Título: Ainda o mesmo, ou quase
Autora: tay-lune
Disclaimer: Fisicamente, Sam e Dean não me pertencem(infelizmente), mas com certeza de coração eles são meus *-* - momento I'm Gay shuahsusahu'
Sinopse: Depois de despedaçar o coração de muitas mulheres, Dean receberá um castigo um tanto quanto inusitado o que com certeza fara o loiro ver o mundo, e principalmente seu irmão, de uma maneira diferente.
Nota da autora: Como eu já disse antes essa a minha primeira fic então sejam bonzinhos comigo *-*.
D&S – D&S – D&S
Capitulo IX
- Foi uma boa festa – disse Dean entrando no quarto logo atrás de Sam.
Nenhum comentário veio do moreno.
- Eu adorei a comida.
De novo sem resposta.
- Fazia anos que nós não íamos a festas assim, não é mesmo?
- Dean, chega! Ok? Quando você vai parar de fingir que nada daquilo aconteceu?
- Aquilo o que? – fez-se de desentendido.
- Não se faça de idiota Dean! – Sam estava realmente bravo – Você foi transformado em mulher por uma bruxa, você teve uma puta TPM e você ficou menstruado. Até ai tudo bem, a culpa não era sua. Agora, beijar outro homem? Você enlouqueceu?
- Sam me deixe explicar...
- Você não tem nada o que explicar, eu vi muito bem os motivos pra você ter me abandonado durante as investigações. E aquele lá deve ser o "amigo de faculdade" que você encontrou no bar, não foi?
- Sam...
- Não quero nem imaginar o que vocês dois fizeram enquanto EU estava aqui lendo milhares de artigos de jornal!
- Agora chega Sam! Você pensa o que? Que eu fiz com o Kevin o mesmo que eu fazia com as mulheres?
- É, é o que eu acho!
- Pois você está muito enganado! Eu nem queria beija-lo – mentiu.
- Então ele te beijou a força? – perguntou irônico – Hoje você não me pareceu muito relutante!
- Sam, entenda! Eu não tenho culpa disso, meu corpo não me atende mais. Foi involuntário, ele se aproximou e aconteceu!
- Não venha por a culpa no seu corpo Dean! Você só pensa em sexo, nem como mulher você deixou de pensar nisso. Você magoa as pessoas, as engana e se faz de vitima só para ter um pouco de satisfação sexual!
- Por que você está jogando tudo isso na minha cara agora? Você não ouviu o que eu disse sobre não ser minha culpa?
- É como se eu não tivesse escutado. Você é bem grandinho e saberia muito bem controlar o impulso de beijar uma pessoa. – Respirou fundo.
- Você realmente acha que eu fiz de propósito? – Estava irritado também – Pois para sua informação a única coisa que eu queria nesse momento era poder sentar e coçar meu saco. Mas adivinhe só, EU NÃO TENHO SACO!
- Você está se fazendo de vítima de novo! Eu cansei das suas reclamações. Você diz que está sofrendo, que está sangrando e pede desculpas por ser emotivo, aí eu viro as costas e você beija, simplesmente beija outro cara! Um completo desconhecido!
- E você queria que eu beijasse um conhecido? Só se fosse o Bobby!
- Como você consegue ser tão estupido?
- E o que foi que eu fiz agora?
Sam pegou Dean pelos braços e o prensou contra a parede.
- Se você não estivesse nesse corpinho ridículo, eu juro que eu daria um murro nessa sua cara-de-pau! – afastou-se e falou baixinho, mas para si mesmo – Você não pode ser tão idiota assim... – Sorriu melancólico.
- Sam...
- Cala a boca! – respirou fundo – só... só me dá um tempo, tá legal? – falou mais calmamente.
Pegou sua carteira e saiu do quarto batendo a porta com força atrás de si.
Não sabia para onde iria. Caminhava com passos largos e apressados como se fugisse de alguém. Talvez fosse, realmente, o que ele estivesse fazendo. Manteve a cabeça baixa durante todo o percurso do motel a mesma praça onde Kevin e Dean se beijaram pela primeira vez.
Sentou num banco de madeira velha, situado a sombra de uma grande arvore que cobrira com suas flores boa parte do chão daquele lugar. Alguns pássaros estranhos faziam algazarra num dos seus galhos, derrubando folhas secas e sementes. O vento fraco, mas constante, erguia do chão pequenas pétalas amarelas que pareciam dançar diante dos olhos do moreno. O abandono daquela praça tornou-se, naquela tarde, refugio para os conflitos de Sam.
Uma dor terrível inundara seu peito com as lembranças daquele beijo ridículo. Dean era seu e de mais ninguém. Aguentara durante anos ver o irmão saindo com qualquer vadia de estrada, pois não podia deixar que seus verdadeiros sentimentos aflorassem. Dividi-lo com aquelas mulheres era suportável, porque além de saber que para o loiro aquilo não era nada mais que sexo casual e sem importância, Sam também sabia que na vida de Dean só tinha espaço para um homem e esse homem era ele.
Olhou para o céu, já alaranjado pelo entardecer, e observou por alguns instantes os desenhos formados pelas nuvens que pairavam sobre a cidade. Pode distinguir um cavalo do focinho torto, a silhueta de uma mulher baixinha e gorda e um sorvete derretendo. Olhou para o outro lado da rua e viu um homem empurrando um carrinho de bebe, a criança brincava distraída com um balão do Bob esponja.
De novo aquela sensação angustiante ao se lembrar da cena. Não podia deixar que aquilo o afetasse tanto. Teria que esquecer aquele sentimento doentio e pervertido que tinha por Dean. Eles eram irmãos e, na maior parte do tempo, ambos eram homens.
Um vento mais forte trouxe consigo aquele cheiro de chuva, os pássaros barulhentos alçaram voo deixando a praça em um silêncio profundo, quase assustador. Flores caíram sobre o banco e a cabeça de Sam, que observava distraído o caminho percorrido por aquelas curiosas aves.
Não podia deixar Dean partir. Não queria mais mentir para si mesmo. Teria que enfrentar seus medos e dizer a verdade, se não o perderia para sempre.
Gotas de chuva começavam a cair incertas e inseguras sobre o chão quente da cidade, pessoas desprevenidas puseram-se a correr para suas casas antes que a chuva ganhasse força, enquanto as mais espertas já tiravam de suas bolsas seus inseparáveis guarda chuvas.
Levantou-se e começou a caminhar devagar deixando a praça, aos poucos, para trás. Passos distraídos e sem ritmo levavam-no de volta ao motel. Seus pensamentos estavam, ainda, na festa que acontecera mais cedo. Dean ficou simplesmente encantador usando biquíni, seu corpo de curvas perfeitas e delicadas destacou-se em meio a tantas pessoas. No fundo Sam ainda achava que ele ficava mais bonito em sua antiga boxer preta, mas mesmo sim não deixara sua beleza passar despercebida.
A camiseta branca que usava começava a ficar molhada grudando-se mais ao corpo do moreno. O vento, agora frio, eriçava os pelos de seus braços e causava-lhe calafrios. Não tinha pressa de chegar a seu destino, mesmo correndo o risco de ficar resfriado.
Alguns minutos depois e já estava parado na frente do motel. As paredes verdes enegrecidas pelo tempo, o estacionamento praticamente deserto e uma porta de vidro escuro compunham a fachada daquela espelunca. Respirou fundo preparando-se para adentrar o local. A chuva, como que para força-lo, resolveu de uma hora para outra ganhar coragem deixando, enfim, suas gotas caírem rápidas e grossas. Trovões e relâmpagos acompanhavam o barulho da agua compondo uma triste e insólita sinfonia. Relutante, foi para dentro. Carregava ainda a esperança de que seu irmão não estivesse lá. Abriu a porta do quarto e deu de cara com Dean se preparando para sair:
- Sam! Eu já ia a sua procura, essa chuva parece que não vai parar tão cedo e como você não levou um guarda chuva ou as chaves do carro... – deu de ombros – Você... está bem?
- Estou sim – respondeu olhando o loiro nos olhos.
- Você está todo molhado Sam, vai acabar ficando...
- Atchim! – o moreno acabou espirrando.
-... Gripado. – completou. – Tome um banho quente que eu vou pedir umas pizzas. Pode ser?
- Claro. – Pegou umas roupas limpas na gaveta e foi para o banheiro.
Dean se jogou aliviado em cima da cama. Afinal, as coisas entre Sam e ele não estavam assim tão ruins. Pelo menos estavam se falando com educação. Escutou uns seis espirros de Sam enquanto esperava a pizza. Resolveu ligar para uma farmácia e pediu que entregassem um antigripal, por precaução. Alguns minutos depois seus pedidos chegaram.
Sam mal tocou na "comida", estava com o rosto um pouco abatido, os olhos fundos e lacrimejantes. Trocou algumas palavras com Dean e se deitou para assistir um pouco de tevê. Logo depois de terminar de comer o loiro tomou um banho e se juntou a Sam. Lá pelas oito horas o moreno já havia adormecido. Respirava pesadamente, tinha o sono inquieto e tossia um pouco. Um tempo depois Sam começou a chamar o nome do irmão:
- Dean? – chamou baixinho.
- Ah, você acordou? Como está se sentindo? – perguntou virando-se para ele.
- Dean? – chamou um pouco mais alto – Dean? Eu... eu preciso de você.
- Eu estou aqui Sam. – levantou-se de sua cama e sentou-se na de Sam.
- Não me deixe... sozinho.
- Ei, eu não vou a lugar algum. – Passou a mão pela testa de Sam – Nossa! Cara, você está ardendo em febre!
- Dean, ele é um idiota!
- Quem? Do que você está falando?
- Não me deixe... não me deixe.
- Sam... você está delirando. – concluiu com pesar.
- Dean... eu... eu te amo. – tossiu – eu sei que você sabe.
- Você... me ama? – foi pego de surpresa com essa declaração – Ora, eu também te amo!
- Me ajude! Eu não posso... é errado. Dean? Onde você vai?
- Eu não vou a lugar algum Sammy... shhh... – acariciou seus cabelos.
- Você está indo em bora...
- Não, eu estou aqui ao seu lado.
- Eu não tenho... culpa. Eu te amo!
- Vou pegar um antigripal para você tomar – disse se levantando.
Colocou um pouco de agua num copo descartável, que estava em cima da cômoda, e retirou um comprimido de dentro do saquinho da farmácia.
- Me ame como eu te amo Dean! – a voz rouca e abafada saiu como uma suplica.
Parou o que estava fazendo. Fitou o nada por uns instantes sem dizer uma só palavra. O copo com agua escorregou de suas mãos indo parar diretamente no chão, rompendo o silêncio que se instalará no quarto minutos atrás. Seu coração batia rápido, como se ele tivesse corrido uma maratona. Sua boca secou, sua garganta deu nó, seus pés saíram do chão. Lembrou-se que precisava respirar. Sentiu sua cabeça rodar e apoiou-se na mesa. Sentia como se já soubesse de tudo aquilo, mas ainda assim o choque de ouvir aquelas palavras foi grande demais. Ter certeza de que tudo aquilo que estava enrustido entre eles, durante todos esses anos, não era fruto da sua fértil e perversa imaginação.
- Dean? Não me deixe! – mais delírios.
Se recompôs da maneira que pode. Seu irmão estava doente, precisava dele. Não tinha tempo para ter crises internas agora. Encheu outro copo com agua e foi até a cama.
- Pronto Sam. Tome isso aqui – ergueu um pouco a cabeça do irmão com uma mão e com a outra deu-lhe o remédio e a agua. – Agora descanse.
- Dean... Volta... – Foi se acalmando, até que adormeceu novamente.
- Durma bem Sammy. – Beijou-lhe a testa como fazia quando eles eram pequenos.
D&S – D&S – D&S
- Err – passou a mão pelos olhos. – Não... – tateou o criado mudo ao lado da cama – Errr... – alcançou o pequeno aparelho que o acordara com seu som irritante e estridente. – Merda. – Olhou no visor era Bobby. - Você tem ideia de que horas são? – perguntou irritado.
- Claro que sei. E você acha mesmo que eu perderia a chance de acordar Dean Winchester as 7:00 da manhã de um domingo? Claro que não!
- Fala logo o que você quer Bobby.
- Onde está o Sam? Eu queria falar com vocês dois de uma vez.
- O Sam passou mal ontem a noite ele está dormindo. – a voz ainda embargada de sono.
- O que ele tem? – Começou a demonstrar preocupação.
- Ah, ele está gripado e teve um pouco de febre também.
- Hum, melhoras a ele então.
- O que você queria nos dizer?
- Eu encontrei o caçador que eu falei. O nome dele eh Jeremy Singer. Ele disse que para matar um Incallatus vocês vão precisar simplesmente de boas balas de prata. Acerte bem no coração, só que tem um pequeno detalhe...
- Que seria...?
- Vocês também terão que dar cabo da pessoa que fez o pacto.
- Como?
- Do mesmo jeito que se faz com o Incallatus.
- Ah, ok! Obrigado Bobby. E você descobriu alguma forma de localizar criador e criatura?
- Infelizmente não. O Jeremy não tinha ideia de como localiza-los, portanto ele gastou um ano e meio caçando-os.
- Merda! Mas tudo bem, Sam e eu daremos um jeito. Agora vou voltar para onde eu estava antes de você me acordar: Club de strep. Tchau Bobby.
- Tchau garoto. – falou rindo
Colocou o celular no criado mudo, virou-se, ficando mais confortável na cama e quase que instantaneamente começou a dormir.
Acordou novamente lá pelas nove horas, tomou um banho demorado e como Sam parecia dormir pesadamente, resolveu ir até uma lanchonete comprar café da manhã. Pediu para dois, pois quando o moreno acordasse teria que comer alguma coisa. Fisicamente Dean tinha se arrumado e saído, mas por dentro, em nenhum instante sequer deixou de pensar na noite anterior.
Entrou no quarto e encontrou Sam saindo do banheiro.
- Ah, você já acordou. – colocou as coisas sobre a pequena mesa e voltou seu olhar para a janela. – Está se sentindo melhor?
- Estou sim.
- Eu comprei o café. O x-bacon é meu, já vou avisando. – olhou para Sam e desviou o olhar rapidamente.
- Ate parece que eu ia querer comer essa bomba de colesterol. Agora que você é mulher, cuidado para não engordar – falou em tom de brincadeira.
- Há há, muito engraçado. – respondeu no mesmo tom.
Alguns minutos de silêncio incomodo e constrangedor, deixaram o ambiente pesado e asfixiante.
- Dean... – começou devagar – sobre ontem, eu queria te dizer...
- Eu sei Sammy – sorriu torto – você estava delirando e não foi culpa sua.
- Na verdade, foi sim minha culpa. Eu não estava delirando completamente, por um lado eu tinha total consciência do que eu falava. Foi mais como uma confissão forçada.
- Você...? – estava atônito.
- É Dean, é tudo verdade – abaixou a cabeça, meio constrangido – eu não aguentava mais guardar isso pra mim. É um fardo pesado que eu carreguei sozinho durante anos, acho que essa febre foi mais por causa disso do que da chuva. – constatou.
- Sam... – perplexo era uma boa definição de Dean nesse momento. Ouvir essas palavras de um irmão com delírios febris era uma coisa, ouvir essas mesmas palavras de um irmão lucido era outra completamente diferente.
- Dean. Eu te amo! – falou num rompante, assustando-se com a própria coragem.
- Sammy eu não sei o que dizer.
O moreno caminhou devagar, indo para perto de Dean. Passou as costas da mão pelas bochechas rosadas do loiro. Beijou seus lábios com carinho, aos poucos foi ganhando confiança e por não encontrar a esperada e temida rejeição, deixou que seu corpo e seu coração o guiassem aprofundando o beijo.
Dean jamais poderia descrever a sensação de ter a boca de Sam colada a sua. Era simplesmente inacreditável o quão feliz e realizado ele se sentiu naquele momento. Se o beijo de Kevin o fez perder a razão, o de Sam trouxe a razão de volta. Sua razão de viver sempre foi o dono daqueles lábios macios, quentes e gostosos. Seu irmão.
Continua...
Olá pessoas. Ok nem vou mais pedir desculpas por demorar *pleasedon'tkillme* hueheu mas é que, poxa é difícil conciliar tantas coisas, mas anyway. Eu amo vocês e você sabem u.u porque eu tardo mais não falho. Bom, espero que gostem desse capitulo e deixem reviews por favor *-*
