O SEGREDO DOS ANJOS – PARTE III
ASCENSÃO
Dama 9 e Hana-Lis
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Nota:
Os personagens de Saint Seiya não nos pertencem, pertencem a Masami Kurumada, Toei Animation e empresas licenciadas.
Apenas Diana e Aisty são personagens criadas única e exclusivamente por nós para essa trilogia.
Este é um trabalho de fã para fã sem fins lucrativos.
Uma boa leitura a todos!
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Importante!!!
Dama 9, Hana-Lis e amigos incentivam a criatividade e liberdade de expressão, mas não gostamos de COPY CATS. Então, participe dessa causa. Ao ver alguma história ou qualquer outra coisa feita por fã, ser plagiada ou utilizada de forma indevida sem os devidos créditos, Denuncie!
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Capitulo 9: Loucuras de Demetrius Petrakis.
.I.
Santuário, Grécia...
-Rodes... Tudo indica que Apolo deva estar mesmo em Rodes, segundo o que nosso informante relatou. Entretanto, vai ser difícil encontrar a toca do lobo e... Aioros? Aioros...? – Afrodite chamou ao perceber que o amigo estava totalmente alheio ao que dizia.
Sentado em frente ao pisciano, Aioros equilibrava uma caneta entre os dedos com um olhar distante, enquanto o cavaleiro relatava sobre os passos de Apolo, apontando a pequena ilha de Rodes sobre o mapa em cima da mesa.
-Acho que devia tentar esquecê-la...;
-O que disse? – Aioros indagou por fim, despertando de seus pensamentos.
-Para o seu próprio bem, devia tentar esquecê-la; Continuou Afrodite mesmo diante do olhar surpreso do amigo.
Sabia sobre o sentimento do amigo para com Diana, todos sabiam e havia ficado mais do que evidente na reunião da tarde passada, o quanto estava magoado em saber que a mesma havia escolhido Shura. O triangulo que já se estendia durante meses havia sido quebrado e saber que o coração da jovem não lhe pertencia, parecia estar lhe corroendo em silêncio, já que o mesmo nada dizia a respeito, se trancava em sua cela e se perdia em pensamentos.
-Afrodite, eu...; Começou Aioros.
-Eu sei, talvez você não esteja a fim de falar sobre isso, mas se trancar em sua cela e sofrer calado pode ser ainda pior, acredite. Se a ama, chore, sofra por ela, mas somente o suficiente. Não perca a esperança em poder amar novamente. Talvez ela seja mesmo especial, mas haverá outras mulheres tão ou mais especiais que ela e que passarão por sua vida, disso você pode ter certeza.
Aioros não conteve um baixo suspiro, antes de baixar a cabeça e voltar a fitar a caneta sobre a mesa. Talvez Afrodite tivesse razão, mas agora, nesse momento, não era tão fácil pensar dessa forma.
-Meu amigo, você é jovem, bonito e...;
Continuou Afrodite, mas ao ver o amigo levantar a cabeça e arquear a sobrancelha mesmo que de leve, completou:
-Não se preocupe à parte do "bonito", é o que ouço das servas e do mulherio geral do Santuário, ainda que eu saiba admirar a beleza de outro homem sem ter que necessariamente me sentir atraído por ele.
-Afrodite, é bem, eu...; Aioros murmurou constrangido.
-Não se preocupe já estou acostumado a esse tipo de reação, ou comentários como o que faz o artrópode pervertido, mas me diga uma coisa... O que é ser um homem de verdade? Bancar o machão incorrigível ao estilo Mascara da Morte? Ou ainda pior, bancar "El Don Juan", na versão pirateada é claro, como uns e outros que conhecemos fazem por aí e tratar mulheres como meros troféus?
Aioros não conteve a expressão surpresa... Definitivamente não conhecia "aquele Afrodite".
-Mulheres são como rosas...; Afrodite continuou, conjurando uma entre os dedos e fitando-a fixamente. –Todo o cuidado e dedicação para com elas ainda é pouco, no entanto, apesar de sua aparência "frágil" são muito mais fortes do que podemos imaginar e que um dia sequer poderemos chegar a ser. Embora uns e outros que conhecemos acreditem-se conquistadores, nada mais são do que seres patéticos, incapazes de compreender a superioridade dessas belas rosas selvagens, sejam elas deusas, mulheres ou mitos; completou sem conter o tom de sarcasmo na voz.
-Uau... Acho que, não conhecia esse seu lado; Aioros falou sem conseguir conter o espanto e um meio sorriso.
-Talvez nem eu mesmo, me conheça a fundo, mas o fato é que, meu amigo, apesar do que está sentindo nesse momento, não há motivos para que fique nessa foca por muito tempo. Não pra alguém que é descrito como a "personificação do tão sonhado príncipe encantado..."; Afrodite sorriu recostando-se na cadeira, diante do olhar surpreso do amigo.
-Como? –Aioros sorriu.
-Ouvi uma conversa entre as servas esses dias...; Continuou Afrodite, com um sorriso matreiro. –Sabe aquela do cabelo violeta? Aquela que tem umas sardas graciosas no rosto e sobre o nariz arrebitado. Acho que se chama, Viviane, bem ouvi isso da boca dela esses dias entrando em meu templo...
-Sério? –Aioros balançou a cabeça e levou uma das mãos até o cabelo, deslizando até a nuca num gesto constrangido.
-É; Afrodite sorriu. –E só estou lhe contando isso porque sei que você não vai ficar com o ego inflamado e sair contando vantagem por aí como uns e outros. Ou será que vai? –Indagou num sorriso divertido.
-Imagina; Aioros sorriu e depois arqueou a sobrancelha. –Até mesmo porque, essa moça parece ser a sua "preferida"... Não se preocupe, será como se nunca houvesse ouvido isso.
-De forma alguma, ela, não é a minha "preferida"; Afrodite fez questão de frisar. –E se quer saber, também não a levei pra minha cama...; Sorriu divertido vendo o sagitariano arregalar os orbes.
-É, bem, eu...; Aioros balbuciou. –É que você falou dela de uma forma tão...;
-Meu amigo, apenas acho que toda e qualquer beleza é digna de ser admirada e com ela não seria diferente; Afrodite respondeu com simplicidade levantando-se da mesa. –Agora pra que eu chegue a ter algo com essa jovem ou qualquer outra mulher, é preciso muito mais que apenas beleza física. Bom, agora tenho quer ir, tenho umas coisas a resolver, mas pense no que eu te disse, certo? –pediu o pisciano caminhando até a porta.
Aioros apenas assentiu vendo o amigo sair pela porta do observatório. Durante alguns minutos apenas permaneceu ali sentado, pensando em tudo aquilo, até que se levantou guardou os mapas e tudo mais o que estavam usando e desceu para seu tempo.
.II.-Você não vai sozinha até lá! – o rapaz exasperou, esticando-se na porta, para impedi-la de passar.
-O que? Mas é claro que vou... O que tem de mais nisso? –ela falou aborrecida.
-Ainda pergunta? –Indagou o garoto observando a jovem dobrar a camisa sobre a cama e depois colocá-la em uma sacola.
-Demetrius Petrakis...; ela falou pausadamente. –Faz dias, ou melhor, acho que mais de um mês que essa camisa está aqui, lavada e passada e um certo alguém não a quis devolver ao seu dono, não se lembra?
-É... Bem, eu sei que devia ter levado, mas...; Balbuciou o garoto, sem saber como se justificar. Sempre que a irmã lhe pedia para fazer isso, arrumava mil desculpas, mas o fato era que não tinha coragem de subir até o Santuário. Não sozinho.
-Mas? –Indagou a jovem apoiando ambas as mãos na cintura. –Mas nada e não me venha com aquela história de que tem um louco que coleciona cabeças no Santuário...
-Acácia...; Murmurou o garoto enquanto se sentava sobre a cama. –Você não entende, Máscara Da Morte de Câncer existe e realmente coleciona cabeças no seu templo. É só ver uma que lhe agrade como enfeite e zass... Lá se foi mais uma pra sua coleção.
-Demetrius, Demetrius... Você ainda acredita em coelho da páscoa? Isso é história de gente boba que não tem o que fazer e usa a sua mente altamente criativa, para poder criar histórias de terror e assustar criancinhas.
-Hei? Quem aqui é criança? –O garoto indagou contrariado franzindo o cenho e cruzando os braços.
A jovem apenas sorriu passando pelo irmão e dando-lhe um tapa estalado no cocuruto. Grande cavaleiro de prata seria Demetrius Petrakis; pensou caminhando até a porta.
-Mas Acácia...; O garoto continuou ainda preocupado, aproximando-se da irmã. –E se... E se Mascara da Morte gostar da sua cabeça e a quiser na coleção e se...; Demetrius ponderou com um olhar triste. –Você é a única irmã que eu tenho...;
-Não se preocupe; a jovem sorriu com doçura e abraçou o irmão. –O tal "Máscara Morta" não existe é apenas um conto de terror e...
-É MÁCARA DA MORTE, Acácia, quero dizer, Máscara da Morte; o garoto foi rápido em corrigir.
-Ta certo, Máscara da Morte; Disse a jovem voltando-se para o rosto contrariado do irmão, sem conseguir conter um meio sorriso. –Mas o fato é que é preciso muito mais que um louco que adora decapitar cabeças para separar os Petrakis.
Dito isso a jovem repousou um beijo estalado na bochecha do irmão e caminhou até a porta.
-Não se preocupe eu volto logo e... Com a cabeça no devido lugar, prometo; A jovem sorriu divertida antes de sair.
.III.
Jogou a toalha molhada em cima da mesinha de centro e a camisa que trazia nas mãos sobre o ombro do sofá. Deitou-se preguiçosamente levando uma das mãos aos cabelos ainda úmidos. Precisava pensar.
As palavras de Afrodite não lhe saíam da cabeça, mas... Nem ela.
Não conseguia esquecer aqueles orbes azuis, aquele perfume... O sabor daqueles lábios macios, mesmo que os tivesse tocado somente uma única vez.
-Diana...; Aioros murmurou fechando os orbes, na esperança de que com isso a imagem daquele belo rosto lhe saísse dos pensamentos, porém sabia que isso não seria possível e que se sentiria ainda pior quando a mesma retornasse de Atlântida ao lado de Shura.
Afrodite tinha razão... Tinha que esquecê-la.
-o-o-o-o-
Bom, até agora sua cabeça permanecia intacta e no mesmo lugar onde sempre estivera, em cima do pescoço; pensou a jovem de melenas douradas enquanto subia os muitos degraus das doze casas.
Sagitário? Pelas suas contas ainda teria de subir alguns muitos degraus, já que estava diante do primeiro templo zodiacal, Áries. E agora? –Pensou a jovem, observando atentamente o grande templo aparentemente vazio. Como passaria por ali? Porem, seu guardião apareceu como que por mágica instantes depois na sua frente.
-Senhorita?
-De onde você veio? –Indagou Acácia sentindo o coração saltar dentro do peito, ao deparar-se com o jovem de melenas lavanda e olhar sereno a sua frente. –Não me diga que a lenda do cavaleiro sem cabeça realmente existe?
-Como? –Mu indagou confuso.
-O tal Máscara Morta, o que decapita cabeças, ele realmente existe?
-Acho que se refere à Máscara da Morte; ponderou Mu franzindo o cenho. –O Cavaleiro de Câncer, mas o que quer com ele?
-Com ele nada pela graça de Zeus; suspirou a jovem.
Será mesmo que o irmão estava dizendo a verdade? Mas a julgar pelo que vira a pouco, um rapaz bonito, mas com estranhas manchinhas na testa que o faziam assemelhar-se mais a um elfo, aparecer do nada como que por obra de bruxaria...
-Bem, o que quero é falar com Aioros, sabe se ele está? – Ela completou.
-Ah sim, claro, ele deve estar sim; respondeu Mu ainda achando estranha a reação da jovem em relação a Mascara da Morte.
-Poderia, por favor, me levar até ele? Não sei bem aonde ele mora e...
-Claro, senhorita, será um prazer. Alias será muito bom que Aioros receba a sua visita...; O ariano respondeu de forma enigmática e antes que a jovem indagasse o porquê, completou. –Porém, de Áries a Sagitário há uma longa jornada e acho que podemos encurtar esse caminho...
-o-o-o-o-
-Zeus, Todo Poderoso... O que foi isso? –Acácia indagou atordoada piscando os olhos repetidamente.
Só se recordava do toque da mão do rapaz em seu ombro e tudo rodar numa espécie de vórtice colorido. E agora? Ali estava ela a "La Harry Potter" se materializando em frente ao... Templo de Sagitário? –Ela completou em pensamentos apertando os olhos para ler a inscrição na entrada do templo.
-Bem, é aqui senhorita, me desculpe se lhe causei algum incomodo ao viajarmos através de telecinese.
-Tele... O que? –Acácia indagou confusa. Será que havia mais álcool do que imaginara naquele licor de chocolate que havia trazido da loja ontem à noite?
-Boa tarde Senhorita; disse Mu e no instante seguinte havia sumido.
-Boa... Obrigado, Senhor? Senhor...?
Onde ele estava? É de fato, o dia estava para surpresas hoje; pensou a jovem, mais do que isso, parecia estar sendo narrado a partir de algum livro e dos bem fantasiosos. Elfos, Cavaleiros sem cabeça... Só faltava aparecerem príncipes encantados montados em cavalos brancos...
Balançou a cabeça para ambos os lados. Nunca mais tomaria aquele licor de chocolate.
Com passos leves a jovem caminhou até a entrada do templo, chamou, chamou e chamou repetidas vezes por seu anfitrião, mas nada dele. Cansada de chamar decidiu entrar e chamar pelo mesmo dentro do templo, afinal o templo era enorme e ele poderia estar longe ou...
-Dormindo? –Indagou-se assim que chegou a sala e deparou-se com o rapaz deitado no sofá.
Aproximou-se do sofá e repousou a sacola que trazia sobre a mesinha de centro. Ele realmente estava dormindo; ela constatou ao ver o leve ressonar do rapaz e o seu peito despido arfar docemente.
E "que" peitoral...; A jovem suspirou sem conseguir conter o rumo de seus olhos, que assim como no dia em que haviam se conhecido, percorriam atentamente o corpo bem talhado do rapaz, que vestia apenas um short não muito comprido.
Era melhor ir embora; pensou ao sentir ambas as faces se aquecerem. Olhou pra todos os lados em busca de uma caneta ou papel para lhe deixar um recado de que estivera ali, mas não havia nada a vista, foi então que uma idéia insana lhe veio a cabeça...
Certa vez havia ouvido que pessoas em coma podiam ouvir o que lhe diziam, mesmo estando naquele estado, então... O que impedia alguém que estivesse dormindo de escutar também?
Abaixou-se lentamente de encontro ao rosto do rapaz e aproximou os lábios do ouvido do mesmo.
-Sou eu, Acácia e...; ela sussurrou em tom quase inaudível de voz, porém fora tudo o que pudera dizer.
Com um movimento rápido o cavaleiro segurou-lhe o pulso e a puxou para si, assustado como se estivesse sendo atacado. Resultado? Desequilibraram-se indo ambos ao chão.
-Aiiiiii; a jovem gritou ao sentir suas costas esbarrarem na mesinha de centro e fechando os orbes numa expressão de dor.
Aioros piscou os orbes repetidamente. O que era aquilo? Então se deparou com o belo rosto rosado e as melenas douradas espalhadas displicentes sobre seu tapete e... Sobre si.
-Acácia? –Indagou confuso sem entender como haviam chegado a aquela situação.
-Oi; A jovem sorriu sem jeito. –Vim trazer a sua camisa...
-Como?
-É, aquela que... É, bem... Acho que devemos nos levantar daqui primeiro... Eu, Uhn... Deixei ela sobre a mesinha dentro da sacola vermelha; ela balbuciou completamente sem jeito, sentindo a face incendiar diante daquela perigosa aproximação.
Sentia o hálito quente do cavaleiro chocar-se contra o seu rosto e seus lábios a milímetros de tocarem os dele. Não estava conseguindo nem ao menos pensar no que dizer estando naquela situação. Aqueles orbes verdes cravados sobre si, pareciam lhe entorpecer.
Percebendo a "real situação" em que se encontravam, graças ao rosto ruborizado da jovem e ao corpo macio que agora sentia com total perfeição colado no seu, Aioros levantou-se quase que na velocidade da luz e não seria de se duvidar que também estivesse com o rosto corado.
-Perdão, eu não sei nem como...; Ele começou completamente sem jeito estendendo a mão para ajudar a jovem a se levantar. –Machuquei você?
-Imagina; Acácia sorriu ainda sentindo as maçãs do rosto arderem. –Foi tudo culpa minha, fui eu quem entrou sem avisar e tentou fazer uma experiência desastrosa com você...
-O que? –Aioros indagou confuso, arqueando a sobrancelha.
-É, bem deixa pra lá; a jovem balbuciou sem jeito vendo que havia falado bobagem. –Bom, vim lhe trazer a sua camisa, consegui tirar a mancha, veja...; ela disse pegando a camisa da sacola e mostrando ao rapaz.
-Não precisava, eu te disse isso; Respondeu Aioros pegando a camisa das mãos da jovem.
-É claro que precisava, e mais...; ela disse pegando a sacola sobre a mesinha e retirando uma pequena caixa colorida. Chocolates. –Isso aqui é uma forma de compensar o atraso em lhe entregar a camisa e também as bobagens que meu irmão certamente lhe disse lá em casa aquele dia; completou.
Aioros pegou a caixa das mãos da jovem e seu olhar se perdeu entre os pequenos bombons. Imediatamente orbes grandes e azuis vieram em sua mente...
-O que foi? Não gosta de chocolate? –Acácia indagou confusa ao ver o olhar perdido do cavaleiro.
-De forma alguma, adoro; Aioros sorriu a fim de desfazer a expressão desapontada da jovem a sua frente.
-É bem, eu sei, não é da minha conta, mas... Você ficou estranho quando viu essa caixa e como disse, deixa pra lá, nem todo mundo necessariamente tem que gostar de chocolate como diz a regra e...
-Espera, não é isso; Disse Aioros segurando o braço da jovem e impedindo que se fosse. –É que me fez lembrar alguém que devia esquecer... Entende? –Completou com um olhar distante sentando-se no sofá.
-É claro, e bem se quiser que eu leve de volta, bem... É sua pode fazer o que quiser com ela, não se preocupe. É melhor eu ir, você deve estar querendo ficar só e...; balbuciou sem jeito, estava curiosa quanto ao que o rapaz havia dito, mas de forma alguma lhe perguntaria sobre quem havia lembrado, percebera pelo seu tom de voz que isso era algo que o perturbava.
-Ao contrário fica; Ele pediu e a jovem se voltou confusa para si. –A última coisa que quero é ficar sozinho;
-Bom, se você diz, mas...; a jovem ponderou sentando-se ao lado do rapaz. –Acredite, talvez a minha companhia não seja das melhores, já que infelizmente é um mal da família Petrakis não conseguir fechar a boca;
Aioros não conteve a gargalhada diante do olhar quase infantil da jovem, que mais parecia uma garota crescida em vez de mulher; pensou.
-Me ajuda com isso? –Ele indagou se referindo a caixa de chocolate que estava abrindo.
-Como?
-A provar que chocolate não é comida de gente depressiva; sorriu divertido.
-É claro que não é? Quem foi que lhe disse isso? –a jovem sorriu e sem cerimônia alguma pegou um bombom da caixa. –Se bem que, pra aliviar TPM isso aqui é um santo remédio. Já falei para o meu irmão, pra ele comer quando começar a sentir os "sintomas" também, mas...
-Sintomas? –Indagou Aioros tentando conter a vontade que tinha de gargalhar do que a jovem havia acabado de dizer.
-É, meu irmão Demetrius, ele anda sofrendo de TPM crônica de uns tempos pra cá, porque segundo ele o bofe, quer dizer...; a jovem ponderou ao ver o sagitariano arquear a sobrancelha e esboçar um meio sorriso. –Bem, o mestre dele, anda pegando muito pesado nos treinos; ela concertou.
-Pelo visto, Misty deve estar forçando mesmo os aprendizes;
-Pois é, e... Bem, deixa pra lá, afinal você não deve estar a fim de escutar sobre as crises de TPM do meu irmão; Acácia sorriu.
-Ao contrário, quer dizer, adorarei conhecer um pouco mais sobre você e seu irmão. Aposto que tem excelentes histórias pra contar, irmãos sempre tem, Aiolia e eu temos muitas.
-Você tem um irmão?
-Sim, um irmão mais novo e que já deu tanto trabalho, você nem ao menos imagina; Aioros sorriu pegando um bombom da caixa de chocolates.
-Faço uma vaga idéia, já que também tenho um irmão mais novo.
A jovem sorriu de volta e sem perceberem engataram numa gostosa e divertida conversa, que os levou por horas à fio.
Continua...
