...

Despedida de Solteiro

"Hinata foi contratada para ser a moça que sai do bolo numa despedida de solteiro, mas coisas muito estranhas acontecem e ela acorda nua, num quarto desconhecido e junto com o noivo."


Adaptação da obra de Karen Kelley.

Disclaimer: Uchiha Sasuke não me pertence, mas eu pertenço a ele, e é tão prazeroso quanto.


Capítulo 9.

— Se eu estou bem? — explodiu Hinata. — Pelo amor de Deus, como você acha que estou me sentindo? Como se sentiria se estivesse preso em um lugar no fim do mundo, sem médico, sem anestesia e prestes a ter um bebê?

Sasuke colocou a bandeja na mesinha e foi até ela. Tão gentilmente quanto podia, tomou-a nos braços. No início, ela estava tensa e tentou empurrá-lo, mas não levou muito tempo para seu corpo relaxar, e então as lágrimas rolaram soltas.

Ele a deixou chorar, sabendo que isso ajudaria mais que qualquer coisa naquele momento.

Sua mão começou a alisar-lhe as costas vagarosamente, em movimentos circulares. Logo, os soluços transformaram-se em fungadas.

— Oh, Sasuke, sinto muito — Ela passou uma mão pelas faces molhadas. — Isso não deve estar sendo fácil para você também.

— É mil vezes mais fácil para mim do que para você, acredite-me. - Ele ajudou-a a descansar de volta contra o travesseiro, alisando-lhe os cabelos, tirando-os da face. Meu Deus, como ela era bonita. Mesmo com a maquiagem manchada debaixo dos olhos e com os cabelos despenteados.

Ela deve ter notado o olhar dele, porque inconscientemente passou as mãos pelos cabelos desalinhados.

— Eu devo estar horrível — murmurou.

— "Vaidade, teu nome é mulher", como dizia Shakespeare. — Ele sorriu. — Você está linda. A mulher mais bonita do mundo.

Hinata abaixou a cabeça, passando a mão por sobre o colo.

— Duvido disso.

Pegando-lhe a mão na sua, Sasuke esfregou o polegar sobre a maciez da palma.

— Eu mentiria?

— Não, mas pode estender a verdade um pouco — disse ela, sorrindo timidamente.

— Nunca, não sobre isso. Desde o primeiro momento que vi você sair daquele bolo de papelão, pensei que era a moça mais linda que eu já tinha visto.

Ele olhou para baixo, incapaz de fitá-la.

— E claro, levei algum tempo para perceber que me apaixonei por você — continuou ele, acariciando-lhe a palma da mão, esperando que ela dissesse alguma coisa, qualquer coisa. Finalmente, ele ergueu a vista e seus olhos se cruzaram.

—Nunca percebi que você se sentia dessa maneira - ela começou a dizer. — Você não está apenas falando isso por causa das circunstâncias, está?

— Não, eu a amo, Hinata. E se você me quiser, gostaria que esse casamento se tornasse verdadeiro. Não quero que você vá embora depois que o bebê nascer. Quero ambos na minha vida.

— Tem certeza?

— Eu não diria se não tivesse.

— Sasuke, eu... ohhhh, Sasuke.

— Aperte minha mão se isso ajuda — sussurrou ele, sabendo que ela estava tendo uma nova contração.

Quando a dor piorou, ela apertou.

Meu Deus, onde ela obtivera aquela força para apertar tão forte? Ela envergonharia um lutador profissional numa queda de braço. Ele tentou sorrir para encorajá-la.

— Está certo, apenas... hum... respire — disse ele.

Hinata ofegou forte enquanto o fitava com olhos arregalados.

— Você está indo muito bem.

— Não, não estou. Dói demais... ohhhhhhh.

— Agüente um pouco. Passará em alguns minutos.

A mão de Sasuke estava amortecida, as pontas dos dedos brancas. Mas isso não lhe importava. Pelo menos até que ela começou a afrouxar o aperto e a circulação voltou. Ele massageou os dedos com a outra mão.

— Eu o machuquei?

— Machucou-me? Uma menininha como você? Claro que não.

Hinata sorriu. O que mais poderia fazer? Ele estava tentando ser forte para ajudá-la e ela o amava por isso. Amor. Seu coração bateu forte. Ele a amava. Ele queria ter uma família. Ela tinha que lhe contar que sentia a mesma coisa.

— Sasuke, eu...

As palavras foram interrompidas quando seu olhar caiu sobre a bandeja que ele levara antes. Tudo parecia ótimo, exceto por dois estranhos instrumentos de metal em formato de C.

Sasuke seguiu o olhar dela. Ele parecia confuso.

— São os apetrechos que precisarei no caso... você sabe.

— Entendo. Toalhas, panos de prato, seringas, mas o que são aquelas coisas de metal?

Ele levantou-se e foi até a bandeja. Ela achou que ele parecia um pouco cheio de si quando levantou uma daquelas coisas.

— Pinças C.

— Pinças C — repetiu ela. — E exatamente o que você vai fazer com elas?

— Puxar o cordão umbilical.

Focar-se. Ela tinha que se focar em algum ponto, pensou quando uma nova contração começou. Estava apenas vagamente consciente de Sasuke sentado na beira da cama. Tudo que podia pensar eram aquelas horríveis peças de metal. Não estava muito certa, mas não achava que eram o que um médico usaria, mesmo numa emergência.

— Você... nunca... ajudou... a dar à luz... um bebê... ajudou? — perguntou ela, gaguejando.

Ele parou de esfregar-lhe a mão. Hinata continuou:

— Você... alguma vez... viu... um bebê... nascer?

— Bem, não exatamente.

Que Deus a ajudasse. Enfiada numa cabana de toras de madeira, sem médico, sem anestesia, e agora um marido que não tinha a mínima idéia do que estava fazendo. Ela voltou-se para ele com olhos acusadores.

— Você mentiu!

— Não foi bem assim. - Ela o encarou.

— Havia uma mulher grávida e ela estava num elevador que parou por alguns minutos — continuou ele.

— Quando? Para deixar alguém entrar?- Sasuke enrubesceu.

— De quantos meses ela estava grávida?

— Cinco meses — murmurou ele.

— Cinco meses! Ela não estava nem mesmo perto de entrar em trabalho de parto.

Tão logo exterminasse Naruto, Sasuke seria o próximo na sua lista. Quem precisaria daqueles trastes? Naruto estava provavelmente sentindo-se o máximo agora, pensando que ele era o casamenteiro do século. E Sasuke tentara enganá-la, dizendo que sabia coisas de que nunca tomara conhecimento.

— Estou me sentindo como se estivesse sendo rasgada por dentro e você vem me dizer que não sabe nada sobre parto.

Ela queria matá-lo agora. Ele não sentia dor alguma! Na verdade, parecia muito confortável. Homens deveriam dar à luz.

— Sei um pouco.

— Um pouco? O que exatamente isso significa?

Ela tentou olhar um quadro torto na parede, mas isso não ajudava a dor passar.

— Há um livro no outro quarto. Sobre emergências médicas no lar. Então era isso. Ela estava sendo partida em dois e ele pensava que podia fazer o parto do filho deles através de leitura de primeiros socorros caseiros. Deus, aquilo era o fim do mundo.

Ela empurrou-o da cama com ambos os pés e Sasuke caiu sentado no chão.

— Por que você fez isso?

— Porque isso me faz sentir bem.

A contração começou a diminuir enquanto uma onda de exaustão a dominou. Ela fechou os olhos e tentou imaginar o que iria fazer. A situação era desesperadora. Não havia esperança. Ela ia morrer, sabia disso. Enterrada numa cabana no meio do nada. Apenas deixe o bebê ficar bem, rezou em silêncio. Uma lágrima correu do canto do seu olho e escorreu pela face.

— Não quero que você se preocupe.

Ele falou tão suavemente que, a princípio, ela perguntou-se se ele falara alguma coisa. Então abriu os olhos. Ele ainda estava sentado no chão. Hinata se sentiu culpada. Como podia ficar zangada com ele? Na sua maneira, Sasuke estava apenas tentando ajudar. Se suas posições fossem revertidas, ela poderia ter feito o mesmo. Ela passou a mão pelos cabelos suados.

— Está tudo bem — murmurou, desgastada. — Vamos enfrentar isso juntos. Temo não haver muito tempo, todavia precisamos de alguma coisa mais para usar como pinças.

Por que ela não fizera curso sobre partos ou coisa parecida? Tudo que fizera fora ler um pouco num livro. Tentou pensar naquela leitura.

— Barbante! — Ela sentiu-se animada. — Você pode usar os dois cordões dos seus sapatos, então amarrar o cordão umbilical no lugar que vai ser cortado.

Ambos olharam para os sapatos. Ele estava usando sapatos esportes tipo mocassim.

Sasuke estalou os dedos.

— Cordão comum, eu vi lá na cozinha. Isso funcionará, não acha? E posso esterilizar um pedaço.

— Perfeito. — Ela sorriu. Ele pareceu aliviado.

— Irei buscar.

Tão logo ele saiu do quarto, o sorriso desapareceu do rosto de Hinata. Ela ia morrer. O que ambos sabiam sobre parto caberia num dedal.

Ela não tinha muito tempo de pensar nas possibilidades do que poderia dar errado quando outra contração começou. Tudo estava acontecendo muito rápido. O primeiro filho não costumava demorar mais do que os outros?

Sasuke se afastara apenas um minuto.

— As contrações estão mais próximas, não estão?

Ela pôde somente assentir com a cabeça. Ele começou a vasculhar as gavetas da penteadeira e do camiseiro, mas a dor era tão forte que ela nem imaginava o que ele estava procurando. Através de uma névoa de agonia, viu Sasuke deixar o quarto outra vez e voltar exatamente quando a contração estava terminando.

Ele depositou a tigela com água no chão perto da cama

— Para que é isso?

— Pensei que um banho de esponja a faria sentir-se melhor. Há um camisolão na cômoda. Você ficará mais confortável com ele.

Ele não a olhou enquanto estava ocupado, arranjando o que precisava. Hinata imaginou que ele provavelmente estava com medo depois de tudo que ela dissera e fizera.

— Desculpe-me, Sasuke.

Ele parou o que estava fazendo e fitou-a. Ela estava exausta, emocional e fisicamente. A face estava pálida e os cabelos úmidos de suor.

Ele sorriu, esperando informá-la de que tudo estava bem.

— Isso significa que se eu lhe der um banho de esponja, você não vai me jogar no chão novamente?

— Eu não... oh...

Ela começou a rir, que era exatamente a reação pela qual ele esperava.

— Eu realmente fiz isso, não fiz?

Ele massageou as próprias costas, de modo dramático.

— Sim, fez, e na próxima vez, espero que o assoalho seja acarpetado.

Ele conseguira pelo menos fazê-la rir e ela parecia um pouco mais relaxada. Sasuke sabia que isso não duraria muito tempo.

Tão logo a próxima contração terminou, ele começou a ajudá-la a tirar a blusa pela cabeça.

— Isso é constrangedor — murmurou Hinata. — Fico sem graça.

— Apenas pense em mim como um médico.

— Eu gostaria de poder.

Sasuke deu uma gargalhada. Hinata não falara com sarcasmo. Havia uma definida ponta de humor no tom da voz dela.

Ele molhou o pedaço de pano e banhou-a da cintura para cima, tentando não olhá-la no processo. Não era fácil, principalmente quando o pano foi passado em círculos pelos seios nus. Ele finalmente terminou e ajudou-a a vestir o camisolão.

— Estou tão horrível assim? — perguntou ela.

— Como assim?

— Nada. Esqueça.

Ele pegou-lhe o rosto e forçou-a a encará-lo.

— Diga-me.

Ela deu de ombros.

— Eu realmente não o culpo. Quero dizer, estou imensa. Imagino que devo estar horrível. Você... age como... se não gostasse de olhar para mim.

Ele meneou a cabeça.

— Ouça, querida. A razão pela qual não quero olhar para você é porque, embora esteja em trabalho de parto, você ainda é uma mulher muito sexy.

— Sei que você está mentindo, mas estou satisfeita que esteja — disse ela. Logo em seguida, sua face contorceu-se de dor. — Lá vem ela de novo, Sasuke, acho que nosso bebê está chegando.

As palmas de Sasuke começaram a transpirar e o coração disparou no peito.

— Você pegou tudo? Ele olhou para a bandeja.

— Tesouras! Não tenho nada para cortar o cordão.

— Depressa — sussurrou ela quando ele saiu correndo do quarto. Hinata pedira que ele se apressasse, mas Sasuke sentia que estava em câmera lenta.

Vasculhou as gavetas da cozinha, mas não conseguia encontrar um par de tesouras. Esvaziou todas as gavetas e derrubou tudo no chão.

Ele precisava pensar. Não se recordava de ter visto tesouras quando procurara os outros apetrechos.

O grito de Hinata ecoou através da cabana.

Sasuke ficou no meio da cozinha com uma gaveta vazia pendurada na mão. Por um momento, não pôde se mover. Então deixou cair a gaveta e olhou em volta da cozinha.

— Seu tolo — criticou a si mesmo, enquanto agarrava uma enorme faca de açougueiro e saía correndo da cozinha. Ele entrou na sala de estar na mesma hora que a porta da frente abriu-se num estrondo. Dois dos mais troncudos homens que ele jamais vira adentraram com armas na mão.

— Largue a faca, senhor. Solte-a, imediatamente — um dos dois policiais gritou.


Continua...


Ela não precisa estar só em trabalho de parto, não, isso seria tranquilo demais para Sasuke Uchiha. A polícia precisa chegar do nada! hahah

Quem acha que o nosso herói está a beira do colapso? Capítulo tenso/romântico/cômico. Dei uma sumidinha rápida porque entrei em provas da faculdade, agora tenho um 8, 7 e um 10 no meu Siscad! Beijos para a sociedade! hahaha

Todas as fanfics de adaptação serão atualizadas ok? Capítulo de Senhora Fada começará a ser escrito e espero terminá-lo ainda essa semana.

Agora, sem mais, vou responder as reviews anônimas:

jhe: Calma que ainda tem muita comédia pela frente, mesmo que estejamos quase acabando! Beijos.

Anninha: Falou tudo menina! Ela tá tendo um filho, morrendo de dor, sofrendo e ele quer que ele fique calma? Rá! Como ela disse nesse capítulo, homens deviam ter filhos! u.ú Beeijos!

Miiih: Hey, que bom que voltou flor! Realmente, o Sasuke está numa situação muito tensa! rs Beijos.

Nicole: Que bom que está gostando gatinha! Capítulo novo online! Beijos.

Carol Nunes: Que bom que está gostando florzinha! Demorei um pouquinho, mas apareci! Beijos sua linda! (adoroooo essas gírias do nordeste! haha)

Gi: Sim, esse capítulo é hilário! Que bom que gostou, o que achou da continuação? Beijos.

O resto será respondido por MP. :)

Lembrem-se: Reviews movem montanhas, ou melhor, capítulos.

Quanto mais comentários mais rápido sai o próximo capítulo! Comentem. 10 coments e o capítulo novo sai na hora!

.

.

.

.

.

\/

Beeijos.