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Até a hora do almoço o banheiro dos gêmeos ficou fechado. Se alguém estivesse na casa, escutaria gemidos e e clamores de puro prazer. Como não havia ninguém, as paredes guardariam esse segredo para si.

Lá dentro, os irmãos experimentavam diversas variedades de sexo oral. Como eram bastante jovens e fortes, não havia muito limite em questão de ereções. Apenas lá pelo quinto ou sexto orgasmo é que sentiram-se verdadeiramente cansados. Não houve nada que ultrapassasse as "brincadeiras" com a boca ou as mãos. Eles ainda estavam se iniciando, e no fundo tinham algum receio de consumar a penetração.

Apenas foi revelada essa vontade quando ambos estavam experimentando um "69" diferente. Como a banheira era estreita eles não ficaram de lado, e sim um em cima do outro. Kanon preferiu ficar embaixo, pois era mais impulsivo e temia pressionar demais a cabeça do companheiro no chão. Se usasse de muito ardor com Saga por cima, o outro poderia "desafogar-se" mais facilmente.

Aquela posição era particularmente excitante, pois além de fazerem simultaneamente o papel de "ativo" e "passivo", dando e recebendo prazer da mesma maneira, podiam explorar livremente os corpos um do outro com as mãos.

Kanon apreciava com delícia cada centímetro do corpo de Saga. Como o mais velho abandonava-se às carícias dele, sequer movendo os quadris, o mais novo aproveitava para sempre explorar mais. Lambia a base, tirava o membro da boca para estimular as coxas... e adorava ter os gemidos de Saga em seu pênis por recompensa quando fazia isso.

Passava os dedos pela coluna vertebral do gêmeo, arranhava de leve as nádegas... tudo sem parar de estimular sua intimidade e gemendo no membro dele, assim como ele fazia no seu.

De repente, ao passar os dedos pela coluna dele e descê-los até os quadris, deparou-se com a entrada exposta de Saga, pois ele estava com as pernas apoiadas uma em cada lado da cabeça de Kanon. Os olhos do mais novo brilharam, lembrando das cenas descritas nas matérias que leu. Quase involuntariamente, devagarinho, foi acariciando as nádegas dele, além de continuar estimulando a coluna vertebral com uma mão, e começou a rodear a superfície do orifício com um dos dedos da outra mão.

Saga teve um sobressalto. Aquilo dava prazer, e ele fechou os olhos. Sabia que Kanon ia querer possuí-lo de verdade, mais cedo ou mais tarde, mas ainda não se sentia pronto...

Aos poucos, o mais novo foi pressionando a entrada, com movimentos circulares ainda. Ao mesmo tempo, sentia Saga sugá-lo com mais intensidade. As imagens ardentes invadiram sua mente...

O dedo um tanto atrevido finalmente entrou algo, sentindo-se pressionado com intensidade. O mais velho cerrou os olhos com força. Não doía, mas era a primeira vez que qualquer coisa entrava ali. "Se apenas um dedo já foi repelido dessa forma...", pensava Kanon, um tanto preocupado com o irmão.

Algum tempo depois, Saga relaxou um pouco e Kanon introduziu mais. Como o dígito estava úmido, não foi muito difícil.

Saga contraiu-se mais um pouco, mas logo se acostumou. Sentiu que ele começava a fazer movimentos circulares dentro de si, lentamente. Aquela parte do corpo era muito sensível, e ele podia inclusive vislumbrar detalhes do que o gêmeo fazia consigo através do tato.

Kanon começou a entrar e sair com o dedo, querendo prepará-lo antes de chagar ao clímax. Acabar aquela manhã com uma penetração de verdade seria fechá-la com chave de ouro. Mas o canal ainda estava muito resistente a si. Tinha medo de machucar seu querido.

O mais velho sentiu-se um pouco incômodo com os movimentos cada vez mais rápidos. Começou a mover os quadris no mesmo ritmo, para tentar sentir-se aliviado. Com isso, começou a entrar e sair da boca do irmão, sentindo mais prazer e minorando o desconforto.

- Huuuummmmm...

Ele começou a gostar daquilo. De repente, um dedo passou a ser pouco e ele quis mais.

Mas o prazer aumentava devido à felação, e eles sentiram a sensação forte que antecedia o orgasmo, aquilo que queimava por dentro. Os dois não se seguraram. Movendo os quadris, Saga foi quem acabou "afogando" Kanon num líquido branco antes que o mais novo pudesse perceber o que acontecia. Logo foi a vez do outro gozar, enquanto ainda tentava sorver o restante da seiva de Saga, esquecendo o dedo por conta disso.

Relaxaram, querendo realmente descansar, pois já haviam atingido o prazer máximo várias vezes. Aquela, no entanto, fora a melhor delas.

Desencaixaram-se. Kanon retirou aos poucos o dedo de dentro de Saga, ao que o mais velho sentiu-se fechar involuntária e rapidamente. Gostaria de exercer maior controle sobre aquele músculo, apenas para deixar Kanon entrar mais fácil da próxima vez.

O mais novo descansava na borda da banheira, exausto. Seu gêmeo havia se levantado para tomar banho. Fazia movimentos lentos por causa do cansaço.

- Saga...

- O que?

- Como foi pra você?

- Ótimo... - um sorriso irradiou de seus lábios - Em todos os sentidos, pois finalmente fiz o que sempre quis.

O caçula suspirou.

- Desculpe se fui... muito invasivo agora há pouco. Sou um egoísta mesmo... nem te perguntei se queria ou deixava.

- Ah, tudo bem! Não foi invasivo. Pena que... quando estava ficando realmente bom... acabou.

- Estava bom mesmo?

- Sim...

- Quer dizer que... vai me deixar... fazer... de novo?

- Vou. Só você, querido.

- N-não sente medo?

- Não. Com você? De jeito nenhum.

Kanon levantou-se, foi até Saga e o abraçou, enternecido. A água caía do chuveiro e banhava os dois.

- Saga, eu o amo. Nunca conseguiria simplesmente "usar" você e depois ir embora. Agora vejo o quão errado foi o que fiz com Juliana!

- Vocês não chegaram mesmo a transar, não é?

- Não. Mas nem os beijos tinham graça... e mesmo com apenas eles, temo que tenhamos ido longe demais. O suficiente para destruir algo de muito importante para ela.

O mais velho acariciou de leve os cabelos do irmão.

- Amanhã conversaremos com ela. Afinal, a culpa foi minha também.

- E se ela... desconfiar... que há algo a mais entre nós?

- Ela não vai saber de nada. Você fala que reatou com a antiga namorada da outra cidade, ou coisa assim.

Eles terminaram o banho em silêncio. Assim que se vestiram e pentearam, Saga foi preparar algo para comerem. Aquele seria o último dia da viagem dos pais de ambos, e a empregada estava de folga.

- Depois do almoço é estudo, viu Kanon! Pra compensar a nossa falta de hoje. Depois você vai me ajudar a dar um jeito na casa.

- OK! Não sou tão vagabundo a ponto de faltar na aula e depois vagalzar pelo resto do dia.

- Ah, é? Mas é exatamente isso que sempre fez, principalmente quando bolava aula com aquela turminha.

- Nem me lembre dessa época! Mas afinal, bolar aula com você, maninho, é muito mais útil... me coloca no prumo, você vai ver.

- Sei! Quero ver mesmo.

Os irmãos comeram, conversando sobre o colégio e o que fariam naquela tarde. Resolveram não deixar para o dia seguinte a conversa com Juliana. Sabiam onde ela morava, e gostariam de resolver o caso o mais rápido possível.

Mas antes iriam estudar. Era incrível como, ao lado do gêmeo, Kanon produzia muito mais. Além de fazer todos os exercícios pendentes, adiantou outros, lavou a louça do almoço e varreu a casa.

- Kanon! O que é isso? O rei da preguiça virou o Sr. Trabalho de uma hora pra outra?

- Hoje acordei com uma energia diferente! Não consigo ficar parado.

Saga sabia que aquela atividade toda se devia a terem finalmente assumido que se amavam. E o mais engraçado e surpreendente era que ambos não se sentiam como "namorados". Apenas como irmãos, se amando como sempre se amaram. Não excluíam o amor fraterno apenas por terem se relacionado sexualmente. Aliás, justo por terem tanta intimidade como parentes é que as coisas fluíram tão bem.

Assim que terminaram de arrumar a casa, decidiram falar com Juliana. Kanon foi quem tocou a campainha da casa. A mãe dela, que ainda nem sabia que os dois haviam namorado ou coisa do tipo, recebeu os gêmeos amigavelmente e mandou-os entrar. A italiana recebeu-os com tristeza. Assim que a "mamma" entrou para dentro e os deixou a sós, Kanon resolveu falar:

- Juliana, eu...

- Não há mais o que ser dito. Você deixou bem claro para mim que não me ama como mulher, nem nunca amou! Eu sei disso.

- Não quero que fique magoada. Escute... nosso relacionamento foi fruto de uma visão distorcida. O que eu queria de verdade não podia fazer, então...

- Então me usou, já que eu era uma opção válida. Não é?! Sei que nosso namoro foi curto e não chegou a se aprofundar, mas eu o levava a sério.

- Eu sei. Fui um canalha e admito. Mas acho que nos daríamos bem como amigos, e gostaria que não guardasse ressentimento.

A italiana ficou algum tempo em silêncio.

- Kanon... queria falar com você a sós.

- Não há problema em dizer na frente de Saga.

- Mas...

- Bem, já que você se importa... Saga, por favor, vá até a porta, se não se imcomodar.

O gêmeo de Kanon foi, não sem dar um jeito de espreitar e ver o que eles estavam falando.

- Como quer que eu não fique mal se me chamou de oferecida?!

- Aquilo foi no ápice da raiva.

- Raiva! Está vendo? Você tem raiva de mim!

- Não de você! Da situação em si.

A italiana fica algum tempo em silêncio.

- Foi melhor mesmo você ter interrompido tudo antes que eu me entregasse. Me sentiria muito mal se tivéssemos terminado o namoro em tais circunstâncias.

- Então. Foi o melhor para nós dois. Antes tarde do que nunca.

- Reconheço que você foi sincero o terminar o nosso relacionamento. Mas iniciar uma relação assim, de falsidade...

- Eu sei. Foi aquela coisa de "preciso-de-uma-namorada". Carência por terminar um namoro e me sentir sozinho. Entende?

- Entendo. Mas não aceito. Eu gostava de verdade de você. E ainda gosto... olha, a minha cabeça está confusa, OK? Tudo é ainda muito recente. Deixa a poeira baixar e a gente vai poder falar disso melhor.

- Tudo bem. Respeito seu ritmo. Só quero deixar bem claro que minha intenção não foi te fazer mal, e que prezo sua amizade.

- Eu sei.

Eles ficaram quietos, Saga tranqüilo por ter ouvido da boca da própria italiana que não acontecera nada entre os dois. Após algum tempo de constrangimento, os gêmeos foram embora. A "mamma" ainda estranhou eles irem sem comer nada. Mas não insistiu.

Quando chegaram em casa, tudo continuava arrumado. Nada precisava ser feito, e eles de repente se viram sem ocupação no momento.

- Saga...

- O que foi?

- Será que ela vai mesmo voltar a ser nossa amiga algum dia?

- Não sei.

- Tudo bem, por enquanto é melhor ficarmos quietos. O tempo nos dirá tudo.

Os irmãos se sentaram um ao lado do outro no sofá. Não havia vontade de ver televisão, ou de fazer outra coisa que não fosse ficar perto do outro.

Sem que percebessem, as mãos foram se atraindo. Logo elas saíram do contato uma da outra e passaram a um abraço. Sentiram um calor imenso sendo compartilhado por ambos os corpos, como se fossem um só. Não falaram nada por bastante tempo, apenas sentindo aquele carinho incomensurável.

- Kanon... isso se parece muito com alimento de alma.

- Daonde tirou isso? - ele sorria puramente.

- Não sei. Só sei que alimenta minha alma de verdade.

Kanon concordou no íntimo. Eles fecharam os olhos, ainda naquele abraço, vislumbrando que o outro gêmeo consigo tinha o coração sorrindo e transbordando daquela emoção infinita.

To be continued

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Olá gente! Após cerca de dois meses estou de volta, hehe! Posso tardar, mas falhar não falho:D Prometo finalizar tanto esta fic quando a "Triângulo Dourado", as quais já estão em suas retas finais, e logo trarei outras novas.

Vamos às reviews:

Pandora Lockheart, obrigada pela review e mais uma vez em ler o que escrevo:) Também acho o amor dos gêmeos algo sem precedentes, muito bonito, eles são de longe meu casal favorito! Kissus e valeu.

Maxin, obrigada pelos votos de Feliz Natal (pra ver há quanto tempo eu não escrevo!) e pela atenção. Kisu.

Ryou-sama, valeu pela review! Uma leitora anteriormente oculta! XD Legal você resolver se revelar, rsrsrs. Obrigada por ler.

Ansuya, eu te mando um e-mail contando o segredo da Gemini então! Rs... o Kanon é apressado, impulsivo, enquanto o Saga é mais calminho... são ying e yang, mas em forma de gêmeos! Beijos.

Virgo-chan, imagine, pode deixar review quando quiser:D Eu sei como são essas coisas até porque ultimamente não tem dado pra eu atualizar nada, o tempo é escasso. Já li uma fic sua sim, aquela UA, e está muito boa. Qualquer hora deixo review lá! Kisu e valeu por acompanhar.

Srta Laila obrigada por ler e elogiar a fic. Um beijo pra você. :)

Quero agradecer também a todos os que estão lendo, mesmo que não comentem. Respondo a todos os reviews, sempre no rodapé do capítulo seguinte à review deixada. Abraços a todos e todas!