Quando olho para cima, preste a começar a brigar com Alice, percebo que é meu anjo. E ele estava mais lindo, como se fosse possível.

- Atrapalho a senhorita em sua leitura?

Mexi a cabeça negando e fecho o livro sem nem ao menos marcar a pagina e fico em pé, praticamente na sua frente.

O cheiro dele me deixa tonta e praticamente sem reação. É como se eu estivesse sentindo o cheiro da minha comida preferida, quando estou há vários dias sem comer. E apenas o cheiro da comida te faz perder o rumo. E se pedirem para você fazer alguma coisa, qualquer coisa, oferecendo-lhe a origem do cheiro. Com ele do meu lado nada posso negar.

- Gostaria de desculpar-me, mais uma vez. – Ele falou, que ao meu ver foi por razão de minha ausência de voz. Provavelmente ele esperava alguma reação de minha parte.

E eu filosofando sobre comida. Poderia eu sei mais estranha?

- O senhor não tem motivo para se desculpar.

- Sei que minha atitude ontem a noite não foi a melhor. Gostaria de reparar a impressão que deixei. Se a senhorita permitir.

PARA TUDO. Ele esta me pedindo desculpa??? Por que???? Eu me ofereço e ele pede desculpa??? Deve ter alguma coisa de errado nessa historia, ou eu devo estar ficando louca mesmo. Mas eu faço qualquer coisa por esse pedaço de mau caminho.

- Eu permitir? Mas a minha atitude não foi nada apropriada para alguém em minha posição. – Ele me olhou provavelmente com a mesma cara que eu olhei para ele e não entendia nada. – Se o senhor permitir, gostaria muito poder fazer alguma coisa para mudar a imagem de minha pessoa para com o senhor.

Tentei ser a mais educada possível. Será que ele entenderia?

- Então temos algo em comum. Mostramos uma parte de nós que queremos esconder.

O sorriso dele. Poderia fazer qualquer coisa para ver ele sorrir. Deixava-me mais calma. Mesmo sem respirar. Percebi nesse instante que poderia fazer qualquer coisa. Só precisaria saber que ele está ao meu lado.

- O senhor gostaria de caminhar? – Segurei sua mão antes que ele me respondesse. Por que a mão dele sempre esta tão fria... Mas estou gostando dessa sensação.

Comecei a andar em direção a floresta. Claro que ele já conhecia tudo por lá. Até a casa que eu não conhecia ele me levou, mas resolvi leva-lo para o outro lugar. Por dentro da cachoeira. Acabei descobrindo a gruta por acidente. Estava brincando com Jacob, mas no meio da brincadeira acabamos brigando. Eu fui nadar e tentar esquecer de tudo. Mamãe sempre me contava a historias dos seres mágicos da floresta e comecei a me lembrar. E pedi para encontrar um lugar só para mim e que pudesse me esconder de todos. Acabei caindo, para variar, perto da cachoeira e percebi que não tinha nenhuma pedra, apenas água. Comecei a entrar e vi que era o lugar mais lindo que já tinha estado.

Ele percebeu onde eu o estava levando.

- A senhorita gostaria de nadar? – Apenas olhei para ele e sorri. A sensação de estar de mão dada com ele, o toque dele, me deixava completamente diferente.

- Tens medo de água, agora? – Queria ficar o maior tempo possível com ele, e se ele permitisse ficar ao seu lado para sempre.

Antes de entrar na água, soltei a mão dele. Virei de costa e comecei a retirar o meu vestido. Fiquei apenas com a chemise branca com rendas. Virei de frente para ele e percebi que ele estava tenso.

- O senhor não achou que molharia o meu vestido? Minha mãe me mataria. – Tentei explicar o meu ato. Bella sua burra, agora ele deve ter certeza que você é uma oferecida. Ele continuou calado.

- Prefiro que continue vida. – Ele se aproximou de mim e fez um carinho na minha bochecha.

Eu já estava me viciando em seu toque. Meu corpo precisava do toque dele. E pude sentir que ele também precisava do meu toque, ou talvez isso seja apenas uma ilusão da minha cabeça. Fechei meus olhos para poder memorizar o toque dele e sempre me lembrar à forma como ele me faz sentir. Nada mais importava a não ser o seu toque, nós dois juntos.

Se o mundo acabasse agora eu iria morrer feliz, pois ele esta do meu lado. Sei que isso é um pouco clichê, mas o que posso fazer? O amor nos torna pessoas completamente irracionais. Quando ele tirou a mão, trouxe-me junto para a realidade.

Ele me olhava com aqueles olhos profundos e meu coração, idiota, praticamente pulou para fora do meu corpo. Provavelmente ele estava escutando, meu coração estava muito forte.

- Esta com medo? – O olhar dele tinha alguma preocupação ou seria medo... Mas do que? MINHA RESPOSTA... Bella para de imaginar tantas coisas...

- Talvez. – Não posso mentir para ele, ainda mais assim. Não é que eu não saiba mentir, mas é que antes de mentir eu tenho que me preparar para me mentir. Saber toda a historia da mentira, acho que é por que assim eu acredito que pode quase ser uma verdade e consigo convencer outra pessoa que estou mentindo.

Quando respondi, ele deu um passo para trás e após algum tempo ficou de costa. Um silêncio sepulcral abateu-se sobre eles e a atmosfera ficou densa, como se faltasse ar. Fiquei receosa de falar mais alguma coisa e ele não entendesse da maneira correta, então mudei de assunto.

- Desculpe-me, mas não posso explicar-te o motivo agora. – Esperei algum tempo, mas ele não se mexeu. – Sr. Edward...

- Pode me chamar de Edward. – Sua voz estava tão baixa, mas quando ele se virou percebi que alguma coisa ainda o perturbava.

Fiquei tão feliz que ele não estava bravo comigo ou qualquer coisa do tipo que agi por impulso. Abracei-o.

Tudo aconteceu tão rápido. Ele ficou tenso, provavelmente porque não esperava a minha reação.

E o que eu senti... Minha garganta queimou com o meu cheiro. Uma sede... E muitos sentimentos confusos.

Ele se desgrudou de mim com uma velocidade impossível. Como ele fez isso??? E porque quando estava com ele minha garganta queimou?

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Oi, galerinha...

Eu ia fazer uma parte super romantica agora...

Mas achei melhor a Bella descobrir tudo antes....

Vou repetir mais uma vez... É eu falo isso em todos os cap.

Qual duvida, sugestao ou qualquer coisa...

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E façam uma autora feliz.

Ate a próxima.

Bjs!!!