Disclaimer: Naruto pertence à Masashi Kishimoto, homem que eu respeitava até ele matar Hatake Kakashi com um prego enfiado na testa.

Ossos do Ofício

Cap IX:Torturas

Naruto abriu os olhos devagar, sentindo certo peso sobre eles...Como se tivessem pedras sobre suas pálpebras. Desistiu, e fecho-os de novo.

Uma dor de cabeça das mais fortes lhe bateu, fazendo uma careta se formar em seu rosto. Todo o seu corpo estava dolorido.

Tentou se lembrar aonde havia ido na noite anterior para estar tão mal...Deveria estar no hotel e deveria também ter tomado uma grande junto com alguém no outro dia.

Não demorou muito até que uma voz no mínimo inesperada em seus ouvidos:

- Naruto? Você está aí?

- Sasuke? É você? O que está acontecendo?

- Abra os olhos.

O loiro obedeceu ainda confuso.

O lugar onde estavam era escuro, com a iluminação vinda de velas sombriamente postas sobre alguns candelabros presos na parede de tinta descascada e manchada.

O chão era de alguma madeira nobre, pois só daquele tipo para não estar nem tão bichada quanto deveria levando em conta o ambiente. Ele estava todo arranhado, cheio de manchas e com o verniz totalmente desgastado.

O policial olhou para baixo, e viu que estava amarrado nas pernas e na cintura. Sentiu que as mão também estavam.

- O que é que está acontecendo? Por que você está aqui? O que houve?

- Estávamos indo para o aeroporto, lembra? E uns caras saíram de uns carros no caminho...

O mais novo pareceu se lembrar, pois seus olhos se arregalaram.

- Merda...Fomos seqüestrados....

- Hn. – Concordou o Uchiha mal-humorado.

- Desculpe, Sasuke.

- Hn?

- Sabe...Eu te meti nessa e...Bem, você entendeu, te meti numa fria.

- Se for o caso, está mais para congelada.

Naruto pareceu desesperado. Seus olhos encararam o nada e a sua expressão mudou completamente, formando desespero.

- Calma, calma, calma, calma, calma....Respire, calma, respire... – Murmurou o loiro, para si mesmo, encarando o teto.

- Ei...Fique calmo. Não adianta se desesperar.

- Cala a boca! Olha só, que ridículo...Por que infernos eu tinha que vir até aqui? Em que situação eu quis me meter? Pra que diabos eu tinha que inventar de vir atrás do Orochimaru...Merda...

- Pare de dar chilique.

- Sasuke, a gente vai morrer.

O maior pareceu se surpreender.

- Ah, vai dizer que não tinha pensado que você ia morrer?! Oh, claro...Uchiha Sasuke é importante demais para morrer como uma pessoa normal-

- Já tinha sim, todo mundo morre. Mas é estranho você falar assim tão desesperado.

- Eu tinha que falar, né? Olha só em que lugar estamos. Isso daqui é um...um...um...

O loiro não conseguiu se segurar mais. Lágrimas escorreram de seus olhos.

- Você está bem, dobe? – Questionou o Uchiha, preocupado.

- E-Eu pareço bem para você? Estranho. E-Eu m-me pareço péssi-mo.

- Pare de dizer idiotices n-

Rangidos altos se ouviram e a porta do lugar se abriu. Os dois colegas espremeram os olhos, pois uma luminosidade muito forte vinha da direção da grande porta.

- Ora, ora. Vejo que acordaram.

- V-Você é...!

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- Itachi-san, o que você faz aqui?

- Vim te ver, não é meio óbvio?

- Como você soube que-

- Ora, eu sou Uchiha Itachi. Tenho as minhas fontes.

- Ah, claro.

Itachi deu um meio sorriso e tirou uma das mãos que estava escondida nas costas.

- Uma flor?

- Sim, um crisântemo. Dizem que trás saúde não é?

- Não...Bem, o pai de uma amiga é dono de uma floricultura...Acho significa 'estou apaixonado.'.

- Bem, eu não entendo disso, então que as coisas fiquem como estão.

- Sabe...Eu fique impressionado com aquilo que você fez ontem. Sabe, no meio do banheiro...

- Você ainda não viu nada, isso eu lhe garanto. Se importa de eu fazer uma ligação ali um instante?

- Pode ligar daqui mesmo se quiser, não me incomodo.

- Não? Bem, então vou ligar...É rápido.

- Hai.

O empresário deu as costas à Sai e começou a mexer no aparelho preto.

- Estranho.

- O que foi Itachi-san?

- O celular do Sasuke...Chama, chama e ninguém atende. Ele nunca faz isso...

Sai deu um tapa na própria testa.

- O que foi?

- Deu merda.

- Hein? Como assim?

- Itachi-san...Se importa de dar uma volta comigo?

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- Você é o Orochimaru!

O homem de feições doentemente pálidas abriu um sorriso.

- Kukukukukukukukukukukukukuku....Bem, vejo que você finalmente se deu conta das coisas, rapaz. Entendeu as circunstâncias e até tentou fugir... Mas lamento lhe informar que foi tarde demais.

- Espera. Eu não estou entendendo nada, Naruto. Quem é esse e o que ele quer com você?

- Esse cara é o assassino dos meus pais...Eu vim até aqui para investigar sobre ele. Orochimaru, da família Oto da Yakuza.

Sasuke se assustou.

- O-O cara que estava foragido há tanto tempo...?

- Sim, sim...Ei tive que desaparecer durante algum tempo, sabem? Pra poder baixar a poeira. Passei um bocado de tempo escondido numa parte deserta da China… Não foi tão ruim assim. Mas vamos ao que interessa. Parece que você tem procurado por mim durante algum tempo, não, Naruto-kun? Pois é, acho que você encontrou o que queria.

- Ora seu-

- Não diga nada. Só aviso que o que você fez foi uma besteira de tamanho estúpido. Um erro deste tamanho só pode ser pago com algo muito valioso...

O homem sombrio foi se aproximando com passos lentos e sorrateiros, parando na frente de Naruto.

- ...Valioso como a sua própria vida.

Ele chutou Naruto com força.

O loiro caiu para o lado.

- NARUTO! LARGA ELE, SEU IMBECIL!

- Ahn...Você deve ser o Sasuke-kun, não é? Hum...Tem bilhões no cofre mas nunca disse à ninguém...Sempre achando que nunca descobririam. Oh, garoto...Não seja tão burro assim.

Orochimaru foi se aproximando dele...Até que lhe pegou pelo queixo.

Passou a sua língua asquerosa pelos cantos da boca, rapidamente, como se achasse Sasuke realmente apetitoso.

- Ora, ora...Mas vejo que você é um bom garoto. Seu rostinho é muito bonito. E pelo o que vejo seu corpo também deve ser...

Sasuke fez uma careta no rosto, enojado.

- Tire as suas mãos de cima de mim. – Vociferou.

- Não seja tão agressivo...Eu não vou lhe fazer nada de mal.

- Seu nojento...Largue o Sasuke! – Berrou Naruto se levantando.

- Pensei ter lhe calado a boca, pirralho. Você é igual a aquela mulher, a sua mãe...Quando eu fui dar um jeito no seu pai ela ficou gritando, histérica...Mas isso foi antes de eu jogar o ácido na cara dela. Aí sim ela gritou...E muito. Implorou por sua vida, também... "Não faça nada com o Naruto!", sabe, ela era muito irritante.

O loiro arregalou os orbes azuis. Um certo desespero lhe veio.

- Mas eu vou lhe ensinar a ter modos. Vamos, quero ver se você grita agora. – Falou ele se aproximando. Puxou uma faca do bolso da calça negra e encostou a lâmina na bochecha do loiro, fazendo um corte profundo nela.

Naruto gemeu e fechou os olhos com força.

- Oh...Dói, não é? Queria ter te matado antes, mas não tive chance daquela vez, anos atrás. Vamos lá...Vamos ver se você reclama mais agora. Já que você arruinou a minha vida pirralho, vai morrer do pior jeito possível: aos poucos.

- Não faça isso...- Disse Sasuke, com a voz morrendo.

- Eu já fiz.

Orochimaru tornou a mergulhar a faca na bochecha de Naruto outras duas vezes, antes de ir ao outro lado.

- Estou bastante impressionado! Nossa você nem gritou nem nada assim, pirralho. Foi até bem-educado, ficou caladinho o tempo todo, só apertando os dentes, né? Bem, por enquanto eu tenho que ir. Tem uns inúteis lá embaixo que não sabem fazer nada sozinhos e precisam de uma babá de plantão, entende? Mas eu volto...E o próximo será você, Sasuke-kun.

Ele se levantou e saiu do cômodo a passos lentos, fechando novamente a porta e deixando-os a sós de novo.

- Naruto? Ei? Você está ouvindo?

- Estou...Ai...Isso dói demais...Parece que as minhas bochechas vão cair...

- A gente vai sair daqui, se acalme.

- A gente vai? Como? Aquela coisa vai voltar já, já.

- Tá sangrando muito... – Comentou o Uchiha olhando o rosto de Naruto. O sangue agora escorria por toda a extensão no seu pescoço e já havia empapado a sua jaqueta.

- Ei, Sasuke, ele deixou aquela faca?

- Não.

- Merda! Eu poderia cortar as cordas...

- Sua anta, você está morrendo e ainda se preocupa com isso.

- Claro, eu quero sair daqui. Se eu ouvir ele falar mais uma vez daquele jeito a minha mãe eu vou voar em cima dele...E eu não estou morrendo.

- Ah, se suas bochechas continuarem a sangrar assim, você vai ter uma perda muito grande de sangue.

- Você tem alguma coisa que corte aí?

- Acho que não.

- Tem um espelho, uma lixa de unha, um pedaço de madeira ou coisa assim?

- Eu tenho cara de mulher?

- Tem cara de quem quer sobreviver. E aí? Tem alguma coisa?

- Eu acho que tinha. Mas se tinha, aqueles caras que nos pegaram no caminho do aeroporto tiraram.

- Ah..Droga...

- O que foi?

- Isso dói demais...A minha bochecha...Ouch.

- Estamos perdidos.

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Sai, sentado no banco do carona do carro, pegou o celular e discou um número. Depois de algumas chamadas, uma voz preguiçosa e sonolenta atendeu:

- Moshi, moshi?

- Shikamaru? É você?

- É, sou eu, Sai. E aí, como vai a viagem?

- Vai bem. Mas eu preciso que você me faça um favor. Consegue rastrear o celular do Naruto?

- Uhn...Rastrear o celular... Tudo bem. Está acontecendo alguma coisa? Você me parece meio preocupado.

- Não, está tudo bem. Em quanto tempo você acha que consegue achar?

- Já achei. Eu estava justamente mexendo no rastreador. O endereço é ...

O moreno anotou tudo no pulso.

- Obrigado, Shika. Tenho que ir.

- Ei, espere, o que está acontecendo aí?

- Desculpe, mas eu não tenho tempo de responder. Tchauzinho.

- Coitado do seu amigo. – Falou Itachi sem tirar os olhos da rua.

- Que nada.

- Se eu fosse você ligaria para o celular do Naruto.

- Já liguei. – Suspirou o menor. – Está desligado.

- Certo, agora me explique porque exatamente estamos procurando o seu amigo.

- Bem, eu realmente não pretendo dizer.

- Oh, claro.

- Bem, temos que ir para esse endereço. Sabe onde fica a sede da polícia?

- Sei.

- Nah, então vamos logo...

- Você vai me pagar depois, ouviu? – Perguntou o maior em tom malicioso.

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As horas haviam se passado, e Naruto não fazia nada, apenas fitava as portas com inquietação, como se esperasse Orochimaru aparecer lá a qualquer momento. A cada vez que tinha a impressão de que a porta iria se abrir, podia sentir o próprio coração disparar.

Sasuke havia se arrastado para junto de uma parede, ficando perto do loiro. Sempre em silêncio, imerso em seus próprios pensamentos, ele sentia o tempo passar. No cômodo em que estava, não poderia ter a mínima noção de hora e o pior de tudo era que seu relógio tinha sido tirado de si.

Vezes olhava para o loiro em seu lado, olhando as suas bochechas feridas e sentido uma coisa muito estranha em seu coração. Era como se alguém o estivesse apertando com força, como se lhe quisesse provocar uma parada cardíaca. Foi mais de uma vez que se pegou encarando ele por períodos longos, cerca de minutos inteiros.

Já havia percebido uma coisa há tempos, não querendo ter que abrir a boca para falar daquilo, até porque era uma pessoa de poucas palavras...

Estava apaixonado pela pessoa a seu lado há algum tempo.

Um leve ranger se ouviu, e o coração de Uzumaki Naruto disparou como fazia raramente. Orochimaru retornara, e estava acompanhado de um homem encapuzado, trazendo consigo uma extensão de tomada e uma caixa preta.

O homem de capuz retirou-o, mostrando-se um rapaz alto, de pele um pouco bronzeada, óculos e cabelos cinzentos e longos, presos num rabo de cavalo.

- Posso deixar aqui, Orochimaru-sama? – Questionou o rapaz, respeitosamente.

- Pode sim, Kabuto. Deixe aí e vá fazer as suas coisas. Sei que é muito ocupado, ou pelo o menos está no momento.

- Hai. Com sua licença.

- Hei! – Chamou Naruto. – Eu te conheço?

- Uhm...Se lembra de Hens? - Kabuto questionou.

A ficha caiu.

O encapuzado se retirou da sala.

- Supreso, Naruto-kun? – Perguntou Orochimaru, divertido. Era um pouco óbvio, você não tinha percebido? Kabuto-kun se passou por um policial alemão para lhe enganar...É um rapaz esforçado, aquele. Fez até aulas de sotaque para fazer melhor a interpretação. O mundo precisa de mais pessoas assim...Leais, competentes, esforçadas...

- Iguais à um canalha como aquele? Duvido muito. – Sasuke pronunciou.

Os olhos do yakuza caíram pesadamente sobre o Uchiha.

- Pensei muito em você, garoto. Pensei bastante...Muito mesmo. E eu já tomei a minha decisão...Você morre primeiro.

Naruto caiu em desespero.

- Não! Não faça-

- FIQUE QUIETO! – Berrou Orochimaru pouco paciente. Ele suspirou e pegou a extensão e a caixa que Kabuto deixara sobre o piso degradado. Depois de alguns segundos, ele se aproximou de Sasuke com a agulha de tatuagem em uma das mãos.

Sasuke não aparentava estar nem um pouco abatido. A sua expressão continuava com a pose frívola do estilo arrogante de sempre. Mas ele não conseguia esconder o seu nervosismo.

E foi ao som dos gritos e berros escandalizados de um certo Uzumaki que o mafioso começou a tatuar habilidosamente o pescoço do Uchiha.

- Sabe...Normalmente eu faço a tatuagem por último. Mas como você é amigo desse pirralho, eu vou fazer você sofrer mais que o comum. Primeiro a dor faiscante da agulha furando a sua pele...Depois ácido no seu rosto...E por último eu injeto veneno. Assim aquele pirralho vai sofrer bastante, antes de eu mata-lo do mesmo jeito. Ele merece...Os pais dele merecem.

- Bobagem. Os pais do Naruto já morreram há muito tempo, nas suas próprias mãos, lembra? Se tem tanto ódio deles, não adianta nada matar o Naruto. O ódio que você tem é por eles, não pelo Naruto.

- Essa criança é a última coisa associada diretamente àqueles dois que resta neste planeta. Eu vou matá-la, e assim as suas linhagens estarão permanentemente extintas. Será um peso menor para a humanidade, vou me livrar deste garoto e de sua família de tolos para sempre. E o meu primeiro passo para isso é você, a sua morte. E o melhor ainda é que eu vou te matar e ficar com o seu modesto patrimônio para reerguer a família Oto.

- Bastardo...

- Não seja bruto, Sasuke-kun...Você tem um rosto muito bonito...Aposto que se eu não tivesse que lhe matar, você daria um ótimo serviçal, ou quem sabe um escravo sexual...Mas não se pode ter tudo, não é? Terei que arrumar um outro garoto bonito e talentoso para isso. Mas você bem que serviria.

- Nem no inferno. – Rosnou Naruto do outro lado. – Você vai se ferrar, Orochimaru! Vão te matar, você vai ver!

- Matar? Quem poderia? Outro yakuza? Algum da Costa Nostra? Quem sabe talvez...Mas isso irá demorar, Naruto-kun. E quando acontecer você já vai estar no quinto dos infernos, sofrendo como bem merece. Não são todos que podem viver, Naruto-kun. Muito menos são aqueles que podem ter felicidade. – Disse macabramente, enquanto tatuava Sasuke. – E você não é um deles.

- Você que não é um deles. Duvido muito que você seja feliz assim, Orochimaru. – Murmurou o Uzumaki de novo. – Você não tem a mínima idéia do que seja a felicidade verdadeira. Você é infeliz, tudo o que você faz nessa vida é ruim, você só rouba, mata e faz coisas erradas e que trazem infelicidade.

- Oh, pirralho, e quem é você para dizer isso? Oh, já sei, só um policial metido e insuportável, que acha que faz a justiça e faz de um mundo um lugar melhor com isso. Na minha opinião, você é apenas um estúpido hipócrita que está prestes a perder um amiguinho...A tatuagem já está sendo terminada...Logo a cara dele estará completamente desfigurada. Não é, Sasuke-kun?

- Foda-se.

- Uhm...Você é bem grosseiro quando quer. Mas vai morrer de um jeito ou de outro, então não tem muita importância. Só mais uns três minutinhos e eu termino...Então vem o ácido fólico...Dizem que eu sou macabro na hora de matar...Mas é só que eu gosto de causar dor às pessoas...É como uma terapia para mim. Uma válvula de escape para os problemas.

- Você me dá nojo. – Disse o Uchiha encarando o teto. Seu pescoço realmente doía.

- Cale-se...Oh, parece que eu acabei...Muito bem. Vamos lá...Oh, parece que eu deixei o ácido lá embaixo...Que sorte a de vocês. Acho bom se despedirem, porque quando eu voltar, não vai ter mais Sasuke para isso.

Orochimaru saiu da sala, dando uma de suas risadas macabras e assustadoras.

O Uchiha se virou para o loiro à sua frente:

- Naruto?

Ele ergueu a cabeça, e mostrou o rosto. As lágrimas escorriam pelas bochechas feridas, os olhos estavam inchados e avermelhados, cheios de tristeza.

O coração do moreno apertou mais ainda, e ele questionou, aflito:

- Você está bem? O que houve?

- V-Você vai m-morrer, Sa-Sasu-ke!

- Hei, você mesmo não disse que iam vir nos regatar? Vai ficar tudo bem!

- E-E se n-não vi-vierem? E s-se n-não fi-fi-ficar tudo bem?

AHHHHHH!!!!

BANG!

De repente, gritos e tiros se ouviram do térreo do prédio.

O Uzumaki olhou desesperado para o piso, como se quisesse ver o que se passava no andar de baixo.

A esperança retornou.

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Policiais entravam no cômodo da casa nobremente decorada. As coisas lá presentes eram todas luxuosas e caras.

De todas as partes, berravam para os bandidos que haviam sido pegos de surpresa e lhe apontavam armas. Algemavam e levavam para fora da residência todos que encontravam.

Orochimaru subiu as escadas, para ver a fonte daquela gritaria. Quando viu os policiais presentes em sua sala, logo virou as escadas, para se esconder lá em cima e tentar fugir, mas assim que a sua cabeça se virou um cano de revólver encostou em sua testa.

- Não tão rápido. – Falou Sai, rapidamente. – Mãos na cabeça.

O homem nada fez.

- Eu disse mãos na cabeça. AGORA!

O homem obedeceu e sem tardar foi algemado.

- Agora me diga: onde estão Uzumaki Naruto e Uchiha Sasuke?

- Atrás do espelho do porão...Tem uma porta secreta...

O rapaz desgrudou os olhos do criminoso por menos de um segundo para pegar uma outra algema, e nesse pouco tempo, levou um soco na cabeça, caindo nos degraus da escada.

A arma caiu ao pé da escada, e o velho abriu um sorriso escroto como de costume, logo se virando para pegar a arma.

Suas mãos algemadas encostaram no instrumento, e naquele instante, ele pensou que agora estaria a salvo...Até que as suas mãos foram pisoteadas por um sapato preto e lustroso.

- Verme. – Xingou Itachi com desprezo. Ele chutou a face de Orochimaru com o pé livre, e quando este caiu inconsciente, empurrou-lhe de lado e abriu caminho até Sai.

Ele ajudou o rapaz a se levantar e perguntou, firmemente, sem parar de encarar os olhos negros:

- Você está bem?

- E-Estou.

- Onde é que eles estão?

- Numa sala no porão. Venha.

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A porta do local se abriu e os orbes azuis logo se encolheram em reversão à luz.

Duas figuras entraram lá dentro, e não demorou muito para o loiro reconhecer uma delas.

- Sai!

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O amigo lhe colocou um cobertor sobre as costas e lhe estendeu um copo de chocolate quente, carinhosamente.

- Se sente melhor? – Perguntou Sai, lhe dando a xícara.

- Sim. – Naruto falou, em tom de agradecimento. – Obrigado mesmo. Se você não tivesse ajudado, o Sasuke já estaria morto.

O Uzumaki agora estava sentado numa cadeira de plástico improvisada perto de uma ambulância. Os ferimentos em suas bochechas haviam sido devidamente tratados e isolados com curativos.

- E você também, idiota. – O moreno falou, suspirando.

- É, mais um motivo pra te agradecer de novo.

- Você tem mania de agradecer todo mundo. Se você deixasse passar, provavelmente seria melhor.

" Provavelmente eu não estaria passando por isso com o Sasuke..." - Pensou-se Naruto, com seus botões.

- Eu tenho que ir. – Disse Sai. – O pessoal está me chamando ali.

- Certo.

- Não saia daqui.

- Anham.

- Naruto?

O policial se virou, e atrás da sua cadeira estava de pé uma figura alta, de cabelos negros e pele branca, enrolada com um cobertor e segurando um copo descartável na mão e uma cadeira de plástico na outra.

Sasuke lhe encarava docilmente, e caminhou até ele, colocando a cadeira na sua frente.

- Yo. – Cumprimentou.

- Sasuke! Você está bem? Tinha algum veneno naquela tinta do Orochimaru?

- Não, está tudo bem. Não tinha nada na tinta.

- Sério? Tabém não t-

- Você está bem? – Perguntou o Uchiha, encostando a mão de leve no curativo. – Talvez tenha perdido muito sangue...

- N-Não, também está tudo bem comigo. – Confirmou o menor fervendo ao toque.

- Você vai voltar ao Japão agora, não vai?

- Vou...

- Eu quero voltar com você. – Murmurou o mais velho encostando a mão no queixo do loiro.

- C-Como assim?

- Quando voltarmos ao Japão...Eu quero que fiquemos juntos. Eu já esperei demais, Naruto. Não dá mais para segurar. Eu queria que isso que aconteceu agora não tivesse acontecido, porque aí eu iria poder falar com você. Os policiais me devolveram isso agora a pouco...

O Uchiha tirou uma pequena caixinha preta do bolso. Ele puxou a cadeira de plástico mais para perto de Naruto com a mão livre e depois abriu a caixinha.

Um par de alianças de ouro branco lisas e foscas estavam lá, guardadas.

O coração do loiro disparou com aquilo. Seus sentimentos antes confusos agora lhe pareciam fazer algum sentido.

- Eu odeio falar, então vamos direto ao ponto: Naruto, você quer namorar comigo?

O loiro deu um sorriso de pura felicidade.

- Quero.

O maior pegou a mão direita de Naruto e lhe colocou a aliança no dedo anelar. O loiro logo pegou a outra aliança e colocou-a no dedo de Sasuke.

O moreno logo pegou o queixo do outro e puxou-o para si, mas Naruto lhe impediu.

- O que foi?

- Estamos no meio da rua! Tem um monte de gente aqui...

- Quem se importa?

O moreno lhe puxou para si e lhe passou as mãos pelas costas, beijando-lhe. Um beijo quente, caloroso e apaixonado.

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- Sabe, Itachi, eu sempre achei que o Sasuke fosse homem de verdade. – Debochou Madara. Ele estava olhando Naruto e Sasuke se beijarem, a distância, junto com Itachi. Os dois estavam encostado numa viatura policial. Eram os únicos que pareciam reparar na cena.

- Bem, ele é. Pelo o menos eu acho que eu já vi o que tem entre as pernas dele.

- Oh....Logo o Sasuke...O sobrinho mais insuportável...O pirralho que gostava de ficar agarrado na saia da mãe. Sabe, vocês cresceram rápido demais.

- Nem me diga. Um dia desses eu ia pegar o otouto no jardim de infância. – Suspirou Itachi.

- É, eu sei.

- Uhnrum...

Uma mulher passou vestida com trajes de enfermeira. Ela era muito bonita. Morena, de pele bronzeada.

- Sabe, eu acho que o dever me chama. – Disse o tio. – Te vejo depois, Itachi.

- Boa sorte. Só não diga que não avisei quando levar um fora.

Ele desapareceu em meio às viaturas e ambulâncias.

Sai apareceu assim que Madara se foi. Ele encostou na viatura.

- Sabe...Eles formam um belo casal...O Naruto-kun e o Sasuke-kun. Acho que será uma relação duradoura.

- Não sei não. O otouto é meio complicado.

- Mesmo assim...Se eles se amarem de verdade, não importa.

O mais velho passou a mão por cima do ombro do menor e lhe colocou mais perto de si.

- O amor é uma coisa engraçada não é?

- Com certeza. – Respondeu o mais novo encostando a cabeça no ombro do outro, docemente.


Espero que tenham gostado, minna!

Bem, não vou poder responder reviews hoje, porque eu estou com tendinite na mão direita (sim, sou destra). Dói demais e principalmente quando escrevo no teclado. Sinto muito de verdade, se estiver melhor no próximo cap. responderei as reviewes sem falta nenhuma.

Agradeço à todos que me mandaram reviews, sem vocês, Ossos com certeza não estaria mais de pé.

Perdoem possíveis erros ortográficos, não me lembro muito bem se este é o capítulo já betado, e a minha mão me impede de checar. Essa filha da mãe dói pra cacete (crianças, NUNCA falem isso em casa ou na escola. Perdoem a falta de modos.)

Se puderem, comentem por favor.

OBS: Proximo Capítulo (décimo e último): Um ano depois...

Meizinha.