Apenas mais uma de amor
Isabella Swan x Edward Cullen
Oi oi oi. Como estão? Espero que bem! HAHA. Não sei se vocês vão gostar tanto desse capítulo, creio que eu não tenha aproveitado muito a idéia da Ilha Esme, mas bem, eu fiz o possível, mas creio que vou tornar a história melhor daqui da frente; vocês vão amar. Pelo menos eu acho, né. HAHAH. Peço desculpas pelos 12 dias sem postar — se bem que eu poderia ter demorado bem mais, mas ok — e se o capítulo talvez não esteja tão bom. Apenas me inspirei um pouco por causa que o sol tem abrido mais aqui em Itajaí e eu tenho ido à praia, apesar de eu não gostar. Q
E quero agradecer às reviews lindíssimas de: Delly Black Fenix; adRii Marsters; Gibeluh; Dany Cullen; CullenB; Gabi-b e Lis swan. Obrigado mesmo gente. Foram poucas, mas amei cada review, cada linha, cada frase. *-* Obrigado mesmo!
E, bem, o de sempre, claro; qualquer erro de português, grite, esperneie, e esfregue na minha cara. Eu só aprendo na porrada mesmo.
Bem, vamos à fic!
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Capítulo 09.
Domingo já estava aí e com ele, o último dia do final de semana, até todos nós voltarmos a trabalhar normalmente em nossas empresas. Eu com minhas fotos, Jake com seus carros, Edward com pacientes, Tanya com jóias e assim por diante. É óbvio que todos nós queríamos ficar mais tempo naquela ilha, mas ninguém podia. Tínhamos obrigações a serem cumpridas.
— Conte-me mais sobre você. — pedi, fitando seus olhos verdes. Eu e Edward estávamos caminhando pela beirada da pequena praia em frente a casa. Tanya havia ido descansar depois do almoço, como sempre fazia. Mas claro, por pura desconfiança dela, ela botou Rosalie para nos vigiar da piscina. — Seja sincero, claro.
— Sincero? — ele deu um sorriso debochado. Vi seus olhos me fitarem. — Bem, aos 13 anos eu dirigi sem carteira, bati o carro, trafiquei drogas, fiquei uns dois anos no reformatório, roubei carros, dormi com uma das Spice Girls... E levei uma multa.
Meu queixo caiu. Mas quando percebi a palavra multa, eu só consegui dizer, descontraída: — Multa? Ah, qual é. Quem nunca levou uma multa na vida?
— Uma multa todo mundo leva. — ele disse, ainda com o sorriso debochado. — Mas não 95 em menos de uma semana, ainda por cima com carteira provisória. — ele sorriu amarelo, como se ele se orgulhasse daquilo.
Minha boca se abriu mais do que já estava aberta. Eu ainda não havia digerido isso.
— Você está brincando, não? — perguntei, fitando-o, ainda pasma.
— É claro. — ele disse, revirando os olhos. — Quem faria isso tudo e ainda estaria fora da cadeia? E que fosse um cirurgião plástico? — ele riu. — Bem, é tudo brincadeira. Menos a parte das multas. Eu realmente marquei 95 multas em menos de uma semana.
— O que você fez? — perguntei, agora realmente pasma. Meu queixo já encostava na areia branca da praia. Eu não tinha palavras para aquela conversa. Noventa e cinco multas, em menos de uma semana, com carteira provisória? E eu pensando que não encontraria nenhum motorista pior que o Jake!
— Coisas simples — ele começou —, como... Atravessar o sinal vermelho, estacionar no lugar errado... Geralmente eu estacionava em calçadas. Meu carro geralmente aparecia no Post como "Carro insistente: motorista insiste em estacionar o carro em calçadas" — ele riu baixo. — Não me diga que nunca estacionaste com o carro na calçada!
— Sinceramente? — fiz uma expressão pensativa. — Não. — e sorri abertamente. — Eu respeito as leis de trânsito, Sr. Motorista Insistente.
Ele riu alto, e depois comentou:
— Para ser sincero... Essa foi a única besteira que fiz durante minha adolescência. — ele refletiu. Eu apenas fiquei observando-o. Agora ele falava de forma triste. — Eu sempre fui aquele menino certinho. Sempre com boas notas, o mais quietinho da sala, o que nunca aprontava... E o alvo dos brutamontes do colégio. Eles sempre vinham zoar da minha cara. — ele riu baixo. — Infelizmente, né. Eu poderia ter uma adolescência bem mais divertida, e ainda por cima deixar as notas altas. Meu QI é alto, e eu não teria problemas com isso.
— Você sempre foi o aluno certinho da sala, então? Nunca cometeu nenhuma besteira? — perguntei, ainda confusa. Edward não parecia desse tipo – apesar de ser bem calmo e gentil.
— Nunca. — ele disse, arrependido. — É claro que hoje eu me arrependo de coisas que eu não fiz, e de quem eu fui. Eu apenas aprontei uma vez na vida... E foi nessa das multas. — ele me olhou. — Foi apenas uma besteirinha de formando, terceiro ano. No dia eu não estava sozinho. Estavam eu, Emmett e Jasper. — e ele olhou para os dois que estavam pegando Alice e jogando-a na piscina. Pude ouvir o berro fino dela, e depois sendo abafado pela água.
— Eles parecem ser uma peste mesmo. — comentei.
— E são. — ele riu. — Foram eles que botaram algumas porcarias na minha cabeça. Mas até que foi bom para mim... — ele manteve uma expressão pensativa. — Bem, eu gostaria de ter feito mais besteiras na minha adolescência. Como, jogar papel higiênico em todo o colégio no dia das bruxas, abaixar as calças das meninas e sair correndo, dar ovada e jogar na piscina olímpica os aniversariantes, tirar um sarro da cara dos professores... Eu adoraria ser um tipo de peste do colégio.
Eu ri. Não conseguia imaginar Edward "comandando" o colégio. Ele olhou para mim e disse: — Eu gostaria de ter algumas manchas na minha ficha escolar. Não me importava se eu tivesse que cursar uma faculdade ruim por causa de minha ficha. Harvard, Princeton, Brown, Yale... Não gosto de nenhuma delas. Elas levam tão a sério. Chega a ser muito sem graça.
— Jacob custou a entrar numa faculdade. — comecei. — Ele era do tipo que você gostaria de ser. — olhei para ele e ele tinha um sorriso no rosto. — Aprontava todas. Eu me lembro até hoje. Jacob havia sido expulso de 9 colégios diferentes no decorrer do ano, e acabou parando no meu, e sossegou. Mas mesmo assim, ele ainda aprontava algumas.
— Devia ser divertido. — Edward comentou. — Sempre quis fazer isso. Sempre quis fazer parte do grupo brincalhão; não dos brutamontes do grupo de futebol, basquete ou baseball do colégio, mas sim, dos brincalhões. — ele deu um sorriso terno.
— Em algumas vezes eu estava metida em algumas besteiras com ele. — falei, rindo. — Teve uma vez que ele botou laxante na garrafa de água da professora de Álgebra 2. A professora correu para o banheiro minutos depois e não voltou. Depois, ele foi no banheiro e começou a molhar papel higiênico e jogar no teto. Guardou alguns e jogou nos outros. Muito nojento! Mas não deixava de ser engraçado.
— Eu fiz isso uma vez em Princeton.
— Fez? — perguntei.
— Sim. Emmett estava comigo. — ele revirou os olhos. — Mas, claro. Eu fiz a besteira toda no banheiro masculino, e ele botou câmeras no banheiro feminino dos alojamentos. Cansei de quando eu entrava no quarto, encontrava Emmett se explicando pra o reitor. Mas Carlisle infelizmente era um pai muito apegado aos filhos e tudo mais, e sempre pagava uma certa quantia alta de dinheiro para Emmett continuar. Ele foi expulso quatro vezes de Princeton.
— Caramba! — exclamei, pasma. E eu pensando que Jacob era pior. — Não consigo acreditar. Ele tem mesmo coragem para aprontar algumas vezes, não é?
— Algumas vezes, não. Sempre. — ele corrigiu. Nós dois rimos e entramos na casa, minutos depois.
.xxx.
Botei a última peça de roupa na minha mala e fechei o zíper. Já eram quase cinco da tarde de domingo, e tínhamos planejado ir embora perto das quatro. Mas Alice decidiu ver um filme e jogar todo mundo na piscina. Por isso, nos atrasamos. Peguei minha mala e segui até a sala com sofás creme e marrom claro. Jacob já me esperava sentado na poltrona.
— Demorou. — ele murmurou, e depois sorriu para mim. Eu sorri para ele.
— Desculpe. — falei. — Estava brigando com o zíper.
— Sempre. — ele revirou os olhos. Depois, desceram na escada, Tanya e Rosalie, conversando sobre roupas. Dei de ombros. Alice nos conduziu até a grande lancha de Edward. Botei minha mala na parte baixa do banco e vi Edward fechar a casa toda.
Não demorou para Tanya e Rosalie jogarem suas bolsas para um canto e ficarem conversando na pequena banheira de hidromassagem que tinha num canto da lancha. Revirei os olhos.
Edward entrou na lancha e tirou dela do local. Vi a imensa casa se afastar. Eu realmente sentiria saudades. Meu pé pinicou com a atadura – o machucado ainda ardia um pouco. Eu e Jake ficamos conversando durante a viagem. Ele viu alguma coisa no canto da lancha e depois perguntou:
— Quem é que surfa por aqui? — ele perguntou, fitando cada rosto dos homens por ali. Edward tirou a cabeça da cabine e falou para ele: — Eu.
Vi um sorriso se formar no rosto do Jake.
— Topa depois? Quando chegarmos na praia? — ele perguntou, com um sorriso grande e confiante. — Quero dizer, você vai parar na praia, certo?
— Certo. — Edward olhou para mim, depois sorriu para ele. — Não vai querer amarelar depois?
— Que mané amarelar. — Jacob bufou e revirou os olhos. — Quero ver você amarelar. — e o sorriso dele se transformou em um sorriso debochado.
— Que mané amarelar. — Edward imitou e voltou para a cabine. E de repente, o clima ficou tenso.
.xxx.
Eu pensei que eles não estavam falando sério. Porém, estavam. Edward parou no píer da praia, e pegou a prancha azul escura. Havia outra prancha também, era preta com uma caveira. Emmett pediu cuidado com a prancha dele.
Os dois tiraram a blusa. Eu jurei poder estar no paraíso – Edward e Jacob sem camisa? Não é algo muito saudável. Tanya abaixou o óculos escuro quando viu os dois entrando na água alaranjada daquele final de tarde. Alice riu quando viu a cara que Tanya fez.
— Diamante bruto. — Tanya comentou, e depois pigarreou e tomou um gole do suco de laranja. Rosalie riu alto e Alice seguiu. Eu apenas fiquei observando os dois.
Eles já estavam um pouco afastados do raso. Uma onda se formava, e os dois pegaram um impulso e quando a onda se formou, eles se levantaram, brincando na mesma. Não demorou para um dos dois se atrapalhar e cair na água laranja. Edward perdeu o equilíbrio e se jogou na água, para não enfrentar outros problemas demais.
Jacob apenas riu quando viu Edward voltar à superfície, completamente encharcado. Edward foi até a areia pegar sua prancha, onde a onda levou. Me segurei para não deixar a baba cair. Edward era um deus grego.
Com aqueles olhos verdes, rosto de anjo e corpo de Deus grego? Era o verdadeiro caminho da perdição. Que ódio da Tanya naquele momento. Por que ele tinha que ser casado? E por que a esposa dele estava a poucos metrinhos atrás de mim? As pessoas não podem nem babar por homens direito.
Edward pulou na água com a prancha novamente e seguiu até onde Jacob estava. Eles pareciam conversar sobre algo, mas não dava de escutar quase nada – Rosalie havia ligado o rádio, e agora tocava Britney Spears. If U Seek Amy, ou, em outras palavras, F.U.C.K me. Totalmente vulgar, mas a música até que é legal.
Pegaram mais uma onda novamente, e dessa vez nenhum dos dois caiu. Quando pegaram a terceira, Jacob caiu. Também se desequilibrou e deu com a cara na água. Ele nadou até perto da areia e pegou a prancha preta. Eles pegaram mais umas duas ondas até Tanya bater palmas e pedir para ir embora.
— Certo, certo, garotos vocês estão ótimos, mas ver vocês está cansando a minha beleza. — ela comentou, rindo. — Vamos embora, Edward. — ela berrou, séria.
Bufei. Por que ela tinha que acabar com a brincadeira deles?
Peguei minha mala e a mala de Jacob e segui para fora da lancha. Soltei-as na madeira do píer. Abracei Jasper e Emmett, beijei o rosto de Alice e para ser simpática, acenei para Rosalie e Tanya, que deram um sorriso evidentemente falso.
— Obrigado por me convidar, Alice. — falei e sorri. Ela me abraçou.
— Não precisa agradecer, Bella. Adorei, ok? — ela beijou meu rosto. — Espero que possamos ir novamente. — ela sorriu abertamente para mim e assenti com a cabeça. E quando me virei, dei de cara com Edward encharcado.
— Eu também não ganho um abraço? — ele estendeu os braços musculosos e que agora, pingavam com a água salgada e alaranjada da água. Eu ri do jeito que ele estava, mas ao mesmo tempo, eu estava fervendo por dentro, ter aquele tórax e aquele rosto molhados perto de mim.
Não era algo muito bom. Engoli a seco, e estendi os braços para ele. Antes de eu abraçá-lo, arriscando a ficar molhada também, Edward agarrou minha cintura e me levantou, num abraço de urso.
— Edward! — falei, rindo.
— Desculpe. Não resisti. — ele disse num tom provocante. Eu pude sentir o sangue seguir até meu rosto e beijei o seu rosto.
— Obrigado por esse fim de semana, Edward. — agradeci. Depois senti o braço forte e molhado de Jacob passar entre o meu braço. — Vamos, Jake? Ah, seque-se primeiro.
Jacob assentiu com a cabeça. Edward estava com as mãos na cintura e olhou para mim. Parecia que eu morreria a qualquer momento. Ele sorriu para mim e assentiu com a cabeça. Depois olhou para Jacob e saiu.
Quando menos percebi, Jacob já estava quase seco. Ele enrolara seu corpo com a toalha vermelha escura dele e se enchugava. Seu cabelo estava escorrido e caindo sobre seus olhos. Da mesma forma, ele estava muito fofo, mesmo. Fofo, não. Lindo.
Eu sorri para ele. Quando cheguei ao meu SmartCar, me despedi de Jake e entrei no carro. Joguei a mala no banco do passageiro e cheguei no meu apartamento.
Quando abri a porta do apartamento, vi que a luz da secretária eletrônica estava acesa. Tirei a blusa grande e branca que eu usava e fiquei apenas com a parte de cima do biquíni e apertei o botão da secretária eletrônica.
Bom dia. Não consta em nossos sistemas o pagamento deste mês. Caso você já tenha pago, desconsidere essa mensagem. Obrigado.
Telefone – droga!
Oi Bella. Como está? Estou com saudades. Eu estava pensando em ir te ver algum dia desses... Eu e Phil iremos! Já sei, já sei! Mês que vem ele vai jogar em Nova Iorque e eu irei aí te ver, o que acha? Beijocas meu anjo. Renée.
Mamãe. Ai meu Deus. Não sei se agüentaria – não é agüentar, mas... Como posso dizer? Não é fácil ter que explicar tudo a minha mãe. Ainda mais a vontade louca dela de fuçar as coisas. E se ela encontra a foto do Edward? Ai, céus. Não quero nem imaginar.
Apertei o botão e outra mensagem:
Isabella Marie Swan, como ousa não responder às minhas ligações nesse fim de semana?
Apertei de novo.
Oi Bella é a Ang. Onde você está? Te liguei e você não retornou. Quero falar bastante com você. Estou com saudades. Beijos.
Engoli a seco e apertei de novo.
Oiiiiii Bella. Como tá? Me liga, quero conversar com você. Beijocas! É a Ang.
Angela havia ligado e eu estava na Ilha Esme. Eu acho que teria que dar boas explicações a ela, quem sabe. Os recados haviam acabado, e peguei o telefone. Disquei o número da Angela. Ela havia atendido no primeiro toque.
— Até que enfim! — ela disse.
E aí, continuo ou não? Depende de vocês!
