Demorei mas tô aki xD Primeiras semanas de aulas são trash, principalmente qdo se tem de tirar um monte de xerox, ver um monte de requerimentos na diretoria, correr atrás de salas de aulas q são trocadas sem aviso prévio e ainda por cima recuperar uma porrada de arquivos q perdi depois q meu pendrive pegou vírus... E ainda nem formatei ele ¬¬ Mas enfim... Nem consigo ler as fics do Nando! T_T Por falaar nisso... Vamos parar de choramingar pela minha vida e responder a review dele, neh? XD

Nando-kun - Bom... Eu jah disse q vc pode eletrocutar ele a vontade, neh, mas naum será tão necessário, pq ele jah jah vai ter o q merece u.u/ Mas enfim... Naum fale desse jeito do Shaka. Ele so está preocupado com o bem estar psicológico da Lucy-chan ò.o E pelamordezeus, dahp/ fazer a Liz parar
de falar assim dele? Liz-chan, vc naum é um exemplo lah mto bom p/ falar q o Shaka é pervertido, sua babona em Ikkis, Dantes e Leons da vida ¬¬' Agoram p/ quem faz seus personagens sofrerem tanto vc tah exigindo demais dos pobres... Deixa eles curtirem esses sentimento de gostar e naum admitir. Uma hora ou outra o inevitável acontece =P (esperamos q sim, neh? xD) Agora, qto à gatinha Nix... Acho q jah tah subentendido naum? =P

Bom, mas agora vamos ao novo capítulo. Espero q continuem gostando e acompanhando. Semana q vem tem mais! Boa leitura e cmentem, onegai! ^-^v

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Capítulo IX:

- Como pôde fazer isso? Eles são inferiores! - disse a grave voz carregada de rancor.

- Não me diga o que devo ou não fazer. Até porque nem mesmo cheguei a fazer!

- Mas bem que gostaria não é mesmo?

- Quem você pensa que é, seu moleque, para tomar conta da minha vida?

- Não me chame de moleque! Eu sou o Deus da Guerra!

- Que só sabe causar desordem, terror e sofrimento! Um Deus terrível você é!

- Sempre tão cheia de pensamentos justos e tolos... Não é a toa que você e a idiota da Athena estão sempre juntas. Mas saiba que eu ainda vou mostrar a vocês duas que só a força e o verdadeiro poder destruidor pode colocar ordem nesses insetinhos que vocês amam. Daí quero ver se vai querer se deitar com algum deles!

Um forte tapa soou no rosto do Deus, deixando-o vermelho e furioso.

- Eu vou te mostrar sua vadia nojenta...

- Olhe lá como fala comigo, Ares, ou eu te ensino a ter respeito!

- Tente! E eu te mostro o que faço com as mocinhas humanas que encontro por aí!

Ele tentou agarrar sua mão, cheio de ódio, o cosmo já explodindo perigosamente quando uma espada se colocou bem rente ao seu pescoço, pelas costas.

- Acho melhor parar com isso, Ares, ou teremos de resolver esses problemas direto com meu pai. - soou a voz firme mas delicada atrás de si.

- Oh... A filhinha do papai... Você quem sabe, Athena... Mas não se esqueça. Um dia desses ainda mostrarei a vocês duas quem manda.

Ele mostrou um sorriso sádico para a mulher à sua frente e saiu. Athena olhou preocupada para a outra.

- Mas afinal de contas o que aconteceu aqui?

- Ele... Percebeu algo meu, é isso.

- Sei... Você se apaixonou por um humano, pelo que vejo.

- Você não precisa sempre mostrar que sabe tudo, sabia, Athena? - ela sorriu.

- Desculpe... - ela sorriu – Mas é verdade?

- Sim... - ela suspirou – Você sabe que já fui esposa de Zeus, mas agora ele é casado com Hera. Os dois vivem se traindo, apesar de Zeus ter aprendido muito comigo. Mas... Eu nunca senti por ele o que sinto por esse humano. Ele é diferente... Parece até ser próximo a nós, mas diferente desses Deuses mesquinhos com quem convivemos.

- Eu entendo... Também acredito que o coração humano possa ser cheio de nobreza. Mas então... Por que não vai em frente?

- E ir contra metade do Olimpo?

- Oras... Até mesmo Eros se casou com uma mortal!

- Eu... Não sei... Zeus não vai sair assim transformando em Deus todos os humanos por quem nos apaixonamos, até por que não podem existir tantos assim de nós. Sabe que o universo tem seu equilíbrio...

- Sim... Eu sei bem disso. Mas então... O que pretende fazer?

- Talvez... O contrário do que foi feito com Psique...

Athena pegou em sua mão, com um cálido sorriso, viu então uma criancinha alada de uns quatro anos vir correndo para o colo da Deusa da sabedoria.

- Madrinha! - gritou a pequena voando para o seu colo.

- Oi, mocinha! Como vai?

- Eu vi o moço bonito que a tia gosta. - e olhou risonha para a outra mulher – Ele fica engraçado com aquela pintinha na testa, mas é muito sério! Vive meditando debaixo daquela árvore grande!

- Se chama árvore Bodhi, querida... - disse Athena com um sorriso terno.

- Ora, esta pestinha está atrapalhando vocês? - perguntou um jovem de grandes asas douradas, de beleza estonteante e sorriso jovial.

- Eu não sou pestinha, papai! - protestou a criança.

E então, uma luz envolveu a tudo, cegando-a. Quando conseguiu abrir novamente os olhos, estava de novo no quarto de Shaka, sobre a macia cama com lençóis brancos e perfumados. Olhou para o lado, onde havia uma mesa com o café da manhã bem reforçado. Ela passou a mão pela cabeça, arrumando um pouco o cabelo desgrenhado, e se sentou. Puxou a bandeja para si e começou a comer. O café ainda estava quentinho e as bolachinhas crocantes. Nyx subiu em seu colo, seu olhar era tão expressivo que ela parecia estar sorrindo, Lucy lhe deu uma bolacha e um pouco de leite, que ela bebeu e comeu com gosto.

- Ah, que bom que acordou, Lucy-san! - disse Jade alegremente entrando no quarto. - Calculei bem quando acordaria para deixar o café quentinho. Vamos trocar os curativos?

- Jade? Obrigada por tudo isso... Eu não queria ser um incômodo.

- Ora, pare com essa bobagem de que está incomodando todo mundo. Somos uma família aqui, e todos se ajudam.

- Obrigada. E como está Shaka?

- Acordou há uma meia hora. Por sorte mestre Shion não chegou muito longe, então ele não ficou tão debilitado. E parece que você também já está bem forte. É incrível, sabia?

Lucy conseguiu sorrir, então escutou um leve toque na porta. Era Shaka, ela pediu que entrasse, ele se sentou na mesma cadeira da outra vez. Deu um leve sorriso para ela, que a deixou escarlate, mas logo ela virou o rosto para outro lado e tentou disfarçar.

- Como está, Lucy-san?

- Estou bem, obrigada. E você?

- Muito bem agora. Obrigado por ter se preocupado. Mas está mesmo tudo bem com relação às suas memórias?

- Está sim... O que eu disse naquela hora eu não retiro. Não seria justo.

- Eu prometo que serei discreto. Vou deixá-la tomar seu café, então.

Ele se levantou, afagou a cabeça de Nyx, que se jogou na cama de barriga para cima fazendo brincadeiras, muito satisfeita com a atenção, e fez menção de sair.

- Se você estiver disposta, eu ficaria feliz em podermos almoçar juntos. Posso preparar algo do meu país.

- Ouvi dizer que a comida indiana é muito temperada. - ela conseguiu brincar.

- Posso fazer mais suave no seu caso. - ele voltou o rosto sorrindo para ela.

E quando ela viu seu sorriso, ficou vermelha novamente, o rosto do rapaz estava levemente corado e aquilo fez seu coração disparar como se tivesse quinze anos. Ele se retirou, e só então Lucy percebeu o olhar fixo de Jade. Virou para ela e percebeu que sorria.

- O que foi, Jade?

- Você está gostando dele...

- O que? Ficou doida?

- Por que? Olha só... Ele é bonito, refinado, justo, honrado. O que mais uma mulher pode querer?

- Sossego, Jade... Sossego.

- Bom... Ele é bem sossegado. - ela brincou.

Lucy sorriu, mas parecia um pouco entristecida, não sabia por que aquele sentimento maluco tomava tanto conta de seu corpo. Ela nunca se sentira daquela forma nem quando estivera a fim de garotos do colégio ou da faculdade, nem quando namorara na juventude. De certa forma talvez fosse também porque nunca tivera apoio, sempre faziam tudo para passá-la para trás e nem mesmo tinha tranquilidade para namorar. Isso quando o próprio namorado não a estava usando. E com certeza nunca sentira nada parecido, também, por seu marido. Então foi trazida de volta à realidade pelo miado de Nyx e pelas palavras de Jade. A gata até mesmo parecia que percebia que não estava bem.

- Lucy-san, qual o problema.

- Ah, Jade. Não é nada. É só que já estou velha demais para isso.

- Que bobagem! Você não é adolescente, claro, é uma mulher madura, mas ainda pode viver algo bom, não acha?

- Você não entenderia. Eu já quebrei a cara demais com as pessoas todas. Não quero mais me envolver. Não quero mais saber de nada disso. Eu quero sossego. Acabei de me livrar de um terror na minha vida. Não vou correr atrás de homem nunca mais.

Quão amargurada parecia a voz daquela mulher, pensou Jade. Seu sorriso se modificou, ela estava triste por Lucy, e preocupada. Desse jeito, por mais que a tratassem bem ali, por mais que a fizessem da família, e que vivesse ótimos momentos, ela nunca conseguiria ser realmente feliz. Estava afastando seus próprios sentimentos, seus desejos de ser feliz. Isso devia ser como arrancar um órgão. Então a lemuriana sentou-se ao seu lado e pegou sua mão como uma amiga.

- Sabe, Lucy-san... Eu sei que você é mais velha e eu é quem deveria ouvir seus conselhos. Mas não posso deixar que continue pensando assim das pessoas, principalmente aqui no Santuário. Todos a querem como uma nova irmã, não deveria desconfiar de nós.

- Me desculpe. Eu não queria...

- Não deveria também se fechar tanto aos seus próprios sentimentos. Não faz bem.

- Jade. Esse é meu jeito. Queria que respeitassem. Eu não quero mais passar por tudo o que passei, eu não tenho mais idade para isso...

- Para isso o que? Para tentar outra vez? Para amar? Para ser amada? Não existe idade para isso! A idade está na sua cabeça. Afinal de contas, podemos ser velhos nesta vida, mas para a Grande Deusa somos todos crianças. Você pede que respeitemos seus sentimentos, mas você mesma os está respeitando?

Lucy baixou os olhos, pensativa. A esposa de Mu sabia muito bem que ela estava contrariada com alguém forçando tanto a barra com ela. Ela tinha um gênio forte, uma mentalidade difícil de se lidar, difícil de fazer pensar um pouco diferente daquilo que se formou antes. Como a terra que, após milhões de anos se torna pedra e fica quase impossível de se modificar. Mas Jade não tinha medo de que ela ficasse com raiva. Ela tinha de ouvir a verdade. Só assim poderia enxergá-la, mais cedo ou mais tarde. Não sabia quando isso aconteceria, mas para que acontecesse, alguém tinha de tomar a iniciativa.

- Dê uma chance a si mesma, Lucy-san... Você não é uma ilha para querer se bastar sozinha. Ninguém é. Você tem o direito de ser amada... E tem o direito de amar. A Grande Mãe nos dotou do amor para que pudéssemos sentir pelo menos um pouquinho do enorme e magnífico sentimento que ela tem por nós, todos seus filhos. É muito triste para o mundo, e principalmente para a própria pessoa, alguém que se priva do amor. Eu imagino que sua vida tenha sido sofrida. Mas estamos aqui para te mostrar que existe outro mundo.

Então Jade se levantou, sorriu para Nyx, que demonstrou um olhar inteligente para ela e se aconchegou ao lado de Lucy. A jovem partiu, deixando Lucy com seus pensamentos. E ela pensou, sua mente se desprendeu de seu corpo, de sua consciência, viajou para longe, sem que ela percebesse, como se estivesse sendo hipnotizada, só que por ela mesma. De repente, estava novamente naquele lugar estranho de seu sonho. Um lugar de uma leve luz dourada, de magníficos templos gregos em mármore branco, de bosques perfeitos. Que lugar seria aquele? Ela via como se estivesse dentro do corpo de uma mulher, mas não sabia quem era essa mulher. E então, à sua frente, viu um homem alto, grisalho, forte e imponente, sentado em um grande trono. Ele apoiava o cotovelo num dos braços do trono e a lateral do rosto em sua mão, mantendo para ela um olhar de curiosidade.

- Pretende mesmo fazer uma coisa dessas?

- Sim... Eu não tenho mais funções aqui. Acho que desempenharei melhor minha natureza se estiver entre eles.

- Entrar no círculo das reencarnações. Abdicar de sua imortalidade, de sua divindade e se tornar humana. É um tanto estranho, sabia? Os humanos almejariam tanto poder estar em seu lugar, e você querendo descer à condição deles.

- Não fale como se a condição deles fosse inferior, Zeus. sabe muito bem que seu potencial é grande.

- Pode ser... Mas será que é só por isso que quer algo desse tipo?

- Minhas outra justificativas são particulares demais.

- Entendo. Você devia fazer como eu. Não precisa abdicar de nada para ficar com um deles, sabia?

- Não é apenas ficar. Não quero julgá-lo, mas eu sou diferente.

- Bem, como quiser então. Acho que lhe devo respeito o suficiente para entender o que faz. Boa sorte.

- Obrigada por ser compreensivo.

Retirou-se, estava agora na beira do penhasco, o topo de um morro muito alto, de onde parecia observar o mundo todo do céu. Uma garotinha, a mesma de asinhas douradas que vira antes, chegou perto dela e lhe puxou a barra do vestido. Ela olhou, a criança parecia lacrimosa.

- Tia... Você vai embora?

- Oh, Ariná... Não fique assim. Ser humana não é tão ruim. Aliás, é muito mais interessante que esta vida eterna e parada, sabia?

- Mas você vai ter que morrer sempre!

- Isso não é um problema. Quando os humanos morrem, eles vão para um plano espiritual onde podem viver outra vida e aprender muitas coisas sobre o universo.

- Mas papai disse que elas vão pro mundo do tio Hades e que sofrem muito lá!

- Isso porque cometem erros, e acreditam tanto nisso que são atraídas por aquele lugar. Hades tem mesmo muito poder para levá-las para lá, mas um dia será vencido e verá que não pode controlar assim a vida pós morte dos humanos. Vamos, meu bem, sorria! Eu ficarei bem.

- Você vai ficar com o tio bonito?

- Não nesta vida, porque serei muito mais nova, mas quem sabe nas próximas.

- Ele também gosta de você?

- Bem... Eu já o encontrei algumas vezes, conversamos, parece que temos muito em comum. Ele respeita a ordem das coisas de uma forma impressionante. É um sábio. E sempre me procura sob aquela árvore para conversarmos. Ele disse que irá lá se encontrar comigo até atingir a iluminação.

- O que é iluminação?

- Ah, isso é complicado de explicar. Você vai entender quando crescer.

Ela fez menção de seguir em frente, se atirar para o mundo dos humanos, mas a menina puxou sua mão outra vez.

- Ah, tia... Só mais uma coisa...

- Sim, Ariná?

- Falei com o tio. Ele disse que fica debaixo da árvore pra harmonizar com o universo e suas leis e, assim, trazer mais sabedoria pro mundo. Disse que tinha uma mulher sábia e iluminada que sempre ia lá conversar com ele. Que era um espírito de luz magnífica.

- Ele disse tudo isso? - ela sorriu, depois fingiu que estava brava – Você devia parar de agir como o seu pai, mocinha!

- Hehehe. O nome dele é Gautama. Boa viagem, tia! Vou sentir sua falta!

- Eu também sentirei a sua, anjinho...

Ela beijou o rosto da menina, e saltou. Ariná chegou perto da borda, apenas em tempo de ver um corpo se transformar em luz e desaparecer. Então, Athena chegou às suas costas.

- Está feito, Ariná... Agora ela é humana. Está dentro do ciclo das reencarnações. Espero que ela possa ser feliz...

- Eu também espero, madrinha!

Mais uma vez uma forte luz envolveu a tudo, e quando, novamente, abriu os olhos, percebeu que havia desmaiado sobre a cama. O que estava acontecendo com ela? Que sonhos estranhos eram aqueles? Estava tudo muito estranho... Talvez devesse ir pedir a ajuda de Shion para desvendar tudo aquilo. Mas seria sensato contar a alguém aqueles sonhos? Só poderia ser coisa de sua imaginação. Afinal de contas, todo aquele mundo de mitos e deuses era novo para ela, estava impressionada e, por isso, fantasiando em sonhos. Mas e aquela menininha que ela nunca tinha visto em mito nenhum? Ariná... Não... Devia ter criado alguma divindade no meio de tanta viagem mental.

Levantou, então, e foi se arrumar. Levaria o dia o mais tranquilamente que pudesse.

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Continua...