Título: Entre o Amor e o Ódio – Capítulo 9
Fandon: Supernatural
Autora: Mary Spn
Personagens principais: Dean / Sam
Sinopse: Dois irmãos criados de formas diferentes, vivendo uma relação de amor e ódio. Qual dos dois irá vencer esta batalha?
Nota: Esta fic trata-se de Universo Alternativo, Sam e Dean não são caçadores, são apenas personagens desta fic.
Dedicatória: Eu quero dedicar esta fic para A Rainha, em retribuição a "Supernatural Reloaded: Eu os declaro marido e mulher", minha Wincest preferida!
Entre o Amor e o Ódio
Capítulo 9
Sam ouviu o ronco do Impala se distanciando, então simplesmente trancou a loja e foi para casa, desanimado. Tomou um banho rápido e se deitou na cama, pensando no que havia acontecido. Não entendia por que Dean tinha fugido daquele jeito. Talvez ele não tivesse gostado do beijo, mas Sam se recusava a acreditar nisso, afinal tinha sentido o quanto Dean ficara excitado.
Ficou algumas horas se debatendo na cama, sem conseguir dormir, tentando em vão entender o seu irmão.
Já era madrugada quando Dean voltou para casa, e percebeu que Sam ainda estava acordado na cama.
- O papai não voltou ainda? – Dean perguntou, apenas para puxar assunto.
- Não, mas ele ligou dizendo que ia passar a noite fora. Provavelmente arranjou uma namorada, deve estar aproveitando. - Sam falou tranquilamente, achando uma boa idéia seu pai arranjar uma namorada.
- Credo, Sam!
- O que foi, então o papai não tem o direito de namorar? Ele é homem, Dean.
- Ok, agora você fez eu imaginar o papai transando, que ótimo!
Sam deu risadas, e Dean foi para o chuveiro, mas quando saiu, apenas com uma toalha em volta da cintura, Sam estava parado na porta, o esperando.
- Por que você fugiu de mim? – Sam perguntou, bloqueando a sua passagem.
- Eu não quero falar sobre isso, Sam. Vamos esquecer o que aconteceu, falou? - Dean tentou desconversar, mas sabia que Sam não iria se dar por vencido.
- Eu não quero esquecer, Dean.
- Olha aqui, eu sei que eu fui um cretino, afinal você estava desesperado porque o Léo te molestou, e eu fui lá e fiz o mesmo. Eu não sei o que deu em mim, Sam. Me desculpe! - Dean tinha desespero na voz.
- Você não fez a mesma coisa!
- Como não? Eu te beijei, não beijei?
- Mas não foi contra a minha vontade.
- O que?
- Eu também quis, Dean! Será que você não entende? – Sam colocou uma mão em seu ombro, e foi deslizando para o peito, seguindo as gotículas de água.
Dean sentiu seu corpo arrepiar com o toque, e sem se dar conta, passou a língua pelos lábios, de forma sensual.
- Você... o que? – O cérebro de Dean já não estava funcionando direito devido as cervejas que tinha tomado, e ainda agora, com seu irmão o tocando e dizendo aquilo... o loiro achou que não iria conseguir se segurar por muito tempo.
- Eu quis! Eu quis que você me beijasse, eu quis... – Sam tocou de leve os lábios de Dean com seus dedos.
- É melhor eu dormir no sofá hoje, Sam! – Dean o empurrou para o lado e tentou chegar até o armário para pegar suas roupas e dar o fora do quarto, mas Sam foi mais rápido e o encurralou, o prensando contra a parede.
- O que você está fazendo, pôrra? – Dean perguntou com desespero, sentindo seu sangue fluindo em suas partes baixas, o deixando completamente duro, com a proximidade de seu irmão.
Seus corpos estavam colados, e Sam podia sentir o hálito de cerveja do seu irmão batendo contra o seu rosto, então o pressionou ainda mais e deslizou seus dedos pelas costas parcialmente molhadas do loiro.
Dean só conseguiu gemer baixinho ao sentir as mãos de dedos longos do seu irmão tocando a sua pele, e a toalha em sua cintura já não conseguia esconder o estado em que se encontrava.
Sam o encarava, muito próximo, e Dean podia ver o desejo em seus olhos, e sem saber quem deu o primeiro passo, suas bocas se encontraram num beijo de tirar o fôlego.
As mãos rápidas de Dean trataram de tirar a camiseta branca que Sam vestia, o deixando apenas com uma boxer preta. Dean o olhou de cima em baixo rapidamente, e então desceu suas mão pelas costas do mais novo, até chegar em suas nádegas, as apertando e o puxando mais perto, pressionando suas ereções ainda mais.
Sam gemeu entre o beijo e então seus lábios desceram pelo pescoço de Dean, mordiscando a pele e sentindo o seu gosto.
Dean não resistiu mais e encaminhou Sam para a sua cama, arrancando a toalha da própria cintura e se deitando sobre ele.
Em seguida se ajoelhou e retirou a boxer do seu irmão, deixando todo o seu corpo exposto. O olhar envergonhado de Sam, ao se sentir observado, só o deixava ainda mais louco. Dean voltou a se deitar em cima dele, beijando os seus lábios.
- Está com medo de mim, Sammy? – Dean sussurrou em seu ouvido, antes de descer a língua pelo seu peito, e brincar com seus mamilos.
- Não, eu confio em você, Dean. – Sam falou com dificuldade, e com a respiração ofegante.
O mais novo sentiu as mãos de Dean correrem pela lateral do seu corpo, apertando a sua cintura, e as suas coxas. Em seguida uma delas percorreu o caminho até o seu membro, e passou a masturbá-lo de forma torturante.
Sam gemia dentro da boca de Dean que passou a beijá-lo com mais convicção. Logo o mais velho levou uma de suas mãos até a gaveta do criado mudo, tirando de lá um frasco de lubrificante. Sam o olhava um tanto apreensivo, mas ao mesmo tempo ansioso pelo que estava por vir.
Dean colocou lubrificante em seus dedos, sob o olhar atento de Sam, então abriu mais as pernas do mais novo, dobrando os seus joelhos para ter melhor acesso.
Viu Sam fechar os olhos e morder o próprio lábio quando introduziu o primeiro dedo. Os gemidos que saiam da boca dele quando Dean começou a fazer movimentos leves, iam direto para o seu membro, deixando o loiro ainda mais duro de tesão.
Logo Dean introduziu mais um dedo, e ouviu Sam xingar baixinho, mas logo ele estava movendo seu corpo de encontro aos dedos do irmão, em busca de mais contato.
Dean passou a movimentar seus dedos com precisão, alargando a entrada apertada do seu irmãozinho para o seu membro, que pulsava duro feito uma rocha.
Logo que sentiu que já estava pronto, Dean colocou a perna direita de Sam sobre o seu ombro, e com a ajuda de mais lubrificante, posicionou seu membro em sua entrada, forçando a passagem. Sam arqueou as costas e gemeu alto em sinal de dor, mas assim que seus olhos encontraram os de Dean, ele sinalizou para que continuasse. Sentiu como se o seu corpo estivesse sendo queimado por dentro, mas depois que se acostumou e Dean passou a fazer movimentos lentos, Sam só conseguia ansiar por mais.
- Vai logo, Dean! – Sam pediu com a respiração ofegante.
- O que você quer? – Dean provocou.
- Mais... força! – Sam falava entre os gemidos.
- Foi você quem pediu, irmãozinho! – Dean falou e passou a estocar mais e mais forte, levando ambos a beira da loucura.
Retirou a perna de Sam de seu ombro e se deitou sobre ele, sem parar os movimentos. Dean sentia as unhas de Sam arranhando a pele de suas costas e suas nádegas, apertando a sua carne, deixando marcas.
Dean achou que poderia gozar só pelo fato de ter Sam ali, completamente rendido, em baixo de si. Seu corpo era tão quente e apertado, que o mais velho tinha que se controlar para não acabar muito rápido. Os dois gemiam descontroladamente, perdidos em um mundo de prazer. Dean levou sua mão até o membro de Sam, o massageando no mesmo ritmo de suas estocadas, e bastaram alguns movimentos para que Sam gozasse, sujando a sua mão e o abdômen de ambos.
Dean também não podia mais se conter, e logo gozou gostoso dentro do corpo de seu irmão.
Os dois permaneceram na mesma posição, ofegantes, recuperando o controle. Depois de algum tempo, Dean saiu de dentro do seu irmão e se deitou ao seu lado.
- Sam, isso...
- Não fala nada, Dean! Não estraga esse momento, por favor? – Sam se abraçou ao corpo do irmão, encostando a cabeça em seu peito.
Dean o abraçou de volta e não disse mais nada. Poderia deixar a sua consciência perturbar mais tarde. Sam tinha toda razão.
Dean acordou com o corpo dolorido devido a péssima posição em que dormira, e com Sam enroscado em seu corpo. Se desvencilhou com cuidado para não acordá-lo, e foi para o chuveiro.
Debaixo do chuveiro, Dean não conseguiu conter as lágrimas, e deixou que a água lavasse os vestígios do pecado que cometera. Se encolheu no chão do Box, e chorou até não poder mais, sentindo uma culpa muito grande pelo que tinha feito ao seu irmão. Dean não conseguia aceitar como havia deixado as coisas chegarem a este nível, como tinha perdido o controle a tal ponto.
Se as coisas com Sam já eram difíceis, agora tudo seria ainda pior. Como iria encarar seu irmão depois disso?
Dean se secou e foi para o quarto se vestir, quando olhou mais uma vez para Sam, que ainda dormia em sua cama. Ele dormia tranquilo, como se nada de errado tivesse acontecido. Dean se lembrou então da noite anterior, quando encontrou seu irmão chorando na loja, da angústia que sentiu em não poder ajudá-lo. Sam as vezes parecia tão frágil e tão perdido que Dean sentia vontade de pegá-lo no colo e de protegê-lo.
Só em pensar no que Léo havia feito com Sam fazia o seu estômago revirar. Dean pegou as chaves do Impala e saiu, parando no caminho apenas para pegar David. Tinha que levar alguém junto, afinal o carro de Sam tinha ficado lá e precisava de um motorista.
Quando parou em frente a casa de Léo, Dean meteu a mão na buzina, e logo um Léo zangado e com cara de sono apareceu na porta.
- Eu quero as chaves da BMW.
- Ah, claro. Só um minuto, Dean.
Dois minutos depois Léo apareceu com as chaves na mão. Dean entregou as chaves a David e pediu que levasse o carro até sua casa, o dispensando.
Assim que ficaram sozinhos, Dean encarou Léo com um olhar de fúria.
- O que você estava pretendendo com o meu irmão, seu cretino?
- Olha Dean, nós apenas fomos a um bar, e depois eu passei aqui pra pegar um casaco, e quando me dei conta ele tinha saído correndo, eu nem sei por que...
- Ah, você não sabe? - Dean ficou ainda mais puto. Era mesmo muita cara de pau!
- Não, eu juro!
- Então a história que ele me contou, de você tentar beijá-lo e de ficar cheio de mão boba pra cima dele, é tudo mentira? - Dean riu com sarcasmo.
- O que? Ele te disse isso? É claro que é mentira, Dean. Eu jamais iria tentar tocar nele, você sabe. - Se Dean não conhecesse tão bem a fama de Léo, até poderia acreditar, tamanha a cara de inocente que ele fazia.
- O que eu sei Léo, é que você é um filho da puta desgraçado, que se aproveitou da inocência do garoto pra tentar machucá-lo. A sorte é que você não chegou a fazer nada, porque senão você não ia viver pra contar a história, seu maldito!
- Machucá-lo? – Léo deu risadas. – Eu não iria machucá-lo, Dean. Com certeza ele iria gostar do que eu ia fazer. E cá pra nós, o seu irmãozinho deve ser uma delícia, Dean!
Léo ia dizer mais alguma coisa, mas não chegou a falar, porque Dean socou seu rosto com toda a força que possuía. Socou uma, duas, três vezes, até Léo cair no chão com o nariz todo ensanguentado. Então Dean o ergueu pelo colarinho e socou suas costas contra a parede da casa.
- Nunca mais ouse chegar perto do meu irmão! Está entendido? - Dean falou quase gritando de ódio.
- Mas Dean! Você nem suportava o cara, porque é que o está defendendo agora?
- Ele é meu irmão, seu cretino! E você está avisado. Se chegar perto dele de novo, eu acabo com você! – Dean o socou mais uma vez contra a parede e o largou ali, entrando no Impala e voltando para a casa um tanto mais aliviado.
Quando entrou no quarto, Sam estava calçando os sapatos, e ficou um tanto assustado ao ver Dean entrar daquele jeito.
- Dean? O que houve com você? O que é isso na sua mão? - Sam perguntou, cheio de preocupação.
- É sangue, Sam! Melhor você ficar longe, porque eu não quero ver você desmaiar novamente. – Dean falou rispidamente.
- O que aconteceu? Você foi...
- Na casa do Léo, buscar o seu carro. Satisfeito? Você faz as burradas e eu é quem tenho que concertar. Está feliz agora? - O loiro tinha vontade de agredir Sam, sem ter motivo algum. Era o seu instinto de defesa agindo novamente, querendo afastá-lo.
- Você bateu nele? É por isso que...
- Sim, eu bati! Agora vê se corre atrás do primeiro vagabundo que aparecer aqui te dando atenção novamente! Porque você não aprende nunca, não é? Eu só não sei se é inocente mesmo, ou se faz de propósito! – Dean foi para o banheiro, batendo a porta com força.
Sam sentou na cama, sem entender o por que de Dean o estar tratando daquela forma. Sentiu seu coração apertar, e seus olhos embaçarem devido as lágrimas. Como podia seu irmão mudar tanto de uma hora para outra?
Não conseguia acreditar que depois de tudo o que tinha acontecido na noite anterior, Dean iria o ignorar por completo, e fazer de conta que nada aconteceu.
Resolveu engolir o choro, lavou seu rosto e foi para a loja trabalhar. Não iria ficar chorando pelo idiota do seu irmão, afinal ele não merecia o seu sofrimento.
Dean ficou parado com as mãos apoiadas no balcão do banheiro, diante do espelho. Estava odiando a si mesmo por tratar seu irmão daquela maneira, mas tudo o que mais queria agora era distância. Como poderia conviver com ele depois do que tinha feito? Sentia nojo de si mesmo por ter realizado seus desejos que manteve trancado a sete chaves por tanto tempo. Por ter se aproveitado de Sam num momento de fragilidade, por ter cedido aos seus desejos mais sórdidos.
Como iria olhar para o seu pai depois disso? Dean só queria que isso tudo fosse apenas um pesadelo, do qual pudesse acordar de uma hora para outra. Sua vida estava tão ferrada, e esta sensação de culpa, esse desespero, só o fazia querer magoar, e machucar seu irmão ainda mais.
Quando finalmente tomou coragem para sair do banheiro, Dean ficou aliviado ao ver que Sam já não estava mais no quarto, afinal tudo o que menos queria agora era conversar. Sabia que tinha sido grosseiro com ele, mas era melhor deixar as coisas como estavam, pois desta forma seu irmão iria se manter afastado.
Ao entrar na loja, Dean se espantou ao ver que Sam já estava trabalhando, e pelo visto, John ainda não tinha retornado da sua noitada, o que deixava Dean ainda mais puto. Onde seu pai estaria até essa hora?
- Você já buscou as peças do Robert? – Sam falou, tirando Dean dos seus devaneios.
- O que?
- As peças da camionete. O Robert vem pegar depois das dez.
- E por que você não foi buscar?
- Esqueceu que eu não posso dirigir? Idiota! – Sam foi resmungando para o depósito, deixando Dean abismado. Pensou que depois de tudo Sam iria ficar pelo menos uma semana sem falar com ele, mas pelo contrário, Sam estava agindo normalmente, e fazendo de conta que nada aconteceu.
Talvez seja melhor assim, Dean pensou um pouco confuso e saiu da loja, indo até o fornecedor buscar as benditas peças.
Continua...
Respondendo as reviews:
Alcia Darcy: Acho que todo mundo queria ter um padrasto como o Paul, não é? Eu adorei escrever o primeiro beijo deles. E quanto ao Léo... bom, o Dean já deu um jeito nele! rsrs. Um beijão!
Cici: Bom, o Dean atendeu ao seu desejo de socar a cara do Léo... O Dean consolando o Sam é tudo de bom, mas você tem toda razão, o cérebro dele vai fritar! Um grande abraço!
André: Terrível? Eu? Isso é intriga da oposição! rsrs. Bom, eu adoro deixar você curioso... Um beijão!
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