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Capitulo Nove

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O Som da campainha é ouvido por todos interrompendo a conversa, Inuyasha se afastou para atender a porta, deixando seus convidados, apenas, na presença de sua esposa.

- Deve ser a nossa mãe de aluguel. – Kaguya disse com grande mérito.

Na verdade ela tratou tanto Kagome quanto a criança, seu filho, como objetos de seu agrado, podendo ou não descartar ou comprar no instante que achar necessário e isso irritou a todos. Inuyasha não percebia que aquela mulher o manipulava conforme sua vontade.

Kaguya não sabia o quanto a sua atitude era desagradável, aos olhos da família do marido. Como uma mulher saudável não quer gerar seu próprio filho? É inacreditável.

- Não se enganem pela aparência dela. – completou – Ela não é tão bobinha quanto parece ser.

Inuyasha surgiu na frente atrapalhando um pouco a visão, mas não demorou muito ao sair da frente dando a visão de Kagome sorrindo e seu sorriso desaparecendo dando lugar a uma aparência espantada.

- Kagome! – Disseram Rin e Sesshoumaru juntos.

A jovem estudante não esboçou nenhuma reação diante do seu professor e esposa. Ela nunca imaginaria a presença deles ali, se o jantar iria ser apenas para os familiares. Concluiu ela rapidamente que Sesshoumaru ou Rin deveriam ter algum parentesco com o casal. Sentiu-se envergonhada com a presença deles, abaixou a cabeça, mas logo levantou e olhou para Inuyasha sem saber o que fazer.

Izayoi e Inu Tasho assim que viram Kagome levantaram do lugar, ao ver a garota mais uma vez naquele dia em uma situação tão constrangedora quanto aquela. Inicialmente a intenção do casal é de aproximar-se dela fazer todos os carinhos que não foram feitos durante anos, mas sabiam que poderiam causar mais problemas para ela. Izayoi discretamente segurou a camisa do marido emocionada e segurando-se ao máximo para não ir para o lado dela, Inu no Tasho a olhou confortando "calma" pediu baixinho para que ninguém escutasse o que dizia.

Sesshoumaru nunca imaginou que seu irmão poderia fazer tal absurdo, sua esposa sim. Claro que ele foi influenciado por ela, mas poderia ter evitado. Ele juntou os fatos e principalmente, o dia que Rin encontrou Kaguya com a estudante, concluindo ele que, desde aquele dia a ambiciosa esposa de seu irmão vinha a persuadindo e de fato conseguiu.

Por um instante ele odiou a situação e a estudante, mas Kagome estava precisando sem contar que não sabia quais os argumentos utilizados por Kaguya. Rin sorriu discretamente para a garota ao qual não esboçava nenhuma reação a não ser de espanto.

- Vocês se conhecem? – perguntou Kaguya um tanto irônica, sem receber resposta alguma dos presentes – Não imaginava que Kagome poderia conhecer alguém como vocês.

Sesshoumaru nada disse apenas olhou para aquela mulher que dizia coisas sem lógica, em sua opinião, não importando com os sentimentos dos outros.

- Kagome é aluna do Sesshoumaru, está fazendo curso de direto, e é a melhor da turma... – Rin respondeu calma tentando conter o impulso de agredir verbalmente Kaguya.

Inuyasha continuava ao lado da garota sorrindo sem se importar com o que dizia sua esposa. Sesshoumaru não suportou mais a cena de sorrisos do casal, andou em passos largos e ainda ouvindo as palavras de Rin, ele tingiu seu irmão com um soco no rosto surpreendendo a todos. Com o impacto Inuyasha deu dois passos para trás apoiando-se na parede atrás dele e uma das mãos ao rosto.

Ao verem a cena, Kagome levou as mãos à boca assustando-se por aquele ato impensado do seu professor, Rin tentou segurou o braço do marido impedindo-o de aproximar-se de seu irmão e deferisse outro soco, ao mesmo tempo, Kaguya correu para o lado de Inuyasha empurrando Kagome com força para longe dele, seus pais que viam a cena atônitos não sabiam a quem defender.

Inu no Tasho aproximou-se dos seus filhos, enquanto Izayoi seguiu para perto de Kagome que tentava segurar as lágrimas. Carinhosamente, ela abraçou a garota que estava no meio da guerra entre irmãos, perdida.

- Seu idiota. Kagome é só uma garota. Como... Como você pode fazer isso com ela? – dizia Sesshoumaru irritado com Inuyasha e indignado como Kaguya a tratou – Qual foi a mentira que contaram a ela? Hã! Vamos me diga, o que inventaram dessa vez? – seu pai tentava controlar a situação.

- Sesshoumaru, acalme-se. – virou para Inuyasha que continuava na mesma posição só que abraçado a esposa. – Está bem Inuyasha? – perguntou a seu outro filho que avaliava a face vermelha.

Izayoi abraçou a menina, há quanto tempo desejava fazê-lo sentiu naquele instante o quanto ela estava perdida e o quanto necessitava de ajuda, entretanto não entendia as conseqüências que a levam a aceitar o absurdo de ser mãe de aluguel.

- Você está bem, Kagome? – Izayoi perguntou a aluna – É Kagome, não é?

A jovem nada respondia ficava apenas olhando para os dois irmãos, abaixou a cabeça sussurrando "Não acredito no que está acontecendo comigo".

- Eu... Eu... – tentava dizer Kagome – Eu...

- Tudo bem...

- Desculpe-me. – conseguiu dizer – Eu... Eu não queria causar problemas. – levantou a cabeça e olhou melancólica para a senhora Tasho. – Eu só...

- Tenha calma, sim, você não pode se aborrecer e...

Kagome não deixou "sua tia" terminar a frase, olhou mais uma vez para Inuyasha e Sesshoumaru, correndo seus olhos por todo o lugar parando mais uma vez em Izayoi.

- Eu tenho que ir. – disse Kagome e saindo do cômodo deixando "sua tia" sem saber o que fazer, no entanto Izayoi pensou rápido.

- Inuyasha. – chamou-o Izayoi interrompendo a discussão entre eles – Kagome está indo embora.

Sem pronunciar nenhuma palavra Inuyasha abre caminho entre seus parentes e caminha a passos rápidos em direção a porta por onde Kagome tinha passado. Olhou para a mãe agradecendo apenas com o olhar e um simples sorriso do rosto.

- Inuyasha aonde você vai? – falou um tanto alto sua esposa percebendo que ele saiu atrás da estudante – Idiota. – disse baixo para que ninguém ouvisse – Você não… - ela expressou sua irritação pelo marido fazendo sons desconexos ao vê-lo sair pela porta atrás de Kagome.

- Também estou indo, Rin. – disse Sesshoumaru chamando a esposa – Vamos.

Raramente a família está completa, então nada melhor do que uma reunião fracassada para torna-se uma com dimensões maiores de seriedade. Sesshoumaru e Inuyasha não se dão muito bem, apesar de serem irmãos e passarem anos convivendo na mesma casa durante a infância e adolescência. Entretanto, a rivalidade entre os dois se agravou quando Inuyasha passou a namorar e conseqüentemente casar com Kaguya, pois na opinião do irmão mais velho ela o separou da família.

Então, Inu no Tasho iria aproveitar este dia para revelar todas as informações de sua sobrinha Kagome. Entretanto, não imaginaria a reação de Inuyasha quando souber que Kagome é sua prima.

- Sesshoumaru, fique. Sua mãe e eu temos algumas coisas para conversar. – Inu no Tasho falou num tom sério na voz – E necessito da presença de toda a família, vamos esperar seu irmão chegar e então conversaremos.

- Enquanto isso. Vamos apreciar o excelente jantar. – concluiu Kaguya.

Para ela mostrara as posses que conquistara é um prêmio ao qual se orgulhava, entretanto tal feitio provocou repulsa em Rin a fazendo revirar os olhos. Ela não conseguia entender o motivo que levara seu cunhado a casar com aquela mulher que nem tinha a coragem de lhe dar um herdeiro, mas ludibriar uma jovem estudante no mento de eterna fragilidade a fazer isso por ela é imperdoável.

Os presentes seguiram para a mesa de jantar apreciar a refeição proposta por Kaguya. Mesmo indiferente e indignado Sesshoumaru aceitou a proposta de seu pai sentando-se ao lado da mãe e de sua esposa. Já seu pai, sempre cortes, sentou ao lado da nora e juntos saboreando o saboroso jantar.

Não tanto distante dali, Sango tentava estudar o material que seu professor entregou a ela esta manhã. Entretanto sua concentração era sempre cortada ao lembrar-se do acontecimento ocorrido nesta manhã, ela ajudou os prováveis tios de Kagome a verem-na, como também seu irmão e seu amigo. Só que sentia que estava traindo a confiança de sua melhor amiga não lhe contando sobre sua, provável, nova vida, ou melhor, que sua vida não passou de uma mentira.

Sango estava sentada no sofá com as apostilas tentando estudar, de repente jogou-as no chão, pois mais uma vez interrompeu seus pensamentos. "Droga" murmurou. Colocou seus cotovelos sobre seus joelhos descansando a cabeça nas mãos, Miroku assistia calada diante da ansiedade da amiga ao qual tinha grande apreço.

Movido pela curiosidade Miroku se aproxima de Sango por trás inclinando um pouco o corpo sobre o sofá tentando alcançar seu objetivo: sussurrar próximo ao ouvida de Sango. Ao conseguir aproximar o bastante ele diz em cochicho:

- O que tanto te incomoda? – ele diz sem ser notado. Sango dá um leve pulo por causa do susto levando a mão direita ao peito tentando acalmar o coração acelerado.

- Quer me matar? – Sango perguntou raivosa.

- Desculpe. Essa não era a intenção. – ela nada disse apenas se acomodou mais no sofá – Então, o que está te incomodando?

- Onde está meu irmão?

- No quarto estudando o caso da sua amiga. – Sango fez uma expressão de desagrado – E minha resposta. – ela o olha senta-se ao seu lado.

- É Kagome. – sorriu – Eu acho que… ela não vai me perdoar por… ter escondido dela a verdade sobre seu passado e… - Miroku colocou o dedo indicador nos lábios dela fazendo-a se calar.

- E por que ela faria isso? – perguntou curioso.

- Eu sou a melhor amiga dela, sei o quanto ela adora o pai e o avô, e não revelar só… Eu não sei, acho que minha reação seria rejeitar a todos.

- Não, Sango, não seria. – disse sério – Não conheço a Kagome para falar "como seria a reação dela", mas sei sobre você. – Miroku a olhou terno – E se o que os psicólogos dizem é verdade…

- O que eles dizem? – ela perguntou atenta às palavras delicadas dele. Sango olhava-o admirada.

- "Nós fazemos amigos parecidos conosco, em personalidade" – sorriu para ela – E se isso for verdade, acredito eu, que ela não terá esse reação.

- O que você quer dizer com isso? – indagou. Seus olhos mostravam confusão diante das palavras sem entender onde ele queria chegar.

- Eu te conheço muito bem Sango, mesmo que não acredite. – ele passou o braço pelas costas dela puxando-a para um abraço – Rejeitar um amigo não seria a sua intenção e acredito que a da sua amiga também. No entanto, - continuou – ela vai precisar de um amigo, não vai?

Sango nada disse apenas sorriu e abaixou a cabeça, mas ao voltar notou o belo sorriso nos lábios do amigo, ela nunca percebeu o quanto interessante é o sorriso dele. Então a garota começou a observar a boca, os olhos, o formato dos olhos todo o rosto, percebendo o que fazia, Sango fechou os olhos tentando esquecer o que acabou de fazer. Miroku também estava perdido na proximidade deles, mas diferente de Sango, ele gostaria de experimenta outra vez aqueles lábios que tanto o fascina.

Afastaram-se um pouco constrangidos de seus próprios sentimentos e vontades, entretanto, ao perceber que ela levantava de onde estava Miroku a puxou a fazendo sentar mais próximo dele. Levou uma de suas mãos a face dela acariciando seu rosto cuidadosamente como fosse à última coisa que fará na vida e sem que Sango o esperasse tocou de leve seus lábios aos dela. Ela abriu os olhos surpresa, mas se rendeu ao toque dos lábios em um beijo sincronizado.

Está outra vez com Sango é tudo que Miroku deseja desde que se reencontraram, mas Sango, apesar de gostar dele, ainda resistia. Alguns dias atrás eles tinham se beijado sendo neste a acender e acabar com a resistência dela em relação aos dois. Kohaku caminhou em direção a sala chamando por Miroku, entretanto, encontrou seu amigo e sua irmã aos beijos. Parou imediatamente tentando não interromper, mais uma vez, mas foi em vão.

Eles olharam para quem chamava por Miroku.

- É… Desculpem-me… - disse todo sem jeito quando o casal olhou para ele – Podem continuar. – concluiu voltando para onde estava.

- Eu não resisto a você e… - Miroku tentou expressar o sentia naquele instante, mas foi calado pela mão de Sango em seus lábios.

- Não fale mais nada, por favor. Apenas me abrace. – ela pediu e seu pedido foi aceito por ele.

A mente de Miroku não compreendia o pedido dela. Será que ela não entende que ele gosta realmente dela? Ou só está assim por conta dos problemas que se aproximam? Bem, ele não podia dizer com clareza o que representara aquele pedido há poucos instantes, mas que com certeza estava na esperança de ficar com Sango.

Ao passar pela porta Inuyasha pode ver Kagome andar apressada como tivesse em fuga, chamou seu nome fazendo a garota olhá-lo e se apressar mais. Este correu para alcançá-la e quando a alcançou segurou-a pelo braço a forçado parar, Kagome não deu o trabalho de olhar para Inuyasha e nem pronunciou nenhuma palavra.

- Vamos, eu te levo em casa. – disse Inuyasha puxando-a pelo braço. Sem ele esperar Kagome puxa seu braço com força soltando-se dele. – Vamos Kagome, por favor.

Sem pronunciar nada ela o obedeceu, não estava a fim de conversar e sabia que se falasse algo Inuyasha a encheria de perguntas. Eles caminharam até o carro próximo indicado por Inuyasha, ambos entraram no veiculo seguindo para o destino proposto.

Kagome observava as luzes dos carros, as pessoas passeando pelas ruas, o abrir e fechar dos semáforos, mas não dizia nada. Inuyasha apenas a observava, por varias vezes tentou dizer alguma coisa, todavia, a expressão séria dela o fazia desistir. Ao chegar a frente ao lugar indicado Inuyasha desliga o carro não destravando as portas.

- Sei que não quer falar sobre isso, mas… - Inuyasha virou para ela – Não imaginava que conhecia meu irmão. – Kagome permanecia calada – Como vocês se conheceram? – ela continuava em silêncio, então Inuyasha resolveu juntar-se a ela.

Segundos, que pareciam minutos. Minutos, tornaram-se horas. E um silêncio aborrecedor foi quebrado com Inuyasha.

- Kagome, diga alguma coisa. Não suporto mais esse seu silêncio. – disse olhando para ela, pois ela estava não deixava de olhar pela janela do carro as pessoas que passeavam pela calçada.

- Desculpa. – aquela palavra saiu tão sofrida de seus lábios que Inuyasha mal ouviu e surpreendeu-se.

- "Desculpas"? – ele não entendeu – Não tem o que desculpar eu…

Kagome forçou a trava da porta do carro para sair do mesmo, sendo este uma fuga da conversa. Inuyasha percebeu a tentativa de ela sair do veículo e repentinamente a abraça forte, como se precisasse acalmá-la.

- Acalme-se. – pedia Inuyasha enquanto ela lutava para se soltar– Está tudo bem. Acalme-se. – Kagome ainda resistia e ele permanecia firme segurando-a para não se machucar – Está tudo bem Kagome. – aos poucos ela foi desistindo de lutar contra os braços fortes de Inuyasha, mas de repente desistiu e se entregou ao gesto de afeto.

Ao notar que Kagome desistira de lutar contra seu abraço e a ouvir soluçar Inuyasha relaxou um pouco os braços aproximando-a mais dele, apoiando seu queixo na cabeça dela. Suas mãos deslizavam nos braços dela num movimento de conforto, sentindo a maciez e o calor de sua pele. Entretanto, em um ato impensado movido pelo momento, ele a afasta de si e a beija, um leve toque de lábios, voltando a abraçá-la sussurrando próximo ao seu ouvido "Vai ficar tudo bem, Kagome, eu estou aqui".

Aquelas palavras a fez mergulhar nas lembranças de seu pai, no dia de sua morte ele a colocou para dormir, entretanto estas foram às últimas palavras dele. Kagome arregalou os olhos empurrando-o com força, sem dizer nada, ela forçava a trava da porta do carro para sair dali.

Como ela poderia ter se deixado levar? Por que Inuyasha a beijou? Por que as lembras do dia da morte de seu pai? Por mais que ela tentasse, pouco se lembrava daquele dia.

Inuyasha falava com ela, mas Kagome não o ouvia apenas o via mover os lábios, forçou mais um pouco até abrir a porta e sair de perto dele o mais rápido possível, não correndo, mas a passos rápidos. Ele saiu do carro indo atrás dela e chamando-a, desistiu assim que ela entrou no apartamento em que morava. Sem mais o que fazer ali Inuyasha entra em seu automóvel rumo de volta para casa.

Em seus pensamentos estava à imagem da jovem em seus braços e o roçar dos lábios, como podia uma pessoa mudar tanto a sua vida como Kagome fez em pouco tempo. E naquele instante esqueceu o significado dela para ele, ou ela estaria entrando em sua vida pelo coração?

Kagome entrou em "casa" um tanto desnorteada diante de tanta informação em sua cabeça, sem saber como agir diante do novo fato de Inuyasha ter a beijado, está bem, um roçar de lábios, mas mesmo assim… é novo. Ela levou à mão a boca antes de fechar a porta, balançou a cabeça tentando esquecer. Respirou fundo e seguiu para ver como estava seu avô esta noite, encontrou-o dormindo. Ela aproximou-se dele, sentando ao seu lado e beijou-lhe a testa.

- Vovô, eu me lembrei do papai esta noite. – Kagome disse num sussurro sem esperar por resposta – Ou melhor, das suas últimas palavras a mim, que me lembro. – beijou-lhe mais uma vez a testa do senhor ajeitou o lençol e saiu do lugar, caminhando a passos lentos ao seu.

Ela sentou em sua cama olhando para a foto de sua família feliz e outra apenas ela e o pai, como o amava, infelizmente ele não estava mais ali para aconselhá-la e apoiá-la. Pegou esta última e deitou-se colocando a fotografia ao lado do travesseiro, ficou olhando por alguns instantes e logo adormeceu por causa do cansaço.

Inuyasha chegou a casa, percebendo que nem seus pais e nem seu irmão tinham ido. Entrou em casa percebendo que seus familiares o aguardavam, colocou a chave do quarto no bolso sentindo a caixinha no mesmo, se recriminou por ter se esquecido de ter presenteado a bela garota de olhos azuis. Rapidamente, lembrou de instantes atrás, sorriu seguindo de encontro à família.

- Vejo que ainda não se foram. – Inuyasha disse assim que chegou a sala de jantar chamando atenção de todos.

- Não se preocupe, logo partirei. – alfinetou Sesshoumaru ainda envolvido pela raiva que sentia dele por ele ter permitido aquela brutalidade com sua aluna. Mas para acalmar os ânimos Izayoi se intrometeu na conversa.

- Inuyasha, meu filho, que bom que você chegou. – falou carinhosamente Izayoi assim que o viu, indo de encontro a ele abraçando-o com força – Sente-se, por favor, temos que conversar enquanto jantamos.

Inuyasha não disse nada apenas obedeceu a sua mãe sem entender que tipo de conversa seria. Não, não levaria um sermão por ter consentido ter uma mãe de aluguel, mesmo que não saiba os artifícios que sua esposa utilizou para conseguir tal feito.

O silencio predominou por alguns minutos.

Inu No Tasho não sabia por onde começar, nem muito que se dizer.

- Bom… Vou direto ao assunto. – Inu No Tasho disse sério olhando para seus dois filhos – É sobre sua prima. – Tanto Inuyasha quanto Sesshoumaru não estavam muito surpresos, pois alguns dias atrás os investigadores encontraram alguma coisa sobre ela.

- Eles a encontraram. – disse Izayoi sorrindo esplendorosamente.

Seus filhos não acreditaram no que acabaram de ouvir, Rin levantou do seu lugar indo abraçar a sogra felicitando-a, sem esperar de ouvir toda a história Sesshoumaru fez o mesmo com o pai seguido por Inuyasha. Naquele instante os irmãos esqueceram que tinham brigado, por outro lado, Kaguya não gostou muito do que ouviu e com muito pesar foi cumprimentá-los, "por que agora essa garota tinha apareceu" pensou, ela roubou a cena que era para ser de Kaguya, o dia em anunciava à chegada do herdeiro.

Primeiro, seu dia foi estragado pela Kagome e agora por a querida sobrinha desaparecida deles, que ironia.

- Vocês a viram? – o som da voz irritada de Kaguya fez com que todos os a olhassem – Como tem certeza que essa garota é sua sobrinha e não estão sendo enganados?

- Simples. – respondeu Izayoi percebendo o tom que ela usava – Apenas o exame de DNA comprovaria isso, mas creio que não será necessário.

- Não vêem que estão sendo enganados? – Kaguya disse tentando estragar com a alegria dos presentes.

- Kaguya! – chamou a atenção da esposa – Pare. Não vê que está incomodando. – Inuyasha nunca tinha dito palavras tão duras quanto aquelas, ele sempre amenizava a situação, mas ela estava surpresa até que as palavras do seu sogro concluir interromper a análise de seu marido.

- Além de ser idêntica a mãe, Kikyou, irmã de Izayoi, ela usa uma peça que nós demos a ela assim que ela nasceu. – No Tasho continuou as palavras da esposa. – E respondendo sua pergunta, sim nós a vimos.

- Então, pai, quem é nossa prima? – perguntou Sesshoumaru interessado – Como foi à reação dela? Ela sabe de nós?

Mais uma vez o silêncio tomou conta do casal, aquelas perguntas tinham que ser respondidas habilmente. Izayoi aproximou-se do marido e este a enlaçou sua cintura num abraço de apenas um braço.

- Pai, mãe, qual o motivo do silêncio de vocês? – perguntou Inuyasha.

- Bem… Talvez o que tenhamos de dizer afete a todos. – concluiu por fim e continuou – Entretanto, terá que ser dito.

- Hoje pela manhã, com a ajuda dos investigadores nós a conhecemos, ou melhor, a vimos. – disse Izayoi – Foi à maior alegria em vê-la, a mim e a seu pai. – olhou para o marido sorrindo – Mas ela não sabe do que aconteceu, na verdade, nem nós sabemos ao certo.

- Apenas sabemos que ela, bem… Nossa sobrinha é a Kagome. – Concluiu Inu No Tasho deixando de enrolar.

- O que? – disseram unissonoro.

- Isso que vocês ouviram. – a matriarca falou calmamente – Kagome, a mulher que está esperando um filho de Inuyasha e Kaguya, é na verdade a filha desaparecida de minha irmã.

Atônito, Inuyasha não acreditava no que ouvia. Kagome é na verdade sua prima e há poucos minutos atrás ele a beijou, sem contar dela ser a mãe de aluguel. Kaguya começou a detestar Kagome, por duas vezes, ela a atrapalhou e por duas vezes a amaldiçoou "Garota miserável" pensou.

Quanto a Sesshoumaru, sua cabeça começou a latejar levando às mãos as têmporas massageando-as, rapidamente ele se lembrou da cópia dos documentos de Kagome mais tarde entrariam em contado com os investigadores para obter mais informações. Sua esposa estava ao seu lado, contente por saber que está chegado ao fim os anos de tortura a procura dela.

Os pensamentos dos irmãos foram interrompidos ao ouvirem a voz do pai ao dizer – Até ter certeza do que houve, não podemos lhe revelar a verdade. Apesar de não aprovar, mas a gravidez de Kagome nos deixará mais próximo dela. E com isso teremos tempo suficiente em descobrir a verdade.

A conversa foi dada como encerrada, por enquanto, Sesshoumaru não acreditava que Kagome fosse sua prima apesar do carinho que ele sentia por ela, ele conhecia um pouco a vida que ela teve antes de entrar na faculdade e da admiração que tem pelo pai. O que poderia ter acontecido?

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CONTINUA...

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Comentário da Autora:

Oi Pessoal, antes de tudo gostaria de me desculpar pela demora. Fim de ano, muitos trabalhos, provas e muito stress. Fora a faculdade eu ainda dou aula, pois é sou professora de reforço e adoro. Quase não tive tempo para mim, juntou minhas provas com as dos meus alunos, então imaginem a bagunça que ficou. Hoje estou de férias, até que enfim, e meus alunos também. Terei mais tempo para escrever.

Por conta desse atraso, e como um pedidos de desculpas, na próxima semana estarei postando outro capitulo, pois terei que escrever ainda, mas já o tenho planejado. Até segunda, no máximo. Mais uma vez peço desculpas, não gosto de atrasar capítulos e muito menos deixar os leitores esperando. Já que como leitora, também, não gosto de esperar pelos capítulos.

Bem, o que acharam? Gostaram desse capitulo? Eu não podia mais adiar a descoberta da família a respeito de Kagome, entretanto, veio em uma má hora, pois Inuyasha começa a se interessar pela prima. Então, eu reli os capítulos anteriores e vi que ficou um pouco apagado sobre a morte do "pai" de Kagome e isso tem sua importância na fic.

Sobre o roçar de lábios de Inuyasha e Kagome bom é conseqüência do interesse dos dois, muita água irá rolar. Ah! Sim, o que será que Sango e Miroku estão tendo? Uma "amizade coloria"? Ou são realmente atraídos um pelo outro? Eu acho que… deixaremos para os próximos capítulos. Rsrs…

Mais uma vez peço milhões de desculpas, estão explicadas, mas não justificadas. Entendo. Agradeço a todos pelas review e muito obrigada…

Beijos a todos.


Review.

- Tenshiraissa – Muito obrigada pela sua review, espero que tenha gostado e me desculpado pela demora. Muitos beijos…

- Acdy-chan – Oi, desculpe pela demora. Que bom você esta gostando faço contanto carinho. Bom, acho que esse capitulo revelou a sua curiosidade, num foi? Rsrs… Mais uma vez muito obrigada, beijos…

- FSM-Chan – Que bom que você gostou, pois é imagine só quando ela ver que os brincos na verdade são de Kagome. Só que a entrega dos mesmos foi adiada um pouco, mas vai ser entregue. Bom nesse capitulo deu para perceber que Kaguya está se sentindo ameaçada pela Kagome e isso ira gerar muita confusão com a menina. Tudo na vida tem dois lados, o bom e ruim, foi isso que aconteceu com a história da mãe de aluguel como deu para ver no capitulo. Muito agradecida, beijos…

- Carolshuxa – Oie me desculpe, por favor, pela demora, rsrsrs… espero que tenha gostado desse capitulo assim como gostou do outro e que suas dúvidas tenham sido esclarecidas… Muito obrigada e beijos.

- Lenneth Himura – Oi, desculpe-me pela demora. Espero que tenha gostado desse capitulo também, acho que a reação dele não podia ter sido diferente. Muito obrigada e beijos…

- Deborahscs – Oi, desculpe-me pela demora. Pensando em você, eu tentei ao máximo esclarecer quem está falando na cena e aí gostou do capitulo? Ah! Sim obrigada pelo o elogio – vermelha – Muito obrigada, pode sugerir que com certeza irei tentar melhorar. Beijos e abraços…

- Agome-chan – Oi, me desculpe, por favor. O Inuyasha vai sentir aos poucos o peso de ter feito sua prima ser mãe de aluguel, mas vai ser pelas… nos próximos capítulos, não posso revelar muito. Mas de primeira mão, Kaguya irá fazer a menina sofre um pouco… rsrs… típico. Mas como eu disse para a FSM-chan tudo na vida tem os dois lados, o bom e o ruim, depende da sua escolha. E a escolha de Kagome sempre foi ajudar seu avô. Espero que tenha gostado, não sei se ficou tão bom quanto o outro capitulo, mas… Muito obrigada. E beijos…

Espero que tenham gostado, mais uma vez peço desculpas pela demora, foi por uma causa justa, rsrs…

Muito obrigada a todos…

21 de dezembro de 2008.