: Capítulo 9 :
: 24 de Dezembro :
A nevasca castigava o rosto e o corpo do aquariano, fazendo com que ele tivesse de fazer força para andar. Fazia muito tempo que Kamus não enfrentava uma nevasca tão forte como aquela que estava castigando os habitantes daquela parte esquecida da Sibéria. Nem mesmo no dia em que eles haviam saído para procurar Yoru, a nevasca estava forte. Há quem diga que nevascas são todas parecidas, mas não, para isso precisava se perguntar a um morador daquelas regiões... Ele lhe diria com exatidão que cada nevasca é única e que todas são diferentes.
Lembrando-se disso, o ruivo apertou o passo, andando mais rápido como podia. Yoru estava sozinha no meio daquele tempo todo por sua causa e, ele não se perdoaria se algo acontecesse com ela.
Assim que conseguiu chegar à geleira, o aquariano levou um susto, Yoru ainda estava no mesmo lugar em que ele havia a deixado. A teimosia daquela pequena o surpreendeu, a pequena sempre o surpreendia com uma coisa nova desde que chegara, primeiro fora seu jeitinho meigo e sensível, agora era sua teimosia. Ela parecia guerrear contra os ventos fortes que a empurravam para trás alguns passos... Observando melhor, viu quando ela voltou três passos para frente e, com seu cosmo, mesmo ainda não sendo muito desenvolvido, 'queimando' fazia com que uma pequena camada de gelo e neve circulasse seu corpinho todo.
- Teimosa e espertinha... – Murmurou Kamus orgulhoso. – Ela tem assimilado o que venho lhe ensinando! – Sorrindo de lado ele foi se aproximando devagar para não assusta-la.
Uma reviravolta da nevasca fez com que Yoru perdesse a concentração, fazendo com que ela não conseguisse controlar seu cosmo e desse vários passos para trás. Fechou os olhos se preparando para bater na encosta gelada bem atrás de si, mas não sentiram dor alguma, apenas fortes mãos que a seguraram pelos ombros. Abrindo os olhos, inclinou a cabeça para cima vendo o mestre... Não conseguiu evitar o sorriso.
- Petite, você está bem?
Yoru balançou a cabeça positivamente e, deixou o cansaço tomar conta de seu ser. Fechando os olhinhos, desmaiou exaurida.
- Yoru! – Kamus a pegou no colo e, começou a voltar com ela para casa. – Vamos, petite, em casa no calor de sua família, vou explicar-lhe o verdadeiro sentido do Natal. – Arrumando a franja lourinha, tirou-a dos olhos fechados. Acariciou a bochecha sempre rosada e, que agora estava pálida e fria, com a ponta dos dedos. Apertou os passos seguindo pelo mesmo caminho.
oOoOoOo
Milo estava às voltas com o leite, chocolate e açúcar... Tinha farinha até nos cabelos, pois inventara que poderia fazer uns deliciosos bolinhos doces fritos e, havia se atrapalhado todo, tropeçando com a farinha na mão e a deixado virar sobre si. Teria de limpar tudo antes que Kamus voltasse com Yoru, ou teria de agüentar as brincadeiras para o resto de sua vida.
Correndo contra o tempo e, enquanto o leite fervia, varreu a cozinha, agitou e bateu com as mãos nos cabelos para tirar a farinha que estava impregnada neles e, escondeu a farinha que havia varrido, em um saco de lixo colocando mais algumas coisas por cima. Tirando o leite do fogo, subiu correndo para tomar um banho rápido... Voltou para a cozinha, já pronto para terminar a massa do bolinho e, esperar que eles chegassem.
Quando finalmente estava terminando de fritar os bolinhos doces, escutou o barulho da porta sendo aberto e Kamus falar baixinho com a pequena. Apareceu na porta da cozinha e o encarou, as sobrancelhas arqueadas.
- Calma, ela foi tomar um banho quente e, vai voltar para conversar comigo, mon ange. – Kamus se aproximou de Milo e o olhou diretamente nos olhos.
- Que bom, eu estou fazendo bolinhos doces fritos e chocolate quente para ela esquentar o corpo. – Sorrindo Milo voltou-se para a cozinha, a tempo de salvar os últimos bolinhos.
Kamus arregalou os olhos e, a primeira coisa que lhe veio à cabeça foi sua cozinha impecável nas mãos de Milo, que era uma negação na cozinha. Entrando atrás do escorpiano, olhou por todos os lados discretamente, somente aí viu sobre a bancada uma vasilha cheia de bolinhos.
- Milo, fez bolinhos para um batalhão? – Perguntou Kamus observando o açúcar e a canela já misturados ao lado em outra vasilha pequena.
- Kamy, fica para a hora do café da manhã... – Milo sorriu colocando o resto dos bolinhos e polvilhando por cima a mistura de canela e açúcar. – Será que Yoru vai demorar muito?
- Acredito que non, ela parecia querer muito falar alguma coisa comigo e eu non deixei por hora. Prefiro falar depois, quero dar tempo para ela e para mim também.
- Certo, mas eu espero que não seja com brigas e até mesmo por isso vou ficar aqui junto com vocês. – Milo cruzou os braços a frente do corpo e o encarou bravo.
- Non, non vai... A aprendiz é minha e non acho certo você ficar junto... – Kamus o encarou, os olhos frios e o jeito decidido.
- Ora, então deixa ao menos eu dar o lanche para ela... – Milo fez bico ao encarar novamente o aquariano estraga prazeres.
Suspirando cansado, o francês cedeu sem muitas exigências, pois não queria que a pequena os visse brigando. - Está bem, Milo... Mas depois, vou conversar com ela sozinho.
- Está bem, não falo mais nada... Apenas não briguem mais! – O encarou começando a fazer o chocolate quente.
- Non quer que eu faça isso, mon scorpion? – Perguntou receoso.
- Ora, eu sei fazer chocolate quente! – O louro o encarou aborrecido e, ao ver o amado sorrir, sem graça, retribuiu o sorriso esquecendo-se de tudo.
- Milo...
- Hmm? – Encarou o francês apaixonadamente.
- O chocolate quente! – Kamus riu divertido ao ver o namorado quase se esborrachar na cozinha a frente do fogão de lenha. Mesmo com o louro o encarando bravo o acesso de riso demorou a passar.
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Ao acordar nos braços de Kamus e, perceber que ainda estavam longe de casa e no meio da nevasca, Yoru não sabia como agir. Tentou sair dos braços de seu mestre, mas este não deixou e, com apenas um olhar a fez ficar quieta. Quando finalmente estavam dentro da casa e, da sala quentinha pelo fogo da lareira, avivada a pouco pelo escorpiano, a pequena encarou seu mestre. Iria lhe falar, mas foi cortada por ele.
- Petite, vá tomar um banho quente, quando terminar volte para a sala, pois precisamos conversar. – Kamus percebera que ela lhe olhava ainda com um pouco de raiva. – Yoru, é uma ordem... Depois você pode dormir até um pouco mais tarde. – E a viu subindo as escadas suspirando derrotada.
Entrando no quarto escuro, acendeu a luz do abajur para não acordar a irmã e, pegando seu pijama, rumou para o banheiro. Tirou as roupas molhadas devagar, e entrou embaixo do chuveiro, a água não estava tão quente, pois ela já não suportava tanto mais as coisas quentes e, enquanto tomava banho, tentou recordar-se do que havia acontecido na geleira. Por mais que tentasse, Yoru não lembrava de muita coisa, nem forçando sua memória. Parecia que depois que desmaiara, uma parte havia se apagado e, o principal, só conseguia lembrar que Kamus a carregara... Parecia preocupado, ou talvez não... Ela ainda não sabia entender o jeito de seu mestre. – "Será que nunca vou conseguir fazer nada direito? Nem usar meu cosmo para agüentar a nevasca vou conseguir?" – Pensou enquanto terminava o banho e começava a se enxugar.
Depois de algum tempo, Yoru desceu para a sala e, olhando para a árvore de Natal, sentiu-se mal... Voltou seus olhos para a cozinha e, sentindo o cheiro gostoso de chocolate, anunciou sua entrada. – Que cheirinho gostoso de chocolate! – Viu os mestres sentados um de frente para o outro e ficou sem graça por ver Milo. Sentia vontade de enfiar-se debaixo da mesa, suas bochechas ficaram imediatamente rosadas e sentando-se ao lado de Kamus, ficou quieta.
- Yoru, não precisa ficar envergonhada... Todos nós já passamos por agruras com nossos mestres, você não vai ser a primeira, nem a última a ser desobediente. – Milo falou a olhando nos olhos. – Vamos, eu fiz para você... – E apontou para os bolinhos doces e para o chocolate quente que colocava em uma caneca. A fumaça subiu esfumaçando um pouco o rostinho dela, mas ele lhe sorria assim que a nuvem de vapor se dissipou.
Yoru sorriu, em silêncio pegou um bolinho e o mordeu. Arregalando os olhinhos, tirou o bolinho da boca, o que fez com que Kamus arqueasse a sobrancelha.
- Você colocou o que no bolinho? Veja ela non gostou!
- Eu? – Milo olhou para o ruivo indignado. – Coloquei o que mandava sua receita.
A pequena riu divertida, deixou o bolinho no prato a sua frente e juntou as mãozinhas. Sorrindo, baixou o rostinho e agradeceu. - Itadakimasu! – Voltou a comer olhando para Milo e Kamus, que a olhavam espantados. – Está gostoso, Milo... – E olhando para seu mestre o encarou. – Apenas agradeci pela comida! – Tomou um pouco do chocolate quente, após soprar e pegou outro bolinho.
Milo fuzilou com os olhos o aquariano a sua frente e, pegando um bolinho o mordeu, comendo com gosto. Serviu-se de chocolate quente e, de canto de olhos viu Kamus pegar um bolinho.
Alguns bolinhos depois, Yoru olhou para Milo sorrindo. – Obrigado, Milo...
- Espero que você não passe mal por causa do tanto que comeu. – Kamus ralhou baixinho, levantou da cadeira e sem dizer nada, com apenas um olhar que trocou com Milo, foi saindo da cozinha.
- Vá com Kamus, Yo... Ele precisa muito falar com você, mas se precisar estarei aqui na cozinha... – Piscou-lhe um olho e sorriu. – Pode me chamar.
Yoru fez que sim com a cabeça, e desceu do banquinho. Cabisbaixa seguiu para a sala, onde encontrou Kamus sentado na penumbra, no sofá de dois lugares. Ela foi convidada por um gesto de mão para sentar-se ao lado dele. Devagar, a pequena sentou-se ao lado do mestre, ajeitou a camiseta do pijama cheio de cachorrinhos e, o olhou de soslaio.
- Kamy, eu...
- Shiu, petite... – Pediu Kamus calmamente. – Deixe-me falar primeiro, depois você pode se pronunciar, está bem? – A voz continuava fria, mas não mais tão brava como ele havia falado antes com ela. Ao ver que a pequena concordava, prosseguiu. – Sabe Yoru, você me lembra muito uma pessoa e, ele está lá na cozinha... – Viu o espanto nos olhinhos azuis da pequena. – Milo sempre foi de falar muito, agir por seu coração e falar tudo o que lhe ia na alma... E você, mon ange, non fica atrás.
- E isso é bom? – Perguntou Yoru não conseguindo ficar quieta.
- Às vezes non é bom, petite... Veja por exemplo essa noite... Você se descontrolou, e sei que eu também...
- Mestre Kamus, perdão... – Yoru baixou os olhos, o coraçãozinho doendo e a voz quase falhando. – Desejei coisas incríveis em minha raiva e, eu não te odeio.
Kamus a encarou, não esperava que ela fosse pedir-lhe desculpa tão fácil daquele jeito, mas pelo menos uma coisa ela tinha de bom, estava ali com ele aprendendo e, ali estava o começo da aprendizagem, saber quando não está com a razão, esta de ter gritado com ele, o primeiro passo ela já havia dado. – Veja, petite... Hoje você já deu um grande passo, reconheceu seu erro, espero que aprenda com ele... Nunca mais levante a voz para uma pessoa mais velha se non for necessário e, mesmo que seja nunca perca a calma, mostre serenidade e sempre seja fria... – Viu o espanto nos olhinhos azuis translúcidos. – Oui, mon ange, todos os cavaleiros de gelo tem esse temperamento. Com o tempo você vai aprender...
- Mas você me perdoa? – Perguntou trançando os dedinhos das mãos em um tique nervoso.
- Oui, petite... Claro que sim... – Ficou pensativo por alguns minutos, e a encarou desalinhando os cabelos louros, que agora estavam soltos, e brincando com a franjinha dela. Yoru riu baixinho. Era maravilhoso ouvir o riso cristalino dela, mas agora chegava à hora de tentar explicar algumas coisas sobre o natal e, ele esperava que ela entendesse. – Petite... Agora preciso lhe explicar na realidade o que significa o Natal... – Olhou para árvore com os pisca piscas, bolinhas coloridas, vários outros enfeites a frente deles e sorriu. – O Natal, Yoru, é uma comemoração cristã, nela se comemora o nascimento de Jesus Cristo... Mas também é tempo de sermos mais perseverantes, de acreditarmos no amor, na família... De sermos mais unidos... – A encarou e, ao ver que estava com os olhinhos marejados, não resistiu em perguntar. – O que foi, ma petite?
- Se Natal é tempo de amarmos mais, sermos perse... Perse... Perseverantes... – Gaguejou um pouco. – E também termos amor em família, é isso? – Perguntou curiosa e, ao vê-lo concordar com a cabeça, continuou. – Yu e eu não vamos nunca ter a nossa... – E baixou os olhinhos, deixando que as grossas lágrimas corressem por seu rostinho.
- Como non? Non pense assim... Lembre-se na noite de Natal, quando os sinos tocarem, Papai Noel voa do Pólo Norte levando presentes para todas as crianças do mundo que foram boazinhas durante o ano. – E ao ver que ela começava a irritar-se, segurou-lhe as mãozinhas entre as suas e continuou. – Mon ange, non acredite nas coisas que pessoas que non gostavam de vocês lhes disseram... Papai Noel existe e, garanto a você que ele non vai te esquecer... Ele vai relevar o que aconteceu hoje e, vai trazer seu presente... – Ao ver no rostinho a desconfiança, perguntou. – Acredita em mim?
- Sim, eu acredito...
- Então, petite... Antes de tudo, de ganhar presentes do Papai Noel e de qualquer coisa, lembre-se que o natal é um tempo de expressarmos nosso afeto, nosso amor, estarmos em família e sermos perseverantes... O ganhar presente, é apenas um complemento, que o Papai Noel non deixa passar... Agora, petite, non deixe de acreditar em seus sonhos e nas coisas que muitos dizem non existir.
Yoru sorriu, limpando as lágrimas que ainda corriam por sua face, abraçou seu mestre em um rompante e o beijou no rosto. – Boa noite, Kamy! – E saiu correndo, subindo as escadas de dois em dois e sumiu ao fechar a porta de seu quarto.
Saindo da cozinha, Milo sentou-se no lugar em que Yoru estivera sentada, abraçou-se ao francês e suspirou enternecido. – Sabe, eu ouvi aquilo que disse a meu respeito, quer dizer que eu era briguento? – Perguntou enrolando um dedo nos cabelos do ruivo e lhe dando um selinho.
- Mon scorpion, você ainda é briguento. – Sorriu divertido e antes de um possível ataque verbal, Kamus o beijou... Um beijo exigente e impetuoso.
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Ao acordar no outro dia pela manhã, Yuki levou um susto ao ver a irmãzinha dormindo agarradinha em seu caranguejo de pelúcia. Arqueando uma sobrancelha, olhou para o despertador na cabeceira de sua cama e checou as horas.
"Ainda é cedo, mas se o Kyu só iria buscá-la no final da noite... Chegaram cedo aqui!" – Yuki pensou ao trocar de roupa em silêncio. Antes de sair do quarto, aproximou-se devagar da cama da irmã checando-lhe a temperatura, tamanho era a sua preocupação. – "Que bom que não está com febre... Yoru... Espero que não seja mais tão rebelde como foi ontem." – Dando um beijo na testa da irmã, saiu lentamente fechando a porta do quarto sem fazer barulho.
Quando chegou à cozinha, encontrou Milo, Kamus, Hyoga e Shun já de pé. – Bom dia! – Saudou a todos sentando em seu lugar de costume.
Shun lhe sorriu, Hyoga ao passar por trás dela, desalinhou-lhe os cabelos, enquanto Milo e Kamus responderam ao cumprimento quase que juntos.
- Que horas você foi buscar a Yoru, Kyu? – Yuki perguntou ao ver Milo colocar-lhe uma xícara fumegante de leite com chocolate. Pegou um dos bolinhos e comeu devagar esquecendo de agradecer pela comida.
- Era madrugada, petite... Deixe-a dormir mais um pouco, ela agüentou muito tempo de nevasca. – Kamus pediu, evitando olhar para Hyoga.
O cavaleiro de bronze sorriu de lado e. trocou olhares com Shun. Pela noite ele havia comentado com o namorado que Yoru era muito nova para agüentar o treinamento de um cavaleiro já prestes a disputar a posse de sua armadura.
Yuki concordou com um aceno de cabeça e encarou o mestre, ele estava trajando vestes mais pesadas e, aquilo lhe chamou a atenção. – Mi-sama, você vai sair? – Perguntou olhando para o louro e depois para Kamus.
- Sim, Yuki. – Milo respondeu e olhou para Kamus. – Kamy e eu vamos até a cidade buscar o que ficou faltando para a ceia.
- E o presente da Yo que você não comprou? – Perguntou Yuki ao acaso, como quem não quer nada.
- Sim, e o presente dela também... Agora não conte nada para ela e, a deixe dormir o tanto que ela ficar na cama. – Milo sorriu, mas ao olhar para Kamus não conseguiu ficar sem perguntar. – O que foi?
- Milo, desse jeito ela não vai ter sono à noite! – Kamus o alertou.
- Vai sim, depois ela brinca e gasta energias. – Sorriu divertido.
Shun levantou da mesa levando as louças até a pia para começar as lavar, voltou-se para olhar o escorpiano e o encarou segurando uma pequena bucha nas mãos. – Acho que Kamus tem um pouco de razão, Milo. Ainda é cedo, mas daqui uma hora ou duas no máximo acordaremos Yoru.
- Está bem. – Milo cruzou os braços encarando o namorado e os outros dois adultos.
Yuki o encarando revirando os olhinhos, depois olhou para Kamus e falou baixinho. – Yoru lhe pediu desculpas? – Estava preocupada com a irmã e, tinha receio que talvez ela ainda estivesse de castigo.
- Oui, já tivemos uma conversa, non se preocupe... Tudo acabou bem. – Kamus sorriu, dobrou a lista de coisas que iriam precisar e a de presentes e levantou-se da mesa. – Vamos Milo, ou vai ficar muito tarde para podermos fazer as coisas para a ceia.
- Já vou... – Milo pegou seu casado grosso e passou por Hyoga e Shun, voltou para trás e com o dedo em riste apontou para o louro. – Você é o mais velho, espero que olhe as meninas direitinho.
- Não preciso que tomem conta de mim. – Yuki murmurou mordendo outro bolinho.
Shun ao lado da pequena riu divertido, mas ficou quieto. De certo aquele seria um dia muito longo.
- Ora Milo, sei tomar conta de crianças... – Hyoga protestou, sustentando o olhar dele.
Milo sorriu enigmático, iria até falar mais alguma coisa, mas a voz de Kamus à porta de saída, fez com que ele apertasse os passos e se despedisse de todos rapidamente. Em poucos minutos, o barulho do motor da pick-up anunciava que Kamus e Milo estavam saindo, quando se fez silêncio lá fora novamente Hyoga olhou para Yuki e sorriu recolhendo algumas coisas da mesa, como talhares e pratos sujos.
Depois de ter terminado de tomar seu café da manhã, Yuki foi buscar um livro que estava lendo e, ao entrar no quarto, pegou Casquinha do chão e o colocou embaixo da coberta com sua dona. Yoru nem se mexeu. Sorrindo a lourinha mais velha saiu do quarto e foi sentar-se na sala.
- Yoru ainda está dormindo, Yuki? – Shun perguntou ao sentar ao lado dela.
- Sim, está. – Respondeu pensativa. – Acho que se deixar ela vai até o outro dia. – Revirou os olhinhos.
Hyoga sorriu divertido. – Mas não vamos deixar que passe muito do horário, quero levar vocês para dar uma volta de pick-up, o que acha, Yuki? – Perguntou a encarando.
- E aonde vamos? – Yuki o encarou e, depois olhou para Shun.
- Até a vila... Dar uma volta. Estamos muito presos aqui dentro. – Hyoga piscou discretamente para Shun. – Vocês duas não viram como aqui é belo e, como Shun também não conhece nada aqui, ele poderá conhecer junto com vocês.
- Isso mesmo... – Shun sorriu. – Vamos deixar a Yoru dormir até umas nove e meia da manhã, ai a chamamos. – Ao ver os dois concordarem, tentou distrair-se com a leitura de um livro que havia pegado na estante de Kamus.
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Esticando os bracinhos para fora das cobertas, a pequena aprendiz abriu os olhinhos azuis devagar e espreguiçou-se lentamente. Olhou para o lado não avistando a irmã e a cama já arrumada. Piscou algumas vezes e, saindo da cama devagar, Yoru coçou o pescoço, bocejou e preguiçosamente começou a ajeitar a cama. Sabia que se não o fizesse, ninguém faria por ela e, seria até capaz de levar uma chamada de graça de seu mestre. Já havia aprendido a lição... Pelo menos nas partes visíveis, pois com gavetas e seu guarda roupas... O relaxo ainda persistia.
Pegando uma calcinha e roupas limpas, seguiu para o banheiro. Aprendera com Kamus que o melhor para despertar completamente era um bom banho. Fechou a porta devagar e depois de algum tempo, se apresentava aos demais na sala, com os cabelos soltos, calça marrom, sapato preto e a camiseta de manga combinando com os sapatos. Um lindo gatinho branco a frente parecia piscar os olhos para todos.
- Bom dia! – Cumprimentou aos três, que não haviam percebido sua aproximação.
- Bom dia, Yoru, nem precisamos ir chamá-la. – Shun comentou a encarando. – Venha, vou lhe servir o café.
- Ainda tem bolinho doce que o Milo fez? – Yoru perguntou indo atrás de Shun.
- Tem, Yo... Tem sim!
Yuki que havia baixado o livro para olhar a irmã, sorriu de lado e trocou olhares com Hyoga, voltando à leitura novamente.
Enquanto Yoru esperava Shun esquentar o leite, ela já comia alguns bolinhos. Olhando de lado, arqueou a sobrancelha e, após engolir o que tinha na boca perguntou. – Shun, onde estão mestres Kamy e Mi-sama?
- Eles foram comprar o que vão precisar para a ceia de hoje à noite. – Shun respondeu colocando o leite e o chocolate na xícara para ela. – E nós também vamos dar uma volta de carro assim que você terminar de tomar café. – Sorriu ao ver os olhinhos arregalados e brilhantes. – Mas não precisa correr para comer, ou vai te fazer mal.
Yoru concordou com a cabeça e, continuou a comer devagar. Quando terminou de tomar seu café, subiu para escovar os dentes e, Shun voltou para a sala, isso depois de limpar as louças que haviam sido sujas. – Vamos agora ou mais tarde? – Perguntou baixando o livro de Hyoga.
O louro olhou-o nos olhos, espreguiçou-se um pouco e, sorrindo concordou com um aceno de cabeça. – Yuki, vá se agasalhar e avise sua irmã para levar pelo menos um casaco.
- Pode deixar, Hyoga. – Yuki seguiu para o quarto, encontrando a irmã na saída do banheiro. – Hyoga disse que já vamos passear e, pediu para você levar um casaco.
- Oba! – Yoru festejou com dois pulinhos. Entrando na frente da irmã, pegou seu casaco de pele marrom e o vestiu. – Será que vamos ficar só no vilarejo? – Perguntou encarando Yuki.
- Não sei Yo, mas talvez seja divertido sair um pouco de casa. – Yuki respondeu vestindo um pouco mais de roupas para não passar frio.
Yoru balançou a cabeça ao ver a irmã usando tantas roupas, mas desta vez não disse nada. Apenas dignou-se a segui-la e assim saindo do quarto. Encontraram com Shun e Hyoga no corredor.
- Prontas, meninas? – Hyoga perguntou com um sorriso nos lábios.
- Sim, estamos. – Yuki respondeu pelas duas.
- Então vamos indo para não voltarmos muito tarde. – Shun falou, e ao começar a descer as escadas olhou para trás sério. – Por favor, meninas, tentem não brigar hoje, está bem?
As duas concordaram e saíram de casa. Hyoga fechou a porta e Yoru correu para o carro, enquanto Yuki ia devagar ao lado de Shun. Depois de todos devidamente em seus lugares e, usando o cinto de segurança, finalmente o louro colocou o carro em movimento. Tendo a sorte da pick-up já estar com as correntes nas rodas para facilitar a locomoção na neve.
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Assim que saíram de casa, Kamus e Milo seguiram para o vilarejo. Não demoraram muito para chegar, coisa de pouco mais de meia hora, pois as rodas da pick-up estavam já com as correntes para poderem anda melhor na neve que ainda estava fofa.
Pegando a estrada que levava para a cidade, Kamus conseguiu ir um pouco mais rápido, pois as máquinas haviam terminado de tirar um pouco do excesso de neve daquele trecho da pista, e o francês tinha certeza que tudo terminaria as compras no meio da tarde, tendo tempo suficiente para voltarem para casa e prepararem a ceia.
Já passavam das onze da manhã quando Kamus finalmente chegou à cidade e já rumou direto para o Shopping. Parou a pick-up no estacionamento e olhando para Milo perguntou. – Afinal o que você precisa comprar para a Yoru? Já não comprou o presente da pequena?
Milo o encarou e com um sorriso nos lábios respondeu entrando no shopping. – Ainda não... Mas vou deixar para pegar meu presente depois que fizermos as compras no supermercado.
Kamus arqueou a sobrancelha, mas não disse nada, não fazia idéia do que seria o presente que Milo queria dar para a pequena, até mesmo por isso, deu de ombros e o puxou para uma loja, onde comprou para Shun uma camisa verde água e para Hyoga uma camisa azul escura.
Milo o encarou revirando os olhos, pois se o namorado ia entrando e comprando o que via primeiro na frente, ele nem queria pensar o que poderia ir a ganhar. – Kamus, você precisa ver melhor as coisas, de repente em outra loja encontramos algo mais bonito.
O aquariano o encarou arqueando as sobrancelhas. – Milo, eu tenho certeza que eles vão gostar... São jovens, e já os vi usando camisas semelhantes. Non se preocupe, mon ange, non vou desapontar ninguém. – Sorriu e parou a frente de uma vitrine onde podiam ver roupas para crianças e adolescentes. – Acha que Yuki iria gostar de ganhar roupas em vez de um brinquedo ou bichinho de pelúcia?
- Bem, eu estou lhe dando livros. – Milo falou pensativo olhando para as roupas. – Talvez ela goste de ganhar roupas... Já percebi que ela é muito vaidosa. Ela parou de usar chapéus, mas adora vestidos, saias, blusinhas e camisetas... Vamos entrar e ver se encontramos alguma coisa bonita. – Convidou o puxando para dentro da loja antes que ele mudasse de idéia.
- Calma, Milo! – Kamus entrou na loja logo atrás do namorado e começou a olhar as roupinhas. – Yoru não iria gostar de ganhar roupas, mas creio que para usar essa noite ela não tenha nada.
- Mas não precisa ser algo chique, Kamy, elas estão crescendo muito rápido lembra? – Milo bateu os olhos em um vestidinho azul que o fez lembrar-se do que ela usava ainda pequena cheio de borboletas na base e na barra do vestidinho. – Kamy, lembra daquele vestidinho, o primeiro que Yoru usou quando chegou no Santuário, que você escolheu?
- Oui, como poderia esquecer, era lindo!
- Olhe ali! – Milo apontou para um vestido parecido, só que com mangas compridas e um pouquinho mais comprido. – Presente de grego isso... – Murmurou com um sorriso traquina. O louro o encarou fazendo bico.
- Foi só uma idéia. Não quer dar isso de presente para ela, não dê. Leve para ela usar apenas, mas compre outra coisa que ela vá gostar. – Milo saiu de perto do francês, indo escolher alguma coisa para Yuki usar na noite de natal.
Depois de algum tempo dentro da loja, ambos saíram com algumas sacolas e continuaram a procura pelos presentes que faltavam. Kamus olhou para a loja de livros, Milo iria dar livros... Passou pela loja e achou uma loja de jóias e, sorriu ao olhar pela vitrine e ver medalhas que lhe chamaram a atenção.
Olhou para trás a fim de saber onde Milo estaria e, o viu olhando uma vitrine de roupas masculinas mais atrás. Com um pequeno sorriso nos lábios, o ruivo entrou na joalheria e a primeira coisa que fez foi escolher uma grossa corrente com um pingente com a letra "M" estilizada, bem trabalhada. Pediu para embrulhar para presente e, para as duas pequenas, olhou para os brinquinhos delicados, alguns em formato de flores, outros de pequenas frutas e até mesmo corações vazados com apenas uma pequena pedra no meio.
Procurando por Kamus, Milo finalmente o achou dentro da joalheria. – O que você está pensando em comprar? – Perguntou parando ao lado do namorado.
- O que você acha, Milo? – Apontou para os diversos brinquinhos.
- Bem... Acho que aquele coraçãozinho vazado com a pedra no meio de... – Ficou pensativo olhando de Kamus para a vendedora.
- Água marinha. – A mocinha sorriu por poder ajudar.
Milo a encarou e depois olhou para Kamus. – É a carinha da Yoru... E aquele que tem as três pedrinhas de rubi, lembrando uma pequena flor, é perfeito para Yuki.
Kamus sorriu e pediu para que os brinquinhos fossem embrulhados para presente. Pagou o valor à vista no cartão e, antes de irem lanchar, seguiram até uma loja de brinquedos, onde o francês comprou um urso polar para Yuki e para Yoru um ursinho panda. Os bichinhos de pelúcia foram embalados em papel de presente transparente e, em seus pescocinhos as caixinhas dos brincos foram delicadamente presas com um laçarote vermelho.
Indo levar as sacolas para o carro, para poderem ir lanchar, Kamus olhou Milo de esguelha e não deixou de perguntar. – Mon ange, você já comprou o presente de Yoru?
- Estou deixando para depois que fizermos à compra no hipermercado. – Milo respondeu sem contar realmente o que tinha em mente.
- Milo, non podemos nos demorar. Depois das compras do mercado, tinha em mente já estar voltando para casa. – Kamus arqueou uma das sobrancelhas.
- Não vamos demorar muito, eu promete... – O escorpiano cruzou os dedos, fazendo figas, atrás das costas e, seguiu até o fast food. – Estou morrendo de fome e, me recuso a comer lanches hoje. – Fez um biquinho memorável.
O aquariano o encarou, sentiu ganas de agarrá-lo ali mesmo e lascar-lhe um beijo, mas conteve-se e o puxou para dentro de um restaurante ali perto.
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Guiando devagar a pick-up, Hyoga olhava para as pequenas sentadinhas no banco de trás pelo espelho retrovisor. Nunca vira uma pequena falar tanto como Yoru e, sorrindo divertido voltou a olhar para frente.
- Yu, eu já passei por esse local com o mestre Kamy duas vezes... – Yoru parecia orgulhosa de si mesma. – E acredite, foi a pé... Eu achei que não iria conseguir, mas foi tão divertido... Pude ver raposas da neve... São tão fofinhas, Yu. Eu queria uma para mim, mas Kamy falou que não podemos ficar com os bichinhos da natureza... – Fez carinha triste. – Mas logo me alegrei, pois quando chegamos na cidadezinha, pude comer alcaçuz... E na segunda vez que fui junto andei até mais rápido... – E ao olhar para a irmã e vê-la com cara de desconfiada reforçou. – É verdade, Yu, eu consegui ir até a cidade andando.
- Duvido... – Yuki falou baixinho. – Aposto que Kyu teve de te carregar nos ombros.
- Não, Yuki! – Yoru protestou fazendo bico. – Pergunte para o mestre Kamy quando ele voltar. Eu não minto, tá bom.
Shun trocou um olhar com o namorado e, virando-se um pouco para trás, as encarou preocupado. – Ok! Podem parar as duas! – Encarou Yuki e depois Yoru.
- Foi ela que começou, Shun... Eu estou dizendo a verdade. – Yoru respondeu fazendo um bico ainda maior.
Shun olhou feio para as duas. – Calma, Yoru... Não adianta nada querer revidar, sabemos que você não mentiria. – E olhando para Yuki a repreendeu. - É muito feio duvidar de sua própria irmã, Yuki. Acho melhor as duas pararem com isso antes que comecem a brigar.
- Não vamos brigar, Shun. – Yuki se apressou em responder, mas as duas acabaram ficando quietas o resto do caminho.
Yoru olhava de vez em quando enfezada para a irmã, mas está nem lhe dava bola, o que fazia a mais nova bufar enraivecida.
Quando finalmente chegaram ao pequeno vilarejo, Hyoga e Yoru – Já esquecida do que havia acontecido no caminho - que já conheciam o lugar, mostraram para Shun e Yuki, algumas poucas lojas... Em seguida foram até o mercadinho, que englobava de tudo um pouco, até mesmo o correio e, – Onde as pequenas, Shun e Hyoga comeram um bom lanche, e depois como sobremesa, comeram alguns alcaçuz, levando um pouco - quando voltaram para a casa sem pressa alguma...
De volta a residência no meio da neve, Hyoga ajudou as pequenas a descerem do carro e com apenas um olhar trocado com Shun, convidou-as. – Que tal se agora fossemos até onde minha armadura de Cisne estava antes de conquistar o direito de usá-la?
- Oba...! Vamos vai... – Yoru puxou a irmã pela mão. – Você vai achar legal também, Yu. – Eufórica a pequena não se importava de ter estado naquele lugar várias vezes... Ela não se cansava de ir até lá.
Yuki resmungou baixinho. – Calma, Yoru... Eu já estou indo, não precisa puxar.
Shun sorriu divertido seguindo atrás das duas pequenas ao lado de Hyoga. – Eu disse que elas nunca vão mudar. Ainda vamos as ver grandes, detentoras de poderes fenomenais, mas com essas briguinhas...
- Será? – Hyoga olhou para as duas mais a frente. Ao ver o jeitinho espevitado de uma e o calmo da outra, gargalhou divertido. – O que é isso, Shunny? Está tentando prever o futuro?
- Talvez... – Deu de ombros, e ficou vermelho.
Ajudando com as mãos o vento a desfazer mais ainda os cabelos esmeraldinos de Andrômeda, o Cisne o puxou para que não ficassem muito para trás. Quando finalmente chegaram à frente da geleira onde a armadura de Cisne ficara aguardando por seu cavaleiro, a pequena lourinha esticou o bracinho e apontou à geleira.
- É aqui, Yu... A armadura de Cisne ficava nessa geleira. – Yoru sorriu olhando para a irmã e depois para a geleira.
- Sua armadura saiu daqui desse lugar gelado? – Yuki perguntou desconhecendo a história e, olhando para Hyoga.
- Foi Yu... – Yoru tratou de responder. – Eu sei onde é... Vem, vai ser legal e, com o dono da armadura contando vai ser mais legal que mestre Kamy. – Sorriu olhando para Hyoga e, já puxando a irmã pela mão.
Yuki revirou os olhinhos, mas deixou-se levar pela irmã. – Tenha calma, Yo... Ou vamos cair...
Atrás das duas, Shun e Hyoga conversavam baixinho. Precisavam conseguir entreter as duas até que Kamus e Milo chegassem para esconderem no quarto deles, onde estava o saco de presentes do Papai Noel, o restando dos presentes. Ali estava a oportunidade.
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Após terem feito uma refeição leve, Kamus e Milo, deixaram o filme da máquina fotográfica para revelar, foram para o hipermercado que ficava no primeiro piso do shopping e, ao passar pela loja de animais, o escorpiano se certificou que ainda haviam cãezinhos e, sorrindo, continuou ao lado do francês.
- Que foi, Milo? – Kamus perguntou o olhando desconfiado.
- Não foi nada, fui apenas olhar aquela vitrina... Tem uns cachorrinhos lindos ali. – Sorriu divertido. – Me lembrei daquele filhotinho que você e eu cuidamos quando pequenos.
- Lembro dele... Está saudosista hoje, mon coeur? – Sorriu de lado passando pelas grandes portas do hipermercado.
- Talvez... Quem sabe...? – Murmurou Milo, sem deixar Kamus ouvir, pegando um carrinho e seguindo atrás dele.
Com a lista de compras na mão, Kamus pegou outro carrinho, e sorriu ao ver que Milo já havia feito aquilo. Deixou o carrinho parado no lugar e, ao lado do escorpiano, começaram a pegar as coisas da lista. Não estavam demorando muito, o francês já sabia muito bem o que queria e, com ajuda facilitava muito mais. Quando já estavam na parte de horta e frutas, dividiram-se para pegar as coisas.
- Tomates, batatas, cenouras... – Milo olhava dentro do carrinho. – Tudo certo e pesado... O que mais falta?
Kamus checou a lista de compras. – Falta pouco, mon ange... – E gracejando. – Ficou com pressa de repente? O que aconteceu?
O escorpiano o encarou e, fingindo ir pegar alguma coisa na gôndola de limões atrás de Kamus, falou baixinho. – Estou com pressa para voltar logo para casa e a ter todinha em silêncio mais a noite... – Sorriu enigmático.
- O que foi que disse, Milo? – Perguntou Kamus que não havia escutado direito o que ele havia dito.
- Nada não, Kamy... Nada não... – Sorriu sedutor e foi pesar os limões, voltando em poucos segundos.
Kamus estava ficando desconfiado, mas não tinha o que perguntar para Milo... Quando o louro queria, ele sabia ser bem esquivo. Quando finalmente terminaram as compras, passaram na loja para pegar as fotos reveladas e, após uma grande insistência em irem levar as compras para o carro, Milo sorriu divertido.
- Agora sim posso ir comprar o presente de Yoru. – Gracejou puxando Kamus pelo braço.
Checando as horas no relógio, arregalou os olhos. – Milo, temos que ser rápidos, certo!
Milo não lhe respondeu e, sem dizer nada foi andando devagar para o corredor da loja de animais. – Kamy, promete não gritar ao saber o que quero dar para Yoru? – Perguntou parando a frente da loja de animais.
Kamus arqueou a sobrancelha e o encarou. – Que espécie de pergunta...
- Apenas prometa... – Sorriu docemente, tentando ao máximo fazer com que o genioso cavaleiro do gelo não ficasse bravo e, não o deixasse levar o bichinho.
- Acho que vou me arrepender depois, mas prometo. – Kamus bufou olhando para os olhos azuis e quase se perdendo naquela calmaria.
Milo sorriu e o levou para dentro da loja de animais. Os dois pararam no balcão, esperando até que alguém fosse os atender.
- Milo, o que você pretende dar para petite? – Kamus perguntou temeroso.
- Não se preocupe, garanto que vai gostar... – Sorriu enigmático e, assim que o atendente se dirigiu a eles com o costumeiro posso ajudar... O sorriso no rosto do louro se alargou. – Eu gostaria de um filhotinho de uma raça de cães que seja bem esperta. – E olhou para Kamus, assim que viu o atende ir pegar três tipos de cães, o olhou nos olhos.
- Milo... Non... Non é você que vai ter de limpar as caquinhas que ele ou ela fizerem! – O francês se empertigou cruzando os braços.
Milo fez charme, e o encarou olhando com o jeito mais pedinte que conseguia. – Você prometeu, Kamy e, além do mais... Uma família não está completa se não tem um lindo cãozinho de estimação. – E deu-lhe uma piscadela discreta. – Deixa vai... Yoru pode aprender a ser mais responsável tendo de cuidar de um serzinho peludo.
Bufando o francês pensou em arrastar Milo de dentro da loja e não deixar que ele cometesse aquela loucura, mas ao lembrar da felicidade de Yoru apenas em poder olhar os pingüins na geleira, seu coração pareceu derreter. – Está bem, mon ange... Mas veja lá, que non seja um cão de raça muito grande.
Sorrindo, Milo murmurou. – Se não estivéssemos em local publico, iria te encher de beijos.
- Vou cobrar isso mais tarde, mon coeur... – Gracejou Kamus, ficando sério ao ver o atendente voltando com três raças diferentes.
Depois de algum tempo, os dois saem da loja com muitas coisas para o pequeno bichinho, que levavam em uma caixinha transporte com um lindo laçarote vermelho.
- Milo, que esse seja o último presente vivo que você dá para Yoru... – Kamus o encarou sério.
- Ora Kamy, já disse uma família só está completa com um animalzinho de estimação e, foi uma pena que não o tínhamos nas fotos para tudo ficar completo. – Milo sorriu ao ver as fotos que haviam sido reveladas enquanto faziam as compras. – Gostou da escolha das fotos?
- Ainda acho que seria melhor as outras que tiramos. – O francês não estava feliz com a escolha das duas fotos, as quais foram feitas cinco cópias.
- Só por que nós estávamos cheios de...
- Mon ange... Deixa pra lá... Hoje non é dia de ficar discutindo, ou mesmo trocando farpas... Temos de pensar no que dizer a petite sobre o filme e a foto quando ela descobrir que não estão mais na máquina, ou se dermos sorte, só quando ela abrir os presentes. – Sorrindo.
- Vamos ver... – Milo colocou a mão no queixo pensativo. – Acho que sei o que dizer, pode ficar tranqüilo.
- Isso me preocupa... – Kamus revirou os olhos.
- Ora Kamy... Assim você fere meus sentimentos. – Falou Milo fazendo drama. Deu um leve tapa no braço do francês e fingiu estar chateado.
- Mon ange... Mon scorpion... Je t'aime! – E tocou a coxa do namorado com uma das mãos.
- Isso é golpe baixo, Kamy... – Derreteu-se Milo. – Mas também te amo, meu cubinho de gelo. – Riu divertido e acariciou a mão em sua perna.
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Quando finalmente Kamus parou a pick-up ao lado da outra, Milo o olhou intrigado. – Se eles já voltaram, como vamos fazer para entrar com esse tanto de presentes? – O escorpiano perguntou arqueando as sobrancelhas.
- Non sei, mon ange. O pior vai ser se esse bichinho começar a latir. – Kamus olhou para a malinha transporte, onde o pequeno cãozinho dormia.
- Podemos deixá-lo em nosso quarto. – Milo levou uma das mãos ao queixo pensativo. – Tenho absoluta certeza que as pequenas vão ficar nos rodeando na cozinha.
- Você tem razão e... – Olhou para a entrada da casa. – Se até agora ninguém veio nos receber, Hyoga e Shun devem ter levado Yuki e Yoru para darem uma volta. Vamos entrar e esconder esses presentes. – sorriu de lado.
Concordando, Milo pegou as várias sacolas do Pet Shop e a malinha transporte e, entrou rapidamente na casa, seguindo para o quarto do casal. Kamus o seguia de perto com o resto dos presentes, que foram para o quarto de Shun e Hyoga. Depois, foram pegar as sacolas do hipermercado.
- Tudo aqui, agora é hora de colocar mãos à obra, mas antes... – Fez uma pausa e olhou para Milo sério. - Trocar de roupa, mon ange. – Kamus seguiu para o quarto devagar.
- Isso é uma sugestão tão boa... – Milo agarrou o namorado pela cintura, antes dele entrar no quarto, mordiscou-lhe a orelha e o pescoço.
Kamus fechou os olhos e soltou um gemido baixo. Resignado segurou nas mãos do namorado e se soltou muito à contra gosto. – Agora non, mon amour... Temos muito que fazer. – Entrou no quarto seguido por Milo. Rapidamente trocou de roupa, enquanto o namorado soltava o cãozinho no banheiro do quarto. – Milo, coloque um pouco de folhas de jornal no chão. – Pediu o ruivo ao prender os cabelos em uma trança.
- Pode deixar, Kamy... – Milo sorriu ao ver a pequena bola de pelo pular de um lado para o outro atrás de um brinquedinho. Deixando uma vasilha com água e um pouco de ração para filhotes, o escorpiano também saiu deixando uma barricada na porta para que o bichinho não invadisse o quarto. Em pouco tempo encontrou-se com Kamus na cozinha e, começou a ajudá-lo a preparar as coisas para a ceia.
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- Hyoga... – Yuki chamou o louro e, assoprou o ar com a boca nas mãos enluvadas. Ela estava começando a sentir muito frio com a mudança rápida dos ventos.
- O que foi, Yuki? – Hyoga parou ao lado dela.
- Podemos voltar? – Pediu com um sorriso sem graça. – Estou morrendo de frio.
Hyoga olhou para Yoru e para Shun, que assim como Yuki, também tentava esquentar um pouco as mãos enluvadas, assoprando ar quente com a boca nelas. – Vamos Hyoga... Já está ficando tarde e, se demorarmos muito, Kamus e Milo poderão pensar que aconteceu alguma coisa. – Shun falou calmamente.
- Está bem, vamos voltar. – Hyoga respondeu um pouco a contra gosto. Era natural que ele e Yoru não sentissem frio. Procurando a pequena com os olhos, a avistou ao longe, dando alguns passos na direção dela, para não precisar gritar ali, a chamou. – Venha Yo... Nós já vamos!
Yoru olhou para todos e correndo parou ao lado de Shun, que a abraçou. – Mas é tão cedo ainda. – Fez biquinho ao olhar para o virginiano.
- Mas não é, Yo e, estamos ficando com frio. – Shun afagou-lhe os cabelos.
- Você e Yu sentem muito frio... – A lourinha mais nova protestou, mas foi andando ao lado do rapaz.
- Queria ver se você fosse treinada em uma ilha quente como a de Milo na Grécia, Yoru! – Yuki protestou a encarando séria.
Yoru lhe mostrou a língua e fez uma careta. Revirando os olhinhos Yuki seguiu ao lado de Hyoga um pouco mais atrás.
- Vocês pelo visto gostam de se provocar, não é? – Hyoga perguntou com um leve sorriso.
- Nem sempre foi assim... – Yuki respondeu pensativa. – A Yo sempre chorava muito... – Continuou a falar ao ver Hyoga a encarar surpreso. – 'Tá bem, ainda chora muito e, toda vez que eu tentava a ajudar, ou melhor, quando eu achava que ela deveria amadurecer mais rápido, ela ficava quieta, retrucava, mas ficava quieta e ressentida. – Fez uma pequena pausa olhando para a irmã que ia de mãos dadas com Shun. – Hoje ela já me enfrenta um pouco, eu acho... E eu nunca tinha visto esse lado dela... Nunca imaginei Yo sendo rebelde, ou mesmo sendo briguenta.
Hyoga olhou para o namorado de mãos dadas com a pequena espoleta e sorriu. Depois olhou para Yuki e acariciou-lhe os cabelos. – Se eu disser que quase todos os aquarianos são assim, você acredita? – Perguntou divertido e encarou a lourinha mais velha. Ao vê-la concordar. - Somos meio rebeldes, mas não espalhe isso, ou Milo iria adorar usar isso contra mim! – Deu-lhe uma piscadela.
Yuki balançou a cabeça e o olhou de lado. – Você e mestre Milo não se entendem muito bem, não é? – Perguntou sem rodeios.
Hyoga sorriu de lado. – Não seria bem isso... Ou talvez seria... – Baixando os olhos e fitando o chão gelado, ficou pensativo. – "Como posso dizer que o que Milo e eu temos é o resquício de um ciúme ferrenho? E ainda pior que o motivo sempre foi Kamus?" – Milo tem o jeito dele e, adora me tirar do sério... Acho que ele se diverte, assim como eu quando faço o mesmo. – E não explicou realmente a verdade para a pequena ao seu lado.
Yuki o encarou desconfiada, mas não lhe fez mais perguntas, apenas ouvindo a conversa animada da irmã com Shun e, às vezes participando um pouco.
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Quando finalmente os quatro chegaram a casa e, assim que abriram à porta, o cheiro do assado os recebeu deixando qualquer um com fome. Yoru correu para a cozinha, derrapou no piso frio e só não caiu por que Milo a segurou.
- Tenha calma, Yo! Vai se machucar. – Ele a encarou com um sorriso nos lábios.
- Desculpa, Mi... Eu escorreguei. – Respondeu a pequena ainda segurando nos braços do escorpiano.
Kamus olhou para trás e sorriu ao ver todos já em casa. – Que bom que chegaram... Precisamos de ajuda aqui. – E olhou para os dois mais velhos.
Shun e Hyoga entendendo o recado se aproximaram da pia lavando as mãos um após o outro. Yuki retirou as luvas e um casaco – Dentro da casa e, ainda mais na cozinha, estava mais quentinho – também foi lavar as mãos.
- Quero ajudar também!
- Se a Yu vai ajudar também quero! – Yoru sorriu indo lavar as mãozinhas.
- Cuidado, Yo... – Pediu Milo olhando para a panela em que ele estava derretendo o chocolate no banho maria. Ele sabia que o doce favorito da pequena aquariana era o mesmo que ele gostava, um brigadeirão – Tipo de pudim de chocolate com granulado por cima - feito com puro chocolate ao leite e, que por acaso, estava ali na pia esfriando apenas para poder ser colocado os outros ingredientes.
Yoru encarou Milo antes mesmo de abrir a torneira. O cheiro característico do doce favorito a fez olhar para a panela com os olhinhos arregalados. – Mi... Você está fazendo o brigadeirão? – Perguntou o olhando nos olhos e, ao vê-lo concordar com um sorriso, derrapou até ele segurando em uma de suas mãos. Fazendo carinha de cãozinho sem dono, levantou a cabeça para poder olhar nos olhos do louro. – Por favor, Mi-sama... Posso pegar um pouquinho...?
- Não, não pode Yoru! – Milo a encarou sério. – Só depois que estiver pronto e não quente. – Virou a pequena devagar e a empurrando lentamente, tirou-a da cozinha. – Fique na sala.
- Mas deiixa vai... Só um dedinho! – Insistiu fazendo bico, ao virar-se para encará-lo já estando do lado de fora da cozinha.
- Não! – Milo levantou a mão com o dedo indicador em riste e, o agitou de um lado para o outro, como se quisesse enfatizar o que havia dito. – Da última vez, você teve dor de barriga por que comeu o chocolate muito quente.
Yoru cruzou os braços a frente do corpo o fuzilou com os olhos e, marchou até o sofá da sala, onde se deixou cair e deitou abraçando uma das almofadas. Seu bico ganhava de uma chaleira, sem parada, trocou de lugar várias vezes no sofá até se ajeitar e, nem fez conta quando a irmã apareceu com algumas toalhas e arrumou a mesa, pois sabia que Yuki não deixaria que ela ajudasse. Cansada, acabou por dormir, enquanto os outros trabalhavam na cozinha.
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Kamus ainda estava com a sobrancelha arqueada quando Milo finalmente encarou os outros que haviam ficado prestando atenção na conversa da pequena com ele. Yuki, daquela vez, havia preferido ficar quieta, não dizendo o que gostaria, apenas por recordar-se dos conselhos de seu mestre antes da viagem. Hyoga e Shun sorriam divertidos.
- Pelo visto Yo também ama chocolates, não? – Perguntou Shun, que estava sento a mesa descascando batatas.
- Oui, petite ama chocolate, se ela fosse aprendiz de Milo, diria que pegou esse vício dele. – E sorriu de canto ao encarar o escorpiano. – Yuki, você non é chocolatra, non é? – Olhou divertido para a menina.
Milo bufou exasperado. – Kamy, você não é bom com piadas e brincadeiras. – Grunhiu cruzando os braços.
Yuki encarou o ruivo e depois Milo. Arqueou uma sobrancelha e com seu jeitinho sério, revirou os olhinhos. – Não, eu não sou chocolatra, Kyu, mas eu gosto de chocolates.
- Quem não gosta de chocolates? – Hyoga perguntou, parando de cortar as cebolas.
- Aqui nesta casa, que eu saiba todos gostam. – Kamus encarou a todos e sorriu, mas logo voltando a assumir a máscara de frieza e calma. – Yuki, se quer ajudar comece colocando a toalha na mesa redonda da sala.
- Mas Kyu... Eu queria ajudar aqui. – Yuki o olhou indignada. Para ela, arrumar a mesa era coisa para Yoru.
- Vá petite, depois você volta para cá. – Kamus pediu com calma. – Estamos em muitos aqui dentro e, sabemos que você tem bom gosto para arrumar a mesa. – E entregou-lhe a toalha bonita. – Depois você já pode colocar os pratos e talheres também.
Yuki olhou chateada para Milo, que com um movimento de cabeça, fez com que a aprendiz seguisse para a sala. Suspirando, ela olhou para o resto da sala e avistou a irmãzinha virando de lado no sofá. Dando de ombros, começou a colocar a toalha na mesa e estranhou que Yoru não lhe pediu para deixá-la ajudar. Olhou novamente para trás e viu Yoru de olhos fechados e, abraçada com uma almofada.
- Preguiçosa... – Murmurou baixinho. – Mas é melhor que durma um pouco, assim não fica fazendo bagunça.
- Falando sozinha, Yu? – Shun perguntou aparecendo na sala com alguns pratos. – Kamus pediu para trazer. – E os colocou sobre a mesa.
- Não é isso... Veja... – E apontou para onde Yoru estava. – A dorminhoca pegou no sono, depois vai demorar a dormir.
- Não se preocupe, Yu... A ceia de natal vai demorar um pouquinho para ficar pronto. – Shun respondeu sorrindo. – Deixe que ela durma um pouco. – Deu-lhe uma piscadela, desalinhou-lhe os cabelos e voltou para a cozinha.
Yuki arrumou os pratos na mesa, foi até a cozinha e pegou os talheres e guardanapos e voltou para terminar o que tinha começado. Foi acompanhada por Milo que lhe trouxe a bandeja com os copos e, depois de tudo organizado, os dois voltaram para a cozinha.
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Assim que Milo voltou com Yuki para a cozinha, faltava pouco para tudo ficar pronto. Calmamente ele desinformou o pudim brigadeirão e o ajeitou em um bonito refratário de vidro, salpicou com o granulado e a calda de chocolate e o levou para a geladeira.
Kamus já estava com os biscoitos prontos esfriando sobre a mesa da cozinha. Shun e Hyoga estavam levando para a mesa algumas bandejas com rabanadas, levaram os biscoitos de natal, o bolo de nozes, carpaccio de pimentão, queijo e beterraba. No forno somente o peru, o carneiro e o tender.
- Acho melhor vocês irem tomar banho. Eu vou por último. – Kamus os encarou.
- Vá Yuki, acorde Yoru e a faça tomar banho e vestir a roupa que esta sobre a cama dela. – Instruiu Milo. – Sua roupa nova também está sobre sua cama. – Viu a lourinha arregalar os olhinhos rubros e sair da cozinha sem protestar. – Milagre... – Murmurou divertido. – Francês, tem certeza que podemos subir e te deixar aqui?
- Claro, Milo! Podem ir. – E voltou-se para o fogão a lenha onde apenas algumas panelas ainda estavam no fogo.
Muito a contra gosto, Milo saiu da cozinha seguindo o casal de bronze. Olhando para as escadas, Yuki segurava Yoru pela cintura. A pequena parecia assonada. Balançando a cabeça levemente, passou a frente de Hyoga e Shun, alcançou as duas com facilidade e, pegou Yoru a colocando sobre os ombros, como já havia feito antes.
- Miloo! – Yoru protestou, acordando definitivamente.
- Vai perder a ceia por estar andando como um zumbizinho! – E deu-lhe uma leve palmada no bumbum. – Está na hora de tomar banho. – Milo a levou para cima a colocou no chão a frente da porta do quarto dela. – Banho... Ou vai perder a festa. – Encostou-se na porta às observando.
Yuki sorria divertida, mas deixou o sorriso morrer em seus lábios ao ver os olhinhos da irmã, que a fuzilavam. – Não tenho medo de cara feia, Yo. – A encarou sem emoção. – Cara feia para mim é fome!
Yoru iria até responder, mas Milo que não havia saído de onde estava interveio na pequena discussão. – Opa, podem parar! Vão tomar banho às duas... E para não perderem tempo, façam o favor de tomarem banho juntas e, sem brigar! Logo a ceia vai ser servida. – E saiu do quarto fechando a porta.
Yuki olhou para a irmã que já estava observando as roupas sobre a cama. – Aii... Um vestido! – Yoru reclamou tocando o tecido meio aveludado em um tom de azul claro.
- Não reclama, Yo. Você não quer participar da ceia vestindo roupas de treino, não é? – Perguntou Yuki aproximando-se de sua cama e tocando o bonito vestido verde água. O tecido era mais grosso que o da irmã e também tinha mangas compridas. – Vai pelo menos não vai ter de usar um sapatinho de verniz.
Yoru torceu o nariz e, olhou para o sapato baixinho branco, e a meia calça da mesma cor. – Como se veste isso aqui? – Apontou para a meia calça.
Yuki sorriu divertida e se aproximou da irmã. – Eu te explico depois, agora vem, vamos tomar banho, ou Mi-sama vem e nos puxa as orelhas. – Puxou a irmãzinha para o banheiro, trancando a porta apenas por trancar. – Yo, água quente, por favor. – Pediu ao ver a pequena começar a ajustar a água do chuveiro para fria.
- Está bem... Friorenta! – Grunhiu baixinho arrumando a água. Tirou a roupa e entrou no chuveiro sendo seguida pela irmã mais velha.
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Quando entraram no quarto, Shun e Hyoga não esperavam encontrar mais presentes do que imaginavam e, o louro acabou deixando escapar sua indignação. – Mas o que mestre Kamus pensou quando comprou tudo isso? – Encarou o namorado, que já estava começando a colocar os presentes junto com os outros dentro do 'saco' vermelho.
- Bem... Eu diria que ele comprou presentes para todos nós... – Shun olhou para um presente que iria guardar, sorriu de lado. Uma pequena etiqueta indicava de quem seria o pequeno pacote. – Esse, por exemplo, é seu... – E o guardou antes que Hyoga pedisse para que ele lhe entregasse.
Sem jeito, o louro ficou quieto e, passou o resto dos presentes para Shun. Depois de terem guardado tudo, o virginiano entrou no banheiro, dando graças a Zeus por naquela casa ter mais que um banheiro e, tirando a roupa já foi logo ligando o chuveiro. Quando estava tomando banho, sentiu sua cintura ser enlaçada, sorriu enternecido, pois não importava onde estivesse sempre conheceria aquele toque. A pressão dos lábios em seu ombro o fez arrepiar-se todo.
- Hyoga... – Murmurou acariciando os braços fortes. – Não podemos nos atrasar. – Ronronou.
Sorrindo sedutoramente, com a voz baixa e levemente rouca, Hyoga deixou que seu hálito quente brincasse com as terminações erógenas da orelha do namorado. – E quem disse que precisamos ser os primeiros a chegar?
Shun sentiu o corpo todo se arrepiar e, por mais que tentasse, não conseguiria negar que estava gostando daquela idéia. Virando devagar, levantou um pouco a cabeça, ofereceu os lábios que foram avidamente tomados por um beijo exigente e sedutor. O gemido baixo foi abafado pelo intrincado bailado das línguas explorando as bocas com fervor.
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Quando finalmente Kamus conseguiu chegar ao seu quarto, Milo estava terminando de tomar banho. Ele entrou no banheiro devagar, olhou para o quanto não encontrando a malinha transporte, mas deixou para perguntar onde o bichinho estava depois.
- Já está tudo pronto. – Kamus olhou para Milo, que saia do box, com a toalha enrolada na cintura. – O petit fez muita bagunça? Onde o deixou? – Perguntou olhando novamente por todo o banheiro.
- Bem... Tive de limpar o banheiro, mas nada muito trabalhoso, Kamy. – Milo se aproximou felinamente, encurralando o ruivo entre a pia e seus braços. O beijou calmamente e em seguida o encarou. – Eu o coloquei na malinha transporte e deixei lá no quarto. – Mordiscou-lhe o lábio inferior e o libertando seguiu para o quarto com um sorriso matreiro.
Kamus arregalou os olhos, ele esperava que Milo, seu insaciável escorpiano, não ficasse somente nos beijos tal o modo como o abordou, mas preferindo não questionar, começou a se barbear e depois tirou toda a roupa tomando um bom banho gelado.
Com uma toalha na cintura, os cabelos ruivos úmidos, Kamus voltou para o quarto e segurou a respiração ao ver Milo já devidamente trajado. O escorpiano estava usando calça jeans azul délavé e camisa vermelha, nos pés sapatos preto para completar. Os cabelos louros caiam as costas em uma verdadeira cascata ondulada.
- Que foi ruivo? – Milo perguntou o encarando. Nos lábios um sorriso sedutor.
- Non foi nada, mon coeur. – Kamus desconversou e começou a vestir-se. Colocou a boxer preta, as meias, a calça jeans tradicional, a camisa preta e os sapatos de mesma cor. Enxugando um pouco os cabelos, optou por deixá-los solto e pouco tempo depois estava pronto.
Ajudou Milo a prender o 'presente' de Yoru no banheiro novamente e, após checar que o pequeno não iria derrubar a barricada do quarto, saiu devagar logo após o louro. No corredor, encontraram com Shun e Hyoga, ambos também perfeitamente bem vestidos. O virginiano usando uma calça jeans índigo blue, sapatos pretos e camisa branca. Hyoga também não ficava atrás dos demais, calça de sarja e sapatos pretos, com a camisa azul clara quase na tonalidade de seus olhos.
Ambos se encararam e, com um sorriso de lado Milo gracejou. – Marcamos de nos encontrar todos aqui?
Antes que Hyoga provocasse o escorpiano, Shun passou lhe a frente. – Não sei, acho que se sim não teria dado certo. – E sorriu começando a andar, pois Kamus havia puxado Milo pela mão.
- Venha cá, mon coeur... Temos muitas coisas para levar para a mesa ainda. – Sorriu de lado, puxando o amado para a cozinha.
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- Não ria, Yu... – Yoru protestou mais uma vez. Ela estava tentando inutilmente colocar a meia calça direito pela segunda vez e, não estava obtendo sucesso.
Yuki se aproximou da irmã com calma e a encarou. – Yo, tira a meia calça de novo, mas bem devagar. – Pediu , indo pegar a própria meia calça e voltando para o lado da irmã.
Yoru pacientemente, coisa muito rara na pequena estabanada, tirou a meia calça e esperou por Yuki. Viu-a sentar-se ao seu lado na cama e, a encarou sem graça. – E agora?
- Yo, presta atenção. – Yuki pegou a meia calça para vestir. – Você vai colocar como se fosse vestir uma calça, só que com pés. Mas... – Parou de falar para mostrar o que estava fazendo. – Tem de enrolar um pouco a meia assim, para que não desfie ou puxe fio. Agora coloque um pé e vá desenrolando a meia devagar pela perna, fazendo o mesmo com o outro pé e perna.
Yoru olhou atenta prestando atenção em todos os movimentos que a irmã havia feito e, finalmente aos imitar, conseguiu vestir a meia calça. – Não sei para que usar isso aqui! – Reclamou olhando para as pernas e passando as mãos sobre a meia calça.
Yuki revirou os olhos e pegou o vestido de veludo verde água o vestiu, pedindo para a lourinha mais nova fechar-lhe os botões as suas costas. E, enquanto a irmã fazia isso respondeu-lhe. – Yo é para ficar mais bonito e também esquentar um pouco as pernas. Vai... Veste logo seu vestido.
Yoru bufou contrariada, detestava usar vestido e todos sabiam, não entendia por que cargas d'água não podia usar uma calça comprida. Bufando mais uma vez, vestiu o vestido, deixando que a irmã fechasse os botões as costas. Puxando a irmã para a banqueta, Yuki começou a escovar-lhe os cabelos. A mais nova sorrio enternecida, pois sentia muita falta daquela atenção que sempre lhe era dada pela irmã.
- Yu...
- Eu sei... Sinto falta de escovar-lhes os cabelos... – E a olhou pelo espelho. Vendo-a com os olhinhos arregalados. – Não se espante, você é minha única família, Yo... minha irmãzinha... – Ficou quieta.
- Não precisa falar, Yu... – Yoru baixou os olhos.
- Preciso sim... Sei que não costumo dizer muito, mas eu amo você sim, sua bobinha... – E sorriu. – Mas não é para acostumar e, que tal agora me dizer o que quer que eu faça em seu cabelo?
Sorrindo, Yoru pensou um pouco antes de dizer. – Por favor, faz duas marias-chiquinhas? – Pediu-lhe mostrando as fitas da mesma cor do vestido.
- Como queira. – Yuki respondeu, ao começar a dividir o cabelo da irmã em partes iguais.
Em alguns minutos, já havia terminado de fazer as marias-chiquinhas em Yoru e colocado às fitas fazendo laços bonitos e perfeitos, deixando as pontas da fita caírem ao lado do rosto da pequena. Com um rompante de felicidade, a mais nova abraçou Yuki feliz.
- Obrigado, Yu!
- Yoru... Vai amarrotar os vestidos. – Yuki se desvencilhou da irmã, sentou na banqueta e, trançando seu cabelo, o prendeu em uma única trança. Ao terminar, sorriu divertida ao ver a irmã pulando em um pé só, pois a estabanada havia batido o pé no madeiro da cama. – Que foi espoleta? – Calce logo seu sapato... – Segurou a vontade de gargalhar.
- Yu, tá doendo meu dedinho. – Yoru choramingou sentada na cama e, massageando o local dolorido.
- Vai passar. Se você não fosse tão estabanada, não teria batido o pé. – Yuki se aproximou para acariciar-lhe a face com a ponta dos dedos. – Vai, tenta colocar o sapato.
Yoru mordeu o lábio inferior e, colocou o sapatinho. Sorriu ao perceber que apesar de estar tendo de usar um vestido, meia calça e sapato, sentia-se muito bem... Confortável. No meio do quarto, começou a rodar com os bracinhos abertos.
- Yoru, pare... Você vai ficar tonta! – Yuki balançou a cabeça e, ao vê-la parar, a puxou para fora do quarto.
- Yu... Eu to zonza... – Riu divertida.
- Eu te disse não foi? Agora vai andar assim... – Segurou-lhe fortemente nas mãos e continuou andando pelo corredor. – Moleca! – Riu baixinho.
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Assim que as irmãs chegaram à sala, Kamus, Milo, Shun e Hyoga, terminavam de levar as coisas que faltavam à mesa.
- Vocês duas demoraram... – Kamus falou sério, cruzando os braços a frente do corpo.
- Kamy... Hoje não... É festa, lembra? – Milo interveio. – Vocês duas estão lindas. – E deu-lhes um beijo estalado nas bochechas. – Mas o que aconteceu que demoraram? – Olhou curioso para as duas.
- Eu não sabia vestir a meia calça. – Yoru murmurou para apenas Milo ouvir. Seu rostinho estava vermelho como um tomate maduro.
Milo segurou a vontade de rir e, a pegando pela mão a fez sentar-se na cadeira ao lado da que ele iria sentar. As duas pequenas foram colocadas entre Kamus e ele. Hyoga olhou para as duas e sorriu, olhou para o lado a procura de Shun e o viu em pé com a máquina fotográfica de Milo nas mãos.
- Shun venha sentar. – Convidou Hyoga vendo-o bater algumas fotos.
- Já vou... Temos de tirar algumas fotos de todos à mesa... – Shun respondeu calmamente.
- Shun, deixa que eu faça isso... – Milo levantou-se devagar. – Vá lá. – Ordenou sério.
- Mas assim você não sairá na foto.
Yuki riu divertida e, sem pestanejar resolveu contar um segredinho do mestre. – Mi-sama não gosta de sair em fotos comendo.
- Yuki... – Milo ralhou fazendo um bico, que fez com que Yoru puxasse o coro de risos. – Isso, riam mesmo do pobre aqui.
Kamus levantou-se da cadeira, retirou-lhe a máquina das mãos e colocou-a na mesinha ao lado de sua poltrona. – Vamos ceiar ou perdera a graça se tudo esfriar.
Os dois cavaleiros dourados voltaram para a mesa e, finalmente a ceia pode ter seu início. Milo e Kamus servindo as duas pequenas, e ambas aprendendo a comer coisas novas que nunca haviam pensado em experimentar. Yoru não gostou muito de berinjela e nem muito menos de tender, mas do resto, comeu de tudo assim como Yuki, que não estranhou quase nada.
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- Acho que exagerei um pouco, non? – Kamus perguntou ao final da ceia. Muita coisa havia sobrado.
- Eu acho que não, Kamy. – Milo olhou pensativo. – Não precisaremos pensar no almoço de natal, basta sermos práticos e esquentarmos tudo de novo. – Sorriu divertido.
- É verdade, mestre Kamus... Assim poderemos dormir até um pouco mais tarde. – Hyoga comentou, olhando para Shun com segundas e terceiras intenções.
Shun sentiu o rosto pegar fogo e, para disfarçar mudou de assunto. – Que tal pegarmos à sobremesa? – E levantou-se da mesa, sendo seguido pela curiosa Yoru, que a muito estava esperando por seu doce favorito.
- Posso ajudar?
- Pode desde que não derrube os pratinhos de sobremesa. – Pediu Shun os entregando e vendo a pequena ir devagar para a sala. Pegando o brigadeirão e o bolo de frutas, também voltou para a sala, onde Kamus e ele serviram a todos.
Alguns pedaços de briguadeirão depois. – Mi ... – Yoru o chamou e com seus olhinhos azuis pedintes o encarou. – Posso comer mais um pedacinho de brigadeirão?
- Yoru, larga de ser gulosa. – Yuki ralhou com ela.
- Mas está tão gostoso... – Yo fez bico ao encara a irmã.
- Yoru... Depois você pode passar mal. – Kamus a olhou sério. – Não vou querer ninguém de madrugada reclamando de dor de estômago ou de barriga.
Hyoga e Shun apenas estavam prestando atenção e, com um olhar, o virginiano se aproximou um pouco para poder ouvir o que o namorado queria lhe dizer.
- Parecem dois pais corujas. – Hyoga falou baixinho e sorriu ao olhar novamente para os quatro.
Milo arqueou uma sobrancelha e encarou o ruivo. Ele entendia plenamente o que a pequena deveria estar sentindo. – Yo... Sinto muito, mas Kamy tem razão. Amanhã você come mais, está bem?
Dando-se por vencida, Yoru bufou e pedindo licença saiu da mesa. As luzes da árvore de natal piscando chamaram-lhe a atenção e, ela se aproximou devagar. Suspirou olhando para a estrela que havia colocado no topo e, sem olhar para trás, voltou-se para ir olhar pela janela a neve que começava a cair lá fora. Em seus pensamentos infantis, muitas coisas faziam com que ela acabasse perdendo novamente a alegria e... Talvez o pior deles, era o de que seu desejo não se realizasse.
De onde estava sentando, Shun pode acompanhar o que a pequena estava fazendo e, falando baixinho para que Yoru não ouvisse, perguntou. – Yuki, o que tem sua irmã?
Yuki virou-se para ver Yoru ainda olhando pela janela. – Eu não sei... – E desviou os olhos dos do virginiano, evitando olhar para Milo ou Kamus. – Com licença! – Pediu e, sem esperar saiu da mesa, indo ficar ao lado da irmã.
Kamus arqueou as sobrancelhas e, para quebrar o clima pesado que acabara se formando, levantou-se e começou a tirar as coisas da mesa. Resignado, Milo também começou a ajudar, assim como Hyoga e Shun.
oOoOoOo
Yoru sentia-se triste apesar de estar rodeada de pessoas as quais ela sabia que a amavam, mas em sua cabecinha, não era a mesma coisa que ter uma família. A neve continuava a cair lá fora, mas os olhinhos embaçados da pequena já não deixavam que ela visse nada.
Ao perceber que não estava mais sozinha à frente da janela, Yoru olhou para o lado vendo a irmã. Esta lhe estendeu a mão, a qual ela aceitou e ficaram quietas por algum tempo.
Um soluço sentido fez com que Yuki voltasse seus olhinhos para Yoru. – Yo, o que foi?
Sem responder a irmã, Yoru a abraçou encostando a cabeça em seu ombro. Não sabendo como agir direito, Yuki retribuiu o abraço e afagou-lhe a cabeça.
- Por que está chorando, Yoru? – Perguntou baixinho. – Hoje é um dia festivo... Estamos todos aqui, por que isso agora?
- Meu desejo... O meu pedido de Natal...
- Calma... Não chore... Ainda não é meia noite!
- Mas você disse que...
- Esqueça o que eu disse, está bem? – Yuki pediu com um leve sorriso nos lábios. – Nem você e nem eu sabemos se o que Chiisai Seijo disse era mesmo verdade... Vamos esperar está bem? – E ao ver a irmã concordar com uma aceno de cabeça, a soltou e limpou-lhe o rosto com um lencinho de papel que havia na mesinha ao lado delas.
- O que foi que aconteceu aqui?
: Continua... :
N/A.: (do Dia: 28/02/08)
Olá para todos, aqui estou novamente. Peço desculpas pela demora, mas é que realmente eu gostaria muito de fazer um único capítulo para o final e olhem só o tamanho que ficou isso aqui! OO"
Exagerada, né não? Mas tudo bem... Eu tentei e, no fim descobri que iria ficar melhor dividindo o caps...
Se por ventura algum erro tiver passado, peço desculpas, mas a Pan Pan, minha beta nas fics que não posso pedir para a Teffynha (presenteada da vez ... auauau) betar, esta com problemas particulares e, não pode betar ainda esse caps. Assim que ela estiver melhor (Pan melhora logo pra gente poder falar asneira no MSN) ela volta...
Então, quando receber o caps betado eu altero e corrijo os possíveis erros.
Agradeço a todos que deixaram reviews, Teffynha, Athena de Áries, Aeka, Deed e Danizol... Obrigado pelo carinho moças.
Até o próximo...
bjs
N/B.: (Em 20/03/08)
Nhaaaaaaaaaaaaaaaaaaa eu demorei.. mas enfim li esse cap -
Nhaiiiiiiiiiiiiiiii a ceia de natal foi kawaii eu quero bolinho doce do Milo e brigadeirão..
Mokona é uma malvada em falar dessas coisas e não dar nem um pouquinho pra Panpan aki XD
Voltando a fics: meus parabéns ficou tão fofo o cap.. mas tristinho a parte da Yo chorando
To de voltaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Beijocas
N/A.:
Como prometido ai está a fic revisada e com os errinhos corrigidos. Panpan do mio core, muito obrigado.
Agora que raio é isso? Eitcha, se queria tanto bolinho de chuva e brigadeirão, por que não falou antes. Vou ter uma palavrinha com o inseto para ver se ele faz para você também. Auauaua
Enjoy
Beijos
