Conflito Aquático

No hospital foi esclarecido o que aconteceu para o Lucas ter desmaiado. O seu novo ataque, o Supernova foi tão devastador que chamuscou os seus órgãos e fez ferver o sangue de tal maneira que as suas veias e artérias arrebentaram por dentro, o que fez uma hemorragia interna. O sangue a ferver ajudou a queimar os órgãos mas o jato de água parou as queimaduras por isso não foi muito grave. Puderam levar o Lucas para casa, enquanto um bombeiro ofereceu-se para trazer a carrinha para garagem.

O Lucas só acordou um dia depois na enfermaria que construiu no outro dia. Ele tinha vestido um pijama azul com camisa e calças. Estava deitado dentro de uma cama com 2 cobertores e tinha um pano molhado na sua testa. Ele sentou-se mas sentiu um puxão no braço esquerdo que doeu um pouco. Olhou para o braço e reparou que tinha uma agulha ligada a um saco pendurado com sangue onde se lia "Sangue B+". Era o mesmo grupo sanguíneo que o seu sangue. Mas porque é que estava ligado a ele? A última coisa que se lembrava era de falar com a Dália, o Lourenço e a Leonor sobre o incêndio ter sido apagado. E depois apagou-se. A porta abriu-se e entrou a Leonor.

- Já acordas-te finalmente! – Bateu palmas ao ver o Lucas sentado. – Mas deita-te, tu precisas é de descansar. Ainda tens febre.

Só nesse momento é que o Lucas sentiu-se mais fraco e com febre, por isso deitou-se. Depois a Leonor enquanto mudou a toalha seca da testa do Lucas por outra mais molhada explicou-lhe o que aconteceu ontem depois de ele desmaiar.

- Então obrigado por me salvares a vida. – Agradeceu o Lucas.

- Não há stresse. – Diz ela com uma cara contente. – Não tens que me agradecer.

- Leonor estás aí? – Perguntou a Ângela ao abrir a porta num instante.

- Sim. O que queres? O Lucas já acordou mas precisa de descanso.

- Mas descobri uma coisa que vai ajudar as feridas dele.

- E é o quê? – Perguntou o Lucas.

- Mas para isso preciso que levantes a camisa.

Então o Lucas levantou a camisa e a Ângela agarrou o seu pulso com a sua mão enquanto a outra apontou para o Lucas e disse:

- Human Ball.

E a partir dos seus dedos saíram varias bola em direção ao Lucas e entranharam para dentro do seu corpo. O Lucas queixou-se com um pouco de dor mas foi no princípio. Um pouco depois a Ângela parou com aquilo e perguntou ao Lucas:

- Já estás melhor?

- Não sei. Acho que sim.

- Deixa ver a febre. – Disse a Leonor que tirou o pano seco da testa do Lucas e encostou a sua mão à testa dele. – Fogo! Quer dizer, não há fogo, já está fresco. Como descobriste isto Ângela?

- Foi um palpite. – Respondeu a Ângela contente por ter ajudado.

- Bem Lucas, mesmo assim prefiro que fiques deitado o resto do dia. Nós vamos sair.

- Espera lá um pouco! – Exigiu o Lucas imediatamente. – Sair para aonde?

- Tu estás no estado que estás, mas nós ontem tínhamos combinado que hoje íamos à praia lembras-te?

- A praia. Pois. Também nunca gostei muito da praia. Então divirtam-se.

- Não te preocupes, nós o faremos. – Disse a Ângela enquanto virou para o corredor.

- Não te quero levantado, ouviste? – Exigiu a Leonor.

- Sim senhora. – Respondeu o Lucas com um tom meio amuado.

Com o Lucas de cama, os outros tiveram de apanhar um autocarro para a praia. Assim que chegaram não houve dúvidas. Escolheram um bom dia para a praia. Na meteorologia dava uns 38ºC em Portimão e muita gente foi à praia nesse dia. Mal encontraram um lugar para se sentar na praia, mas finalmente acharam um bom sitio mesmo junto ao mar. Depois de se sentarem um pouco começaram a preparar-se para ir ao banho. O Lourenço tinha uns calções de banho azuis e verdes. A Leonor e a Dália tinham o mesmo biquíni, amarelo com bolas brancas. A Ângela tinha o biquíni vermelho. O Bruno tinha calções castanhos com chinelos azuis de enfiar no dedo e uma t‑shirt branca. Todos estavam ansiosos para ir ao banho. Todos menos 2 indivíduos.

- Porque vocês não querem vir? – Perguntou a Leonor.

- Eu quando venho à praia prefiro mais apanhar banhos de sol do que ir ao banho. Quando quiser ir logo vou. – A Ângela respondeu logo ao retirar do seu saco um tapa sol.

- Eu não gosto muito da praia. Eu só vim mesmo para vos fazer companhia. Respondeu o Bruno.

- Para fazer companhia ou para "apreciar a vista"? – Questionou o Lourenço com um tom tentador.

- Eu não sei do que estás a falar. – Disse apressadamente.

- Não sabes? Eu não diria isso para quem tem a joia da Invisibilidade.

- E então, que mal tem a minha joia?

- Ora, nenhum mal. Só tem umas certas vantagens que muitos homens gostariam de ter. Percebes o que quero dizer? – Ao ouvir isto do Lourenço o Bruno ficou logo vermelho.

- Não, não sei do que estás a falar.

- Então porque é que… - Não pôde terminar de falar que a Leonor o interrompeu.

- Já chega vocês os dois! A Ângela fica aqui e o resto vai ao banho e ponto final! – Mandou logo a Leonor toda exaltada.

- Mas não quero ir. – Disse o Bruno.

- Quando digo ponto final – Aponta o braço para o Bruno e transforma-se num tentáculo feito de correntes de água e dá a volta ao Bruno, que ficou meio preocupado. – É Ponto Final! – E a Leonor acabou por mandar o Bruno à água.

- LEONOOOOO… - Gritou o Bruno enquanto foi atirado até chegar à água que ficavam a uns 5 metros de onde a água chegava à praia.

- Pergunto-me se ele não queria ir à água por não saber nadar e não ficar envergonhado. – Disse a Dália com a mão no queixo.

- Para que conste, ele não disse nada. – Disse logo a Leonor.

- Tu nem lhe deste oportunidade para falar. – Quando a Dália acabou de falar o Lourenço pôs os seus braços atrás dos pescoços delas.

- Bem isso logo se vê. E que tal irmos ao banho?

- Também concordo. – Respondeu a Leonor contente.

- Eu vou ver se consigo encontrar o Bruno. – Preocupou-se a Dália enquanto tirou o braço do Lourenço de cima dela.

- Faz como tu quiseres mana. Ângela ficas aí? – Perguntou a Leonor.

- Sim, não se preocupem comigo. – Respondeu ela com os seus óculos de sol postos enquanto apanha banhos de sol.

E assim foi. O Lourenço e a Leonor foram à água enquanto a Dália esteve a procurar o Bruno. Mais ou menos 1 hora depois a Leonor queria sair da água quando ouviu um pedido de socorro de uma mulher com uns 30 anos.

- Ajudem! A minha filha foi apanhada numa onde e não sabe nadar!

- Aonde ele estava? – Perguntou a Leonor toda aflita.

- Foi mais ou menos aqui em frente. – Respondeu a mulher já a começar a chorar.

- Não se preocupe eu vou busca-la. – E então a Leonor foi em direção à água em busca da menina.

Foi um pouco à frente até que teve mesmo de nadar para debaixo de água. Aquela praia era um pouco funda um pouco à frente com uns 8 metros de profundidade. Para uma pequena menina isso já era muito. Como tinha a joia da Água conseguia nadar bem melhor que antes conseguia e também consegue respirar debaixo de água. Um pouco à frente encontrou uma pequena menina, que devia ter entre o anos de idade. Mas estava presa com uma alga enrolada ao seu pé. A Leonor conseguiu tirar o pé de lá e levou a menina para cima. A miúda já devia ter engolido água então achou bem usar os seus poderes nela.

- Aquatic Respiration.

A pequena menina logo começou a respirar dentro de água. Toda a água que tinha engolido virou em oxigénio para poder respirar.

A Leonor quando chegou à superfície com a menina ao colo havia uma multidão à espera delas duas e bateram palmas por verem a menina em bom estado.

- Já passou. – Disse a Leonor enquanto metia a miúda no chão.

- Mamã! – Disse a pequena.

- Carlinha! – Falou a mãe a chorar de alegria. Quando a Leonor foi para ao pé da mulher, esta disse – Obrigada.

- Não tem de me agradecer é o dever de qualquer ajudar o próximo.

- Mas como te chamas?

- Sou a Leonor.

- Obrigada Leonor. – Agradeceu a pequenina.

- De nada Carlinha. – Ao dizer isto pôs a sua mão na cabeça da Carlinha e baixou-se de joelhos. – Mas tem cuidado. Para a próxima vês posso não estar cá percebes? Por isso ouve sempre a tua mamã, está bem?

- Sim.

- Que comovente, acho que vou chorar. – Falou de repente uma voz familiar. Que fez a Leonor virar-se logo.

- Tu aqui?

Era o Sr. Gelo e onde ele pisava a areia virava-se em neve.

- Quem esperavas que fosse Leonor? – Perguntou ironicamente. - O Rei Neptuno? – Juntou o polegar e o dedo indicador para formar um círculo e disse logo. – Ice Wall.

E com isso dito criou um círculo de gelo à volta dos 2.

- Sem o miúdo do fogo aqui vocês não me conseguem parar. E de todos do vosso grupo, penso que começarei por ti. – Levantou logo a mão em direção à Leonor e disse num instante. – Freeze.

A Leonor ficou logo congelada e só restou a sua cabeça, mas rapidamente ela se desfez e apareceu ao lado do gelo criado.

- Como fizeste isso se eu congelei-te? – Questionou o Sr. Gelo.

- Tu escolhes-te atacar-me à beira do mar onde a areia absorve a água do mar. Ou seja onde que me ataques eu posso ir para outro lado. – Responde a Leonor com segurança do que diz.

- Tu e o Sr. Trovão são pessoas muito lixadas para derrotar. Mas como já lhe disse, basta estar fora da sua área e está derrotado. – Levantou logo os dois braços e pô-los em cruz para depois abrirem. – Ice Field.

E de repente toda a areia foi revestida por gelo. Já não havia um grão de areia à vista. A Leonor ficou sem ideias então tentou fazer todos os seus ataques, sabendo que já não iriam funcionar, mas se tivesse sorte algo desse.

- Water Jet. Water Cannon.

Á medida que os ataques vinham em direção ao Sr. Gelo ele não fez nada mais senão levantar a palma da mão em frente aos ataques.

- Freeze.

E os dois ataques da Leonor foram congelados. Ela ficou sem ideias. E começou a andar para trás até bater algo mas não era as paredes de gelo.

- Calma.

Falou o homem estranho outra vez mas teve que se baixar antes de levar com o braço da Leonor.

- Quem és tu?

- Não te preocupes com quem eu sou. Eu vim ajudar-te. O tempo está parado por isso não te preocupes.

A Leonor depois olhou para trás. O Sr. Gelo não se mexia.

- Então que fazes aqui? Vens lutar contra mim também? – Perguntou a Leonor enervada.

- Tu e o Lucas reagiram da mesma maneira e não vou atacar-te. – Respondeu calmamente. – Se fosse esse o caso eu já tinha acabado contigo em menos de 1 segundo. Eu venho dar-te uma sugestão. Ou melhor, uma aula de Biologia. Se a água está no estado líquido, como está o gelo?

- No estado sólido. Mas porque… - Ia perguntar a Leonor quando ele colocou o seu dedo em frente aos seus lábios para se calar.

- Se pudesses calar-te e ouvir o que tenho a dizer aprendes mais do que só fazer perguntas. A joia do Gelo transforma quase tudo em gelo. Mas a tua joia é capaz de criar nuvens por ser o estado gasoso, água e gelo. Só não consegues é atacar-lhe com o gelo. Mas com os outros estados tratas tu disso. E também se pensares como podes ferir o gelo consegues ganhar.

- Mas como isso vai ajudar-me?

- Mais não digo Leonor. Eu já ajudei-te no que pude. O resto está nas tuas mãos.

E sem mais nem menos desapareceu. A Leonor virou-se logo para ver o Sr. Gelo já a mexer‑se. Ela tentou seguir o concelho do estranho e tentou outra vez. Juntou as 2 mãos e atacou:

- Water Cannon.

- Ainda pensas que isso vai adiantar? – Perguntou o Sr. Gelo. – Freeze.

O ataque da Leonor ficou congelado mas antes de cair no chão ela tentou fazer algo até que a sua joia brilhou com uma luz azul.

- Liquid State!

E o seu ataque voltou ao normal e atacou o Sr. Gelo. Ele ficou impressionado com a mudança repentina que a Leonor teve.

- Melhoras-te, não sei como. Mas isso não chega para me derrotares.

Então juntou as mãos outra vez, mas desta vez ela mesmo soube. Desta vez. Era desta. Ela ia fazer o ataque diferente.

- Então é desta que vou derrotar-te, Sr. Gelo. Nós estamos rodeados de pessoas que simplesmente quiseram aproveitar um belo dia de praia e não vou deixar que lhes estragues esse dia. – Falou a Leonor ao sentir-se mais confiante que nunca. – Boiling Water Cannon.

Então veio o mesmo ataque de água à mesma velocidade. Mas vinha a ferver.

- Não brinques comigo. – Falou logo o Sr. Gelo e ao levantar a sua mão foi logo congelar o ataque da Leonor. – Freeze.

O ataque começou a ser congelado, mas mal ficava um pouco congelado descongelava logo e o Sr. Gelo fugiu do ataque a tempo de ser atacado, mas atacou a parede de gelo atrás dele e fez um enorme buraco para o exterior. Ele ficou espantado como os ataques da Leonor melhoraram em um segundo.

- Tudo bem. Tu ganhaste. Para já. A próxima vez já não terás tanta sorte Leonor.

E com isto dito foi-se embora transformado em brisa de gelo. Logo depois as paredes de gelo cederam e caíram para dentro do círculo. Depois só viu as pessoas de antes à volta do circulo que depois também bateram palmas. Ela afastou-se e, para sua surpresa ninguém do grupo estava lá. Foi em direção às toalhas deles onde lá estavam a Ângela e o Lourenço. Ao ver a Leonor a regressar o Lourenço falou logo com ela:

- Então Leonor, já estás cansada da água?

- Eu, cansada da água? Não viste por acaso o que aconteceu ainda agora?

- O que foi? Eu não reparei.

- O Sr. Gelo esteve aqui e tive que lutar contra ele.

- O Sr. Gelo? – Ao fazer esta pergunta ficou logo espantado. – Eu não sabia senão tinha ajudado.

- Pois nota-se. – Sentou-se na sua toalha que estava ao lado da do Lourenço e reparou que faltava a Dália e o Bruno. – Então e eles os dois?

- Ainda não voltaram? Provavelmente devem estar a divertir-se na água.

- É melhor ir ver.

Á medida que andava para a água, viu uma bola grande na água. Por causa da maré a bola veio mais depressa até ser possível ver quem estava lá dentro. Era o Bruno e atrás da bola estava a Dália a nadar. Quando chegaram à costa o Bruno desativou o seu escudo que fez essa bola desaparecer e a Leonor começou a rir até o Bruno se irritar:

- O que tem de tanta piada?

- Porque fizeste uma bola de hamster para estares na água. – As palavras da Leonor mal se perceberam por estar a rir.

- Mas estou todo molhado! – Irritou-se o Bruno com aquilo. – Então e agora?

- Mas tu sabes nadar, certo? – Perguntou a Dália.

- Eu não tenho que responder isso! Vou-me limpar e vou-me embora! – Disse o Bruno em direção às toalhas quando de repente sentiu-se molhado na cintura.

- Responde ou vais para a água outra vez. – Exigiu a Leonor.

O Bruno ficou logo assustado, mas antes de dizer algo os relógios deles tocaram. Era o Lucas que os estava a chamar.

- Tens sorte do Lucas chamar. – Depois a Leonor e atendeu a chamada. – Fala Lucas.

- Descobri uma nova coisa sobre as joias. Venham já para casa.

- Tu saíste da cama Lucas? Eu tinha expressamente dito para não saíres da cama.

- Sim eu sei mas já não tinha febre. Vá despachem-se. – Desligou a chamada.

- Bem, então temos que voltar. Vamos depressa. – Disse o Bruno apressado enquanto foi para a toalha secar-se.

A Leonor ia dizer algo mas a Dália parou-a ao pôr a sua mão no ombro da Leonor.

- Não vale a pena Leonor. Eu quando cheguei lá ele estava a afogar-se mas nem ai quis confirmar que não sabe nadar.

- Mas isso não é vergonha nenhuma.

- Mas se ele não quer afirmar isso não o obrigues.

- Tudo bem.