POV - Hayley
Uma semana havia se passado desde que Klaus lidou com Hope e como eu já esperava, isso surtiu um grande efeito. Hope estava muito mais comportada do que o normal. Na verdade, ela estava sendo um perfeito anjo. Por isso, em uma das noite que Klaus visitou o meu quarto, ele considerou liberar a nossa filha do castigo, mas eu afirmei que a sua palavra tinha que ser uma só. Além disso, daqui uma semana Hope já estará livre e ele, Kol e Freya vão poder voltar a mimá-la novamente. Sorri, ao me lembrar disso e voltei a me concentrar na direção. Eu estava indo buscar Hope na escola. Ao chegar lá, estacionei o carro perto da escola e fui até o portão, pegar a minha filha. Logo, eu avistei ela sentada quietinha perto do portão e isso era estranho... Hope sempre estava cercada de crianças. Porque ela estava tão quieta? Levantei as sobrancelhas em confusão, quando Hope me avistou. Ela deu um sorrisinho ao me ver e caminhou até a minha direção, antes de me abraçar pela a cintura.
- Oi, bebê. - Sorri, abraçando ela - Que carinha é essa? - Perguntei, a olhando.
- Não é nada demais, mamãe. - Hope respondeu, me olhando - Não precisa se preocupar. - Ela continuou, dando um sorriso fraco.
- É claro que eu me preocupo, meu amor. - A olhei, colocando a mão no rostinho dela e percebendo que ela estava muito mais quente que o normal - Hope, você está fervendo. - Falei, preocupada. Ela estava ardendo em febre. - Vem, vamos para a casa. - Suspirei, pegando ela no colo.
- Mamãe, eu já sou grande pra ficar no seu colo na frente da escola toda. - Ela reclamou, fazendo um biquinho, mas eu a ignorei e me apressei até chegar no nosso carro, colocando Hope no banco de trás, em seguida.
- Pra mim, você sempre vai ser o meu bebê. - Afirmei, sorrindo e Hope acentiu, antes de fechar os olhos, parecendo exausta.
Espero que isso só seja uma febre de criança e que Freya possa dar um jeito nisso, quando chegarmos em casa. Respirei fundo, pensando nisso e liguei o carro, metendo o pé no acelerador em direção ao Complexo. Em menos de cinco minutos, eu já estava lá. Assim, deixei o carro estacionado lá na frente e saí do carro, abrindo a porta do banco de trás, logo depois. Hope estava com os olhos entre abertos, quando eu a peguei no meu colo.
- Mamãe, eu estou tão cansada. - Ela falou com a voz fraca, encostando a cabeça no meu ombro.
- Já vamos descobrir o que você tem, meu amor. - Beijei o topo da cabeça dela, soltando um suspiro e entrando no Complexo.
Ao entrar, avistei Freya que me olhou com um olhar de confusão e se aproximou rapidamente de mim e de Hope.
- O que aconteceu, Hayley? - Ela perguntou, colocando a mão nas costas de Hope.
- Eu acho que isso é só uma febre, mas pode ser que... - Hesitei e Freya me olhou.
- Tudo bem, vou fazer um feitiço para verificar isso. - Freya falou, se afastando de mim e indo até a sala dela pegar alguns ingredientes. Logo ela voltou e começou a pronunciar as palavras de algum feitiço. Quando ela terminou, ela suspirou, parecendo mais calma e me disse: - Não Hayley, felizmente Hope não está sobrecarregada em relação a sua magia.
- Graças a Deus. - Olhei para a minha pequena, que ainda estava com os olhos fechados e acariciei os cabelos dela.
- Então já que isso não tem a ver com a magia de Hope, você quer que eu chame a Keelin? - Freya perguntou, me olhando, afinal Keelin era médica.
- É uma ótima ideia, Freya. - Acenti, a olhando - Obrigada. - Agradeci e Freya me olhou, antes de pegar o seu celular e discar o número de Keelin.
Vinte minutos depois, Keelin apareceu no Complexo. Sorri em gratidão por ela vir até a nossa casa e ela pediu para eu ajeitar Hope no meu colo para que ela pudesse examiná-la. Depois de alguns minutos examinando Hope, ela suspirou ao me olhar e disse:
- Hope não está com nada, Hayley. - Keelin falou e eu levantei as sobrancelhas - Na verdade, eu acho que ela está com um tipo de febre psicológica, é como se algo a tivesse magoado. - Ela explicou e eu a olhei.
- Isso é possível? - Perguntei, surpresa - É que Hope sempre me contou tudo, não faço ideia porque ela estaria chateada. - Suspirei e olhei pra Hope que tinha acabado de voltar a cochilar - Ontem mesmo, ela não estava com nada. - Continuei, frustada.
- Pode ser que tenha acontecido algo na escola hoje. - Keelin me olhou e eu avaliei isso por um momento. É, pode ser. Mas se isso aconteceu, a ponto de deixar a minha pequena doente, pode ter certeza que eu vou matar quem for.
- É, pode ser. - Concordei com um suspiro - Então acho que vou levar Hope para o quarto e tentar fazer com que ela me conte o que aconteceu depois. - Complementei e Keelin acentiu - De qualquer forma, muito obrigada por ter vindo, Keelin. - Agradeci e ela sorriu, antes de eu me virar e subir as escadas com Hope no colo.
Quando eu cheguei no quarto de Hope, coloquei ela deitada na sua cama e me deitei ao lado dela. Era melhor eu deixar ela cochilar um pouco. Depois, eu tento perguntar a ela o que aconteceu. Minha garotinha era um verdadeiro anjinho. Suspirei e sorri ao olhar a perfeição que era o rosto da minha filha. Nem sei quanto tempo, eu passei observando o meu bebê, quando ela finalmente abriu os olhinhos. Antes que ela falasse alguma coisa, eu coloquei a mão na testa dela para verificar a temperatura dela. Por sorte, a febre dela parecia ter abaixado um pouco.
- Você está melhor, meu amor? - A olhei, ajeitando os travesseiros de Hope para que ela encostasse neles.
- Acho que sim, mamãe. - Hope me olhou, dando um pequeno sorriso.
- Aconteceu alguma coisa na escola hoje, querida? - Perguntei, sem rodeios - Keelin me disse que você está com febre psicológica e isso significa que algo te deixou chateada. - Expliquei e ela abaixou o olhar.
- Sim. - Ela confessou com a cabeça ainda baixa.
- O que aconteceu? - Suspirei, preocupada - Você pode me contar, assim eu posso tentar te ajudar. - Coloquei a mão no queixo dela, fazendo ela me olhar.
- Sabe o meu amigo Stan? - Hope me olhou e eu me lembrei que durante a semana, ela tinha mencionado esse nome para mim. Parece que ele era o garoto que estava junto com Hope no sequestro.
- Sei sim, bebê, você me falou dele durante a semana. - Respondi e Hope sorriu ao ver que eu me lembrava de quem ela estava falando. - Mas então, o que está acontecendo com ele? - A olhei, acariciando os cabelos dela.
- É que eu pedi para o Stan me avisar se estava tudo bem com ele e se passou uma semana, e ele ainda não fez isso. - Ela suspirou, me olhando.
- Talvez ele ainda não tenha conseguido se comunicar com você, meu amor. - Sugeri e Hope fez um biquinho.
- Eu tinha pensado nisso antes, mamãe, mas como eu estava muito preocupada, eu resolvi que hoje eu ia perguntar para alguns meninos da quarta série se eles sabiam do Stan. - Hope continuou, fazendo uma carinha triste.
- E você perguntou? - A olhei e Hope acentiu - O que eles disseram, querida?
- Eles zombaram do Stan e disseram que ele estava muito machucado. - Hope respondeu, abaixando a cabeça - Eu só queria poder ajudar meu amigo, mamãe. - Ela falou com a voz carregada de choro.
- Não fica assim, meu amor. - Abri os braços e Hope me abraçou com força - Vou tentar descobrir o que aconteceu com ele, ok? - A olhei e minha filha fungou, tentando se acalmar.
- Eu sei o que aconteceu, mamãe. - Ela me olhou e eu levantei as sobrancelhas, curiosa, quando ouvimos batidas na porta.
- Eu acho que é o seu pai. - Olhei para Hope e me virei para olhar pra porta - Pode entrar, Klaus... - Falei, olhando pra porta e logo ela se abriu. Era Klaus mesmo.
- Freya e Keelin me disseram que Hope estava com um tipo de febre psicológica... - Klaus falou, indo até a cama de Hope e se sentando nela - Quem te machucou, princesa? - Ele perguntou, colocando a mão na testa de Hope - Pode me falar que o papai vai matar quem for. - Klaus continuou e Hope soltou uma risadinha baixa. Já eu, olhei para o pai da minha filha e revirei os olhos.
- Ninguém me machucou, papai, eu só estou triste porque machucaram o meu amigo. - Hope respondeu e Klaus arregalou os olhos.
- Que amigo? - Ele perguntou, fechando a cara. Klaus era muito ciumento.
- O Stan, papai, aquele que eu te falei a uns dias atrás. - Pois é, Hope contou dele para Klaus, mas ele provavelmente não pensou que Hope já estivesse se importando tanto assim com o novo amigo.
- Agora eu me lembro. - Klaus a olhou, mas ainda não esboçou nenhum sorriso - Mas desde quando você se importa tanto com ele, Hope? - Ele perguntou e Hope o olhou - Quero dizer, você conhece ele a menos de uma semana... - Klaus tentou se explicar e Hope sorriu.
- Porque ele me disse que faria tudo que estivesse ao seu alcance para me proteger. - Hope respondeu e Klaus imediatamente ficou vermelho, como se estivesse pronto para dar um dos seus ataques de ciúmes.
- E que di... - Klaus provavelmente ia perguntar que direito o garoto tinha em achar que podia proteger a Hope, mas eu o interrompi.
- Você estava falando que sabe o que aconteceu com o Stan, meu amor. - Olhei para Hope, cortando a fala de Klaus - Conte para a gente então. - Pedi e Hope soltou um pequeno suspiro.
- Vou contar, mamãe. - Hope acentiu, olhando pra nós - É que quando estávamos presos no galpão, Stan me contou que o pai dele o maltrata e que... - Hope fez uma pausa, parecendo que não queria pensar nisso.
- Continuei, querida. - Incentivei, olhando de Klaus para Hope.
- Ele me disse que acha que o pai dele o odeia. - Hope terminou e eu a abracei novamente. Já Klaus estava com uma expressão indecifrável no rosto. - Será que foi o pai dele que o machucou, mamãe? - Minha filha perguntou, olhando pra mim - Se for, alguém precisa ajudar ele... - Ela continuou com desespero na voz.
- Eu vou ajudá-lo, filha. - Falei, séria - Eu prome... - Eu ia prometer isso pra ela, mas Klaus me cortou.
- Não. - Ele me olhou e eu levantei as sobrancelhas, pronta pra xingar ele. Se ele fosse insensível em relação a isso só porque Hope tinha se afeiçoado a alguém que não fosse da família, eu juro que ele ia me ouvir. Mas para a minha surpresa, ele falou: - Eu vou resolver isso, amor. - Klaus suspirou, olhando para Hope - Eu prometo. - Ele prometeu, colocando a mão no rosto de Hope - Enquanto isso, fique aqui com a sua mãe descansando. - Klaus pediu, depositando um beijo na testa de Hope que acentiu, saindo do quarto dela, em seguida.
- Klaus... - Chamei, indo atrás dele que já estava no corredor - Obrigada. - Agradeci, sendo sincera - Eu nunca ia pensar que você iria tentar ajudar alguém que não é da família, ainda mais sendo um garoto que Hope acabou de conhecer e que aparentemente já se importa. - Confessei, soltando um suspiro.
- Pra ser sincero, eu ainda estou com uma leve raiva desse garoto e pode ter certeza que depois que eu ajudá-lo vou perguntar das suas intenções com a minha filha. - Ele falou, sério, mas eu não evitei a risada - Mas... - Klaus fez uma pausa, antes de me olhar - Bondade não te torna fraco. - Ele me olhou, repetindo algo que eu falei pra ele a mais ou menos cinco anos atrás. Ele ainda lembra e antes que eu falasse algo, ele continuou - E a história que Hope falou, me lembra de Mikael. - Klaus suspirou, abaixando o olhar - Nenhuma criança merece passar pelo o que eu passei. - Ele completou e eu coloquei a mão no rosto dele.
- Você vai dar um jeito nisso. - Afirmei, olhando pra ele.
- É claro que vou, little wolf. - Klaus deu um sorriso torto, me dando um beijo rápido, antes de virar as costas e se afastar de mim. Já coloquei os dois dedos nos lábios onde ele tinha beijado e me virei para voltar para o quarto de Hope com um sorriso no rosto. Eu não achava que era possível, mas Klaus Mikaelson definitivamente está conseguindo me deixar ainda mais apaixonada por ele.
POV - Klaus
Saber que a minha princesinha está se importando com um garoto, me deixa com um pouco de raiva, eu confesso... Mas eu prometi pra ela que eu ia ajudá-lo e é isso que vou fazer. Além disso, só eu sei o que eu sofri com Mikael. Eu não posso deixar que outra criança, sofra o que eu sofri. Não posso. Suspirei, já na saída do Complexo, quando me encontrei com Kol. Que bom. Eu já ia ligar para ele. Como ele está trabalhando com Vincent agora, talvez ele saiba onde esse garoto bruxo mora.
- Que boa coincidência te encontrar aqui, Kol. - Sorri e ele parou para me olhar.
- Está sendo irônico, Nik? - Kol riu, levantando as sobrancelhas.
- Não, o assunto é sério. - O olhei, suspirando - Eu preciso de um favor. - Continuei e Kol me olhou.
- Pode falar, irmão. - Kol falou, ficando sério.
- Preciso saber onde esse tal de Stan mora. - Afirmei, sendo direto.
- Stanley? - Então, o nome dele do garoto é Stanley? Isso quer dizer que Hope já deu um apelido a ele. Que maravilha. Estou bem mais tranquilo agora. - Nik, está tudo bem? - Kol perguntou, ao ver que eu tinha ficado com raiva ao ouvir ele falar o nome do garoto.
- Você sabe onde ele mora ou não? - Bufei, querendo resolver esse assunto logo.
- Ei, não precisa ficar com raiva, irmão. - Kol me olhou com um sorriso irônico no rosto - Eu também fiquei com raiva quando ouvi Hope chamar ele assim pela a primeira vez. - Ele continuou, me provocando.
- Cala a boca, Kol. - Mandei, irritado.
- Mas aí eu parei pra pensar e me lembrei que Hope só tem 7 anos, então provavelmente ela não pensa em garotos dessa maneira. - Ele me olhou e eu relaxei por um momento - Quer dizer, eu espero que não, né? - Kol completou, fazendo o meu sangue ferver novamente.
- Eu já disse para você calar a boca, Kol. - Exigi, pois eu estava a ponto de perder a paciência e dar um murro no meu irmão.
- Eu só estou brincando, irmão. - Kol sorriu, mas eu mantive a minha expressão irritada - Tudo bem, vamos acabar logo com isso... - Ele me olhou, para logo depois passar o endereço do garoto para mim.
Depois disso, saí do Complexo e andei pela as ruas do Quartel Francês, procurando o endereço que Kol tinha me passado. Alguns minutos depois, eu encontrei a casa. Então, toquei a campainha e esperei alguém para atender. Para minha surpresa, quem abriu a porta foi um garoto de uns 10 anos, que provavelmente devia ser o próprio Stanley. Mas ao ver o rosto dele, minha expressão ficou séria. Um dos olhos dele estava roxo, seu nariz estava com ferimentos e sua boca estava cortada. Então era verdade. O pai dele realmente o maltratava.
- Você é Stanley? - Perguntei, hesitante.
- Como você sabe o meu nome? - Ele rebateu, parecendo espantado.
- Minha filha me falou. - Afirmei e ele me olhou, levantando as sobrancelhas.
- Você é Klaus Mikaelson? O Pai de Hope? - Stanley perguntou, espantado.
- O próprio. - O olhei, sério.
- Como ela está? - Ele soltou um suspiro, parecendo preocupado com Hope.
- Ela está com um tipo de febre psicológica, mas assim que ela tiver boas notícias suas, acredito que ela vai melhorar. - Expliquei, observando o olhar preocupado do garoto.
- Eu pensei em ir até a escola dela... - Stanley começou, tentando se explicar - Mas eu não queria que ela me visse assim. - Ele apontou para o próprio rosto, o que fez eu abaixar a cabeça por um momento. Dro/ga, esse garoto lembrava a mim, quando eu era uma criança. - E me desculpe ser grosso, mas você precisa ir embora, Senhor Mikaelson. - O garoto falou, implorando com os olhos - O meu pai saiu, mas sei que logo ele já deve estar de volta e se ele me pegar conversando com algum Mikaelson... - Ele hesitou, sabendo das consequências que o aguardavam.
- Eu te entendo, garoto. - Acenti com a cabeça, mas eu sabia dentro de mim que isso não ia ficar assim. Eu ia resolver essa situação como se deve. Eu prometi a Hope.
- Senhor Mikaelson... - Ele me chamou, quando eu estava pronto para virar as costas e sair dalí - Você pode entregar isso para a Hope? - Stanley perguntou, parando em frente a porta e escrevendo rapidamente em um pequeno papel antes de me entregar. - Com isso, acho que ela não vai ficar tão preocupada e talvez ela melhore dessa tal de febre psicológica. - Ele continuou com um sorriso no rosto.
- Posso sim. - O olhei, pegando o bilhete e ele acentiu, antes de fechar a porta. Já eu, abri o bilhete e li o que estava escrito: ''Eu acabei de conhecer o seu pai, ele me disse que você estava doente. Eu sei que você está preocupada comigo, mas não se preocupe, eu estou bem. Já você, eu vejo que precisa de cuidados. Estimo melhoras, bruxinha. Seu amigo, Stan.'' Ao ler aquilo eu fiquei ainda mais surpreso com aquele garoto. Mesmo coberto de hematomas, ele preferiu proteger Hope da verdade, evitando que ela soubesse como ele realmente estava. Ele era um guerreiro. Como Marcellus. Deixei uma lágrima cair ao lembrar do garoto que eu considerava como um filho e decidi que eu ia resolver essa situação não só por Hope, mas também por causa desse garoto. Ele merecia alguém melhor para cuidar dele. Por isso, esperei em frente a porta da casa do garoto, até que um homem aparentemente mal cuidado se aproximou de lá, pronto para abri-lá. Então, eu fui até ele em velocidade vampiresca e o arrastei para um pouco longo dali, prensando ele na parede, em seguida.
- Você é o pai do garoto Stanley? - Perguntei, entre dentes
- Como você conhece o inútil do meu filho? - O homem arregalou os olhos, espantado.
Eu poderia matá-lo agora mesmo. Não ia me custar nada. Talvez o garoto Stanley vivesse melhor sem um imprestável desses como pai, mas eu não podia fazer isso. O garoto tinha 10 anos. Ele precisava de um pai e infelizmente esse verme aqui na minha frente, era a única família que ainda restava para o garoto. Então, respirei fundo e olhei bem no fundo dos olhos dele, decidindo que a melhor maneira de resolver isso era compelindo esse homem a ser um bom pai.
- Você nunca mais vai machucar aquele garoto, e daqui pra frente, você vai ser o pai que aquele garoto merece ter. - Exigi, compelindo ele - E quando você chegar em casa, você vai mandar ele sair para brincar. - Complementei, querendo que Stanley saísse de casa para que eu pudesse trocar mais uma palavra com ele. - Está claro? - O encarei em um tom ameaçador.
- Está claro. - O homem acentiu rapidamente. A sorte dele é que ele não tomava Verbena, pois se ele tomasse, eu provavelmente ia resolver isso de outra maneira.
Dei um sorriso irônico e soltei o homem, que logo foi correndo em direção a sua casa. Já, eu caminhei de volta até a casa do garoto e parei em frente dalí, esperando que o garoto aparecesse. Depois de cinco minutos, ele apareceu.
- Achei que você já tinha ido embora, Senhor Mikaelson. - Stanley falou e eu o olhei.
- E eu achei que você não estava podendo sair. - Rebati e ele sorriu.
- Eu também achei, mas meu pai me mandou sair pra brincar. - Ele me olhou, surpreso - Ele devia estar bêbado, afinal. - Stanley completou, dando de ombros. Acho que ele não fazia ideia que os vampiros podiam hipnotizar as pessoas.
- Sorte a sua então... - Concordei com um sorriso - Garoto... - Comecei, fazendo uma pausa - Eu queria te fazer um convite. - Continuei, o olhando.
- Pode fazer, Senhor Mikaelson. - Stanley me olhou, soltando um suspiro.
- Você gostaria de vir almoçar na minha casa amanhã? - Perguntei e ele me olhou.
- Eu adoraria, mas... - Ele abaixou a cabeça, hesitando por um momento.
- Você não quer que Hope te veja assim? - Sugeri e ele acentiu, então suspirei e dei uma pequena mordida em meu pulso. - Vamos, beba. - Falei, dando o meu pulso pra ele.
- Mas eu vou ficar como o Senhor? - Stanley perguntou, com os olhos arregalados.
- Claro que não, garoto. - Respondi, sinceramente - Você só vai ficar igual a mim, se você morrer com o meu sangue no seu organismo. - Expliquei e ele me olhou, ainda com dúvida. - Não tenha medo, se você tomar isso, você vai se curar rapidamente. - O olhei e ele me encarou, parecendo estar tomando coragem.
- O gosto deve ser horrível. - Ele comentou e depois de um momento, se aproximou de mim, olhando para o meu pulso.
- Para um pequeno guerreiro como você, uma bebida ruim não deve ser tão horrível assim. - Comentei e ele sorriu de lado, antes de pegar o meu pulso e beber um pouco do meu sangue.
- Nunca pensei que um dia eu ia dar uma de sanguessuga também. - Stanley deu um sorriso irônico, depois que tinha acabado de beber, fazendo eu soltar uma gargalhada.
- Pelo menos, você está curado. - Observei e ele passou a mão no rosto, percebendo que o que eu tinha falado era verdade.
- Isso é verdade. - Ele me olhou, abrindo um grande sorriso - Obrigado, senhor Mikaelson. - Stanley agradeceu e eu o olhei.
- Agradeça-me aceitando o meu convite para amanhã, garoto. - Sugeri e ele pensou por um momento.
- Tudo bem. - Stanley afirmou, depois de alguns segundos - Eu estarei lá. - Ele continuou e eu sorri.
- Meio dia em ponto. - Avisei e ele acentiu com um sorriso, antes de eu me virar e sair de perto do garoto em velocidade vampiresca.
Stanley era um bom garoto, afinal. Eu não tinha que me preocupar tanto assim. Hope só tinha 7 anos. Não tinha nada de mal, ela ter amigos, mesmo eu preferindo que ela fizesse amizade com meninas. Mas tudo bem... Eu posso superar isso. Continuei a pensar nisso com, quando percebi que já tinha chego no Complexo. Assim, subi as escadas e fui direto até o quarto de Hope. Dei umas batidinhas de leve lá, quando ouvi a voz de Hayley dizendo que eu podia entrar. Ao entrar lá, sorri ao ver as minhas duas garotas preferidas no mundo assistindo a um desenho.
- O que vocês estão assistindo? - Perguntei com um sorriso no rosto.
- Caverna do dragão. - Hayley respondeu, sorrindo - Não faço ideia do porque a nossa filha adora esse desenho. - Ela comentou e Hope riu.
- É que eu adoro o Vingador, mamãe. - Ela falou, animada, fazendo eu e Hayley soltar uma risada - Papai... - Hope me olhou, mudando a sua expressão - Você encontrou o Stan? - Minha filha perguntou com uma preocupação na voz.
- Encontrei, amor. - A olhei, me aproximando e sentando na cama ao lado dela - Inclusive, ele pediu para te dar isso. - Falei, pegando no bolso o bilhete que Stanley tinha escrito e dei a ela. Hayley sorriu ao olhar pra mim e eu segurei a mão dela, enquanto Hope estava lendo o bilhete. Mesmo só tendo 7 anos, ela era incrivelmente inteligente. Hayley me disse que ela aprendeu a ler com 5 anos. Quando Hope terminou de ler, ela abriu um grande sorriso.
- Ele está bem, papai. - Ela falou, feliz. Já, eu sorri e olhei para Hayley que estava sorrindo também.
- Está tão bem que eu até o convidei para vir almoçar aqui amanhã. - Contei e Hope sem hesitar, se jogou em meus braços, me dando um abraço apertado.
- Obrigada, papai. - Minha garotinha falou com euforia - Você é o melhor pai do mundo. - Ela mostrou os dentinhos em um sorriso e eu senti que meus olhos estavam a ponto de lacrimejar. Mesmo ela já tendo falado isso para mim muitas vezes, ouvir isso era sempre bom.
- A nossa filha tem razão, Klaus. - Hayley concordou, me olhando - O que você fez hoje, foi incrível. - Ela mordeu o lábio e eu acenti, timidamente, antes de olhar para as duas.
- Eu faço qualquer coisa por vocês. - Afirmei, olhando sério para Hayley e para Hope.
- E eu e a mamãe te amamos muito, papai. - Hope falou com um sorrisinho.
- É verdade? - Perguntei, me virando para olhar para Hayley.
- É claro que é. - Hayley confirmou, me dando um beijo no rosto.
- Eu também amo muito vocês. - Confessei, soltando um longo suspiro, o que fez Hayley e Hope me abraçarem forte, uma de cada lado.
A/N: Mais um capítulo postado para vocês. Espero que gostem!
Me digam nos comentários o que vocês acharam? Eu particularmente gostei bastante da dinâmica desse capítulo, pois consegui abordar praticamente a família inteira.
Lembrando que sexta tem The Originals e vai ter reencontro Klope. Confesso que já estou surtando antecipadamente por isso, mas espero que tenha pelo menos uma boa cena Klayley ou Klaylope também. Vamos aguardar rs
Enfim, beijos e até breve! xxxxxxxxxxxxxxxxxx
