POV Lucian
Um trovão corta pelo céu fazendo um alto som.
– AH RAZIEL! UMA TEMPESTADE! VAMOS SER ATINGIDOS POR UM RAIO! ACHO QUE ESTAMOS EM TURBULÊNCIA! VAMOS TODOS MORREEEEEER! - Valentim grita em desespero.
Reviro os olhos. - Valentim o avião ainda nem decolou.
As pessoas ao redor olham atravessado enquanto se sentam.
Depois de umas três horas (e muito Dolly guaraná) o avião finalmente chegou, agora temos que aturar Valentim prevendo nossas possíveis mortes pelas próximas horas.
Estamos em um avião bem grande e os bancos são divididos em três colunas, a do meio com três bancos em cada fileira e as das janelas com dois bancos em cada. (N/A: Obrigada Lucian por deixar a história chata, me lembre de nunca mais deixar o POV pra você de novo. ¬¬) (N/Lucian: # maguado)
As pessoas ainda estão embarcando e se sentando em seus respectivos lugares, Eu, Valentim e Jocelyn (que estava linda como sempre) estávamos sentados um ao lado do outro na mesma fileira. Nos bancos ao lado esquerdo estavam Michael e Robert, na fileira da frente deles estavam Stephen e Amatis e em nossa frente iam se sentar Celine e Maryse.
Celine se ajeita e se senta em uma ponta enquanto Maryse coloca uma sacola nos compartimentos acima dos bancos. Ela se ergue na ponta dos pés para ajeitas as coisas e ao fazer isso sua saia sobe um pouco revelando uma parte de suas belas coxas. Os homens ao repararem encaram as pernas de Maryse descaradamente.
– Aqui, deixa que eu arrumo. - Robert se levanta e vai até ela com uma carranca.
Maryse olha pára ele. - Bom garoto! - E lhe dá tapinhas na cabeça. - Aqui biscoitinho! - Ela tira não sei de onde biscoitinhos pra cachorro e oferece para ele.
Pobre Robert! Eu te entendo.
POV Celine
– Nós pagamos vocês para nos levarem à Amazônia, não para ficarem dançando! - Maryse bufa interrompendo as instruções de segurança que os comissários dão.
– Nós não pagamos nada. - Cochicho para Maryse enquanto as aeromoças a fulminam com o olhar.
Ela ignora os olhares assassinos.- Eles não sabem disso. - Diz ela balançando a mão no ar.
Eu estou sentada na ponta da fileira ao lado direito de Maryse e em seu lado esquerdo estrá uma bela (coitada) garotinha com uns dez anos, cachos dourados e um vestido de babados rosa.
Apertamos os cintos e o avião começa a andar. Ouço atrás da gente o Valentim murmurar algo sobre sofrermos um acidente e ficarmos perdidos em uma ilha com uma fumaça negra assassina, pessoas intituladas "os outros" e números amaldiçoados.
Logo após uns quinze minutos de voo ficamos em um silêncio profundo, mas como eu conheço meus amigos sei que não vai durar por muito tempo.
Michael: Eu tô sentindo que a galera anda entendiada
Não tô ouvindo nada, não tô dando risada
Robert: E aê, qual é? Vamô lá, moçada!
Vamô mexe, vamô dá uma agitada!
Valentim: Esse nosso papo anda tão furado
É baixaria, dor de corno e bunda pra todo lado
Stephen: Eu quero me esbaldar, quero lavar a alma
Quem saba, sabe; quem não sabe bate palma
Lucian: E pra celebrar a nossa falta de assunto
Vamô todo mundo cantá junto (Ueba!)
Céus! Esses caras não conseguem ficar um capítulo sem cantar?
Todos: Eu não tenho nada pra dizer
Também não tenho mais o que fazer
Só pra garantir esse refrão
Eu vou enfiar um palavrão...
– POR*** CALEM A BOCA! NÃO ESTÃO VENDO QUE TEM CRIANÇA AQUI?! - Grita Maryse.
– VOCÊ ACABOU DE GRITAR UM PALAVRÃO CAR***! - Michael grita de volta.
– VÃO SE FU***! E PAREM DE GRITAR! - Berra Robert.
– VOCÊ TAMBÉM ESTÁ GRITANDO!- Maryse e Michael gritam ao mesmo tempo e Robert se encolhe.
A garotinha sentada ao lado de Maryse está com os olhos arregalados, mas ao mesmo tempo fascinada com os "adultos" à sua volta.
*Suspiro*
Acho que voltamos ao jardim de infância.
POV Jocelyn
Michael:Te encontrei
Toda remelenta e estronchada num bar,
Entregue às bebida
Robert: Te cortei os cabelos do suvaco e as unhas do pé
Te chamei de querida
Valentim: Te ensinei
Todos os auto-reverse da vida
E o movimento translação que faz a Terra girar
Stephen:Te falei
Que era importante competir
Mas te mato de pancada se você não ganhar!
Rock Riordan: Você foi
Agora a coisa mais importante
Que já me aconteceu neste momento
Em toda a minha vida
Stephen King: Um paradoxo do pretérito imperfeito
Complexo com a Teoria da Relatividade
J. R. R. Tolkien: Num momento crucial
Um sábio soube saber que o sabiá sabia assobiar
Abraham Lincon: E quem amafagafar os mafagafinhos
Bom amafagafigador será
Mozart: Te falei
Que o pediatra é o doutor responsável pela saúde dos pé
O 'zoísta' cuida dos zóios e o oculista
Deus me livre, nunca vão mexer no meu
Zeus:Pois pra mim
Você é uma besta mitológica
Com cabelo pixaim parecida com a Medusa
Pitágoras: Eu disse isso
Pra rimar com a soma dos quadrados dos catetos
Que é igual à porra da hipotenusa
Piloto do avião: Você foi
Agora a coisa mais importante
Que já me aconteceu neste momento
Até hoje em toda a minha vida
Comissário de bordo: Um paradoxo do pretérito imperfeito
Complexo com a Teoria da Relatividade...
– CALEM ESSAS BOCAS! - Maryse grita. (N/A: Nossa todo mundo resolveu gritar nessa porcaria aqui) (N/Voz interior: Falou a garota do Caps Lock ¬¬) (N/A: Shut your fuck lips bitch!)
Todos: Okay :'(
Amatis e Stephen desapareceram no banheiro (sa-fa-dos) e por um breve momento temos um pouco de paz.
Eu disse breve.
Valentim:Yo, I'll say you what I want, what I really really want
Michael: So tell me what you want, what you really really want
Robert: I'll tell you what I want, what I really really want
Stephen: So tell me what you want, what you really really want
Fantasma da Ópera: I wanna, I wanna, I wanna, I wanna
Fantasma do Natal Futuro: I wanna really really really wanna zig-a-zig, ah
– NÃO VAI ME DIZER O NOME DA MINHA FUTURA ESPOSA?! - Robert cobra a resposta não dada pelo fantasma (vide cap. 5).
~le silêncio~
Robert bufa.
Ouvimos um som estranho seguido pela voz do piloto nos auto-falantes:
– Senhores passageiros, devido a forte tempestade vamos ter que fazer um desvio, o voo deve durar mais cerca de três horas.
Várias pessoas no avião bufam e resmungam.
Os rapazes entreolham-se e dão de ombros.
Todos: Mary tinha um carneirinho, carneirinho, carneirinho...
Eu devo ter feito Pole dance na cruz.
POV Amatis
Valentim: Era uma vez, um elfo encantado que morava num pé de caqui.
Michael: Em cima morava um duende safado que vivia fazendo pipi.
Robert: Um dia o elfo se aborreceu e na porta do duende bateu.
Valentim/Michael/Robert: Foi nessa ocasião que eles então se casaaaaaaaram!
– Arg! - Maryse enfia uma almofada na cara.
A bela garotinha sentada ao seu lado a cutuca.
– Meus pais deixaram eu me sentar sozinha! - Ela diz com um sorriso vitorioso (que fofa).
Maryse sorri (oh oh). - Meus parabéns, só reze para que eles estejam sentados por perto, assim se o avião cair vai ser mais fácil juntar os corpos de vocês.
Depois de um tempo eu consegui tirar a menina de seu estado de choque e troquei de lugar com ela. Agora ela brincava feliz com um patinho de pelú...
– PORQUÊ VOCÊ FEZ ISSO?! - A garotinha pergunta quase chorando para Stephen que lhe arrancou o pato e jogou longe.
– GAROTA TOLA! NUNCA CONFIE EM UM PATO! - Ele grita.
*Suspiro*
Agora está dando certo, Trocamos a menina chorando de lugar com Valentim (uma criança por outra ¬¬).
O avião balança e ouvimos o som de um trovão.
Valentim põe as mão nas orelhas. - OH MEUS DEUSES! O AVIÃO VAI CAIR! ZEUS ESTÁ FURIOSO, EU SOU FILHO DE POSEIDON E ESTOU NO TERRITÓRIO DO SENHOR DOS CÉUS! AGORA ELE VAI ME MATAAAAAAR!
Reviro os olhos.
Um homem sentado na frente de Valentim começa a anotar todas as suas paranóias, provavelmente planejando escrever um livro.
– COMO ASSIM NÃO TEM?! - Michael grita (N/A: Que novidade ¬¬) com a comissária de bordo.
Ela parece um pouco nervosa. - Sinto muito senhor, mas não servimos sorvete no avião.
– Que tipo de empresa aérea é essa que não serve sorvete?! - Michael pergunta indignado. - Eu não paguei um preço exorbitante para ficar sem meu sorvete!
Stephen se vira para trás. - Michael é minha mãe que está pagando.
– A mãe dele não pagou um preço exorbitante para mim ficar sem sorvete!
Maryse se vira para Michael. - Não tem sorvete!
– Okay! - Michael diz e fica quieto deixando a comissária confusa.
Cinco minutos depois Michael se levanta para ir ao banheiro.
– Fique longe da cabine do piloto. - Jocelyn o adverte.
Michael ri. - Não se preocupe, não vou pôr o avião abaixo.
– Não duvido nada. - Murmura Maryse e Michael lhe aponta a língua (sem que ela veja).
– AH! Um pouco de paz! - Celine diz sorrindo após uns vinte minutos de silêncio.
Um chiado vem dos auto-falantes seguido pela voz de Michael:
– Aqui é do serviço de bordo. Há alguém presente que saiba pilotar um avião?
