Capitulo 9: …¿Amor?...
"Senhorita Takenouchi, acaba de chegar o mostruário de tecidos que solicitou da companhia Kaben-Akai e a contabilidade da Boutique em Shibuya. Gostaria revisá-la?"- perguntou Motoko Sasaki, uma das assistentes de Sora ao entrar ao escritório. Mas só obteve como resposta o silêncio total de sua superior. A chamou de novo, mas Sora, que rascunhava alguns desenhos com um grande sorriso nem sequer percebeu sua presença.
O estado distraído de sua superior não conseguiu estranhá-la completamente, pois desde que havia voltado de suas férias após a apresentação na França, haviam-na surpreendido mais de uma vez sorrir involuntariamente no meio de uma reunião, ou suspirando profundamente e até caminhando cantando pelos corredores da Boutique ou ao ajustar alguma roupa nos manequins, mas sempre com um brilho que nunca haviam visto em seus olhos.
"Senhorita Takenouchi?"- esta vez passou a mão na frente de seus olhos tirando-a de seu transe.
"Motoko... O que foi?"
"O mostruário da Kaben-Akai e a contabilidade de Shibuya..."- resumiu sorrindo por sua reação.
"AH! Sim, claro... Obrigado Motoko. Em um momento reviso. Eh... me lembre que tem que preparar os documentos para fazer o balancete deste mês..."
"Eh... senhorita... fizemos isso semana passada... Ficamos até o amanhecer fazendo o balanço junto com os contadores, lembra?"- depois de se lembrar, Sora começou a rir... Que diabos lhe acontecia!?... Desde que havia voltado de Izumo estava arrebatada de felicidade e perdia facilmente a noção do tempo ou de seus atos. E simplesmente não podia compreender qual era a razão.
"Não sei onde estou com a cabeça..."
Nesse instante, outra de suas assistentes entrou após bater na porta. "Perdão interrompê-las, mas acaba de chegar um envio para senhorita."
"De que se trata?"
A moça, chamada Reiko Iwaki introduziu então um enorme e belíssimo arranjo de rosas brancas deixando-as sobre a mesa diante o rosto encantado de sua chefa.
"E vieram com isso..."- disse lhe mostrando um pequeno envelope, o qual tomou quase com cobiça... Ia ler imediatamente, mas o olhar atento de suas assistentes a deteve, lhes recriminando com o olhar a óbvia curiosidade que tinham por conhecer o conteúdo do envelope.
Motoko e Reiko se desculparam e se retiraram. Sora sentiu o delicioso perfume das rosas, pegando uma e se sentando em sua cômoda cadeira executiva para ler o que havia dentro do envelope.
"As rosas sempre florescem sob a cálida luz do Sol, lindas e perfumada como nenhuma outra flor... Mas jamais poderão superar a beleza do céu que se encerra em seu olhar escarlate como o entardecer..."
Eram as palavras que vinham empresas com uma letra que conhecia bem e que a fez suspirar profundamente. Essas rosas, como as que recebiam praticamente todos os dias desde seu regresso de Izumo, haviam sido mandadas por Yamato Ishida, seu amigo incondicional... E agora seu amante.
Inconscientemente recordou esses dias maravilhosos que havia passado ao seu lado... As longas conversas e caminhadas no meio de lindas paisagens... Às vezes que haviam rido... Essa inesquecível noite em seus braços que ainda podia sentir viva em sua pele... E a ternura que havia-na tratado depois disso, fazendo-a se sentir como se fosse a mulher mais especial do mundo para ele.
E desde esse dia, sem saber a razão, causa ou motivo, se surpreendia contemplando o azul do céu o as esponjadas nuvens, com esse enorme sorriso que agora mesmo possuía... Não lhe importava se parecia uma boba por seu estado distraído... Pelo menos sabia que era uma boba irremediavelmente feliz.
Yamato havia viajado para resolver assuntos importantes que somente o presidente da T.A.W Records poderia fazer pessoalmente... E tinha que admitir... Sentia saudades.
Não o havia visto há duas semanas e não havia dia em que não pensasse nele. Talvez por isso, o fato de lhe mandasse flores ou ligava, a fazia extremamente feliz. E isso a conscientizava que de algum modo algo havia mudado entre eles. Pelo menos nela e por isso seu estado de felicidade extrema era evidente, mas simplesmente não podia evitar. Agora as cores lhe pareciam brilhantes, a comida mais saborosa e ria de qualquer bobeira... E de tudo isso, Yamato era responsável... Por quê? Não sabia e não podia encontrar uma razão lógica... Quem sabe era produto dos hormônios ou de algum problema químico... Ou quem sabe...Poderia ser que já estivesse grávida...
"Oh!"- exclamou, dando-se conta que era a primeira vez que pensava na gravidez desde que haviam voltado de Izumo... Poderia ser verdade?... Mas, é que não encontrava outra explicação ao seu comportamento. Só podia ser isso.
Havia lido em um livro, que nesse estado poderia se perder parte da concentração e mudança de ânimo poderia ser provocado pelo desajuste hormonal que a gravidez trás consigo. Estava tão excitada com a idéia que não podia permanecer quieta. Pegou sua bolsa e saiu para respirar ar puro deixando Motoko e Reiko a cargo de tudo por algumas horas.
--
Sora jamais havia agradecido tanto por ter uma amiga em que pudesse confiar qualquer coisa... E sobre tudo... Um ombro onde chorar. Depois de ter feito alguns exames para comprovar se suas suspeitas eram verdadeira, os resultados eram contundente... Tudo havia sido um alarme falso e não estava grávida. E por essa razão, após tantas ilusões, agora se sentia desfeita.
"Vamos, Sora! Ânimo! Não é o fim do mundo."- dizia Mimi tratando de consolá-la. "Simplesmente se apressou um pouco. Tirou conclusões precipitadas, mas não é para tanto... Simplesmente tem que voltar a tentar e pronto. Nem sempre se consegue na primeira, sabe?"
"Eu sei... mas é que estava segura Mimi... Que outra razão poderia existir para meu comportamento dessas semanas?"
Mimi a observou sorridente e depois de pegar um lençol para embrulhar bem ao pequeno Daichi, que dormia profundamente. "Mmmm... não sei... mas acho que dever ser uma razão MUITO boa... Você está insuportavelmente feliz!"- respondeu enquanto voltava a se sentar ao seu lado, notando que havia conseguido lhe arrancar um sorriso e já estava mais tranqüila.
"Bom... é que... as grávidas ficam assim, não?... muito emotivas..."
"Sim, mas em seu caso, essa não era a razão... e sim outra... chamada Yamato, não acha amiga?"
"Do que está falando?"
"Oh, vamos Sora! Já sabe ao que me refiro! Não se faça de boba. Sei que é isso... não poder pensar em nada que não seja ele, sentir seus braços ao seu redor... Acredite, sei o que está acontecendo... Sora, VOCÊ ESTÁ APAIXONADA!"
"Queeeeeê! Não... claro que não... não se trata disso."- Sora negou sacudindo a cabeça com ênfase sumamente ruborizada.
"Sério?... Então vai negar a sua melhor amiga que nas últimas semanas não fez outra coisa que não fosse pensar nele..."
"Bom... é que... é algo normal, não?... digo, depois do que passamos juntos e..."
"Tudo bem... Mas, o que vai fazer? Disse a Yamato algo sobre isto?"
"Não. Nem sequer lembrei, não tive cabeça para nada... acho que... teremos que tentar, de novo."
"Sim... Pobrezinhos, tem que se resignar a voltar a tentar e seguramente terão que fazer muitas vezes... Ah, meu Deus! Quanto sacrifício. Espero que não pense que está abusando dele..."- acrescentou Mimi com um sorriso travesso e cínico fazendo Sora sorrir.
--
"Hei Yamato. Que bom que chegou... chomp... era o único que faltava... chomp... Entre, homem!... chomp... Todos estão no jardim... chomp..."- disse Daisuke após abrir a porta com um prato repleto de carne, deixando Yamato surpreso ao vê-lo comer, de forma que ele pensava que somente Tai era capaz.
"Eh... obrigado Daisuke... também me alegro em te ver..."
Justamente quando ia voltar a Odaiba, Yamato recebeu uma ligação de Ken convidando-o para um churrasco que Miyako resolveu fazer. Então, depois de uma hora de vôo e passar em seu apartamento para tomar um banho e colocar algo mais casual, dirigiu até a residência dos Ichijouji, feliz com a possibilidade de ver todos seus amigos reunidos, mas em especial essa ruiva que não podia tirar-la da mente, mesmo nas reuniões de trabalho. Estava seguro que no momento em que a visse, teria que lutar contra si mesmo para não se lançar sobre ela e devorá-la a beijos.
A casa era bem ampla e tinham um enorme jardim nos fundos, pois Miyako dizia que queria ter pelo menos quatro filhos, e como já estava na segunda gravidez, um apartamento não seria suficiente para uma família tão grande como a que desejava ter. E como clima tão agradável que havia, não lhe ocorria melhor forma de passar esse dia, como havia planejado sua amiga cheia de desejos.
Ia se acercar para cumprimentar seus amigos, mas se sobressaltou ao sentir algo gelado. Tai havia posto uma lata de cerveja em seu pescoço. "YAGAMI!... seu id..."- o homem se limitou a sorrir e com uma cara cheia de cumplicidade, o puxou até ele segurando-o pelo pescoço com o braço como se fosse lhe contar algo.
"Se procura a Sora... está na cozinha preparando uma salada... SO-ZI-NHA... Por que não vai lá ajudá-la?... Hei, Daisuke deixe isso ai! Esse hambúrguer é meu!..."- e assim como tão inesperadamente havia chegado, Tai marchou deixando seu amigo com a ligeira suspeita de que já havia bebido algumas cervejas.
"Em fim... acho que as cortesias podem esperar..."- Yamato entrou no interior da casa fazendo caso a sugestão de seu amigo que agora mesmo brigava com Daisuke pela possessão de um hambúrguer. E como seu amigo lhe havia dito, encontrou Sora na cozinha concentrada em cortar algumas frutas enquanto cantarolava uma música que podia se escutar desde o jardim. Ia cumprimentá-la, mas não pôde evitar contemplar-la por alguns segundos encostando-se no batente da porta enquanto cruzava os braços.
Usava um vestido rosa pálido de tecido leve com umas finas alças que deixavam praticamente descoberto seus finos ombros, ajustado perfeitamente ressaltando suas curvas. Lentamente se aproximou a ela enquanto que os ligeiros golpes da faca e o barulho na taboa faziam passar despercebidos seus passos. Ao estar atrás dela, sem que notasse, passou lentamente suas mãos desenhando sua figura ao mesmo tempo em que seus sentidos se inundavam com o fresco aroma que emanava de sua pele.
Ela não demorou muito em sentir a presença de alguém e rapidamente se girou para encontrar uns olhos azuis que a olhavam intensamente. "Olá, Cielo... sentiu minha falta?"- perguntou com um de seus sedutores sorrisos enquanto seus braços a rodeavam pela cintura.
Sora ia reclamar a imprudência de sua ação, considerando que tinha uma faca nas mãos. Mas ao ver-lo ali parado na sua frente, com essa camisa azul entreaberta e esse sorriso cativante, qualquer palavra que pudesse dizer, foi apagada de sua mente, tendo que fazer um esforço enorme em deter a enlouquecida carreira de seu coração, ao ser consciente, que estavam sozinhos e que na verdade estava feliz de vê-lo apos essas longas semanas. E antes que pudesse pensar em algo para dizer, Yamato cobriu seus lábios com os dele num beijo longo e doce. "Nossa!... Sempre cumprimenta assim todas as suas amigas?"- perguntou com um sorriso malicioso após aquela inesperada saudação.
"Mmmm... só as que são ruivas. Tem sorte! Pois senão não te consentiria tanto."- regressou de imediato ao seu trabalho, para que Yamato não visse o sorriso que havia se formado em seu rosto. Como sentiu saudades desses momentos em que ela brincava e ele seguia o jogo até lhe arrancar um sorriso.
Yamato, que não havia soltado sua cintura, colocou a cabeça sobre seus ombros enquanto ela terminava de cortar algumas maçãs. "E como está se sentindo?... Está tudo... Está tudo bem?"- perguntou consciente de que Sora sabia a que suas perguntas estavam sendo dirigidas, e com um grande suspiro deixou a faca de lado... Yamato queria saber se já estava grávida.
"Pelo que parece, as coisas não saíram segundo o planejado... mas acho que é normal... nem sempre se consegue na primeira vez..."
"Sim, é verdade."- assentiu ele.
Sora desejava averiguar que sentia Yamato, tratando de calibrar o tom de sua voz, mas ele sempre mantinha a calma até nas situações mais comprometedores, e nem sequer havia escutado um mínimo tremor em sua voz. E ela morria em saber se estava disposto a continuar, ou lhe diria que era melhor deixar para lá.
"E então. O que quer fazer?"- finalmente perguntou tratando de ocultar seu próprio temor que Sora decidisse terminar seu pacto com ele e buscar ajuda de outro homem. E essa idéia o deixava louco de ciúme, pois não ia permitir que alguém mais desse a mulher que amava o filho que ela tanto desejava, e que ele também desejava conceber somente com ela.
"O que você quer fazer?"- Sora regressou a pergunta, para deixar que ele mesmo decidisse se continuariam juntos ou não, pois mesmo que assim desejasse, não podia obrigá-lo a fazer algo que talvez já não quisesse fazer. Yamato meditou bem suas palavras antes de decidir.
"Acho... que deveríamos voltar a tentar... todas as vezes que sejam necessárias."- essa foi finalmente sua resposta, a qual lhe sussurrou no ouvido.
Sora intuiu que Yamato sorria, o conhecia muito bem para saber, e se sentiu feliz ao confirmar que ele queria ter esse filho com ela. "Sim... também acho."
O loiro a girou até ele afastando-a um pouco da mesa onde estava. "Ficou desiludida que não ocorresse desta vez?"- lhe perguntou lhe segurando a cabeça com a mão, com uma amabilidade que a desarmou. Sora se refugiou ternamente em seu peito para sentir um pouco mais seu calor.
"Sim... me desilusionei. Mas como a Mimi me disse, não é o fim do mundo e agora já estou melhor."
Yamato a abraçou imaginando a desilusão pela qual deveria ter passado. Gostaria de ter estado ali para consolá-la, mas talvez, se tivesse sido assim, teria sido mais difícil para ela. "Bom, o que acha se hoje nos esquecemos disso, levamos está salada lá fora e comemos o que encontramos junto com umas cervejas, de acordo?"
"De acordo!"
Perfeito, vamos então... E quem sabe... Se não tivermos nada mais para fazer depois... Poderíamos... Bom, você sabe."
Sora se limitou a sorrir e lhe entregar a travessa com a salada que havia preparado.
--
Um sol redondo e alaranjado descia pelo céu azul, quando Yamato observava como Sora dançava com Takeru enquanto ria seguramente de alguma piada que seu irmão havia lhe contado.
"Então?... Já lhe disse algo?"- perguntou Taichi enquanto lhe entregava uma lata de cerveja e sentava ao seu lado.
"Não... e não sei se deveria... Tudo isso foi tão repentino que a mim mesmo me custa aceitar. Imagina como ela tomaria se lhe dissesse Oi sora, o que acha? Acabo de descobrir que estou perdidamente apaixonado por você..."
"Oooooh, por favor. Vamos Ishida. Desde quando é um galinha e, por favor, o que é isso de que tudo foi repentino?... Aceite, você sempre esteve apaixonado por ela! E não se incomode em negar."- sim, efetivamente, era algo que sabia que já não podia negar, pois agora compreendia que aquela plenitude que sentia ao estar ao seu lado desde sua infância, não era outra coisa que um amor que estava crescendo junto com eles e agora devido aos últimos acontecimentos, simplesmente havia saído do esconderijo.
"Me entenda Tai, não é tão fácil... Eu só deveria ajudá-la a conceber um filho, isso não deveria afetar nossa amizade. E de nenhuma maneira deveria me apaixonar por ela, entende?
"E o que esperava? Não pode transar com sua melhor amiga e no dia seguinte fingir que não aconteceu nada. Claro que seus sentimentos tinham que ser afetados! Apaixonou-se e pronto. Isso não deveria ser nenhum problema."
"Ao contrário, ESSE é o problema. Somente eu me apaixonei, ela continua me vendo com um bom amigo."
"E como você sabe? Nem sequer perguntou. E para ser sincero, Sora é minha melhor amiga e a conheço perfeitamente, por isso acho que ela também está apaixonada por você... Só que não se dá conta, e não conseguirá se você não lhe dizer nada. Com o silêncio nenhum dos dois ganhará nada e ficar calado é o pior que poderia fazer."
Sem dizer mais, Tai saiu ao ver que sua esposa o chamava para dançar uma música romântica que começava a tocar. Yamato sabia que seu amigo tinha razão.Mas lhe angustiava a idéia de que Sora se afastasse dele se não correspondesse seus sentimentos. E pelo menos dessa forma podia continuar ao seu lado, pois agora se sentia como seu amigo-amante... Por agora só precisava de um pouco de tempo. Por agora simplesmente iria com ela e pediria ao seu irmão que lhe deixasse dançar com ela.
E ao chegar a noite, ambos se encontravam no meio de uma improvisada pista abraçados e seguindo o ritmo lento de uma balada. Sora com os olhos fechados deixando-se levar pelo suave ritmo com que Yamato a guiava enquanto seus braços se recusavam a deixá-la ir, desfrutando plenamente daquele momento em que podia tê-la somente para ele e absorvidos em um mundo onde só existiam os dois.
--
Ao terminar a reunião, Yamato acompanhou sua ruiva até seu apartamento. Haviam se divertido muito e agradeciam aos desejos de Miyako, que durante sua gravidez tinha as idéias mais descabeladas, para horror de seu marido.
"E, viu a cara do Ken quando queira soltar foguetes?"
"Não tão horrorizada como quando queria dançar polca... Pobre Ken, acho que estava ponto de sofrer um colapso nervoso... Somente Miya para ter essas idéias com cinco meses..."- ambos riram já no apartamento. Já passavam das dez e haviam tido um dia agitado mas divertido.
Depois de uns minutos de conversa, Yamato iria se retirar quando a voz de Sora o deteve."Yamato."
"Hm?... O que foi, Cielo?"
"Sobre o que me perguntou hoje... se havia sentido sua falta... na verdade, você não faz idéia do quanto."
Não soube o que foi. Se aquelas palavras, o brilho de seus olhos ou o fato de que não queria deixá-la, mas quando se deu conta, se encontrava beijando aqueles lábios com desespero e ansiedade, que parecia que há anos não provava esse apreciado alimento. E o melhor de tudo é que ela correspondia com a mesma intensidade e devoção, de alguma forma, os lábios de Yamato haviam se convertido em sua fonte vital de sobrevivência.
Beijos que foram se convertendo em carícias enquanto Yamato a conduzia lentamente até ao quarto, em meio à aqueles beijos que levavam implícitos a promessa de uma noite de paixão arrebatadora. No fim, nenhum dos dois pôs resistência, deixando fora daquelas portas qualquer tipo de consciência que pudesse reprimir seus impulsos e brindando-se mutuamente os beijos e carícias que seus corpos exigiam a gritos... E assim, ao menos para eles a noite ainda era muito jovem e não iam desperdiçar nenhum momento dela.
