There's an insect in your ear
If you scratch it won't disappear.
It's gonna itch and burn and sting
Do you wanna see what the scratching brings!
Waves that leave me out of reach
Breaking on your back like a beach.
Will we ever live in peace?
'Cause those that can't do often have to
And those that can't do often have to preach
(U2- "Staring at the sun")
"Tem um inseto na sua orelha
Se você o ignorar ele não desaparecerá
Isso vai irritar e queimar e atormentar
Você quer ver o que essa ignorada causa
Ondas que me deixam fora de alcance
Que rompem as suas costas como uma praia
Nós viveremos em paz algum dia?
Pois aqueles que não conseguem frequentemente têm que conseguir
E aqueles que não conseguem frequentemente têm que orar"
("Encarando o sol")
- Vamos pra balada, cara.- disse Puck.- Eu vou tocar num bar legal hoje...você precisa sair dessa fossa.
Finn olhou de esguelha para o amigo, desanimado.
De uma tacada só, descobrira que Rachel tinha lhe omitido que havia sido beijada por um colega da faculdade e brigado com ela.
Puck acabou levando a melhor, e arrastou Finn para o tal bar.O estudante de jornalismo pouco estava se divertindo enquanto observava o rapaz de moicano tocar quando sentiu um toque leve no seu se virou:
- Victoria?
A ruiva bela e alta sorriu:
- Ora, ora. Quanta coincidência te encontrar justo na minha primeira noite em New York!
{...}
Kurt, Tina e Santana e mais uma grande turma formada pelos seus amigos da faculdade estavam liderando a se deixou levar; na verdade, tomou váááááárias doses de todo tipo de bebida que viu pela frente para afogar a mágoa e a raiva que estava sentindo de Finn, então, já não sabia o que estava fazendo direito, no final das contas.
- Aquele não é o Noah?- ela perguntou meio grogue.
- É! Lembrei que ele vinha tocar hoje aqui!- comentou Santana, chapadíssima, já olhando ao redor e flertando com uma garota loira e provocante que lembrava bastante o seu grande amor da escola, Brittany.
- Rachel...não bebeu demais não?- perguntou Patrick, que também tinha vindo com a galera., apontando para a marguerita que a morena segurava.
- Tá me regulando? Não sei quem te chamou, mas sei que quero distânc9ia de você, entendeu?- ela retrucou, dando-lhe as costas e saindo.
"Era só o que me faltava", ela resmungou, distanciando-se do grupo de amigos e emaranhando-se entre as pessoas que dançavam ao som de uma canção dos Rolling Stones que Puck cantava e tocava.
"Acho que bebi ."
Ela estancou, de repente.
Nada ocorreu à mente embriagada de Rachel, pois ela não acreditava no que via."Será que eu bebi tanto assim?", ela se perguntava, caminhando em direção ao que a estva deixando tão confusa.
Victoria segurava uma taça e ria alto, jogava seu cabelo flamejante sedutoramente, inclinava-se para Finn, que gesticulava bastante enquanto tomava cerveja.
- FINN?- a voz de Rachel soou cheia de incredulidade ,a garota olhando para Victoria, louca da vida.- Pode me explicar o quê ELA tá fazendo aqui?
O garoto parou instataneamente o que estava falando, tentando assimilar o fato de vê-la ali:
-Ela...anh...e VOCÊ? O que VOCÊ está fazendo aqui?
- Me responda primeiro!- ela se esganiçou.- A gente não pode ter uma briga que você cai logo na gandaia e com essa oferecida aí, ainda por cima!
- Quem é a "oferecida aí", sua baixinha irritante?- revidou Victoria, que também já tinha muito álcool correndo nas veias.- Eu passei muito tempo na faculdade em Ohio ouvindo o Finn repetir o mantra "não posso sair com ninguém porquê ainda estou com a minha namoradinha da escola".Vai se catar, Rachel Berry! Você não o merece!
Os olhos de Rachel tinham um brilho estranho... assassino, praticamente:
- Você não sabe com quem se meteu, sua ordinária. – Rachel falou entredentes antes de pular em cima de Victoria.
As duas se engalfinharam e começaram a se estapear, rolando pelo chão; a ruiva arranhava qualquer pedaço de pele da morena ao seu alcance, enquanto Rachel puxava seus cabelos. Elas se xingavam e trocavam acusações do tipo "você não é boa o bastante para ficar com ele", "eu vou te fazer engolir tudo o que disse de mim" e, obviamente, "eu te odeio!"
Rapidamente, uma roda se formou em torno delas; Puck parou de tocar e correu para acudir, puxando Victoria de um lado e Finn pegando Rachel de outro.
- ME SOLTA!- elas berravam, enfurecidas, dispostas a protagonizar mais um round de vale-tudo ali no bar:
- Já chega!- Finn sobrepôs-se acima do histerismo delas. – Puck, por favor, coloca a Vicky num táxi e a despacha pra casa.E Rachel...
- ME DEIXA EM PAZ!- ela rosnou.
Kurt chegou perto do irmão e disse:
- Deixa que eu trato de amansar a fera.
{...}
Puck, a muito custo, conseguiu botar a ex-colega de faculdade de Finn num táxi e fazê-la ir para casa.
Balançando a cabeça ao lembrar do barraco armado por ela e Rachel no bar onde estava fazendo seu show, ele foi caminhando aleatoriamente, até quase num pequeno restaurante que encontrou aberto, e acabou encostando-se lá para comer alguma coisa.
O lugar era bem simples e até, meio "caído", por assim ém dele, apenas um bêbado num canto soltando impropérios ao vento e dois travestis em fim de carreira ocupavam as nunca tinha pensado tão seriamente em como o destino pode nos pregar peças como no momento em que viu a porta daquele birosca se abrir e uma moça loira tinha traços delicados, aristocráticos, e um jeito meio metido e distante de se portar.E era linda.E ele a conhecia muito bem.
-Quinn?
A garota olhou-o profundamente .Levou um segundo de reconhecimento para balbuciar:
- Puck?
- O quê você ta fazendo aqui?- eles perguntaram ao mesmo tempo, perturbados com aquela brincadeira do destino.
{...}
- Mas, hein?-Rachel franziu a testa, aceitando a xícara de café que Kurt lhe oferecia Estava com uma ressaca braba, com dor de cabeça e gosto de cabo de guarda-chuva na boca.
- Verdade. Ela tá aí ao pé da porta.
- Tá...manda ele entrar.
Finn estava com a cara amassada, tanto pela péssima noite dormida como pela ressaca que também estava entrou no quarto, achou que Rachel parecia uma menina assustada sentada na cama com os joelhos dobrados contra o peito enquanto tomava café.Ela levantou os olhos castanhos para ele de forma hesitante:
- Oi .- cumprimentou num fiapo de voz.
- Oi.- ele respondeu, sentando-se na beira da cama.
Ficaram se olhando em silêncio por longos segundos, até que a judia tomou a palavra:
- Ontem à noite...foi horrível.
Ele comprimiu os lábios e emendou:
- Eu sei.
Rachel suspirou:
- Eu estou profundamente envergonhada. E chateada. Mas... o que ela falou...
- Sobre o quê?
- Sobre você ser apaixonado pela sua "namoradinha da escola". – Então, baixou a cabeça e perguntou quase num sussurro, a voz vacilando mais ainda. – É verdade?
- O que você acha? Eu estou com você desde os vim para New York por você. Eu até dormi ao pé desta porta por você.Isso não quer dizer alguma coisa?
Pequenas e tímidas lágrimas rolaram pelo rosto dela, e ele as enxugou com o polegar:
- Eu gosto tanto, tanto de você... Por mais difíceis que as coisas fiquem, eu...te .
- Eu também te amo, Finn. – ela retorquiu, encostanto com leveza seus lábios sobre os dele.- Vem, vamos deitar juntos.
O rapaz sorriu. Retirou os sapatos, a calça jeans e a blusa, ficando apenas de underwear e boxers:
- Com certeza. – Ele concordou, deitando-se ao seu lado e encaixando-se nela.
Finn sentiu a paz entrar nele por todos os poros ao aspirar o cheiro bom que o cabelo de Rachel sempre o corpo junto ao dela e lhe deu um beijo no pescoço, fazendo-a se arrepiar inteira.
- Rach...-ela sentiu a voz cálida dele seu seu ouvido.- Me desculpa pelo que eu falei sobre você ter gostado de beijar aquele nunca quis te ofender.
Ela soltou um suspiro:
- Me desculpa pelo papelão de ontem...é que aquele garota é tão bonita, perfeita, e se joga tanto para cima de você, e eu também sou tão insegura e estava tão bêbada...
Finn riu:
- Antes, você era a bêbada , é a bêbada brigona.
Ela riu também, entrelaçando seus dedos nos dele:
- Definitivamente, não quero mais beber quando estivermos brigados.
