Nome Original: Dragon and Angel

Autora: DragonsAngel68

Tradutora: Eternal Requiem For A Dreamer

Disclaimer: tanto a autora quanto eu não possuímos nenhum dos personagens que possam ser reconhecidos como integrantes do fantástico mundo de Harry Potter, todos eles pertencem à J. K. Rowling, a autora apenas gosta de brincar um pouco com eles, e eu apenas passo a fic original para o português.

Capítulos Postados: 9/56

Capítulos Traduzidos: 16/ 56 (completos)

CAPÍTULO NOVE

DRAGÃO E ANJO

Draco estivera na aconchegante cozinha conversando com Molly Weasley por bem mais de uma hora. Muito para sua surpresa, ele percebeu que era incrivelmente fácil conversar com a mulher. Para o alívio de Draco, eles não haviam falado mais sobre Ginny. Não que ele não quisesse falar sobre ela, mas ele preferia falar com ela.

O som de alguém entrando na casa via Flú interrompeu o fluxo da conversa deles.

Molly sorriu para Draco. "É a Ginny." Ela afagou a mão dele e se levantou para cumprimentar seus netos. A arraigada educação aristocrática de Draco fez com que ele também se levantasse.

"Vó! Vó! O Tio Harry levou a gente para voar de novo," Drake exclamou enquanto entrava correndo na cozinha e nos braços abertos de Molly, sua irmã logo atrás.

"E eu brinquei com a Titia Mione e com a Mamãe e nós tivemos negócios secretos de bruxas e o Tio Harry deu uma bronca no Drake," A cabeça de Angel subiu e desceu para enfatizar o que ela dizia.

"Não deu!" Drake fechou a cara com a afirmação de sua irmã. "Nós tivemos negócios importantes de Bruxos."

"Verdade, bem, eu acho melhor que vocês dois tomem banho antes do jantar," Molly disse rindo. "Pro banho, vocês dois."

Enquanto Molly conduzia as crianças para a escada, os dois perceberam o homem estranho de pé no aposento com o olhar firmemente fixo em Drake.

"Quem é esse homem?" Angel parou e se virou para ver Draco de frente.

"Ele parece o homem no Beco Diagonal, o que machucou a Mamãe!" Drake exclamou.

"Venham, vocês dois, para cima, agora," Molly disse enquanto dirigia as crianças para a escada.

Draco estivera tão absorto em seu jovem filho que não percebera Ginny de pé na porta, com a mão diante da boca, seus olhos mostrando nada além de medo.

Ginny se aproximara da cozinha em um passo mais lento que o de suas crianças, no entanto, parara na entrada do aposento aconchegante. Draco, ela pensou, oh meu deus! Não! Lúcio deve ter contado para ele. O que eu vou fazer? Era como se o tempo tivesse desacelerado enquanto ela permanecia ali, assistindo enquanto ele gradualmente voltava sua atenção das crianças para ela.

Ali estava ela- sua Angel flamejante. Ela sempre fora bonita, mas agora ela estava simplesmente linda. Ele não conseguia achar outra palavra para descrevê-la. O cabelo dela havia escurecido levemente com os anos para um vermelho rico e escuro, o que lhe dava uma aparência luxuriosa, e a figura dela, ele percebeu, havia amadurecido desde a última vez que ele a vira, ela deixara de ser uma garota magra para uma mulher com curvas nos lugares certos. Seus olhos de canela, que ele amara anos atrás, agora mostravam medo enquanto o fitavam.

"Olá, Angel." Draco sorriu nervosamente para ela. "Umm- como você tem estado?"

Chocada demais para se mover ou falar, Ginny permaneceu na porta, encarando o bruxo loiro que agora ia em sua direção.

"O que você está fazendo aqui?" Ginny disse bruscamente.

"Meu pai- ele me contou sobre ontem. Nós precisamos conversar Gin," Draco soou desesperado. "Por favor?"

Oh deus, Lúcio contou a ele. E se ele quiser os meus bebês, os pensamentos de Ginny estavam em um turbilhão.

Ela parece estar com medo de mim. Por que ela teria medo de mim? Ela está pálida o suficiente para desmaiar, Draco pensou. Oh deus, espero que ela não desmaie.

"Por favor, Angel. Não estou aqui para machucar vocês. Eu- eu só quero fazer parte da vida de vocês," Draco suplicou enquanto lentamente se aproximava o suficiente para segurar as mãos dela. "Nós podemos sentar e conversar? Por favor?"

"Eu-" A voz de Harry se fazia ouvir em sua cabeça, 'ele devia fazer parte da vida deles; ele devia estar ali para eles; você não sabe como é'. Ginny respirou fundo, esperando que isso desse firmeza à sua voz.

"Vamos nos sentar," ela sussurrou sem erguer o olhar para ele.

Eles foram até a mesa e se sentaram, Draco na cabeceira da mesa e Ginny na lateral, na cadeira mais próxima a ele, suas mãos irrequietas sobre a mesa. Draco estendeu as mãos e cobriu as mãos dela com as suas- ele a sentiu ficar tensa.

"Por que você não me contou, Gin?"

"Eu não sei. Você tinha ido embora e eu estava tão assustada. Eu não sabia direito o que estava fazendo. Eu só tinha dezessete anos," Ginny sussurrou enquanto lágrimas corriam silenciosamente por suas bochechas.

"Deve ter sido difícil para você." A voz de Draco estava dolorida.

"Foi. Eu tinha a minha família e meus amigos, mas na maior parte do tempo, eu me sentia sozinha."

"Você sabe, eu teria voltado se tivesse ficado sabendo. Eu teria cuidado de você."

"Eu não tinha certeza," Ginny sussurrou com vergonha em sua voz. "Eu nem contei a minha família sobre você de imediato, mas depois que Drake nasceu, eu não tinha como negar- ele é igual a você."

"É, ele é mesmo. Pansy disse que eles achavam que eu sabia. Ela disse que você contou a eles que eu sabia e que não queria nada a ver com você," A voz de Draco saiu tensa para que suas emoções ficassem sob controle. Ele queria gritar isso para ela, mas ele não queria deixá-la ainda mais assustada do que a sua mera presença já a deixara.

"Eu sei e eu sinto muito. É que- todos eles estavam me atormentando para contar quem era o pai, então eu disse a eles que eu havia falado com o pai e que ele não quisera saber e que eu não queria falar sobre isso porque era doloroso demais. Eu não achei que eles fossem compreender. Você conhece a minha família; meus irmãos provavelmente teriam te caçado na época. Foi só depois do nascimentos que eu contei a eles que você era o pai," Ginny disse através das lágrimas que agora cascateavam por seu rosto.

"Gin, por favor, não chore. Você sabe que eu nunca consegui lidar com você chorando," Draco disse enquanto se inclinava por sobre a mesa para ficar mais perto dela.

"Eu sinto tanto. Eu devia ter te contado. Agora todos eles acham que você é horrível." Ginny agora soluçava.

"Ah, eles achavam que eu era horrível antes que isso acontecesse. Lembra?" Draco sorriu, tentando aliviar a situação na esperança de que Ginny iria parar de chorar.

Ela lhe deu um meio sorriso em meio às lágrimas enquanto ele tentava limpá-las com seu polegar.

"Eu acho que sim." O sorriso de Ginny se alargou.

Naquele momento, de banho tomado e de pijama, Angelique entrou calmamente na cozinha. Ela foi até onde Draco estava e subiu em seu joelho- muito para surpresa dele. Ele olhou surpreso para a garotinha e ela sorriu para ele.

"Olá, e quem é você?" Draco perguntou enquanto Ginny tentava livrar seu rosto das lágrimas.

"Você não me conhece?" Angel perguntou, a testa se franzindo.

"Não, acho que não. Eu me lembraria de conhecer uma garotinha tão linda quanto você."

Angelique se virou para Ginny. "Mamãe, por que o Papai não me conhece?"

Draco quase derrubou a menina de seu joelho. "O quê?" ele disse sufocado enquanto Angelique descia de seu colo para ficar de pé ao lado de Ginny.

"Draco, você está bem?" Ele sabia sobre as crianças, por que ele está agindo assim?, ela pensou.

Nesse ponto, Drake havia entrado na cozinha. Ele, também, estava de pijama. Ele olhou para sua Mãe, cujo rosto ainda estava vermelho e cujos olhos ainda estavam inchados com suas lágrimas recentes. Ele se virou para Draco antes de se lançar contra ele com um rosnado raivoso.

"Você machucou a minha mamãe!" Ele exclamou enquanto seus pequenos punhos esmurravam Draco. "Você fez ela chorar," ele gritou enquanto dava um chute na perna de Draco. Ninguém fazia sua mamãe chorar. Ninguém!

Draco estava tentando segurar os braços de Drake, mas o garoto fugia das mãos de seu pai.

"Drake, não bate no Papai!" Angel gritou agudamente.

"Drake! Pare com isso já!" Ginny exigiu, erguendo a voz.

Suas pequenas mãos pararam ao ouvir o tom de Ginny. "Mas, Mamãe, ele fez você chorar." Ele não afastou seus olhos cinza escurecidos de Draco.

Draco podia dizer que o garoto estava um tanto raivoso. Ele tinha os mesmos olhos que ele e eles escureciam da mesma forma quando ele se sentia da mesma forma.

"Drake, olhe para mim," Ginny disse gentilmente e o garotinho se virou para ela. "Querido, eu fiquei chateada, mas estou bem agora. Certo?"

O garotinho assentiu, embora Ginny pudesse dizer que ele não estava totalmente convencido. Ela teria de ficar de olho nele enquanto Draco estivesse ali. Drake a defenderia de não importava o quê- naquele ano, ele a havia "defendido" de todos os seus Tios, alguns amigos da família, um par de vendedores, e, claro, Lúcio Malfoy. Os ataques dele, nesse ponto, eram fofos, mas quando ele crescesse, eles teriam de cessar definitivamente.

Enquanto Ginny se ocupava com Drake, Angelique subira novamente no colo de Draco e estava ocupada checando-o em busca de machucados óbvios que pudessem ter sido causados por seu irmão. Ela correu suas mãos por seus braços, peito, então seu rosto, afastando seu longo cabelo gentilmente para trás de seus ombros.

"Gin? Quem é essa?" Draco perguntou muito lentamente inclinando a cabeça na direção de Angelique.

Angelique suspirou pesadamente e rolou os olhos. Ela se virou no colo dele, fazendo com que eles ficassem cara a cara, pousou gentilmente as mãos nas bochechas dele, para que seus olhos se encontrassem e disse muito devagar, "Meu nome é Angelique Molly Weasley Malfoy e você é meu Papai, bobo."

Soltando as bochechas dele, Angelique atirou seus pequenos braços ao redor do pescoço dele e o abraçou com toda a sua força.

"Gin?" Draco disse sufocado, uma vez que sua entrada de ar estava obstruída. "De onde ela saiu?"

"O que você quer dizer com isso, de onde ela saiu? Ela saiu do mesmo lugar que Drake," Ginny respondeu, sua voz começando a subir com raiva. O que estava errado com ele? Ele estava interessado só em Drake por ele ser um menino- um herdeiro?

"Noite, Weasleys," Arthur disse enquanto entrava na cozinha pela porta dos fundos. Ele tirou sua capa gasta e a pendurou no gancho mais próximo e então se virou para cumprimentar a família. Sua expressão endureceu quando ele viu quem estava sentado na mesa da cozinha. "O que ele está fazendo na minha casa?"

N/T

yay! Bom, tá aí o cap, espero que gostem!

E bom, eu qria saber se vcs acham que a fic precisa de uma beta, coloquem na review o q vcs acham, okay?

Se dependesse de mim, eu postaria mais freqüentemente, mas como tem capítulos mais para frente que são gigantescos (50/60 páginas), eu prefiro postar uma vez por semana, para que tenha alguns capítulos já prontos, okay?

Eternal Requiem