Wilson voltou para o hospital e foi para o necrotério. Lá estava sua esposa olhando para um corpo.

Wilson: Oi - sentando ao lado dela.

Zoey: Oi - seu rosto estava inchado de tanto chorar.

Wilson: Conversando com o velho amigo? - se referindo ao corpo.

Zoey: É - ela se sentia bem ao lado dos corpos (sim, sinistro) - o Bob me entende.

Wilson: Você quer conversar?

Zoey: Não.

Wilson: Ok - ele chegou mais perto e a abraçou e ela chorou mais ainda - se eu pudesse, tirava todo essa dor que você está sentindo - acariciando seus cabelos avermelhados. Depois de muito chorar.

Zoey: Eu vou pra Michigan essa semana - secando algumas lagrimas.

Wilson: Quer que eu vá junto? - ele sabia a resposta.

Zoey: Não, eu preciso pensar um pouco.

Wilson: Ok.

Zoey: Você é o melhor marido do mundo Jimmy! - sorriu.

Wilson: É porque eu te amo! - sorriu de volta.

Na sexta-feira mesmo ela pegou um vôo para Michigan.

House: Como assim ela foi pra Michigan?

Wilson: Indo! Ela precisava pensar.

House: Por que você não me falou nada? - indignado.

Wilson: Você estava todo enrolado com seu paciente, eu não queria incomodar.

House: Mas ela é minha filha! O paciente ficaria pra depois.

Wilson: Ok, ela pediu pra não falar!

House: Por que? - ela nunca escondeu nada dele.

Wilson: Por que ela acha que se te contasse, você iria correndo para ver como está sua amiga. Ela que disse.

House: A palavra 'ciúme' no dicionário, tem uma foto da Zoey lá! - coçando a testa.

Wilson: Pois é! Bom, eu vou buscar os meninos. Você vai fazer alguma coisa amanhã?

House: Não sei.

Wilson: Qualquer coisa te ligo - e saiu

House foi ao escritório de Cuddy pra ver como ela estava.

House: Olá! - abrindo a porta.

Cuddy: Oi - com o olhar perdido na janela.

House: Tudo bem?

Cuddy: O Wilson já te contou, não é?

House: Já. Como você está se sentindo? - do lado dela.

Cuddy: Péssima - os olhos encheram de novo.

House: Não fica assim - massageando seus ombros - vai ficar tudo bem.

Cuddy: Você sabe o por que dela me odiar, me fala o que é! - olhando em seus olhos.

House: Não posso! Eu prometi que não falaria, sinto muito.

Cuddy: Me fala alguma coisa, que seja!

House: Qualquer coisa que eu disser, já é muita coisa.

Cuddy: É por causa da Eva?

House: Também. Lisa não me faça dizer, por favor! Esse é um assunto de vocês e vocês têm que resolver.

Cuddy: Mas ela não fala comigo! - chorando.

House: Vocês vão se falar! Ela está assim agora porque desacostumou ter você por perto, mas ela vai falar.

Cuddy: E se ela não falar?

House: Ai infelizmente... - o que ele podia falar? - mas eu tenho certeza que ela vai falar! - secando as lagrimas que caiam e a abraçando.

Cuddy: Obrigada! - ele também estava triste; por ver sua filha triste e a Lisa também.

Cuddy foi se acalmando nos braços de House. Seus rostos estavam próximos, seus olhos fixaram um no outro. Um beijo; calmo, relaxado.

Cuddy: House...

House: Me manda parar que eu paro - se inclinando para beijá-la novamente.

Cuddy: A porta...

House: O que? - parou e olhou pra ela.

Cuddy: Tranca a porta - ele sorriu e a obedeceu.

Enquanto House fechava a porta, Lisa seguiu fechando todas as persianas, dando total liberdade aos dois.

House: Está com saudades Lisa Cuddy? – se aproxima da médica, que está encostada na parede.

Cuddy: Cala boca e me beija, antes que eu me arrependa. – ela o puxa para si.

House: Sim, senhora, como quiser. – puxando os cabelos de Cuddy suavemente até que seus lábios se encontrassem

O que começou devagar e romântico deu espaço há um beijo rápido e selvagem. House puxa a blusa de Cuddy, fazendo com que todos os botões se espalhem pelo chão, instantaneamente.

Cuddy: Vejo que vou embora pelada hoje. – Ela pronuncia sem se separar de House.

House: Por mim tudo bem, desde que eu vá junto. – De repente, Cuddy se afasta.

Cuddy: House, não somos mais casados. E isso que estamos prestes a fazer, é errado. – ela caminhava até sua mesa.

House: Quem se importa? Eu quero. Você quer. Não há nada de errado nisso. – ele se aproximava novamente.

Cuddy: House é sério. E se chegar alguém? – ele a beijava por todos os lados, ela estava prestes a se entregar.

House: Não vai chegar. – sussurrou em seu ouvido.

Cuddy: Como tem certeza? – entre baixos gemidos.

House: Intuição masculina. Agora vem cá vem. – House a fez sentar na mesa e puxou-a ao encontro de seu corpo, já excitado.

Cuddy: Você sente saudades disso não é?! – disse tentando desesperadamente tirar o cinto de House.

House: Não mais que você. Agora, menos papo, mais ação.

House tira o sutiã de Cuddy, e o joga em qualquer canto.

House: Saudades de vocês, Patty e Selma. – ele acariciava os belos seios de Cuddy, que enrijeceu com os toques. – Sentiram falta dos meus toques não é?! Eu sei que faço falta. – ele começou a dá leves e gostosas mordidas e lambidas, revezando sempre em cada um. Lisa apenas gemia.

Cuddy: Ok, já brincou demais, não acha?! – Lisa ia abrindo a camisa de House, botão por botão, depois disso começou com beijos pelo pescoço, passeando com as mãos pelo seu corpos, até chegar onde queria. – Vejo que seu amiguinho também está feliz em me ver. – ela falou acariciando o Little Greg por cima da calça. – Vamos ver como ele está. – abrindo o botão e zíper, o que a impedia de vê-lo agora e era somente a cueca preta - pequenos hábitos nunca mudam. – terminou de tirar toda a roupa de House, o deixando completamente nu.

House: Lees, por favor, sem torturas vai. – ela pegou o membro ereto dele com as duas mãos e ia acariciando toda extensão, deixando maluco de prazer - se você quiser mais de mim, é melhor irmos para o sofá.

Eles foram se beijando, se tocando... Usem a imaginação aqui!

De manhã.

Cuddy acordou porque a porta do escritório estava sendo esmurrada.

Beth: Dra. Cuddy, a senhora está ai? - gritando.

Lisa aos poucos foi abrindo os olhos, se recordando da noite passada...

Cuddy: Meu Deus!

Ela estava nua, em cima do House, nu! Enquanto ela sentava, o arrependimento batia em sua cara.

Beth: Dra. Cuddy? - insistiu.

Cuddy: Já vai! - impaciente. Ela demitiria a assistente se ela encostasse na porta de novo - House acorda! - sussurrando.

House: Hum - e virou pro lado e começou a roncar.

Cuddy: House! - deu um beliscão nele.

House: Ah... - ela tapou a boca dele.

Cuddy: Levanta!

House: Por que você está sussurrando? - passando a mão da área beliscada.

Cuddy: Eu esqueci que tinha reunião hoje cedo com um doador e ele está ai fora! - procurando a roupa.

House: Mas hoje é sábado! - se divertindo vendo ela procurar o sutiã - você está procurando isso aqui? - rodando em sua mão.

Cuddy: Vai pro banheiro e fica quieto! - tentando abotoar a roupa.

House: Ok - ele abotoou o sutiã pra ela e deu um beijo em seu pescoço.

Cuddy: House! - ela queria gritar com ele - vai logo!

Ele pegou suas roupas e foi lentamente para o banheiro. Lisa tentava desamassar a roupa e abriu a porta com seu melhor sorriso de Dean of Medicine que existe.

Cuddy: Bom dia! - como se nada tivesse acontecido.

Beth: Bom dia doutora, o Sr. Wallace já está aqui, ele foi na lanchonete e já volta.

Cuddy: Assim que ele voltar, pede para entrar!

Beth: Ok.

Lisa olhou em volta para ver se não tinha nenhum vestígio de House.

Wallace: Bom dia Lisa - dando um beijo em seu rosto.

Cuddy: Bom dia Wallace - corada pelo o beijo.

Wallace: Você está linda!

Cuddy: Obrigada, mas vamos falar de negócios? - o cortando.

Wallace: Ok, mas depois vamos sair para tomar um café - um barulho vindo do banheiro.

Cuddy: Não vai dar! Eu... Minha filha tem uma apresentação na escola e eu não posso faltar - mentiu.

Wallace: Então me promete que essa semana nós vamos jantar juntos! - ele era bonito, rico, tipo galã.

Cuddy: Eu vou pensar no seu caso - mais um barulho vindo do banheiro.

Wallace: O que está acontecendo? - olhando intrigado pra porta.

Cuddy: Eu vou olhar - ela mataria, em silêncio, o House - que tanto barulho você faz?

House: Quem é esse palhaço? - enciumado.

Cuddy: Ah vê se cresce, House! E fica quieto!

House: Ok - quando ela virou, ele a puxou e a beijou - volta lá pro bonitão.

Cuddy: Cretino - sorrindo.

Wallace: O que era? - vendo que ela sorria.

Cuddy: O que? Ah! Era um vasinho que quebrou.

A reunião durou uma hora, Cuddy não agüentava mais a insistência do doador.

Wallace: Um almoço, minha oferta final.

Cuddy: Eu já disse que estou ocupada durante o dia - tentando não ser grossa - mas assim que eu tiver um tempo eu te ligo - ela não ia ligar.

Wallace: Ok, então tchau!

Cuddy: Tchau! - finalmente ele se foi.

Lisa entrou no banheiro.

House: Seu amigo já foi embora? - sentado no vaso.

Cuddy: Já - sorriu - House, acho que a gente tem que conversar sobre ontem.

House: Não, não temos!

Cuddy: Como não? Claro que temos!

House: Eu sei o que você vai dizer 'ah foi um erro, nós dois estávamos vulneráveis e uma coisa levou a outra e blá blá blá'. Não é?

Cuddy: É... - ela provavelmente ia falar isso - a gente não devia ter feito aquilo...

House: Por que não? - se divertindo.

Cuddy: Bom, pra começar eu sou casada!

House: Isso ai já é um problema seu! - com cara de deboche.

Cuddy: Atá! Mas é sério Hous... - ele a calou com um beijo.

House: Lisa, a gente já se conhece há muito tempo, não precisamos passar por aquela fase constrangedora. Nós dormimos juntos ontem, ok! - ele falava bem perto dela - Pode ter sido um erro? Pode, mas eu não me arrependo! E se você quiser continuar 'errando', você sabe onde é minha sala! - deu outro beijo e saiu.