, Edward balançou um pouco, na esperança de evitar uma crise. Mas, quando o rosto minúsculo bebê contraiu, Edward murmurou
– Oh merda.
Um gemido irrompeu dos lábios de Mason, que ecoou por toda a igreja.
– Hey homenzinho, não faça isso. – Ele balançou o carrinho mais rápido, apenas fazendo com que Mason chorasse ainda mais.
– Você realmente deveria pegá–lo, quando ele está chorando assim. - disse uma voz por cima do seu ombro. Ele olhou para trás para ver sua irmã, Becky, e seus três filhos olhando ceticamente para ele. Com 11 anos de idade, Percy tinha uma expressão exasperada, Edward sabia que tinha sido ele que deu o conselho.
– Tudo bem. - Edward resmungou. Ele se inclinou e gentilmente deslizou as mãos por baixo do corpo contorcido de Mason. Já trajado com sua roupa de batizado, foi difícil para Edward agarrá–lo, com todas aquelas rendas e a preocupação em não machucá–lo. Finalmente, ele resgatou Mason de seu carrinho infernal. Edward apoiou–o em seu ombro e lhe deu alguns tapas reconfortantes.
– Esta tudo bem agora, pequeno. Você está livre. Dê um tempo com o choro. - disse ele.
Seu sobrinho de treze anos, John, bufou.
– Uau, Megan deve ter fumado alguma coisa, quando te escolheu como padrinho.
Edward fez uma careta por cima da cabeça de Mason para John.
– Para sua informação, eu era o único que ela queria para esta função.
– Dê–lhe o seu dengo- Georgie. - com cinco anos de idade sugeriu.
Edward franziu as sobrancelhas loiras.
– Seu o quê?
– Cara, você deve estar brincando. - disse John. Ele inclinou–se e agarrou uma fralda no carrinho de Mason. Cavando dentro, ele tirou uma chupeta e acenou–o para Edward, antes de enfiar na boca escancarada de Mason. Imediatamente, o bebê se acalmou.
Com um suspiro de alívio, o olhar de Edward varreu os três rapazes. Todos os três usavam calças cáqui, camisas brancas por dentro da calça, gravatas vermelhas e blazers. Ele balançou a cabeça e sorriu.
– Belos trajes. Vocês poderiam passar por uma boy band, como a Osmond ou algo assim.
– O que? - Percy perguntou.
– Não importa. - ele murmurou. Olhando através dos meninos, ele suspirou de alívio ao ver Megan saindo do confessionário. Ele estava mais do que pronto para entregar Mason de volta para ela.
Ela sorriu para ele.
– Não conseguiu resistir ao charme de Mason?
– Ha, muito engraçado.
– Sim, eu o ouvi durante todo o caminho até o confessionário. - Ela se aproximou e pegou Mason dele. Aninhado o bebê perto de seu peito, ela então sorriu para Edward. – Você sabe, você parecia tão natural, segurando–o.
Edward abriu a boca para protestar, mas o chiado de John o interrompeu.
– Sério? Ele mal conseguia tirar Mason fora do carrinho, para não mencionar que ele não tinha idéia do que era uma chupeta.
– Ele sempre pode aprender. - Megan argumentou.
– Sim, agora engula esta resposta rapaz, respondeu Edward.
Foi então que o padre veio caminhando até eles.
– Srta. McKenzie, estamos prontos para começar.
Megan assentiu.
– John, Percy, Georgie–corram e chamem os outros que esta na hora.
– Tudo bem, respondeu Georgie antes de correr pelo corredor, sendo seguido imediatamente pelos outros.
Depois que os garotos correram, Megan sorriu.
– Pronto?
Edward sorriu para ela.
– Pronto, como jamais estarei novamente.
Ajustando a último lugar na mesa, Isabella Swan recuou para verificar como tudo parecia. Não que seus três melhores amigos realmente se importassem com toda essa arrumação. Esta noite era sobre camaradagem e apoio ao invés de aparências. Mas o lado perfeccionista e de Relações Públicas de Isabella sentia a necessidade de que tudo estivesse perfeito.
Luzes de velas piscavam por toda a sala de jantar, enquanto a música de fundo tocava músicas tranquilas. Embora fosse época de Natal, a peça central da mesa não era sobre este tema. Ao contrário, era um arranjo enorme de flores silvestres vibrantes, como das montanhas, onde ela havia crescido. No meio das flores, havia uma foto do seu noivo falecido, Travis.
Hoje era 15 de dezembro – aniversário de cinco anos de sua morte. O dia que marcou o fim da vida perfeita que tiveram juntos. Tudo tinha sido arrancado por um motorista bêbado, deixando uma festa, que tinha ultrapassado um cruzamento, se matando e a Travis instantaneamente.
A maioria das pessoas não podia imaginar ter uma celebração de vida para alguém que estava morto. Mas quando o primeiro aniversário da morte de Travis se aproximou, o melhor amigo de Isabella desd série, Jacob Montgomery, abordou o assunto de marcar a data a cada ano, com bebidas e um jantar no restaurante favorito de Travis.
Isabella tinha gostado da idéia e convidou o colega de quarto de Travis e seu melhor amigo da faculdade de medicina, Jasper Hale e sua noiva, Alice Brandon, que passou a ser sua melhor amiga também.
No primeiro ano eles tentaram jantar no restaurante, mas ela estava muito alterada e atordoada com as loucas emoções que sentia. No ano seguinte, decidiu fazer o evento na casa de um deles, com as mesmas comidas e bebidas, mas em um estilo mais intimista, para a ocasião mais sombria.
O toque da campainha a arrancou de seus pensamentos. Ela correu para a porta da frente e abriu repentinamente.
– Oi gente! - Ela gritou.
Seus melhores amigos há sete anos, Alice e Jasper, estavam na varanda, trajados com camadas de roupas com o frio de Dezembro. Alice acenou com as mãos, ambas ocupadas com as garrafas de vinho.
– Olá, Olá. Nós viemos para o sofrimento espiritual.
Isabella riu, quando olhou para o álcool nas mãos de Jasper também.
– Estou feliz de ouvir isso. Jacob me mandou uma mensagem cerca de cinco minutos atrás, que estava a caminho de pegar nosso jantar.
Jasper sorriu quando ele e Alice entrou no hall.
– Apenas o meu amor por Travis para concordar em comer alimentos do Olive Garden, alegadamente italiano.
Encolhendo os ombros de seu casaco, Alice assentiu.
– Eu me lembro do dia que fomos jantar em um lugar autentico, no centro da cidade, e Travis ficava o tempo todo: Isto não é a verdadeira comida italiana.
– Pobre Travis. Ele tinha muito das montanhas ainda dentro dele.
Jasper sacudiu a cabeça.
– Isso era parte de seu charme.
Isabella sorriu.
– Isso é verdade. Ela tinha acabado de tirar seus casacos, quando Jacob irrompeu pela porta, carregando uma sacola de comida.
– Eu estou aqui, para que possamos começar a festa. - ele gritou.
– Eu acho que estou mais animada com a comida do que com sua presença. - Isabella brincou.
– Qualquer que seja. - respondeu ele, inclinando–se para beijar sua bochecha. Ele, então, fez o seu caminho por ela através da sala de jantar, para depositar as sacolas de comida sobre a mesa. Os pratos foram abertos, e a comida deslizou das embalagens de viagem, para as vasilhas de porcelana da falecida mãe de Bella, em seguida, o vinho foi colocado nas taças de cristal. Depois que tudo estava pronto, eles se sentaram.
Durante todo o jantar, o vinho fluía livremente como a conversa. Por um tempo, eles dançaram em torno dos fantasmas do passado, até se aproximarem do presente. Não foi até que todos os pratos estavam vazios, que Travis mais uma vez tornou–se o tema da conversa.
– Por favor, me diga que você fez a sobremesa favorita de Trav? - Jacob perguntou, esfregando a barriga.
Isabella sorriu.
– O que você acha?
Os olhos de Jacob reviraram em êxtase.
– Graças a Deus. Eu tenho desejado este bolo a semana toda!
Depois de ir para a cozinha, para pegar o bolo, cuja receita era um segredo da avó de Isabella, ela voltou a sala de jantar. Ao cortar as fatias do bolo, eles começaram a seguir uma outra tradição de contar uma história favorita de Travis. Quando chegou a hora de Jacob, ele tomou um longo gole de vinho.
– Minha história favorita de Travis ...
Ele respirou profundamente, quando inclinou a cabeça.
– Provavelmente seria quando eu contei para ele...
Isabella gemeu e cobriu os olhos.
– Oh Deus, não esta.
Jasper olhou entre ela e Alice.
– Espere, eu não acho que eu já ouvi essa.
Alice sacudiu a cabeça.
– Eu também.
Jacob sorriu.
– Veja, eu guardei a melhor história por último.
Isabella bufou.
– Eu não sei nada sobre isso.
Depois de atirar–lhe um olhar, Jacob continuou.
– Então, imagine que...
Isabella riu.
– O que é isso, aquele programa Meninas de ouro, com aquela personagem Sophie , que sempre falava, Imagine que..?
Jacob limpou a garganta.
– Posso contar a minha maldita história, por favor?
– Tudo bem, tudo bem.
– Então, como eu estava dizendo, aqui estávamos em um vestiário, com um campo de futebol já vazio. Travis e eu fomos guardar os equipamentos, então nós éramos os últimos. Estamos ali , a toa, nos trocando, e eu penso de repente..
– Que você era apaixonado por Travis? - Alice perguntou.
– Deus não! - Jacob respondeu. Ele virou–se para Isabella e sorriu. – Sem ofensa, Bella. Mas Travis não era meu tipo.
Ela sorriu.
– Não me ofendi. Agora termine a história.
– De qualquer forma, enquanto ele está mexendo em alguma merda do seu armário, para ir tomar banho, e eu pensei : é agora ou nunca. Quer dizer, eu tinha contado para Isabella há algumas semanas. Como ela, Travis tinha sido meu melhor amigo, desde o ensino médio, então eu sabia que ele precisava saber. Meu coração estava trovejando tão alto em meus ouvidos que eu tinha certeza que ele conseguia me ouvir. Mas eu sabia que eu não poderia esperar nem mais um dia, muito menos um minuto, sem contar a ele que eu era gay. Então, eu agarrei seu ombro, girei ele na minha frente, e disse:
– Trav, eu sei que você vai me odiar depois que te contar isso, e eu vou entender se você nunca mais falar comigo novamente. Mas cara, eu sou gay.
Os olhos de Jasper se arregalaram.
– Puta merda. O que ele fez?
Os lábios de Jacob se curvaram em um sorriso largo.
– Ele disse, Jacob, cara, só você para querer desafogar isto para mim, quando nós dois estamos com a bunda de fora, mas eu te conheço há um longo tempo. E eu não poderia me importar menos com isto.. Você é meu amigo, e isso é tudo o que me interessa sobre este assunto.
Alice olhou para Isabella.
– Você contou a Travis sobre Jacob?
Isabella furiosamente balançou a cabeça.
– Não, claro que não. Não era a minha história para contar.
Com uma risada, Jacob disse.
– Ele poderia ter me derrubado como uma pena, caso ele reagisse mal a minha confissão. Mas isso era Trav. Por um lado, ele era um típico homem viril. Mas em seguida, ele também tinha um inferno de um lado terno. Jacob suspirou. – Ele era o cara mais doce, que eu tive o prazer de conhecer. E ele foi um dos melhores amigos que eu já tive.
Lágrimas desciam pelos olhos de Isabella.
– Isso é verdade.
Alice ergueu a taça de vinho.
– A Travis. Um inferno de um cara gente boa, que foi tirado de nós muito jovem.
Isabella se inclinou para a frente e bateu com a taça com os outros.
– A Travis.
Um pouco antes da meia–noite, Alice e Jasper se preparavam para sair. Quando Jasper ajudou Alice a entrar em seu casaco, ela perguntou:
– Então, nós vamos amanha a noite na festa do escritório, certo?
Isabella franziu o nariz.
– Eu não sei, Alice.
– E por que não? - Alice perguntou.
– Depois de hoje, a última coisa que eu quero fazer é me vestir para uma festa, com conversas sem sentido, a base de cocktails e aperitivos.
Alice sacudiu o dedo para ela.
– Com Jasper trabalhando, você prometeu que seria o meu par. Além disso, você não vai nos encontros da empresa há muito tempo. Você precisa fazer uma aparição.
Isabella soltou um suspiro derrotado. Tanto quanto ela odiava admitir, Alice estava certa. Depois quatro anos no seu antigo emprego, ela havia sido transferida para Burke e para esta empresa em outubro, a convite de uma de suas ex–colegas de trabalho. Sua chefe, Therese, havia puxado um monte de cordas para levá–la a este cargo, com um aumento salarial considerável. Isabella sabia que não podia decepcionar Therese.
– Tudo bem, tudo bem. Nós temos um encontro marcado.
Alice sorriu.
– Ótimo. Fico feliz em ouvir isso. E use algo super sexy. Uma vez que é a festa de Natal da empresa, não haverá apenas homens solteiros do nosso andar.
Revirando os olhos, Isabella perguntou:
– Deixe–me adivinhar. Você esta pedindo implicitamente para eu usar aquele vestido verde que você escolheu para eu usar, quando eu cantei na festa da empresa no ano passado?
– Oh, aquele que deixa suas costas toda de fora, com um decote que mostra quase que seu corpo inteiro? Sim, esse mesmo. - Alice balançou a cabeça. – Ah, sim, você vai ter os homens comendo na palma da sua mão.
– Excelente. - Isabella murmurou.
Depois de dar a Jasper e Alice longos abraços, eles se dirigiram para a varanda.
– Tchau pessoal. Eu amo muito vocês. - disse Isabella, acenando uma última vez antes de fechar a porta. Ela caminhou de volta para a sala de estar e depois deixou–se cair no sofá ao lado de Jacob. Soltando um longo e demorado suspiro, ela agarrou um dos travesseiros ao peito.
– Isso não é bom, Bella.
– O que? - Ela perguntou.
– Os pensamentos que passam pela sua cabeça agora.
Isabella levantou as sobrancelhas para Jacob.
– O que eu estou pensando? Eu acho que é hora de cortar o seu vinho, especialmente se você não vai ficar aqui esta noite.
Quando ela chegou para pegar o seu copo, ele bateu na sua mão, fazendo com que ambos caíssem na risada.
– Você esta infeliz. Eu posso afirmar.
– Claro que estou. Hoje é um dia que sempre me deixa triste. - ela argumentou.
Jacob sacudiu a cabeça.
– Há mais do que isso. Ele se inclinou para ela, suas coxas e ombros batendo. – Me fale.
Mordiscando o lábio, Isabella olhou para seu colo.
– Você sabe o que é.
– A coisa do bebê?
Ela assentiu com a cabeça.
– É por causa da minha última conversa pelo telefone com Travis? - Jacob falou
Quando Isabella encolheu os ombros, Jacob deu seu sorriso triste.
– Eu nunca vou esquecer a maneira como ele soou naquele dia. Eu não acho que eu o tenha visto mais feliz em toda a minha vida, bem, exceto naquela noite da sua festa de noivado. Jacob, cara, você nunca vai acreditar. Eu vou ser pai! - Ele disse.
As lágrimas desciam novamente pelos olhos de Isabella, com a memória dolorosa gravada em sua alma, que a queimava por dentro. Ela tinha atrasado uma semana do seu período.
Ela estava um desastre emocional, pensando que estava grávida, mas Travis ficou em êxtase. Apesar de estarem noivos há mais de um ano, Isabella ainda queria esperar mais para eles se casarem. Havia a faculdade de Travis para pensar e ela estava iniciando sua carreira. Mas Travis não se importava com nada disso, ele só queria Isabella como sua esposa.
Fungando, Isabella passou as costas de sua mão pelo seu nariz.
– Ele ficava dizendo "Sim, agora você vai ter que ir em frente e casar comigo, como eu estou pedindo há tanto tempo" - ela disse, a voz embargada com emoção. Ela não parou para enxugar as lágrimas rolando pelo rosto. – Ele nunca soube que eu não estava grávida. Eu menstruei logo que ele saiu para trabalhar, no dia que que ele morreu.
Jacob estendeu a mão e a puxou em seus braços. Rigída, os soluços guturais atravessavam seu corpo, enquanto Jacob a embalava.
– Bellita, ele morreu como um dos homens mais felizes do mundo. Esteja grata por isso.
– Eu estou ... mas ele nunca deveria ter morrido. Ele deveria estar aqui agora comigo. Ele deveria estar com Jasper fazendo o seu estágio, e nós ... Deveríamos ter filhos agora!
– Não é bom você pensar dessa forma. - argumentou Jacob. Ele se afastou para tocar seu rosto em seu mãos. – Você tem que seguir em frente. Travis iria querer que você fosse feliz, encontrasse alguém para fazer uma vida juntos, e então se tornasse uma mãe, como você sempre sonhou.
Com sua menção da maternidade, a respiração de Isabella parou. Uma idéia, um pensamento um pouco louco para alguém como ela, tinha estado piscando dentro dela por meses. Por mais que ela tentasse empurrá–lo de lado, pensando racionalmente que não podia ou não devia funcionar, ele continuava a crescer.
– Jacob, se eu te pedisse para fazer algo por mim, você faria, certo?
Suas sobrancelhas escuras dispararam interrogativamente.
– Por que eu sinto que eu provavelmente deveria responder não a esta questão?
– Por favor?
– O que você quer?
Hesitando, ela respirou fundo. Ela não tinha certeza se realmente conseguiria admitir em voz alta. Finalmente, ela encontrou a coragem para perguntar:
– Você teria um bebê comigo?
Sacudindo as mãos no rosto, Jacob se atirou para fora do sofá.
– Desculpe–me?
– Você é o único homem no mundo que eu amo. Eu quero que você me dê a criança que eu sempre quis, eu quero que você seja o pai do meu bebê.
Os olhos de Jacob se arregalaram.
– Isabella, você se esqueceu que eu sou gay e mantenho uma relação com um o homem que eu amo. Eu não posso ... - Ele passou as mãos pelo seu cabelo descontroladamente. – Eu nem sei como começar a responder isto para você.
Com sua expressão confusa e suas palavras, Isabella não podia deixar de rir.
– Eu não estou pedindo você para dormir comigo e conceber o bebê.
– Você não esta?
Isabella sacudiu a cabeça.
– Não, claro que não. Eu quis dizer que eu queria que você fosse meu doador de esperma. Como ir em uma clínica e tudo, não em um quarto.
Encarando–a em estado de choque, o entendimento finalmente chegou até Jacob, e ele soltou uma longa e exagerada respiração.
– Ah ... Graças a Deus!
– Bem, mas obrigada, por me deixar saber que fazer sexo comigo seria o maior pesadelo de sua vida. - Isabella brincou.
Com um sorriso de desculpa, Jacob sentou–se com ela no sofá.
– Não se ofenda, Bellita. Você sabe que as mulheres não são para mim há muito tempo.
– Hmm, sim, eu acredito que eu tenha descoberto isto da forma mais difícil naquela época também.
Jacob estremeceu.
– Eu só pensei que se eu tentasse ficar com uma menina, eu saberia de uma vez por todas se eu era realmente gay.
Isabella riu.
– E eu estou feliz em ter ajudado você a descobrir isso.
Com um sorriso, Jacob disse:
– Se eu me lembro corretamente, eu descobri isso com você.
– Oh, sim! - Ela chiou antes de cobrir o rosto com as mãos. Ela recordou imediatamente a festa de Jacob de 15 anos. Todos os seus outros amigos foram embora, deixando–os sozinhos no porão dos seus pais. Embora as meninas fossem loucas por ele, nunca Jacob havia tido qualquer encontro com elas.
Em vez disso, ele preferia apenas flertar com elas, mas sair com Isabella.
Após virar meia garrafa do Jack Daniels de seu pai, ele confiou em lágrimas a Isabella, que ele pensava que não tinha atração pelas meninas. Ele pediu–lhe que ela o deixasse beijá– la, para saber com certeza se ele era realmente gay.
Considerando que ela nunca tinha beijado ninguém, ela foi mais do que um pouco relutante.
Isabella olhou para ele através de seus dedos e balançou a cabeça.
– Eu não posso acreditar que você foi o primeiro cara que eu beijei.
Jacob riu.
– Eu acredito que eu fiz um pouco mais do que apenas te beijar. Eu tenho certeza que eu sequei sua saliva, até que você estava completamente ofegante!
Isabella bateu no seu braço de brincadeira.
– Ugh, eu não posso acreditar que você lembra de tudo isso.
– Sim, não foi apenas o fato de que eu estava beijando a minha melhor amiga, mas estava beijando ela e fantasiando com outro cara.
Revirando os olhos, Isabella disse:
– Mais uma vez, muito obrigada por me lembrar deste fato. Não sei como você não me deixou totalmente complexada ou algo assim, com este primeiro beijo e sem nunca ter tido um encontro na vida!
– Ah, vamos, Bellita, metade da população masculina esta rastejando a sua volta, e se você tirasse a cabeça para fora de sua bunda e olhasse em volta, encontraria caras sérios em todos os lugares, que amariam ter este corpo quente sobre eles.
– Sim, eles me querem apenas para transar. Eles não querem me conhecer melhor, ou ter uma relação séria. Uma vez que eles descubram que eu sou antiquada e não terá direito a sexo casual, eles saem correndo.
Depois de um silêncio constrangedor, Jacob suspirou.
– Este é a hora onde você fala sobre esta ideia do bebê de novo, certo?
– Eu não posso acreditar que você ficou tão surpreso com tudo isso. Você sabe o quanto eu quero um filho. Como eu sempre quis uma família grande. Eu farei 30 anos em poucos meses. Não é agora ou nunca, mas está ficando perto disto.
– Então, por que não encontra um cara para se estabelecer e ter filhos. Você sabe, viver em harmonia ou algo assim. Quero dizer, com certeza Jasper deve conhecer alguns homens interessantes para te apresentar.
Isabella bufou de frustração.
– Eu não tive um relacionamento real, desde Travis, e eu não tenho certeza se há realmente alguém lá fora para mim.
– Mas você nem sequer tentou. Quero dizer, com o câncer de sua mãe e sua morte, você se desligou do mundo por tanto tempo. Talvez seja a hora de realmente colocar a cabeça para fora de novo. - Jacob argumentou.
Balançando a cabeça, Isabella disse
– Você não está me ouvindo? Eu quero um bebê. Toda a minha vida foi perda e morte. Ela levou a mão a seu abdômen. – Eu quero uma vida crescendo dentro de mim, uma parte de mim e de meus pais.
– Bella
Lágrimas brilhavam em seus olhos.
– Eu tenho tanto amor para dar a uma criança. Por favor, Jacob.
Ele pegou seu copo de vinho e bebeu o conteúdo restante. Ele, então, levantou–se do sofá, para tropeçar de volta até a sala de jantar. Isabella viu quando ele pegou a garrafa de vinho e recarregou seu copo.
Quando ele voltou para a porta, ele balançou a cabeça.
– Mas por que você precisa de mim? Por que você não pode simplesmente ir a um banco de esperma e escolher uma amostra de um Brad Pitt com um QI de 170?
– Porque eu não me importo em não ter uma pessoa parecida com Brad Pitt ou um QI médio.
Jacob bufou.
– Puta merda! Se isto foi uma tentativa de adoçar o pote, não deu muito certo !
Isabella revirou os olhos.
– Não foi isso que eu quis dizer. Eu estava pensando que não fazia questão de coisas superficiais, mas se estamos neste assunto, sim, você vai trazer um DNA mais do que excelente para o meu bebê, tanto em aparência, como inteligência, ok?
– Seja qual for. - ele resmungou antes de tomar outro gole de vinho. Ele caiu para trás para baixo no sofá ao lado dela.
– Jacob, você não esta vendo o quadro inteiro aqui. Se eu não posso ter um bebê com alguém que eu esteja romanticamente apaixonada, eu ainda quero que seja com alguém que eu amo. Eu sei que você é uma pessoa boa e decente, e que seria um pai maravilhoso.
Quando ele não disse nada, Isabella inclinou–se para ele. – E pense em seus pais. Além dos meus avós, ele teria seus pais, que são incríveis com os filhos da sua irmã.
– Isso é verdade. - ele murmurou, ainda não encontrando seu olhar.
Isabella suspirou. Ela sabia que tinha apenas jogado para ele um laço, e que ia levar algum tempo para ele processar tudo.
– Olha, eu sinto muito de ter trazido este assunto a baila.
Quando ela começou a levantar do sofá, Jacob agarrou seu braço.
– Tudo bem.
Ela franziu as sobrancelhas para ele.
– Tudo bem o quê?
Ele expirou ruidosamente.
– Ok, eu vou ser o pai do bebê ou doador de esperma ou o que quer que isto signifique.
O peito de Isabella apertou, e ela quase não conseguia respirar.
– Sério?
Jacob assentiu.
– Sim, por que não.
– Mas você tem certeza? Quero dizer, você não precisa de mais tempo para pensar sobre isso?
– Nada disso. Vamos ter um bebê.
Isabella gritou com prazer antes de atirar os braços ao redor do pescoço de Jacob e aperta–lo com força. – Oh meu Deus! Eu não posso acreditar que você realmente vai fazer!
Ela se afastou para beijá–lo em ambas as bochechas.
– Eu te amo muito muito.
– Eu também te amo, Bellita.
Ela acariciou sua cabeça contra seu pescoço.
– Mas o que fez você mudar de idéia?
– Travis.
Isabella virou a cabeça, para encontrar seu olhar. Um sorriso curvou nos lábios de Jacob.
– Era quase como se eu pudesse ouvi–lo dizer que eu deveria fazer isto, fazê–la feliz, porque ele não podia.
Lagrimas de tristeza e alegria misturadas, desciam pelos seus olhos.
– Eu não posso te agradecer o suficiente por fazer isso comigo. Eu não posso imaginar ficar mais feliz do que eu estou neste momento.
Ele esfregou seu polegar em sua bochecha.
– Este dia será o melhor da sua vida, até o dia que descobrir que esta esperando um filho.
Ela sorriu.
– Ou o dia que nosso bebê nascer?
Jacob assentiu.
– E se ele for um menino, eu quero lhe dar o nome de Travis – Travis Jacob Black.
– Nada me faria mais feliz do que meu filho ter o seu sobrenome. Ela virou a cabeça para ele. – Mas que faremos se for uma menina?
– Travisina? - Jacob sugeriu.
Isabella riu.
– Não, eu acho melhor não.
Jacob riu.
– Teremos tempo para pensar em nome de uma menina.
– Enquanto ele ou ela for saudável, eu não me importo com o que teremos.
Ele se afastou dela para pegar as taças de seus vinhos.
– Vamos beber ao nosso futuro filho.
– Ao nosso bebê. - disse Isabella antes de brindar com Jacob.
s
Edward atravessou as portas do clube País Comércio. Ele acenou com a cabeça em direção a alguns dos seus colegas. Seus dedos levantaram para ajustar a gravata em seu smoking. Ele mal estava com aquela maldita coisa ha 30 minutos, e já parecia que estava sufocado.
Achando seu melhor amigo de trabalho, Blake, ele atravessou vários grupos, para se aproximar dele.
– Bem, Olá, Cullen, como vai? - Blake perguntou.
Sem dar uma resposta, Edward tirou o copo de uísque da mão de Blake e bebeu tudo em um único gole, que desceu queimando.
– Hmm, dia ruim hein? - Blake perguntou com um sorriso.
– Desculpe homem. Eu estive no inferno de reunião familiar durante todo o maldito dia.
– O negócio do Batismo?
Edward assentiu.
– Isso foi ao meio–dia, mas depois houve uma festa na casa da minha irmã. - Edward estremeceu, quando lembrou como foi intimidado por cada uma de suas irmãs, durante a tarde toda. Embora o pegassem em momentos diferentes, a sua mensagem era apenas uma. Ele tinha 32 anos de idade, e era hora dele se estabelecer e continuar o nome da família. Tinha sido um dia vivendo no inferno.
– Eu só consegui escapar há uma hora atrás.
Blake franziu as sobrancelhas castanhos.
– Você quer dizer, não havia qualquer bebida boa na festa, pelo menos para te ajudar a passar por tudo isso?
– Sim, mas se eu tivesse começado a virar como estava precisando, eu teria dado mais munição as minhas irmãs falarem ainda mais merda para mim. Sem mencionar o discurso que meu pai teria feito, que eu já conheço muito bem
– Então eu acho que é hora de você começar a beber muito. Por que você não vai ate o balcão pedir outro Wiskhy para a gente? - Blake sugeriu.
– Eu posso fazer isso, dois para mim e um para você? - Edward resmungou.
– Mantenha o ritmo amigo. A noite é uma criança.
Edward balançou a cabeça e caminhou mais uma vez no meio da multidão. Ele estava quase no bar, quando alguém bateu nele, fazendo com que perdesse o equilíbrio por um momento. Ele girou em volta, para ver uma visão diante dele.
Ele tinha visto e agarrado belas mulheres antes, mas essa era algo realmente especial, absolutamente linda. As bochechas de alabastro coraram de vergonha, e ela estava escondendo o rosto por trás de um véu de seu cabelo, que caia em ondas pelos seus ombros. E ela estava usando um vestido verde esmeralda, que abraçava suas curvas amplas como uma segunda pele. Ele amava as ruivas, mas acima de tudo, ele amava as ruivas com roupa verde. Algo fazia a interposição destas cores deixarem ele louco.
– Você está bem? - Ele finalmente perguntou.
Ela assentiu com a cabeça furiosamente.
– Eu sinto muito. Meu salto ficou preso no tapete por um segundo. Foi por isso que eu esbarrei em você.
Ele deu–lhe o seu melhor sorriso sensual.
– Nenhum mal foi feito.
– Mais uma vez, me desculpe. - disse ela.
Antes que ele pudesse detê–la, ela se virou e dirigiu até o outro lado da sala.
Enquanto ele olhava ela ir embora, ele balançou a cabeça e lutou contra o desejo de ajustar suas calças, com o calor explodindo abaixo de sua cintura. Agora havia um desenvolvimento interessante na festa. Ela era exatamente o tipo de mulher que ele iria desfrutar em levar para casa e garantir que ela gritasse seu nome quando gozasse. O disfarce de timidez que ela tinha feito, o deixou ainda mais interessado, porque ele poderia muito bem apostar, que com aquela cor de cabelo, ela tinha uma personalidade impetuosa que iria igualar a sua.
Depois de pegar dois whiskys escocês, ele voltou para junto de Blake. Mais dois dos seus amigos do trabalho, haviam se juntado a Blake, Chris e Oliver.
– Ei caras. - Edward disse com um sorriso radiante. Blake deu a Edward um olhar interrogador, quando pegou seu copo.
– Será que você tomou um par desses no bar?
– Não por quê?
– Porque você deu um salto na fase que estava há há cinco minutos atrás.
Edward riu.
– Isso porque eu acabei de encontrar a mulher que eu vou passar essa noite.
– Porra, você trabalha rápido. Quem é ela? - Chris perguntou.
– Ela é uma ruiva espetacular, em um vestido verde, que eu vou gostar de passar horas olhando o que esta embaixo da sua roupa.
Oliver gemeu.
– Isabella Swan, porra.
Edward arregalou os olhos.
– Sério? Você conseguiu identificá–la apenas com esta mísera descrição que eu dei?
Cruzando os braços sobre o peito, Oliver disse
– Pernas longas, bunda perfeita, peitos fabulosos, olhos lindos, longos cabelo longos e meio tímida?
Edward engasgou com o uísque.
– Sim, é ela.
Oliver balançou a cabeça.
– Boa sorte com essa, mano. Ela trabalha no meu andar, e metade dos rapazes lá tentaram transar com ela, e ela mandou todos pastarem.
Engolindo o último gole de sua bebida, Edward apenas sorriu.
– Ah, eu gosto de um desafio. Eu costumo valorizar ainda mais, estas que no inicio são mais difíceis, no final da noite.
Chris e Blake bufaram com o riso.
– Só você, cara. - respondeu Blake.
– Você tem que admitir que esta perseguição é excitante. - Edward argumentou.
Chris encolheu os ombros.
– Não quando estou excitado como o inferno, como eu estou hoje. Eu prefiro apenas que elas caiam com as pernas abertas.
– Qualquer que seja, homem. - disse Edward, esticando o pescoço no meio da multidão. Finalmente, ele viu sua esmeralda gostosa. – Qual era mesmo o seu nome, que você falou?
– Isabella.
– Obrigado. Agora, se me dão licença, eu vou trabalhar para ter Isabella erguendo suas adoráveis coxas para mim.
– Boa sorte. Você vai precisar. - disse Oliver.
Edward só balançou a cabeça. Ele nunca precisou de sorte para fechar um negócio com qualquer mulher. Ele tinha sua bela aparência, seu sex appeal, e sua personalidade. Então, que lhe interessa se alguns caras ineptos tinham se ferrado com Isabella. Isto não aconteceria com ele.
Ele estava olhando para ela de novo ... e sorrindo. Depois de esbarrar no cara mais bonito que ela já viu, ela o pegou olhando para ela do outro lado do salão lotado, Isabella tinha jurado não olhar em sua direção vez disso, ela havia tentado manter o foco na conversa com Alice e as outras meninas do seu andar. Mas quando ela olhou discretamente, ele a estava encarando. Ele não parecia constrangido com o fato de que ele estava olhando para ela abertamente. Então, ela finalmente criou coragem para lhe dar um sorriso tímido de volta.
E esse era o jogo que ela fazendo nos últimos cinco minutos, roubando olhares e sorrisos um para o outro.
– Para quem você está sorrindo? - Alice perguntou.
– Ninguém. - Isabella rapidamente mentiu.
– Ooh, eu acho que Bella esta paquerando alguém. - Therese disse com um sorriso.
– Eu não estou. - Isabella protestou.
– Sim, você esta. - disse Alice, varrendo seu olhar pelo salão. – Então, quem é o sortudo?
Isabella suspirou.
– Tudo bem. Eu, literalmente, corri para ele há alguns minutos, quando estava voltando do banheiro. Ele parecia realmente interessado, mas eu estava muito envergonhada em ficar parada nos meus calcanhares, neste tapete estúpido para ficar e conversar.
Alice sorriu.
– Ooh, parece promissor. Ele é sexy?
Sem precisar olhar novamente, ela podia ver a imagem do cara na frente dela claro como o dia, e seus penetrantes olhos verdes, o cabelo bagunçado, e a sua figura alta, um pouco musculosa.
– Sim, ele é realmente muito bonito.
Os olhos de Alice se arregalaram.
– Oh merda, isto é muito relativo! Ele é bonito, mas quero saber se ele é sexy.
– Oh, esta bem. Ele é sexy. - Ela mordeu o lábio por um minuto antes de finalmente dizer:
– Eu realmente gostaria de saber quem ele é. E–eu gostaria de falar com ele de novo.
– Falar com ele? Não menina, vamos conseguir pelo menos um encontro. Quer dizer, há quando tempo não te vejo entusiasmada por um cara? - disse Alice.
– Então, onde ele está? - Therese perguntou.
– Bem, por favor sejam discretas. Ele está encostado contra uma das colunas de mármore.
Ela não se atreveu a olhar, quando elas se viraram para procurar seu homem misterioso.
Alice ofegou em horror.
– O que há de errado? Quem é ele? - Isabella perguntou.
– Não, absolutamente não. Esse é Edward Cullen.
– E?
Alice sacudiu a cabeça freneticamente.
- Ele é o sexo em forma humana, Bella, por isso você precisa ficar bem longe dele, a menos que você queira ser arruinada, ela respondeu.
Therese assentiu.
– Ele tem uma péssima reputação de mulherengo. Ouvi dizer que ele só consegue manter secretárias mais velhas, porque ele dorme com todas as outras.
Os olhos de Isabella se arregalaram.
– Sério?
Sua outra amiga, Rachel, disse:
– Ele foi pego na festa de caridade do ano passado, com as calças nos tornozelos, fazendo sexo com a esposa de um dos doadores.
– Não há como contar quantas mulheres ele transou neste prédio. - disse Alice.
– Oh Deus. - Isabella murmurou, enquanto lutava contra as ondas de náuseas que rolavam sobre ela. Como no mundo, tinha ela conseguido ficar interessada em um homem tão imbecil? Quando ela olhou para ele novamente, ele ainda a estava olhando, talvez fosse mais correto afirmar, que ele estava olhando de soslaio para ela.
– Merda, eu acho que ele está vindo para cá. - disse Alice.
Quando elas começaram a se afastar, a boca de Isabella se abriu.
– Você está me deixando sozinha com um notório mulherengo?
Alice revirou os olhos.
– Você vai ficar bem. Basta dizer–lhe onde deve ir.
– Muito obrigada. - Isabella resmungou.
Com um ar definitivo de superioridade em sua caminhada, Edward se aproximou dela.
– Olá de novo.
– Oi. - disse ela brevemente.
– Eu pensei que depois do nosso encontro anterior , eu não tive a chance de me apresentar formalmente. Eu sou Edward Cullen.
–Sim, eu sei.
–Você sabe? Isabella sorriu para ele.
– Sim, a sua reputação te precede.
Edward levantou as sobrancelhas para ela.
– Ah, então uma coisa bonita como você, de Relações Públicas, sabe tudo sobre minhas façanhas em Marketing?
– Como é que você sabe quem eu sou.
Ele sorriu para ela.
– Eu tenho meus espiões, especialmente aqueles que conhecem uma ruiva sexy como o inferno, chamada Isabella do RP.
Isabella lutou contra a vontade de revirar os olhos para ele. Deus, ele era tão arrogante. Se havia uma coisa que ela não podia lidar, era com homens egoistas e arrogantes, e ela não tinha certeza, se já havia conhecido um homem que pensasse mais em si mesmo, do que Edward fazia.
Baixando a voz, Edward perguntou:
– Então, o que você acha de sair daqui e talvez ir até sua casa? Ou algum outro lugar que possamos nos conhecer um pouco melhor.
– Isto é uma proposta, Sr. Cullen? - ela perguntou secamente.
Seus olhos se arregalaram de surpresa.
– Você pode me chamar de Edward, e tudo que eu quero é ir para algum lugar um pouco menos cheio. Podemos parar em um bar primeiro, se você preferir.
Ela cruzou os braços sobre o peito.
– Sim, eu tenho certeza que você prefere me deixar bêbada, para que eu aceite dormir com você com mais boa vontade, certo? Quero dizer, quais são as chances que você realmente queira ouvir a minha opinião sobre a economia ou quem vai ganhar Superbowl deste ano?
Com a expressão perplexa no rosto de Edward, Isabella teve que morder o lábio para não rir.
– Desculpe–me? - ele exigiu.
– Ah, eu acho que você me ouviu muito bem. Eu imagino que você não está acostumado a ser dispensado. Mas escute com muita atenção, quando eu digo que eu não gosto de ser abordada pelo maior mulherengo da empresa.
Ainda assim, ele franziu os lábios.
– É mesmo?
– Sim, é.
Ele se inclinou mais perto dela, as pontas dos dedos escovando ao longo de seu braço.
– Baby, se você tem medo que seus amigos pensem mal de você, porque você quer me foder, então não precisamos sair daqui juntos. Ninguém tem que saber, apenas você e eu.
Isabella empurrou seu braço.
– Eu não quero dormir com você.
Edward sorriu.
– Ah, sim, você quer. - Ele bateu levemente na sua testa. – Sua mente está dizendo para você se afastar de mim, por causa da minha reputação de mulherengo, mas seu corpo pensa de outra maneira.
– Eu não penso assim. - Isabella bufou, dando um passo para trás. Ela não gostou do fato que seu corpo estava reagindo a ele, especialmente o calor crescendo entre suas pernas.
Inclinando–se, sua respiração queimou contra sua orelha.
– Então, por que de repente seus mamilos ficaram duros?
Isabella ofegou e foi para trás, antes de cruzar os braços sobre o peito.
– Talvez porque seja dezembro e é frio? Ela balançou a cabeça. – Honestamente, você é absolutamente e positivamente nojento.
– Sexo selvagem pode ser muito quente, e se eu tivesse que apostar, tem sido um longo tempo para você. - Ele piscou , quando a puxou para ele. – Então você pode apenas usufruir de tudo isso comigo.
Seu sorriso triunfante a levou ao limite.
– Eu vou dizer isto pela última vez. Você é o último homem na terra que eu iria dormir. Pode ser chocante para você, mas eu realmente tenho princípios e escrúpulos, e todos eles estão dizendo que você é um dos mais idiotas egocêntricos eu já conheci. Há coisas piores do que ser solteira e ficar sem sexo, Sr. Cullen. Ficar aqui com você e deixá–lo tocar um centímetro do meu corpo seria a coisa mais degradante que eu já teria feito na minha vida. Então eu vou pedir gentilmente que você se retire da minha presença. Porque de uma maneira ou de outra, você está saindo. Ou eu vou chamar a segurança ou o meu joelho vai acertar as suas bolas.
A boca de Edward se abriu em choque, e seus olhos verdes se estreitaram para ela.
– Tudo bem então. Quem perde é você. - Ele então se virou e se afastou, deixando–a sem fôlego.
Alice e as outras voltaram eufóricas.
– Oh meu Deus! Você foi incrível com ele! - Alice disse.
– Você ouviu? - Isabella chiou.
Alice assentiu.
– Tentamos não escutar, mas não conseguimos evitar.
Therese sorriu.
– Você realmente disse tudo a ele.
– Sim, eu acho que falei.
Rachel deu um tapinha de volta em Isabella.
– Você realmente deve ficar orgulhosa de si mesma. Eu não acho que ele já tenha ouvido uma mulher falar desta forma com ele.
Isabella suspirou. Ela não sabia como ela se sentia. Agora que a adrenalina já não estava bombeando através dela, ela não se sentia tão arrogante. Em vez disso, ela se sentiu mortificada com o que tinha dito a ele. Ela esperava nunca, nunca tivesse que enfrentá–lo novamente.
Alice tomou sua mão.
– Vamos lá. Vamos pegar uma bebida para comemorar.
Isabella riu.
– Sério?
– Sim, todas nós precisamos brindar o dia que você disse NÃO ao Sr. Edward Mulherengo Cullen!
– Você se importa se fizermos isso em outro lugar? Eu não quero correr o risco de encontrar com ele novamente esta noite.
– Ele já foi embora.
Com um suspiro, Isabella disse:
– Sério?
Therese balançou a cabeça.
– Ele explodiu pela porta do clube, logo que você soltou aquelas palavras para ele.
Alice sorriu.
– Então nós temos o lugar para sentar, beber e relaxar. Ok?
Forçando um sorriso nos lábios, Isabella disse:
– Tudo bem.
Não havia nada mais que ela quisesse fazer no momento, que esquecer seu encontro com Edward Cullen.
TRÊS MESES DEPOIS
DUAS SEMANAS ANTES DA PROPOSTA
Olhando para baixo em seu telefone, Isabella fez uma careta. Aquele transito estúpido. Não importava se havia saído uma hora antes do seu compromisso, aquele engarrafamento estúpido conseguiu fazer com que chegasse atrasada. Seus saltos batiam ao longo da calçada, quando ela se apressou a descer pela calçada até a Cafeteria. Seu rosto abriu um largo sorriso, ao ver Jacob acenando de uma mesa pela janela.
Quando ela empurrou a porta, o sino tilintou familiar sobre sua cabeça. Ela caminhou rapidamente até Jacob.
– Eu estou tão, tão triste! Saí com tempo de sobra, eu juro.
Ele sorriu.
– Está tudo bem. Fui em frente e fiz o pedido para você.
– Ah, você é tão doce. - Ela se inclinou e lhe deu um beijo no rosto. Sentando no seu lugar, ela encolheu os ombros para fora de seu casaco. Quando ela pegou o olhar de Jacob, ela levantou as sobrancelhas, a preocupação a inundando.
– Você está bem?
Jacob suspirou.
– Jeff e eu temos brigado muito.
–Oh, não. Sinto muito por ouvir isso. - Isabella estendeu sua mão e apertou a dele. – Vocês não estão terminando, não é? Quero dizer, vocês dois parecem um casal tão perfeito e feliz.
Lágrimas brilhavam nos olhos escuros de Jacob
. –Não, apenas se eu concordar com o ultimato dele.
As sobrancelhas de Isabella franziram.
– Por favor, não me diga que ele quer que vocês se mudem novamente. Eu não posso suportar os pensamentos de você viver em Savannah. É muito longe.
– Não é sobre a mudança.
–Então o que é?
Um grito estrangulado irrompeu dos lábios de Jacob, antes que ele se afastasse dela.
– Por favor, diga–me o que é - ela implorou.
Jacob finalmente levantou seu olhar assombrado ao dela.
– Ele diz que vai me deixar, se eu aceitar ser o pai de seu filho.
Isabella tirou a mão da dele e cobriu a sua boca com horror.
– Mas por que ele exigiria algo assim de você?
Jacob deu de ombros e passou a mão pelo cabelo desarrumado.
– Ele sempre teve um pouco de ciumes dos meus sentimentos por você. Ele acha que se eu tiver um filho com você, só vai tornar o nosso vínculo ainda mais forte.
Mordendo o lábio, Isabella não se atreveu a defender a verdade nas suposições de Jeff. Ter a criança que era uma parte de Jacob, vincularia os dois para sempre.
– Mas ele sabe que você vai assinar um contrato dizendo que não terá quaisquer obrigações financeiras ou emocionais?
Ele balançou a cabeça.
– Ele não é estúpido, Bellita. Ele sabe que no minuto que meu filho estiver crescendo dentro de você, eu vou estar emocionalmente envolvido. - Ele deu um sorriso triste. – E como eu não poderia? Eu amo crianças, e eu te amo.
– Mas ele não precisava te dar um ultimato tão radical, se você aceitar meu pedido. E se eu falar com ele? O que você acha se ...
– Isso não vai mudar nada.
Uma dor agonizante atravessou seu peito, e ela teve que lutar para respirar.
– Você não vai mais ser meu doador de esperma, não é? - ela questionou em um sussurro.
– Sinto muito, Bella, mas eu não posso, ele respondeu , com lágrimas mais uma vez em seus olhos.
Seu tormento emocional rapidamente se transformou em raiva.
– Sim, você pode! Você está sendo egoísta! - ela gritou.
Jacob voltou na cadeira subitamente, como se ela o tivesse esbofeteado.
– Bella, por favor. Eu estou com Jeff há três anos. Eu o amo. Estou comprometido com ele, e ele comigo.
– E eu te amei e fiquei ao seu lado por 18 anos. Se Jeff realmente amasse você, ele não faria você escolher entre nós dois, ou lhe negar a oportunidade de ser pai.
– Ele não está pronto para ser pai ainda. Eu tenho que respeitar seu desejo.
Isabella levantou as mãos.
– Tudo bem, então ele não tem que ser um pai e nem você. Tudo que eu preciso é do seu DNA em uma clínica!
– Eu não posso.
Lágrimas desciam pelos olhos de Isabella.
– Você realmente vai me impedir de ser mãe?
Com uma carranca, ele respondeu:
– Eu não sou a única opção. Há milhares de doadores lá fora, você pode escolher. Você não tem apenas a mim.
– Eu lhe disse antes, eu não quero ter um filho com qualquer um. Eles poderiam confundir as amostras, e eu poderia acabar tendo algum garoto serial killer. Mais do que qualquer coisa no mundo, eu queria conhecer e amar o pai dele como pessoa, como faço com você.
– Eu sinto muito, mas você vai ter que encontrar outra pessoa.
Lágrimas escorriam livremente pelo rosto.
– Como você pode fazer isso comigo? Você prometeu que iria me ajudar, que Travis estava dizendo para você fazer isso, e agora você apenas vai virar as costas para mim?
– Não é assim tão fácil, Bella.
– Parece bastante facil para você me simplesmente me descartar. Eu acho que é o que dói mais. Eu não sei por que você não pode lutar por mim, e apenas atender um ultimato de Jeff. Os olhos escuros de Jacob se estreitaram para ela.
– Você não me ouviu? Eu lutei por você! Eu argumentei com Jeff , até que eu meu rosto estava azul, mas isso é onde estamos agora. Eu escolho você e perco o homem que eu amo, ou eu posso optar por não ser seu doador de esperma.
Isabella sacudiu a cabeça.
– Você esqueceu uma parte dessa última afirmação. Se você escolheu não ser meu doador de esperma, você me perdeu também.
Quando ela começou a se levantar de sua cadeira, Jacob agarrou seu braço.
– Isabella, não faça isso!
– Eu sinto muito. Mas essa é simplesmente a maneira como me sinto.
– Mas você sabe o quanto eu te amo. - Jacob protestou.
– Talvez. Quer dizer, eu pensei que você me amava, mas eu acho que apenas não amava o suficiente. – Ela, então, atirou para fora da cadeira e saiu da cafeteria. Desastrada com sua bolsa, ela tentava pegar seu telefone, enquanto caminhava em direção ao seu carro. Ela mal conseguia segurar as soluços, quando discou o número familiar.
– Ei Alice, sou eu. Tem um minuto?
BEIJOS E ATÉ
