Capítulo IX – MM


Ela saiu, escoltada por Jensen que a segurava pela cintura. Michael e Jared ficaram para trás, cada um sentindo uma emoção diferente. E sem trocar uma palavra eles também saíram da festa. Jared voltou para casa, mas Michael achou que precisa checar uma coisa, primeiro. Uma idéia... um vislumbre de que havia alguma coisa muito errada naquilo tudo.

Ele pegou o carro e foi para o apartamento da roteirista. Chegou a tempo de ver Jensen abrir a porta pra ela descer. Ele encostou-se ao carro e ela ficou de frente pra ele. Conversavam animados, rindo, mas de onde estava Rosenbaum não conseguia distinguir o que falavam.

Pensou em ir embora, mas logo notou que eles estavam se despedindo. O loiro a abraçou bem apertado, deu-lhe um beijo na testa com muito carinho e voltou pro carro.

Carinho. Só isso. Nada mais. Michael sorriu, vitorioso, não havia nenhuma conotação sexual na relação deles. Por mais quente que a dança tivesse sido, por mais agarrados que os dois tivessem parecido nos últimos dias, eram apenas amigos. Era isso que ela queria lhe dizer no estúdio há uns dias.

Ficou tão perdido em seus pensamentos que não percebeu ela entrando no prédio. Só se deu conta quando a rua caiu no mais completo silêncio. E ele não soube o que fazer.

Mandy entrou no apartamento na penumbra, iluminado apenas por um pequeno abajur. Tirou as botas e foi se despindo em direção ao quarto. Se preparava para tirar o soutien quando ouviu a campainha.

Jen deve ter esquecido alguma coisa – pensou vestindo um hobby preto, com rosas vermelhas estampadas na barra e voltando para a sala.

- Michael? – ela se surpreendeu ao abrir a porta e dar com ele ali, de pé, ainda de quimono.

- Seu vizinho de baixo pediu pizza... Eu vi o Jensen indo embora... Pensei que estivessem juntos! – ele comentou com os olhos um pouco apertados.

Ela corou. Sentiu as bochechas arderem entendendo o que ele estava insinuando e decidiu responder a altura:

- Pensou mesmo? Tem certeza? Porque eu acho que se você pensasse isso de verdade, não teria vindo aqui.

- Eu viria, de qualquer jeito! Eu notei o jeito que você me olhou. Você cantou aquela música para mim. – ele parecia confiante demais.

- Errado. Não cantei aquela música para você. – e vendo um brilho de decepção pelos olhos azuis dele, ela completou – Eu dancei aquela música, esperando que você resolvesse cantá-la pra mim.

E ela não precisou dizer mais nada. Ali mesmo, na porta do apartamento, Rosenbaum a agarrou. Encostou o corpo da jovem ao batente da porta e ganhou seus lábios num beijo quase devasso. As línguas se reconheciam numa luta frenética, enquanto os dedos ágeis do ator desfaziam o laço que prendia o roupão. Ela mordia o lábio inferior dele, dando pequenos suspiros, sentindo um gosto de menta e vodka. Da pressa faminta, o beijo ganhava um ritmo mais calmo, dando tempo para que ele contornasse os lábios dela com a língua e depois voltasse a devorá-la sem cerimônia.

Deslizou a mão direita para a cintura descoberta dela, descendo em seguida pelo quadril e segurando com firmeza a coxa, erguendo sua perna para a altura da própria cintura. A roteirista arranhava o pescoço do ator com uma das mãos enquanto também tratava de desamarrar mais uma vez o quimono que ele trajava.

Faziam tudo sem desgrudar as bocas, como se tivessem esperado por aquele contato por dias e dias a fio. Os lábios se completavam, macios, urgentes. Agora as línguas já se reconheciam e buscavam explorar outras formas de toque. Uma seqüência de beijos rápidos, alternados por pequenas mordidas e novamente o tesão falava mais alto e as bocas se colavam numa junção que parecia não ter fim.

Já com o roupão quase todo aberto e sentindo a pele quente de Michael contra a dela, Mandy gemeu baixou, movimentando o quadril em busca de mais contato com o corpo do outro. Suas mãos agora deslizavam sobre os músculos do peito e abdômen do ator, enquanto as bocas não se desgrudavam. Ela precisava de fôlego, precisava respirar, então jogou a cabeça para trás e desceu uma das mãos sobre o volume na calça dele. Rosenbaum, por um momento, esqueceu como respirar. Quando voltou a si, ainda tremulo pelas carícias rápidas e apertos que ela dava em seu membro, encarou o pescoço dela tão a mostra entendeu aquilo como um convite e passou a beijar, morder e desenhar pequenos círculos com a língua ao longo da pele alva.

Ela estremeceu sentindo a língua quente deslizando e deixou escapar um gemido um pouco mais alto. Quando uma das mãos dele alcançou o elástico de sua calcinha, ela pareceu despertar por alguns segundos e riu, segurando-lhe o pulso.

- Mike, eu até que sou exibicionista, mas não tanto. Sabe, eu tenho vizinhos e uma delas é cardíaca.

Ele riu sem desgrudar a boca do pescoço da moça. Ergueu a outra perna dela, fazendo com que ela ficasse enlaçada em sua cintura. Entrou com ela no colo, batendo a porta atrás de si. Sabia onde ficava o quarto da roteirista, mas não queria, aliás, não conseguiria chegar até lá. Colocou-a sentada sobre a bancada que separava a sala da cozinha e continuou a investir contra o pescoço, deixando pequenas marcas das mordidas e chupões.

Mandy correu os dedos pelo quimono, fazendo com que caísse ao chão e deixasse o ator apenas com as calças. Mordeu os ombros fortes e desceu com as unhas pelas laterais do abdômen, fazendo Michael gemer com o frio na barriga que sentiu.

A tensão entre os dois era palpável. A urgência com que as mãos exploravam ambos os corpos deixava claro o quanto aquele momento havia sido esperado. E nenhum deles queria decepcionar. Por um momento, Michal parou o que fazia e encarou a roteirista. Os olhos dela estavam escuros de desejo. Ela retribuiu o olhar, passando a ponta da língua sobre o lábio vermelho, que combinava muito bem com o rosto afogueado, e sorrindo quase tímida enquanto baixava os olhos novamente, varrendo o corpo dele, apreciando cada músculo, cada curva.

Aquela pequena hesitação, aqueles segundos em que ele a olhou eram como uma pergunta silenciosa. Precisava saber o que estava acontecendo ali para saber como prosseguir. E a resposta, também silenciosa, que ela lhe deu foi mais que suficiente. Foi exatamente o que ele queria "ouvir".

Voltou sua atenção para o hobby que ela ainda vestia e o fez cair sobre a bancada, assim como o soutien preto. Apertou os seios da jovem, enquanto a fazia se inclinar para trás e quando a teve na posição que queria, desceu o rosto, beijando o colo até alcançar os mamilos rijos. Sugava com delicadeza, diferente do restante dos movimentos, diferente do modo como a havia agarrado a princípio, provocando uma inconstância de sensações que a estava deixando sem fôlego.

Uma das mãos do ator apoiava as costas da roteirista, enquanto a outra voltava a brigar com o elástico da calcinha que ela usava. Com a ajuda dela, conseguiu livrá-la da última peça de roupa e passou a brincar em sua entrada com as pontas dos dedos, ganhando gemidos roucos e suspiros dela em seu ouvido.

- Não é justo! – ela murmurou com o pouco de lucidez que lhe restava.

- O que não é justo? – perguntou investindo cada vez mais fundo com os dedos.

- Vo-você ainda está muito vestido pro meu gosto!

Ele sorriu com prazer e chegou um passo para trás, a fim de se desfazer do que tanto incomodava a moça. Já completamente nu, se aproximou novamente, puxando o corpo dela de encontro ao seu. E sem esperar mais, ele entrou com tudo o que podia. Rápido, firme e de uma vez.

Mandy sentiu as pernas perderem a força à medida que ele investia com mais velocidade enquanto lhe devorava a boca e o pescoço. Ela cravava as unhas nas costas dele, movimentando o quadril com a mesma intensidade, gemendo alto e ouvindo os sons que saiam da boca do ator, que dava ares de não se agüentar muito tempo.

Com um estremecimento ele gozou e ela foi junto, logo em seguida, fazendo um esforço imenso para não gritar o nome dele. Abraçaram-se, ela pensando por um momento que as fics que lia tinham razão, era possível mesmo esquecer o próprio nome num momento como aquele.

Após alguns instantes, ainda respirando com dificuldade, ela perguntou:

- Você precisa voltar pra sua festa?

- Eu estou exatamente onde queria estar. – respondeu, enquanto voltava a acariciar os cabelos dela colados às costas e aspirar o perfume que exalava dos cachos desfeitos pelo suor.

- Mesmo? – indagou completamente realizada.

- Não! – ele falou zombeteiro – Eu queria mesmo estar no chuveiro com você, agora.

E sem dar tempo para que ela respondesse, a ergueu no colo e seguiu para o cômodo em questão.


Este capítulo foi curtinho, mas depois dessa pegação não cabia mais nada, né?

No próximo eu conto o que aconteceu com o Jen depois que deixou a Mandy em casa.

Ah, quero agradecer de coração a Shiryuyforever94 que deixou umas reviews lindas e ainda me corrigiu num erro tosco q eu cometi. Eu escrevi HOBBY (lazer) quando queria escrever ROBE (vestimenta). Isso só prova o quanto a gente não pode confiar no Google qdo quer escrever alguma coisa... hahahahahaha