Capítulo extra
Sakura'sPOV
Estava sentada diante da mesa da sala, tamborilando os dedos na mesma, enquanto esperava Sasuke chegar.
Para um garoto de dezessete anos, ele era até bem quieto. A briga que tivera mais cedo com Sasori era ridícula, mas eu até entendia. Os Uchihas são absurdamente unidos e fieis uns aos outros e, para Sasuke, ouvir que seu tio Madara era "uma cobra peçonhenta, manipuladora e corrupta que não merecia um cargo de gari, quanto mais na política" fizera-o perder todo o seu excesso de controle. Sai o provocara e, se não tivesse recebido um soco tão forte que quebrara-lhe o nariz, seria bem sucedido.
Agora, eu o aguardava para uma longa tarde de estudos – castigo dado pela senhora Uchiha, achando que nós realmente éramos apenas colegas de classe. O que ela não sabia, é que já há algum tempo, Sasuke e eu éramos algo mais que amigos, mas não chegando ainda ao namorados propriamente dito. Na verdade, ninguém sabia sobre nós. Mamãe provavelmente me mataria por estar beijando um homem que não fosse meu marido ou namorado. "Moças de família não faz esse tipo de coisa", ela diz.
Sasuke chegou poucos segundos após o grande e assustador relógio que meu pai colocara na sala bater, indicando o horário de três horas da tarde. Chegou na sala ofegante, deixando claro que correta todo ou boa parte do percurso.
- Há uma hora eu te espero, Uchiha Sasuke. – disse-lhe séria.
- Eu sei. – pausou para respirar – E desculpe-me por isso. – outra parada – Meu pai chamou-me quando estava prestes a sair. Tive que ouvi-lo falar que não devo perder a razão por alguém tão insignificante. – suspirou com cansado e veio sentar-se ao meu lado.
Era notável para qualquer um que ouvisse Sasuke falar o mínimo do pai que ele esforçava-se ao extremo para agradar o senhor Uchiha. Fugaku gosta das coisas perfeitas e seu filho tentava fazê-lo, mas raramente era exatamente como ele queria.
Olhei o meu amigo de longa data sentado ao meu lado, cansado, não da correria, mas de tentar agradar e jamais ter sucesso. Segurei-lhe uma mão e sorri-lhe em conforto quando me olhou. Sorriu-me de volta. Sasuke era bom demais para tanta cobrança.
- O que quer estudar hoje? – perguntei-lhe.
- Biologia, pode ser? – ele disse, com um meio sorriso.
- Sim, claro. Qual o assunto, mesmo? Evolução?
- Não. – o sorriso continuava ali – Reprodução.
-Sasuke!
- O que foi? É o conteúdo que estamos vendo agora. Iruka chegou na metade desse assunto ainda ontem!
- Tudo bem, então.
Começamos, então a estudar reprodução. Começamos com a assexuada, porque queria passar o mais longe possível de qualquer coisa que pudesse fazer referência a sexo. Mas Sasuke sempre foi mais esperto do que eu.
- E como os macacos se reproduzem? – perguntou-me.
- Para eles, é reprodução sexuada. – respondi distraída.
- E como funciona?
- Eles fazem sexo e... Sasuke!
- O quê!
- Arg! – bufei – Escolha outro assunto para estudarmos!
- Por quê?
- Porque sim!
- Ok... – pensou um pouco e aquele sorriso voltou – Sistemas genitais.
- Sasuke!
- O que é, agora? Nossa, Sakura, deixa de coisa. É assunto como outro qualquer! Continua sendo biologia, continua sendo assunto de escola e continua sendo chato.
- Tudo bem...
- A menos que seja na prática. – sussurrou e eu corei absurdamente.
Retiro o que disse; Sasuke não era tão quieto como parecia ser.
Acabamos parando de estudar e o silêncio tomou conta. Estávamos apenas sentados, lado a lado, sem dizer nenhuma palavra. O tic tac do relógio deixar-me-ia louca se o ouvisse por mais dez minutos.
Sasuke não parava a cabeça; parecia bem enérgico essa tarde. Olhava para todos os cantos da sala e analisava os mínimos detalhes – mesmo que já conhecesse bem boa parte da minha casa. Tamborilou os dedos nervosamente e eu desisti de tentar estudar.
- Tudo bem, qual é o problema? – perguntei-lhe após um suspiro e uma leve pancada no livro, fechando-o.
- Seus pais estão em casa?
- Não. Mamãe foi passar a tarde com uma irmã e papai está a trabalhar. À noite, irão a um jantar de negócios. Por quê?
- Virão aqui antes do jantar?
- Não. Papai a buscará na casa de minha tia e de lá irão direto. Mas por que tanto interesse nos meus pais, Sasuke?
Ele não me respondeu, apenas levantou-se e segurou minhas mãos num pedido mudo que levantasse-me. Não o fiz e fiquei encarando-o.
- Venha comigo, Sakura. Quero mostrar-lhe algo no seu quarto.
- O que pode ter no meu quarto que eu não saiba? – perguntei-lhe, debochada.
- Acredite em mim, terá algo novo no seu quarto. – e ele concluiu a frase com o seu meio-sorriso de quem estava aprontado algo.
Tive receio do que Sasuke queria me mostrar. Ele fora no meu quarto apenas umas vez e isso foi há muito tempo. Então o que poderia ter de novo que ele sabia e eu não?
Levantei-me e, segurando a sua mão, subi as escadas atrás dele.
Chegamos em meu quarto em segundos, pois Sasuke parecia ter pressa. Entramos e ele fechou a porta, passando a chave logo em seguida. Olhei o quarto atentamente e não notei nada de diferente.
- Não estou entendendo. Não há nada novo aqui, Sasuke.
E ele riu. Riu achando realmente graça. Riu de mim.
Corei absurdamente com a situação. Por que ele estava rindo de mim? O que eu falei de engraçado ou estúpido?
Sasuke não me respondeu. Puxou-me pela mão e fez-me sentar na dama, sentando-se ao meu lado logo em seguida. Iria perguntar o que era tudo aquilo quando ele me beijou. Não reagi, sem entender o que ele realmente queria dizer com aquilo tudo, mas então ele colocou uma mão na minha nuca e a outra na cintura e começou um beijo diferente quando desgrudei meus lábios. E eu me senti diferente.
Um friozinho na barriga apareceu quando Sasuke foi me deitando, nunca deixando de me beijar. A mão que estava na minha cintura desceu e chegou à coxa. Senti minha pele queimar quando ele tocou em baixo da minha saia e, se não tivesse com a nuca sendo segurada, provavelmente pararia tudo, morrendo de vergonha. Mas não parei.
Sasuke voltou sua mão para o lado de fora da minha roupa e soltou a faixa na minha cintura, fazendo todo o resto do vestido folgar. Suas duas mãos seguiram para a barra do meu vestido, levantando-o. Parou nosso beijo para puxar a roupa pelos meus braços e logo colou novamente nossas bocas, descendo pouco depois para o meu pescoço. Eu deveria pará-lo.
Mas não parei.
Porque, mesmo morrendo de vergonha e tendo uma vaga ideia sobre onde aquilo tudo chegaria, eu estava gostando.
Eu me senti bem.
Enquanto beijava e dava leves mordidinhas no meu pescoço, Sasuke levou suas mãos para os botões da sua camisa, assim que a puxou para fora da calça. Soltou-os em uma agilidade que, antes que eu percebesse, ele já estava apenas de roupas de baixo. E eu nem o vi tirar o sapato e as calças!
Sasuke, então, levou as suas mãos para a cintura, movendo a direita para cima e para baixo, aparentemente confuso sobre onde deixá-la realmente. Sua boca veio à minha orelha e ele murmurou:
- Você confia em mim, Sakura?
- O-O quê?
- Você confia em mim, Hauro Sakura? – disse, olhando-me no fundo dos olhos.
- S-sim.
Ele voltou a me beijar e suas mãos desceram novamente para minhas roupas – as de baixo, agora. Tirou-as e tirou as suas próprias.
E eu fiquei nervosa.
Porque, apesar de estar gostando de todas as sensações que estava descobrindo, eu nunca fizera aquilo e isso me apavorava. E se eu fizesse algo errado? Sasuke deixaria de gostar de mim se eu cometesse algum erro? As coisas mudariam entre nós?
- Pare de pensar, Sakura. – ele murmurou com os lábios grudados no meu pescoço, arrepiando-me com a vibração da sua fala direto na minha pele.
Eu esquecera completamente de que Sasuke conhecia-me há anos e perceberia facilmente o que se passava pela minha cabeça. Eu era clara demais.
Eu parei de pensar, como ele sugeriu, e passei apenas a sentir. Senti-lo. Por todas as partes. Sasuke parecia estar tocando todo o meu corpo ao mesmo tempo. Eu imaginava ter suas mãos na minha cintura, mas elas estavam nas pernas; os lábios no pescoço, mas estavam no meu colo.
Comecei a me concentrar na sensação estranha que estava presente abaixo do meu umbigo. O início das minhas coxas estava molhado, parecia que tinham jogado um balde d'água ali!
Sasuke levou suas mãos para as minhas pernas e passou a afastá-las, colocando-se entre elas. Senti uma pressão lá e puxei o ar com toda a força, soltando um gemido mudo em seguida. Uma dor leve foi sentida e pouco depois esquecida. Então eu percebi: Sasuke estava dentro de mim!
- Não se assuste, você vai gostar. – murmurou no meu ouvido, notando minha expressão assustada, acalmando-me.
Após alguns segundos, ele começou a se mover e a dor foi completamente esquecida. Comecei a me sentir bem. Muito bem. À medida que Sasuke ia mais rápido, eu me sentia melhor.
Aquilo era bom. Muito bom. E eu cheguei a um ponto que senti-me explodir. E a sensação de explodir era muito boa.
Sasuke também explodiu. E logo deitou-se ao meu lado, sentindo-se tão bem quanto eu, imagino.
Nossas respirações estavam ofegantes e nossos corpos suados. Era um momento novo para mim, mas não sentia-me mal por isso.
Sasuke puxou-me para si, apoiando minha cabeça em seu peito e abraçando-me. Ficamos assim por algum tempo, quando ouvi-o respirar fundo três vezes e quebrar o silêncio.
- Sakura. – chamou-me com a voz rouca.
- Huh? – perguntei-lhe com os olhos fechados, retribuindo o seu abraço.
- Namora comigo?
FIM
E, então, chegamos ao fim. E esse é definitivo.
Não sei qual o assunto que se estudava nas escolas naquela época, mas relevem isso, por favor rs.
Muito obrigado - novamente - a todos os que acompanharam. Eu adorei cada segundo disso - escrever e ler as reviews.
Obrigada de verdade.
E não, vocês ainda não se livraram totalmente de mim. A qualquer hora dessas eu apareço com uma one-shot. rs
