Capítulo feito por mim, Giovana Potter (procurem na Floreios e no Nyah) e AnmyS2.
Lily pegou o livro e leu:
– "O Mestre das Poções"
Mas antes de continuar, um imenso brilho tomou de conta de toda sala, fazendo todos fecharem os olhos, Harry puxou a varinha rapidamente, mas a luz desapareceu de repente, deixando ali um jovem magro de capa preta e cabelos longos.
– Ranhoso!
– Severus!
Exclamaram James, Sirius e Lily juntos.
Todos ficaram paralisado, exceto Harry, que deu um grito de fúria e - com a varinha em mão - deu um pulo em direção ao garoto, e colocou a varinha abaixo do queixo dele.
Lily arregalou os olhos de medo. O garoto se mexera tão incrivelmente rápido, e ele estava lhe causando medo. Os dentes trincados, apertando a varinha com força, o corpo tremendo...
– Harry... - começou Hermione lentamente. Ela estava andando devagar até ele.
– Pare, Hermione.
– Harry - choramingou Hermione. - Você sabe que não devemos ser impulsivo...
– EU NÃO ESTOU SENDO IMPULSIVO! - Gritou Harry,os olhos verdes escuros de raiva -ESTOU APENAS FAZENDO O QUE NÃO PUDE FAZER! ESTOU APENAS SEGURANDO MINHA VONTADE DE MATÁ-LO AQUI E AGORA! O QUE ME IMPEDE ISSO?
– E-eu - falou Lily num tom autoritário. - Sou sua mãe, pare já com isso!
– VOCÊ NÃO ENTENDE! -Harry não se importou com o pulo que sua mãe dera, só o que lhe importara, era que o assassino de Dumbledore estava a sua frente. - SEU AMIGINHO AQUI, JÁ ERA- gritou entre os dentes.
O jovem Snape tinha os olhos incrivelmente arregalados. O que era aquilo? Potter?
Mas então por que ele tinha os olhos da Lily?
E o que era isso em sua testa?
Uma cicatriz?
E por que esse menino parece querer matá-lo ?
– Harry - chorou Hermione. Ginny se levantou, deixando o choque de lado, mas Ron a segurou, balançando a cabeça, a ruiva fez uma careta e abriu a boca para falar, mas Hermione sussurrou: - Não, Ginny. Nem mesmo você.
Mas antes que Hermione falasse algo mais, James e Sirius pularam ao lado de Harry.
– Harry, é melhor você soltar a varinha agora, filho.
Aquilo era uma piada?
Por que Potter estava chamando aquele menino de filho? E PORQUE O MENINO ERA IGUAL A POTTER?
– Escute o veado, mini-prongs, eu mesmo ás vezes quero muito matar o Ranhoso, de ...
– Harry, você simplesmente não pode fazer isso! – disse Mione.
– Aé? E por que não?
Mione estava com um olhar perigoso... Dava muito medo, e falou devagar:
– Simplesmente, Sr. Eu-Quero-Eu-Posso-Eu-Consigo, porque se ele apareceu aqui, é porque ele DEVE ler e se ele sumir, não poderemos ler também. Agora se acalma e deixa sua mãe ler em paz!
Silêncio.
Harry franziu os lábios, então suspirou, abaixando a varinha.
– Continue, mãe.
Regulus e Frank explicaram a Snape tudo, já que nenhum dos presentes pareciam gostar dele.
Quando eles iam pegar o livro ouviram um grito:
– Ahhhh, acho que ouvi a voz de Six.
– Tomara que sim - falou outra.
Os do passado, menos Snape, se entreolharam, aquela parecia a voz de Lene e de Do, mas o que elas estariam fazendo aqui?
– De quem são essas vozes?- Harry perguntou.
– Hum... Essa voz parece a de Do - Remus corou - e a de Marlene, mas como elas estariam aqui?
– Quem é Do e Marlene?- Neville perguntou.
– É Marlene, de Marlene McKinnon? - Harry perguntou e os do passado se entreolharam.
– Sim, você a conhece?- Lily perguntou esperançosa.
– Só de uma foto da ordem que Sirius me mostrou. Mas não sei quem é Do...
– Do é Dorcas Meadowes, o amor de Remus- Sirius disse casualmente, sem ligar os pontos que Harry falou que ele tinha mostrado uma foto a ele e Sirius não tinha. Não ainda.
–Hey! Ela é só minha amiga - Remus disse corado.
James cansado desse bate-papo gritou:
– DO! LENE!
Foram ouvidos sons de passos. E as duas garotas apareceram.
Uma era branca, com um corpo de curvas bem acentuadas, e cabelos pretos perfeitamente ondulados e olhos azuis.
A outra era totalmente loira, de pele branca, cabelos loiro e olhos azuis.
Os meninos, menos James, Frank e Regulus, babaram.
Ron levou uma cotovelada de Hermione. Neville levou um olhar fulminante de Alice, George e Fred levaram um de Remus e Sirius, e Harry estava quase levando uma azaração de Ginny.
As meninas olharam primeiro para o povo do presente, que tava sentado todo junto, e Lene foi abraçar James, porque era o único amigo dela que ela estava vendo, só que na verdade era Harry. Quando ela o abraçou, viu que ele estava diferente, era mais fofo, mais gostoso. Harry corou.
– Licença... Eu acho que você me confundiu com James.
Marlene corou, e se separou de Harry, só que nessa hora ela sentiu uma azaração nela.
– Ginny!- Foi o que ela ouviu antes de desmaiar.
Dorcas observou tudo confusa, ela tinha notado a cor dos olhos da sócia de James, mas ainda não entendia quem ele era. E por que sua amiga levara uma azaração por abraçá-la.
– O que tá acontecendo?
–Desculpa Mew - todo mundo a chamava de Mew por causa do seu sobrenome, mas quem tava falando agora era James - É que aquele era o Harry, e quem azarou Lene foi Ginny, a namorada dele.
– Harry, que Harry?
– Harry Potter.
Do ficou chocada para dizer o mínimo. James não era o último Potter?
–Me deixa explicar - pediu Remus e o coração de Do acelerou - Viajamos para o futuro, então quem você não conhece aqui é do futuro, e estamos lendo sobre a vida de Harry, o futuro filho de James.
Um tempo depois, Lily continuou. Deixaram Lene deitada num sofá.
"— ALI, OLHA.
— Onde?
— Ao lado do garoto alto de cabelos vermelhos.
— De óculos?
— Você viu a cara dele?
— Você viu a cicatriz?"
Lily fez uma careta de reprovação. Esse povo não tinha mais o que fazer?
– Nossa, como você é famoso. - Falou Frank. - Embora isso é um pouco irritante.
Snape fora obrigado a se sentar ao lado do Potter², "mais conhecido como Harry", e o menino não parava de lhe lançar olhares. Ele tinha uma péssima sensação. Então eles estavam no futuro? E estavam lendo sobre a vida de um Potter! Não podia ser nada pior?
"Os murmúrios acompanharam Harry desde a hora em que ele saiu do dormitório no dia seguinte. A garotada que fazia fila do lado de fora das salas de aula ficava nas pontas dos pés para dar uma espiada, ou ia e vinha nos corredores para vê-lo duas vezes. Harry desejou que não fizessem isso, porque estava tentando se concentrar para encontrar o caminho para suas aulas."
James suspirou.
–Já é bem difícil achar os caminhos concentrado, imagine desse jeito -reclamou Alice.
Os marotos se entreolharam, querendo mais do que tudo (naquele momento) que Harry tivesse o mapa do Maroto.
– Não é tão irritante - sorriu Harry, ainda segurava a varinha, mas parecia estar menos preocupado. - É como andar de bicicleta, depois que aprende, não se esquece mais. Ou não se importa mais, no caso.
Só mesmo um filho do Potter para associar tanta... tanta... idiotice com andar de bicicleta, pensou Snape.
– Depois explicamos o que é bicicleta - falou Mione vendo Frank abrir a boca.
"Havia cento e quarenta e duas escadas em Hogwarts."
-Muito mais do que isso - riu James.
– E como você sabe? - Perguntou Alice.
– Sabendo.
Largas e imponentes, estreitas e precárias, umas que levavam a um lugar diferente às sextas-feiras, outras com um degrau no meio que desaparecia e a pessoa tinha que se lembrar de saltar por cima. Além disso, havia portas que não abriam a não ser que a pessoa pedissepor favor, ou fizesse cócegas nelas no lugar certo.
–Isso é só a da cozinha. - Falou Sirius, ouvindo sua barriga roncar. Queria comer.
e portas que não eram bem portas, mas paredes sólidas que fingiam ser portas. Era também muito difícil lembrar onde ficavam as coisas, porque tudo parecia mudar freqüentemente de lugar.
–Ah é um saco - concordaram Neville e Alice, sorrindo depois.
Harry também sorriu, estava muito feliz pelo amigo.
As pessoas nos retratos saíam para se visitar e Harry tinha certeza de que os brasões andavam.
Os fantasmas também não ajudavam nada. Era sempre um choque horrível quando um deles atravessava de repente uma porta que a pessoa estava querendo abrir.
–UÍ!
Nick Quase Sem Cabeça ficava sempre feliz de apontar a direção certa para os alunos da Grifinória,
– Ele é legal- Fred falou. Ele conversara muito com o fantasma, pegando muitas dicas do que podia fazer por Hogwarts.
mas Pirraça, o Poltergeist, representava duas portas fechadas e uma escada falsa se a pessoa o encontrasse quando estava atrasada para uma aula. Ele despejava cestas de papéis na cabeça das pessoas, puxava os tapetes de baixo de seus pés, acertava-as com pedacinhos de giz ou vinha sorrateiro por trás, invisível, e agarrava-as pelo nariz e guinchava: "PEGUEI-A PELA BICANA!". Pior que o Poltergeist, se é que era possível, era o zelador, Argus Filch.
Os marotos e os gêmeos gemeram.
– Filch,argh. - estremeceu Alice.
– Você tem razão. Filch é pior que Pirraça - falou Ginny.
– Pirraça é ótimo - defenderam os gêmeos. Pirraça sempre tinha ajudado os dois, e eles sabiam levar na brincadeira o que o fantasma fazia.
–Unf' só porque vocês são os únicos que ele ajudaria. E porque ele tirou o chapéu pra vocês no quinto...
–Ginny! – disseram os do presente.
–Mas...
– Quinto livro, Sr. Potter – Disse Mione.
– Só James tá bom.
Harry e Ron conseguiram conquistar sua má vontade logo na primeira manhã, Filch encontrou-os tentando forçar caminho por uma porta que, por azar, era a entrada para o corredor proibido no terceiro andar.
–Que sorte hein- comentou Regulus.
– É a sorte Harry – comentou Mione
–É, é o que dá andar com esse porco-espinho. – Disse Ron, no que a maioria riu (menos Snape, James, Harry e Regulus).
–Maldição Potter² - Disse Remus – James também tem essa sorte para encrencas.
"Ele não quis acreditar que estavam perdidos,"
–Nem sei porque Potter- Falou Snape revirando os olhos.
"pois tinha certeza de que estavam tentando arrombá-la de propósito e ameaçava trancá-los nas masmorras, quando foram salvos pelo Prof. Quirrell, "
Caretas.
"que ia passando."
– Por que ele estava em um corredor proibido, mesmo?
– Ele podeira estar fazendo a vigia, Potter - cuspiu Snape.
James olhou Lily ao seu lado, e ela negou, fazendo James sorrir minimamente.
– Não perguntei a você, Ranhoso.
"Filch tinha uma gata chamada Madame Nor-r-r-a,"
Sirius grunhiu. Um grunhido alto que fez quem não sabia de "sua parte animal" se entreolhar confuso.
Mas então ele riu. Fazendo, sabe-se lá porque, todos rirem também.
"como quem ronrona, um bicho magro, cor de poeira, com olhos saltados como lâmpadas, iguais aos de Filch. Ela patrulhava os corredores sozinha, e se alguém desobedecesse a uma regra em sua presença, pusesse o dedão do pé fora da linha, ela corria a buscar Filch, que aparecia, asmático, em dois segundos. Filch conhecia as passagens secretas da escola melhor do que ninguém (exceto talvez os gêmeos Weasley)"
–Hey! – Disseram os Marotos – Isso magoa tá.
-Aprendemos tudo com vocês.
"e podia surgir de repente como um fantasma. Os estudantes a detestavam e a ambição mais desejada de muitos era dar um bom pontapé em Madame Nor-r-ra."
– Eu já fiz isso. - Sirius sorriu.
– Grande merito. - murmurou Snape.
– Cale a boca, Ranhoso.
É, quem falou isso não foi o James. Nem o Sirius. Nem o Frank. Nem o Remus.
Foi o Harry.
Lily sufocou um soluço, então seria assim?
"Além disso, quando a pessoa conseguia encontrar o caminho das salas, havia as aulas em si. Mágica era muito mais do que sacudir a varinha e dizer meia dúzia de palavras engraçadas, como Harry logo descobriu."
–E ele realmente pensou nisso?
– Cale-se Ranhoso. - Grunhiu James.
– Ele foi criado por trouxas, Sev - defendeu Lily.
James e Harry fizeram uma careta, descontentes com o uso de Sev.
"Tinham de estudar o céu da noite pelo telescópio toda Quarta-Feira à meia-noite e aprender os nomes das diferentes estrelas e os movimentos dos planetas."
–O mais chato, tirando História da Magia - disse Do.
"Três vezes por semana iam para as estufas de plantas atrás do castelo para estudar Herbologia, com uma bruxa baixa e gorda chamada Profª. Sprout, com quem aprendiam como cuidar de todas as plantas e fungos estranhos e descobriam para que eram usados."
– Herbologia. - suspiraram Frank e Neville juntos.
"Sem falar, a aula mais chata era a de História da Magia, a única matéria ensinada por um fantasma."
– E que prova que fantasmas não devem ensinar.
"OProf. Binns era realmente muito velho quando adormeceu diante da lareira na sala dos professores e levantou na manhã seguinte para dar aulas, deixando o corpo para trás. Binns falava sem parar enquanto eles anotavam nomes e datas e acabavam confundindo Emerico, o Mau, com Urico, o Esquisitão.
O Prof. Flitwick, que ensinava Feitiços, era um bruxo miudinho que tinha de subir numa pilha de livros para enxergar por cima da mesa. No começo da primeira aula ele pegou a pauta e quando chegou ao nome de Harry soltou um gritinho excitado e caiu da pilha, desaparecendo de vista."
Todos riram e Harry corou.
"Já a Profª. McGonagall era diferente. Harry estava certo quando pensou que ela não era professora para aluno nenhum aborrecer, severa e inteligente,"
– Com certeza.
"fez um sermão no instante em que eles se sentaram para a primeira aula.
— A Transfiguração é uma das mágicas mais complexas e perigosas que vão aprender em Hogwarts. Quem fizer bobagens na minha aula vai sair e não vai voltar mais. Estão avisados — transformou, então, a mesa em porco e de volta em mesa."
Os do passado fizeram cara de tédio. Sempre a mesma coisa?
"Todos ficaram muito impressionados e ansiosos para começar, mas logo perceberam que não iam transformar os móveis em animais ainda por muito tempo. Depois de fazerem anotações complicadas, receberam um fósforo e começaram a tentar transformá-lo em agulha. No fim da aula, somente Hermione Granger produzira algum efeito no fósforo,"
–Parabéns! -Lily disse a uma Mione corada, mas orgulhosa.
"a Profª. McGonagall mostrou a classe como o fósforo ficara todo prateado e pontiagudo e deu um raro sorriso à aluna."
Todos, fora os que assistiram a aula, ficaram chocados. Como assim Minnie sorriu sem ser com alguns dos Marotos?
"A matéria que todos estavam realmente aguardando com ansiedade era a de Defesa Contra as Artes das Trevas, mas as aulas de Quirrell foram uma piada.
–Que pena- falou Remus. Ele adorava DCAT, na realidade queria ensinar DCAT, ele ficou com vergonha de contar aos amigos isso, mas eles acabaram descobrindo de qualquer jeito mesmo.
Harry concordou, eles só tiveram dois professores bons, Lupin e Moody. Mas a matéria tinha tudo para ser boa... Se o professor não estiver possuído por Voldemort...
"Sua sala cheirava fortemente a alho, que todos diziam que era para espantar um vampiro que ele encontrara na Romênia e temia que viesse atacá-lo a qualquer dia"
–Sei – Ironizou Regulus.
"Seu turbante, contou ele, fora presente de um príncipe africano como agradecimento por tê-lo livrado de um zumbi incômodo, mas os alunos não tinham muita certeza se acreditavam na historia."
–E porque acreditariam? - Lily perguntou.
"Primeiro porque, quando Simas Finnigan pediu ansioso para Quirrell contar como liquidara o zumbi, Quirrell ficou vermelho e começou a falar do tempo, segundo porque eles repararam que havia um cheiro engraçado em volta do turbante, e os gêmeos Weasley insistiam que devia estar cheio de alho também, de modo que Quirrell estava protegido em qualquer lugar."
–Sei... Protegido... – murmurava Harry.
"Harry se sentiu aliviado ao descobrir que não estava muito atrasado com relação ao resto da turma. Muitos alunos tinham vindo de famílias de trouxas e, como ele, não faziam idéia de que eram bruxas e bruxos. Havia tanto para aprender que até gente como Ron não estava tão adiantada assim."
–Ou como eu. – disse Neville.
–Ou a maioria do mundo bruxo.
"Sexta-Feira foi um dia importante para Harry e Ron. Eles finalmente conseguiram encontrar o caminho para o Salão Principal e tomar o café da manhã sem se perder nem uma vez."
–Parabéns - disse Snape. No que ganhou olhares furiosos. Mas nem o jovem, de 15 anos, Regulus não fez nada. Se ELE dissesse isso (e queria ter dito) alguém até riria. E ele falava com Snape ás vezes...
"— O que temos hoje? — perguntou Harry a Ron enquanto punha açúcar no mingau de aveia.
— Poções duplas com o pessoal da Sonserina. Snape é Diretor da Sonserina. Dizem que sempre os protege. Vamos ver se é verdade."
–-Eu sou O QUÊ? – disse Snape. Ele sempre quis lecionar em DCAT.
"— Gostaria que McGonagall nos protegesse — a Profª. McGonagall era Diretora da Grifinória, mas isso não a impedira de dar aos seus alunos uma montanha de dever de casa no dia anterior."
–Minnie nunca muda – disse Sírius.
"Naquele instante chegou o correio. Harry agora já se acostumara com isso, mas levara um susto na primeira manhã quando centenas de corujas entraram de repente no Salão Principal durante o café da manhã, circulando as mesas até verem seus donos e deixarem cair as cartas e pacotes no colo deles."
–Isso assusta todo mundo na primeira vez... – Disse Dorcas. Nesse instante Lene acordou... e após algumas explicações, e pedidos de desculpas (cof cof, da Ginny cof cof) voltaram a ler:
"Edwiges não trouxera nada para Harry até então. Às vezes entrava para beliscar sua orelha e comer um pedacinho de torrada antes de ir dormir no Corujalcom as outras corujas da escola. Esta manhã, porém, ela esvoaçou entre a geléia e o açucareiro e deixou cair um bilhete no prato de Harry. Ele o abriu imediatamente.
Prezado Harry — dizia, numa letra muito garranchosa — Sei que tem as tardes de Sexta-Feira livre, então será que não gostaria de vir tomar uma xícara de chá comigo por volta das três horas? Quero saber como foi a sua primeira semana. Mande-me uma resposta pela Edwiges.
Hagrid"
James, Lily e Sírius sorriram, pelo menos Hagrid cuidava de Harry por eles.
"Harry pediu emprestada a pena de Ron e escreveu: "Sim, gostaria, vejo você mais tarde" no verso do bilhete e despachou Edwiges outra vez.
Foi uma sorte que Harry tivesse o convite de Hagrid com que se alegrar, porque a aula de Poções foi a pior coisa que lhe acontecera até ali."
Todos encararam Snape que arregalou os olhos.
–Vamos lembrar que eu ainda não fiz nada!
"No início do banquete de abertura do ano letivo, Harry tivera a impressão de que o Prof. Snape não gostava dele. No final da primeira aula de Poções, ele viu que se enganara."
Lily e Snape sorriram, nem tudo estava perdido. E todos os outros olharam confusos.
"Não era bem que Snape não gostava de Harry... ele o odiava."
Sorrisos sumiram.
"A aula de Poções foi em uma das masmorras. Era mais frio ali do que na parte social do castelo e teria dado arrepios mesmo sem os animais embalsamados flutuando em frascos de vidro nas paredes à volta."
–Ótimo gosto para decoração, Snape – ironizou Marlene.
"Snape, como Flitwick, começou a aula fazendo a chamada e, como Flitwick, ele parou no nome de Harry."
–O que eu disse? – perguntou Snape num fio de esperança... Não queria que Lily o odiasse ainda mais, e sabia que se meter com seu filho não ajudaria em nada.
–Cala a boca. O livro vai dizer. – Disse Harry. Ele realmente odiava aquele homem... Não só por ter matado Dumbledore, e ter arruinado sua vida escolar, mas também por ser um aliado de Voldemort e ter sido um importante personagem na morte de seus pais.
"— Ah, sim — disse baixinho — Harry Potter. A nossa nova celebridade."
–Sim, sim, o Harry é foda, sabemos... – Dizia Lene.
"Draco Malfoy e seus amigos, Crabbe e Goyle, deram risadinhas escondendo a boca com as mãos. Snape terminou a chamada e encarou a classe. Seus olhos eram negros como os de Hagrid, mas não tinham o calor dos de Hagrid. Eram frios e vazios e lembravam túneis escuros."
Lily estava muito triste, quando seu amigo virara aquele homem sem nem ao menos brilho nos olhos? Aposto que aqueles 'amiguinhos' dele são parte da resposta, pensava.
"— Vocês estão aqui para aprender a ciência sutil e a arte exata do preparo de poções — começou. Falava pouco acima de um sussurro, mas eles não perderam nenhuma palavra. Como a Profª. McGonagall, Snape tinha o dom de manter uma classe silenciosa sem esforço"
Snape sorriu.
"— Como aqui não fazemos gestos tolos, muitos de vocês podem pensar que isto não é mágica. Não espero que vocês realmente entendam a beleza de um caldeirão cozinhando em fogo lento, com a fumaça a tremeluzir, o delicado poder dos líquidos que fluem pelas veias humanas e enfeitiçam a mente, confundem os sentidos... posso ensinar-lhes a engarrafar fama, a cozinhar glórias, até a zumbificar, se não forem o bando de cabeças-ocas que geralmente me mandam ensinar."
–Eles estão no primeiro ano, Snape – Dizia Frank revoltado – Como você espera que eles se concentrem se você já os deixa com medo na primeira aula?
– E eu lá vou saber por que estou fazendo isso, Longbottom?
"Mais silêncio seguiu-se a esse pequeno discurso. Harry e Ron se entreolharam com as sobrancelhas erguidas. Hermione Granger estava sentada na beiradinha da carteira e parecia desesperada para começar a provar que não era uma cabeça-oca."
Hermione corou.
–Aposto que você vai fazer esse Seboso calar a boca rapidinho. – Disse Sirius.
Os do presente se entreolharam. Snape não foi justo com ninguém em momento algum.
"— Potter! — disse Snape de repente — O que eu obteria se adicionasse raiz de asfódeloem pó a uma infusãode losna?"
–WTF? – disse Lene
– Só no quinto ano que aprendemos isso. – Lily, se contendo para não explodir com Snape.
""Raiz de quê em pó a um infusão do quê"? Harry olhou para Ron, que parecia tão embatucado quanto ele, a mão de Hermione se ergueu no ar."
Todos a olharam com cara de 'Como você sabe disso?', no que ela deu de ombros.
–Eu li em alguns livros...
"— Não sei não senhor — Disse Harry.
A boca de Snape se contorceu num riso de desdém.
— Tsk, tsk, a fama pelo visto não é tudo."
–Ele não tem o dever de saber coisa nenhuma no primeiro ano! – rosnou James se levantando.
Snape achou melhor apenas encara-lo. Sabia quando ninguém o ajudaria.
"E não deu atenção a mão de Hermione."
Olhares enraivecidos na direção de Snape.
"— Vamos tentar outra vez, Potter. Se eu lhe pedisse, onde você iria buscar bezoar?"
Dessa vez todos olharam para Lily, mas Mione foi quem respondeu:
–Isso é somente no sexto ano.
"Hermione esticava sua mão no ar o mais alto que pôde sem se levantar da carteira,
–Sexto ano, se você não for Hermione Granger. – Disse Frank sorrindo, Mione corou.
"mas Harry não tinha a menor idéia do que fosse bezoar. Tentou não olhar para Malfoy, Crabbe e Goyle, que se sacudiam de tanto rir."
–Como se eles soubessem – Murmurou Regulus, que até então estava quieto.
"— Não sei não senhor.
— Achou que não precisava abrir os livros antes de vir, hein, Potter?"
–Eu abri!
–Nem adiantaria decorar oras. Isso não é matéria de primeiro ano – disse Lily.
Mione desviou o olhar. Ela decorou.
"Harry fez força para continuar olhando diretamente para aqueles olhos frios. Folheara os livros na casa dos Dursley, mas será que Snape esperava que ele se lembrasse de tudo que vira em Mil Ervas e Fungos Mágicos?"
–Não adiantaria – disse Remus.
–ENTENDEMOS! – disseram todos.
"Snape continuava a desprezar a mão trêmula de Hermione.
— Qual é a diferença Potter, entre acônito licoctono e acônito lapelo?"
– É praticamente a mesma coisa! – disse Lily.
"Ao ouvir isso Hermione se levantou, a mão esquerda em direção ao teto da masmorra."
–Eu gostava de ler! – explicou-se Hermione, pois todos viraram-se para ela novamente.
–Claro Mione... Sempre- disse Ron sorrindo.
"— Não sei — disse Harry em voz baixa — Mas acho que Hermione sabe, porque o senhor não pergunta a ela?"
–TOMA SEBOSO! - disseram todos menos Snape, Regulus e Harry que deu um sorrisinho.
"Alguns garotos riram, os olhos de Harry encontraram os de Simas e este deu uma piscadela. Snape, porém não gostou."
–Ué! Por que eu não gostaria de ser respondido dessa forma? – perguntou Snape com cara de confuso no que Regulus sufocou uma risada.
"— Sente-se — disse com rispidez a Hermione — Para sua informação Potter, asfódelo e losnaproduzem uma poção para adormecer tão forte que é conhecida como a Poção dos Mortos Vivos. O bezoar é uma pedra tirada do estômago da cabra e pode salvá-lo da maioria dos venenos. Quanto aos dois acônitos são plantas do mesmo gênero botânico. Então? Por que não estão copiando o que estou dizendo?"
–Por que você não pediu? – arriscou Dorcas.
"Ouviu-se um ruído repentino de gente apanhando penas e pergaminhos. E acima desse ruído a voz de Snape:
— E vou descontar um ponto da Grifinória por sua impertinência, Potter."
Rosnados dos grifinórios.
–Olha o bullying! – disse Lene para cortar o clima, ela odiava isso.
"As coisas não melhoraram para os alunos da Grifinória na continuação da aula de Poções."
–Imagino o por quê. – disse Frank.
"Snape separou-os aos pares e mandou-os misturar uma poção simples para curar furúnculos. Caminhava imponente com sua longa capa negra, observando-os pesar urtigas secas e pilar presas de cobras, criticando quase todos, exceto Draco, de quem parecia gostar."
–Filho do seu amiguinho comensal, Snape?– pediu Sirius. Silêncio. Principalmente de Regulus, que olhou para o irmão magoado. Ele também era um comensal. Mas estava arrependido.
Sirius, notando esse olhar, ficou quieto.
"Tinha acabado de dizer a todos que olhassem a maneira perfeita com que Draco cozinhara as lesmas quando um silvo alto e nuvens de fumaça ocre e verde invadiram a masmorra.
Neville conseguira derreter o caldeirão de Simas transformando-o numa bolha retorcida."
– Vejo que nosso filho puxou o SEU talento para poções, Aly – disse Frank para a namorada. Que corou junto com o filho.
"e a poção dos dois estava vazando pelo chão de pedra, fazendo furos nos sapatos dos garotos. Em segundos, a classe toda estava trepada nos banquinhos enquanto Neville, que se encharcara de poção quando o caldeirão derreteu, tinha os braços e as pernas cobertos de furúnculos vermelhos que o faziam gemer de dor."
Aly estava com dó do filho, mas Frank olhava Snape com um olhar ameaçador. Sentia que o 'professor' não ajudaria muito seu filho.
"— Menino idiota! — vociferou Snape, limpando a poção derramada com um aceno de sua varinha — Suponho que tenham adicionado as cerdas de porco-espinho antes de tirar o caldeirão do fogo?"
–SNAPE! – gritou Frank – Olha como trata meu filho! – disse ele se aproximando perigosamente do sonserino.
–Calma, Frank! – gritou Do. A única que conseguiu controlar sua raiva. – Ele ainda não fez nada! Lembre que ele precisa ler!
Frank baixou a varinha. Mas meteu um soco no nariz de Snape, recebendo aplausos dos homens e Ginny.
"Neville choramingou quando os furúnculos começaram a pipocar em seu nariz.
— Levem-no para a Ala Hospitalar — Snape ordenou a Simas.
Em seguida voltou-se zangado para Harry e Ron, que estavam trabalhando ao lado de Neville."
–Ihh, vai sobrar pra alguém... – cantarolou Fred.
"— Você, Potter, por que não disse a ele para não adicionar as cerdas? Achou que você pareceria melhor se ele errasse, não foi? Mais um ponto que você perdeu para Grifinória."
– SNAAAAAPE! – James estava com chamas nos olhos, pronto para atacar.
– Potter! Cale a boca! Eu ainda não fiz isso! E não sei por que estou fazendo tão pouco!
– NÃO FALE ASSIM COM MEU PAI, SEU SEBOSO! – gritou Harry.
– Não fale como eu devo falar com as pessoas! EU NEM TE CONHEÇO!
– Isso não foi desculpa para fazer da minha vida uma grande bos...
– TODO MUNDO CALA A BOCA AGORA! – gritou... Lily?
– Mãe... ele...
– Harry, por favor, não quero saber, até porque o livro vai mostrar. Mas nós temos 7 livros para ler. Eu não quero ter que aturar isso! – e saiu.
Todos olharam o livro. E as letras tinham sumido. Precisavam de Lily. Remus pensava porque isso não aconteceu com Harry.
–Eu vou atrás dela – disse James, não esperando resposta.
Ele foi até um dos quartos, provavelmente o dos pais de James, lá ele sentiu uma saudade do tempo em que visitava a casa com os pais... Brincava com suas amigas e amigos... Não tinha filho, ou Voldemort... tudo era mais fácil... Ele era só uma criança.
Achou a ruiva olhando pela janela com um olhar distante. Se aproximou devagar e sentou ao seu lado. Lily se escorou em seu ombro.
– Precisamos de você, amor. – começou James.
– Eu sei... e você sabe também que eu vou voltar... Eu só queria... – Começava a cair lágrimas de seus olhos verdes – Que a gente pudesse ler sem essas brigas... Eu sei que Snape já nos fez muitas coisas ruins... Mas agora ele não sabe o que fez! E o Harry... James! Parecia que nosso filho estava a ponto de MATAR!
– Shiiiiiu... Calma, eu sei... Podemos falar com todos para não levarem isso tudo pro lado pessoal... ou nem conseguiremos ler os livros.
Lily parou de chorar e olhou James confusa. Ele? Concordando em não matar Severus?
– Você faria mesmo isso? James... Estamos falando de Snape!
– Eu sei... – disse fazendo uma careta - Mas... sinto que nem ele merece morrer... ou ser torturado... e 7 livros é muita coisa. Temos que aprender a conviver... E que fique claro. Faço isso pelo bem de todos. E porque sei que você ainda o considera um grande amigo.
Lily não disse nada. Apenas beijou James. Era tão bom ser tão amada por ele. Ela foi tão burra por esperar até o sétimo ano para aceitá-lo!
– Lily... Eu te amo.
– Também te amo Jay...
Parecia que James iria falar mais alguma coisa. Mas pensou melhor e fechou a boca... Eu vou fazer desse pedido algo muito especial. Jurou a si mesmo.
E juntos, voltaram para onde o povo todo tava.
– Gente, é o seguinte: melhor todo mundo se acalmar. Não sabemos todos os motivos de cada um, mas temos que nos acalmar para não fazer besteira.
Todos concordaram. Por mais que tinham muitos motivos, sabiam que precisavam se controlar, ou não poderiam ler, ou descobrir quem os mandou ali, e por quê.
Até porque, para JAMES estar propondo trégua com Snape, a coisa tava séria.
– Snape? – disse calmo.
– Ok, eu ainda não fiz nada disso. E eu não provoco muito...
– Garotos? – disse novamente.
–Tentaremos nos controlar – disseram.
"A injustiça foi tão grande que Harry abriu a boca para argumentar, mas Ron deu-lhe um pontapé por trás do caldeirão.
— Não force a barra — cochichou — Ouvi dizer que Snape pode ser muito indigesto.
Quando subiam as escadas para sair da masmorra uma hora depois, os pensamentos se sucediam velozes na cabeça de Harry, que se sentia deprimido. Perdera dois pontos para Grifinória na primeira semana, por que Snape o odiava tanto?"
– Também quero saber... – sussurrou Snape.
"— Ânimo — disse Ron — Snape está sempre tirando pontos de Fred e George. Posso ir com você a casa de Hagrid?"
–Corrigindo: ele sempre tira pontos de todo mundo - disse Fred
– Menos da Sonserina, é claro - completou George.
"As cinco para as três eles saíram do castelo e atravessaram a propriedade. Hagrid morava numa casinha de madeira na orla da Floresta Proibida. Um par de galochas estava à porta da casa."
Os Grifinórios sorriram. Amavam o meio-gigante, e sempre iam a sua cabana.
"Quando Harry bateu à porta eles ouviram uma correria frenética e latidos ferozes. Depois, a voz de Hagrid dizendo:
— Para trás, Canino para trás."
– Caninooo - disse Sirius, ele adorava o cão. O porque disso é um mistério, deve ser porque é o seu igual.
"A cara barbuda de Hagrid apareceu na fresta quando a porta se abriu.
— Espere aí. Para trás, Canino.
Ele os fez entrar, lutando para segurar com firmeza a coleira de um enorme cão de caçar javalis. Havia apenas um aposento na casa. Presuntos e faisões pendiam do teto, uma chaleira de cobre fervia ao fogão e a um canto havia uma cama maciça coberta com uma colcha de retalhos.
— Estejam à vontade — falou Hagrid, soltando Canino, que pulou imediatamente para cima de Ron e começou a lamber-lhe a orelha."
Todos riram.
"Como Hagrid, parecia óbvio que Canino não era tão feroz quanto se esperava."
–Claro que não! – Disse Sirius indignado. – Todos os cães são gente fina!
–Er... Gente?
–Vocês entendeu, Remus.
"— Este é o Ron — Harry disse a Hagrid, que fora despejar água fervendo num grande bule de chá e arrumar biscoitos num prato.
— Mais um Weasley, hein?"
–A sociedade nos ama - disseram os Weasley.
"— exclamou Hagrid vendo as sardas de Ron — Passei metade da vida expulsando seus irmãos da floresta."
– E a outra tentando achar os marotos. Mas a minha capa ajuda bastante – disse Jay.
"Os biscoitos quase quebraram os dentes deles, mas Harry e Ron fingiram gostar e contaram a Hagrid como tinham sido as primeiras aulas. Canino descansou a cabeça no colo de Harry e cobriu as vestes dele de baba. Harry e Ron ficaram contentes de ouvir Hagrid chamar Filch de guitarra velha."
– Hagrid gosta de Filch tanto quanto Sirius gosta de gatos...– disse Lene.
"— Quanto àquela gata, Madame Nor-r-ra, às vezes eu tenho vontade de apresentar o Canino a ela."
–APOIADO! – disseram todos.
"Sabe que todas as vezes que vou até a escola ela me segue por toda parte? Não consigo me livrar da gata. É Filch que a manda fazer isso."
– Zelador desgraçado– disse Sirius.
"Harry contou a Hagrid a aula de Snape. Hagrid, como Ron, disse a Harry que não se preocupasse, que Snape não gostava praticamente de nenhum aluno."
Snape estava se sentindo mal... O que ele fez? O que fizeram com ele? Ele sempre foi quieto. Sofria dentro de sua casa, e tinha poucas amizades... Mas não conseguia imaginar o que o fez ser assim com qualquer um.
"— Mas ele parecia que realmente me odiava.
— Bobagem! Por que o odiaria?"
James ficou quieto. E trocou um olhar com Snape. Achava que sabia de uns motivos.
Os marotos sempre fizeram questão de azucrinar a vida de Snape. Nunca pensou que um dia ele teria caminho livre para fazer o mesmo com seu filho.
"Mas Harry não pôde deixar de pensar que Hagrid evitou encará-lo quando disse isso."
Claro... Pensava James. Hagrid sabia da inimizade de James e Snape.
"— Como vai seu irmão Carlinhos? — Perguntou Hagrid a Ron — Eu gostava muito dele. Tinha muito jeito com animais."
–Ele é um animal – disse George, e continuou ao olhar de todos. – Nada, esquece... – Com uma careta.
–Trauma de infância gente... Trauma de infância... – Suspirava Fred.
"Harry se perguntou se Hagrid teria mudado de assunto de propósito. Enquanto Ron contava tudo sobre o trabalho de Carlinhos com dragões, Harry apanhou um pedaço de papel que estava na mesa sob o abafador de chá.
Era uma noticia recortada do Profeta Diário.
O CASO GRINGOTES
Prosseguem as investigações sobre o arrombamento de Gringotes, ocorrido em 31 de Julho, que se acredita ter sido trabalho de bruxos e bruxas das Trevas desconhecido. Os duendes de Gringotes insistiam hoje que nada foi roubado. O cofre aberto na realidade fora esvaziado mais cedo naquele dia.
— Mas não vamos dizer o que havia dentro, para que ninguém se meta, se tiver juízo — disse um porta-voz esta tarde.
Harry lembrou-se que Ron lhe contata no trem que alguém tentara roubarGringotes, mas não mencionara a data.
— Hagrid! — exclamou Harry — Aquele arrombamento de Gringotes aconteceu no dia do meu aniversário! Talvez estivesse acontecendo enquanto a gente estava lá!"
–Ou talvez tenham sido vocês?– disse Ginny.
"Não havia a menor dúvida, desta vez, Hagrid decididamente evitara encarar Harry. Resmungou alguma coisa e lhe ofereceu mais um biscoito."
– Boa sorte estômago.
"Harry releu a notícia "O cofre aberto na realidade fora esvaziado mais cedo naquele dia". Hagrid esvaziara o cofre setecentos e treze, se é que se podia chamar esvaziar alguém levar aquele pacotinho encalombado. Seria aquilo que os ladrões estavam procurando?"
–Aeew Filhão bate aqui, seu gênio!
Harry tinha jeito mesmo de auror...
"Quando Harry e Ron voltaram ao castelo para jantar, tinham os bolsos pesados com os biscoitos que a educação os impedira de recusar."
Lily sorriu. Seu filho era mesmo muito educado.
"Harry pensou que nenhuma das aulas a que assistira até ali tinha lhe dado tanto o que pensar quanto o chá com Rúbeo Hagrid.
Será que Hagrid tinha apanhado o pacote bem na hora? Onde estava o pacote agora? Será que ele sabia alguma coisa de Snape que não queria contar a Harry?"
–Tem... – lamentou-se James,
–Tô sabendo, pai.
–Quem lê agora?
–Eu – disse Lene.
