Capítulo 7 - Amor

(Eveline's POV)

Era como se eu tivesse nadado quilômetros em mar aberto, sem nunca parar nem encontrar uma praia, e, de repente, quando já tinha decidido me deixar afogar e morrer ali mesmo, erguer a cabeça e ver areia. Finalmente, chegar onde se lutou tanto para chegar. E ali estava eu, ao lado daquilo a que tanto procurei.

Ele era muito mais do que eu havia imaginado. Muito mais do que as fracas memórias de Claudia Oleander me faziam ver. Miguel era dono de uma voz linda e sorriso maravilhoso, com olhos castanhos que se curvavam como se sorrissem também. Seu cabelo em cachos lhe dava um charme incrível, assim como a pele cor de jambo. Mas eu sentia que, por trás de toda aquela beleza, havia sofrimento. Claudia, no meu inconsciente, havia trazido aquilo com ela, e me mostrara. Nós fizemos ele sofrer, e ele não merecia.

Seu carro andava rápido, e de repente paramos em frente à uma escola de elite.

"Sério que você estuda aqui?", perguntei, colando o nariz no vidro.

Miguel riu. "É, tudo por causa de Liz Zwecker."

Descolei o nariz do vidro e me voltei para ele, que me olhava. Era incrível saber que aquele cara com corpo invejável, expressão brincalhona e rosto de bad boy bonitão era bem mais velho que eu. Beeeeeeem mais velho.

"O que foi?", ele percebeu meu olhar preso em si, e passou o braço por trás do meu banco, como se quisesse me abraçar mas estivesse com vergonha.

Dei de ombros, olhando pra fora. "Nada.", e bocejei, só então percebendo o quanto estava cansada.

"Está com sono?"

Assenti. "Faz algum tempo que não durmo."

Ficamos em silêncio. Era bom ficar quieta ao lado dele, nada de precisar preencher o vazio com conversas inúteis. Apenas ficar quieta. Meu coração salto quando senti seu braço passando por trás das minhas costas, me puxando para junto de si. Acabei com a cabeça encostada em seu peito e as pernas dobradas na parte da frente do carro.

"Obrigada.", murmurei, num fio de voz. O cheiro dele me invadia por completo, estava difícil pensar.

Senti seus lábios depositarem um beijo doce no topo de minha cabeça, e sorri. Ele era tão gentil, tão educado, tão perfeito, tão... Miguel. Eu não sabia se todo aquele amor caberia em mim, junto com a amor que eu já tinha para lhe dar.

"Por nada, Eveline."

Ri baixinho, virando o rosto para a direção de seu peitoral, sentindo o cheiro amadeirado dali. Depois, ergui a cabeça, para nossos olhos se encontrarem como imãs que atraem um ao outro.

"Pode me chamar de Eve."

Ele riu mais uma vez, e logo depois ficou sério. Meu coração acelerou loucamente assim que percebi que ele se aproximava de mim. Senti sua repiração quente na minha orelha, e seus lábios, que estava bem próximos dali, me fizeram arrepiar. Se eu morresse naquela hora, morreria estupidamente feliz.

"Prefiro chamar de amor.", fez uma pausa "Posso?"

Senti seus lábios se curvarem em um sorriso tímido, e meu rosto ficou insanamente quente. Eu quase não conseguia pensar. Ele me chamou de AMOR! E ainda queria saber se podia me chamar da palavra mais linda do mundo!

Sorri também, e virei o rosto, em um gesto inesperado para ele, deixando nossos rostos frente a frente e narizes colados.

"Eu acho perfeito, amor."

No segundo seguinte, se que eu me desse conta, ele me beijou. Carinhosamente, tomando cuidado com tudo, passando a mão pela minha cintura como se memorizasse. Como se matasse a saudade. Era mágico. Nossas línguas se encontraram, e aquilo foi perfeito. Era tudo que eu havia esperado por toda a vida, e muito mais. Surreal.

Senti uma lágrima escorrendo por meu rosto, mas não era minha. Abri os olhos, os dele também estavam abertos.

"Achei que você não ia voltar pra mim, amor.", murmurou, sua voz totalmente rouca e sexy. Aquilo me deu bons arrepios.

'Eu estou aqui. E desa vez não vou embora, prometo."

Ele sorriu e me beijou mais uma vez, para logo depois me afastar gentilmente e abrir a sua porta do carro. Farejei o ar, e senti o fedor de vampiros. Meu nariz se enrugou. Miguel riu, fechando a porta e caminhando até o meu lado para abrir pra mim. Antes que eu descesse, ele falou baixinho.

"Liz não sabe o que nenhum de nós é.", explicou "Tente não dar bandeirta."

Assenti e aceitei a mão que ele me estendia. Quando saí do carro, olhei para a frente, e, há alguns metros de distância, disfarçados de alunos, estavam quatro vampiros e dois lobisomens.


N/A: Eu sei que prometi cap toda semana, mas o vestibular acaba com a minha vida D:

amooores, não matem a Iaah, mas esse mês tenho três fds seguidos de prova, então vai ser impossível postar e estudar pra Unesp, Uncamp e USP. E mês que vem tem o ENEM, e logo depois viajo pro Espírito Santo (minha terrinha é boa demais gente!) pra prestar pra UFES. torçam por mim, ok??

se vocês deixarem reviews bonitinhas e chantagistas eu posto o mais rápido que puder, já que chantagens funcionam, e muito, comigo.

amo vocês, desculpa!

Salut!