N/A: Oie! Desculpem a demorar a postar. Tive uns problemas ultimamente... Mas enfim, aqui está o capítulo lindo pra vocês
Mas já aviso, não está muito engraçado. E sim mais romântico

Obrigada pelos reviews lindos de cada dia! *u*

E um obrigada mais que especial á linda Craazy que recomendou a fic lindamente! Querida, muito obrigada! É muito gratificante receber suas palavras! *O*
Bora descobrir o que tem sobre o tapete? o/

Boa leitura!


-Onw! – Hermione disse se derretendo, quando o susto inicial passou. –Bichento! Você... Meu neném, que coisa mais linda!

Madame Nor-r-ra estava deitada com vários gatinhos ao seu lado. Bichento, todo orgulhoso, olhava para os filhotes recém-nascidos e de volta para o rosto da dona, como se pedisse que ela se aproximasse. Mas Snape só conseguia pensar na grande mancha de sangue e água que sujava seu tapete.

-Meu. Tapete. Persa. – vociferou Snape, o olho tremendo de raiva.

-Deixe de ser rabugento! Quem consegue pensar em tapete com uma cena dessas? – Hermione perguntou ao se agachar junto aos gatos que estavam sobre o tapete.

Ela acariciou a cabeça de Bichento, mas o bichano sequer á olhou, seus olhos continuavam fixos no corpo da dona, esperando pelo carinho que tanto amava.

-Snape! Fale com ele! Ele acabou de ser pai, merece mimos! – incitou a mulher enervando-se com a frieza do homem.

-Meus parabéns sr. Bichento. – Snape disse com a voz impregnada de sarcasmo. – Aposto que Filch vai adorar quando souber o que aconteceu com sua amada gata.

-Nisso eu concordo com ele, Bichento. Filch vai querer suas sete vidas!- Hermione disse fitando madame Nor-r-ra, que agora amamentava os bichaninhos.

– Sabe o que é mais curioso do que uma ninhada de gatos pulguentos sobre o meu tapete, Granger? – perguntou Snape com um olhar pensativo.

– O que?

– Hum, como madame Nor-r-ra entrou aqui? – perguntou com um arquear de sobrancelhas e cruzou os braços.

– Pois é, que esquisito, não é? – Hermione dissimulou. – Não é como se alguém tivesse enfeitiçado a porta, para se abrir sempre que Bichento quisesse sair ou entrar, ou algo assim...

– Você mudou a proteção da minha porta, para que ela reconhece-se o seu gato? – o tom de voz do mestre beirava á histeria.

– Do jeito que você fala até parece algo ruim! – ela não o encarava, continuava distribuindo carinhos em Bichento e, em uma mal-humorada ,madame Nor-r-ra.

– Você... Argh! Infernos! – ele urrou em frustração.

Essa menina infiltrara-se em sua vida, em seus aposentos, tinha tomado conta de tudo. Estava em cada parte daquele lugar e ele só queria ficar sozinho! Sentia-se irritado com sua presença, mas sentia que queria ficar perto dela ao mesmo tempo. Sentimentos tão conflitantes que o enlouqueciam pouco á pouco.

Bufando, ele passou por ela e se encaminhou para o laboratório, para verificar se tudo estava certo com as poções. Talvez ele pudesse acrescentar um catalizador na poção transuerso, dois meses era tempo demais!

– Tá vendo só? Você me deixou em maus lençóis com o morcegão.– Hermione reclamou para Bichento quando o mestre sumiu pela porta do laboratório. – Vem, vamos arrumar um canto para vocês.

Com cuidado, Hermione removeu os gatinhos do tapete, colocando-os em um canto sobre um amontoado improvisado de edredom. Chamou Dobby e pediu que trouxesse água e comida para os felinos, e fez o melhor que pode para tirar a sujeira do tapete.

Mas, por mais encantamentos que usasse, o tapete continuava com uma enorme mancha.

"Acho que Snape vai ter que conviver com isso". Pensou ela e se dirigiu para o quarto pra tomar um banho.

Hermione insistiu que eles não deveriam jantar no salão principal naquela noite e Snape não viu motivos para objetar. Ele fez sua higiene e colocou um pijama de flanela que Hermione lhe dera, tudo ia muito bem, até perceber que Hermione vestia um pijama de aparência infantil, verde com varias mandrágoras desenhadas.

– Onde você achou isso? –

– No fundo do seu guarda-roupa. – ela disse contente e deu uma voltinha. – Quem diria que você tem algo tão... feliz!

– Feliz. – ele suspirou. – Dumbledore devia estar louco quando me deu isso. –

– É um presente de Dumbledore? – ela perguntou com alguma emoção. – Bom, é bem a cara dele mesmo. –

– De fato, é. – Hermione percebeu o quão emocionado o mestre ficou ao lembrar-se do diretor, e se perguntou se isso era culpa da TPM, ou se ele sempre ficava assim ao pensar no falecido mentor. – Se você quiser que eu tire... –

– Não, fique. –

Ele teve a impressão de que, se Alvo os visse agora, gostaria de vê-lo naquela coisa horrível. Ela assentiu e eles sentaram-se na sala, onde ela tinha estendido uma toalha de piquenique sobre o, agora manchado, tapete. Snape se sentiu um tolo compactuando com o que ela chamava de "noite das garotas", mas ainda assim, não via alternativa melhor para passar o tempo.

Hermione espalhou as guloseimas entre eles e Snape deu sua contribuição, trazendo para o tapete uma garrafa de vinho.

Snape á ouviu tagarelar sobre coisas mundanas e teve que admitir a si mesmo, que aquilo era, realmente, relaxante. Mas Morgana sabe que ele negaria para sempre que teve uma noite de garotas com Hermione Granger. Ele descobriu também, que gostava de sorvete, o que fez com que Hermione tivesse que brigar com ele, dizendo que ele ira engordá-la demais, para que ele parasse de comer. O vinho também se provou útil, relaxando-os e fazendo com que a conversa fluísse de maneira mais desinibida.

– Então, quando mulheres estão de TPM, elas comem?– ele perguntou ao servir-se de um pedaço de chocolate.

– Basicamente. – respondeu Hermione, também servindo-se do doce. – Chocolates curam TPM e desilusões amorosas.

– Vocês mulheres são tão dramáticas.

– Não somos dramáticas, vocês homens é que são insensíveis demais. – disse a grifana com o queixo erguido.

– Nós somos práticos, objetivos...

– Frios, distantes...

– Não somos frios, temos sentimentos também, sabe. Só... Não os demonstramos tão facilmente. – disse com sinceridade.

– Já se apaixonou? – ela perguntou casualmente.

Hermione pode notar o olhar melancólico e cheio de lembranças que Snape direcionou á lareira.

– Uma vez.

– A mãe de Harry? – perguntou cautelosa.

Snape olhou para ela e por um momento se perguntou, se deveria ficar bravo por Harry Potter ter contado á ela seu segredo, por fim decidiu que não se importava muito. Pelos menos não agora.

– Sim, Lily. – concedeu, servindo-se de mais vinho em seguida.

Alguns minutos de silêncio pesaram entre eles, sendo quebrado ocasionalmente pelo miar de um gato e o crepitar da lareira.

Ponderando um pouco, Hermione decidiu que aquele olhar sofrido não combinava com Snape, ainda que ele fosse totalmente desagradável, ela sabia que aquele homem tinha sacrificado muito pelo mundo bruxo. Ele tinha se sacrificado tudo por Harry, o seu melhor amigo e filho da mulher que ele tanto amou.

– Vá em frente. – Hermione disse e se arrastou para um pouco mais perto dele. – Você sabe que precisa desabafar. –

Snape arqueou a sobrancelha para ela e bufou em desdém.

– Vai sonhando, Granger. – resmungou por fim.

– Qual é? Não confia em mim? – ela perguntou com fingida indignação.

– Eu nunca falei sobre Lily com ninguém, Granger, e não pretendo começar agora. – Snape disse friamente e entornou a taça de vinho.

Havia certa devoção, quase adoração, no modo como ele pronunciava o nome da Potter. E Hermione decidiu que não gostava daquilo, sentiu... Droga, ela sentiu ciúmes! Não podia negar isso. Sentiu ciúmes de Lily por que só ela teve o amor de Snape, e foi esse amor que o tornou uma pessoa melhor.

A grifana sentiu uma pontada dolorosa no peito, quando percebeu que ele não pronunciava o nome de Ellen com tal emoção, pois, obviamente, não amava a ex-namorada. O que era bom e ruim ao mesmo tempo. Bom, por ele não amar Ellen, ruim, por ele ainda amar Lily Potter, ainda amar alguém que não o merecia, nunca mereceu.

– Tudo bem, afogue-se em suas mágoas e sua culpa sem sentido, seu velho teimoso. – Ela se ouviu dizendo.

– Culpa sem sentido? – perguntou retoricamente.

Hermione observou Snape tornar a encher a taça de vinho com a mão tremula.

Ela sabia, talvez por tantos anos de convivência com o mestre, que ele estava á ponto de se descontrolar. Mas ela era corajosa o suficiente para empurrá-lo ao limite, queria fazê-lo falar, precisava descobrir todos os pormenores dos sentimentos que o ligavam á Lily Potter. E o por que dessa curiosidade repentina ela não sabia. Só sabia que Lily Potter não era digna de tanta devoção, não era digna do amor dele. Entretanto, o que mais á incomodava, era a dor que via refletida nos olhos dele, sempre que mencionavam o nome dela. A dor da culpa.

– Você se culpa pela morte dela. – disse firme. – Será que você não vê que não é sua culpa?

– Eu entreguei a maldita profecia ao lord das trevas. Eu á traí. – ele murmurou de forma cansada.

– Você errou. E daí? Todo mundo erra, Snape. Você tem que... Se perdoar. –

– Todos erram, claro, mas poucos matam a pessoa que amam. –

–Você não á matou! – gritou exasperada.

– Entreguei ela de bandeja para o lord, não fui capaz de protege-la, não pude...Argh! Eu não vou falar sobre isso. – murmurou entre outra dose de vinho.

– Sabe o que ajuda? – ela perguntou depois de um tempo, em um tom mais calmo. – Falar. Você precisa falar sobre ela, dizer em voz alta o que sente.

– Quer mesmo que eu fale sobre Lily com você? – perguntou pensativo.

– Sim. É uma noite de garotas, falar sobre segredos amorosos é parte da diversão. – apesar das palavras, o olhar de Hermione mostrava tudo, menos diversão.

– Tudo bem. – concedeu amargamente. – Eu á amava, ela amava outro, eu entreguei a profecia, ela morreu, eu protegi o filho dela para me redimir. Isso é tudo. –os olhos dele nunca á encararam, permaneceram fixos sobre a lareira, como se as chamas fossem dignas de toda atenção.

–Poupe-me , eu já sei isso tudo. – ela disse. – Eu quero que você se abra Snape, de verdade.

– Eu não...

– Me conte como se sentiu quando ela se casou com James. – pediu cautelosa.

E Snape, sem conseguir se segurar, talvez pelo teor alcoólico em seu sangue, acabou por responder com sinceridade.

– Ela me matou quando entrou naquela igreja. – sussurrou fracamente. – Tínhamos passado a noite juntos, sabia? –

– Sério? – perguntou uma Hermione boquiaberta.

– Sim. Lily passou a véspera do casamento em minha cama. –

– Ela te amava? –

– Amou no início, eu acho. Mas depois... Ela preferiu o popular Potter, ao esquisitão da Sonserina. –

– Nunca pensei que a mãe de Harry... Quer dizer, passar a noite com você... Na véspera do casamento? Nossa!

Falar sobre Lily não lhe causou tanta dor quanto ele pensava que causaria, pelo contrário, agora que tinha começado, Snape sentia que precisava continuar falando, queria vomitar tudo o que sempre guardou somente para si.

– Lily era muito impulsiva. Graças a Merlin por isso, as melhores noites da minha vida eu devo á sua impulsividade.

O monstro do ciúme se remexeu inquieto no estômago de Hermione, mas ela ignorou isso.

– Noites? – ela perguntou enfatizando o plural.

– Ela me procurava às vezes, dizia que me amava, passava a noite comigo e ia embora. Ela não podia admitir ao mundo que estava apaixonada por um comensal da morte. – contou ele.

– Isso não é amor. – Hermione bufou. – Se ela realmente te amasse, ficaria do seu lado, não se casaria com seu inimigo e lhe daria apenas algumas noites. Se ela te amasse, ela te daria tudo!

– Eu era um bruxo das trevas, Granger, ela estava certa em se manter longe de mim.

– Por favor, pare de colocá-la num pedestal. Ela não era perfeita!

– Era perfeita pra mim. – ele disse outra vez em tom de devoção.

– Ela traiu você! Te largou, se casou com outro! Como você pode...

– Ela teve seus motivos.

Por um momento tudo o que Hermione fez, foi olhar para o homem á sua frente.

Como ele podia amar tão incondicionalmente á uma mulher que só o fez sofrer? Era tão injusto que tanto amor, fosse dado á alguém que nunca, em nenhum momento, o mereceu. Foi então que ela percebeu que sentia por ele um pouco mais que raiva ou ódio, no fundo ela sentia também um carinho muito grande.

Snape era uma pessoa boa, merecia alguém que o amasse de verdade e, definitivamente, ele tinha que parar de se menosprezar diante da lembrança de Lily Potter.

Com um movimento rápido, Hermione se levantou sobre os joelhos e se colocou em frente ao homem. Pegou da mão dele a taça de vinho e á colocou no chão, para poder tomar a mãos pequenas entre as suas.

– Você é um homem bom, Severus. – ela disse suavemente, usando o primeiro nome dele de maneira suave e carinhosa.

– Só agora. – ele pontuou.

– Não. – ela contestou com um meio sorriso. – Sempre foi. Aqui. – Hermione estendeu a mão, e espalmou sobre o peito de Snape.

Sentiu sob a palma os batimentos cardíacos dele aumentarem com o gesto, era quase como se ele estivesse nervoso com sua aproximação. O que não podia ser verdade, claro, Snape não faz o tipo de quem fica nervoso com um toque tão simples.

– Você acha? – perguntou por fim.

– Eu sei. – disse resoluta. – Eu acredito que, mesmo se Lily Potter não morresse você viria para o lado do bem, você acabaria encontrando a sua luz.

Snape não soube explicar por que, mas as palavras dela lhe acariciaram á alma, como se fossem o bálsamo que ele tanto precisava.

Como sempre, Hermione Granger o deixou confuso. Parte de sua mente sabia que tinha que odiar a bruxa com toda sua força, odiá-la por fazer com que se abrisse, por ultrapassar todas as suas defesas, como se ela fosse alguém em quem podia confiar.

Ele não queria confiar nela, nem em ninguém! Ele era uma pessoa sozinha e assim deveria continuar, mas ela, de maneira simples, conseguia perfurar todas as barreiras que ele, tão bravamente, construía em torno de si. Era quase como se ela fosse parte dele. E de fato, nesse momento, ela era.

– Eu quero... – ele disse de repente de forma desconexa, quando se deu conta do quão perto estavam.

O assunto Lily Potter se evaporou como fumaça e os lábios dela eram tudo o que ele conseguia ver.

Snape pousou uma mão no rosto de Hermione, apreciando o modo como ela se inclinou para aproveitar a carícia.

–Você é muito irritante, menina. – disse com um meio sorriso.

Pela primeira vez, Hermione não se importou com ele á chamando de irritante, nem de menina.

Era difícil pensar com clareza com ele á acariciando.

Ela parou de respirar, quando ele, lentamente, aproximou os lábios aos dela. Snape á beijou delicadamente, apenas um toque suave, mas foi o suficiente para que Hermione quisesse mais.

Ela estava apenas semiconsciente de que uma de suas mãos, ainda estava sobre o seio dele.

– Isso não foi curiosidade cientifica. – ela alertou, lembrando-se da última vez em que se beijaram e ele usou essa desculpa.

– Não foi. – ele concordou.

Snape não queria admitir para ela que realmente queria á beijar, não queria que ela tirasse conclusões erradas, pois ele não queria paquerar ela ou coisa do tipo. Ele só... Gostava do jeito que ela beijava. Então, deixando seu espirito sonserino falar alto, ele sugeriu:

– Essa situação que nós dois estamos vivendo é única, Granger. – seu tom era sério, como quando ele ensinava uma poção muito difícil. – Acho que, como adultos bem resolvidos que somos, devíamos , erm, nos aproveitar da nossa... Condição física.

– O que está sugerindo? – perguntou Hermione, ainda com a mão no seio dele.

– Estou sugerindo que tem... Algumas coisas que devíamos aproveitar, acho que você me entende. – ele concluiu a frase e olhou para a mão de Hermione sugestivamente.

Corando, Hermione largou o seio.

– Quer...

– Quero. Pense sobre isso; você sabe tudo o que uma mulher gosta e eu, sei tudo o que um homem gosta. Podemos, sabe, ensinar alguma coisa um ao outro, Granger. – disse malicioso.

Hermione fingiu pensar por um momento, mesmo já sabendo que sua resposta seria sim. Ela já tinha tido muitos pensamentos impróprios sobre Snape, para agora rejeitar uma proposta dessas.

– Podemos lidar com isso de forma acadêmica, não é?

– Claro que sim! Completamente pela satisfação de aprender. – ele disse em tom professoral.

Sem qualquer outra palavra, Hermione selou os lábios dele num beijo caloroso.

O beijo era como o primeiro que haviam trocado, mas havia algo mais quente, havia mais desejo. Hermione agarrou-se aos cabelos de Snape e aprofundou o beijo, sendo presenteada com um gemido rouco do homem. As mãos, que outrora eram tímidas ao contato, agora passeavam livres pelo corpo um do outro, apertavam, puxavam e acariciavam.

Não parecia mais tão estranho estarem beijando os próprios lábios, pois ambos conseguiam reconhecer os sabores e movimentos característicos do outro.

Snape mordeu o lábio inferior da grifana, antes de começar um caminho de beijos até o lóbulo de sua orelha.

– Sensibilidade. – ele sussurrou roucamente e mordicou a orelha de Hermione.

Imediatamente, a grifana sentiu seu corpo inteiro se arrepiando, os músculos virarem gelatina e tudo piorava quando Snape mordiscava e sugava o lóbulo. Era quase uma tortura, o toque quente fazia com que ela se sentisse desesperada por mais. Ele fez movimentos circulares com língua, ocasionalmente gemia roucamente ali, fazendo com que Hermione respondesse com outro gemido intenso.

Ela exclamou em frustração quando Snape se afastou um pouco.

– Não é fascinante? – perguntou convencido.

– Admito que sim, professor. – ela concedeu. – Minha vez de te mostrar meu ponto de sensibilidade.

Antes que Snape esboçasse qualquer reação, Hermione já se inclinava sobre ele. Os olhos da grifana brilharam em ousadia, quando ela, sem aviso, faz com que Snape se deitasse sobre a toalha, para então puxar a blusa do pijama para cima e descer os lábios sobre a pele branca.

Snape não sentiu nada de extraordinário no inicio, os beijos que ela distribuía pela região eram quentes e lentos, muito agradáveis, mas nada de especial. Então ela enfiou a língua no seu umbigo e Snape arquejou. Ela lambia a pele em volta, distribuía pequenas mordidas e o agarrava pelo quadril com mãos fortes. Porém, cedo demais, os lábios se foram.

– Não é fascinante? – perguntou ela, repetindo a pergunta que ele mesmo havia feito anteriormente.

Snape esboçou um de seus raros sorrisos e tornou a tomá-la em outro beijo, porém, desta vez, era um beijo delicado. Mas igualmente prazeroso, de qualquer modo.

– Essa lição foi interessante. – comentou ela, quando eles se largaram e voltaram a comer.

– É, você fica bem menos irritante quando tem a boca ocupada. – alfinetou ele, mais por habito de irritá-la do que qualquer outra coisa.

Hermione não se importou, estava em ótimo humor para se incomodar com qualquer coisa que ele dissesse.

Quando foram para cama naquela noite, não deitaram-se de costas um pro outro, mas também não se deitaram perto. Deitaram-se de lado, de frente um pro outro, com um único travesseiro servindo de muro.

Snape acordou com uma sensação incomoda sobre o peito, algo que lhe impedia de respirar direito, demorou alguns segundos pra que ele percebesse que o tal peso era, na verdade, o braço de Hermione.

Em seu sono, a mulher tinha se moldado á ele, lançando uma das pernas sobre seu quadril e o abraçado pelo peito. Quase riu com a percepção de que tinha dormido de conchinha com Hermione Granger, pior, ele servira de conchinha menor.

Já estava imaginando varias maneiras de satirizar Hermione, quando sentiu algo rígido pressionando suas nádegas. Afastou-se subitamente e arrancou o lençol para longe, constatando que Hermione tinha um sorriso leve nos lábios e uma ereção evidente sob as calças.

– Ãham! – pigarreou. – Granger? – ela se moveu inquieta, mas não acordou. – Granger! – chamou mais alto.

– Eu sei que ele só quer minha inocência... – ela murmurou ainda sonhando.

– Granger! – gritou e chacoalhou seus ombros.

Ela pulou na cama, levou a mão sobre o peito e tentou se concentrar em sua respiração.

– Quer me matar de susto? – perguntou indignada, com a voz meio grogue.

– Susto? Não foi você que acordou com algo duro cutucando seu traseiro! – disse ele escondendo um risinho.

– Do que você está falando? – perguntou Hermione.

Snape nada disse, apenas olhou com as sobrancelhas erguidas para o meio das pernas dela. Seguindo o olhar, ela viu do que ele falava e arregalou os olhos, sentindo suas bochechas arderem consideravelmente. Hermione levou as duas mãos á virilha e tentou, inutilmente, esconder o volume do pênis ereto.

– De novo isso? – perguntou desesperada. – Mas eu nem pensei em nada dessa vez!

–Então da primeira vez estava pensando em safadezas, é? – quis saber Snape.

– Ora, vá plantar mandrágoras Snape! – ela enervou-se e correu para o banheiro.

Snape á observou andar de pernas abertas até o banheiro, parecendo uma criança grande com todas aquelas mandrágoras no pijama, ele fez uma nota mental de nunca mais usar aquele pijama ridículo e tornou á se deitar, pensando em como Hermione resolveria o pequeno problema matinal.

No café da manhã, eles se sentaram ao lado de uma Minerva profundamente irritada. Porém, a velha diretora não lhes dirigiu a palavra, nem mesmo um bom dia cordial, ela apenas comeu seu desjejum em perfeito silêncio, o que só serviu para deixar Hermione apreensiva. Minerva em silêncio era sinônimo de problema.

Filch pediu permissão á diretora para falar com os estudantes durante o café. Ele contou á todos que madame Nor-r-ra tinha sumido e ofereceu uma generosa recompensa para quem trouxesse a gatinha de volta. Prometeu que daria o dobro da recompensa, se trouxessem junto com a gata, o culpado pelo seu sumiço, para que ele pudesse esganá-lo com as próprias mãos.

Snape lançou á Hermione um olhar de "eu te disse", acompanhado por aquele sorriso de canto que ela tanto odiava.

O resto do dia se passou tão normalmente quanto poderia.

Hermione não conseguia parar pensar nos acontecimentos da noite passada, as confissões e os beijos de Severus, mexeram com os sentimentos da grifana. Ela ainda não podia denominar o que estava sentindo, mas, com certeza, nunca mais voltaria á ver Snape com os mesmos olhos.

Talvez amor e ódio andassem mesmo juntos afinal. Ela chacoalhou a cabeça para expulsar o pensamento. Não sentia nada por Snape, nada! Pelo menos era isso que a bruxinha dizia á si mesma.

Hermione teve dois caldeirões derretidos em sua aula com o sétimo ano, tudo por que os alunos estavam eufóricos com a viajem que fariam no fim de semana.

Minerva os tinha presenteado com um passeio á Las Vegas, por terem ganhado o primeiro lugar na feira de poções nacional. A euforia contagiante, acabou por distrair dois dos alunos, que acrescentaram ingredientes errados em suas poções, resultando em alunos na enfermaria e uma sala de aula mergulhada em amortentia.

Depois de limpar todo o laboratório, Hermione se dirigiu aos aposentos, pois já não tinha mais aulas á dar naquele dia.

Snape já estava lá e Hermione ficou surpresa ao encontra-lo perto dos gatos. Ele estava meio inclinado, olhando para os filhotes miúdos com atenção.

– São tão pequenos. – ele disse sem encará-la.

– São lindos. – ela se aproximou e se agachou para acariciar os gatinhos.

– Devíamos dar nomes á eles.

– Acho que devemos esperar até que abram os olhos, só então poderemos escolher os nomes certos.

Snape aquiesceu uma vez com a cabeça, sem tirar os olhos dos quatro filhotes. Ele não gostava de gatos, ou de qualquer outro bicho, mas sentia uma simpatia pela pequena família de felinos que agora morava em sua sala.

– Quando vai contar ao zelador o que aconteceu á sua gata?

– Logo. – ela tremeu internamente. Sua mente sendo inundada por imagens de Filch caçando-a pelo castelo para esganá-la.

Estava á ponto de dizer á Snape que seria uma boa ideia despejar uma poção calmante no suco de abóbora matinal do zelador, antes de contar que madame Nor-r-ra estava com eles, quando batidas exigentes soaram pelo cômodo.

Sanpe abriu a porta e Minerva entrou sem pedir permissão.

– Acho que temos uma conversa pendente. – disse em tom sério.

– Boa noite, Minerva, por que não entra? Gostaria de uma xícara de chá? Talvez uma pequena dose se cianureto? – perguntou Snape sarcasticamente. Hermione, pondo-se ao lado do mestre, o acotovelou e murmurou algo ininteligível.

– O que deseja diretora? – perguntou a grifana polidamente.

– Eu perdi algo que era muito importante para mim. E tenho um sério palpite de que vocês dois sabem onde está...

– Não sabemos de nada! – disseram os dois ao mesmo tempo.

– Eu achei que diriam isso. – Minerva começou em tom baixo, antes de andar em volta dos dois. – Claro que não foi pra tratar de assuntos pessoais que eu vim até aqui. Vim como diretora desta escola, para lhes comunicar que no próximo fim de semana vocês acompanharam a viajem do sétimo ano. – ela parou de andar com um floreio gracioso, lançando á eles um olhar determinado.

– O que? –perguntou Hermione.

– Nem pensar! – disse Severus veementemente.

– Contestando minha autoridade, Snape?

– Tenho poções em andamento, não posso me ausentar do castelo. – ele disse firme.

– Poppy pode cuidar delas pra você, apenas diga á ela o que tem que fazer.

– Você acha mesmo que nós vamos servir de babás daqueles fedelhos por todo fim de semana?

– Bom, vocês sempre podem devolver a minha foto, então eu poderia reconsiderar... Mas como vocês não sabem nada sobre esse assunto...

– Seja razoável, Minerva. – pediu Hermione.

– Eu sempre sou. – a diretora sorriu marota. – Vocês tem até amanha de manhã para me entregar a foto, caso contrario, façam as malas e preparem-se para a viajem. – Snape mordeu o punho com raiva e Hermione estava á ponto de implorar outra vez, mas antes que abrisse a boca, a diretora já tinha alcançado a porta.

– Ah, e á propósito, isso só o começo. – a porta se fechou com um baque tranquilo, mas a ameaça ainda ecoou pelo lugar de maneira irritante.

– O que fazemos? Entregamos a foto? – Hermione perguntou desanimada.

– Tão fácil assim? Não. – Snape riu sem humor. – Acho que vamos á Las Vegas, Granger.

Hermione sentiu um frio inexplicável na espinha, algo lhe dizia que aquela não seria uma viajem tranquila.


E ai o que acharam?
Gatinhos fofos para atormentar a vida do Sev E essa viajem não vai prestar! HAHAHAHAAHAHA

Quero meus reviews! Quando mais reviews, mais rápido atualizo!lalalala Se rolar recomendação então... *O*

Beso amoures, até breve