Cap 9 - Certas coisas nunca mudam. Será?
As
semanas foram se passando e com elas vinham muitos deveres, aulas e
treinos que não acabavam mais. O novo quarteto até que
estava se dando bem. Liane parecia ter sido bem aceita por Ron e
Mione. Só que eles não gostavam muito da presença
de Eric. Achavam que era um filho de comensal querendo saber alguma
coisa, um espião. Por isso, sempre paravam de falar sobre
assuntos referentes a guerra perto dele.
Harry
também reiniciou a busca por algumas pistas sobre as
horcruxes. Como confiava em Liane, já havia contato algumas
coisas sobre ele e Voldemort. Mione também havia pesquisado
nas férias, mas não teve tempo para falar dos achados.
Havia encontrado alguns possíveis objetos que poderiam ter se
tornado algum horcrux. Harry contou sobre a conversa com Sírius
sobre o anel. Não entendia ainda muito sobre ele por isso
havia procurado alguma coisa e para sua surpresa, não havia
encontrado nada.
-
Harry por que você não falou nada sobre o anel antes?-
Ron o questionava. - Você nunca escondeu algo da gente, por
iria começar a esconder agora?
-
Eu não sei quase nada sobre ele, eu só sinto que ele me
completa, que me pertence, que me protege, eu não sinto mais
as dores de cabeça, minha magia está mais poderosa, mas
sei que não é só isso. O Sírius disse que
há algo nele que em breve vai se manifestar ou coisa assim,
mais do que isso eu não sei.
-
Eu vi a ação dele quando eu e o Remus o achamos quase
morto na casa dele. – explicava Liane. – Isso não é
uma coisinha simples, temos que procurar saber mais.
-
Eu concordo. – Disse Mione. – Mas temos que nos concentrar nas
horcruxes, elas têm que ser nossa prioridade. Harry você
tem que buscar saber mais sobre o anel com o Sírius. Se ele te
deu tem um por que e uma história.
Decidiram
então durante o final de semana vasculhar os livros da
biblioteca em busca de pista.
Sábado
pela manhã chegou com um pouco de chuva. Todos tomaram seu
café-da-manhã foram para a biblioteca. Preferiram ficar
bem ao fundo, onde ninguém iria incomodá-los. Como já
estavam no último ano resolveram pegar também alguns
livros da sessão reservada. Todos foram desconcentrados de
suas buscas, pelo grito de Ron.
-
Por Merlin, por Merlin!!!!
-
Xiiiiiiiiiii – Fez Liane.
-
Cala a boca, Ronald! – Disse Mione, já batendo em Ron.
-
O que foi Ron. – perguntou Liane
-
Olhem isso aqui, não é a cicatriz do Harry. E vejam,
tem outras marcas aqui, vejam!
-
Vejam, parece a minha cicatriz. O que minha cicatriz estaria fazendo
num livro???
Todos
pararam suas pesquisas e foram ver o que Ron estava lendo. Realmente
era a marca da testa de Harry. Mostrava os seguintes dizeres: "Essa
marca demonstra em quem a pertence o uso de magia negra para defesa
contra ataques mortais. Ela cria uma ligação com seu
algoz que dependendo dos poderes de ambos pode levar o mais fraco à
morte. Não é bem explicado o por que desta ligação
e que outros efeitos pode haver, mas o que se sabe é que quem
adquiriu esta marca está destinado a grandes batalhas entre o
bem e o mal."
-
Nossa, como se nós não soubéssemos disso –
praguejou Mione.
Liane
ficou séria e mais branca do que podia ficar – E a minha
também! – Então mostrou parte do ombro esquerdo. Ali
estava a mesma figura que o livro mostrava. Parecia uma representação
de uma asa com uma estrela em baixo. Harry nunca a tinha visto.
-
Eu a tenho desde pequena. Minha mãe falava que era um símbolo
de que eu era muito especial, valiosa. Mas ela nunca ardeu ou brilhou
como a do Harry. – Ela olhava tentando mostrar que não podia
ser algo ruim.
-
Vem, vamos ver o que dizem dela. – Falou Mione.
"A
marca do equilíbrio das forças. Marca do destino. A
pessoa ou local que possui esta marca guarda em si grandes poderes,
que podem ser usados tanto para o bem quanto para o mal. O detentor
da marca em seu corpo está destinado a ser um inominável
devido a sua descendência ou ao poder adquirido com o passar de
seu treinamento".
Todos
se assustaram e olharam para Liane, que não sabia o que fazer.
Sentou-se numa das cadeiras e ficou olhando para a mesa. Harry viu
que aquilo tinha sido muito forte para ela, que ninguém
esperava saber de sua vida por um livro, principalmente o que
acabavam de saber ali. Liane seria um inominável.
-
Li - Harry a chamou, pegando em uma de suas mãos. – Olha pra
mim, Li.
-
Por que minha mãe não me disse, ela devia saber sobre
isso. Ela é um inominável também. Eu... ela...
– Liane abaixou a cabeça. Ela sabia bem o que era ser uma
inominável, sabia por ver o que sua mãe vivia.
-
Li – Era Mione que se aproximou – Veja, pelo menos agora você
sabe e vai poder se preparar melhor quando os poderes começarem
a aparecer. Vai ser mais fácil e agora você poderá
conversar com sua mãe sobre isso. Fique calma, não é
a pior coisa do mundo.
-
Vai que você tem mais poder que aquele doido de
"você-sabe-quem" e destrói ele junto com o Harry! –
Falou Ron, como se pudesse animar um pouco as coisas. – aí
estaremos livres da destruição do mundo.
Mas
aquilo tinha perturbado demais Liane. Ela se levantou, riu de Ron e
saiu a passos largos da biblioteca. Harry resolveu ir atrás
dela. Ao sair da biblioteca ela saiu correndo em direção
a saída sul do castelo, a que ia para o corujal. Harry
continuava atrás dela. Pedia-a para parar, mas não
adiantava.
Quando
estavam passando pela ponte Liane começou a diminuir a
velocidade da corrida. Harry a alcançou e a virou para si. Ela
estava chorando. Seus olhos mostravam para ele a mágoa que
sentia naquele momento, que para ela aquilo não era pouca
coisa.
-
Li, não fique assim, por favor, eu não agüento te
ver triste, vem cá. – Harry a puxou para si, deixando um de
seus braços em volta dela e o outro acariciando sua cabeça.
– Eu tô com você agora Liane, vamos ver no que isso vai
dar e eu vou te ajudar do jeito que eu puder, viu.
-
Ai Harry, parece que sempre tem algo pra eu descobrir sobre mim. Isso
é tão ruim! Eu sempre tenho a impressão que um
dia vão descobrir que eu sou um monstro ou que vão me
manda pro fim do mundo. È horrível não saber
quase nada do seu passado, quem foram seus pais, você sabe do
que eu tô falando, você passou por isso! – falou Liane
ao pé do ouvido de Harry.
-
Sim, eu sei. Mas não é motivo pra você pensar que
você pode ser ruim por causa de algo no seu passado o por causa
dos seus pais. Quem faz o nosso futuro é a gente mesmo, Li.
Nós somos aquilo que fazemos. Podemos ser melhores ou piores
pelas escolhas e pelas atitudes nossas, não as dos outros. Eu
tenho aprendido isso desde o dia em que pisei neste castelo pela
primeira vez. Você vai ver. Tudo passa,.as pessoas passam, o
que fica são os sentimento e ensinamentos de tudo que vivemos.
Agora – olhando para o rosto de Liane e secando suas lagrimas. –
Temos muitas coisas que fazer, e uma delas é namorar. –
Disse sorrindo.
Liane
fungou o nariz e terminou de secar o rosto. – Mas...nos não
namoramos? – disse virando de costas para Harry.
-
Há é!, Então tá, srta. – Virou Liane
pelos ombros e a segurando pela cintura, disse - Você gostaria
então de namorar esse grifinório sem graça aqui?
Só um pouquinho?
-
Liane o fitou. Pensou que ele jamais ia pedi-la em namoro, ainda por
cima, daquele jeito. Então fitando seus olhos, disse – Não!
– E o beijou em seguida.
Soprava
um vendo frio, mas que não foi percebido pelo casal, assim
como a permanência de uma pessoa que os observava a uma certa
distancia, mas que tinha conseguido escutar tudo. Harry a girava
abraçando sua cintura e ela dava gritinhos. E riam.
Beijavam-se. Pareciam mais felizes por estarem juntos. Isso
preocupava, mas conseguiu tirar um leve sorriso do observador.
-
Jovens. Curtam ainda quanto podem. – E saiu rapidamente, pois viu
que o casal vinha em sua direção.
Ron
e Mione continuaram na biblioteca, procurando por mais pistas sobre
as marcas de Harry e Liane e sobre as horcruxes, mas como estava
próxima a hora do almoço resolveram achar os outros
dois e irem almoçar.
Em
uma mesa próxima estava Eric, que observava tudo de longe. Não
tinha sido visto. Aproximou-se da mesa onde estava o quarteto.
Procurou ver o que eles procuraram ou se tinham deixado algo para
trás. Pegou algumas anotações e saiu. Tinha que
pesquisar sem parecer suspeito.
