CAPÍTULO 9:

A DEUSA.

Quando John Constantine abriu seus olhos percebeu que não estava mais em Stonehenge, mas sim na masmorra da casa que pertence ao demônio Nergal, no inferno.

-Como vim parar aqui?

John estava amarrado em uma cama com vários fios conectados em seu corpo, ao seu lado estava Nergal, com um sorriso nos lábios e a mão prestes a acionar uma alavanca que ficava próxima à cama.

-Você morreu, John. E como pagamento por eu ter soltado os seus amigos eu fiquei com a sua alma quando há sua hora chegou. Agora você é meu escravo para todo o sempre.

"Como faço para sair dessa?" Se perguntava John enquanto fitava os olhos maníacos de seu algoz. Nergal acionou a alavanca e uma corrente elétrica passou pelos fios atingindo John em cheio, ele passou então a se contorcer e a gritar de dor.

-HAHAHAHA, adoro ver a dor dos outros, isso me revigora!

-PARE!!

John berrava por misericórdia, mas um demônio não conhece essa palavra. Para a sorte de Constantine, ele não teria que passar por esse tormento por muito tempo, alguma força estranha retirou sua alma do inferno e o levou para uma paisagem paradisíaca, será que ele havia sido levado para o paraíso? Enquanto isso no inferno, Nergal grasnava de raiva por ter perdido sua preciosa vítima.

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John se encontrava em uma floresta que mais parecia ter saído de algum conto de fadas. O lugar é tranqüilo, sons de pássaros deixam à atmosfera ainda mais acolhedora. Ele olha para todos os cantos em busca de uma explicação e passa a andar sem saber aonde o destino o levaria. Alguns minutos depois de ter começado sua caminhada, Constantine encontra um templo grego escondido atrás de árvores, haviam dois guerreiros guardando sua entrada: um ruivo de armadura azul e um loiro de armadura prateada. O loiro falou com John quando este se aproximou do templo.

-Estávamos esperando pela sua chegada. Entre, a nossa deusa esta esperando por você.

John não compreendeu muito as palavras do homem. "Que tipo de entidade se daria ao trabalho de salva-lo do inferno?" Se perguntava John enquanto entrava no lugar.

-Que deus "misericordioso" é esse que deixa os seus filhos padecer de um horror eterno?

A pergunta foi feita por uma mulher que estava no final do templo, em um altar. Ela tinha cabelos roxos compridos e pele clara, usava um vestido que cobria todo o seu corpo, com exceção dos braços, com a mão direita ela segurava um cetro com um símbolo esquisito na ponta. A mulher se aproximou de Constantine e foi falar com ele.

-Não pedirei aos humanos que se ajoelhem a minha presença, nem que me cultuem. Só peço que sejam felizes e vivam em paz com os outros seres da Terra, isso é bastante razoável não acha?

-Concordo, madame...?

-Sou a deusa que representa o sagrado feminino, foi a mim que os antigos rogavam antes de Cristo aparecer e revelar uma nova religião. Eu dou o poder para os magos terem seus dons, sou a deusa da bruxaria, me chamo Wicca.

-E o que eu tenho haver com isso?

-Você não se revolta pelas punições que o deus cristão aflige aos humanos? Você mesmo, foi condenado ao inferno só por causa de erros passados. Trago uma luz que irá salvar todas as pessoas que foram para o inferno, inclusive você. Esta interessado?

-Continue, por favor.

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O mundo esta um caos completo, a guerra entre os EUA e seus países inimigos (Cuba, Coréia do Sul e Afeganistão) devastou quase completamente ambos os lados, quase toda a Ásia está sendo dizimada por uma varíola nunca vista antes. O mal que proporcionou todos esses eventos esta se reunindo em Londres. O diabo esta do alto do big ben, com os cavaleiros Peste e Guerra ao seu lado, falando com hordas de demônios que assistem entusiasmados as ordens de seu mestre.

-Hoje é um grande dia, depois de meses de preparo a guerra contra o céu chegará ao fim. Vamos marchar até o paraíso e destruir completamente esse ser que se acha superior a todos os outros!

A multidão de monstruosidades entra em um estado de euforia, o diabo então sorri, um sorriso maléfico que denota suas intenções para o futuro da humanidade.

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Zatanna esta com uma roupa comum (pra variar) em um cemitério olhando para o tumulo de John Constantine, ela chora enquanto se imagina tendo uma conversa com o seu amigo.

-As coisas pioraram muito depois que você se foi, esses dois meses sem você foi uma catástrofe para a humanidade. As nossas esperanças estão quase no fim. Eu até rezaria por você e por nós, mas parece que os anjos lá de cima não estão nem aí pra nós. Até agora eles não fizeram nada para nos ajudar, aqueles cretinos.

O solo no qual a cripta de John esta começa a se mexer, parecia que alguma coisa estava tentando sair de baixo do chão o que deixou Zatanna assustada.

-John?

John sai de dentro do chão, ele estava vivo novamente e respirava fortemente para sorver o máximo de ar.

-O que eu perdi, mulher?

Zatanna correu para os braços de John, chorava incessantemente de emoção por reaver seu amor. Ele por outro lado, era frio e se manteve sem emoção durante todo o reencontro com ela.

-Se recomponha e me diga tudo o que aconteceu quando eu estive fora.

-O diabo esta mais poderoso do que nunca, há um exercito imenso de demônios em Londres, não pudemos fazer nada para chegar perto dele e cravar a adaga de ouro em seu peito.

-Tenho uma idéia melhor para fazer agora, mas não conte nada a ninguém, especialmente a Raphah.

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Constantine foi levado por Zatanna até um casarão, o lugar era protegido por uma magia poderosa e ficava invisível aos demônios, o lugar servia de esconderijo para as últimas pessoas londrinas se esconderem das hordas do mal. Raphah e Vingador Fantasma ficaram de bocas abertas quando viram Zatanna entrar pela porta da frente com John Constantine ao seu lado, todo sujo de terra, mas vivo.

-Será possível? Você é imortal? – Perguntou o Vingador Fantasma ao ver o amigo.

-Não podemos ficar na defensiva pelo resto de nossas vidas, não é possível que vocês não tenham feito nada de importante nesses dois meses em que estive fora.

-As coisas se complicaram muito, John. – Disse Raphah. – O diabo abriu vários portões em volta de Londres, Stonehenge foi só o primeiro deles.

-Vamos mudar essa situação, para isso iremos precisar de todos os homens aqui presentes para atacar o diabo com tudo, nem que todos morram, isso é preferível a deixar que ele vença.