Aviso: Inuyasha e Cia. ainda não me pertencem, ainda por que um dia pelo menos o Kouga será meu!
The fury in the snow.
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Houshi.
_Achei que ela nunca mais fosse embora! – falou Sango extremamente irritada reaparecendo na cozinha.
_Ayame não se demorou tanto assim Sango. – retrucou Kagome colocando os pratos, agora limpos, de volta ao armário.
_Kagome ela ficou aqui por duas horas! – exclamou – Duas horas! – repetiu elevando seu tom de voz – De quanto tempo alguém precisa para tomar uma simples sopa?
_Sango... – chamou Kagome com um sorriso travesso.
_O que?
_Você é bem pior que uma velha resmungona.
*.*.*.*
_Vamos logo Sango, que já estamos atrasadas. – suspirou Kagome parada na calçada com o uniforme da faculdade.
Desta vez ao invés do casaquinho verde transparente do dia anterior, ela usava um casaquinho cor de cinza chumbo curto de mangas também curtas, que era fechado por um único botão, e que se olhasse de relance, ou mesmo de longe, poderia até mesmo ser confundido pelo colete do uniforme original.
_Só um momento Kagome. – pediu Sango, parada em frente à porta de casa, de frente a kirara, que estava sentada no chão, olhando-a atentamente – Você entendeu Kirara? Se alguém invadir a casa, se transforme e ruja, pode até morder o invasor se for preciso...
_Por favor, Sango, a Kirara já sabe isso de trás para frente agora vamos. – Kagome falou em tom de suplica começando a puxar Sango pelo braço.
_Espere kagome! – exclamou Sango – Eu ainda não disse a Kirara, o que ela deve fazer em caso de incêndio!
_Ela deve sair da casa e procurar por você imediatamente. – Kagome girou os olhos – Sango, ela também já sabe disso!
_Espere um pouco Kagome. – pediu Sango – Você está se vingando! – acusou.
_Me vingando? – repetiu Kagome – Do que?
_De eu ficar arrastando-a para todo lado!
_Não seja boba Sango. – riu Kagome ainda a puxando – Mas se não nos apressarmos, chegaremos atrasadas na faculdade.
_Precisamos de um carro! – exclamou Sango repentinamente.
_Por quê?
_Kagome, olhe para nós! – Sango parou de caminhar (correr) e puxou Kagome com brusquidão – Somos maiores de idade, moramos sozinhas e não temos carro!
_E daí? – Sango quase podia ver o ponto de interrogação desenhado no rosto de Kagome.
_E daí que acabamos sendo obrigadas a ir andando para onde quer que seja! \o/
_Não vejo nada de mal em caminharmos. – respondeu Kagome. – Até agora nós só fomos de casa para faculdade e da faculdade para casa.
_Você tem dinheiro para um carro? – perguntou Sango.
_Além disso, caminha é muito saudável. – Kagome ignorou a pergunta de Sango.
_Você tem dinheiro para um carro? – insistiu Sango.
_E os carros poluem muito. – disse Kagome, resignada em continuar a ignorar Sango.
_Você tem dinheiro para comprar um carro? – Sango insistiu mais uma vez.
_E você viu só, como os carros estão quebrando com cada vez mais facilidade hoje em dia?
_É, ela não tem dinheiro para comprar um carro. ¬¬' – concluiu Sango.
_E nem você! – respondeu Kagome.
_Na verdade, nós mal temos para nos alimentar – suspirou Sango.
_Mas o que quer que eu faça? – perguntou a outra – Levante as mãos para o céu e diga "apareça um carro neste exato momento!"? \o/
A buzina de um carro interrompeu a conversa das duas amigas e um "Honda civic 2009" negro estacionou ao lado delas, fazendo-as arregalar os olhos.
_rápido Kagome! – Sango agarrou-lhe pelos ombros e a sacudiu – Diga que vai chover dinheiro do céu! – ela olhou para cima de maneira ansiosa, mas quando viu que não caia dinheiro do céu, olhou para Kagome desesperada e a sacudiu – Diz!
_Mas... Mas... – murmurava Kagome desconcertada.
Logo o vidro da janela do carro baixou, e um jovem sorridente de olhos azuis surgiu.
_Ola moças.
_Ou melhor... – resmungou Sango – Diga que esse cara desapareceu em uma cortina de fumaça.
Kagome o fitou, com um sorriso amarelo, mas logo o sorriso desapareceu e deu lugar a um par de olhos esbugalhados, quando reconheceu aquele que lhes sorria.
Ele era o mesmo garoto com o qual, no dia anterior, Sango havia esbarrado e chamado, aos gritos de mane, logo em seguida.
_Oh céus! – exclamou – Mil desculpas!
_Desculpas? – repetiu confuso – Pelo que?
_Você não sabe? – indagou confusa – Ontem Sango atropelou você, e te chamou de mane logo em seguida.
_Oh, verdade? – ele olhou para Sango – Eu me lembro perfeitamente de uma garota doida, quase deslocar meu ombro ontem ao esbarrar comigo, mas foi tudo tão rápido que eu nem mesmo vi o rosto dela.
_Ops... – Kagome sorriu amarelo.
O sorriso do rapaz se alargou perante a confusão de Kagome.
_Escute, eu só estava passando a caminho de Shikon, quando avistei vocês duas, e percebi que também usavam o uniforme de Shikon, então pensei em dar-lhes uma carona. – explicou.
_Nossa que sorte! – exclamou animada.
_Muito obrigada, é muita gentileza sua, mas vamos recusar. – respondeu Sango.
_Vamos recusar? – Kagome perguntou chorosa.
_Vamos. – respondeu recomeçando a caminhar e levando Kagome consigo.
_Vamos senhorita, porque não aceita minha carona? – perguntou o jovem, acompanhando-as de perto com o carro.
_Porque você é um estranho. – respondeu Sango sem encara-lo – Quem me garante que não é um pervertido, a procura de garotas indefesas como nós?
_Garotas indefesas? – exclamou Kagome surpresa – Sango você é tão indefesa quanto um urso pardo!
Sango cerrou os olhos com raiva contida ao olhar para Kagome.
_Por favor, senhorita. – interveio o rapaz – Eu nunca me perdoaria sabendo que permitir duas damas tão belas irem caminhando até shikon.
Então você terá de conviver com isso. – respondeu voltando a andar com Kagome.
_Oh, por favor, Sango. – suplicou Kagome – Você mesma estava dizendo ainda pouco, que precisamos de um carro, porque não aceitar uma carona quando ela aparece de tão bom grado?
Sango cerrou os olhos mais uma vez, certamente se si negasse a entrar naquele carro, certamente Kagome iria choramingar pelo resto do caminho.
_Está bem. – suspirou.
_Viva! – comemorou Kagome entrando no carro e logo sendo seguida por uma contrariada Sango.
_Miroku, prazer. – apresentou-se o rapaz quando o carro começou a andar.
_Eu sou Kagome, e ela é Sango.
_Vocês são novas em Shikon, não são? – perguntou puxando assunto – Eu, pelo menos, nunca as vi por lá.
_Somos novas sim. – respondeu Kagome.
_Bem vindas a Shikon.
_Obrigado. – neste momento, Kagome deparou-se com algo pendurado no espelho retrovisor – Isto é um pergaminho sagrado?
Ao ouvir a pergunta feita por Kagome, Sango desviou sua atenção da janela para fitar o local indicado pela amiga, e pode confirmar que ali realmente havia um pergaminho sagrado pendurado. Pensando um pouco, concluiu que o único templo pelas redondezas era o templo Takashi, embora ela e Kagome ainda não tivessem tido tempo de ir visitá-lo, logo se aquele pergaminho pertencesse ao templo Takashi, indicava que o rapaz morava pelas redondezas. Inconscientemente gemeu de frustração.
_É sim. – respondeu Miroku, tirando Sango de seus devaneios – Meu pai insistiu para eu colocar um no carro.
_Ele deve ser bem religioso. – comentou Kagome.
_Não poderia ser diferente, afinal ele é um monge budista. – riu Miroku.
_Seu pai, é um monge budista? – perguntou uma descrente Sango.
_Monge chefe. – respondeu Miroku com orgulho. – Ele mesmo fez esse pergaminho.
_Então você também é um monge? – Kagome perguntou desconcertada.
Miroku não se parecia com um monge, ele usava duas pequenas argolas douradas na orelha esquerda e uma única argola solitária na orelha direita, também havia em ambos os pulsos do rapaz braceletes negros adornados com espinhos por sua extensão, ele também usava um discreto piercing na sobrancelha direita e havia fones de ouvido em seus ouvidos. Devia estar em um volume baixo para ele a estar escutando.
_Só de sangue. – respondeu Miroku – Fui nascido e criado em um templo, e treinado para lutar e usar meus poderes espirituais.
_Igual a mim. – pensou em voz alta.
_Você senhorita? – riu Miroku – Desculpe-me, mas você não tem cara de monge budista.
_Não. – Kagome balançou a cabeça – Não um monge budista, uma miko. – sorriu.
_Se me permiti dizer senhorita Kagome, você é uma lindeza de Miko. – Miroku ajeitou o espelho retrovisor para pode ver Kagome que estava vermelha – Realmente é muito bonita.
_Pare de encabular minha amiga. – esbravejou Sango.
_Oh claro, perdão. – respondeu Miroku voltando seus olhos para o transito – E quanto a você senhorita Sango?
_O que tenho eu?
_Também é uma miko? – perguntou sorrindo.
_Não. – Sango sorriu perversa – Sou uma descendente legitima de exterminadores de youkais e fui treinada para matar sem piedade.
O som de Miroku engolindo em seco foi audível para as duas garotas, logo antes dele sair do carro, e só naquele momento elas perceberam que já estavam no estacionamento da faculdade Shikon no Tama.
_Acho que você o assustou Sango. – murmurou Kagome.
_Essa era a intenção. – respondeu Sango com um sorriso maligno – Mas de qualquer forma, eu só disse a verdade.
_Shikon no Tama, senhoritas. – informou Miroku abrindo a porta do carro e curvando-se quando Kagome saiu, ainda esperou por mais alguns momentos com a porta aberta para que Sango também saísse.
_Muito obrigada pela carona, Houshi-sama. – agradeceu Kagome.
_Oh não. – disse Miroku – Não me chame de "Houshi-sama", apenas Miroku está de bom tamanho.
_Claro, Miroku. – Kagome sorriu.
_E agora vamos Kagome. – chamou Sango.
_Sango você não vai agradecer? – Kagome perguntou olhando-a.
_Obrigado. – Bufou Sango – Houshi-sama. – e depois disso saiu puxando Kagome.
_Por favor, deixe que eu as acompanhe até a sala de aula. – pediu Miroku apressando-se para alcançá-las.
_Não é necessário, obrigado. – recusou Sango.
_Oh, mas eu insisto. – dizendo isso Miroku passou os braços por sobre os ombros das garotas.
_Tire suas mãos de mim seu abusado! – exclamou Sango afastando-se de Miroku com um empurrão.
_Isso me machucou, senhorita. – Miroku fez uma cara triste colocando a mão sobre o coração. – Bem no fundo.
_Não machucou nem metade do que eu gostaria! – revidou Sango saindo praticamente marchando à frente.
_Você também não vai me abandonar, vai senhorita Kagome? – perguntou ainda com a mesma carinha triste.
_Não Miroku.
_Então vai me deixar acompanha-la? – perguntou sorrindo.
_Vou.
_Oh que bom... Fico muito feliz com isso. – disse em um tom estranho.
Kagome sentiu-se paralisar quando a mão de Miroku desceu de seu ombro e escorregou por sua costa até...
_HENTAI! – gritou lhe estapeado furiosamente e logo em seguida chutando-lhe as partes baixas – NUNCA MAIS SE APROXIME DE MIM! – gritou empurrando-o para o chão e saindo correndo puxando Sango junto com sigo.
_É isso que acontece quando você não me ouve! – Miroku ainda ouviu Sango exclamar, enquanto estava ali estirado ao chão.
_Acho que... Fiquei estéreo. – gemeu.
_Miroku... – a principio, quando ouviu que lhe chamavam, Miroku ignorou achando está alucinando pela dor, àquela garota era demasiada forte – Miroku...
E foi só quando lhe chamaram uma segunda vez, foi que se permitiu olhar, quem lhe chamava era um anjo, só um ser celestial podia ter as curvas de seu corpo tão perfeitas, e embora a claridade do sol que batia diretamente no rosto de seu anjo não lhe deixasse ver as feições, ainda eram claros seus cabelos cor de fogo.
_Um anjo... Veio levar-me? – murmurou com um sorriso bobo – Nunca imaginei que um anjo fosse tão sexy.
_Miroku, está querendo apanhar? – o ser de cabelos cor de fogo, perguntou audivelmente zangado. – Não sou anjo algum!
_Quem...?
_Sou eu! – rapidamente o ser se abaixou e apanhou Miroku pela camisa para levanta-lo – Sou Ayame!
_Ayame? – repetiu atordoado.
_É – girou os olhos – Lembra de mim?
_Lembro. – murmurou ainda atordoado.
_O que deu em você? – e antes que ele tivesse tempo de responder ela o puxou para ir junto com ela e continuou a falar – Você está mais lerdo do que de costume!
_Eu... Fui atingindo.
_Onde, na cabeça?
_Antes tivesse sido na cabeça. – respondeu com um gemido.
_Se não foi na cabeça, onde foi?
_Nas jóias da família. – respondeu com uma careta – Eu acho que fiquei estéreo.
Ayame gargalhou. – Miroku quem fez isso a você?
_Foi uma garota que...
_Qual o nome dela? – interrompeu Ayame com extrema animação – Por favor, me diga para que eu possa agradecer!
_Agradecer? – exclamou Miroku ultrajado – Que tipo de amiga você é?
_O tipo de amiga que sabe como você é, e que também sabe que há um bom tempo merecia umas pancadas, ou nesse caso um chute, já que simples bofetadas não adiantam. – respondeu com falsa seriedade.
_Acho que não sei escolher minhas amizades direito. – resmungou colocando as mãos nos bolsos.
_Miroku! – chamou a voz distante de Inuyasha, que fez o costumeiro brilho alegre dos olhos de Ayame se esvaecer. – Ei cara, aqui!
_Não, você não sabe. – murmurou se afastando com tristeza.
_Ayame...! – Miroku ainda chegou a dar um passo a frente com a mão estendida, mas parou quando Ayame o olhou com um sorriso triste.
_Tudo bem Miroku. – falou – Vá falar com seu amigo canalha. – e se distanciou.
*.*.*.*
Hum... Acho que não demorei né? ^^'
Respostas as review's:
Dreime: Brasil, Brasil meu Brasil brasileiro... *cantarolando* Sabe de uma coisa? Talvez eu de um dicionário para a Ayame. ^^
Ellen: Valeu, vou postar sempre que eu puder.
Um livro, que máximo! *batendo palminhas* Eu também gostaria de escrever um livro, mas as únicas coisas que saem da minha cabeça são histórias com o tema "Inuyasha". ^^'
Bem eu mandaria, mas acontece que eu não tenho o seu E-mail. ^^'
Ayame Gawaine: Podes crê você me ajudou bastante! Acho que agora a história finalmente começara a tomar um rumo!
E quanto a eu terminar a fic com grande estilo quando eu menos esperar... Que os anjos digam amém!
É finalmente a Sango encontrou alguém a altura, para "discutir" com ela. ^^
