Capítulo 9 - Saudades

Inuyasha estava ansioso para a chegada de Kagome, ele não via a hora dela entrar pela porta mostrando o seu belo sorriso que possuía, por isso, logo depois do almoço ele foi direto para a sala espera-lá. Depois de mais de uma hora de espera o seu nervosismo era tanto que ele resolveu ligar escritório de seu irmão para saber que horas e eles iriam chegar em casa, recebendo a resposta do assistente que seu senhor estava ocupado em uma reunião, isso tinha se repetido mais umas oito vezes durante a tarde.

Enquanto sua visita muito aguardada não chegava, Inuyasha ficava imaginando várias coisas que poderiam a vir ocorrer pelo tempo que Kagome iria ficar em sua casa. Ele já se via fugindo para o quarto dela no meio da noite para ir dormir com ela, se via tomando banho junto com ela, seus outros pensamentos não eram tão inocentes.

_ Eu acho que tenho que parar de andar um pouco com Miroku. (pensa em voz alta)

_ Me desculpe senhor Inuyasha, a senhorita Kikyo ligou de novo e pediu para o senhor entrar em contato com ela assim que possível. (avisa a empregada)

_ Sim velha. (agradece do seu modo à empregada )

Após saber que sua Kagome iria passar uns tempos com ele e sua família Inuyasha tinha esquecido completamente Kikyo e que havia saido por todos os lugares comentando que ele e Kagome estavam namorando. Ele poderia apostar com toda certeza que Kikyo ficou com raiva e ligou para saber da história de ele estar namorando com uma das piores inimigas dela e fazendo juras de amor para ela num dia antes, onde passou a tarde juntos na cama.

_ Que merda eu havia me esquecido dela... (comenta pensativo) Mas não dá nada agora eu tenho Kagome e sei se eu quiser conseguirei ficar com as duas é só eu tomar cuidado.

_ Deu para falar sozinho agora Inuyasha? (pergunta Miroku)

_ Como você entrou que eu não te escutei?

_ Você estava ai falando sozinho com um sorriso no rosto com cara de quem vai aprontar que nem me ouviu chegando.

_ Feh... mas o que você está fazendo aqui? Eu não te falei hoje de manhã que essa tarde eu estaria ocupado. (fala nervoso)

_ Sim, sim falou, mas Sango me ligou preocupada com a Kagome e me pediu para vim ver se está tudo bem com ela, então a visita não é pra você mais sim para a melhor amiga da garota que estou. (informa sentando no sofá)

_ Como assim preocupada? A Kagome ainda nem chegou em casa.

_ Tem certeza que ela não chegou? Pois já faz quase uma hora que Sango recebeu uma ligação de Kagome, falando que estava saindo da empresa e que estava com muita raiva. (fala com a voz tensa e com medo do que poderia ocorrer com sua amiga)

_ Será que meu irmão fez algo para ela? Se ele o fez eu o mato. (diz com raiva)

_ Onde será que ela está então? Eu sei que para casa dela ela não foi, Sango acabou de ir lá.

_ Eu vou atrás dela eu já sabia que eu é quem tinha que ir busca-la na escola e não aquele idiota, meu velho só podia estar louco ao pedir isso a Sesshoumaru.

_ Eu acho melhor você esperar Inuyasha... (começa mas é interrompido por seu amigo muito nervoso)

_ FICOU LOUCO MIROKU E SE ACONTECEU ALGO A ELA?

_ Mas e se ela chegar aqui e não tiver ninguém que possa dar apoio a ela? Você sabe como Kagome é tímida e não vai querer comentar nada com seus pais.

_ É verdade! Eu irei esperar... mas apenas meia hora se ela não chegar nesse meio tempo, eu vou atrás dela.

Após o ocorrido no escritório de Sesshoumaru, Kagome saiu muito nervosa. Ela tinha levado um tapa na cara de uma mulher que achava que tinha o rei na barriga e ainda para ajudar, havia sido retirada por seguranças, da própria empresa que ela foi sócia. Tudo bem que eles pareciam não saber desse detalhe mas mesmo assim ela ainda era uma das donas e foi expulsa, como podia?

Seus poderes sagrados estavam agitados e ela tinha muito medo de machucar alguém em seu caminho e por esse motivo resolveu não ir para casa dos Taisho, já que eram quase todos yokais, só um ou dois que não eram e sabia que poderia perder o controle e acabar liberando sua energia, assim purificando os outros ao seu redor.

Então decidiu ir ao cemitério ver o tumulo de seu pai, já que fazia um bom tempo que ela não passava lá e se sentia mais calma quando ia. Lá era como o seu porto seguro, por mais que ela tivesse medo do ambiente, principalmente ao final da tarde pois o lugar parecia mais assustador, ela esquecia de tudo ao seu redor quando chegava lá junto da pessoa que mais a amou na vida.

Era relaxante, sempre que chegava onde seu pai havia sido enterrado, ela sentava ao lado na grama onde havia uma árvore enorme igual a que havia no santuário onde ela tinha crescido quando pequena, sempre era nessa árvore que começava a conversar com ele. Poderia parecer loucura, ela sabia que nunca iria ter uma única resposta, mas era assim que seu coração se aliviava.

_ Pai, como eu sinto a sua falta, o senhor não sabe como é triste ficar sem a mamãe e o meu irmão, mas agora ficar sem a vovó e o vovô é muito pior. (fala começando a chorar) Por que eu não posso ser normal como todo mundo? Eu queria tanto minha família toda junto. O pior é saber que tem gente que tem e não liga muito para eles.

Kagome olha para o céu para poder admirar o cair do sol, achava lindo, uma das coisas que seu pai a ensinou é apreciar os pequenos detalhes que fazem muita diferença.

_ Sabe papai eu não entendo. O senhor iniciou uma sociedade com o senhor Inutaisho para mostrar para todos que humanos e yokais poderiam viver todos juntos, mas não adianta a guerra sempre continua. Não importa o que se faça, a luta sempre continua. Um exemplo sou eu hoje... papai sinto a sua falta, como queria que o senhor estivesse aqui comigo.

Kagome fala e abaixa a cabeça até que ela se assusta com alguém a chamando.

_ Kagome...