Rachel escutou o barulho do despertador e logo depois sentiu uma mão grande e familiar deslizando por sua cintura, na direção de seu bumbum, bem como lábios tocando seu pescoço e ombros. Sem abrir os olhos, abraçou o corpo que tinha se aproximado do dela, e logo sentiu a ereção do marido perto de seu baixo ventre, e as mãos dele puxando a camisola dela para cima, para alcançar seu seio e brincar com ele. Pressionou o corpo contra o dele, em um movimento impulsivo, apertando seus ombros e gemendo baixo.
"Finn, é melhor a gente parar." Disse, segundos depois, recobrando a consciência que lhe faltava quando ele a tocava.
"Ah, não!" Ele reclamou com voz manhosa.
"A gente vai se atrasar. É quarta! Temos aula!"
"Eu não ligo! Já fizemos quase todas as provas." Afirmou, sem parar de tocá-la e passando a beijar seu colo.
"Ah, Deus, Finn!" Falou com dificuldade, quando a língua dele alcançou seu mamilo, depois que ele puxou o decote da camisola, e acabou se livrando ela mesma da peça de roupa, para facilitar as coisas. "Tem que ser rápido. Temos que chegar pro segundo tempo, pra poder entrar, por causa do ensaio." Falou, lembrando que teriam reunião do coral.
"Ok." Respondeu, chupando o seio dela de novo e colocando os dedos dentro da calcinha dela, tocando sua intimidade já úmida, enquanto ela acompanhava seus movimentos com o quadril.
A boxer, que era a única coisa que Finn usava para dormir quando não estava frio, foi retirada rapidamente e jogada no chão, caindo sobre ela, pouco depois, a calcinha de algodão com estampa de cerejinhas que fazia conjunto com a camisola de Rachel. O rapaz sentou-se na cama, puxando a mulher para seu colo e penetrando-a, mas eles permaneceram nessa posição que os dois adoravam por pouco tempo. Não esquecendo o fato de que precisava evitar um atraso, ela empurrou o tronco dele para trás, para que ficasse deitado, e se movimentou em cima dele, devagar, mas provocando o atrito certo no lugar certo, que era a forma como ela sabia ser mais fácil atingir o orgasmo sem demora.
Ele rolou na cama, ainda conectado a ela, ficando por cima e buscando seu próprio gozo, que veio rápido e forte. Separou-se dela com pesar, caindo em seu próprio lado da cama outra vez. Ela o abraçou, colocando a cabeça sobre seu peito, enquanto, em silêncio, os dois aguardavam seus corpos pararem de reagir. Trocaram carinhos delicados que falavam por eles sobre o amor que dividiam, antes de finalmente ela tomar a iniciativa de se levantar primeiro e se entregar a um ritual matinal que precisaria ser mais apressado do que de costume.
O casal realmente só entrou na escola na hora do segundo tempo de aula, porém, em tudo mais, o dia foi um dia como qualquer outro. Na hora do almoço, Rachel sumiu, como acontecera na segunda e na terça, e Finn não foi procurá-la, nem deixou que ninguém o fizesse, porque sabia exatamente o que ela deveria estar fazendo.
Depois que o baile de formatura passou, a Sra. Hudson voltou a ter como obsessão o futuro e colocou na cabeça que Carmen Tibideaux não a tinha permitido mostrar todo o seu potencial, e que precisava convencê-la a fazê-lo. Mandou várias mensagens de voz à professora de NYADA e, enquanto esperava por uma resposta, ensaiava alguns números que poderia usar para impressionar a famosa personalidade do teatro norte americano. Nenhuma resposta chegado até então, porque Carmen era adepta do "um é pouco, dois é bom, três é demais" e Rachel tinha tentado se apresentar duas vezes em vão.
Além do mais, durante aquele almoço, Finn achou que o grupo tinha uma preocupação maior do que saber se, onde e o que Rachel estava comendo. Tina ficara chateada e ameaçara não participar das Nacionais, depois de saber que Rachel teria mais um solo. Não se considerara valorizada por estar responsável pelo figurino e o fato de a outra garota ser formanda não lhe parecia razão suficiente para a escolha, visto que Mike também era formando e não teria qualquer destaque.
O namorado se disse decepcionado com ela, que ainda teria o ano seguinte para brilhar no coral, e chegou a chamá-la, inclusive, de egoísta. No entanto, acabou sendo a própria Rachel quem teve uma conversa em particular com ela, na hora da reunião do clube, que no final seria de grande ajuda para a solução dos problemas de ambas.
"Tina, entendo que sinta que sua voz está reprimida agora. Não sei por que escolheu esse momento para fazer uma cena..." Observou, considerando que, na verdade, a garota asiática ser ignorada nas escolhas do coral não era, nem de longe, uma novidade. "...mas quero que saiba que está sendo ouvida. Por isso quero oferecer a você cinquenta dólares para esquecer isso até as Nacionais." Ofereceu, com uma falta de tato absurda! "Tem ideia de como as Nacionais são importantes para mim?" Questionou, quando a outra saiu, sem se dar ao trabalho de responder a sua proposta."Se eu convencer Carmen Tibideaux a ir assistir nossa performance, seria como fazer um outro teste para NYADA! Ou seja, meu futuro depende de sermos ótimos... todos precisam ser perfeitos."
"Perfeitos para você se sair bem!" Falou Tina, irritada, parando enfim de caminhar e olhando para Rachel. "Sentei, por três anos, no fundo daquela sala de coral, segurando a mão do Mike, ou chorando, sorrindo ou balançando, enquanto todos estavam cantando solos." Exagerou, já que, na realidade, quase ninguém tinha apresentado solos em competições. "Às vezes, digo algo, mas na maior parte do tempo, não. Como posso ser uma peça importante? Cansei, Rachel. Cansei de ficar calada. Sou membro original do Glee e cantava com raspadinhas sendo jogadas na gente! Quando vai ser a minha vez, afinal?"
"Sabe como é difícil ser eu?" Rachel perguntou, porque continuava com sua natural dificuldade de ver as coisas pelo ângulo dos outros. "Tem Facebook ou Twitter? Assiste Bravo, lê livros ou compra cadarços para suas incríveis botas engraçadas?"
"Sim." Respondeu Tina, confusa.
"Eu não! É exaustivo ser eu. Levanto há anos às cinco da manhã, só para me preparar, caso eu ganhe um solo. Agora, não mais, porque acordaria Finn e a família dele, mas então isso foi trocado por... Oh, não! Isso não vem ao caso." Riu, mas só por um segundo, retomando o foco. "Tenho músicas do Sondheim, Hamlisch, Lloyd-Webber e Elton John memorizadas, e os hits da Katy Perry também. Sou capitã de vários clubes e mantenho minhas notas altas, porque sem essas coisas jamais poderia sonhar com a melhor escola de drama."
"Eu também sou capaz de tudo isso."
"E fará! Ano que vem. Terá sua chance ano que vem."
"Tudo que quero é, por um momento, me sentir como você." Confessou a mais nova. "Estar no palco e receber as palmas que está acostumada a ter." Completou, saindo e encerrando o assunto, que só seria retomado depois que ela, tendo batido a cabeça em um acidente e ficado confusa por um tempo, acabasse vendo as coisas por outro ângulo.
"Tenho que aceitar que não irei." Rachel respondeu à indagação da amiga, depois que esta a encontrou, fazendo exercícios de voz no auditório, e perguntou se ela tinha recebido alguma notícia de Tibideaux. "Mandei emails, liguei, e não há mais nada que eu possa fazer."
"Poderia ir vê-la. Algo me diz que é o que você sugeriria a si mesma, se não estivesse abalada. Rachel Berry não aceita 'não' como resposta!"
"E isso é bom?"
"Eu pesquisei e ela é professora em Oberlin. Se formos até lá, agora, podemos encontrá-la. Eu posso dirigir."
"Faria isso por mim?" Espantou-se. "Por que? Você não estava errada em tudo que me disse. Todos são importantes e eu sinto muito se te fiz sentir fazendo número apenas."
"Todos tem seu papel em uma peça, certo? Talvez, por enquanto, esse seja o meu." Deu de ombros e Rachel se levantou, agradecendo muito e dando-lhe um abraço.
Quando encontraram com a representante de NYADA ela não foi nada receptiva. Acusou Rachel de ocupar o tempo dela com suas mensagens, tirando a chance de outros candidatos que também tinham suas esperanças e sonhos, e os depositavam nela. Quis saber por que ela se achava mais merecedora de atenção que os demais, e a menina, nervosa, só soube pedir desculpas e dizer que não imaginava estar prejudicando ninguém.
"Sra. Tibideuax, eu sei como se sente." Tina, então, se intrometeu na conversa. "Rachel Berry é um saco! O que ela quer, ela consegue, e eu passei muito tempo guardando rancor por isso, mas a verdade é que ela consegue porque é excepcional. Não só a voz, que é fantástica, como também o foco, a vontade. Com que frequência a senhora encontra a pessoa certa?"
"A pessoa certa, que nem lembra a letra da música?" Duvidou.
"Então, ela tem um dia ruim e isso molda seu futuro?"
"Sei que estou me arriscando ao pedir uma consideração especial." Rachel retomou sua voz. "Porém, me responda: sua carreira excepcional não envolveu também riscos?" A mulher não respondeu, mas pareceu mais interessada. "Nos apresentaremos na final da competição de corais escolares em Chicago e vimos que estará se apresentando lá, no Lyric Opera. Antes que se decida de vez, só quero que me ouça cantar! Não há nada em que eu seja tão boa, pelo que eu seja tão apaixonada e que me faça tão feliz! Acho que é isso o que me diferencia."
"Acho que é hora de você e sua amiga irem embora."
"Tudo bem." Resignou-se por hora. "Só quero que saiba que nos veremos ano que vem, e todos os anos depois, até que eu entre. Não fez audição para Juilliard quatro vezes?" Ousou deixar no ar, antes de um "obrigada" final e de sair de lá com Tina, com o espírito renovado, apesar de nenhum avanço real.
Sentia-se muito mais animada, pois estava mesmo determinada a fazer os testes tantas vezes quantas fossem necessárias, em vez de ficar com pena de si mesma, como se nunca mais fosse ter nenhuma chance de lutar por uma carreira na Broadway. Por ora, se dedicaria a aproveitar os últimos dias com os amigos da escola, a ajudar Finn com o teste dele e a ensaiar com dedicação para a competição que estava chegando.
Sue Silvester, que estava a frente do coral junto com o Sr. Schuester, estava enlouquecendo a todos com ideias como usar capacetes e amoladores de metal, em alusão à profissão da protagonista do filme Flashdance, cuja música pretendiam cantar, bem como Kurt vestido de Drag Queen, porque Wade estava conseguindo chamar atenção, travestindo-se e fazendo suas performances no Vocal Adrenaline como Unique.
A última ideia maluca tinha sido cada membro do clube ser acompanhado por um anão na coreografia, mas Will felizmente não havia concordado com isso. O clima não estava nada bom no auditório, quando Rachel e Tina voltaram, uma vez que todos queriam ganhar a competição, mas ninguém havia tido nenhuma ideia que parecesse ser realmente boa ainda. A pausa que as duas garotas propuseram na discussão, pedindo licença para se apresentarem juntas, foi muito bem vinda e mostrou que eles não precisavam ficar tão preocupados em vencer, e sim em ser eles mesmos e fazer o que amavam, que era se apresentar para uma plateia lotada e sempre muito animada.
Tina realizou o desejo de cantar em dueto com Rachel, antes que a mesma se formasse, e a união da pessoa sobre quem os holofotes sempre estavam com aquela cujas luzes mal conheciam mostrou que nem anões, nem um garoto vestido de mulher, nem a líder de sempre eram o que Sue tinha chamado de "fator Unique" do Novas Direções.
"Acho que todos somos." Rachel concluiu, conversando com Finn que, como sempre, via na esposa o maior brilho de todos e afirmara ser ela o grande trunfo do grupo. "Em um mar cheio de crianças que só querem se unir aos seus, somos diferentes. Tentamos nos conhecer, ajudar e aceitar uns aos outros. Esse é o nosso 'fator Unique', Finn! É o que amo na gente."
"Eu também." Ele respondeu, sincero, enquanto os dois observavam pessoas tão diferentes uma das outras quanto Sam, Artie, Mercedes, Kurt e Brittany conversando animadamente. "Eu também." Disse, segurando a mão dela, e os dois caminharam juntos, com esperanças maiores do que nunca não só no futuro próximo, como também naquele um pouco mais distante, para o estacionamento.
