CAPITULO SETE
Bella estremeceu ao ver o rosto assustado de Edward com a descoberta.
— Sim, mas...
Edward se concentrou nela com uma intensidade impetuosa que a fez se sentir horrível, como um cri minoso condenado por um crime hediondo.
— É essa a mentira de que estava falando? Bella fez que sim com um gesto relutante da ca beça.
Edward levantou uma das mãos energicamente e voltou a baixá-la. Seus olhos escuros, agora, estavam carregados de ira.
— Pois não está perdoada.
— Sei que a notícia é um choque para você...
O sentimento de revolta atormentava Edward, que se gabava de seu autocontrole e frieza. Já era ruim o suficiente que ela tivesse desaparecido. Pior ainda era ter sumido quando estava carregando uma criança que também tinha o seu sangue. Aquilo o deixava fu rioso. Todos aqueles meses desperdiçados, pensou, quando poderiam estar juntos e bem.
— É muito mais que um choque...
Bella retirou os cabelos que lhe caíam sobre a face oval e ergueu o queixo:
— É um desastre? Foi assim que você classificou a possibilidade de eu estar grávida.
— Isso não é justo. Está voltando ao passado, quando mal nos conhecíamos, para fazer referência a um comentário casual? — rebateu Edward tão rapi damente quanto a velocidade da luz.
— Eu não sabia ainda, mas você estava noivo. Tudo bem, aceito que o que tínhamos era casual para você, e, obviamente, não ia querer que eu tivesse um filho seu. Por que não admite que o fato de eu estar grávida é a pior coisa que poderia ter acontecido em sua vida? — disse Bella com uma expressão de so frimento.
A face morena e bela enrijeceu.
— Não venha me dizer o que eu penso ou o que sinto — disse ele com raiva. — E não invente descul pas para si mesma!
Bella reagiu com um olhar defensivo:
— Não estou...
— Está, sim. E isso faz com que sua atitude tenha sido ainda mais inaceitável. E daí que eu achasse que você não estava grávida? Você estava, e no instante que isso aconteceu tudo mudou para nós.
— Como?
Edward a estudou vagarosamente. Afastou-se para que pudesse olhá-la melhor. O relevo que tinha o es tômago, antes tão reto e rígido, rapidamente estava se tornando motivo de fascinação para ele. Não se lem brava da última vez que havia observado uma mulher grávida. Nunca tinha tido o menor interesse. Mas agora era diferente — ela agora representava o papel principal naquela história.
Lá no fundo de sua psique masculina uma onda primitiva de satisfação o incendiou, junto com a admiração que sentia com as mudanças no corpo de Maddie: ele era um homem fértil. Ela carregava sua semente no ventre.
— Esse filho é meu — destacou ele. — Desde o início eu tinha o direito de estar envolvido em qual quer decisão que fosse tomar.
Bella estava completamente incomodada e de sejava que ele parasse de olhar para a sua barriga da quele modo diferente tão novo e estranho.
— Não é assim que vejo as coisas.
— Então é melhor começar a ver do meu jeito. Veja a confusão que já aprontou! — acusou-a Edward enfática. — Como pôde ir embora sem ao menos ter me contado que estava esperando um filho meu? É repulsivo que tenha me excluído de algo que sem pre vai ser de meu interesse.
— Não aprontei confusão nenhuma! — Os olhos brilhantes estavam desafiadores. Apertou os punhos, pronta para a briga. — Achei que estivesse fazendo um favor para você e sua noiva.
— Que absurdo! — Edward vociferou. — Fugiu sem dar notícias, porque eu estava noivo? Esse foi o meu castigo e a sua vingança?
— Não é verdade. Não sou tão vingativa e egoísta a esse ponto.
— Agora, a primeira coisa que pode me dizer é onde esteve durante todo esse tempo — exigiu ele, em tom severo.
— Me mudei para Southend, mas tive um proble ma com o dono do apartamento que estava alugando e precisei me mudar outra vez.
— Que tipo de problema?
Ela mordeu os lábios.
— Ele me ligava e dizia que queria me ver e me as sustou.
— Se soubesse, teria resolvido isso rapidamente — disse Edward entre os dentes. — Por que não me ligou?
— Não foi nada demais. Mas... a segunda mudan ça me deixou sem dinheiro e, além disso, ficou mais difícil arranjar emprego. Comigo assim, não tinha muitos lugares onde pudesse trabalhar.
Edward desviou o olhar e foi até a janela. Estava profundamente ofendido por ela não tê-lo procurado para pedir ajuda. Cada palavra que Bella proferia aumentava seu desprazer. Nunca uma mulher havia agido como se ele não fosse digno de confiança.
— E o que aconteceu com seus princípios tão no bres? — ele a ridicularizou. — Tem tanto orgulho de seu bom caráter. Para onde ele foi quando você sumiu sem me dizer que era a mãe do meu filho?
O desconforto de Bella aumentou.
— Realmente achei que estava fazendo a coisa certa.
— Acreditei em você quando falou de seus princí pios. Confiava em você. Mas você me traiu, mentiu para mim.
— Estava vivendo um momento de muita instabi lidade emocional. Me sentia muito culpada — mur murou Bella, tomada pela tristeza. — Mas, agora, vejo que se fui a causa do término do seu noivado, não devia ter ido embora depois que descobri que es tava grávida.
Edward enrijeceu todo o corpo. Aquela associação de idéia o deixou perturbado. Ela estava indo rápido e longe demais com essa história.
— Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Não terminei com Tania por sua causa — informou ele. secamente. — Quanto a isso pode ficar sossegada. Não tem por que se sentir culpada.
A resposta debochada e insensível magoou Bella. Ficou tão abalada com a rejeição descarada de Edward que não conseguiu fitá-lo. A dor intensificou-se e, junto com ela, a sensação horrível de humilhação. No instante em que tinha descoberto que Edward e Tania haviam terminado o noivado, encon trara o pretexto que precisava para procurá-lo.
— Não minta mais para mim. Ainda tenho muita consideração por você, pedhi mou — concluiu Edward, voltando a apreciar o pequeno corpo de Bella. Enquanto a olhava, a raiva por ela ter sumido foi ce dendo aos poucos. Mesmo grávida, ela permanecia primorosa. Já estava começando a se acostumar com a nova forma do corpo dela. Na verdade, já encontra va as curvas volumosas e o perfil mais corpulento que o habitual, bastante aprazível.
Bella, por outro lado, sentia-se mais do que frá gil. Era apenas uma mulher com quem ele tinha dor mido, que engravidara, e agora queria entrar para a família. Não era nem um pouco especial para ele. Sua testa, de repente, ficou molhada de suor. No entanto, de alguma forma, ele havia se tornado especial para ela. Apavorada com a idéia de vomitar na frente dele, esforçou-se para bloquear a ânsia que sentia. Respi rou fundo, lutando contra o mal-estar e a tonteira, mas acabou desabando sobre uma cadeira.
— Edward, eu ... — O ataque de náusea piorou, Bella se levantou em um movimento repentino, na tentativa de sair do local e procurar o banheiro mais próximo, mas, de repente, tudo escureceu ao seu re dor, e ela desmaiou.
Por um segundo, Edward a observou apavorado, mas não tardou em reagir. Apertou o alarme em seu re lógio de pulso para chamar seus seguranças e se aga chou para colocá-la em uma posição mais confortável.
Bella recobrou a consciência e soltou um gemi do por causa dos flashes das câmeras que a estavam cegando.
— O que... o que está acontecendo?
Edward apressou o passo ao subir as escadas da entrada do edifício cujas portas já estavam abertas para que passassem. Em seu colo estava Bella, que ele apertou ainda mais enquanto rompia a barreira de fotógrafos.
— Os paparazzi estão aqui — grunhiu Edward. — Estavam esperando do lado de fora do hotel e nos se guiram. Bando de abutres!
— Onde estamos?
— Em uma clínica particular. Quero que faça um exame completo.
— Mas fui ao médico hoje.
— Ele não ajudou muito — disse Edward com veemência.
— A culpa foi minha, pois não comi nada desde o café-da-manhã — confessou ela. — Me ponha no chão, por favor. Posso andar.
Ele a pôs no chão, com muito cuidado, mas quando Bella tentou se equilibrar sobre os pés, a cabeça voltou a girar e teve que agarrar a manga da camisa de Edward para não cair.
— Você fala muito e age pouco — censurou-a Edward voltando a apoiá-la. — Por que não me deixa fazer o que sei fazer melhor?
Bella tardou a perceber que havia outras pessoas ao redor: Emmet e sua equipe, e uma junta médica. Parecia que todos estavam olhando para ela.
— Como, por exemplo, sair mandando em todo mundo? — provocou.
Edward ficou mais descontraído com aquela pro vocação e deu uma risada. Ele inclinou a cabeça para mais perto de Bella e sussurrou ao ouvido, com um sorriso debochado:
— Faço muitas coisas melhor que outras pessoas, glikia mou.
— Como se exibir?
Apesar das pessoas ao redor, estava incrivelmente tentada a envolver os braços ao redor de Edward e abraçá-lo com força. Queria capturar aquele momen to e aquela lembrança, para desfrutar no futuro, quan do ele já não estivesse por perto.
Com ele, Bella havia aprendido quão vulnerável podia ficar. Ao deixar Londres, tinha acreditado que estava tomando a decisão mais sensata para uma si tuação muito ruim. Porém, não houve um dia durante aquelas semanas que não tivesse pensado em Edward, sentido sua falta e desejado estar nos braços dele.
Edward acomodou Bella na maca do elegante consultório, para que fosse examinada. Em seguida, se voltou para o ginecologista, que já os estava aguar dando.
Enquanto era examinada, Bella disse acreditar que não havia nada de errado com o cansaço exagera do e a falta de apetite.
— Posso ouvir dois corações batendo — disse para ela em voz baixa. — Quase com certeza está es perando gêmeos.
Bella ficou sem ar por alguns segundos e, ao lembrar da irmã gêmea, Alice, aos poucos voltou a sorrir.
Edward andava de um lado para o outro do lado de fora do consultório, quando ela reapareceu, sentada em uma cadeira de rodas.
— Também não querem me deixar andar sozinha. Só preciso fazer uma ultra e logo estarei livre... Não se preocupe, estou bem.
— Isso quem tem que saber são os médicos. Quero estar presente na ultra-sonografia.
Quando o médico ligou o monitor, ambos ficaram hipnotizados pela imagem incrível que apareceu, em terceira dimensão, do útero de Bella.
— É um bebê... — murmurou Edward encantado. Ele achava que só seria capaz de ver uma mancha na tela e ficou surpreso com o rostinho bem definido à sua frente.
— Ai, que lindo — declarou Bella, emocionada. Edward apertou as mãos dela.
— Vamos ter um menino?
— Quer saber mesmo? — perguntou o médico.
— Claro — respondeu ele ansioso. — Esse é um menino...
— Já dá para identificar tão cedo? — Edward olhava o monitor maravilhado. — Então, vamos ter um meni no. Mas o que o doutor quis dizer com "esse".
— Estou esperando gêmeos — contou Bella, notando que ainda não tinha revelado o pequeno detalhe, e se sentindo mal por ele estar descobrindo na quele momento.
— Fica difícil identificar o sexo do outro com os bebês nesta posição, mas estou quase certo que o ou tro bebê é uma menina — respondeu o médico.
— Theos mou... gêmeos. — Edward estava em es tado de choque e olhou fixo para ela. Com o polegar e o indicador acariciou o pulso de Bella e voltou a atenção para a claridade das imagens em movimento.
— Estão saudáveis? — perguntou Bella ansio samente.
O carinho que recebeu aliviou o peso na consciên cia. O médico lhe pediu que não se aborrecesse, que comesse mais e dormisse bastante.
Edward estava deslumbrado. Duas crianças, um menino e uma menina, seu sangue. Estava surpreso com a satisfação que sentia e mesmo com a ansiedade de vê-los nascer logo. Sempre havia acreditado que não se importava se tivesse filhos ou não. Porém, no instante em que os rostinhos apareceram na tela do monitor, algo mudou radicalmente dentro dele. Do orgulho egoísta surgia um forte sentimento de proteção com relação a Bella e aos bebês que ela levava no ventre.
— Vou levar você para casa agora. Vai comer como o médico recomendou e, então, descansar. — Edward acabou de pronunciar estas palavras e a limusine estacionou na entrada da clínica. As luzes dos flashes dos paparazzi chamaram a atenção de Bella, que entrou rapidamente no carona do automóvel.
— Meu apartamento na cidade não é longe daqui.
— Não, por favor. Não acho que seja uma boa idéia. Prefiro ir para um hotel.
— Não seja boba. — Edward a interpelou, incré dulo.
Bella refletiu, desanimada:
— É verdade que preciso do seu apoio financeiro neste momento. Ficaria muito grata se pudesse me ajudar a encontrar um lugar para morar. Um lugar que eu possa pagar. Quero poder me manter sozinha.
— Mas você não está sozinha. Não tenho nenhuma intenção de perder você de vista, pedhi mou.
Bella o fitou de relance e foi pega de surpresa pelos olhos astutos e carregados de forte sentimento de posse que pesavam sobre ela. O coração pareceu encolher-se dentro do peito. Não conseguia manter a sensatez ao lado dele. Na verdade, sempre se comportava como uma tola, imatura e fraca. Mas agora que estava grávida era hora de acabar com tamanha vulnerabilidade. Seus bebês precisavam de uma mãe mais decidida, que agisse como uma mulher adulta e inteligente.
— Edward... você vai me escutar por um minuto? Preciso da minha independência. Não me sentiria à vontade no seu apartamento. Você dormiu comigo e acabei engravidando acidentalmente. Essa é a única razão por que ainda estou aqui com você, agora. Não precisa fingir que há algo além disso entre nós.
Edward não gostou nada do que ouviu. Ela estava se afastando dele, justo quando queria atá-la a ele.
— Mas é claro que existe algo além disso entre nós.
— Não, não existe.
Bella parecia ter um nó na garganta, porque tão cedo não esqueceria a declaração sincera de que ela não tinha tido nada a ver com o fim do noivado dele com Tania. Bella o amava. Estava perdidamente apaixonada por ele. Mas ele não sentia o mesmo por ela. Tinha que aprender a conviver com essa realida de, e quanto menos tivesse ele por perto, melhor.
— Bella...
Se não ficasse em seu apartamento, refletiu Edward, seria sempre um motivo de preocupação. Como saberia onde ela estava, com quem, ou se estava cui dando bem de si mesma e dos bebês?
— Espero que você se interesse por nossos filhos e que quando eles nasçam possamos nos comportar como pessoas civilizadas — murmurou ela, com os olhos vermelhos e irritados por causa das lágrimas que insistiam em cair. Baixou a cabeça para disfar çar, pois não queria que Edward percebesse.
Ele estava prestes a informá-la que qualquer ameaça de ir embora com seus filhos novamente e afastá-los de seus cuidados seria um ato de injustiça e desagregação que ele se recusava a aceitar. Mas algo aconteceu que o fez mudar de idéia. Uma única gota de lágrima caiu sobre a mão fechada de Bella. Ele congelou. Ela enxugou os olhos e fungou.
— Por favor, não! — murmurou ela aborrecida, afastando-se como se Edward tivesse uma doença contagiosa, quando ele tentou reconfortá-la com um abraço.
Edward ficou extremamente frustrado com seu sentimento de impotência. Ela tremia, claramente de sapontada, e ele não podia envolvê-la ou oferecer conforto. Então, deu-lhe um lenço para que ela enxu gasse as lágrimas. Ela assoou o nariz de uma maneira que o teria feito rir se fosse em outra circunstância.
As lágrimas, que Edward sempre havia tratado com indiferença e considerado como mais uma arma feminina, tiveram um impacto perturbador, nos olhos de Bella. Ela o fez se sentir como um idiota. Estava cansada, infeliz e grávida de seus filhos. Não queria desapontá-la ou forçá-la a fazer nada. Pela primeira vez na vida, controlou a personalidade forte e refreou seus argumentos e sua impaciência. Para o bem dela, decidiu que iria com calma e a levaria para um hotel.
No dia seguinte, Bella acordou depois de uma longa noite de sono, sem sobressaltos. Com uma suí te inteira só para ela, tivera uma boa refeição, um ba nho delicioso de banheira e uma cama confortável, que permitiram que ela logo adormecesse. Tinha chorado bastante durante o banho e descarregado as frustrações e os medos. Fora dormir exaurida e ali viada.
De pijama, havia acabado de tomar café-da-manhã quando alguém tocou a campainha. Achava que era a camareira que voltava para tirar a mesa do café e abriu a porta sem verificar pelo olho mágico.
— Pelo visto já sabe quem sou. Posso entrar? — perguntou Tania Denali.
Bella empalideceu e, em seguida, ficou verme lha de vergonha. Foi Tania quem fechou a porta e en trou graciosamente no quarto, sentando-se na cadeira mais próxima, totalmente à vontade. Bella não conseguia tirar os olhos da mulher na sua frente. Os cabelos louros eram exuberantes e macios, exatamente como nas fotos. Os olhos azul-turquesa faziam um contraste belíssimo com a pele morena e sem fa lhas. A perfeição de Tania era de tirar o fôlego. E Bella ficou alguns instantes sem ar.
— Vejo que está constrangida — notou Tania com uma pose de dar inveja. — Mas não precisa. Te nho a solução para os nossos problemas.
— Não sei o que dizer. Você deve me odiar.
— Por quê? Se não fosse você a se meter na cama dele, teria sido outra qualquer. Edward faz o que quer e nem sonharia em mudar sua natureza. Já me sinto privilegiada em fazer parte da vida dele. Ele é um ho mem muito especial — murmurou Tania com um sorriso apático. — Mas essa sua gravidez, sim, repre senta um problema.
— Como sabe que estou grávida?
— Ainda não viu as fotos que saíram nas revistas? Foram tiradas ontem, do lado de fora da clínica. Aliás, não foram nada generosas com você. — Tania deu uma risada sarcástica. — Enfim, tudo que esteja relacionado a Edward Cullen vira notícia.
— Desculpe-me, mas não quero discutir minha vida pessoal com você.
— Se realmente se importa com o futuro dos seus filhos, vai me escutar.
Bella gelou.
— Como sabe que estou esperando gêmeos? Tania a fitou, impávida.
— O que acha? Edward me contou...
Bella ficou bastante abalada com a informação e enojada com a idéia de que ele tivesse discutido a vida particular com aquela mulher. Também estava bastante intimidada com a loura deslumbrante em seu terno azul-claro, com brincos de diamante e corpo de sereia.
— Tenho uma proposta para lhe fazer — conti nuou Tania.
— Não quero ser grosseira... mas o que tudo isso tem a ver com você?
Bella buscava desesperadamente manter a dig nidade.
— Pelo que sei, você e Edward não estão mais noi vos.
— Edward e eu somos muito íntimos. Já termina mos antes, mas sempre reatamos. Essa situação é muito desagradável e fico feliz de poder ajudar Edward a resolvê-la.
Bella fechou os punhos e por pouco não partiu para cima da loura insolente. Sentia-se completa mente humilhada.
— Então vá falar com ele sobre isso.
— Não, isso é entre nós duas. Estou disposta a adotar seus filhos assim que eles nascerem.
— Não pode estar falando sério!
— Seria a melhor solução para todos. Edward e eu vamos nos casar, como sempre planejamos, e cuidar das crianças. É perfeito!
Sentindo aversão por cada uma das sugestões, Bella ficou olhando para a loura sorridente e se perguntando se seria verdade que Edward iria voltar para ela, que parecia muito segura de si. Não havia por que não acreditar que ela tivesse bons moti vos para fazer tal afirmação.
— Edward sabe que está aqui?
Tania ergueu uma das sobrancelhas com arrogân cia.
— O que acha?
O coração de Bella se encolheu e sentiu um ca lafrio. Com certeza, Edward ainda permanecia inti mamente ligado a Tania para que ela soubesse tanto sobre Bella.
— Obviamente, Edward se sente responsável por seus filhos.
— Pois não precisa. Vou me virar sozinha — de clarou Bella belicamente.
— Mas ele não vai aceitar isso — protestou Tania. — Ele é um Cullen e está acostumado a ter o con trole de tudo. Não entende o que isso significa? Se ele achar que você não é a mãe ideal para os filhos dele. vai tirar as crianças de você. — Bella estremeceu.
— Você não faz idéia no que se meteu. — Tania balançou a cabeça impacientemente. — Edward é muito poderoso e impiedoso quando quer conseguir algo. Se eu adotar as suas crianças, ele fi cará muito satisfeito e vai garantir que você nunca mais precise trabalhar ou se preocupe com dinheiro novamente.
— Nunca abriria mão dos meus filhos! — disse Bella com mágoa e raiva. — E nenhum dinheiro no mundo vai me fazer mudar de idéia.
— Eu cuidaria deles como se fossem meus. — Tania continuava falando, com o mesmo tom de voz calmo e indiferente à atitude de repulsa de Bella. — Estou tentando ajudar você... a todos nós. Se não tomar cuidado, vai acabar perdendo seus filhos de qualquer maneira. Não acha que eles estariam melhor se fossem criados por uma família? O que você tem para oferecer a eles? Bella escancarou a porta:
— Por favor, saia daqui. Não estou disposta a dis cutir mais sobre esse assunto.
Tania deixou o cartão de visitas sobre a mesa.
— Esse é o número do meu telefone. Seja sensata e faça a coisa certa. Um dia seus filhos irão lhe agra decer.
Após a saída de Tania, Bella ainda demorou al guns minutos para se acalmar. Sentia-se ameaçada, intimidada.
Teria Edward enviado Tania como mensageira? Estariam conspirando contra ela? A cabeça latejava de tensão. Bella amontoou a roupa que havia guar dado no armário de volta na mala. Estava indo embo ra, sem rumo nem prumo. Porém, precisava se prote ger e proteger seus filhos. Mais do que qualquer outra coisa, os bebês precisavam de amor, e nada compen saria esse sentimento ou a falta da mãe deles.
Só de pensar em Tania tomando seus filhos Bella sentiu-se nauseada. Ela não demonstrou nenhuma emoção durante a conversa com Bella, um assunto que teria deixado a maioria das mulheres totalmente alteradas. Arrepiada com a lembrança do diálogo que teve de travar com Tania, entrou no elevador e saiu para a rua.
Edward estava no meio de uma reunião com os acionistas da empresa quando recebeu uma ligação de Emmet.
— Não a perca de vista... nem por um segundo! — Edward o advertiu em grego, de forma dura. — Não deixe que nada aconteça a ela.
Furioso, Edward se levantou bruscamente, e saiu da sala de conferência sem dizer uma palavra. Bella estava fugindo novamente. Não podia acreditar. Era uma afronta imperdoável e Edward estava bas tante afetado pela notícia.
Qual era o problema dela? O que mais ele poderia fazer? Aprisioná-la? Claramente, ter dado a liberda de de Bella escolher ficar em um hotel havia sido um grave erro. Agira como o sr. Sensível e agora es tava arcando com as consequências. Tinha sido uma tática desastrosa. Agora teria que ser durão e fazer com que Bella entendesse que para tudo havia li mites.
Sentindo uma ira nunca antes experimentada, Edward entrou em sua limusine.
oi flores... mais um capitulo ...a Tania esta uma bruxa nessa fic eu sei...nunca gostei dela...^^*... espero que gostem e não se esqueçam das reviews...bjuxx^^
