Notas do Autor

O pai raposa fica...

Inuyasha e Kikyou decidem...

Mangetsumaru se encontra...

Os casais decidem...

Capítulo 9 - A surpresa agradável de Honooki e Shippou

No escritório, Tsukuyomaru entra, se curvando em respeito para o hanyou, para depois inclinar a cabeça para Kikyou, cumprimentando em seguida os demais youkais.

- O senhor mandou me chamar, Inuyasha-sama?

- Sim.

O hanyou explica resumidamente o ocorrido com as raposas e como os trouxe até o reino.

Quanto Tsukuyomaru ia comentar algo, ele olha para a porta e se curva, enquanto Oyakata entrava, cumprimentando todos, sendo que o pai do Shippou e o mesmo estavam estupefatos com os daiyoukais poderosos que entraram com eles identificando o primeiro como sendo um morcego e em seguida, o senhor daquele reino e que cujo poder era absurdo. Só a presença dele já exalava a sua superioridade. O que era morcego também exalava a superioridade. Mas entre ambos, o cão branco era superior ao outro.

Quando Oyakata olha para eles, as raposas se prostram em forma de respeito, já que eram inferiores com o inudaiyoukai falando gentilmente:

- Podem se levantar.

Eles se levantam e não conseguem controlar o receio que umedecia as palmas das mãos deles, sendo evidente em seus semblantes, apesar do tom gentil usado por Oyakata que suspira e fala:

- Não precisam ficar receosos.

- É que nunca estivemos frente à daiyoukais. Ouvimos falar do poder de youkais dessa estirpe, mas é a primeira vez que ficamos próximos de tal poder.

- Pelo visto, por mais que tentemos, não temos como bloquear por completo o nosso youki. – Tsukuyomaru fala suspirando.

- Entendo... Mesmo controlando o meu youki ao máximo, suprimindo-o, é impossível bloqueá-lo por completo, mesmo quando estou relaxado e mesmo esse pouco que escapa de mim, afeta os youkais, ainda mais vocês que não estão acostumados.

Ele leva a mão para a cabeça de Shippou e a afaga, fazendo o pequeno youkai olhar para o daiyoukai que sorria, falando gentilmente:

- Este Oyakata ouviu com a audição apurada que possuí a história de vocês e imagino que desejam pedir um pedaço de terra para morarem nos meus domínios.

- Sim, senhor. Nós viemos pedir humildemente um pedaço de terra. Pode ser pequeno. Apenas o suficiente para fazermos uma pequena plantação. – o pai raposa fala em um tom humilde com a fronte curvada em sinal de respeito e submissão.

Ele tira a mão da cabeça de Shippou (七宝 – sete tesouros), que ainda está estupefato e fala, olhando para o pai raposa, Honooki (炎気 – espirito das chamas), sorrindo e em seguida, vira o rosto para o seu amigo, Tsukuyomaru, falando:

- O que Tsukuyomaru acha de ter um auxiliar, já que Yamani se aposentou? As raposas possuem habilidades interessantes, assim como os texugos.

O daiyoukai morcego sorri e fala:

- Agora que o senhor comentou... De fato, tal como os tanuki (texugos), as Kitsune (raposas) tem habilidades interessantes. Se Honooki aceitar, gostaria que ele se tornasse o meu auxiliar e braço direito.

O kitsune youkai fica embasbacado e pergunta apontando para si mesmo:

- Um simples youkai como eu, ajudar um daiyoukai imponente como o senhor?

O daiyoukai morcego sorri gentilmente e fala, dobrando os braços em frente ao corpo:

- Bem, creio que com treino e convivência vai se acostumar a ficar próximo de mim. Alguns youkais tiveram esse problema, mas o convívio ajudou a lidar com o poder que eu não consigo conter. Isso se desejar ser o meu auxiliar. Ninguém está obrigando você a ser o meu auxiliar. Fique livre para recusar, pois ainda terá um pedaço de terra. É que este Tsukuyomaru precisa de um braço direito. O que exercia essa função se aposentou. As habilidades inerentes aos kitsunes (raposas) seriam bem uteis para as funções necessárias a esse cargo. Inclusive, Yamani era um tanuki (texugo). As habilidades dele foram bem uteis.

Após se recuperar da surpresa, Honooki chora emocionado e fala, respeitosamente:

- Seria uma honra trabalhar com um daiyoukai como o senhor.

- Excelente. Como meu braço direito, você terá uma moradia na área adjacente ao castelo. Yamani resolveu se mudar para a casa do neto que mora em outra vila e a moradia dele está livre – o daiyoukai morcego fala sorrindo – Amanhã, você irá me seguir para aprender a sua função, sendo que este Tsukuyomaru irá informar o período que você irá trabalhar. Saiba que podemos flexibilizar o período de trabalho, caso tenha alguma necessidade. Hoje será o dia de você se mudar e se familiarizar com o castelo.

- Muito obrigada, Tsukuyomaru-sama por essa honra. Não tenho palavras para agradecer por tal privilégio. – ele fala, curvando a cabeça levemente.

- Este Tsukuyomaru compreende e não precisa agir dessa forma em particular. Pode relaxar um pouco. Só em público é exigida essa conduta. Yamani se tornou um bom amigo e espero que sejamos amigos com o tempo.

Honooki fica estupefato, pois ouvir um daiyoukai falar que queria fazer amizade com um youkai inferior era algo demasiadamente surreal, pois era um fato conhecido por todos de que youkais de estirpe superior, jamais fariam amizade com os de estirpe inferior, adicionando o fato de estes se tornavam presas dos superiores.

Inclusive, graças às habilidades que possuíam, eles haviam escapado algumas vezes de virarem refeição de algum youkai superior.

Isso comprovava o fato imutável que os daiyoukais daquele reino eram ímpares e igualmente distintos de muitos daiyoukais. Inclusive, Honooki considerava que ele e o filho foram sortudos pelos seus caminhos terem se cruzado com o do príncipe.

Após orientar onde pai e filho iriam morar, Tsukuyomaru sai do escritório, pois tinha uma reunião com os seus subordinados.

Após se curvar levemente em respeito à Oyakata, Inuyasha e Mangetsumaru, assim como para Kikyou, ele se retira do recinto.

Shippou e seu pai pedem licença para saírem, pois estavam curiosos em conhecer a moradia, sendo que se curvaram para os outros em sinal de respeito.

Então, eles se retiram e após vários minutos, seguindo as orientações dadas por Tsukuyomaru, questionando alguns servos no caminho, eles encontram a moradia que era imponente para o padrão de casa de um subordinado e ao entrarem, eles perceberam que ela era tão bonita por fora quanto por dentro.

A criança exclama maravilhada:

- Tou-chan! Isso é incrível! Olha o luxo!

- Põe incrível nisso filho. É simplesmente maravilhoso! Custo acreditar que seja uma moradia para um simples subordinado. De fato, para os nossos padrões, ela é de luxo.

- Provavelmente, é porque o senhor será braço direito daquele daiyoukai e com certeza, o status do senhor será bem alto em relação aos demais subordinados e servos do castelo.

- Provavelmente.

Então, entra uma serva youkai de cabelos alvos presos em um rabo de cavalo baixo, tendo olhos vermelhos, sendo que se curva levemente em respeito, com eles identificando pelo odor que era uma usagi youkai (兎妖怪 - youkai coelho), provavelmente tendo a sua forma verdadeira como uma coelha alva em decorrência da cor dos cabelos e olhos, com a jovem se apresentando, respeitosamente:

- O meu nome é Shiro (白 – Branco). Eu sou a serva dessa moradia. Sou responsável pela alimentação e limpeza.

- Oh! Isso é maravilhoso! Eu me chamo Honooki e este é o meu filho, Shippou.

- Prazer em conhecê-los, Honooki-san e Shippou-san. Os quartos já estão arrumados. Vou fazer o almoço. Desejam algum prato em especial?

Pai e filho ficam surpresos, sendo que o pai raposa fala sem graça:

- Não estamos acostumados a ser servidos e comíamos apenas peixes e animais que caçávamos. Creio que nunca comemos pratos mais elaborados do que esses – ele fala coçando a nuca, envergonhado.

- Posso sugerir um Donburi, acompanhado com Gohan, Omu-raisu e Tofu to negi no missoshiru? Gostaria de sake, Honooki-san?

- Parecem ser deliciosos... – ele fala com água na boca e depois pergunta maravilhado – Tem sake, aqui?

- Sim. O senhor deseja um sake?

- Eu adoraria provar sake!

- Irei preparar tudo. Quando estiver pronto, irei avisar aos senhores. Sumimassen (licença).

- Pode ficar a vontade. – ele fala sorrindo gentilmente.

Ela sorri, meneando afirmativamente a cabeça, para depois se retirar, dirigindo-se para a cozinha.

- Devem ser pratos deliciosos! – Shippou exclama com água na boca.

- Não duvido disso, filho. Nós fomos muito sortudos por termos nos encontrado com o príncipe Inuyasha-sama.

- Com certeza, tou-chan!

Algumas horas depois, no imponente Oukyuu (castelo) das Terras do Oeste, durante o jantar, Kikyou e Inuyasha contavam sobre a viagem deles.

Izayoi estava aliviada ao perceber que o seu filho podia se cuidar, assim como Kikyou, com Oyakata não ficando surpreso com a raiva que a sua cria mais nova demonstrou para com Hiten e Manten.

Afinal, havia percebido, assim como Izayoi, que InuYasha e Kikyou estavam conectados de forma profunda e que ainda não haviam percebido, enquanto que o casal de nekomatas comiam peixe e bebiam leite, tranquilamente.

Inuyasha e Kikyou haviam planejado partir naquela mesma tarde, após deixarem Shippou e seu pai no castelo.

Porém, Izayoi insistiu para que eles passassem a noite no castelo e partissem pela manhã, já que acreditava que não iriam voltar tão cedo e frente ao pedido de sua genitora, o hanyou cede, sendo que Kikyou também concorda, pois adorava Izayoi e percebeu o quanto era importante para a Imperatriz das Terras do Oeste, que o filho dele ficasse, pelo menos, até amanhã.

Já, Mangetsumaru, estava animado para fazer uma batalha amigável contra o seu tio que sorriu, aceitando o desafio.

De fato, depois do jantar, eles foram até o local reservado para treino e o hanyou ficou surpreso ao ver o quanto o jovem inuyoukai era habilidoso com uma espada, concordando que o sensei dele estava certo em elogiá-lo.

Claro que devido a diferença de idade e experiência de batalha, Mangetsumaru perdeu, sendo que Inuyasha falou, ajudando ele a se levantar:

- Você foi incrível. Você tem um talento nato. Se treinar, não duvido que vai superar o seu genitor.

- Arigatou gozaimassu (obrigado), oji-sama.

- Vou esperar ansiosamente o nosso próximo confronto. Continue treinando com afinco. – ele fala, afagando a cabeça do seu sobrinho.

- Vou treinar.

No dia seguinte, após tomarem o desjejum no imponente salão de refeição, eles partem, sendo que Shippou estava junto de Mangetsumaru que iria apresentá-lo aos outros hanyous, amigos dele, que chegariam a qualquer momento de carruagem, após combinar o encontro, enviando as carruagens do castelo para buscá-los, juntamente com as suas mães humanas, para que estas tomassem chá com Izayoi.

Kikyou monta em Kuroko e Inuyasha em Kirara, com ambos partindo das Terras do Oeste, sendo que no ar, a miko se concentra e fala:

- Detectei um fragmento da Shikon no Tama vindo daquela direção. – ela aponta.

- Ótimo.

Então, algumas horas depois, eles decidem descer para fazerem um pequeno acampamento, pois já passava do meio dia e quando Kikyou foi até o riacho recolher água em seu recipiente de bambu, ela sente um forte youki, oriundo de uma determinada direção e caminha até o mesmo, estreitando os olhos ao ver fios que lembravam teias de aranha, porém feitos por um youkai.

Inuyasha se aproxima e fala seriamente:

- Bem que o meu olfato sentiu o cheiro de insetos. No caso, de uma Kumo youkai (蜘蛛妖怪 - aranha youkai).

A miko purifica a teia que desaparece ao simples toque de sua mão e fala, olhando para o céu:

- Tem certeza que foi uma boa ideia não ter ficado até depois de amanhã no castelo? Afinal... – ela fala preocupada - Eu me preocupo com você.

De fato, a primeira lua nova do mês seria dali a um dia e eles estavam no território de um youkai aranha que provavelmente era venenoso.

Nisso, a pulga youkai, Jiraya, sai de trás da gola do seu senhor e fala:

- Este Jiraya também está preocupado com o senhor, príncipe.

- Este Inuyasha sabe – ele fala sorrindo para Kikyou que cora e depois, dá uma batidinha carinhosa na cabeça do nomi youkai (youkai pulga) – Não é um youkai poderoso e sim, fraco. Posso resolver isso, facilmente, caso ele se prove uma ameaça. Não se preocupem.

- O problema desses que são fracos é que eles podem usar a quantidade para neutralizar os inimigos. Não que seria qualquer problema para mim ou para as nekomatas. Afinal, elas sabem usar o elemento fogo, que é ótimo contra insetos e eu posso purificá-los, facilmente. – a miko fala pensativa, sentindo a concentração de youki.

- Bem, isso é verdade. Os insetos são famosos por usarem vários deles contra um único ser, além do fato de serem, normalmente, venenosos. – Jiraya fala pensativo, sentado na gola do príncipe.

- Não teremos qualquer problema. Provavelmente, até o entardecer, resolvemos esse problema. Acredito que ele seja maligno. Afinal, dificilmente, um youkai mushi (youkai inseto) não é maligno, atacando humanos e outros seres. Porém, por precaução, devemos nos certificar disso, antes de decidirmos obliterá-lo. – o hanyou fala seriamente, olhando na direção onde sentia o odor do youkai aranha, mais concentrado.

- Sim. É melhor confirmamos se ele é maligno ou não, para evitarmos a erradicação de inocentes. Afinal, há youkais bons por aí. Precisamos ser cautelosos. – Kikyou fala, consentindo.

- Verdade. Vamos dar o benefício da dúvida, por enquanto. - Jiraya fala seriamente com dois pares de braços cruzados em frente ao tórax.

Nisso, o casal de nekomatas surge, sendo que Kikyou havia falado que Kuroko podia ficar junto de Kirara, enquanto ela ia buscar água, já que tal como o hanyou, eles notaram o quanto as nekomatas pareciam próximas uma da outra.

Inuyasha não sabia que na linha do tempo original, além de não ter Jiraya como servo e que Kikyou não estava junto dele, tendo outro destino, assim como não teriam Kuroko, que teria morrido sem ajuda, enquanto que haveria uma jovem mimada, irresponsável, egocêntrica e imatura, chamada Kagome que o punia pela kotodama, sempre que estava de mau humor, chegando a agredi-lo verbalmente e humilhá-lo em público, traumatizando-o para a palavra Osuwari (senta), com ele ficando aterrorizado apenas por ouvir essa palavra, acabando por se tornar escravo dela, com essa jovem voltando regularmente para a sua era, visando ficar por alguns dias no mesmo e em decorrência desse fato, eles teriam chegado naquele local um dia depois, sendo o mesmo caso com Shippou. Eles teriam chegado alguns dias depois do pai da pequena raposa ter sido morto.

Logo, como não precisavam voltar regularmente para uma vila, ficando vários dias nela até a outra jovem resolver voltar de sua era, ele chegou antes do pai do Shippou ser morto, assim como chegou um dia antes do youkai aranha planejar derrubar uma jovem do alto de um rochedo, usando um dos seus servos, para fazer Inuyasha ir até onde ele se encontrava.

Graças as mudanças, essa jovem chamada Kagome havia demonstrado a sua verdadeira natureza, sem a alma bondosa de Kikyou e influência da mesma, já que ela não faleceu há décadas atrás, com a Higurashi indo parar naquela era, se tornando discípula de Kuro Miko´s.

Então, eles ouvem uma voz feminina e igualmente irada:

- Seus Mononoke ordinários!