A pior "madrinha" do século
Capítulo nove - Realidade
Na quinta semana ele estava quase pirando, novamente na quinta feira eles tiveram um jogo de basquete.
- Roy! A bola!
Dessa vez ele pegou a bola, mas errou feio no passe. Eram os últimos segundos do primeiro tempo, de novo.
Todos se sentaram na arquibancada e resolveram não comentar sobre o passe errado, isso era um pouco mais comum do que deixar a bola passar reto.
- Nossa, a peça que eu e a Luiza assistimos semana passada era ótima, acho que amanhã vou levá-la para jantar em algum lugar.
- Legal cara, a Shieska comprou um monte de livros sobre como cuidar de crianças, queremos ter filhos logo.
- Isso é bom Fuery! Nossos filhos podem ser amigos... – Hughes começou a contar de Elysia.
- Já sabe o que a Gracia vai ter? – Havoc interrompeu.
- Ainda não, mas a barriga está maior do que na gravidez da Elysia.
A conversa sobre família e namoradas estava sufocando Roy, ele pegou três garrafas de água e foi bebendo uma por uma, tentando se distrair. Os outros perceberam isso e resolveram falar com ele.
- Mustang, você ta legal?
- Não.
Um pouco surpresos com a resposta, eles continuaram. (Hughes era o interceptor).
- O que ta acontecendo? Todos perceberam que você ta meio pra baixo, você nem saiu na sexta passada!
- Também não dormi com ninguém essa semana.
Todos ficaram em silêncio, abismados. Agora eles tinham total certeza que tinha algo de errado.
- Cara, o que você tem? Usando drogas?
- NÃO!
- Então fala pra gente, nós somos seus amigos.
- Não venha dizer que é nada. Você ta estranho.
- É, desembucha!
- Eu descobri que ela me faz mais falta que tudo.
- Quem?
- A Riza. Eu só consigo pensar nela, se ela está bem, nas coisas que a gente fazia. Ta, agora podem rir.
Nenhum deles riu, Breda ia começar mas engasgou com um pedaço de frango. Havoc e Hughes começaram a dar tapinhas no ombro de Roy, enquanto Fallman e Fuery faziam o movimento heimlich¹ em Breda.
- Bom, mais cedo ou tarde ia acontecer.
- O que?
- Você ta apaixonado por ela, cara. É isso.
- Mas... O que eu faço?
- Quando ela voltar vá atrás dela, converse com ela.
- É cara, aposto que se você mostrar o que realmente sente ela vai corresponder.
- Mostra que você mudou por ela
- Nós podemos confirmar, nossas mulheres também.
- Comece a sair com a gente de novo, não fique com nenhuma mulher, mostre que você faz de tudo por ela!
- Insista que ela é diferente das outras, que não é só mais uma na lista.
- E outra, só mais uma semana até ela voltar. Até lá você tem que se recuperar, você está péssimo.
- É mesmo, suas olheiras estão monstras.
- Obrigado gente, mas na verdade faltam dez dias pra ela voltar... Agora... Que tal ganharmos esse jogo? – Roy parecia mais animado.
- Falou e disse, ex-garanhão.
Roy sorriu, jogou a toalha, arrancou a camisa (para delírio das mulheres presentes) e foi jogar com os amigos.
Oito dias se passaram, Roy sabia que Riza partiria de Xing naquele dia, pois a viagem demorava aprox. dois dias. E ela chegaria no domingo.
Ele estava no trabalho, preenchendo relatórios e fazendo o possível para não ficar atolado de serviço na segunda feira. (Dia no qual ele pretendia estar com Riza).
- Coronel, ligação internacional para o senhor.
- Pode passar. – Ele quase teve um ataque.
- Alô? Riza?
- Roy! Bom, estou ligando para avisar que estou saindo de Xing hoje.
- Eu sei. Não esqueceria disso.
- Hum, tenho tanta coisa pra te contar! Você vai explodir!
- Sério? Deve ser realmente importante pela sua felicidade.
- Talvez dessa vez a minha viagem só demore um dia, conseguimos jipes para o deserto, esqueça os cavalos!
- Ah, isso é ótimo! Então vamos remarcar nosso jantar para?
- Domingo! Cancele tudo o que você tem, eu não quero saber se você tem um jantar com a Paula ou com a Kátia ou com qualquer mulher que você costuma sair no domingo.
- Tudo bem, desmarcadas. Domingo ás oito horas, eu te pego.
- Não, melhor a gente se encontrar no restaurante.
- Qual?
- Mercy, oito horas. Já reservei.
- Como?
- Telefone. É uma tecnologia muito usada sabia...
- Certo, domingo, oito horas, Mercy. – Ele não queria discutir por telefone.
- Isso, te vejo lá! Até mais Roy! Estou morrendo de saudades!
- Eu também, até domingo.
Ele desligou o telefone, estava eufórico.
- E então? – Os outros perguntaram ansiosos.
- Ela chega no sábado, marcamos de jantar no domingo...
- Ótimo!
- Leve flores, elas adoram.
- Não coloque gel no cabelo.
- E faça a barba.
- A Luiza me disse que perfume também ajuda em encontros. – Havoc estava pensativo.
- Obrigado pessoal... – Roy sorriu e começou a preencher os papéis com muito mais alegria dessa vez.
No sábado ele ficou realmente tentado em ir á casa dela, mas se fosse era possível que acabasse estragando tudo. Resolveu passear com Hayate.
No domingo estava quase explodindo de ansiedade e felicidade ao mesmo tempo.
"Será que era assim que o Fuery tava se sentindo no dia do casamento dele?"
Ás sete e meia ele já estava pronto, o Mercy era um restaurante muito chique e caro, obviamente o traje adequado era um terno.
Estava nervoso então tomou uns copos de sua vodca mais forte, era bom estar meio fora de sintonia num momento como esse, afinal, se algo saísse errado, ele podia por a culpa na bebida.
Ele não passou gel no cabelo, fez a barba e passou bastante perfume. Na ida parou numa barraquinha de flores e comprou um buquê de rosas. Perfeito. Mal podia esperar para vê-la.
N/A: Hey pessoal! O capítulo ta curtinho, mas é que minhas aulas começaram portanto não deu pra fazer nada muito melhor, mas não se preocupem que daqui pra frente a coisa vai ferver, o próximo capítulo vai ser O capítulo, depois dele vocês vão começar a entender o nome da Fic. Bom, é isso. Deixem Reviews! É só clicar no botãozinho verde! (Domesticado e assegurado pelas lhamas caribenhas)
Muito obrigada pelas reviews já deixadas, e muito obrigada por vocês gastarem seu tempo lendo por aqui. Sem vocês eu seria nada.
