Amor, Estranho amor...

Capítulo 9

Fandon: J2 / Padackles

Estrelando: Jensen / Jared

Advertências: Trata-se de pura ficção, com conteúdo adulto. Jared e Jensen são apenas personagens da minha história.

Nota: A idéia de escrever esta fic surgiu depois que assisti a um vídeo muito fofo no YouTube: Life with the Padackles - J2 AU

Sumário: A forma como o conheceu foi inesperada... mesmo assim, algo naquele homem o atraiu... Isto sem falar daquela criaturinha curiosa e irritante de três anos, que também acabou conquistando seu coração...


Saindo da empresa, Jared pegou Gabriel na escola e foi direto para casa, estava exausto, havia sido um dia e tanto, fazendo a verificação da obra do hotel. Quando estacionou na garagem de casa, Jared ficou surpreso ao ver que seu pai estava ali...

- Pai! Caramba! Faz tempo que o senhor está aqui? Por que não me ligou?

- Também estou feliz em te ver, filho - Gerald disse se aproximando e o abraçando.

- Desculpa, eu só... fiquei surpreso.

- Eu acabei de chegar.

- Obaaa! Oi Vovô! - Gabriel correu pulando no seu colo.

- Hey moleque! Você cresceu, hein!

- Vovô, quer fazer castelinho de areia comigo?

- Meu anjinho, já é quase noite agora, mas amanhã prometo que eu brinco com você!

- Ta bom, outro dia eu brinquei com o meu pai e com o tio Jensen...

Gerald olhou desconfiado pra Jared, como quem diz: E então, quem é o cara? E Jared só balançou a cabeça em negativa...

- Então pai, aconteceu alguma coisa? - Era melhor mudar rápido de assunto...

- Não, eu só queria ver vocês mesmo... Bom, a minha garota foi ver uns parentes na região, então eu pensei em ficar uns dias aqui com vocês, se eu não incomodar, é claro.

- Uns dias?

- É, uns três ou quatro dias, no máximo uma semana... tudo bem pra você?

- Tudo bem, mas... o senhor não poderia ter me ligado?

- Olha, se eu estiver atrapalhando eu...

- Não começa, pai! Eu já disse que está tudo bem, só não custava nada ligar antes, só isso!

- É, hoje em dia não se pode ir na casa do próprio filho sem ligar...

Jared revirou os olhos...

- Você está ficando ranzinza pai, deve ser a idade - Jared disse brincando.

- Fazer o que? Eu já sou vovô mesmo! - Gerald disse rindo, então Gabriel o chamou para brincar em seu quarto.

Jared ajeitou as malas do pai no quarto de hóspedes, e depois ligou pedindo pizza, porque estava exausto e sem vontade alguma para cozinhar.

Depois de jantarem, ficaram conversando por algum tempo, então como Jared estava muito cansado, quis ir dormir, mas Gabriel insistiu em ficar mais um pouquinho com o vovô.

- Só mais um pouquinho, pai!

- Gabriel, por favor, eu estou cansado...

- Eu coloco ele na cama Jared, pode ir tranquilo - Disse o seu pai.

- Ta bom Gabriel, então só mais meia hora, e nem um minuto a mais...

Jared então foi dormir, e de madrugada sentiu alguma coisa o cutucando no escuro...

- Pai, acorda pai! - Gabriel dizia baixinho com a vozinha assustada.

Jared acendeu então a luz do abajur.

- O que foi meu anjo? Não consegue dormir?

- Pai, eu acho que tem um vampiro no meu quarto, eu escutei ele mexendo no meu armário - Gabriel disse baixinho, quase num sussurro.

- Um vampiro? - Jared riu...

- Ahamm...

- Gabriel, por acaso você ficou assistindo algum filme com seu avô? Até tarde?

- Amm... Ele pediu pra eu não te contar - Gabriel falou fazendo beicinho...

- Claro que pediu... Vem comigo...

- Você tem que cortar a cabeça dele...

- O quê?

- Do Vampiro! - Gabriel disse baixinho.

Então Jared foi até o quarto de Gabriel e acendeu a luz, realmente tinha algo fazendo barulho em cima do armário...

- Ta vendo Gabriel, é só uma borboleta, não tem vampiro nenhum, é por isso que você tem que dormir cedo, e não ficar assistindo filmes até tarde, eles são pra gente adulta... E vampiros não existem...

- Hmmm... desculpa!

- Ok, agora volta pra cama!

- Mas eu ainda to com medo!

- Ta bom, eu só vou deixar você dormir comigo hoje porque eu estou morto de cansado, e tenho que trabalhar daqui a algumas horas, da próxima vez eu vou colocar você e o seu avô de castigo...

- O vovô de castigo? Que legal!

- Seu safadinho, vem aqui...

Então Jared jogou Gabriel em sua cama, lhe fazendo cócegas, para depois apagar a luz e os dois dormirem abraçados.

Jared acordou pela manhã e seu pai já tinha levantado e estava com o café pronto.

- Bom dia pai.

- Bom dia. O que foi? Por que está me olhando desse jeito?

- Nada, é que isso é tão estranho...

- Nem me fale... Você não vai tomar café?

- Não dá, eu estou atrasado, e ainda tenho que acordar o Gabriel.

- Deixa que eu o acordo e levo pra escola, você pode ir.

- Tem certeza?

- Claro, eu não tenho nada melhor pra fazer mesmo.

- Ok, eu já vou indo então.

Jared passou o dia ocupadíssimo com reuniões e problemas para resolver, e quando percebeu, já estava atrasado para buscar Gabriel na escola, então resolveu ligar para o seu pai...

- Oi pai.

- Hey.

- Será que o senhor pode buscar o Gabriel na escola pra mim? Eu estou atrasado, pra variar...

- Ah, o Gabriel? Ele... ele está aqui comigo, não foi para a escola hoje.

- O quê? Como assim não foi?

- Pois é, eu... Bom, a caminho da escola, nós passamos pelo parque e ele quis que eu brincasse com ele ali, então eu pensei... e por que não? E aí a gente...

- Eu não acredito que o senhor fez isso! - Jared bufou.

- Foi só um dia, que mal tem nisso?

- Que mal tem nisso? - Jared alterou a voz, estava puto - Deixa pra lá pai, quando eu chegar em casa a gente conversa.

Jensen havia acabado de entrar na sala sem Jared perceber...

- Com quem você estava falando nesse tom?

- Meu pai, ele resolveu passar uns dias lá em casa.

- Seu pai?

- É, ele levou mesmo a sério esse negócio de fazer as pazes...

- Que bom pra você.

- Que bom? Eu já estou quase enlouquecendo! E ele só está lá há um dia...

- Por quê?

- Eu não sei o que ele tem contra regras... Ontem ele deixou o Gabriel assistindo filme de terror até tarde da noite, e hoje ele levou o menino ao parque ao invés de ir para a escola, está vendo o absurdo?

- O Gabriel deve estar adorando...

- Claro, mas eu é que tive que levantar de madrugada pra caçar vampiros no quarto dele.

- Vampiros? Hahaha

- Muito engraçadinho você!

- Cara, você nunca teve um avô?

- É claro que eu já tive um avô, quando criança...

- Então, qual é? Ele também não fazia coisas pra te agradar?

- Como o quê?

- Como o que o seu pai faz com o Gabriel... O meu avô vivia me livrando das broncas da minha mãe, eu nunca vou me esquecer. Eu aprontava e ele me acobertava, ele era demais!

- É verdade, se for olhar por esse lado, quando eu não queria ir para a escola, eu me mandava pra casa do meu avô... Ele nunca contou pro meu pai, ou pelo menos eu acho que não.

- Então, seu idiota! Você vai brigar com o seu pai por ele fazer o mesmo?

- Não, eu não quero brigar com ele, pra falar a verdade... Cara, mas isso me deixa puto! Parece que ele faz pra me provocar...

- Eu quero conhecer seu pai, parece ser um figurão...

- É, eu já vou indo Jen, se eu não aparecer por aqui amanhã, é porque eu estou num manicômio...

Quando Jared chegou em casa, o jantar já estava pronto, Gerald gostava muito de cozinhar. Durante o jantar, Jared reparou que seu pai estava de bico, emburrado, mal trocava uma palavra ou outra com Gabriel, quando este lhe perguntava alguma coisa, e mal tinha olhado para Jared desde que chegou.

Ele estava parecendo com um vira latas que acabou de levar pedrada de alguém, Jared teve que se segurar para não rir com o pensamento...

Quando Gabriel terminou de jantar, Jared pediu que ele fosse brincar um pouco em seu quarto, para poder conversar a sós com seu pai...

- O senhor está chateado comigo, não é?

- E por que eu estaria? - Respondeu sem olhar Jared nos olhos.

- Porque eu fui grosseiro e idiota, talvez?

- É, você foi, mas tinha toda razão... Eu fiquei de levar o menino para a escola, e devia ter levado para a escola...

- Ta tudo bem, pai... foi só uma vez, ninguém vai morrer por causa disso... Me desculpa...

- É o que mais a gente tem feito ultimamente não é? Se desculpar...

- Ta, se o senhor prefere ficar emburrado comigo, tudo bem... Eu prefiro tomar uma cerveja e assistir ao jogo, que por falar nisso, já deve estar começando...

- Futebol e cerveja! Opa! Já está desculpado! - Gerald disse rindo e se jogando no sofá.

Jared apenas balançou a cabeça... Tem coisas que nunca mudam, mesmo! - pensou.

Jensen já sentia uma saudade danada de Gabriel, as vezes nem ele mesmo entendia como aquele pestinha o havia conquistado desta maneira... No sábado a tarde resolveu passar na casa de Jared e tentar levar o menino para um passeio... Jen nem sabia como, mas Jared acabou concordando, isso era praticamente um milagre... Jared devia estar mesmo de bom humor, talvez porque seu pai tinha saído e lhe dado uma folga no fim de semana...

- Ei garotão, o que você acha de nós dois irmos ao parque? - Jen disse para Gabriel enquanto dirigia...

- Oba! Eu quero!

Chegando lá, Jensen sentou em um banco e Gabriel foi a toda para o escorregador, ficou brincando com as outras crianças, com Jensen o observando. O menino era muito ativo, não parava um minuto...

Depois de algum tempo, Jen estava distraído lendo um livro, quando ouviu Gabriel chorando...

Jensen correu até ele, que estava estirado no chão, com o joelho todo ralado e sangrando.

- Gabriel, meu amorzinho, o que é que houve?

- Eu caí do escorregador, tio Jensen! - Gabriel disse entre os soluços.

Jensen então o pegou no colo e carregou até o banco, desesperado, sem a mínima idéia do que fazer numa hora dessas.

Uma mãe se aproximou, e vendo que Jen não tinha nenhuma experiência, se ofereceu para ajudar...

- Olá, eu sou a Julie, Você por acaso sabe o que fazer?

- Eu não faço idéia, mas como são minhas últimas horas de vida mesmo...

- Como assim?

- Ah, é que o pai dele com certeza vai me matar quando eu aparecer com o menino machucado em casa.

- Claro que não, se ele é pai, já deve estar acostumado, isso acontece o tempo todo...

- Eu não contaria com isso...

- Bom, eu sou enfermeira, posso fazer um curativo, se você quiser...

- Ah, claro, mas eu não tenho nada aqui que...

- Eu tenho um kit de primeiros socorros no carro, espera só um instante...

- Ok, obrigado.

Julie foi até o carro, e ao voltar, limpou o ferimento e fez um curativo. Gabriel choramingava no colo de Jensen o tempo todo.

Logo ela terminou e foi embora, Jensen agradeceu e ficou aliviado, pois sozinho não saberia mesmo o que fazer numa situação dessas.

Gabriel continuou sentado no banco, soluçando de vez em quando...

- Ei moleque, o seu pai nunca te disse que homem não chora?

- Não, o meu pai também chora...

- É mesmo? E quando ele chora?

- Quando eu tava doente, no hospital, e também um outro dia...

- Um outro dia, quando você não estava doente?

- Sim.

- Hah, e o que você faz quando ele chora?

- Ele pediu pra eu deitar com ele na cama, dai eu abracei ele e ele dormiu...

- Puxa! Você é mesmo bom em consolar as pessoas, heim! - Jen disse brincando...

- Aham...

- E o que deixa o sei pai feliz, Gabriel?

- Não sei, o meu pai ta sempre feliz, quando ele me busca na escola, quando ele brinca comigo...

- Claro, quem tem um anjinho como você ao lado, tem que estar mesmo sempre feliz... O que você acha da gente voltar pra casa agora?

- Ta bom.

No carro, enquanto dirigia, Jensen estava matutando uma maneira de Jared não perceber que o menino estava machucado... pelo menos até que saísse de lá.

- Ei Gabriel, vamos combinar uma coisa?

- O que tio Jensen?

- Assim, quando a gente chegar em casa, você não chora, e só conta pro seu pai que você se machucou depois que o Tio Jensen tiver ido embora, está bem?

- Mais ta doendo, tio Jensen! - Gabriel falou choramingando...

- Claro, esquece Gabriel, até parece que sou eu quem tem três anos, e não você...

- Quase quatro, eu logo vou ser adulto...

- Hmmm, quase quatro então - Jensen teve que rir...

Chegando na casa de Jared, para infelicidade de Jensen, Jared estava do lado de fora, esperando... Jensen carregou o menino no colo, para que Jared não o visse mancando...

- Ei campeão, você voltou cedo! Como foi seu passeio?

- Foi bom, pai - Gabriel disse tristinho, olhando pra Jensen.

- Na verdade... Jared, cara, eu... eu dei bobeira e ele acabou caindo, e está com o joelho machucado... Eu juro que eu cuidei dele, mas, é que... sei lá... deve ter sido um minuto de distração, eu...

- Você quer mostrar pro papai o seu machucado? - Jared disse rindo.

- Quero.

Jared olhou o curativo atentamente, estava muito bem feitinho...

- Mas isso não foi você quem fez, foi Jensen?

- Não, felizmente tinha uma enfermeira por lá, na verdade eu nem saberia o que fazer...

- E por que você está branco desse jeito? Não pode ver sangue?

- Não, é que... Na verdade eu achei que você fosse me matar por isso...

- Você não existe mesmo, Jen! Sabe quantos tombos desses ele leva por semana? Ele não para um minuto, de vez em quando se machuca... ta tudo bem...

- Ah, que bom...

- Então você tem medo de mim, Jen?

- Depende! - Jensen riu malicioso...

- Você não presta!

- E então, seu pai já voltou?

- Ele chega mais tarde...

- Bom, então não é desta vez que eu vou conhecê-lo, eu já vou indo... Até mais Gabriel!


Continua...

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