Uma menina de aproximados 5 anos estava sentada numa sala sem janelas, paredes cremes, com um grande sofá preto num estilo clássico, de olhos fechados a ouvir uma melodia que a irmã mais velha tocava no piano.

(Sakura) – Kah-nee-chan.

(Kagome) – Sim, Sah?

(Sakura) – Ensinas-me a tocar?

(Kagome) – Claro, anda cá…

A pequena menina de cabelos róseos sentou-se ao lado da irmã em frente ao piano onde começou a aprender a tocar… Para uma primeira vez a rosada aprendeu a tocar aquela doce melodia bastante rápido.

(Sakura) – Kagome-nee?

(Kagome) – Sim, Sakura-imouto?

(Sakura) – Porque é que esta música não tem uma letra?

(Kagome) – Nunca tinha pensado nisso… Porque perguntas?

(Sakura) – Sabes nee-chan… Eu adoro esta música. Faz ficar quente cá dentro! - aponta para o próprio peito.

(Kagome) – Se gostas assim tanto, porque não escreves tu a letra?

(Sakura) – Eu?

(Kagome) – Claro… De certeza que será linda.

DE repente entraram duas pessoas na sala, um homem com cabelos castanhos e olhos cor de mel e uma mulher de longos cabelos rosas com cachos e olhos verdes esmeralda.

Ambos trajavam roupas muito elegantes, o homem um camisa social branca e umas calças sociais pretas, a mulher um longo vestido pérola de puro cetim com uma fita preta no cabelo, também de cetim.

De facto, todos estavam vestidos com muita elegância, Kagome, a mais velha das irmãs, era a cópia do pai, usava um vestido azul-escuro até aos joelhos e os longos cabelos presos num rabo-de-cavalo alto… já a mais nova, Sakura, tinha o cabelo preso em duas marias-chiquinhas altas com laços verdes e um vestido verde musgo até ao joelho com umas rendinhas verdes claras nas bordas.

(Kagome) – Kaa-san, Otou-sama… Algum problema?

(Okaa-san) – Precisamos conversar, Kah-chan.

(Kagome) – Claro!

(Sakura) – Espera, espera onee-chan… Vais deixar-me aqui sozinha?

(Kagome) – Tem de ser hime…

(Sakura) – Não, eu não quero ficar sozinha… Tenho medo!

(Otou-san) – Medo de quê, Sakura-chan?

(Sakura) – Aquele senhor de olhos vermelhos com símbolos esquisitos vai comer-me! – Choramingar.

(Otou-san) – Não vamos deixar que nada te aconteça! – Diz enquanto seca as lágrimas da filha.

(Sakura) – Mas há muito sangue… - assustada.

(Kagome) – Outra vez aqueles sonhos…?

A menina concorda com a cabeça.

(Kaa-san) – Porque não vais brincar com os teus amigos?

(Sakura) – A Hina-chan e a Ino-chan?

(Otou-san) – Eles estão no jardim à tua espera.

(Okaa-san) – O Naruto-kun também está lá!

(Sakura) – O Naruto-nii-chan?

(Okaa-san) – Hai!

(Sakura) – E o Sasuke-kun?

(Okaa-san) – olha de relance para o marido - Ele teve de ficar em casa!

(Sakura) – Ahh! – Desapontada – Eu vou lá ter com eles.

(Kagome) – Diverte-te!

(Sakura) - Hai, onee-chan!

Já a menina tinha saído quando os pais começaram a comentar a reacção que a sua pequena teve quando disseram que o herdeiro dos Uchihas não vinha. O sorriso que tinham no rosto logo desapareceu, dando lugar a uma cara de preocupação.

(Kagome) – Ele já sabe onde estamos?

(Otou-san) – Não.

(Okaa-san) – Mas não deve tardar a encontrar-nos.

(Kagome) – Não nos vamos mudar de novo, pois não?

(Otou-san) – Agora seria bastante arriscado… Os subordinados dele encontram-nos rapidamente. Ma é uma opção.

(Kagome) – A Sakura já não aguenta mais mudanças… Tem sido assim desde que ela nasceu… Ela estabeleceu laços aqui. Não podemos fazer-lhe isso!

(Okaa-san) - A Kagome tem razão… O sorriso dela… Eu só quero que ela seja feliz, querido!

(Otou-san) – Eu também… Mas a segurança dela está primeiro. Ela está destinada a governar o nosso povo.

(Okaa-san) – Mas também diz a lenda, que ela crescerá entre os mortais como uma mestiça.

(Kagome) – Então é isso mesmo! Eu selo os poderes dela se for necessário e deixo-a no mundo dos humanos.

(Okaa-san) – Sabes o preço desse feitiço, não sabes?

(Kagome) – Sei! Mas também sei que sou a única que o pode fazer. Pela minha irmã…

(Okaa-san) - Oh, querida! – abraça a filha – Quem me dera que não tivesses de fazer isto.

(Kagome) – A Sah ficará em boas mãos… Ela tem muitos amigos que se preocupam com ela e sempre tem o Uchiha.

(Otou-san) – Tens razão.

(Kagome) – O que me preocupa são esses sonhos…

(Okaa-san) – É muito estranho… Ela nunca viu o Madara.

(Kagome) – O mais interessante, é que anteriormente eles só se manifestavam, quando o Madara estava preste a encontrar-nos.

Depois de terminarem a conversa foram procurar a princesa traquina. Encontraram-na a despedir-se dos amigos com um grande sorriso no rosto.

(Sakura) – Sayonara minna! Domo arigato.

(Crianças) – De nada Sah-chan! Até à próxima.

(Kagome) – Porque estás a sorrir desse jeito, boba?

(Sakura) – Sabes nee-chan?

(Kagome) – Nani?

(Sakura) – Já tenho a tua prenda de anos pronta… - sorriso de orelha a orelha.

(Kagome) – E o que é?

(Sakura) – sussurra à orelha da mais velha – Se-gre-do!

Os pais da duas riam divertidos com a situação era sempre assim, a mais velha não conseguia conter a sua curiosidade e a mais nova fazia sempre estas partidas à mais velha.

(Sakura) – E sabes que mais?

(Kagome) – emburrada – O que é?

(Sakura) – Tivemos a cantar todos juntos e a Hina-chan diz que eu canto muito bem.

(Kagome) – Uau! Também quero ouvir!

(Sakura) – Não onee-chan só no teu aniversário.

(Kagome) – Isso é injusto, ainda falta um mês…

(Sakura) – E ainda recebes um bónus… Na verdade todos recebem um bónus.