Alguns personagens e o universo abordado pertencem a Stephenie Meyer

Antes que eu pudesse reagir ele agarrou meu braço e me puxou para frente dele, tropecei e cai de encontro ao seu corpo. Ele me agarrou pelos ombros e me fez olhar direto para seu rosto. Os olhos de um violeta estranho estavam em fendas.

A fúria que ele emanava era palpável e eu sabia que estava com sérios problemas. Eu já estava imobilizada, minhas mãos formigavam por falta de sangue, eu não venceria, mas ia tentar.

Procurei clarear minha mente, o medo estava por toda parte, mas eu sabia que precisava me acalmar. Firmei meu corpo, travei a mandíbula e olhei de forma desafiadora para ele que chegou a cabeça mais perto de mim, nossos rostos ficaram a centímetros.

- você sempre diz o que quer não é?- a voz estava baixa e mais gelada do que eu havia visto, carregada com o tom de ameaça

- por quê? Isso tem que ser só exclusividade sua?- indaguei o mais firme que pude

Ele piscou e me olhou antes de chegar mais perto.

-eu sei que você esta com medo, eu posso sentir- ele disse como se saboreasse isso

As coisas estavam mal, não havia saída, sabia que se tentasse sair dessa por força iria perder. Eu ia ter que usar meus instintos só esperava que eles não me falhassem agora. Pensei no que ele disse: ele queria medo e a resposta era não dar isso a ele, mas ele sabia como eu me sentia então teria que achar um ponto de equilíbrio – decidi pela verdade.

- você está certo- disse calmamente- eu estou com medo- admiti olhando ele firmemente nos olhos.

-não adianta gritar- ele disse com um sorriso gelado chegando a boca mais perto do meu pescoço- ninguém vai te ouvir- ele parecia ter certeza disso

- nunca pensei gritar- eu disse e era verdade

Ele parou respirando a centímetros da minha garganta ergueu a cabeça, curioso, e me olhou por uns instantes. Eu estava ganhando tempo, mas esta pausa estava me enlouquecendo- lembrei do meu mestre nas aulas de defesa dizendo para manter a cabeça fria e foi o que tentei fazer

- você diz a verdade- ele disse confuso- mas isso não faz sentido- disse mais confuso ainda

Confusão era bom, eu precisava manter ele falando

- o que não faz sentido?- perguntei

- que você não ia pedir por ajuda- ele disse com a cabeça de lado

- como você mesmo observou não ia adiantar- disse de forma dura- e depois o que quer que você faça não muda o fato de que você é um babaca- Eu estava arriscando muito com a ofensa mas, era tudo ou nada

Ele me olhou como se tivesse levado um tapa- tentei não transparecer minha satisfação com isso e continuei a falar

- o que foi? Você acha que não é um babaca?- eu disse com sarcasmo- me desculpe, mas você é

- você quer sofrer?- ele disse com dentes trincados- posso cuidar disso

Ele me encarou como se avaliasse as possibilidades

- o que quer que esteja pensando não vai mudar o fato de que acho você um imbecil- disse com mais força do que sentia, eu sabia que o que quer que ele estivesse maquinando não era bom

- sua opinião não me interessa- ele disse altivo

- então por que toda essa cena como se você se importasse?- isso não era pela ofensa, a ofensa só deu a ele uma desculpa. Ele parou e continuou me olhando, não sentia mais meus braços- eu tinha que me mover e logo- hoje era um dia terrível para não estar de tênis e jeans ia facilitar muito a corrida

- ah isso é um problema que vou resolver, mas só por curiosidade por que em sua opinião sou um babaca?

Não parecia que ele ligava para a resposta mas dei assim mesmo

-ah lista é enorme

-fez uma lista- ele parecia divertido, psico!

-sim, começava com o fato de você achar que é único com direito a uma opinião mas agora começa com o fato de você achar normal acuar uma mulher, agredi-la e seja mais o que e se divertir com isso- eu disse com nojo, minhas mãos estavam em punho e eu estava tão furiosa que não havia mais medo e a sensação era ótima

Ele me olhou perplexo como se assimilasse o que eu tinha acabado de dizer e entendido nas entrelinhas

- eu nunca forcei uma mulher em toda minha existência- ele disse fulo e eu achei que meus ombros iam rasgar

-então o que você faz? Se diverte Só agredindo?- eu disse de forma suja, já puta com tudo

- eu nunca agredi você- ele disse com os dentes cerrados ainda como se estivesse ofendido

- e como chama o que esta fazendo?- Bufei

Ele me encarou e soltou meus ombros como se eu o tivesse queimado, não me movi- não podia demonstrar fraqueza, mas eu sabia que eu estaria toda roxa se saísse dessa. Ele continuou me olhando como se nunca tivesse me visto direito antes

De repente ouvimos vozes vindo das escadas, antes que nos movêssemos haviam três homens na entrada da rua estreita