Notas da Autora

O comandante Red encontrava-se descompensado e igualmente irado, enquanto não conseguiam rastrear as últimas Dragon balls...

Black e doutor Gero, descobrem que...

Doutor Gero permite a si mesmo mergulhar em suas lembranças sobre...

Capítulo 9 - Red Ribbon

O líder dos cientistas da Red Ribbon, doutor Gero estava cabisbaixo, sendo que há mais de meia hora, ouvia ofensas e presenciava, pessoalmente, a ira do comandante Red.

- Nosso radar não consegue localiza-las. Nós já ampliamos o sinal e...

O cientista começava a falar, quando é cortado pelo comandante, que bateu o seu punho na mesa com visível violência, frustrado e igualmente irado, pelo fato de não ter conseguido todas as Dragon Balls.

- Não importa! Mate! Torture! Trucide alguém! Faça o que tiver que fazer, mas, quero que o maldito radar rastreie essas últimas Dragon Balls! Seu desgraçado! Erros não são tolerados na organização Red Ribbon e não pense que o fato de ser um cientista, o torna incólume a essa regra!

Doutor Gero estava ficando farto de ouvir, pelo menos, a cada dois dias, reclamação do Comandante Red, tendo que aturar a ira do mesmo, apesar dos esforços, no mínimo descomunais, para aprimorar o radar, tendo inclusive perdido noites de sono, apenas na ânsia de aprimorar o mesmo.

O olhar de ira e de revolta, não passou despercebido para Black, o braço direito do comandante Red, que preferiu não falar nada, pois, percebeu que o seu líder estava descompensado e temia que ele fizesse alguma besteira em relação ao melhor cientista da Red Ribbon, sendo que o olhar do mesmo era mais de aborrecimento, que de revolta ou desejo de se vingar.

Porém, decidiu ficar de olho no cientista, mais atentamente.

- Saia daqui, seu desgraçado! – ele exclama, enquanto voltava a sentar.

Porém, antes que o mesmo saísse, tiros são ouvidos, assim como as janelas são quebradas e frente a isso, doutor Gero corre para a parede mais próxima e se abaixa, segurando a cabeça e se curvando, sendo que Black empurra o comandante da cadeira, enquanto desviava dos projéteis disparados.

Então, oculto pela borda da janela, identifica a origem dos tiros e rapidamente, aponta a sua arma feita sobre encomenda com mira, reconhecendo o farfalhar leve de folhas, direcionando a mira da arma para a direção das folhas e então, dispara várias vezes, até que um baque é ouvido, sendo semelhante ao som de algo se chocando no chão e quando se levanta, se aproxima da janela, após alguns minutos, percebendo que os soldados corriam até o local e avista o corpo de um homem, sendo que a roupa era de camuflagem.

- Imbecil... Eu sou Black e já fui o melhor assassino do mundo ao usar armas. Podia matar alvos a uma distância absurda, acima dos seus sonhos mais insanos, retardado.

Então, cospe na direção do corpo, no alto, para depois ajudar o comandante a se levantar, sendo que o mesmo se recuperava.

Já, os soldados no chão, temiam as consequências de sua falha em defender aquela parte da fortaleza, pois era dever deles e falharam, miseravelmente. Frente a isso, passaram a temer por suas vidas, pois, o menor erro ou falha, era motivo para execução. Falhas não eram toleradas e muito menos permitidas. Falhar significava a morte, perante um pelotão de fuzilamento.

- Esses desgraçados! Mande executar todos os responsáveis por essa parte da fortaleza! Esse erro é inadmissível!

- Sim, senhor. – Black fala.

- Como senão bastasse o fato de não ter as Dragon Balls, agora, tenho que enfrentar um atentado?

- Senhor, em vez de perdermos tempo com as Dragon Balls, uma vez que nos últimos anos, nosso poder militar aumentou, drasticamente, poderíamos partir para a conquista do mundo, em vez de usar as Dragon Balls para isso. – Black comenta, casualmente.

- Quem disse que quero as Dragon Balls para conquistar o mundo?! O que você é? Um retardado? – ele pergunta tremendo de ira.

- Mas... Não é por isso, que estamos reunindo as Dragon Balls? – Black está estarrecido, tentando assimilar que esse não era o motivo para reuni-las.

- Não precisamos! Como você mesmo disse. Conquistar o mundo é uma questão de tempo.

Doutor Gero estava escondido em um canto, ouvindo tudo e encontrava-se em choque, pois, assim como Black, sempre imaginou que as esferas eram para conquistar o mundo e inclusive, por causa disso, dedicou toda a sua inteligência e vida para a Red Ribbon, compartilhando do sonho da conquista do mundo.

- Então... Para que o senhor está reunindo as Dragon Balls? – Black controlava ao máximo a irritação em sua voz.

- Para ficar mais alto, claro! O que achou que era, seu imbecil?

Ele comenta, cuspindo a ponta do charuto, enquanto caminhava até a mesa para pegar mais um, de uma caixa de madeira envernizada com detalhes dourados.

- Para ficar mais alto?! Por algo tão imbecil?! – Black não consegue conter mais sua raiva e amargura, enquanto tremia de ira.

- Não é algo imbecil ou idiota! Você sabe o que eu passo seu bastardo super desenvolvido? Desde criança, sofro com a altura. Chamam-me de anão ou de mini homem. Claro, que você não sabe o que é isso, por ser tão alto. Mas, para um homem baixo como eu, é algo vergonhoso! Minha altura é ridícula! E o único modo de ser mais alto é com essas esferas mágicas! Claro que sei, melhor do que ninguém, seu imbecil, que temos poder bélico suficiente para tomar o mundo. Porém, a conquista mundial pode espe... O que está fazendo seu...?!

Porém, antes que continuasse falando, ele é executado com um único tiro, quando é colocado na cadeira, forçadamente, por Black, sendo que o mesmo simulou aonde Red seria atingido, se o assassino tivesse tido êxito no ataque e que era na parte de trás da cabeça, enquanto que jogava sua arma na direção onde o atirador estava momentos antes.

- Você não é digno de ser o comandante desse exército!

Nisso, ele se aproxima e aperta o botão do intercomunicador da mesa e fala, simulando aflição:

- O Comandante Red foi assassinado! Tudo por causa dos soldados da Ala Leste! Preparem o enterro com toda a pompa que o nosso Comandante Red merece e executem esses soldados bastardos que causaram a morte indireta de nosso amado líder. Estou assumindo a liderança, pois, era o vice comandante, Black. Agora, sou o Comandante Black. Comunique a todos, os acontecimentos dolorosos dessa tarde!

O soldado do outro lado está em silêncio, provavelmente em choque, até que Black exclama, irado:

- Seu imprestável! Quer se juntar a eles?

- Não! Sinto muito, comandante Black! Vou comunicar e passarei a ordem de fuzilamento.

- Ótimo... – ele comenta com um sorriso, agradecendo o cargo que Red deu a ele, um dia, quando bebeu demais.

Claro, Black nunca pensou em assumir o comando da Red Ribbon, pois, sempre considerou Red o melhor e adorava ser aquele que agia nas sombras.

Porém, frente ao fato de Red ter se provado indigno para tal cargo, era o momento dele sair das sombras e passar a ser aquele que ditaria diretamente as ordens.

Enquanto isso sorria, pois, graças ao fato de Red ter feito um contrato, dando tal cargo a ele, sendo inclusive divulgado sobre o aval dele, sem o mesmo saber, assim como era de conhecimento de todos os generais, poderia assumir o cargo de Comandante da Red Ribbon, sendo que perguntava a si mesmo, o motivo de nunca contado ao mesmo sobre a nomeação, já que ele não se lembrou do que fez quando estava demasiadamente embriagado e agora, agradecia o fato de ter mantido em segredo dele, por algum motivo que não compreendia na época e que a aprovação de tal documento foi facilitada pelo fato de que o Comandante Red estava tão obcecado com as Dragon Balls, que negligenciou muitos ofícios em sua mesa, assinando muitos, sem sequer lê-los e acabou assinando aquele que dava legitimidade ao cargo de vice-comandante a Black.

Então, ouve o som de algo se arrastando a sua direita e nisso, pega um canivete, para depois virar para o lado, reconhecendo o doutor Gero, que estava apavorado e nisso, ele fala:

- Quero direcionar a Red Ribbon para o que ela está predestinada... Ou seja, a dominação do mundo. Você é um cientista brilhante e ficaria honrado em tê-lo como meu braço direito e conselheiro. O que acha?

O cientista fica surpreso, assim como maravilhado ao ver que a Red Ribbon se tornaria aquilo que sempre sonhou e depois, sorri, se levantando e o cumprimentando.

- Eu adoraria! Fico muito feliz por ter me escolhido e imagino que vai simular que ele foi executado.

- Sim. Por sorte, com exceção de nos dois, mais ninguém viu os acontecimentos.

- Pode contar com o meu segredo... Comandante Black. – ele fala untuosamente, se curvando levemente – Ficarei honrado em ser seu braço direito, assim como Conselheiro.

- Ótimo! Se juntarmos meu cérebro militar e seu cérebro científico, poderemos fazer coisas incríveis e inimagináveis. A Red Ribbon irá assumir seu lugar por direito. Não agirei mais nas sombras.

- Com certeza irei ajuda-lo... Afinal, a Red Ribbon é minha vida. Portanto, quero que ela atinja o seu potencial verdadeiro.

Black percebe o fervor e igual admiração que Gero possuía pela Red Ribbon e não pode deixar de se felicitar pela decisão de tê-lo como braço direito e conselheiro.

- Imagino que pensou que as Dragon Balls eram para conquistar o mundo.

- Sim... Não preciso falar o quanto fiquei desgostoso e igualmente irado ao saber do desejo fútil dele.

Nisso, olha com ira para Red, sendo que seu ódio aumentava, ao se recordar de ter tido que aturar por meses as ofensas e ira para com a sua pessoa.

- Isso é passado... Quanto às Dragon Balls, as deixaremos de lado. Há mais de dois meses que não as rastreamos. Além disso, temos um poder bélico incrível para tomamos o planeta, se assim quisermos.

- Sim. Mas, penso que poderíamos fazer a conquista mundial, de uma forma mais derradeira e sem problemas... Inclusive, tenho uma ideia de como fazer isso.

- Hum... Pensando agora, se tomássemos brutalmente o planeta, poderíamos ter problemas. Se há um modo de tomamos o planeta sem maiores problemas, seria muito bom. Gostaria de ouvir mais detalhes sobre seus planos e juntos, iremos coloca-los em prática.

- Então, o meu plano é...

Nisso, o doutor para de falar, enquanto que alguns soldados entram, inclusive generais e olham consternados, assim como desolados, para o comandante morto, com ambos, Black e Gero, simulando uma face de profundo pesar, dando credibilidade a farsa.

Após ele relatar o ocorrido, com o apoio de Gero, enquanto ele prometia continuar o sonho do comandante, fazendo um discurso em honra dele, eles saem para dar procedimento ao enterro e cerimonia fúnebre, sobre forte comoção, enquanto incentivava o ódio deles ao grupo responsável por aquele lado da fortaleza, para que eles fossem o bode expiatório da ira dos soldados, estimulando tal ira, ao falar que por culpa indireta dos mesmos, o idolatrado Comandante Red foi assassinado.

Quando eles saem, ele finge estar pegando as papeladas e então, Gero fala:

- Sobre o que conversávamos...

- Vamos conversar após os procedimentos fúnebres, sendo que depois o anunciarei como o meu braço direito e conselheiro, dando amplo poderes a você, algo que o comandante nunca fez, pois, desperdiçava o seu primoroso intelecto com o desejo imbecil dele.

- Ótimo. Também quero voltar a me aperfeiçoar na criação de androides. Claro que irei continuar criando robôs, mas, quero desenvolver androides.

- Androides? Incrível! Claro, volte a trabalhar nisso, que é mais importante que esse radar. Depois, farei o discurso e irá me acompanhar em todas as decisões, sendo que a discutiremos antes. Não sou retardado como o Red, que deixa uma mente brilhante como a sua, confinada em um laboratório. Nos dois juntos, iremos elevar a Red Ribbon ao lugar que ela merece e com a sua ideia, que irei adorar ouvir, para discutimos, iremos fazer de modo que se torne imbatível.

- Obrigado, comandante Black! – ele exclama emocionado, ao conseguir tal status.

- Vamos agora simular nosso pesar pela morte de Red. Agiremos como senão soubéssemos do desejo tolo e igualmente imprestável, assim como desprezível dele.

- Com certeza. Com a sua licença, Comandante Black.

- Toda.

Nisso, enquanto o doutor Gero saía, Black fala:

- O que acha de sequestramos aquele cientista, o doutor Briefs? Surgiu-me, agora, essa ideia na cabeça.

Gero estava saindo da sala, levando a mão na maçaneta, quando ouve o nome e continua apoiando a mão da mesma, para depois virar para o comandante, com uma voz repleta de desdém:

- Ele é um pateta inútil. Um gênio, não maior do que eu, claro. Mas, é um tolo. Ele poderia sabotar, mesmo que usássemos a família dele como refém. Eles têm fortes princípios... – ele se adiantou ao termo refém, pois, sabia que Black iria citar chantagem.

- Mas, eles não seriam de grande ajuda? – arqueia o cenho.

- Ele desenvolve muitas coisas tecnológicas por ser livre, acredite. Se ficasse limitado aqui na base, seu processo intelectual seria pedido. É melhor para nós, que ele faça descobertas. Ademais, sempre podemos roubar as suas invenções, conseguindo assim antecedência na mesma. Tem cientistas que não trabalham bem sobre coerção. Eu sou um cientista e sei disso. O bastardo do Briefs é assim. – ele fala com toda a ira e raiva que conseguia reunir.

Black fica pensativo e fala, após alguns minutos.

- Bem, isso é verdade... O deixamos livre, fazendo descobertas e depois as roubamos... Excelente ideia! – ele exclama, animado, ao perceber a vantagem em tal plano - Vou colocar um espião dentro da equipe dele para roubar os projetos, sem que o mesmo perceba o roubo, uma vez que será usado por nós, assim como não saberá que está trabalhando, indiretamente, para a Red Ribbon. Adorei! – ele sorri satisfeito, pois, roubar os experimentos, não seria tão difícil.

Ademais, se a Red Ribbon não o procurasse, ele não ficaria alarmado e, portanto, poderiam colocar, facilmente, espiões para roubar os projetos.

- Agora, vou voltar ao laboratório.

Então, após sair, ele se lembra de sua infância, ao lado do Briefs, quando eram jovens e disputavam inventos, um atrás do outro, sendo que seu amigo sempre foi um idealista ao contrário dele, que adorava o dinheiro e a fama.

Inclusive, rejeitou o convite do mesmo para fundar a Corporação Cápsula, que outrora, no passado, foi um sonho de ambos, ao receber uma proposta de uma empresa internacional, já que Briefs recusou o emprego, pois, queria fundar a sua própria companhia para projetar equipamentos e aparelhos, visando o bem estar e a comodidade das pessoas, já que sempre foi o seu sonho, apesar de consideravelmente utópico.

Ele riu ao se lembrar do quanto seu amigo de infância, assim como rival foi e ainda era idealista, sendo que muitas vezes o confortou e lhe apoio, dando abrigo na casa dos pais dele, quando era quando criança e tinha que lidar com um pai drogado e violento, tendo uma mãe que se embriagava para fugir da violência doméstica.

O seu amigo de infância e rival tinha uma família amorosa e várias vezes, ficava hospedado na casa dos Briefs, já que a família do mesmo o tratava como um filho querido, mais do que um simples amigo do filho deles.

Porém, reconhecia que com o advento dos anos, a amizade foi se diluindo, embora que sempre que o via, exibia um sorriso e o convidava para um café, mesmo após anos, sempre o convidando para fazer parte da Corporação Cápsula, como co-fundador.

Claro, o invejou pelo fato que ele desenvolveu as capsulas Hoi Poi, mas, aceitava o fato que ele merecia tal descoberta, pois, sempre procurou ajudar os outros, inclusive, muitas vezes de graça, ao consertar algo ou então, aprimorar o mesmo e ademais, na época mais sombria de sua vida, ele fora a sua luz, sendo aquele que lhe estendia a mão, enquanto estava na escuridão, devido a sua família. Ou melhor, seria dizendo, a ausência da mesma, já que o pai era drogado e a mãe, uma alcóolatra.

Portanto, ele nunca se esqueceu dessa dívida imensa que possuía, mesmo com o advento das décadas.

Portanto, defendê-lo da Red Ribbon, impedindo da mesma sequestra-lo, assim como a família do mesmo, era no mínimo um dever, pois, assim, poderia ficar com a consciência tranquila, além de poder pagar a divida que tinha de infância com a família Briefs e do mesmo, desde que eles eram pequenos, sendo que sabia, que no íntimo, ainda havia a amizade e mesmo com ele sabendo que fazia parte da Red Ribbon, nunca deixou de sorri gentilmente, quando se encontravam em uma feira cientifica ou um simpósio.

Afinal, sabia que ele era alguém que não se importava com o título da pessoa e tratava a todos com cordialidade e gentileza, sendo que ainda percebia nos olhos do mesmo o brilho da amizade, mesmo após anos e o fato de ainda considera-lo um grande amigo, mesmo que o caminho de ambos seja demasiadamente distinto.

Então, sai de seus pensamentos com um sorriso, para depois ficar sério e voltar a sua postura usual, enquanto caminhava para o laboratório.

Longe dali, mais precisamente em Myako City, Bulma estava tomando um chá gelado à beira da piscina, sendo que usava um maiô e ao seu lado, havia a sua irmã, Tights, que estava com um maiô, também, enquanto terminava de digitar o último capítulo de seu livro.

Conforme olhava a sua irmã mais velha, ela ficava com pena dela que queria ser escritora, apesar de ter herdado o gênio privilegiado dos Briefs.

Afinal, ela podia ser uma excelente cientista, com o seu gênio, mas, como escritora, era péssima e o resultado era inevitável. Ela não conseguira que nenhuma editora se interessasse pelo livro, uma vez que não usava seu sobrenome, pois, queria conquistar tudo por si só e nesse aspecto, respeitava e muita sua irmã mais velha, que herdou a aparência da mãe delas, assim como temperamento, sem ambas saberem do grande segredo que a família delas possuía e que era desconhecido a ambas.