CAPITULO NOVE – DE VOLTA AOS DURSLEY

- Eu tenho que enviá-lo de volta aos seus parentes trouxas para assegurar sua paz, do que na escola. – Dumbledore informou a Ginny, Ron e Hermione no seu escritório. – Eu espero que entendam.

- É claro, Professor. – Hermione assentiu. – Aquela ralé não o deixaria em paz, enquanto ficasse aqui.

- E? Quando ele volta? – Ginny perguntou timidamente.

- Logo, minha pequena, logo. – Alvo deu a ela um sorriso encorajador. – Eu sei como você está se sentindo agora. Você está confusa, amedrontada, e já sente falta dele, não é?

A jovem Weasley corou.

- Não posso negar.

- Eu o trarei de volta tão logo que essa escória saia daqui e a vida em Hogwarts volte ao normal.

- E quando será isso, Professor? – Ron perguntou. De alguma maneira ele não estava otimista sobre os jornalistas sairem de Hogwarts por sua livre vontade.

- Oh, não se preocupe, Sr. Weasley. – Dumbledore riu. – Eu tenho certeza de que eles não irão gostar da nossa hospitalidade por muito tempo. Hagrid está me ajudando nisso.

- Se Hagrid está no meio disso, então não me preocupo mais. – Ron suspirou. – Mas o que o senhor está planejando?

- Não me deixe revelar tudo ainda. – o Diretor sorriu, seus olhos azuis cintilando com uma eterna juventude. Ron, Hermione e Ginny sabiam que aquele olhar tinha uma certeza: Dumbledore estava planejando algo bem misterioso.

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Harry saiu da lareira, seus óculos escorregando do seu nariz, mas felizmente sem quebrar.

- Que bom que você veio, garoto, por favor pode dar a Betty e Vilma aquelas latinhas de Whiskas ali, na mesa da cozinha? – Sra. Figg o cumprimentou, se sentando numa poltrona, acariciando dois gatos que usavam fitas rosas nos pescoços. – Sabe, minhas pernas não são mais as mesmas que eram vinte anos atrás. – ela sorriu.

- Oh, é claro, senhora. – Harry se levantou, arrumando as vestes. – Além disso, a senhora não parece surpresa que estou aqui.

- Oh, é claro que não. – a mulher riu. – Eu também leio os jornais, Harry. Eu estava esperando algo como você deixar a escola, e conhecendo Dumbledore, eu esperava que ele enviasse você de volta a casa dos seus tios. E é claro que eu sei que Valter Dursley tem uma lareira bloqueada, então cheguei a conclusão que eu era a única de onde você pudesse chegar atráves da Rede de Flú. – Harry olhou aquela bruxa bem velha boquiaberto. A boa e velha doida Sra. Figg era mais esperta que ele pensava. – E por favor, coloque um pouco de leite nos pratos dos filhotes, poderia?

- Oh, claro. – Harry entrou na cozinha, pegou duas latas de whiskas e uma garrafa de leite e voltou a sala de estar.

Ele estava colocando leite em dois pratos rosas no chão, quando dois outros gatos apareceram na sala de estar.

- Fiquem longem, garotos! – a velha bruxa gritou com eles. – Vocês já ganharam seu jantar, seus bichos insaciáveis! – ela se virou para Harry. – Por favor, filho, pegue-os e os coloque para fora. Fred e Barney já jantaram. Agora é a vez de Vilma e Betty.

Harry assentiu, levando os dois filhotes machos porta a fora.

- Como estão seus outros gatos, Sra. Figg? – ele perguntou educadamente. Ele não se lembrava que ela tinha gatos com nomes dos Flinstones. Deviam ser novos, ele pensou.

- Meu... meus outros gatinhos? – os olhos da Sra. Figg encheram de lágrimas. – Eles... oh... foi tão terrível, filho! Um rolo-compressor veio, e... – ela enterrou o rosto entre as mãos.

Harry foi até ela, e se ajoelhou ao seu lado na poltrona, colocando uma mão no braço da velha bruxa.

- Eu não queria lhe lembrar nada ruim, desculpe.

Sra. Figg o olhou, com um pequeno asorriso no seu rosto molhado.

- Você é um bom garoto, Harry Potter. Um bom garoto mesmo.

- Eu acho que não. – ele suspirou, desviando os olhos da velha senhora. Ele se sentiu culpado de novo. Ele se sentiu envergonhado de ter deixado Hogwarts, deixando Ginny pra trás, a expondo aos prazeres dos jornalistas.

- Ela vai ficar bem. Alvo vai ficar de olho nela. – Arabella Figg disse.

Harry a olhou novamente.

- Como sabe?

- Não se preocupe, não sei ler mentes. – ela riu. – Eu adivinhei o que estava pensando, meu jovem. E eu repito: Dumbledore não vai deixa-la sair prejudicada. Os jornalistas não estão atrás dela, é você que eles querem. Ginny vai ficar segura, e vocês estarão juntos logo.

Um grande sorriso apareceu no rosto de Harry.

- Eu a amo muito, Sra. Figg. Eu quero voltar pra lá, nunca deixá-la...

- Eu entendo isso, filho. Mas primeiro temos que esperar até o escândalo passar. E então poderá voltar pra ela.

Harry assentiu, e colocou leite nos dois pratinhos. Wilma e Betty pularam do colo da velha e correu até seus pratos.

- Um, posso perguntar uma coisa? – o garoto se virou para Arabella.

- Obviamente, você já a fez? – ela riu.

"Wow, ela respondeu do mesmo jeito que Dumbledore seis anos atrás." Harry pensou. Ele estava surpreso que ainda lembrava das palavras do Diretor mesmo depois de tanto tempo, e estava surpreso que a velha Sra. Figg pensava da mesma maneira que Dumbledore.

- Bem, eu estava pensando porque a senhora colocou o nome dos gatos como os dos Flinstones.

- Oh, isso? – Arabella riu. – Eu estava querendo colocar como os dos Simpsons, mas nenhum dos meus gatinhos pareciam com Homer. É a historia.

- Entendi. – Harry riu e entendeu. – Acho que é melhor para a casa do meu tio. Tão logo eu acabe com isso, melhor.

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A campainha da Rua dos Alfeneiros número quatro zuniu.

- Duda, abre a porta! – Petúnia gritou das escadas.

- Eu estou vendo "A Vaca e o Frango", mãe! – o garoto gritou de volta. – Vai você!

A Sra. Dursley desceu as escadas. Ela não queria perturbar a "diversão"seu querido filhinho, agora que ele tinha voltado das férias de outono.

Ela andou até a porta, ouvindo um estrondoso arroto da frente da TV, seguindo de outro. A Vaca devia ter engasgado, e Duda tentou imitar. De acordo com Duda, ninguém podia arrotar tão bem quanto seu personagem de desenho favorito.

Então, Petúnia, andou até a porta, esperando ver o carteiro com algumas contas, ou o entregador de pizza com uma enorme pizza de pepperoni com curry.

Ela abriu a porta, deixou sair um pequeno gritou e bateu a porta na cara do visitante intruso.

- O que... aconteceu, mãe? – Duda gritou da sala de estar. "A Vaca e o Frango" tinha terminado, mas ele ainda não queria sair de frente da TV, porque Pokemon ia começar, e antes teria outro episódio com dois cachorros estúpidos.

- Não... não é ninguém, querido. – Petúnia murmurou. – Somente um pedinte, querido, não se preocupe.

- Por que eu me preocuparia? – Duda riu, abrindo um pacote de batatas-fritas.

Petúnia ficou parada na sala de estar, perto do filho. Ela tremia.

- Pare com isso, mãe! – Duda gritou cojm ela. – Sai daqui e vai ficar com medo em outro lugar, eu quero ver Pokemon!

- Oh, é claro, docinho. – Petúnia tentou sorrir, se levantou e foi até a cozinha, mas parou no caminho.

"Era Harry... Harry! Que porcaria ele fazendo ali agora?" – sua mente gritava com terror. Eles não tinham visto seu sobrinho por mais de um ano, desde que ele tinha se mudado com seu padrinho, depois que Sirius White ou O-que-seja tinha sido declarado inocente. Aquele padrinho pobre coitado assassino em massa! Quando viram Harry pela última vez, ele disse que nunca voltaria, a menos que fosse para transformá-los em lesmas.

Petúnia tremeu de novo. Harry estava ali! Ele voltou para se vingar deles por ter sido tratado tão mal por quinze anos!

O dia do julgamente tinha finalmente chegado!

Petúnia estava quase a ponto de perder a conciência.

Ela foi até a porta da cozinha, mas não entrou. "E se ele explodisse a casa, se eu não abrisse a porta? Ele não é menor de idade mais, então usar magia não é mais proibido pelas leis mágicas! Oh meu Deus, ele poderia?"

- Duda! – ela gritou, correndo até a sala de estar, checando se seu querido filhinho não tinha sido transformado num porco de peruca.

Não. Duda ainda estava ali, assistindo Pokemon.

- Vai, Pikachu, esmaga ele! Apaga ele, todos eles! – ele gritava.

Sra. Dursley colocou suas mãos sobre o peito, dando um suspiro de alivio. Seu amado Dudiquinha estava ileso.

Mas e se... e se Harry Potter ainda estava parado na porta, pensando em que maldição usar neles?

- Não! – ela berrou, fazendo Duda pular, e correr até a entrada.

- Okay, o que você quer? – ela soltou abrindo a porta. – Quer nos transformar em morcegos? Ok, vá em frente, se divirta, mas não esqueça que sem nós você não estaria vivo! – seus olhos enviava bolas de fogo para o sobrinho.

Harry levantou as sobrancelhas.

- Do que a senhora está falando, Tia Petúnia?

- Você veio se vingar, não veio? – ela gritou tão alto, que até seus vizinhos começaram a se interessar pelos eventos que acontecia nos Dursley.

- O que? Oh... não! – o garoto chacoalhou a cabeça. – Na verdade estou procurando refugio aqui.

- Ref... refugio? – Petúnia se chocou. – Você está fugindo?

- Bem, mais ou menos. – ele corou. – Mas não vai ser por muito tempo, eu prometo. Apenas umas duas semanas, e eu voltarei. Vão me deixar entrar?

O garoto pode estar mentindo, Petúnia pensou. Ele estava planejando se vingar deles, não é? Mas... e se ele decidisse dar a eles uma última chance para dar-lhe a oportunidade de fazer tudo muito bom agora? E se ele se decidisse em tranformá-los em baratas, ou não, depois de experimentar a hospitalidades deles mais uma vez? E se...?

- Oh... claro! – ela se forçou a sorrir. – Se faça em casa, meu sobrinho. – ela o empurrou, o guiando até a entrada. – Duda, venha e cumprimente nosso hóspede! – ela gritou.

- Me deixem em paz. Pikachu está achatando alguém e outros pokemons estão rasgando outros em pedacinhos!

- Eu disse pra vir AGORA! – Petúnia berrou, numa voz com ordem.

- Okaaaaaaaay, 'tô indo. – o garoto gordo levantou com um olhar furioso no rosto. Ele estava para perder o grande massacre final. Ele andou até a entrada, e gelou.

- M... mãe... este.. este é o Harry? – ele murmurou, percebendo que não conseguia mover nenhuma parte do corpo, só a boca.

- Sim, querido, seu primo decidiu nos visitar. Não é maravilhoso? – Petúnia deu ao filho um sorriso enorme. – Duda, vá lá fora e traga as bagagens de Harry.

- O quêeeeeeeeeeee? – o garoto perguntou, com seus olhos arregalados.

- Oh, não precisa disso, tia, não tenho bagagens. – Harry disse modestamente. – Mas obrigado, de qualquer maneira. Podia comer alguma coisa... como pão velho?

- Pão velho? Mas Harry? – sua tia bateu as mãos, chacoalhando a cabeça em descrença. – Você é nosso hóspede, querido. Você merece um... – naquele momento a campainha tocou. Ela abriu a porta, e viu o entregador de pizza parado ali. -... uma enorme pizza de pepperoni e curry que viu na vida, Harry, querido.

- Huh? – Duda olhou para sua mãe. Ela deve ter ficado louca. Dando a pizza DELE para Harry? Ele balançou a cabeça. Iston não podia estar acontecendo com ele, podia?

Uma hora mais tarde Harry já estava no seu minúsculo quarto sonhando com sua Ginny: ela estava vestindo um lindo vestido branco, que de alguma maneira brilhava com os candelabros do Salão Principal de Hogwarts. Música vinha de algum lugar... era puro encantamento, assim como Ginny.

Harry sorriu no seu travesseiro. Ele se sentia feliz. Verdadeiramente feliz.

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Ele não acordou quando a porta da frente abriu e um exausto Valter Dursley entrou.

Duda correu até seu pai, com a intenção de reclamar a ele, da sua mãe má que ousava dar sua pizza a Harry. Quando ele abriu sua boca para começar a reclamar, Petúnia entrou na sala, dando a ele um olhar de "cale-a-boca-e-volte-a-assistir-Mr.-Bean". Duda decidiu que não teria como enfrentar a mãe, então saiu. Estranhamente ele não prestou muita atenção no seu programa favorito naquela noite.

- O que aconteceu, Petúnia? - Valter perguntou com uma expressão confusa no seu rosto gordo. Ele não estava acostumado a ver sua esposa negar nada a seu amado Duda.

- Venha, vamos lá fora. – ela o pegou pelo braço, e o guiou até o jardim. – É melhor você sentar.

Valter levantou as sobrancelhas. Não era estilo da Petúnia conversar com ele daquele jeito. Mas ele compreendeu, contudo.

Sua esposa também se sentou no banco do jardim.

- Vá logo, Petunia!

Ela suspirou.

- Harry voltou, Valter.

- O que? – Sr. Dursley fez uma expressão como se alguem tivesse engolido uma lagartixa.

- Ele voltou... mas por apenas umas duas semanas, ele disse. – Petunia devolveu. – Ele tinha que deixar aquela... aquela escola... por um tempo.

- Deixar? – Valter ainda a olhava como se houvesse quatro lagartixas dentro do seu estomago. – Por que?

- Ele está... ele está fugindo.

- Fugindo? – Sr. Dursley engasgou. – Era só o que faltava: o filho maniaco e maldito da sua maldita irmã, está fugindo de alguém! Ele cometeu algum crime naquela "escola"?

- Eu não sei. – Petúnia tremeu. – Não ousei perguntar. Você se lembra do que ele disse a um ano e meio atrás antes de ir viver com o padrinho dele?

O rosto de Valter escureceu.

- Ele nos ameaçou. Ele disse que poderia nos transformar em... lagartixas?

- Não, lesmas cabeludas, Valter, mas não importa. Poderia até ser esterco de besouro... e é por isso que eu decidi ser extremamente gentil com ele.

- Extremamente gentil??

- É. – ela suspirou. – Ele poderia mudar de ideia sobre a coisa de "olho por olho", se pudesse nos perdoar, Valter.

- Eu não preciso que ele nos perdoe, Petunia! – ele levantou a voz. – Aquele garoto é um... – Petúnia levantou a mão e tampou a boca do marido.

- Sim, ele é, mas não podemos esquecer do que ele é capaz. Então nós TEMOS que ser agradaveis com ele. Não importa como isso vai ser difícil, não importa o que teremos que negar ao Dudinha, esta é a ÚNICA maneira de persuadir Harry com nossas boas intenções. Você entende, Valter?

Sr. Dursley assentiu. Sua esposa estava certa. Se eles não quisessem acordar como minhocas, eles tinham que agradar o sobrinho.

- Teremos que colocá-lo no quarto de Dudinha, e ele irá para o quarto menor. O que acha? – ele perguntou a mulher.

Petunia consentiu.

- É um bom começo, Valter. E lembre-se: sempre sorria!

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Na manhã seguinte, Harry acordou com alguém batendo na sua janela. Era Edwiges, com uma carta.

Ele a deixou entrar e pegou o correio.

"Querido Harry,

Dumbledore nos disse que teve que ir. Fiquei triste, mas entendi que era a única maneira de lhe salvar dos jornalistas. Imagine, que eles ainda estão aqui! Eles trouxeram tendas, fizeram um acampamento e estão fazendo entrevistas com quem puder. Draco Malfoy se mostrou como um grande voluntário para denegrir sua imagem sempre que pode. E Snape também, é claro. Eu não sei se você tem lido esses artigos ou não, mas acho que não. Seus parentes trouxas não compram a "Bruxa Semanal", o "Jornal do Beco Diagonal" ou o "Times de Hogsmeade", certo?

Dumbledore nos disse que já encontrou uma maneira de se livrar desses jornalistas. Hagrid está tomando parte nisso, mas não acho que dará certo.

Imagine, Rita Skeeter tambem está aqui. Ela... e todos os jornalistas... estão desapontados quando souberam que você deixou Hogwarts. Dumbledore não contou onde você estava, então não se preocupe, você está seguro.

Ontem recebi uma carta de Sirius. Ele me parabenizou por me tornar parte da sua familia. Ele é um homem muito gentil!

Por favor, me responda logo, quero saber como você está indo.

Não se preocupe, eu e o bebê estamos bem.

Com amor, Sua Ginny.

PS: Oh, eu quase esqueci: Ron e Hermione estão namorando! Bem, o que você acha? Estou felicíssima! Nós poderemos criar uma enorme familia juntos: Potters, Weasleys e Grangers! Legal, não é?"

Harry sorriu. Ele pegou uma caneta (ele deixou todas suas penas em Hogwarts) e escreveu uma resposta para Ginny, e outras duas: uma para Ron e outra para Hermione.

Ele estava feliz que seus dois melhores amigos tinham finalmente se acertado. Havia algo ali enrolado a muito, muito tempo.

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Harry vestiu suas vestes e desceu as escadas. Ele estava preparado para o ataque do Tio Valter.

Mas, ele pensou, se o tio quisesse enxota-lo, ele já teria feito, certo?

Bem, nunca pode conhecer Valter Dursley o suficiente.

Quando ele entrou na cozinha, três pessoas pularam dos seus assentos.

Duda e Tia Petúnia sorriram de forma forçada. Como era estranho.

Harry se virou para o tio, esperando o riso malicioso e algumas palavras como: "Bom te encontrar, Harry, a porta é daquele lado!"

Mas nada disso aconteceu.

Tio Valter estava com um sorriso estupido também.

- Venha, meu garoto, sente-se. – ele disse com uma voz suntuosa.

Harry pensou que não tinha ouvido direito. Tio Valter sendo legal com ele? Isto era pra ser o fim do mundo?

- Uh, bom dia pra todos. – Harry murmurou e se sentou no fim da mesa.

- O que está fazendo tão longe da gente, garoto? – Valter perguntou. – Venha, sente aqui. – ele apontou seu dedo para a ponta da mesa.

- Perdão? – Harry piscou. Ele deve estar sonolento, e isto é só um sonho, ele disse a si mesmo.

- De agora em diante, este será seu lugar na mesa, filho. – o tio deu a ele um sorriso enorme.

- Está se sentindo bem, Tio Valter? – Harry perguntou. – Duda, não vai me bater?

- Oh, não ousaria fazer isto! – o garoto protestou.

- Os ovos mexidos vão esfriar se você não comer logo. – Tia Petúnia disse. – Quantos ovos vai querer, Harry, querido? Três, quatro?

Harry fechou os olhos. Isto deve ser um sonho, com certeza. Tia Petúnia perguntando se ele quer comer? Isso não fazia sentido. Sua tia sempre adorou deixá-lo faminto! O que era essa conversa de repente?

- Uh... só um, por favor. – ele respondeu. – Eu não quero que Duda fique com fome por minha causa!

- Que coração nobre ele tem, Valter! – Petunia começou a sorrir.

- Uh.. me desculpem, mas poderia fazer uma pergunta? – Harry começou.

- É claro, meu garoto, vá em frente! – Tio Valter assentiu.

- Essa é... essa é Rua dos Alfeneiros número quatro? A verdadeira Rua dos Alfeneiros numero quatro? Vocês são realmente meu tio, tia e primo? Ou é um truque de Voldemort?

Valter e Petunia trocaram olhares confusos.

- Mas é claro que nós somos reais, filho! – Sr. Dursley disse. – Por que está tendo dúvidas?

- Quem é Voldemort? – Duda o cortou.

- Cale a boca, Duda. – Valter e Petunia gritaram com o filho, que chorou. Nunca, nunca em dezessete anos de vida, eles o tinham tratado deste jeito! Isto pedia uma vingança!

- Bem, Voldemort, também chamado de "Você-sabe-quem", ou "Aquele-que-não-se-deve-nomear", é o lorde das trevas maligno que matou meus pais. – Harry explicou. – Ele ressussitou três anos atrás, dos ossos do seu pai, da carne do seu servo e do meu sangue.

- Seu... seu sangue? – Duda estava branco como uma ovelha.

Harry balançou a cabeça: sim.

- Foi terrivel. Eu tive que... mas por que estão tão interessados nisso? Nunca se interessaram pelos meus problemas.

- Mas nós estamos, filho, nós estamos. – tio Valter falou.

- É, enquanto você não nos transformar em lesmas. – Duda murmurou.

- Cale a boca, Duda! – seus pais gritaram.

"Oh, então é por isso que estão tão legais comigo!" – Harry pensou. – "Eles estão com medo. Medo de morrer..." – ele sorriu levemente. Talvez essas pequenas férias forçadas com os Dursley não serão tão terríveis assim.

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