Banda: Dir en Grey
Pairings: DiexKaoru, Die+Toshiya, Kyo+Toshiya
Classificação: Yaoi, Lemon, Darkfic, Ação? o.O
The Code of Vulgarism - Capítulo 8
Mal Kaoru abriu a porta do seu quarto e Die voou em sua direção, batendo suas costas contra a parede.
- Die, o q...
- O que vocês dois estavam pensando hein?! - exclamou o ruivo, seu rosto tão vermelho quanto seu cabelo, seus olhos furiosos - Você acha que está lidando com algo simples Pride? Acha mesmo que Kyo não desconfiaria nem um pouquinho de algo e que você conseguiria usar a escuta nele sem problemas?
Kaoru arregalou os olhos. Die empurrou-o ainda mais, batendo suas costas mais uma vez contra a parede.
- Responda Pride!!
Kaoru empurrou Die, se afastando da parede, agora furioso também.
- Eu responderia se você parasse de querer me enfiar dentro da parede! Sim, eu sabia dos riscos que corri quando coloquei a escuta em Kyo, mas eu tive que arriscar! Toshiya sabia disso e me ajudou, então sim, assumo qualquer responsabilidade!
- Você poderia ter sido retalhado por ele, porque fez isso, seu idiota?!
- Fiz isso por você!
A resposta ecoou no silêncio entre os dois por cinco torturantes segundos. Kaoru avançou ao mesmo tempo que Die e suas bocas se encontraram violentamente, num beijo agressivo e longe de ser romântico. Karou gemeu, abraçando-o pelo pescoço e logo Die puxou-o pela cintura, seus dedos percorrendo a pele exposta por baixo da camisa maleável do jovem de cabelos roxos.
Logo o beijo ficou lento, até terminar aos poucos. Os dois ficaram de testas coladas, o barulho de ambas as respirações sendo o único som do quarto. Kaoru apertou a nuca entre os seus dedos.
- O que aconteceu Die?
- Toshiya sumiu. E acho que Kyo de alguma maneira pegou ele.
Kaoru ofegou e Die apertou os dedos em sua cintura. Ambos ainda estavam de olhos fechados, não querendo encarar a realidade fora daquele quarto, fora daquele delicado clima que havia se instalado entre eles.
- Você não pode ter certeza.
- Eu pedi para ele vir aqui esperar você chegar e depois disso não o vi mais.
Kaoru lentamente abriu os olhos, se afastando de Die. O ruivo encarou-o.
- Precisamos então descobrir onde Kyo está.
Die sorriu amargamente.
- Eu sei como podemos descobrir isso.
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Ele beijou aquela boca maliciosa com vontade, gemendo em aprovação quando aquele corpo colou-se mais ao seu na cadeira que dividiam, o barulho de couro quase obsceno dentro da sala. Ele repuxou os cabelos macios, arrepiando-se quando aquelas mãos arranharam sua nuca.
- Pára de me provocar...
- Ou o que? - ele respondeu, se remexendo mais em seu colo.
- Ou eu vou te possuir contra essa mesa.
O corpo acima do seu estremeceu deliciosamente, se esfregando mais contra ele.
- Isso não está me estimulando a parar koishii.
Num movimento praticado ele ergueu-se, segurando-o pelas nádegas e jogando-o contra a mesa, os papéis e canetas voando ao chão.
- Uhn, agressivo. Adoro quando faz isso.
Yoshiki ia calar aquela maldita e deliciosa boca, quando a porta do escritório abriu-se violentamente. Die entrou por ela seguido de um jovem de cabelos roxos. Foi quase cômico como os olhos dele se arregalaram ao ver a cena.
- Olá irmãozinho.
Yoshiki logo se ergueu, erguendo uma sobrancelha quando o jovem ao lado de Die mal se abalou ao pegar ele e Hide numa quase sessão de sexo. Die, pelo contrário...
- Você me traumatizou pelo resto da minha vida Hide!
- Não fui eu que entrei sem bater na porta. Se você tivesse vindo dez minutos mais tarde...
Antes que pudesse retrucar, o jovem segurou Die pelo braço.
- Daisuke.
Yoshiki ergueu a sobrancelha ao ver como aquilo refreou Die da sua explosão. Uhn, interessante.
- O que veio fazer aqui Daisuke?
O ruivo voltou seus olhos para si, as íris castanhas furiosas.
- Quero a localização exata de Kyo. Agora.
Yoshiki voltou a sentar-se na cadeira, vendo Hide acomodar-se na mesa, balançando as pernas.
- E porque você acha que eu sei onde ele está?
- Não brinque comigo Yoshiki, eu sei que além do que você me pediu, você tem pessoas monitorando Kyo de perto. Eu te conheço.
- O que aconteceu Kaoru-kun?
Os dois homens olharam com surpresa quando ouviram Hide perguntar aquilo à Kaoru. O jovem de cabelos roxos apenas voltou seu olhar para o outro.
- Achamos que Kyo está com Toshiya.
Die quase estremeceu com a frase. Hide desceu da mesa e se aproximou de Yoshiki, passando as mãos pelos fios loiros.
- Vai ajudar eles, não vai?
O poderoso empresário apenas suspirou, derrotado. Ele podia intimidar quem quisesse, mas Hide tinha poder total sobre ele. E não era por causa da sua família...era apenas aquele sentimento chato chamado amor. Com mais um suspiro ele pegou um papel da gaveta e entregou a Die. Kaoru foi quem se adiantou e pegou o papel.
- Não digo que vai ser fácil entrar no esconderijo de Kyo, ele aprendeu uma coisa ou outra no tempo na prisão.
Die estreitou os olhos.
- Eu também aprendi.
E com um último olhar ele saiu da sala. Kaoru encarou-os por um segundo, antes de segui-lo também. Yoshiki suspirou, fechando os olhos. Hide sentou-se em seu colo.
- Eu te conheço, porque está suspirando tanto?
- Porque eu consigo fazer qualquer homem se dobrar a mim e entregar sua empresa de mão beijada, e você simplesmente pede e eu cedo.
Os cabelos rosas balançaram enquanto Hide ria.
- Isso é você reconhecendo minha incrível superioridade.
Yoshiki não pode evitar de começar a rir também. Ele inclinou-se e beijou Hide na nuca.
- Vai deixar eles irem sozinhos?
O sorriso frio de Hide mudou suas feições quase que completamente.
- Sabe que não.
É, Yoshiki sabia.
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Toshiya tentou não gritar de dor quando sentiu a faca enfiar-se lentamente no seu abdome, a lâmina serrilhada causando ainda mais dor. Ele mordeu os lábios, sentindo seu dente cortá-los, um filete de sangue escorrendo pela sua boca.
- Sabe como fazer o corte profundo e perfeito? - comentou Kyo distraidamente. - Você tem que enfiar a faca lentamente e quando ela estiver pela metade...você a gira. Assim o corte não fecha. Pelo menos não tão facilmente.
Toshiya fechou os olhos quando sentiu Kyo demonstrar o que falara, a faca girando e machucando ainda mais sua pele e músculos. O plug dentro da sua entrada ainda vibrava lentamente, mas seu membro estava completamente flácido. A dor era mais forte que qualquer prazer distorcido que ele pudesse sentir. Logo a faca foi retirada lentamente e o sangue escorreu do seu corpo, em abundância. Kyo pressionou um pedaço de tecido no corte, enfiando o pano em seu corpo, estancando o sangue.
- Não queremos que você desmaie agora, não é meu querido Totchi?
Logo Kyo se moveu, pegando uma calça jeans no chão e colocando nas pernas do jovem de cabelos azuis, vestindo-o, deixando o plug ainda dentro da sua entrada. Assim que ele fechou ele retirou o pano do corte que fizera, o sangue voltando a derramar. Ele pegou uma agulha e linha preta, sorrindo, o brilho da luz fosforescente refletindo em seus piercings.
- Vamos cuidar para que seu corte não sangre mais.
Quando a agulha foi enfiada na sua pele, dessa vez, Toshiya não conseguiu segurar o grito de dor.
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Die mostrou a planta do local a todos os membros da gangue, Kaoru ao seu lado.
- Alguém tem alguma pergunta?
O silêncio fora sua resposta. O ruivo suspirou, pegando a glock em cima do mapa, destravando-a.
- Eu sei que muitos de vocês estavam aqui na época da antiga Cage. Sei que muitos seguiam Kyo por medo ou talvez respeito. Mas muito coisa mudou e agora essa gangue é nossa. E um de nossos membros está em mãos erradas. Nós somos uma família não somos? - ao ver o concordar das cabeças, ele continuou - E nós protegemos nossa família. Por isso eu pergunto aqui e agora: se alguém não quiser ir junto comigo, está livre para desistir, ir embora.
Ele esperou um tempo, mas ninguém disse nada. Kaoru apenas observava, impassível, sentimentos contraditórios percorrendo sua mente. Só agora ele conseguia observar como aquilo era sério, como os atos e conseqüências dentro daquela gangue eram sérios. Seu coração disparou quando ele voltou seu olhar para Die.
Agora ele entendia muita coisa.
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- Mestre?
Hide girava a adaga nas mãos, sem encarar os três homens atrás dele. Seu olhar percorria a noite iluminada de Tokyo, graças a privilegiada vista de sua cobertura.
- As informações estão na mesa. Quero que protejam a todos, só interferindo se extremamente necessário. - ele sorriu frio, um gesto incomum em suas feições - Mas se alguém tentar atacar Daisuke, pode retalhá-lo sem pensar duas vezes.
- Sim mestre.
O barulho da porta se fechando foi o único aviso de que os três assassinos profissionais tinham deixado o apartamento. Hide levantou-se e num gesto rápido ele atirou a adaga contra a parede, acertado o alvo pendurado lá em cheio. O homem de cabelos rosas logo pegou o sobretudo antes de deixar o apartamento também.
Continua...
