CAPÍTULO NOVE – Regras
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The sun goes down
(O sol se põe)
The stars come out
(As estrelas aparecem)
And all that counts
(E tudo o que conta)
Is here and now
(É aqui e agora)
My universe
(Meu universo)
Will never be the same
(Nunca mais será o mesmo)
I'm glad you came
(Estou feliz que você veio)
x The Wanted – Glad You Came x
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Não fazia cinco minutos que eu estava lá quando senti alguém se aproximando. Me virei e lá estava Edward, três metros à minha frente.
— Olá, Isabella. – fez ele, chegando mais perto com um sorriso culpado. Eu não retribuí.
— Nós precisamos conversar.
— Eu sei. – respondeu meu professor, parecendo uma criança que tinha sido pega roubando um doce.
— O que você – comecei, mas notei algumas pessoas nos olhando. Suspirei. – Vamos sair daqui.
Ele me seguiu como um cachorrinho obediente até o lado de fora. Por um segundo, eu procurei meu carro no estacionamento na frente da Paradise, mas então bufei.
— Merda, estou sem carro. – resmunguei, lembrando que tinha vindo pra cá de ônibus, e de carona para Seattle.
— Onde você quer ir? – pediu ele, balançando a chave do carro pra mim.
Balancei a cabeça e apontei uma cafeteria do outro lado da rua, onde eu já tinha tomado alguns cappuccinos. Parecendo um pouco decepcionado, ele me seguiu até lá. Sentamos e uma moça veio nos atender.
— Olá, boa tarde, o que eu posso trazer pra vocês? – fez ela, olhando fixamente para Edward.
— Hã... o cardápio? – sugeriu ele, constrangido.
— Claro, querido. – disse a garota, e desfilou até o balcão para pegar um folheto com nossas possíveis opções. – Sou Tiffany. Quando escolher o que quer, é só me chamar.
Ela ainda piscou pra ele. Eu lutei contra um sorriso, sem muito sucesso. Edward me encarou e eu tentei esconder minha diversão.
— Você acha isso engraçado? – desacreditou.
— Terrivelmente! – concordei.
— Foi engraçado quando cada cara da escola ficou te olhando como se você fosse algo comestível? – fez ele, levantando uma sobrancelha pra mim. Eu ofeguei e meu sorriso desapareceu imediatamente.
— É diferente. – respondi, por fim.
— Não, não é. – insistiu Edward, rindo.
Eu fiz um bico, contrariada. Ele estava certo – não era diferente. Suspirei.
— O que você vai querer? Vou pedir um cappuccino e uma torta de limão. – mudei de assunto. Ele revirou os olhos pra mim, deixando claro que tinha notado minha evasiva.
— Acho que quero um café. – murmurou, lendo o cardápio.
Um minuto depois, Tiffany voltou.
— Já escolheu? – perguntou ela, novamente olhando só para ele.
— Um café puro. – pediu, e então olhou para mim.
— Eu quero um cappuccino sem canela e uma torta de limão. – falei, encarando a garota. Ela se intimidou pela minha expressão séria e só assentiu, saindo sem nenhuma gracinha a mais.
— Então, você disse que nós precisamos conversar... – incentivou Edward, quando, depois de cinco minutos de silêncio constrangedor, a garçonete chegou com nossos pedidos.
— É... – murmurei, e então respirei fundo. – Eu já tinha dito que precisávamos de regras, e aqui vão umas. Você não pode continuar com isso de tentar me favorecer, em detrimento de outros alunos. Eu posso ser o que quer que eu seja pra você no fim de semana, mas isso não pode afetar meus estudos, nem pra bem nem pra mal.
— Okay. – fez ele, tomando seu café com calma.
— E outra coisa, o que diabos estava se passando na sua cabeça quando você me contou da maldita prova surpresa e não deu uma prova surpresa? – reclamei.
— Você estava certa. Não era justo. Fiquei me sentindo mal. Eu dou aula pro meu irmão e nunca fiz isso pra ele. Não sei o que passou pela minha cabeça, mas eu não estava pensando direito. – explicou, e eu respirei fundo.
— Tudo bem. Eu mal dormi pra poder estudar, mas você estava certo em não aplicar a prova. Só... podia ter me avisado, talvez? – choraminguei. Ele riu.
— Claro, eu iria até a sua casa dizer pro seu pai (que tem licença pra atirar, diga-se de passagem) que você não vai ter mais a prova que eu disse só pra você que teria. – ironizou. Eu dei de ombros.
— Você podia ter me ligado. – insisti.
— Eu não tenho seu número, Isabella. – lembrou-me, e eu franzi o cenho.
— É sério?
Não que eu tivesse alguma memória de já ter dado meu número a ele, mas eu não conseguia acreditar que eu tivesse esquecido de algo tão simples como isso.
— Aham. – respondeu, e eu respirei fundo.
— Não tenho mais nada a acrescentar. Você tem algum comentário? – perguntei, terminando minha torta. O cappuccino tinha canela apesar de eu ter pedido sem, então estava abandonado.
— Por que nós não saímos daqui logo? Foi uma longa semana. – murmurou ele, com olhos que estavam quase implorando. Eu corei de leve e assenti.
— Vamos. – chamei, me levantando. Eu tentei ir pagar, mas Edward segurou-me pela cintura e me puxou.
— Você nunca vai pagar nada enquanto eu estiver do seu lado, achei que já tinha deixado isso bem claro. – reclamou. Bufei e o ignorei, pegando minha carteira na bolsa. Antes que eu pudesse entregar o dinheiro para a moça no caixa, ele tirou uma nota de cinquenta dólares e entregou para ela. – Fique com o troco.
E me puxou pra fora dali.
— Você é louco? – quase gritei, e ele só continuou me guiando para fora.
— Isabella... – ele gemeu em meu ouvido. – Deixa eu mimar você um pouco.
Um arrepio balançou meu corpo, mas eu tentei disfarçar, obviamente sem sucesso.
— Sou perfeitamente capaz de pagar a conta. – reclamei fracamente.
— E eu sei disso. – concordou, e eu suspirei. – Você quer ir naquele mesmo lugar de semana passada?
— Não... Eu... Hã, é uma longa história, mas eu estou hospedada num hotel aqui pra acobertar Allie e Jazz que foram passar o fim de semana juntos. – expliquei vagamente.
— Hmmm... Onde fica? – perguntou, me encarando.
Nós fomos para o carro dele e ele digitou o endereço no GPS e então seguimos para meu hotel. Não era nada 5 estrelas, mas comparado com o motel era até bem chique. Pegamos o elevador e fomos até o meu quarto. O cartãozinho que destravava a porta resolveu se esconder na minha bolsa e eu bufei.
— Está aqui em algum lugar. – garanti, procurando como louca. Suspirei de felicidade quando o encontrei. – Não disse?
Edward riu e me empurrou para dentro antes de fechar a porta atrás de nós.
— Finalmente, à sós... – fez ele, andando devagar até mim como se eu fosse um cordeiro inocente e ele, um leão caçando.
Mordi o lábio, ansiosa e excitada por sua expressão faminta. Dei um passo à frente, sem aguentar.
— Você gosta disso, não é? – perguntei sussurrando, temendo que algo dito muito alto pudesse acabar com o clima deliciosamente tenso instalado entre nós.
— Do quê? – murmurou, estendendo a mão para tocar meu pescoço delicadamente. Meu corpo tremeu em arrepios incontroláveis quando ele roçou o dedão em um ponto sensível debaixo da minha orelha.
— A ansiedade, meu nervosismo... Você adora isso. – expliquei. Ele sorriu, brilhante.
— Não gosto de te ver nervosa, mas está certa... Eu adoro essa tensão. Quem vai ceder primeiro...? – divagou, e eu ri, corando.
— É claro que vai ser você. – provoquei, de repente me sentindo ousada.
Me aproximei mais dele e apoiei uma mão em seu ombro e a pousei a outra em sua barriga, quase abaixo da linha da cintura.
Ele engoliu em seco e eu sorri.
— Não vou ser eu. – garantiu, embora sua voz estivesse tremendo um pouco, agora que eu estava mexendo meus dedos em seu abdômen.
Ri baixo, descendo minha mão até o cós da calça dele. Ele ofegou e eu, ao invés de lhe dar o que queria, subi minha mão de volta, dessa vez por dentro da camiseta dele.
— Isabella... – gemeu ele.
— Isso é você cedendo? Parece alguém cedendo. – continuei provocando, e me senti corando de prazer quando ele fechou os olhos por um segundo, tentando se controlar.
Ele não respondeu nada, então desci minha mão de volta ao cós da calça, dessa vez, desabotoando-a. Suspirei, olhando sua expressão cheia de desejo.
— Edward? – insisti, tornando o nome dele um gemido.
— Ah, que se foda. – ele resmungou, me puxando para perto dele num movimento brusco e fazendo nossos corpos se colarem num segundo.
Eu gemi quando sua língua tocou minha boca e agradeci aos céus o fato de estarmos sozinhos e termos tanto tempo juntos. Num segundo meus pés estavam fora do chão e eu soltei um gritinho surpreso, começando a rir em seguida ao ver que Edward tinha me levantado do chão e estava me carregando estilo noiva pra a cama.
— Ria enquanto pode. – desafiou, brincando. Eu gargalhei e me segurei a ele quando ele me deitou delicadamente no centro da cama macia.
— Eu sabia que você ia ceder. – provoquei, rindo. Ele estreitou os olhos para mim.
— Ah, mas não importa quem deu o primeiro passo. Ainda vou fazer você implorar e sabe disso. – garantiu, e eu senti meu rosto esquentar, sabendo que eu ia implorar.
Nem me dei ao trabalho de negar, apenas deixei que ele arrancasse minha roupa do corpo e me beijasse até que eu não conseguisse respirar. Suspirei quando senti-o me penetrando vagarosamente.
— E porque foi uma semana muito longa, vou te dar o que você quer sem esperar você me pedir. – murmurou ele, e eu dei uma risada trêmula.
— Obrigada? – respondi, desorientada.
— Obrigada você. – fez ele, e eu fechei os olhos, sendo dominada pelas sensações mais incríveis que o corpo dele era capaz de causar no meu.
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— Não é estranho pra você? – perguntou Edward, quando estávamos em silêncio observando o teto, distraídos.
— O quê? – murmurei, me virando para ele.
— Isso que estamos... tendo? Não é estranho pra você eu simplesmente aparecer e tudo o que eu te pedir é que me deixe te levar para um quarto? Não te incomoda o fato de que tudo indica que eu só estou te usando pelo seu corpo? – fez ele, franzindo o cenho. Eu fui obrigada a rir.
— Talvez me incomodaria, se eu não estivesse te usando pelo seu corpo também. – admiti, rindo e corando de leve. Ele revirou os olhos.
— É diferente. – discordou, e eu bufei.
— Você está sendo machista. A pobre e inocente garota não está sendo enganada por um suposto garanhão sedutor. Eu sei onde estou andando, Edward. – insisti. Ele mordeu os lábios, pensativo. Suspirei. – O quê?
— Emmett me disse, antes... Ele me disse que você era virgem.
O encarei, tentando não aparentar o constrangimento que sentia. Ele esperou, mas não falei nada – não tinha sido uma pergunta.
— Você é? – perguntou diretamente.
— Eu pareço virgem pra você? – perguntei, apontando para mim mesma e o fato de que nós dois estávamos sem roupa numa cama.
— Você entendeu, Isabella. – murmurou Edward, corando de leve. Eu quase ri, mas só suspirei de novo. – Você era virgem antes de nos conhecermos?
— Sim. – admiti, esperando a reação dele.
Edward respirou fundo ruidosamente e então passou a mão pelos cabelos.
— Merda. – resmungou, fechando os olhos. Esperei. – Por que você foi pra minha casa, então?
— Bom, não é porque eu era virgem que meu sonho era permanecer assim até minha morte. – resmunguei de volta, cruzando os braços. Ele abriu os olhos e me encarou.
— Não quis dizer isso. – se desculpou. Revirei os olhos. – Isabella, eu só... Você é tão nova, tem tanta coisa pela frente. Eu não queria ter tirado a sua inocência desse jeito.
Pela segunda vez no dia, fui obrigada a rir.
— Minha inocência, Edward? O que você entende por inocência? Se está falando sobre virgindade, você não tirou de mim, eu a dei pra você. E... pra ser sincera? Eu não acho que eu era lá muito inocente, de qualquer modo. – ponderei. Ele riu baixo, meio amargo.
— Você tem dezoito anos, deveria estar pensando unicamente em se formar e em que faculdade vai se estudar. – fez ele, e eu me perguntei se ele estava me dando um fora delicado.
— Me diga se com dezoito anos você era virgem. – mandei, e ele hesitou. – Me diz.
— Não, eu não era, mas...
— Pare de ser tão machista! Não é porque eu sou uma garota que eu não posso me divertir com quem eu quiser! Se você não quer mais, é só me dizer: eu não preciso ficar te ouvindo me dar sermão. – reclamei, começando a me levantar da cama. Ele gemeu e segurou meu braço pra me impedir.
— Não é isso! Não estou dizendo que não quero você, você sabe que eu quero. Que merda, Isabella! Eu estou me sentindo um pedófilo filho da puta e você acha que eu estou sendo machista? – brigou, e eu fiz um bico. Ele exalou e riu de mim. – Você é linda, e é tão diferente das garotas da sua idade. Enquanto você ainda quiser me ver, eu vou estar disponível pra você. É só que... isso é tão errado, em tantos níveis...
Respirei fundo.
— Não fique pensando nisso. – pedi, sabendo que em algum momento a culpa seria demais e ele acabaria me dispensando. – O que eu sou de diferente de outras mulheres que você já esteve? Você agora mesmo disse que eu sou diferente das garotas da minha idade. Eu não sou uma menininha, Edward.
Ele suspirou e fechou os olhos.
— Se... Quando você se cansar disso, apenas me diga, ok? Eu não quero nem por um segundo te constranger a nada, ou fazer com que se sinta obrigada a vir. Eu errei antes, mas não vou fazer de novo: Isso que nós temos, é só aqui. Eu espero te ver na escola e poder conversar com você sobre qualquer coisa, mas não vou tentar te favorecer, muito menos te prejudicar. E se você não aparecer mais, eu vou entender o recado. – fez ele, devagar. Eu mordi os lábios de leve.
— Você está me dispensando? – perguntei, sem aguentar.
Edward respirou fundo, devagar. Fiz uma careta.
— Não. Eu queria poder dizer que sim, mas não consigo. É irresistível, muita tentação. E vai que você decide vir pra escola com aquelas roupas de novo? – respondeu, brincando no final. Eu corei.
— Sabia que na verdade não era nossa ideia que eu saísse com você de novo? A ideia de Alice era que você ficasse louco com as minhas roupas, e caso viesse me dizer algo, eu acho devia te dar um fora. – murmurei distraidamente.
— E por que não foi isso que aconteceu? – fez ele, curioso. Eu ri.
— Você realmente acha que alguma mulher no mundo é capaz de resistir a você? – brinquei, e ele corou. Gargalhei. – Você é tão fofo, Edward!
— Fofo? – ecoou, com uma careta. – Fofo, Isabella? Você podia dizer que eu sou gostoso, lindo, inteligente, mas fofo?
Revirei os olhos.
— Fofo é bom. Desde que não o tempo todo. – falei, rindo. Ele levantou as sobrancelhas pra mim.
— Não o tempo todo, huh? – repetiu, tirando meu cabelo dos ombros e acariciando meu pescoço com a ponta dos dedos.
Eu me aproximei mais dele e passei os braços em torno da sua cintura.
— Se fosse o tempo todo, aí não teria graça... – expliquei, sorrindo com malícia. Ele concordou com a cabeça e se inclinou para mim, me dando um beijo suave.
— Me desculpe se eu te ofendi agora há pouco. – pediu, me beijando novamente antes que eu pudesse responder. Suspirei, virando o rosto calmamente e deixando que ele descesse seus beijos para o meu pescoço.
— Aquilo não foi nada comparado com as minhas brigas com Alice, fiquei tranquilo. – garanti. Ele riu em minha pele e eu tremi.
— Ah, mas você podia fingir que está brava, não é? – fez ele, me encarando com uma expressão divertida. Eu franzi o cenho.
— E por que eu faria isso? – estranhei.
— Sabe o que dizem... – começou, ficando em cima de mim num movimento rápido. – O melhor sexo é o de reconciliação.
Eu ri alto para ele e revirei os olhos.
— Achei que o melhor sexo era sexo com amor? – brinquei, e então percebi o como aquilo tinha soado e mordi o lábio com força. – Quer dizer, eu-
— Amor é superestimado. – disse ele, brincado de volta, ignorando minha falta de noção. Sorri, e ele fez nossos quadris roçarem levemente. – Devo esperar que você implore dessa vez?
— Não! – gemi, e Edward riu, se posicionando para que nosso encaixe fosse perfeito.
— Isso é você implorando? Parece alguém implorando. – provocou, me lembrando de mais cedo. Eu fechei os olhos, excitada demais com o movimento de vai-e-vem que ele estava realizando, embora ainda não dentro de mim, apenas se esfregando deliciosamente.
— Cala a boca e me fode logo. – implorei, desesperada. Só quando ele congelou em cima de mim que eu notei que tinha pensado alto. Abri os olhos.
Eu achava que Edward tinha me olhado com desejo quando me viu usando uma roupa curta? Eu achava que ele parecia louco de vontade quando eu gemia o nome dele. Mas isso... O jeito que ele estava me encarando, era todo um outro nível de desejo e tesão. Era necessidade.
Justo quando pensei em retirar o que eu disse, Edward me atacou. Ao mesmo tempo que o senti me penetrando com força, sua língua invadiu minha boca rudemente. Eu deixei um som alto de puro prazer escapar por meus lábios e revirei os olhos para trás da cabeça de prazer, ofegando contra os lábios de Edward.
— Porra, Isabella... – ele gemeu em minha pele, e eu só arfei em busca de ar.
Eu acho que eu pensava que seria uma dessas puritanas no sexo, que não curte muita coisa diferente além de "fazer amorzinho", mas o jeito que Edward estava me tomando ali – com força, desejo e quase desespero – estava me deixando louca e eu acabei vendo minhas lindas estrelinhas muito antes do que imaginava.
Óbvio que, no processo, deixei escapar um gemido que mais pareceu um grito, fazendo com que Edward me segurasse no lugar enquanto eu tremia de prazer de cima à baixo.
— Espero que você não pense que eu já terminei com você. – murmurou Edward, mas para minha surpresa, ele se afastou de mim e se deitou na cama de costas.
Eu ainda estava aérea demais para entender o que ele estava fazendo, até que ele me puxou e me colocou sentada em suas coxas. Finalmente recobrei o juízo e me perguntei o que diabos ele esperava que eu fizesse.
— Me dá suas mãos. – pediu e eu nem hesitei.
Ele as colocou apoiadas ao lado do pescoço dele, me fazendo ficar um pouco inclinada para cima dele, nossos olhos se encontrando. Então ele direcionou seu membro para minha entrada. A princípio, não havia nada de diferente, mas então ele puxou minha cintura para me fazer sentar nele de uma vez, e eu gemi, e não foi de prazer.
— Ah, merda. – Edward resmungou, me puxando de volta pra cima.
Ele nem mesmo havia conseguido entrar completamente em mim.
— Merda. Desculpa. Eu esqueci que você... Argh. Merda.
Antes que eu pudesse falar mais alguma coisa, ele tentou me tirar de cima dele. O impedi.
— Me deixa tentar. – pedi, corando forte e falando tão baixo que ele provavelmente mal ouviu. Achei melhor repetir. – Me deixa tentar.
— Isabella... – ele gemeu, parecendo preocupado.
Eu me inclinei e usei minha mão para posicionar seu membro rígido na minha entrada mais do que úmida. Não pude deixar de notar o arfar desesperado de Edward quando o toquei, e não resisti a lhe conceder alguns afagos antes de, lentamente, descer meu corpo sobre ele.
— Você não precisa... fazer isso. – murmurou Edward, mas suas mãos estavam no meu quadril, acompanhando meu movimento lento de subida de descida.
— Eu quero. – insisti, tímida. Ele suspirou alto, apertando meus quadris.
— Dói? – perguntou baixo, e eu mordi o lábio.
Não estava doendo, mas eu tinha que admitir que não estava sendo exatamente bom. Apenas... desconfortável.
— Não. – garanti, e era verdade. Ele passou o braço pelas minhas costas e me fez abaixar um pouco mais. Nesse ângulo, eu senti um pouco de dor, mas fiquei quieta. Ele me beijou e me fez praticamente deitar em cima dele, enquanto começava a acariciar meu pescoço e meus seios.
— Assim... – ele me guiou, me fazendo movimentar em cima dele com suas mãos fortes.
Eu engoli em seco e deixei que ele comandasse meus movimentos até que o senti tremer em baixo de mim enquanto gozava.
Tudo bem: não foi ruim. Mas não tinha sido ótimo, também.
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— O que você pensa que está fazendo? – perguntou ele, segurando meu braço. Eu corei.
— Achei que estivesse dormindo. – murmurei, constrangida.
— Estava tentando escapar de fininho? – desacreditou, e eu ri.
— Do meu quarto de hotel? Claro que não. Eu só estava indo tomar uma ducha. – expliquei, e ele soltou meu braço, mas só pra se levantar da cama.
Por que aquele homem gostava tanto de ficar nu? Quer dizer, óbvio, nós tínhamos transado, mas custava vestir alguma coisa depois? Eu estava com minha calcinha e uma camiseta já, enquanto ele estava tão sem roupa quanto vinte minutos atrás enquanto suávamos juntos.
— E como ousou não me convidar? – fez ele, com um biquinho. Eu ri de novo, me divertindo com sua insistência.
— Achei que estivesse dormindo. – repeti, e ele revirou os olhos.
— Bom, eu não estou. E a não ser que você tranque a porta do banheiro por dentro, eu não vou deixar de me juntar à você no banho. – respondeu. Ri de novo. Eu corei.
— Já que não vou conseguir me livrar de você, mesmo... – brinquei, fazendo pouco caso ao ir para o banheiro. Não olhei pra trás, mas o senti me seguindo de perto.
Quando abri a porta, ele me agarrou e me prensou contra a parede enquanto me beijava. Quase suspirei – que homem insaciável era esse? – mas apenas revirei os olhos para ele enquanto ele me encarava. Fomos nos arrastando para o chuveiro, e eu arranquei a roupa mínima que me cobria antes que ele ligasse o jato de água morna sobre nós.
Eu estava meio dolorida, mas fiquei com vergonha de dizer. Por sorte, nós ficamos apenas nos agarros debaixo d'água corrente, e eu agradeci mentalmente por isso. Fomos de volta para a cama, nus e molhados.
— Você deve estar cansada. – Edward murmurou baixo, quando eu comecei a piscar devagar.
— Allie e Jazz me tiraram da cama muito cedo. – respondi, resmungando.
— Durma um pouco. – sugeriu, e eu o olhei, me perguntando se aquela seria sua fuga estratégica. – Ainda vou estar aqui quando acordar.
Suspirei e fechei os olhos, me ajeitando na cama. Antes que eu percebesse, estava sonhando.
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Pra compensar o atraso da tia Isa, capítulo grandinho. Meu segundo semestre começou, estou tendo aula de sábado, uma professor louca quer que a gente leia um livro de 200 páginas em 3 dias, sendo que esse livro nem tem na biblioteca da facul e já tenho provas e trabalhos marcados.
Era postar hoje (já atrasada vários dias) sem responder reviews, ou esperar mais uma semana ou mais pra ter paz. Anyway, aqui estou.
Amei as reviews, vocês são lindas. Obrigada mrsouza, Bah Kika, Kathyanne, Taise Nogueira, kjessica, Isa C., AgathaRoesler, Kiaraa, Amy Stream, Flavia Rakoza, Layla Sue e AVTrindade (não apareceu seu curso ou sei lá o que q era pra ser...).
Honestamente não sei quando posto agora, mas juro que responderei as reviews dessa vez! Sorry pela minha vida loka rs
Algumas respostas genéricas de reviews: Perdoem o Edward, ele só estava perdido. Faço Letras Português e Inglês na UFPR. Reprovei naquela matéria que achei que ia mal (que dó de mim). Nada de POVs diferentes por enquanto – terá um do Edward lá pro capítulo 11 ou 12. Hum, acho que é isso.
Beijos, beijos, bye, bye!
