Viva La Vida
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BPOV
Eu enfiei o último livro em minha bolsa, lutando para fechá-la sem arrebentar as costuras da mesma. Meus olhos checaram o relógio uma vez mais e eu xinguei baixinho ao perceber que já estava tarde. Era o primeiro dia de aula e eu já ia chegar atrasada.
"Fui!" gritei para Alice que estava deitada de modo letárgico, sobre o colchão. Eu me sentia como uma aluna novata no segundo grau, com tênis novos e com vários lápis nº2 no estojo.
"Tchau, Bella! Tenha um bom primeiro dia." Emmett exclamou tranquilo. "Você quer que eu faça alguma coisa para você comer?" ele perguntou, saindo da cozinha, com o seu avental "beije o cozinheiro", e carregando uma garrafa de água. Eu aceitei a garrafa, tomando um grande gole, antes de colocá-la no bolso lateral de minha bolsa.
"Não, obrigada." Eu disse, já caminhando em direção à porta. "Eu posso comprar um bagel ou qualquer outra coisa do tipo."
"Certo." ele disse, me encarando com um olhar sério. "Mas você precisa de comida! Nada de ir para a escola de estômago vazio." Eu ri da perseverança dele e destranquei o trinco.
"Tchau, Em."
O ar frio de setembro me recebeu assim que saí pela porta. Eu fechei o zíper de minha jaqueta, puxando a gola para proteger o meu pescoço. A alça da bolsa apertando meu ombro, o peso dela já me incomodando. Grande.
Eu caminhei os poucos quarteirões em direção ao campus, já que minha picape estava no conserto depois de um dia em que Alice me convenceu a ultrapassar os 90Km. Claro que ela não agüentou, me deixando sem carro por alguns dias.
Logo a Universidade de Portland entrou em meu campo de visão, me fazendo suspirar aliviada.
Como eu já estava devidamente matriculada e com o quadro de horários em mãos, pude ir diretamente para a minha sala. Depois de desdobrar a folha amassada em meu bolso, checando que minha primeira aula seria no prédio de inglês, na sala 435, eu olhei em volta para ter a certeza de que estava na direção correta.
Eu tinha recomeçado a andar quando ouvi a voz macia de Edward atrás de mim. Eu me virei o procurando freneticamente, sorrindo quando meus olhos encontraram seu rosto angelical. Ele estava apoiando em uma pilastra, vestido com o uniforme dos bombeiros, com uma única rosa em sua mão e um imenso sorriso torto em seus lábios.
"Você não achou que eu te deixaria enfrentar o seu primeiro dia de aula sem passar para dar um 'olá' né? Você pensa assim tão mal de mim?", ele zombou, me empurrando contra a parede e me imprensando em um abraço caloroso.
"Eu senti saudades." sussurrei pateticamente com minha cabeça apertada em seu moletom.
"Eu sei, amor." Eu o ouvi murmurar, ajeitando as mexas de meu cabelo que o vento havia espalhado.
Amor. Meu mais novo apelido. Desde o 4 de julho que Edward só me chamava assim. Por mais que fosse apenas um hábito ou que ele nem se desse conta do ocorrido, borboletas faziam festa em meu estômago cada vez que ele pronunciava a palavrinha mágica.
Eu passei o último mês me fazendo a mesma pergunta: eu o amava? Eu não tinha certeza! Eu não tinha nada com o que pudesse comparar o que sentia. Nem mesmo minha imaginação podia evocar algo tão precioso e forte, bastava ver minha falta de talento romântico para escrever. Mas se aquele sentimento dentro de mim não era amor, então eu não tinha a menor idéia do que poderia ser...
"Você está ansiosa?" Edward perguntou, passando seu polegar pelo meu lábio inferior. Eu ri, balançando minha cabeça.
"Um pouco. Mais nervosa do que qualquer outra coisa."
"Por que eu estou sentindo como se estivesse deixando minha filha em seu primeiro dia no jardim de infância?" ele riu baixinho, me encarando. Na mesma hora eu afastei meus braços, dando um grande passo para trás.
"Eu espero não estar no jardim de infância." disse, elevando uma sobrancelha. Ele riu, me prendendo novamente em seus braços e me estendendo a rosa.
"Para você." ele disse quase timidamente. Eu sorri e corei de vergonha quando ele me deu a rosa sem espinhos. Passei os dedos ligeiramente ao longo das delicadas pétalas, tomando cuidado para não esmagá-las. "Isso é para que você se lembre de mim quando algum dos garotos imaturos da faculdade vier dar em cima de você."
Eu senti meus joelhos enfraquecerem ao ouvir suas palavras. "Eu nunca poderia esquecer você." Sussurrei, olhando para os meus pés.
"Que bom." Edward praticamente grunhiu. Eu olhei ao redor procurando pelo que havia causado a mudança em seu tom e pude ver um grupo de calouros a alguns passos de distância, me encarando descaradamente. "Bella."
Eu abafei minha risada. "Sim, Edward?"
Ele se virou, apertando os olhos. "Isto não é engraçado. Como eu posso deixá-la aqui com eles?"
Eu parei por um momento, pensando em uma resposta. "Bem, você terá que confiar em mim."
Ele se contorceu em uma careta, como se tivesse chupado um limão azedo antes de perguntar. "O que?"
Minha entonação foi de brincalhona para séria em apenas um segundo. "Eu disse que você terá que confiar em mim. Você pode?"
Edward permaneceu como que congelado por um instante, antes de me dar um pequeno sorriso. "Com a minha vida."
E eu acreditei nele.
Um arrepio atravessou meu corpo enquanto eu passava meus braços pela sua cintura, em uma tentativa fraca de me esquentar. Edward carranqueou por um momento antes de passar suas mãos para cima e para baixo dos meus braços, por cima de minha jaqueta. Eu tremi ainda mais, me agarrando a ele em busca do calor extra.
"Eu sabia que deveria ter trazido um casaco mais pesado." murmurei, olhando para o céu. "Estamos em setembro! Por que faz tanto frio em setembro?"
Edward riu, chamando a atenção de algumas meninas perto de nós. Eu olhei para elas, mas estava suficientemente distraída quando Edward tirou seu moletom, ficando apenas com sua camiseta azul marinho.
"O que?" Eu perguntei confusa, segurando o moletom agradecidamente. Ele riu, acenando com a cabeça.
"Eu não quero que você fique com frio. Por favor, vista."
Eu tentei devolver a blusa, embora meus dedos tivessem outros planos. Eles seguravam o casaco como se não houvesse amanhã. "Não. Você vai congelar. Eu ficarei dentro de uma sala de aula quentinha o dia todo."
Mas, no fundo, eu não queria devolver aquilo. E nem era por que eu estava com frio... ele nem era tanto assim. Mas era porque poder ficar envolvida no cheiro de Edward durante todo o dia é o que me daria forças para seguir para a sala de aula quando ele virasse as costas para ir para o trabalho. Eu até tentei devolver mais uma vez, mas ele não queria isso.
"Por favor, Bella. Não está tão frio. Apenas vista."
Eu não ia discutir mais com ele, assim vesti o moletom cinza, o deixando enrolar as mangas, de modo que minhas mãos ficassem visíveis novamente. "Obrigada."
"Tenha um dia bom, amor. Posso vir te buscar?"
Eu acenei com a cabeça, enquanto consultava meu relógio. "Eu tenho que ir."
Ele pareceu desapontado, mas sorriu seu sorriso torto mais uma vez. "Adeus." Disse me dando um beijo rápido antes de me soltar, cruzando seu braço e caminhando em direção ao Volvo estacionado um pouco mais na frente.
Eu andei pelos corredores até encontrar a sala correta e, ao entrar, logo percebi que teria alguns problemas. Bem na frente da sala, de pé, estava uma mulher muito bonita, com longos cabelos loiros-morango, que fez a sua pior cara quando me viu. Bem consciente de todos os meus movimentos, caminhei pela quarta fila, ocupando uma das cadeiras e colocando minha bolsa junto aos meus pés. A mulher ainda me encarava friamente.
Eu esperei que ela se sentasse, mas ela não o fez. Quando a sala já estava cheia, um homem alto, de cabelos escuros entrou assumindo seu posto na frente. Ele fez um som com a garganta, fazendo com que toda a classe ficasse em silêncio.
"Olá", ele começou alegremente... até demais, levando-se em conta o quão cedo era. "Meu nome é John Stewart, mas vocês podem me chamar de Professor Stewart." Ele riu. Eu gemi, já contando os minutos para que Edward viesse me buscar.
"Antes de mais nada, eu gostaria de apresentá-los a minha assistente. Ela é a professora assistente nesta classe e ocupará este posto pelo resto do ano. Tanya, se você puder, por favor se levantar."
Que sorte! A loira de pernas bonitas se levantou, sorrindo sedutoramente. "Olá." Ela disse. "Meu nome é Tanya Denali e eu estarei ajudando neste curso de literatura. Eu espero conseguir conhecer bem cada um de vocês." Eu estremeci diante da falsa felicidade em sua voz. E também notei que, durante todo o tempo, seu olhar permaneceu preso em mim.
Eu dei uma olhada ao redor, feliz ao perceber Angela se aproximando. Pelo menos alguém conhecido.
"Agora que todos foram apresentados, eu gostaria de revisar o programa."
Meus olhos caíram sobre o papel e a extensa lista à minha frente. Entretanto, meus pensamentos estavam totalmente voltados para um certo bombeiro fantasticamente deslumbrante. Este seria um longo dia.
Durante toda a aula, Tanya nunca tirou os seus olhos de mim. Eu tentei encará-la de volta para ver se ela vacilava, mas ela nunca desviou o olhar. Por fim, eu já estava apavorada.
Finalmente, quando eu já estava certa de que o Professor Stewart nunca nos deixaria sair daquela tortura, ele nos liberou. Eu joguei meus livros em minha bolsa, jogando-a sobre os ombros. Depois de olhar mais uma vez para Tanya eu saí pela porta e caminhei depressa pelo corredor antes que o pátio ficasse cheio demais.
Edward estava sentando no assento do motorista de seu Volvo, ouvindo Linkin Park em um volume ensurdecedoramente alto. O volume foi abaixado assim que eu abri a porta, jogando minha bolsa no banco de trás. Lágrimas queimavam meus olhos enquanto eu tentava pensar o que poderia ter feito para irritar tanto aquela mulher. Eu nunca a tinha visto, muito menos conversado com ela.
"Oi." ele disse, aproximando-se para me dar um pequeno beijo. Eu virei minha cabeça para que ele não visse as lágrimas, mas é claro que uma lágrima traidora teve que descer pela minha bochecha, me entregando. "Bella?"
Quando eu não respondi, mantendo meu olhar na calçada à nossa frente, ele desligou o carro e puxou meu rosto, de modo que ficasse de frente para ele. As lágrimas estavam fluindo mais constantemente agora e a tristeza era evidente na expressão dele.
"Amor, o que aconteceu?"
Eu balancei a cabeça, enquanto as lágrimas já secavam e a raiva me consumia. "Apenas a professora assistente da minha turma de literatura." explodi. "Ela me encarou a aula toda, embora eu não tenha feito nada."
"Você falou com ela?" Edward perguntou, claramente interessado.
"Não." Eu disse, contraindo minha testa. "Este é o problema. Eu apenas entrei na sala e ela já parecia querer me matar."
Ele arrancou com o carro, permanecendo pensativo por algum momento. "Qual o nome dela?" ele perguntou, com um tom que ia da curiosidade à suspeita.
Eu mordi meu lábio, tentando me lembrar. "Tanya."
Pela primeira vez nos poucos meses em que eu conhecia Edward, o Volvo desviou de sua linha perfeitamente reta. Uma buzina o alertou de seu erro e ele retomou rapidamente o controle da direção. Mas aquele olhar não deixou sua face.
"Tanya?" ele repetiu, parecendo levemente assustado.
"Sim."
"Como ela é?"
Eu franzi a sobrancelha mas respondi sua pergunta da melhor maneira que eu podia. Ele parecia mais horrorizado à medida que eu falava, até que eu não agüentei mais. "O que está errado?"
Ele freou ao se deparar com um sinal vermelho, mas manteve seus olhos à frente. "Não é nada. Ela apenas me soa um pouco familiar."
Eu reconhecia aquele tom. Era o mesmo que ele usara no carnaval quando eu lhe perguntei sobre sua infância. Aquele tom me advertia de que nenhuma outra pergunta deveria ser feita. Eu parei bruscamente, acenando com a cabeça uma vez e deixando a melodia alta de 'What I've Done' ocupar meus pensamentos.
Rapidamente chegamos à frente da casa de Emmett e Rose, aliviando a tensão consideravelmente. Ainda frustrado, Edward se inclinou, abrindo a porta para mim e me beijando na bochecha.
"Quando eu o verei de novo?" perguntei.
"Eu não estou bem certo." ele respondeu. "Eu tenho um plantão extra amanhã a noite."
"Eu vou..." comecei a falar, mas fui interrompida pelo grito agudo de Alice no gramado da frente.
"Isabella Marie! Casa. Agora!" ela exigiu, pisando duro como uma criança de quatro anos. "Eu tenho coisas para te contar."
Eu gemi, pegando minha bolsa e saindo do carro.
"Até logo, amor." Eu ouvi Edward dizer suavemente antes de arrancar com o carro, me deixando no gramado com uma Alice mais agitada do que nunca.
"Venha! Eu explicarei no carro."
Antes que eu pudesse proferir uma palavra que fosse de protesto, já estava sentada no banco de passageiros do Porsche, correndo em direção ao centro de Portland.
"Bem, agora você pode me explicar o motivo de tanta agitação?" Eu perguntei. Ela resmungou, batendo com a mão no volante.
"Eu saí com Jasper ontem à noite. Eu tenho que lhe contar sobre nosso projeto! Oh Bella, foi tão perfeito."
Eu tinha me esquecido completamente do projeto de fotografia de Alice e Jasper. O produto final era para ontem e eu tinha feito ela prometer que me contaria todos os detalhes.
Flashback
O Mustang mal havia reduzido a velocidade em frente à casa e a pixel já pulara para o banco de passageiros.
"Jazz!" ela gritou, passando seus braços ao redor do pescoço dele, o abraçando. "Eu senti saudades!"
Ele riu, passando seus lábios suavemente pela testa dela, antes de arrancar com o carro. "Eu também senti sua falta."
"Onde vamos?" ela perguntou, quicando sobre o assento, de tanta curiosidade. Jasper quase não conseguiu conter seu sorriso, vendo-a mexer no rádio, procurando uma estação que a agradasse e se pondo a cantar junto ao encontrar uma.
"Vou te levar pra jantar em um pequeno restaurante." ele disse indiferente, mas ela pode perceber que havia algo mais. Em vez de insistir, ela resolveu deixar que ele seguisse com seu pequeno jogo, deixando-o a levar a um pequeno restaurante, perto do rio. Ele estacionou em frente, abrindo a porta para Alice e entregando as chaves ao manobrista.
"Depois de você." ele disse, segurando a porta. Ela deu uma risada, fingindo uma reverência antes de passar se dirigindo ao púlpito onde se encontrava a hostess.
"Whitlock." Jasper disse. A hostess acenou com a cabeça uma vez antes de pegar dois cardápios e os acompanhar para uma mesa pequena, no pátio. O lugar estava completamente vazio com exceção dos dois. Numerosas luzes de Natal penduradas delicadamente sobre eles luziam como estrelas. Ele puxou a cadeira para ela, esperando até que ela estivesse sentada, antes de dar a volta na mesa e se sentar também.
"Tão lindo!" Alice sussurrou, contemplando o reflexo escuro da água. "Eu nunca estive aqui antes."
Jasper encolheu os ombros. "É apenas um lugar pequeno que eu achei. Eu ouvi dizer que a comida é deliciosa."
Eles examinaram os cardápios, fazendo, em seguida, cada um seu pedido. Jasper observou Alice, sorrindo ao pensar nos últimos meses. "Ao fim de nosso projeto." ele disse, erguendo seu copo. Alice ergueu o seu, brindando junto com ele.
Ao final da noite a garrafa de vinho já estava quase no fim e as pálpebras de Alice pareciam pesadas.
"Você está pronta para ir?" Jasper perguntou, alisando a bochecha dela suavemente.
Ela balançou a cabeça, sorrindo. "Eu estou pronta para deixar o restaurante." explicou, sorrindo maliciosamente. "Mas não estou pronta para ir para casa."
Ele pareceu entender o que ela quis dizer. Deixou uma gorjeta sobre a mesa e saiu, passando seu braço pela cintura dela, a conduzindo de volta para o carro.
"Onde você gostaria de ir?" ele perguntou, esperando não tê-la acordado.
"Para qualquer lugar." ele ouviu ela murmurar, enquanto se aconchegava ainda mais ao lado dele. "Desde que você esteja lá."
Ele riu, beijando seu cabelo espetado e sorrindo consigo mesmo. Ele sabia exatamente para onde levá-la.
Ele dirigiu até alcançar uma pequena área arborizada. Jasper se inclinou, acariciando o braço nu de Alice com o dedo polegar para que ela despertasse.
"Chegamos." ele disse, gesticulando para frente. Ela observou pelo pára-brisa, sua boca formando um pequeno 'o' enquanto vislumbrava o lugar.
"Isto é... surpreendente." ela sussurrou, sorrindo ao olhar para baixo e ver toda a cidade aos seus pés. As luzes de cidade luziam lá embaixo e a água brilhavam sob o luar.
"Eu sei." ele disse simplesmente. "Eu imaginei que você gostaria."
"Sim", ela disse, completamente desperta. "É lindo."
"Não tanto quanto você." ele respondeu. Normalmente aquilo teria soado demasiadamente clichê, mas vindo de Jasper, parecia a coisa mais perfeita para se dizer. "Alice, eu queria te dizer uma coisa."
"Claro." ela disse, voltando toda a sua atenção para ele, que torcia as mãos nervosamente e saiu do carro sem falar mais nenhuma palavra. Alice permaneceu parada por um momento, contemplando seus movimentos, antes de seguí-lo até a beirada do precipício.
"Eu não quero assustá-la." ele começou, com a voz fraca. " Mas estes últimos meses foram... surreais. De verdade. Eu não tenho como expressar o quão extasiado eu fico quando você me liga ou quando percebo que vamos passar o dia inteiro trabalhando juntos em nosso projeto. Mas agora que o trabalho acabou, eu não sei o que eu vou fazer."
Alice respirou profundamente, dando um passo involuntário para perto dele. "O que você quer dizer?"
"Eu quase não consegui sair da cama esta manhã ao me dar conta de que era o último dia do nosso projeto. Que eu não poderia passar outro dia com você, rindo no lago, tentando adquirir a iluminação perfeita ou tirando fotos. Eu apreciei tanto esses momentos."
Alice passou a mão pelo rosto, limpando as lágrimas que, sem perceber, haviam se acumulado em seus olhos.
"O que eu estou tentando dizer é... Alice, eu acho que estou apaixonado por você."
Todo o ar parecia ter sumido enquanto ela o encarava. Ele se recusava a olhar para ela, mas ela nem se dava muita conta disso.
"Ei", ela sussurrou, ficando na ponta dos pés. "Eu também te amo.
O sorriso dele pareceu não caber em seu rosto enquanto ele a carregava no colo, as pernas dela se fechando ao redor da sua cintura. "Eu te amo." ele repetiu, dando beijos de borboleta por todo o seu rosto.
"E eu amo você." ela disse, o beijando. "Eu realmente o amo."
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Fim do Flashback
"Alice!" Eu gritei, a abraçando, sem nem ligar para o fato dela estar dirigindo em uma rua movimentada. "Você o ama!"
"E ele me ama também, ela sussurrou, admirada. "É como se fosse o meu final feliz."
"Ou um começo feliz." Eu declarei. "Vocês dois terão uma longa vida feliz juntos."
Ela começou a chorar e eu comecei a pensar se não deveríamos encostar o carro até que ela se tranqüilizasse. Quando eu estava pronta para expressar minha opinião, ela balançou a cabeça, me pedindo para pegar um lenço no porta-luvas. "Eu apenas não posso acreditar nisto", ela disse. "O barista por quem eu estive apaixonada tanto tempo, finalmente sente o mesmo por mim. É tão irreal!"
Eu ri, passando a mão em seus cabelos. "Eu sei. Mas ele está. Eu posso ver isto."
"Agora é sua vez." ela sorriu malvadamente, elevando uma sobrancelha. "Você e Edward precisam assumir o controle de suas vidas."
Eu rolei meus olhos, ignorando a palpitação em meu peito. "Nós chegaremos lá." Eu cruzei meus dedos por baixo da minha perna, de modo que seus olhos sempre tão atentos não pudessem ver. Eu agora finalmente sabia que amava Edward. Eu tinha comparado meus sentimentos com o que Rose tinha descrito na noite em que Emmett a pediu em casamento e estava certa disso. Mas eu não podia falar... não enquanto eu não tivesse certeza sobre os sentimentos dele. Eu não queria espantá-lo expondo assim meus sentimentos e o oferecendo em uma bandeja. Eu não o podia subjugá-lo.
"O que você está vestindo?" Alice perguntou, com um olhar repugnado. Eu olhei para baixo, notando que ainda vestia o moletom do corpo de bombeiros de Portland, de Edward.
"Eu estava com frio esta manhã e Edward me deu seu moletom para eu usar." respondi, enquanto me abaixava para amarrar os cadarços de meu tênis.
Ela me deu um olhar estranho. "Ele deve gostar de te ver nas roupas dele. " ela zombou, enquanto parava o carro em uma vaga no centro comercial.
"O que você quer dizer com isso?"
"Bem, a parte de trás do moletom diz 'Masen'. É como se ele a estivesse reivindicando como dele ou algo assim."
Eu gelei, virando minha cabeça, para tentar ler por sobre os ombros, mas acabei desistindo, soltando as mangas e finalmente virando a blusa ao contrário, vendo claro como o dia a palavra 'Masen' pintada ali.
"Não é isso." Eu disse, arrumando a blusa novamente.
Alice riu, saltando do carro e pegando sua bolsa. Tudo, rapidamente fez sentido então. O modo como Tanya me encarava, a reação de Edward quando eu a mencionei. Eles se conheciam?
Eu fui em direção ao centro comercial, deixando Alice praticamente me arrastar de loja em loja enquanto continuava a ponderar sobre os acontecimentos do dia. Eu tentei reclamar quando ela tentou me arrastar para uma loja de lingeries, mas acabei derrotada uma vez mais.
"Alice, eu não preciso de nada disto." reclamei enquanto ela lançava outro babydoll rendado em minha direção. "Sério, onde é que eu vou poder usar isto?"
"Quando você e Edward forem fazer amor, você quer que ele a veja com as roupas de baixo que você está usando agora?" ela replicou, pegando uma pilha de soutiens do meu tamanho. "Foi o que pensei. Vamos."
Eu fui "presenteada" com duas bolsas rosa entupidas de artigos desnecessários e andei o mais rápido que pude para sair daquela loja. Depois de uma rápida parada para comer alguma coisa, Alice finalmente resolveu que podíamos ir embora pra casa.
Eu senti algo vibrar no bolso da minha calça assim que eu entrei no carro, me assustando. Peguei meu telefone, olhando à tela que me alertava a chegada de uma nova mensagem.
'Espero que tenha tido um bom dia. Eu sinto por não ter podido passar mais tempo com você
Me liga hoje à noite?'
E'
Eu sorri, digitando minha resposta antes de me ajeitar ao lado de Alice. Eu mal podia esperar pra me ver livre daquele Porsche, para poder ligar pra ele.
"Bella." ele disse, soando um pouco mais alegre do que mais cedo. Eu sorri jogando as sacolas no chão e me jogando na cama.
"Olá." Eu disse suavemente, hipnotizada pelo som da sua voz.
"Como foi seu dia? Tirando o..."
Eu fiz uma careta, sabendo a que ele se referia. "Foi bom. O professor parecia mais agradável do que eu esperava e o programa é bastante desafiador." Eu disse, por alto, embora Edward parecesse realmente interessado em tudo o que eu falava.
"Eu fico feliz." ele disse, soando sincero. "E os outros estudantes?"
"Normal." Eu suspirei. "Eu não conheço a maioria, mas Angela é uma grande amiga."
"Bem, você fará amigos depressa."
Eu ruborizei, pulando pra fora da cama e começando a tirar as etiquetas das minhas novas roupas. Fiz uma careta para algumas das peças que Alice tinha comprado, mas resolvi não esquentar com aquilo. "Você virá amanhã de noite?" Eu perguntei, mordendo meu lábio.
"Eu lhe disse que iria." ele disse alegremente. "Que horas começa?"
"Às seis." Eu respondi, arregalando meus olhos ao encontrar algo transparente e rendado, no fundo de uma das bolsas. "Mas você conhece a Alice. Ela vai ter tudo preparado às 17h30."
Eu dei uma olhada nas caixas espalhadas pelo quarto de hóspedes e suspirei. Era nosso último dia com Rose e Emmett... a restauração em nosso apartamento tinha finalmente acabado. A árvore morta tinha sido arrancada, a sala de estar e a cozinha estavam pintadas e remobiliadas. Eu me sentia péssima por saber que Esme e Carlisle estavam pagando por tudo, mas eles insistiram tanto e me deixaram de mãos atadas. Eles sabiam que tudo o que eu ganhava ia para a faculdade e garantiram que depois de eu ter quase perdido a minha vida, aquilo era o mínimo que eles podiam fazer. E, já que amanhã seria nossa primeira noite lá, Alice resolveu dar uma pequena festa de inauguração do apartamento, para o meu completo desespero.
"Há alguma coisa que eu possa levar?"
Eu ri. "Não. Apenas você. Alice já providenciou tudo."
"Você já viu o apartamento?"
"Não." Eu respondi, um pouco irritada com o fato. "Ela não deixou. Eu ajudei a escolher as cores, a mobília, tecidos, tudo... mas ela não me deixou ver o produto finalizado. "
Edward riu, mas foi cortado pelo barulho de uma sirene no fundo. Ele gemeu, enquanto barulhos de passos e vozes tornavam impossível ouvi-lo direito.
"Pequeno apaixonado!" Eu ouvi o grito de Emmett ao fundo. "Diga adeus a Bella e mexa-se! O fogo nos aguarda."
"Eu tenho que ir." ele disse de mau humor. "Eu falo com você mais tarde."
"Tchau." Eu disse. "Dê um tapa na cabeça do Emmett por mim."
Eu rapidamente me dei conta do que ele estava indo fazer, me sentindo nervosa de repente. "Tenha cuidado." , acrescentei.
Ele riu, concordando antes de desligar o telefone.
"Alice!" Eu gritei. "Que horas nós vamos encontrar com a Rose?" ela tinha nos ligado cedo esta manhã, nos informando que havia marcado prova de vestidos para nós, para o dia seguinte de manhã. Além de toda a correria de nossa mudança, ainda tínhamos os compromissos dos planos de casamento; algo que não me despertava muito interesse. A casa inteira estava tomada por diferentes padrões de porcelana, cores, modelos de vestido, cardápios... tudo o que se podia imaginar. Alice, com a ajuda de Rose, estava criando o casamento ideal.
"Dez." ela gritou pondo a cabeça para fora do closet. "Mas nós devemos chegar um pouco mais cedo. Você sabe como a Rose pode ser."
Eu ri, mexendo nas bolsas e caixas até Emmett chegar, com cheiro de fumaça, para o jantar. Eu o ajudei a prepará-lo, marinando os bifes e picando os champignons e pimentas, enquanto Alice punha a mesa. Rose chegou uma hora depois, completamente exausta, mas com o mesmo brilho em seu olhar desde a noite em que Emmett a pedira em casamento.
"Que cheiro delicioso." ela disse, o beijando na bochecha.
"Como foi hoje?" Eu perguntei curiosamente, enquanto refogava os cogumelos.
Emmett riu, jogando o bife na panela e sorrindo maliciosamente para mim.
"Edward está bem, obrigado por perguntar."
Eu bati nele com o pegador de panelas. "Você entendeu o que eu quis dizer. Eu estava no telefone com ele quando o alarme tocou. Deu tudo certo?"
"Apenas uma coisinha à toa. Algum gênio achou que seria uma boa idéia colocar uma chapa de alumínio no microondas." ele olhou para mim. "Não muito diferente de alguém que eu conheço."
"Foi uma vez só." Eu contestei, abaixando o fogo. "E nada de mais grave aconteceu!"
"De qualquer maneira", ele continuou, "Tudo está bem. O pobre sujeito, entretanto, estava morto de vergonha. Não tinha nenhuma idéia do que aconteceria."
"Eu me preocupo com vocês." Eu disse, carranqueando. "Como vocês podem lidar com isso tão naturalmente?"
"Leva alguns dias, Bella. Depois de um tempo o senso de perigo realmente vai embora. Poucos incêndios são realmente grandes. Aquele no seu apartamento foi um dos maiores que eu vi em algum tempo."
"Eu ainda não posso entender isto." resmunguei, pensando em Edward. "O que acontece se for um incêndio realmente grande e você se ferir?"
Isto era algo em que eu vinha pensando há algum tempo. O que aconteceria se Edward ou Emmett fossem chamados em uma emergência e nunca voltassem para casa? Se eu nunca pudesse vê-los novamente. Lágrimas tomaram meus olhos à simples menção daquele pensamento e, por alguma razão, eu não conseguia me livrar dele.
"Bells? Você está bem?" Emmett perguntou, virando-se para mim. Eu acenei minha mão para ele, agarrando uma cebola da sacola plástica próxima a mim.
"Sim. São apenas as cebolas." Eu menti, começando a fatiá-la.
"Bella", Emmett disse. "Me escute. Edward e eu sabemos o que estamos fazendo. Eu prometo, nós não cometeremos nenhuma loucura. Nós dois perderíamos muita coisa se fizéssemos algo do tipo."
Eu sorri falsamente, enquanto jogava a cebola na panela. "Eu sei."
Eu enchi o copo de água com gelo, terminado a discussão. Eu sabia que eu não podia me livrar daquilo, mas não podia deixar aquilo reger minha relação com Edward. Rosalie e Alice entraram em seguida, se sentando. Eu me juntei a elas, deixando a conversa me consumir.
Alice e Rose se ofereceram para lavar a louça já que Emmett e eu cozinhamos, assim eu sentei num banquinho do balcão, as observando. "Rose?" Eu chamei um pouco indecisa. "Eu posso te fazer uma pergunta?"
"Claro", ela respondeu, sem tirar os olhos do prato que estava ensaboando.
"Como foi... quando Emmett se tornou bombeiro? Como você lidou com isto?"
"O que você quer dizer?"
Eu clareei minha garganta. "Tipo, você... se preocupava com ele?"
Ela soltou a esponja que estava usando, fazendo a espuma voar para todo lado.
"Diariamente." Ela murmurou. "Toda vez que ele era chamado eu entrava em um estado de pânico. Eu não podia permitir que alguma coisa acontecesse com ele."
Era exatamente a mesma forma que eu me sentia. "O que você fez sobre isto?" continuei, já que eu não achava que ela continuava agindo daquela forma. Se eu estivesse errada, Rosalie era muito fera em esconder seus sentimentos.
"Eu não fiz nada", ela disse, como se lendo meus pensamentos. "Eu falei com Emmett sobre isto uma noite depois que ele quase ficou preso entre duas vigas de madeira queimando. Ele me colocou sentada e me disse que nada aconteceria a ele, porque isto significaria que ele teria que me deixar só. Ele jurou que nunca se separaria de mim, e que eu não tinha nenhum motivo para me preocupar."
"Você acreditou nele?" Eu perguntei ceticamente. Rose riu ligeiramente.
"Sim, eu acreditei; e ainda acredito."
"Mas como ele pode ter certeza?"
Ela suspirou, pondo a pilha de louças no armário. "Ele não pode. Mas Bella, eu apenas posso confiar que ele vai se cuidar e é o que eu faço."
Eu acenei com a cabeça, dando boa noite a elas e me dirigindo para o quarto. Nós precisávamos apenas confiar um no outro.
"Ai!" Eu me encolhi, me abraçando. "Alice, isto não está funcionando."
"Oh, silencio." ela ralhou enquanto a costureira espetava outro alfinete em mim. "Tem que ser feito, e quanto menos você reclamar, mais rápido será."
"É fácil dizer, não é você que está sendo usada como uma almofada de alfinetes." Eu murmurei, olhando para o meu reflexo no espelho a minha frente.
Rose tinha decidido que queria os vestidos das damas de honra vermelhos, resultando em minha pessoa de pé em um pedestal vestida em um tecido carmesim. Alice estava próxima a mim, embora o vestido parecesse cair melhor nela do que em mim.
"O que vocês acham da cor?" Rose gritou, em êxtase.
"É deslumbrante!" Alice elogiou, passando a mão pelo material sedoso.
"Absolutamente deslumbrante."
"Eu sabia que ficaria bom!" ela disse, olhando para mim.
"Você tinha razão." Alice concordou. "Quando nós poderemos ver o seu vestido?"
Rosalie sorriu. "Eu enviei os esboços ontem e marquei para experimentar na quinta-feira."
"Eu posso vir?" Alice perguntou, pulando para cima e para baixo. A costureira a segurou firme, passando a fita métrica pela sua cintura.
"Claro que sim. Eu estava esperando que vocês viessem e me dessem as suas opiniões." ela disse esperançosamente. Eu ri, concordando.
Felizmente a prova do vestido não demorou muito e logo estávamos caminhando pelas ruas movimentadas. Rose teve que ir para o escritório e Alice estava se preparando para suas aulas.
"Não se esqueça, Bella, eu a quero lá às 17h. " ela me lembrou. Eu bufei, enquanto colocava meus óculos de sol.
"Alice, eu vivo lá. Onde mais eu estaria?"
Ela riu baixinho. "Eu não sei. Eu a verei lá."
Ela já havia ligado para Jasper para ver se ele podia me ajudar a levar as caixas restantes para o apartamento, e ele concordou educadamente. Emmett e Edward tiveram que trabalhar na noite passada e durante todo o dia de hoje, para que estivessem livres à noite. Eu peguei o pedaço de papel onde Alice tinha anotado o número dele, discando rapidamente.
"Olá, Jasper?"
"Bella! Alice me disse você ligaria. O que há?"
Eu sorri. Não importa como estivesse seu humor antes, ele sempre conseguiria colocar um sorriso em seu rosto e o tranqüilizar. Havia algo nele que o tornava tão agradável e carismático. "Eu gostaria de saber quando você poderá vir e levar essas caixas daqui..."
Ele riu. "Eu terminei agora minha entrevista de emprego e já estou entrando em meu carro. Eu posso estar aí em 20 minutos. "
"Ok então." Eu disse. "E como a foi entrevista?"
"Melhor do que eu esperava." ele disse. Alice tinha me dito que ele teria uma entrevista para ser fotógrafo do 'The Oregonian', um jornal local e muito popular. Eu tinha certeza de que ele conseguiria o emprego... tirando a própria Alice, ele era um dos fotógrafos mais talentosos que eu já tinha visto. Enquanto Alice queria trabalhar com design de interiores, tendo a fotografia apenas como um hobby, Jasper queria fazer daquilo sua profissão.
"Isso é ótimo!"
"Eu te vejo daqui a pouco Bella", ele disse depois de me agradecer. Eu me ocupei colocando o máximo de coisas possíveis nas caixas de papelão, as fechando com fita e escrevendo o que tinha dentro delas no tampo. Não demorou muito e a campainha tocou. Eu deixei a tesoura sobre a cama e fui abrir a porta para Jasper.
"Por onde começamos?" ele perguntou, inspecionando o ambiente com os olhos arregalados.
"Para a sua sorte, Emmett já levou a maioria dos pertences da Alice. Se não fosse por ele, nós levaríamos dias aqui. "
"Eu a amo, mas ela é uma 'rata de shopping'." ele disse, sacudindo a cabeça. "Então são apenas essas caixas..."
"Sim. Aparentemente a mobília foi entregue ontem e Alice lhes ajudou a colocar as coisas em ordem enquanto eu estava na faculdade."
"Vamos começar então. Afinal, queremos tudo arrumado para hoje a noite, certo?"
Eu sorri quando ele pegou duas caixas e as levou em direção ao jipe de Emmett, que o tinha deixado comigo para facilitar a nossa vida. Eu não pude evitar o sorriso ao perceber o quanto Jasper gostava de Alice... ele seria capaz de fazer qualquer coisa para vê-la feliz. Eu suspirei, pegando duas caixas menores e o seguindo porta afora.
Duas horas depois todas as caixas estavam empilhados na sala de estar e eu estava, assombrada, olhando tudo ao meu redor. Todos haviam feito um trabalho fenomenal; estava perfeito. As paredes eram de um verde bonito e a mobília estava disposta em 'T.' A cozinha era toda clean... o sonho de qualquer chefe de cozinha, e a janela pela qual a árvore tinha caído, estava maior, nos dando uma bela visão.
"Eu tenho que dar o braço a torcer para Alice", Jasper disse, voltando dos quartos. "Ela é uma decoradora de mão cheia."
Eu abri as caixas, querendo separar as roupas antes de empurrar várias delas na direção do meu quarto. Ele estava do jeito que eu havia pedido... azul, com uma margem mais escura na cabeceira da cama, e uma grande estante perto da cômoda. Eu observei o ambiente uma vez mais antes de tirar alguns livros da caixa, os posicionando na estante.
Pouco tempo depois eu decidi que tudo ali parecia decente o suficiente para os convidados e fui ver como Jasper estava se saindo. Entrei na cozinha, e fiquei pasma ao ver as panelas e frigideiras organizadas exatamente como eu gostaria que elas ficassem.
"Muito obrigada por fazer isto, Jasper." Eu disse, o escoltando até a porta. "De verdade."
"O prazer foi meu." ele disse, girando as chaves no dedo. "Fico feliz de ter ajudado. Eu te vejo de novo às seis."
Assim que ele partiu eu caminhei uma vez mais pelo apartamento para ter certeza de que tudo parecia estar no lugar certo, e fui então tomar um banho, aproveitando para me depilar. Sequei meu cabelo e me vesti com um jeans e um top que eu e Alice compramos.
"Bella!" Eu a ouvi me chamar enquanto terminava de aplicar o rímel. "Você está em casa?"
"Alice! Está tão lindo!" Eu disse, correndo em direção a ela. "De verdade."
"Você e Jasper fizeram um ótimo trabalho", ela disse, claramente impressionada por nossas habilidades amadoras de decoração. "Eu vou me arrumar."
"E eu vou começar a cozinhar." Eu disse; já que tinha me oferecido para fazer os tira-gostos para a festa.
"Obrigada novamente! Eu te amo!"
Eu ri, não me preocupando em respondê-la. Menos de 40 minutos depois, o apartamento estava cheio de gente, todas felicitando eu e Alice pela volta para casa. Eu apenas percebi as pessoas, abraçando e sorrindo nos momentos certos, até que vi Edward passando pela porta.
"Parece fantástico, amor", ele disse, me beijando na testa.
"Obrigada. Quer que eu te mostre o restante do apartamento?" perguntei, entrelaçando nossos dedos. Ele acenou com a cabeça e nós começamos a caminhar pela multidão, falando com uma ou outra pessoa. Nós chegamos finalmente aos quartos e depois de lhe mostrar rapidamente o de Alice eu fui para o meu.
"Última parada." Eu anunciei, estendendo meu braço dramaticamente. "Meu quarto."
Eu o observei caminhar por ele, parecendo feliz ao olhar as fotografias que eu havia espalhado por ali. A maioria era de mim, Emmett e Alice no segundo grau, além de algumas de minha infância. "Você era uma menina adorável." Ele disse, olhando para uma foto do meu aniversário de quatro anos. "Na verdade, ainda é."
Eu ri, rolando meus olhos. "Sei, de qualquer forma, obrigada."
"Era um elogio." ele insistiu, beijando meus dedos.
Nós caminhamos de volta até o local onde Alice tinha arrumado os tira-gostos. Eu comi um pouco, rindo histericamente enquanto Emmett contava mais uma de suas histórias engraçadas de Forks. As pessoas começaram a ir embora até que sobramos apenas nós seis.
"Quem quer ouvir outra história da Bella?" Emmett insistiu, sorrindo abertamente de forma que suas covinhas se tornavam proeminentes.
"Em." Eu gemi. "Por favor, não..."
"Eu não me importaria de ouvir." Edward disse, sorrindo diabolicamente. "Ela deve ter aprontado muito."
"Você não faz idéia... Como aquela vez que ela colidiu com uma porta de correr de vidro."
"Estava escuro! Eu não tinha como ter visto!" Eu tentei me defender, mas sabia que era causa perdida. Eles estavam rindo como hienas apenas com a idéia do acontecido, inclusive Edward.
"Nós estamos apenas te provocando, amor." ele me assegurou, me aconchegando ainda mais junto ao seu corpo. "Eu estou certo de que teria feito a mesma coisa", ele bufou, abafando uma risada.
"Eu me diverti muito, Ali, mas eu tenho que ir. Eu tenho que voltar ao jornal amanhã." Jasper disse, se levantando. Edward o seguiu, sorrindo docemente para mim.
"E eu tenho que trabalhar cedo."
Eu suspirei. Esta era a história de minha vida. "Você me ligará quando chegar em casa amanhã?"
Ele me deu um olhar estranho. "Por que?"
Rose e nossa conversa vieram novamente a minha cabeça. "Por nada específico."
"Ok." ele prometeu, passando a mão pelo meu pescoço. "Eu falarei com você amanhã, amor."
"Boa noite." Eu disse, o observando, pela janela, caminhar pela escuridão, em direção ao seu carro. Ele deu um aperto de mão em Jasper e os dois tomaram seus caminhos, deixando apenas eu, Alice, Emmett e Rose no apartamento.
"É melhor nós irmos também." Rose disse. "Venha, Emmett. É hora de ir para casa."
Ele jogou sua garrafa de cerveja na caixa de reciclagem na cozinha e esmagou Alice e eu em um abraço. "Boa noite, meninas."
Eu sorri maliciosamente. "Boa noite, Emmett."
Eles partiram depois de nos ajudar a limpar a bagunça, e logo éramos apenas eu e Alice novamente. Eu parei próxima da janela, minha mão apertada no vidro, enquanto olhava na direção onde o Volvo de Edward estivera parado mais cedo.
"Oh por Deus, Bella. Você se parece com alguém que chutou cachorro morto." ela disse. "Isso está te fazendo mal."
Eu me virei, cruzando os braços. "Não está não."
"Tudo bem então. Como se eu não notasse a troca de olhares entre vocês, como que quando ele se move, você se move junto, como que para ter certeza de que está mesmo com ele. Ele é como um imã pelo qual você está extremamente atraída."
Eu encolhi os ombros, ajeitando o abajur próximo ao sofá. "E?"
"Como assim?" Alice urgiu, me dando um olhar confuso. Eu encolhi os ombros mais uma vez, tirando meus sapatos e os apanhando, tomando o rumo do meu quarto.
"Eu não sei."
"Você está apaixonado por ele!" ela gritou, exasperada. "É tão óbvio, é quase doloroso observar vocês dois. Todos nós concordamos."
"Todos vocês concordam?" Eu perguntei, sem acreditar.
"Sim. Todos nós vimos vocês dois junto e todos nós sabemos como é se sentir apaixonado. O que você e Edward têm é mais que amor. É paixão. É desejo. É aquele romance típico de romances clássicos dos tipos que você gosta de ler tarde da noite, debaixo dos lençóis, com uma lanterna. Você não pode acreditar que é real, mas ainda assim... é. Não perca isso", ela advertiu, apontando um dedo para mim. "Eu juro Bella, não deixe isto escapar assim."
"O que eu faço?" perguntei, completamente desconcertada.
"É fácil." ela disse, indo em direção ao seu quarto. "Você conta para ele."
Ela disse boa noite, fechando a porta atrás de si. Eu ouvi o som do chuveiro sendo aberto e eu sabia que ela não sairia mais dali e que tudo aquilo que ela havia me dito, me faria pensar. Se eu lhe falasse, ele se sentiria amedrontado? Ele pensaria que aquilo era demais? Ele me soltaria, como uma batata quente, por achar que estávamos indo rápidos demais?
Mas então eu me lembrei do que ele me disse no 4 de julho, palavra por palavra. "Eu quero você. Não como um passatempo de verão, mas para uma relação de longo prazo. Eu tenho certeza disso."
'Ele disse que queria uma relação.' Eu pensei comigo mesma. 'E relacionamentos progridem, certo? É este o próximo passo?'
Eu não queria me jogar do precipício, mas eu sabia que eu eu precisava. Ele me falou, ele confiou em mim. Eu sentia o mesmo por ele. Eu me jogaria tranquilamente, rezando para que ele me pegasse.
Tudo o que eu tinha que fazer era tentar.
Oi florzinhas... em primeiro lugar, mil perdões pela demora! Eu sei que não tenho postado com a regularidade que estava postando no início, mas sabem como é final de ano né? Uma correria só... e pra piorar eu estou com alguns problemas na minha vida "fora net" que estão me deixando um pouquinho pra baixo... aí junta tudo! Mas podem ter certeza de que estou tentando resolver e que não abandonarei vocês, ok? Afinal, isso aqui acaba sendo uma das minhas terapias! =D
Mas, agora falando sobre o capítulo, o que acharam? Eu acho super super fofo! Eu amo a Alice e o Jasper. :P Fora as várias frases lindas... o que é o Emmett dizendo pra Bella que nem ele nem o Edward vão fazer loucura porque perderiam muito? Ou a Alice dizendo "É aquele romance típico de romances clássicos dos tipos que você gosta de ler tarde da noite, debaixo dos lençóis, com uma lanterna. Você não pode acreditar que é real, mas ainda assim... é" Tão perfeito não?!
Só que nem tudo são flores! Como dizem as meninas do Orkut... estava demorando pra "Putanya" aparecer não é não?! O que será que ela vai aprontar? Será que o Ed vai contar pra Bella que eles se conhecem? Cenas do próximo capítulo... então já sabem né? Me encham de reviews que ele chega mais rápido, combinado? E o próximo é POV do Ed! *sim, isso é uma chantagem* =P
Caramba, isso já está gigante. Vamos às respostas das reviews:
Carol Marques: oi flor! Que bom que está gostando :) Espero que tenha gostado deste também! Bjussss
Bruna Watson: florzinha *abraça* eu ri muito com a sua review! Não tem como não surtar mesmo! Pois é, bem que os rapazes podiam tentar aprender um pouquinho com o Ed, o Jasper e até mesmo o Emmett né?! ;) bjussss
Ip S.: oi flor. Obrigada pelos elogios viu?! Fico feliz de saber que você está gostando! E traduzir é um verdadeiro prazer, de verdade! Bjusss
Carol Venancio: amora... minha culpa, minha máxima culpa! rsrsrs... É Carol... não tem como não derreter com esses Edwards todos... pena que na vida real... geralmente os príncipes estão virando sapo rsrsrs. Bjussss
Miss Cay: brigadinha flor!!! Que bom que está gostando! Prometo tentar postar o próximo mais rápido viu?! E sim, eles são muito doces mesmo né? No capítulo passado o Emmett e neste o Jasper! Ele também é tão fofo, não? Eu amo ele e a Alice... e o Ed... sempre o Ed! :D bjussss
Alline Viana: florzinha, que saudades, sumida!!!! :D É flor... acho que depois da perda do pai no incêndio, o Ed tem medo de se relacionar e acabar sofrendo de novo! Haja terapia pra fazer o moço voltar a se abrir... rsrsrs *digo por experiência própria! Namorido aqui é complicado também!* =P Será a Bella capaz de mudar o mocinho??? Bjusss flor!
Até o próximo. bjussss
