(republicação)
Uma história Ezria inspirada no conto de fadas A Bela e o Monstro. (Aria como Bela e Ezra como Monstro) Acho que nunca ninguém fez isto antes… Vai ser uma mistura perfeita da história da Bela e o Monstro com as personagens de Pretty Little Lias. Espero que gostem!
A Aria e o Monstro
"Obrigado pelo livro senhor." O livreiro tinha acabado de me oferecer o meu livro preferido de todos os tempos. Uma história de encantar onde o amor ganha no final. Viver no mundo da imaginação era o meu "passatempo" preferido.
Eu andava muito tempo distraída pela rua e já era a 3ª vezes que lia este livro. "Aria, hoje não está um dia lindo?"
"Sim, claro." Eu nem prestei muita atenção ao que o Liam dizia, ele era convencido e sempre se achava superior.
"Podemos sair esta tarde?"
"Sim, claro." Eu estava muito distraída mais olhei para ele. "Espera, o quê? Não, eu tenho de ajudar o meu pai."
"Aquele velho louco?"
"É o meu pai, Liam! Não fales dele assim…" Eu continuei a andar apressadamente.
"Combinamos para outro dia então!" Diz ela.
Eu nem respondi, continuei o meu caminho para casa. Todos na aldeia diziam que o meu pai não estava lúcido, mas eu sabia que era mentira… também falavam mal de mim por discordar e ter pensamentos diferentes.
"Papá?" Chamo quando entro em casa.
"Aqui, Aria." O meu pai estava no meio das suas invenções. "Terminei, vou à cidade vender esta máquina." Diz ele.
"Isso é fantástico papá! Olha o que o livreiro me deu, o meu livro favorito."
"Não te esqueceste de agradecer, pois não?"
"Claro que não!" Eu sorri para ele.
"Eu estou muito orgulhoso na mulher que te tornaste querida. Eu amo-te."
"Eu também papá!" Ele lutou para me criar depois da minha mãe morrer, ele era a minha única família e infelizmente já tinha os seus problemas de saúde da velhice.
Ele pegou nas suas coisas, beijou a minha cabeça e saiu. Ele trabalhava muito duro para conseguirmos viver. Poucos segundos depois alguém bate na porta. Deve ser ele! "Do que te esqueceste? Liam? O que fazes aqui?" Eu noto que não era o meu pai.
"Não chegamos a combinar o nosso encontro."
"Que encontro?"
"O nosso encontro."
"Esquece Liam, isso não vai acontecer." Eu estava tudo menos interessada nele. Fecho-lhe a porta na cara.
Já tinham passado algumas horas desde que o meu pai saiu. Eu dormir um pouco, mas um grande alvoroço vinha da rua. Cães ladravam e então ouvi um cavalo com certeza nervoso. Saltei da cama, destranquei a porta e espreitei para o exterior para perceber o que se estava a passar. Era o Guardião o cavalo do meu pai. "O que se passa rapaz? Calma." Meu Deus! E se o meu pai foi atacado por lobos?
Fui buscar a minha capa. "O que se passa Aria?" Pergunta Liam que tinha acabado de aparecer novamente.
"O cavalo do meu pai apareceu aqui sem ele, tenho medo que tenha acontecido alguma coisa. Eu vou procurá-lo."
"Não devias ir, muito menos sozinha."
"Fica aqui caso o meu pai apareça." Subi para o cavalo e arranquei a galope.
Estava a ficar escuro e eu estava um pouco perdida na floresta, lobo eram comuns por aqui e atacavam as cabeças de gado da aldeia todas as noites. Então descobri um velho caminho que eu nunca tinha visto antes. A curiosidade matou o gato Aria! Mesmo assim eu segui o caminho na esperança de descobrir se o meu pai tinha tomado aquela direcção. Aquele atalho levava a um castelo enorme que me deixou intrigada. Como nunca tinha ouvido falar disto antes? Parecia abandonado, mas haviam passos frescos na direcção da porta. Papá! Prendi o cavalo perto da grande porta dupla do castelo. Teria sido inteligente do meu pai vir aqui para se abrigar nesta noite gelada.
Entrei já que a porta não esta trancada. Tudo parecia muito antigo e existiam muitas coisas partidas e estragadas por toda a parte. Um grande quadro de um homem ocupava a vista principal, mas o rosto não se via pois parecia que uma grande garra o tinha cortado várias vezes. Existiam outras marcas de garras pelo corrimão. Teria certamente sido um ataque de vandalismo de alguém.
"PAPÁ?" Aquele sítio era enorme… nunca o encontraria encontrar se não o chamasse. Comecei a entrar por todas as portas sentido que me perdia pelo labirinto de corredores. Encontrei a entrada para uma torre, a escada em espiral não parecia ter fim. "PAPÁ?"
"Aria?" Era ele, eu subi rapidamente a escada.
O meu pai estava do outro lado de uma grade. "Meu Deus! Quem te colocou aí?"
"Não é seguro Aria, tens de sair daqui filha! Anda um monstro por aí, salva a tua vida."
"Um monstro? Oh pai, os monstros não existem, só nos livros." Eu tento abrir a grade.
"Quem és tu? O que fazes aqui?" Disse uma figura das sombras, parecia um rugido.
"Eu quero libertar o meu pai. Sai das sombras!"
"Aria, não!" O meu pai disse.
Então da sombra saiu um verdadeiro monstro com garras, dentes grandes e enorme coberto de pêlo. Eu fiquei em choque, mas mesmo assim tentei ter coragem. "Solta o meu pai! Se quiseres, eu fico no seu lugar."
"Só se ficares aqui para sempre. Promete!"
"Eu prometo." Disse com a voz a tremer.
"Não, Aria!" Gritou o meu pai. Eu entrei na cela e o meu pai foi levado pelo monstro.
O pobre senhor correu o mais rápido que conseguir, para tentar encontrar ajuda.
Eu não podia parar de chorar… ira passar o resto da minha vida aqui fechada.
"Uma menina tão bonita aqui fechada."
"Quem falou?" Perguntei.
"Eu!" Era um candelabro falante… mas como? Ele abriu a porta.
"Eu não posso sair, eu prometi."
"Pode morar no castelo agora faz parte da família."
"Família?" Eu segui-o. Outros objectos tinham vida neste castelo.
"O amo vai ficar muito chateado!" Disse um relógio.
"Temos de tratar bem os convidados!" Diz o candelabro. "Vamos dar uma festa!"
Eu só podia estar a sonhar. Eu ri e eles pararam de discutir. "Não pode ser verdade! Vocês não são reais, vou acordar e ver que isto é um sonho."
"O QUE FAZ ELA AQUI?" Ruge o monstro do cimo da escada. Eu tremi.
"Venha menina!" Diz o relógio. Eu sigo-o e ele deixa-me num quarto.
"Uma convidada!" Diz o armário. "Quer alguma coisa para vestir?"
"Eu estou bem." Sentei-me na cama. "Que lugar é este? Porque estou a falar com objectos?"
"Acredite ou não, nós somos pessoas… nós estamos sobre um feitiço."
"Um feitiço?"
"Não posso contar mais."
Eu tinha tantas questões…
"O que pensas que estás a fazer candelabro?" Rugi.
"Amo! Já pensou que esta pode ser a rapariga que pode quebrar o feitiço?"
"Não acredito!" Eu suspirei. "Ninguém pode amar um monstro como eu."
"Tente ser gentil! Prender uma mulher numa cela não é gentil. Tente ser agradável."
"Achas mesmo?"
"Existe uma esperança mestre! A rosa está a começar a murchar tem de se apreçar."
Será que podia existir mesmo uma esperança? "Ela está onde?"
"A dormir num quarto da ala norte, amo."
Na manhã seguinte o candelabro segui-me para me ajudar com o meu comportamento. Bati à porta não com muita força. "Sim?"
"Aria… podes descer para tomarmos o pequeno almoço?"
"Não quero!"
"Sai imediatamente!" Eu gritei.
"Não!"
"Então não comes!" Eu estava furioso… isto era uma ilusão.
"Mestre… tem de ser gentil." Eu rugi alto e voltei para a ala oeste.
"Menina Aria! O amo é muito… irritável, tem de lhe dar o desconto. Ele não convive com pessoas há muito tempo." Diz-me o armário.
"Ele que fique com o seu mau feitio."
"Tente falar com ele."
Talvez devesse tentar ser amigável… ele deixou-me ficar no quarto apesar de não puder comer.
"Está frio aqui." Digo.
"Tenho aqui muitos vestidos quentinhos para si."
Sai do quarto e andei pelo castelo sozinha. De certeza que nos tempos de riqueza este lugar foi incrível.
"Aria." Era o monstro.
"Qual o teu nome?" Eu pergunto-lhe sem saber como o tratar.
"Monstro."
"A sério?"
"Não te interessa…" Ele parecia mais irritado.
"Certo, monstro, qual é o plano agora que vou ficar aqui para sempre?"
Consegui convence-la a comer na mesa comigo. Os pratos foram servidos e eu comi avidamente. Os olhos dela estavam em mim chocada. Tentar impressiona-la! Peguei na colher e tentei comer, era inútil. Atirei a colher para o outro lado da sala frustrado. Quem eu queria enganar? Então ela pegou na taça com as duas mãos e bebeu um pouco, eu fiz o mesmo e resultou. Ela sorriu para mim e eu fiz o mesmo, apesar de mostrar os meus dentes grandes e assustadores.
Eu podia escapar, eu podia montar o meu cavalo e sair… Ele não ira perceber. Eu estava cansada de estar aqui fechada. Eu era um espírito livre e queria a minha liberdade.
Eu fiz isso, peguei no cavalo e fugi quando ninguém estava a ver.
"ELA FUGIU!" Estava fora de mim. "ELA MENTIU! EU VOU ENCONTRÁ-LA E FAZÊ-LA PAGAR!"
Então quando a encontrei no meio do bosque, estava rodeada por lobos… Ela estava em perigo. Eu saltei ao mesmo tempo que um lobo salto para a atacar. Não tardou para os outros animais me atacarem também. Começou uma luta, mas eu ganhei apesar de estar ferido.
"Monstro!" Aria estava ao meu lado.
"Não querias ir embora?"
Ela parecia em conflito consigo mesma. "Eu não posso." Ela ajudou-me a levantar e a subir o cavalo enquanto ela continuou a pé.
Eu rugi em agonia quando ela cuidou das minhas feridas no braço e perna esquerda. "Calma! Está quase." Eu rugi mesmo na cara dela.
"Podias controlar esse mau feitio, não achas?" Tinha sido a primeira fez que ela falou comigo sem ter aquele medo substancial, ela foi verdadeira. Esta era a atitude desafiadora que ela tinha quando a conheci no início.
"Muito bem mestre, salvar a menina Aria foi uma boa ideia para conquistar o seu coração."
"E agora?"
"Faça alguma coisa que ela goste. Ela gosta de ler e fica muito tempo a divagar nos romances. Ela parece ser sensível por isso deve gostar de um passeio pelo jardim."
"É inverno, a neve está por toda a parte e não existe grande coisa para ver."
"Mostre-lhe o castelo."
Eu corri para o quarto dela, um pouco nervoso na verdade. "Aria?" Ela abriu a porta. "Pensei que irias querer uma visitar guiada ao castelo."
"Sim." Ela seguiu-me.
"Tenho um sítio que vais gostar, tens de tapar os olhos."
Ela faz isso. "Não me deixes cair."
"Nunca!" Encaminhei-a. "Podes abrir."
Ela olhou à volta maravilhada. "Tantos livros!" Ela parecia muito feliz. "Já os lestes todos?" Ela perguntou.
"Não." Era impossível, eram milhares de livros. "Podes ver todos os que quiseres."
"Vais ler comigo?"
Assim podia aproximar-me dela. "Eu posso ficar."
A voz dela era melodiosa enquanto lia em voz alta para eu ouvir. "A princesa e o príncipe casaram e viveram felizes para sempre. O Fim!" Ela fechou o livro e olhou para mim. "O que achaste?"
"Acho que os finais felizes não existem."
"Porque não?"
"Olha para mim! Eu vou ter tudo menos um final feliz." Ela olhou para baixo desmotivada e eu sai da biblioteca.
Passaram semanas desde o dia em que a rapariga entro naquele castelo, era início da primavera e tudo no castelo parecia uma pouco mais alegre. O Monstro tinha ganho a confiança da rapariga e tudo tinha tomado um rumo mais favorável. Eles pareciam ter uma ligação, mas sem saber… os dois estavam inevitavelmente apaixonados um pelo outro.
"Onde está o monstro?"
"Na ala oeste eu posso ir chamá-lo."
"Não, eu vou."
"O mestre disse que não queria que entrasse lá." Disse o relógio, mas mesmo assim ela subiu sem lhe dar ouvidos.
Esta parte do castelo estava muito degradada, tudo rasgado… então em cima de uma mesa existia uma cúpula que protegia uma rosa brilhante muito bonita. Eu queria tocar-lhe!
"O QUE FAZERES AQUI?" Ele saltou e protegeu a flor. "NÃO SABES O QUE PODIAS TER FEITO!"
"Monstro." Eu assustei-me.
"EU DISSE-TE PARA NÃO VIRES AQUI. SAI!"
Eu corri dali para fora. "O que é que eu fiz?" Eu chorei. "Eu nunca devia ter ido lá." De certeza que aquela rosa tinha algo a ver com o tal feitiço. Ele ficou tão chateado. Eu nunca fazia nada bem… primeiro fugi e ele ficou ferido, agora entrei sem permissão e ele ficou muito chateado.
Eu saí para o jardim, algumas pombas vieram para comer alguns cereais que eu lhes dei. Eu não me sentia tão sozinha quando ele estava por perto. Eu li para ele, nós brincamos com bolas de neve no jardim e partilhamos alguns serões juntos. Foi agradável, ele era simpático por baixo daquele escudo protector que ele usava grande parte do tempo.
"Amo… tem de fazer alguma coisa, a rosa está a murchar cada vez mais rápido. Não teremos mais do que 3 dias. Nunca mais seremos humanos se não fizer algo."
"O que queres que faça? Ela é tão casmurra." Eu ainda estava chateado.
"Vá até ela, beije a sua mão e peça desculpa."
"Eu não lhe vou pedir desculpa! Ela entrou aqui… quando eu proibi."
Mais uma pétala caiu. "Não temos muitas alternativas amo." Diz o candelabro. "Podemos limpar todo o castelo para uma noite romântica, mas esta será a sua última chance."
"O que tenho de fazer? Eu não sei o que fazer…" Eu nunca fiz isto antes.
"Ela foi para o jardim, fale com ela e fique com ela durante a tarde enquanto tratamos de tudo. Tente fazer as pazes e ser amável." Diz o relógio.
Desci as escadas, vi-a pela janela e sai.
"Aria?" As pombas voaram e eu olhei para trás onde ele estava. "Desculpa, agi mal." Diz ele.
"Eu quebrei a regra… Eu devia pedir desculpa também. Aliás… eu já fiz muitas coisas que levaram a consequências terríveis, como quando tentei fugir. Eu nunca te agradeci formalmente por salvares a vida."
"Aria!" Como posso eludir-me e pensar que ela pode gostar de mim? Ela era linda e eu num monstro… mesmo assim eu tinha de tentar. "Esta noite eu pedi um jantar especial para nós."
Ela sorri tímida. "Parece maravilhoso, obrigado."
Eu atrevi-me a ficar mais alguns minutos a olhar nos olhos dele, era um azul tão intenso e brilhante. "Algum dia me vais dizer o teu nome?"
Ele ficou surpreso com o meu pedido. "Eu vou dizer-te esta noite."
"Um encontro… Que romântico!" Diz o armário. "O vestido ficou fantástico."
"Obrigada." Eu fiz uma vénia.
Sentei-me na mesa de vaidade. O meu cabelo foi escovado e os pincéis andavam pela minha cara. O resultado final foi incrível.
"Está na hora, mestre." Diz o candelabro.
"Não pareço ridículo?"
"Está esplêndido. Vá conquistar a rapariga."
Desci as escadas até me encontrar com ela. "Estás… muito bonita." Ela parecia uma princesa… linda demais para gostar de um monstro.
"Obrigado." Ela passou um cabelo atrás da orelha. "Também não estás mal."
Eu estava nervoso, mas guiei-a até à sala de jantar. Fomos servidos e tudo estava perfeito.
Uma música suave começou a tocar. O candelabro começou a fazer gestos para eu avançar. Levantei-me e fui até ela. "Dás-me a honra desta dança." Ela tomou a minha mão com um sorriso. "Claro."
Nós deslizamos graciosamente pelo salão de baile. Os gestos foram precisos e ela parecia ainda mais perfeita a cada segundo… eu queria mesmo passar o resto da minha vida com esta rapariga. O corpo dela perto do meu parecia tão certo, eu queria tanto ser humano e perfeito para ela também.
A música terminou e esta seria a minha chance para revelar que a amava… mas não a queria assustar.
"Aria, eu prometi dizer-te o meu nome esta noite. Ainda queres saber?"
"Quero." Diz ela.
"O meu nome é Ezra."
"Ezra!" Ela diz com um sorriso lindo e encosta a cabeça no meu peito. Isto era um bom sinal, certo? O candelabro acena positivo e isso deu-me mais segurança.
Aria? Eu amo-te! "Aria, és feliz?"
Ela volta a olhar para mim. "Sim, eu sou feliz. Só gostava de ver o meu pai uma última vez." Ela parecia tão triste… eu fui o responsável, nem deixei que se despedissem.
"Podes ver o teu pai." Tiro o espelho mágico do meu bolso. "Espelho mágico, mostra-me o pai da Aria." Então a imagem apareceu.
"Oh Meu Deus! Ele está tão doente…" Ela olhava abatida para o espelho, eu podia sentir a dor dela.
"Podes ir… és livre! Volta para o teu pai." Ela olhou incrédula para mim. "Leva o espelho para te lembrares de mim." Eu não podia ser egoísta… o pai dela precisa de ajuda mais do que eu.
"Estás a deixar-me ir?"
"Sim, és livre."
"Obrigado! Meus Deus, muito obrigado!" Ela estava a chorar. Só não percebi se era felicidade ou tristeza. "Eu vou voltar Ezra, prometo."
Eu não sabia se esta era uma promessa verdadeira, mas mesmo que fosse quando chegasse eu seria um monstro para sempre. "Não te incomodes, apenas vai."
"Papá!"
"Aria? Como escapaste?"
"Ele deixou-me ir, ele não é assim tão mau."
"Aria, todos pensam que estou louco."
"Claro que não estás."
Alguém bateu à porta e eu fui abrir. "Temos de levar o seu pai."
"Para onde?"
"Para o manicómio."
"Não, o meu pai não é louco." Eles passaram mesmo assim e levaram-no.
Ele só esperneava e falava do monstro.
"Existe uma forma de resolver a situação… Casas comigo Aria?" Pergunta Liam.
"Não, o que o meu pai diz é verdade. Espelho mostra-me o monstro." E eu deixo praticamente metade da aldeia ver a imagem.
"UM MONSTRO VAI COMER AS NOSSAS CRIANÇAS! VAI MATAR-NOS A TODOS."
"Não! Ele é gentil, ele não vai fazer-nos mal." Mas ninguém me ouviu todos correram. "O que vão fazer?"
"Caçar esse monstro."
Não… Peguei o meu pai e voltamos para dentro de casa. "Eu tenho de voltar pai, eles vão matá-lo. Espero chegar a tempo… o senhor vai ficar bem?"
"Sim, vai filha."
Eu voei no meu cavalo como uma flecha para o castelo, mas era tarde demais. Eles já estavam lá dentro e eu podia ver algumas figuras no telhado. Não!
Subi o mais rápido que pude pelo meio da confusão, consegui chegar à varanda mais alta.
Eu já não tinha mais nenhum propósito para viver. A minha vida vai ser para sempre como um monstro… nem valia a pena tentar resistir.
"EZRA!" Era a voz dela.
"Aria!" Eu olhei para ela.
"NÃO!" Então senti uma dor aguda nas minhas costas, eu virei-me para enfrentar o meu atacante e ele atacou-me novamente no abdómen. Eu dei-lhe uma sapatada e ele caiu do telhado. Já não havia esperança para mim de qualquer maneira. Os meus ferimentos eram sem dúvida mortais.
"Não… Ezra!" Eu corri para ele. "A culpa é minha… toda minha."
"Não chores." Ele disse com dificuldade. "Pelo menos consegui ver-te uma última vez." Ele lutou para ter os olhos aberto.
"Não, por favor." Ele fechou os olhos e eu só consegui sentir a dor da perda. "Ezra… eu amo-te! Não morras." Eu chorei tanto. Eu chorei no peito dele enquanto o abraçava. Eu não o podia deixar ir. "Por favor." Depois de tudo o que passamos juntos este não podia ser o fim…
Então surge um grande clarão! O corpo dele ergue-se no ar e eu só tive tempo de me afastar. Eu não compreendo o que está a acontecer, mas estou chocada e confusa. Ouve um brilho mais forte e ele estava novamente no chão e estava a levantar-se, mas algo estava diferente.
Era um homem e não um monstro. "Aria!" A voz parecia semelhante, mas menos pesada. "Sou eu."
Eu aproximei-me e olhei-o nos olhos, os mesmos olhos que olhei nos últimos meses. "És tu, és realmente tu!" Eu abracei-o.
"Sim, sou eu novamente." Ele diz com o sorriso mais lindo que já vi. "E eu também te amo." Ele ouviu. Ele inclinou-se e beijou-me, parecia que tínhamos sido feitos um para o outro.
Escusado seria dizer que o feitiço foi quebrado, todos os objectos voltaram a ser pessoas e o castelo voltou ao normal.
O príncipe casou com a Aria, agora o reino tinha um rei sábio e bondoso sempre acompanhado pelo amor da sua vida, a princesa Aria.
