Fiquei com saudades disso... Então: "Yu Yu Hakusho não me pertence. Não, gente, num tem piadas dessa vez..."
Bem, como eu avisei no capítulo anterior... Esse capítulo contém hentai u.u Mas é só no começo dele XD Então, se você num gosta, num leia o começo n.n Agora, os reviews:
Lyocko Nitales: É... Eu to planejando que ela fique com o Hiei n.n Olha, eu num fiz um hentai muito forte naum, ta XD fiz um levinho mesmo... Por enquanto, nessa fic, será um hentai levinho... Mais pra frente eu faço um mais... Quente n.n
Lhyl: Bem, bem, bem XD como eu disse pra Lyocko, sim, eles irão ficar juntos! Cibele vai adorar quando ver isso XDD Continuando, é.. Eu to planejando um capítulo inteiro só pra falar sobre o passado deles... Veremos. Uh! E mais pra baixo, tem um momento só de romance entra o Kurama e a Sakuya, viu? Fiz especialmente pra você e espero que goste n.n
Espero que vocês gostem desse capítulo! XD
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Capítulo 9
Kurama olhou bem dentro daqueles olhos castanhos amarelados, enquanto estava deitado em cima dela com cuidado para não machuca-la.
-Você realmente tem certeza disso? –Ele voltou a perguntar.
-Tenho... Desde que seja com você... –Ela sorriu. Ele sorriu também e a beijou. Seus carinhos foram descendo até chegar no pescoço dela, onde deu uma certa atenção especial; ele sabia que ela adorava quando ele a beijava no pescoço. Uma sensação morna a invadiu. Ele retirou a camiseta que ela usava, tirou o sutiã, e beijou seus seios.
Ela o ajudou a retirar sua calça e deitou-se de novo. Ele a beijou nos lábios, enquanto sua mão direita brincava com seu ponto mais íntimo ainda por cima da calcinha, arrancando gemidos abafados dela. Ele parou com aquele carinho e finalmente retirou a calcinha dela e a jogou em algum canto do quarto, perto das roupas dela. Recomeçou a provocar sua feminilidade com seus dedos, ás vezes introduzindo um dedo dentro dela, fazendo com que ela gemesse alto e sensualmente e afundasse sua cabeça no travesseiro. Ela sentiu uma onda de prazer passar por seu corpo e ele a beijou para que não gritasse quando ela chegou no ápice.
Sakuya inverteu as posições e o fez deitar-se em baixo dela. Retirou a camiseta que ele usava e desafivelou seu cinto. Beijou-o no rosto e no pescoço. Sorriu de um jeito malicioso e retirou o resto das roupas dele. Ele se sentou e apoiou suas costas na cabeceira da cama. Ela massageou um pouco a masculinidade dele com suas mãos e sentou-se nele devagar, deixando escapar um gemido de dor.
-Vai acabar se machucando... Se for tentar nessa posição... Logo na sua primeira vez... –Alertou ele.
-Não me importo por enquanto... –Disse ela, respirando fundo e sentando-se nele de uma vez. O ruivo teria gozado se não tivesse ouvido um outro gemido de dor vindo dela. Abraçou-a e ficaram assim até e recuperarem. Logo, ela começou a se movimentar, já recuperada da dor. Ele a ajudou, colocando as mãos no quadril dela para que se acostumasse e se movimentasse mais rápido. Os corpos se moviam com mais velocidade e com mais fome, chegando cada vez mais perto do paraíso. Finalmente chegaram juntos no estado extremo do amor, deixando logo depois seus corpos se recuperaram das emoções fortes que acabaram de sentir.
-Está machucada ou tudo ok? –Perguntou ele enquanto ela se deitava ao seu lado.
-Está tudo bem, kitsune. Só estou cansada.
-Vamos dormir, então. –Ele disse, deitando-se ao lado dela e puxando alguns lençóis para cobri-los. Abraçou-a e adormeceram.
-o-o-o-o-o-o-
-Bom, o David e a Cibele irão participar do treino de hoje. Então... Vai ser... Yusuke vai lutar contra Kurama, Hiei contra Kuwabara, eu contra Cibele. David, você vai lutar contra mim depois que eu terminar com a loira, ok?
-Pode ser. –Ele respondeu.
-Cada luta terá um tempo de dez minutos. Então, em dez minutos, tentem vencer ou simplesmente lutar até o tempo acabar. Muito bem... Yusuke e Kurama, para o centro do campo, por favor.
Ambos foram para o centro do campo, tomando certa distância um do outro. Sakuya olhou para seu cronômetro e depois para os dois. Apertou o botão do cronômetro.
-Comessem! –Ela avisou. Os dois se olharam por um tempo.
-Vai ser ótimo lutar contra você, Kurama.
-Digo o mesmo, Yusuke. Vai ser uma luta difícil... Se eu bem conheço o Kurama, esse cara não é nem um pouco fraco. Seu ponto forte é a inteligência. Já o seu ponto fraco... É que ele pensa muito, antes de agir. Acaba perdendo muito tempo. Ok. Vamos tentar tirar proveito disso!
Yusuke sorriu antes de começar a atacar a raposa com vários chutes e socos. Kurama conseguia se desviar e se defender com certa facilidade; mas ainda sim, fazia certo esforço. Kurama continuou olhando fixamente para as pernas de Yusuke, tentando achar alguma chance de contra-atacar. Finalmente, quando Yusuke tentou lhe acertar um chute alto, Kurama se abaixou, e rapidamente, deu uma rasteira em Yusuke. E como o moreno estava em uma perna só, acabou perdendo o equilíbrio e caiu.
Nesse tempo em que Yusuke caía, Kurama plantava um vegetal em seu braço. Quando o moreno voltou a ficar de pé, surpreendeu-se com o que viu. No braço direito de Kurama, estava um vegetal estranho, enrolando no braço do ruivo, afinando-se cada vez mais até ficar com uma ponta fina, parecida de uma espada.
Yusuke respirou fundo e voltou a atacar Kurama mais rapidamente, á fim de não haver tempo de o ruivo atacá-lo com aquela espada vegetal... E, se bem o conhecesse, sabia que aquela espada não era tão frágil quanto parecia ser.
-Ahh... –Gemeu Yusuke quando sentiu dois cortes em seus braços feitos pela a espada de Kurama. Realmente, aquela espada não era frágil. –Kuso! –Xingou ele assim que se desviou de outro ataque de Kurama, que saltou para trás logo depois. Kurama sorriu de um jeito sarcástico, e logo, Yusuke viu algumas raízes grossas saírem do chão e o prender fortemente.
Tentou elevar sua energia espiritual para sair dali, mas as raízes apenas ficaram mais grossas e fortes.
-Não adianta, Urameshi. –Kurama disse com certa frieza em sua voz. –Essas raízes se alimentam da energia espiritual do inimigo. Quando elas o prendem, é quase impossível escapar.
-Mas que porcaria...! –Yusuke explodiu de novo, consequentemente elevando sua energia espiritual pela a raiva, o que fez com que as raízes engrossassem novamente e o prendesse com mais força. Kurama foi se aproximando lentamente dele, mostrando a planta formando uma espada em seu braço de um modo ameaçador. Por um instante, apenas por um instante, Yusuke jurou ter visto um brilho nos olhos verdes de Kurama, o que o fez ficar com um pouco de medo.
-Se essa luta fosse mais que um treinamento, acredite em mim, meu amigo... Você não escaparia vivo.
-Caramba... Esse cara sabe ser mesmo frio... –Kuwabara comentou, enquanto encolhia um pouco seus ombros.
-Estou me apaixonando cada vez mais por ele... –Sakuya murmurou. Todos olharam para ela com um olhar desconfiado e confuso. Ela corou um pouco. –Não, eu não sou masoquista. É só... Uma coisa que vocês logo vão entender...
-Ok. –Voltaram a olhar para a luta.
-E... Acabou o tempo, meninos! –Sakuya gritou. Kurama suspirou de um jeito meio aliviado e as raízes que seguravam Yusuke retornaram á terra, soltando-o finalmente.
-Está tudo bem? –Kurama perguntou á Yusuke enquanto voltavam para o grupo.
-Sim, está. Temos que lutar de novo, Kurama! –Ele sorriu.
-Claro. –Kurama também sorriu.
-Ta bom... A próxima luta será... Kuwabara contra Hiei.
Ambos foram para o centro do campo, com certa distância um do outro.
-Começar! –Sakuya anunciou. Hiei sorriu um pouco maldoso e sacou sua katana.
-Não se preocupe, Kuwabara. Não vou te matar porque senão alguém não me perdoaria.
Kuwabara invocou sua reiken, meio confuso com as palavras do baixinho.
-Não precisa entender. –Foi o que o youkai disse antes de começar seus ataques rápidos com sua espada. Kuwabara estava defendendo com dificuldade; vez ou outra, conseguia um corte pequeno em seu braço ou em seu rosto.
Hiei continuava com seus ataques, até que deu um salto para trás de Kuwabara e cortou seu abdômen antes. Mas não foi um corte muito profundo; o bastante apenas para Kuwabara curvar-se para frente, com um pouco de sangue manchando sua camiseta branca.
-Mi-se-rá-vel... –Kuwabara disse, enquanto pressionava seu ferimento com seu braço esquerdo, numa vã tentativa de fazê-lo parar de sangrar. Conseguiu se recuperar da dor e virou-se para encarar Hiei. Este lhe sorriu de um modo meio sarcástico e desapareceu. Kuwabara o procurou em todos os lados: sem sucesso.
-Aqui em cima, seu baka! –Hiei gritou. Kuwabara olhou para cima, acabando irritando seus olhos. Sim, Hiei estava mesmo em cima. Pousou em frente ao mais alto. Quando este olhou para sua frente, Hiei pressionava levemente a ponta de sua espada no pescoço de Kuwabara.
-Ok! Parou por aí! –Sakuya gritou. –Bom, pelo o visto, Hiei venceu. Parabéns, Kuwabara, mas essa não foi a sua chance.
-Eu supero. –Bufou Kuwabara assim que fez sua reiken desaparecer, enquanto voltava para o grupo ao lado de Hiei, que já havia guardado sua espada.
-Vejamos... Yusuke, fica de olho no tempo aí pra mim. –Disse Sakuya enquanto jogava seu cronômetro para seu meio irmão, que assentiu positivamente com a cabeça. –Cibele! Vamos nessa!
-Certo! –A loirinha sorriu e andou até o centro do campo.
-Duas! –Gritou Yusuke. –Podem começar!
-Ahhhh...! –Cibele concentrou uma bola de energia branca do tamanho de uma bola de basquete em seu punho esquerdo. Logo, aquela mesma bola de energia começou a flutuar e se dividiu em várias partes. Cibele apenas olhou para Sakuya e aquelas pequenas concentrações de energia voaram rapidamente em sua direção. Sakuya se assustou um pouco, deu um salto para cima, esticou seus braços para frente.
-Rá! Air wall! –Ela gritou e as bolas de energia se explodiram ao tocar algum tipo de barreira invisível. Sakuya voltou ao chão, semi-flexionando seus joelhos para amortecer sua queda e aproveitou o impulso para pular para frente, em direção á Cibele. Seu punho direito começou a brilhar com uma luz vermelha.
-Droga! –Esbravejou Cibele ao tentar defender com seu braço esquerdo o soco de Sakuya: seu braço esquerdo havia ficado queimado bem no lugar onde o soco acertara. –Ah! É amanhã que isso vai doer! –Ela pulou para trás, pegando distância de Sakuya.
-Fire ball! –Sakuya gritou, esticando ambos os braços para frente e aparecendo pouco á pouco uma bola de fogo do tamanho de uma bola de futebol. Sakuya sorriu, voltou os braços á posição normal. Cerrou seu punho direito e fingiu dar um soco na bola de fogo; ela voou em direção á Cibele, que desviou facilmente, pulando para cima. Quando olhou bem, viu que a bola de fogo desviara seu rumo, ainda seguindo-a.
-Mas que droga é essa! –Cibele gritou, enquanto mandava uma outra bola de energia branca em direção á bola de fogo de Sakuya, fazendo com que as duas se destruíssem.
-É muito simples... Todas as minhas bolas de fogo ou espirais pequenas de fogo são guiadas á partir da energia do inimigo. Mas apenas o fogo é capaz de fazer isso, já que eu desenvolvi mais os ataques de fogo.
-Humpf! Me esqueci deste detalhe. –Cibele comentou enquanto sorria. Começou a atacar Sakuya com socos e chutes rápidos, quase invisíveis. Sakuya teve que dar um grande salto para trás, á fim de ganhar distância e tempo para o próximo ataque. Pousou no chão e imediatamente fez uma bola de gelo e uma de água.
-Ahhh! –Gritou e imediatamente as duas bolas foram em direção á Cibele. Conseguiu pular, mas não muito alto; o que fez com que a bola de água a acertasse na perna esquerda. Quando viu de novo, Sakuya estava olhando para ela bem embaixo de onde ela cairia. Sakuya esticou o braço e uma rajada de gelo foi mandada para Cibele, que gritou quando foi atingida.
Mas logo chegou ao chão intacta. Olhou meio confusa para seus braços e pernas para checar se estava tudo ok.
-A bola de água foi apenas para te distrair, Cibele. E caso você não se lembre, meus poderes só funcionam conta alguém apenas se eu quiser.
-Tempo esgotado! –Avisou Yusuke.
-Você foi incrível, Cibele. Melhorou muito.
-Bem, eu faço o que posso!
-David! Pro campo! Te vejo depois, Cibele.
-Ok. –David chegou.
-Ow! –Yusuke chamou a atenção dos dois. –Prontos aí?
-Estamos! –Responderam os dois.
-Então, podem começar!
Assim que Yusuke terminou de gritar, os irmãos já estavam atacando e defendendo vários chutes e socos um do outro.
-Muito lerdo... –Sakuya murmurou assim que acertou um chute na barriga de David, fazendo-o voar e bater as costas em uma árvore não muito longe dali. Quando David se levantara de novo, Sakuya havia lançado quatro bolas de gelo em direção á ele. Ele foi atingido em cheio por duas, enquanto havia conseguido se desviar de duas. Quando viu, estava com ambas as pernas congeladas, que era aonde as bolas de gelo haviam acertado. –Hn. Lerdo. Ahhh! –Ela correu numa velocidade incrível até ele.
-Desse jeito, se fosse uma luta séria, você teria morrido. –Sakuya disse, enquanto uma bola de raios formava-se em sua mão esquerda. Encostou a mesma bola no tórax de seu irmão. –Sorte sua meus poderes funcionarem no adversário só quando quero. –A bola de raios desapareceu e ela deu um soco no rosto dele. –Isso é por você ser lerdo.
Ela pegou ambos os braços dele e os esticou para cima. Encostou-os na árvore e logo, estavam presos á árvore por uma camada grossa de gelo.
-Parece que eu ganhei.
-Tempo esgotado. –Yusuke gritou do outro lado do campo.
-Por que não reagiu quando teve chance?
-Hn. –Ele virou o rosto enquanto Sakuya descongelava seus braços e pernas com uma bola de fogo que havia criado.
-Tanto faz. –Ambos se juntaram aos outros. –Pessoal, todos aqui foram excelentes; o problema, é que vocês estão pegando muito leve e muito pesado ao mesmo tempo. Tentem manter equilíbrio apenas no treino, mas numa luta séria, peguem pesado. Agora, vamos lá que eu vou dar um jeito nos seus ferimentos.
-Ora, ora, ora... Vejam só quem é uma professora exemplar!
Olharam para o centro do campo. Era Milena. Sakuya continuou séria.
-O que você quer? –Perguntou ela, ríspida.
-Nada. Só dar uma notícia. Lembra-se do Rafael?
-O que tem ele?
-Simples, tive que matá-lo porque ele iria me trair.
Sakuya arregalou os olhos.
-O... Que?
-Sim, Sakuya. Eu o matei.
-Primeiro, você tira a minha vida. Depois, manda alguém tirar a vida de Kurama. E agora mata meu melhor amigo? –Sakuya olhou para o chão. Depois voltou a olhar para Milena, com um brilho prateado passando em seus olhos. –Ora sua VACA! –Kurama a segurou. –ME LARGA, KURAMA! EU TENHO QUE ACABAR COM ELA! ME LARGA!
-Calma, Sakuya. –ele pediu. –Senão você vai acabar desmaiando.
-Eu não sou tão fraca assim! –Ela retrucou.
-Não é; mas está muito sensível.
-Ou será que não está satisfeita? Kurama, você não a satisfez direito essa noite enquanto acasalavam? –Milena os provocou.
-Isso não tem nada a ver! –Sakuya voltou a gritar. –Sua pervertida! Ficou nos observando!
-E daí se eu fiquei?
-Yuck! Sua nojenta! –Por um momento, Sakuya sentiu seu estômago revirar de tanto nojo. –Pois saiba que Kurama sempre conseguiu me satisfazer! Desde a época que eu vivia no Makai junto com ele! Você está com tanta inveja assim!
Milena cerrou um pouco os olhos.
-Não diga besteiras. –Ela respondeu friamente.
-Sabia que estava com inveja! Sua inútil! Pelo menos eu tenho um companheiro!
-Cala a boca. –Milena estalou os dedos e logo, Yola apareceu atrás de si. –Faça o que tem que fazer.
-Sim.
Todos sentiram uma forte energia e Sakuya gritou.
-Esqueci de falar. –Yola riu. –Eu tenho a habilidade de causar, como se diz? Um tormento na cabeça de uma pessoa que está psicologicamente sensível por qualquer motivo. Apenas um elevação da minha energia espiritual pode fazer com que essa pessoa, dependendo do seu estado de espírito, tenha uma forte dor de cabeça ou até desmaie. Ou posso também controlar a pessoa por apenas três minutos.
-Droga... –Kurama murmurou enquanto ajudava Sakuya a se manter em pé, abraçando-a e fazendo com que ela encostasse sua cabeça em seu ombro esquerdo.
-Minha cabeça... Está latejando... –Sakuya pensou enquanto agarrava-se firmemente á Kurama, tentando amenizar sua dor de algum modo.
Yola voltou a aumentar sua energia novamente, o que fez Sakuya gritar e fez suas mãos agarrarem a camiseta de Kurama com mais força.
-Já chega! –Gritou Yusuke, partindo para cima de Yola. –Deixem a Sakuya em paz!
Yola assustou-se. Teve que defender o soco com uma barreira de gelo. Nesse tempo em que ela criou a barreira, Sakuya sentiu-se melhor.
-Se ela desconcentra-se... Ela perde o controle sobre a pessoa... Interessante. –Pensou Sakuya enquanto desfazia-se educadamente do abraço de Kurama.
-Está melhor? –Ele perguntou, preocupado.
-Sim.
Yusuke voltou ao seu grupo com um salto. Reclamou sobre sua mão estar doendo, mas logo parou. Sakuya deu dois passos em direção á Milena. Retirou sua adaga que estava amarrada em sua cintura, por cima de seu robe de luta.
-Você não presta Milena. Continua mandando os outros fazerem seu serviço sujo. E ainda obedecem... –Sakuya olhou para Yola. –Como cachorrinhos. –Yola vacilou o olhar firme por um momento, mas logo se recuperou. Sakuya desamarrou os cabelos negros e longos. –É mesmo uma pena. –E, com um movimento, cortou seu cabelo com a adaga até a altura de seus ombros; um pouco mais longos que isso. O cabelo no chão pegou fogo. Guardou a adaga novamente. –Eu havia feito uma promessa pra mim mesma... Que quando eu me encontrasse com uma verdadeira vadia que me traiu no passado, eu cortaria meu cabelo até a altura dos meus ombros mais ou menos na frente dela e o queimaria com meu youki.
-Cuidado com a sua boca. –Yola prontamente defendeu sua 'mestra'.
-Não se meta em assuntos que não te interessam, cachorrinha. Isso é entre eu e Milena. Sabe, Milena... A gente podia ter se tornado amigas. Mas acho que não era esse o destino. O que se pode fazer, certo?
-Insolente! –Yola elevou sua energia de novo, fazendo Sakuya gritar e finalmente começar a cair. Mas, quando Kurama estava quase perto de ampará-la, alguém a pegou e a levou para perto de Milena.
-Olá! –Disse o vulto negro. Era Vanessa. –Como eu controlo o vento, eu tenho uma velocidade não muito acima do normal, mas que serve pra alguma coisa. É uma velocidade maior que a de um ser humano comum e menor que a e Hiei. Ah, olá Hiei! –Ela acenou para o baixinho, que a encarou com um olhar mortal, assim como Cibele.
-Nós vamos levar Sakuya conosco. Venham buscá-la amanhã, na Oak Forest, na caverna central, a Dark Cavern, ás 18 horas. Ela estará intacta, não se preocupem. –Disse Milena. E com isso, desapareceram, levando Sakuya, que ainda estava desmaiada.
O resto ficou parado ali, ainda meio surpresos com o que aconteceu. Kurama se ajoelhou e socou o chão cinco vezes.
-Calma... Tenha calma Kurama. –Disse Yusuke, ainda com a voz meio baixa e rouca pela a raiva.
Kurama respirou fundo. Yusuke tinha razão. Levantou-se com a cabeça baixa, fazendo com que sua franja fizesse sombra em seus olhos. Ele começou a andar silenciosamente pela a trilha em direção ao acampamento. Logo, todos os seguiram.
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-Se tivéssemos alertado Sakuya áquele dia, já teríamos derrotados aquelas meninas! – David gritou para Cibele por telepatia.
-Calma David! Não grita pelo o pensamento! Ai meu cérebro... Tenha mais calma! A gente vai resgatar ela. –Respondeu ela, confiante.
Ela, David, e os outros estavam sentados em volta da mesa da cozinha, tentando armar uma estratégia e quem lutará contra quem amanhã.
-Gente, eu sinceramente... –Cibele começou. –Quero arrebentar a cara da Vanessa.
-É por que ela cumprimentou o Hiei, né? –Yusuke olhou para ela com um olhar divertido. Ela bebeu um pouco do chá á sua frente calmamente.
-É por isso, sim. Por quê?
-Sua sinceridade ainda vai te matar.
-Eu luto contra a tal da... Jéssica. –Hiei disse, lembrando-se do nome da menina de última hora.
-Eu também quero lutar! –Reclamou Kuwabara. Logo, Yusuke disse a mesma coisa.
-Calma! Olha, será eu contra Vanessa. –Cibele disse. –Hiei contra a Jéssica. Yola contra Yusuke. E Kurama contra Milena. Desculpe Kuwabara!
-Ah! Qual é! –Ele voltou a reclamar.
-Ai! Assim num vai dar! –Cibele jogou sua cabeça contra a mesa, tentando bolar uma estratégia. –Ah... Vai ter que ser essa mesma... Kuwabara, foi mal!
-Ela ta certa. –David concordou. –Vai ter que ser isso mesmo.
-Então, que seja.
-Humpf! –Kuwabara fechou a cara.
-Bem, se está tudo resolvido, eu vou me deitar um pouco. –Kurama disse enquanto se levantava. –Com licença. –Ele saiu da cozinha e foi direto para o quarto. Todos se entreolharam.
-Ele é quem mais está sofrendo com tudo isso... –Cibele suspirou.
-Sakuya... –Kurama murmurou, enquanto olhava fixamente para o teto. Uma lágrima rolou em seu rosto. –Droga... Apenas ela é capaz de me abalar tanto assim...
-o-o-o-o-o-o-
Ayame colocou sua mecha prateada atrás de sua orelha direita novamente; passavam das três da tarde e havia muito vento forte no Makai. Sentou-se em baixo de uma árvore, encostou suas costas no tronco da mesma árvore e ficou olhando o campo aberto á sua frente, enquanto brincava com uma flor roxa pequena em suas mãos. Bufou novamente quando sua mecha prateada direita insistiu em cair em seu rosto.
Mas dessa vez, antes que ela pudesse colocar sua mecha atrás de sua orelha, alguém foi mais rápido e fez isso por ela, colocando uma rosa vermelha á sua frente. Ela nem precisou olhar para ver quem era.
-Olá, Kurama. –Ela o cumprimentou enquanto pegava a rosa vermelha que ele lhe deu. –É linda. Obrigada. –Ela sorriu para ele.
Ele se sentou ao lado dela. Ficaram em silêncio; ela olhando para a rosa vermelha e ele olhando para ela. Olhou um pouco mais para o rosto dela... Parecia triste...
-Já se passaram duas semanas. –Ele disse. –Acalme-se e pare de ficar triste.
Ela abaixou a cabeça e duas gotas molharam duas pétalas da rosa.
-Isso é... Um pouco difícil de esquecer, Youko... –Ela murmurou.
-Sinto muito. Não foi minha intenção te magoar ainda mais.
-Tudo bem... Acontece. –Ela voltou a olhar para o campo, com o rosto meio molhado pela as lágrimas.
Ele a abraçou pelo os ombros, trazendo-a para si.
-Ayame... –Ele sussurrou docemente. –Se quiser chorar, chore.
Ela olhou para ele, com seus olhos cheios de água.
-Kurama! –Ela gritou e o abraçou, chorando alto com a cabeça no ombro dele. Ele arregalou levemente os olhos para depois sorrir e afagar os cabelos negros dela.
"Eu sei que ela ainda não havia chorado muito desde a morte de sua mãe" Ele pensou "E acho bem melhor que ela chore do que ficar com o coração pesado...".
-Eu sinto muito por isso! –Ela falou entre o choro. –Sinto muito mesmo! Mas não dá pra evitar!
-Eu sei... Eu sei...
Esperou ela se acalmar. Novamente, olhou dentro dos olhos prateados dela. Seu rosto estava molhado e meio inchado, mas seu olhar não estava mais tão triste. Ele secou o rosto dela e ficaram se olhando. Ele com aquele sorriso reconfortante e ela com uma cara simplesmente normal.
Ele se aproximou um pouco dela e ela corou. Lembrou-se do detalhe que nunca havia beijado ninguém ainda por sempre estar ocupada com treinos. Por puro instinto, ela também foi se aproximando e fechando os olhos, e logo sentiu os lábios dele nos seus. Ele começou a explorar a boca dela com sua língua em movimentos lentos e molhados, e ela fazia o mesmo, com um pouco de timidez. Separaram-se por falta de ar e se olharam.
-Sou apenas mais uma, né? –Ela riu um pouco triste.
-Não. Ayame, pela a primeira vez na vida, eu senti como se fosse meu primeiro beijo.
Ela corou e apertou o cabo da rosa em suas mãos; por sorte ela estava sem espinhos. Mas mesmo assim, estava meio confusa.
-Ayame...
-Kurama?
-Eu... Sinto que eu te amo.
-Mas só nos conhecemos á uma semana mais ou menos!
-Não tem problema. Nessa uma semana que se passou, conheço sua vida mais que tudo e você pode dizer o mesmo. –Ela concordou. –E eu fui notando sua personalidade forte e alegre, mesmo estando num momento tão difícil, você tenta mostrar aos outros que está feliz; apenas para mim você mostra como está se sentindo realmente.
-É isso mesmo... –ele a abraçou e ela voltou a corar.
-E quanto á você? O que sente por mim?
Ela sorriu e o abraçou de volta.
-Kurama... Eu sinto o mesmo. Eu realmente sinto o mesmo... –Eles voltaram a se beijar. E dessa vez, ela nem se importou se o seu cabelo voltou a se bagunçar com o vento que soprou por ali.
-o-o-o-o-o-o-
Sakuya finalmente acordou. Viu que estava em uma caverna. Olhou para uma coisa pesada que envolvia seu pulso. Era algum tipo de pulseira de ferro bem grossa. Olhou para o lado e viu Rafael caído no chão, meio machucado. Correu até ele por impulso.
-Rafael! –Ela gritou ao se aproximar dele. Ainda estava vivo e sorriu. Ele começou a acordar.
-Sa... kuya... –Ele murmurou. –Que bom que me achou... Elas te pegaram?
Foi aí que ela olhou melhor: sim, estava mesmo numa caverna. Onde estava Yusuke, Kurama, David e os outros.
-Acordou. –Disse uma voz conhecida: Milena. Sakuya olhou para ela que estava na entrada da sala onde estava. –Não se preocupe; disse que você estaria inteira e irei cumprir minha palavra. Apenas coloquei essa pulseira em você para que não pudesse usar seus poderes.
-Droga... Ela selou meu youki... –Pensou Sakuya, com uma raiva crescendo em seu interior. –Mas é temporário...
-E essa pulseira só será tirada pela a pessoa que o colocou ou quebrando-a; o que pra você e para Rafael será impossível.
-Por enquanto... –Ela murmurou.
-Com licença. –Milena riu e uma pedra enorme foi posta na entrada. –Já volto!
-Você está bem Rafael?
-Sim, estou... Só preciso descansar. –Ele também estava com uma pulseira. Os dois estavam com o youki selados. Teriam que esperar...
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Resolvi colocar o outro capítulo bem rápido pra recompensar um pouco a minha demora XP com essa fic ta mais fácil fazer isso... Terão que ter paciência com o resto.
Deixem reviews XD To indo, gente! Até a próxima! Kissus!
