Capítulo 9:
E a vida continua
Um rapaz e uma moça estavam em pé, um diante do outro. Ela parecia querer explicar algo e ele parecia revoltado com o que ouvia.
- James, acho que a gente precisa pensar antes – disse a garota, Lily Evans, de forma doce, mas evitando encará-lo – Nós éramos duas crianças!
- Mas Lily, o que eu sinto não mudou.
- Até 24 horas atrás, você mal sabia meu nome… - ela disse num muxoxo.
- Isso é culpa do feitiço, a gente já não tinha discutido sobre isso?
A ruivinha o encarou revoltada. Por que era tão difícil para ele entender a situação? O maroto de óculos a olhava incrédulo.
- Eu não esqueci quem você era – ela bufou, cruzando os braços.
- Talvez por que o feitiço tinha reações diferentes em você e em mim? – ele respondeu, já começando a ficar nervoso.
- Você não me entende!
- Não, não entendo, Lily. CINCO anos separados já não foi o suficiente?
Ela mordeu o lábio inferior, podia ver uma mágoa crescendo nos olhos dele. Mas ela tinha medo, muito medo, as coisas ainda estavam confusas em sua cabeça. Sua vida, antes tão certinha e organizada, estava completamente de pernas para o ar.
- Você não vai dizer nada? – perguntou o maroto em um tom claro de decepção.
"E se ele gosta mesmo de mim? E se eu tiver fazendo uma enorme besteira?", pensou silenciosa, mas sem o encarar. Seus pensamentos davam voltas, conhecia a fama de galanteador de James Potter. Por que seria diferente agora, só por conta de uma coisinha de infância?
- Vai ver eu me enganei e não tenha sido só o feitiço. Capaz de você nunca ter gostado de mim... Passar bem, Evans.
Dito isso, James saiu caminhando lentamente da ala hospitalar. Lily o acompanhou, com a vista, chocada, sendo invadida por um enorme sentimento de perda. Ela o amava sim... E tinha sido tola. Assim que o perdeu de vista, se deu conta que aquele era um grande erro.
- JAMEEEES! – ela gritou, com toda a força de seu ser.
Ao abrir os olhos, a ruivinha sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Sentou na cama, tentando normalizar a respiração. Aquilo fora só um pesadelo, ela dizia a si mesma tentando se acalmar. Afinal, não era possível que ela tivesse dito todas aquelas coisas, que tivesse imaginado afastar James depois de tantos anos. Olhou em volta, a enfermaria estava vazia, exceto pela enfermeira que vinha a passos rápidos ver sua única paciente.
- Senhorita Evans, o que foi? – perguntou preocupada.
- Acho que tive um pesadelo... – falou a menina, com uma voz fraca.
Antes que Madame Pomfrey pudesse examiná-la ou dizer qualquer coisa, um garoto de óculos invadiu a enfermaria as pressas, ignorando o que ali não era local para correr. Era ninguém menos que James Potter. O cabelo mais despenteado que o normal, o fôlego entrecortado e o rosto denunciavam que ele praticamente voara até ali.
- Lily, você ta bem? Ouvi você me gritando.
- Senhor Potter – disse séria Madame Pomfrey, o encarando feio – Isso são modos de entrar na ala hospitalar?
James deu um meio sorriso, como se pedisse desculpas e voltou a encarar Lily. Ele não estava muito próximo dali quando ouviu, ecoando em um corredor vazio, a voz dela o chamando. Não pensara duas vezes antes de disparar até ali. Ela podia ler nos olhos dele o quão preocupado estava. A menina dos olhos verdes se sentiu corar, desviando assim o olhar do dele.
- Pesadelo... – ela falou baixinho.
Ele segurava carinhoso a mão dela, era seu jeito de dizer que estaria sempre ali se ela precisasse.
- Senhor Potter, eu preciso examiná-la e o senhor está me atrapalhando.
- Desculpe... – falou o maroto, tendo no rosto uma expressão de pobre coitado, no melhor estilo Gato-de-Botas (do Shrek). Aquelas caras irresistíveis, que dá vontade de pega-lo no colo e levar pra casa.
- Não é para tanto – repreendeu-o a enfermeira – Assim que eu acabar de examiná-la, deixo que fique por uns minutos.
Os olhos dele assumiram um brilho encantador, era felicidade pura. James sorriu para Lily e foi se sentar em uma cadeira próxima. Ela se sentia corar cada vez mais ante a ele e aos olhares que Madame Pomfrey lançava de um para o outro, enquanto examinava a ruivinha.
- Como imaginei... – falou após um tempo.
- Ela está bem? – perguntou o garoto, preocupado.
- Sim, senhor Potter. O pulso quebrado já está bom, embora vá latejar ainda um pouco. Mas temo que a senhorita Evans ainda está um tanto debilitada.
- Quando vou poder sair? – perguntou, a voz fraca ainda não a permitia falar normalmente.
- Se continuar melhorando e não recusar as poções, nem me desobedecer, creio que até o fim da tarde a senhorita é liberada.
James sorriu abertamente e se aproximou da menina assim que a enfermeira os deixou a sós, como dissera antes. Os dois se encararam por um tempo, sem nada falar.
- Que horas são? – ela perguntou, tinha perdido totalmente a noção do tempo.
- Hora do almoço, eu tinha acabado de comer quando ouvi seu grito.
Novamente, o silêncio se fez, um tanto constrangedor entre eles. Eles se encaravam e desviavam o olhar.
- Eu fiquei preocupado.
- Obrigada por tentar me salvar.
Falaram ao mesmo tempo, se calando em seguida. Lily estava um pouco corada e James parecia meio sem jeito. Ela lembrou-se, então, do beijo que deram na madrugada daquele mesmo dia. Era incrível como sentia vontade de tê-lo mais perto, de abraçá-lo, sentir aquele perfume inebriante dele.
Pela cabeça do maroto, passavam coisas parecidas, a diferença é que em seu peito doía ainda a idéia de quase a ter perdido, temia não poder salva-la caso acontecesse novamente. Além disso, todos os anos afastados pareciam pesar-lhe, tanta coisa perdida.
Ele se sentou na beirada da cama. Lily procurou, meio que inconsciente, a mão dele e a enlaçou a sua. James sorriu ao notar e acariciou, fazendo-a corar. A menina tentou puxar a mão, mas ele a segurou com carinho. Um simples aceno de cabeça a fez entender que era pra ela deixar como estava.
- Como está o Remus? – ela enfim perguntou, aquele silêncio a estava sufocando.
- Bem, muito melhor que o normal. A poção que você fez é milagrosa – sorriu o rapaz.
A ruivinha corou ante ao elogio, o que fez o maroto abrir um sorriso ainda maior. Os dois permaneceram mais um tempo em silêncio, até que madame Pomfrey retornou, fazendo com que o rapaz deixasse o local. Eram onze da manhã e Lily precisava descansar.
- Acredito que o senhor tem muito o que fazer. Pode voltar a tarde. – sorriu a enfermeira, ao ver que ele relutava em deixar a menina.
Os dois se despediram com uma troca de olhares e um sorriso. Após tomar mais uma poção, a jovem Evans se rendeu ao sono. Ainda sentia-se fraca, mas sabia que logo estaria bem.
Lily estava sentada em sua cama na enfermaria, ainda pensando sobre todas as revelações que tivera naquela manhã. Eram três e meia da tarde do dia 21 de dezembro e um vento forte fazia barulho, contrastando com as paredes silenciosas e com interior quentinho de Hogwarts. Ela ainda não acreditava que odiara por tanto tempo alguém por causa de um feitiço... Não culpava o Sr. Potter, era só um pai zeloso de mais, preocupado com um filho de onze anos que se diz apaixonado.
O silêncio não se estendeu por muito mais tempo. Remus, já de volta a sua forma humana, e James tinham voltado para visitá-la. Ela já se sentia melhor, embora Madame Pomfrey insistisse para que ficasse mais um pouco na enfermaria.
- E aí, como vai a namorada do meu amigo? – falou o jovem Lupin, com um sorriso de orelha a orelha.
Lily arregalou os olhos, engasgando-se também. Era por coisas assim que entendia como Remus fazia parte dos marotos. Alem disso, como o garoto tinha visto o beijo deles? "A poção... Como pude me esquecer!", pensou silenciosa.
Depois de tentar explicar a situação, James e Lily estavam curados, enquanto Remus continuava a implicar com os dois, "o mais novo casal de Hogwarts". O maroto de óculos fez sérias ameaças ao amigo, deixando a ruivinha chocada por vezes, e dando muitas gargalhadas por outro.
Como a mocinha dos olhos verdes imaginara, o jovem Potter agora se lembrava de tudo, de cada pequeno detalhe da mais-que-amizade que eles tiveram na infância, inclusive a carta do pai dele. Meia hora depois, madame Pomfrey retornou expulsando os dois amigos da enfermaria alegando que a menina precisava descansar mais um pouco. Embora relutante, pois não queria sair do lado da monitora, James saiu prometendo vê-la depois.
Logo, Lily estava sozinha novamente. Era estranho constatar que anos de solidão tinham sido causados somente por causa da carta de um menino a seu pai, com um simples pedido.Era também estranho saber que, apenas alguns dias atrás, James se quer lembrava do nome dela direito e ela o odiava profundamente. Mas, o mais estranho para ela, era o sentimento de remorso que tinha, pois sabia qual poderia ser o próximo passo dos dois, mas não queria ter que se preocupar com isso. Não por enquanto.
James bateu na porta da sala da Professora McGonagall, que abriu-se sozinha dando passagem para ele. Sentada numa mesa, estava a professora, chefe da Grifinória, o encarando séria.
- Potter – falou a professora séria, fazendo sinal para que o garoto se aproximasse.
Ele se aproximou e sentou na cadeira em frente a professora, sem dizer uma palavra se quer. Apenas encarava a mestra.
- A lula-gigante não falou nada sobre os acontecimentos da noite anterior, nem uma palavra se quer. Com isso, creio que o senhor não tem álibis. Embora eu acredite no senhor, temo que seja obrigada a descontar 10 pontos de cada grifinório que estava lá fora depois da hora permitida e informar que todos os envolvidos terão de cumprir detenção no primeiro sábado após as férias.
- Detenção? – perguntou o garoto incrédulo – Por que, professora?
- Por tentar culpar o senhor Malfoy e o senhor Snape – ela replicou, sem desviar por um segundo se quer seus olhos de James.
James bufou irritado. Quarenta pontos tirados E detenção? Não somente isso, mas aqueles dois vermes imprestáveis tinham ficado impunes diante de um crime hediondo! "E tudo isso por que a estúpida da lula não quis falar", pensou deixando as salas após a professora dispensá-lo. Fez uma anotação mental de jogar alguma coisa na cabeça daquela lula-gigante enquanto estivesse sobrevoando o lago.
O sol já se punha quando Lily recebeu a notícia da punição que lhes fora aplicada. Só demonstrou irritação mesmo quando Madame Pomfrey ameaçou expulsar James porque ele estava "excitando de mais a menina".
Apesar das notícias revoltantes que o garoto trouxera, ela não conseguia parar de pensar que tinha de conversar com James, explicar umas coisas... Era a coisa certa a fazer. Ele estava agora sentado na beirada da cama dela, segurando carinhosamente uma mão dela, enquanto com a outra fazia cafuné.
- James - ela disse calmamente, esperando que ele não reparasse na tristeza em sua voz - Já te passou pela cabeça alguma vez que já se passaram mais de cinco anos que... Ahm... A gente descobriu um ao outro?
O maroto balançou levemente a cabeça, o que queria dizer que passara sim pela mente dele aquilo, mas que não tinha realmente para pensar no assunto.
- James... A gente cresceu, amadureceu, se desenvolveu... E muito mais, sabe? Quem nós fomos não necessariamente é quem nós nos tornamos...
- Isso tudo tem um ponto meio... Depressivo, né? - ele sussurrou, soltando um suspiro.
- James - ela disse docemente, se dando conta do quanto ela amava dizer o nome dele - Nós só voltamos a nos falar há alguns poucos dias... Eu não sei quase nada sobre quem você é agora, e acho que o mesmo acontece com você sobre mim. James, eu não quero fazer uma coisa e depois me afogar - disse dando um sorriso fraco - como aconteceu na noite passada, não foi uma experiência nem um pouco agradável. Eu acho que a gente não deve ir adiante por enquanto... - falou se soltando dele - Se tem algo que aprendi com toda essa confusão, é que "o que tiver que ser, será". As melhores coisas chegam para aqueles que sabem esperar o momento certo... E não sei se é uma boa ideia continua um relacionamento de quando a gente era criança...
- Eu entendo. - ele murmurou - Mas vai ser difícil pra mim, Lily. Todos os dias agora eu sinto vontade de ver seu rosto, segurar suas mãos, respirar o mesmo ar que você até! Eu estou apaixonado por você...
Lily olhava dentro dos olhos de James, não tinha nenhuma dica de que aquilo fosse falso... Ele realmente estava dizendo a verdade. Mas confusa e insegura como ela estava, não podia ainda ficar com ele, não ainda de qualquer forma.
- Mais uma coisa, Potter - ela disse, um pouco mais séria e direta - Eu não gostaria que você ficasse contando pra todo mundo sobre a pequena brincadeira de mau-gosto do Malfoy e do Snape. Pra ser sincera, preferiria que você não mencionasse pra ninguém, nunca.
- Mas EVANS! - ele se sentia irritado agora, não bastasse tudo que ela dissera, agora essa - Eles tentaram te matar! E você não quer vingança?
- 'Ao se vingar, um homem se torna igual ao seu inimigo; ao passar ignorar e passar por cima, ele é superior.' - a ruivinha recitou.
- Quantas citações você decorou? - James sorriu.
- Eu tenho muitas mais, Potter. Mas nesse exato momento, a unica que interessa é algo como "Olho por olho, o mundo todo acaba cego". Não vou me rebaixar até o nível deles, e isso me faz ser muito melhor do que eles. Será que não te basta eu estar viva? Minha vida não é o suficiente pra você?
James ficou em silêncio. Eles não mais estavam de mãos dadas, mas o garoto continuava ao lado dela na cama e voltara a fazer cafuné.
- Meu pai não vai ficar feliz... - ele falou maroto - Eu não sei porque ele tem esse problema ridículo com trouxas. Todos os nascidos trouxas que eu conheci são muito mais espertos e muito mais interessantes que os sangues puros.
- E quantos nascidos-trouxas você conhece? - ela perguntou surpresa.
- Pra ser honesto? Só uma.
Lily sorriu, deixando a cabeça apoiar no peito de James.
A noite de natal estava cada vez mais perto e, pela primeira vez, Lily começava a se desesperar porque tinha que comprar presentes. Será que James, Sirius, Remus e Peter realmente ficariam chateados se ela não desse presente algum para eles? Era melhor não arriscar. Então, uma idéia surgiu em sua mente. A ruivinha se esgueirou até a cozinha na noite do dia 23 e pediu quatro bolos diferentes. Não era o melhor presente do mundo, nem o tipo que ela gostaria de dar, mas era tudo que conseguia improvisar naquele ano.
O Natal finalmente chegou, com uma festa no salão comunal da Grifinória para os alunos que não tinha ido para casa. Não havia sinal de nenhum dos quatro marotos, ninguém fazia se quer idéia de por onde eles andavam. Lily, surpreendentemente, se sentia um pouco mais aberta para falar com as pessoas, embora ela soubesse que isso acabaria acontecendo. Uma garota, com quem a jovem Evans nunca tinha falado em toda a vida, tinha reparado o quanto Lily vinha andando com os marotos e quase que instantaneamente a garota se considerava amiga da ruiva.
Apesar do jeito amável que Lily adotava agora, a garota se sentiu humilhada quando foi trocada por um livro. Afinal, Lily não ia ficar falando da vida dos marotos tendo um bom livro em mãos! Mesmo sendo natal e uma festa acontecendo em volta de si, ignorando todas as exclamações dizendo que ela era louca. Lily sentou-se tranquilamente em frente a lareira com outro livro em mãos. Não muito tempo depois, o livro misteriosamente saiu voando das mãos dela com força, indo parar longe dali. Não somente isso, mas um galhinho de visco apareceu a cima dela.
- James, tire essa procaria de capa! - disse aos risos.
- Não é um costume trouxa se beijar embaixo do visco? - perguntou o James, tirando a capa e a encarando com uma carinha de inocente.
Lily balançou a cabeça, fazendo uma cara trágica, como se aquilo fosse a coisa mais trágica do mundo, abrindo logo em seguida um sorriso maroto.
- Bom... Eu não posso ir contra as minhas tradições, sabe? Seria um terrível presságio!
A ruivinha sentiu centenas de olhos em cima de si quando James a fez levantar e transformou o que ela esperava que fosse um selinho num beijo longo e apaixonado. Ele não estava nem aí se tinham pessoas olhando ou não. Muito pelo contrário, ele aprofundou o beijo, pressionando-a contra si. Quando se separaram, Lily o encarou furiosa (e corada) e o empurrou para longe de si, pegando novamente o livro e tomando o rumo da própria cama. James caiu sentado no sofá.
- Começamos bem... - ele murmurou, ignorando o fato de que a maior parte dos olhares agora estavam voltado para ele, chocados com o fato de alguém ter feito aquilo com o "famoso James Potter".
Murmurando soturno por todo o caminho, James caminhou para o seu próprio dormitório. Não queria mais saber de festa, a cama lhe parecia muito mais convidativa. Na manhã seguinte, ele acordou com um risada alta e sonora de Sirius, que parecia estar nas nuvens de tão feliz.
- Minha família não me mandou nada! - Sirius disse incrivelmente feliz.
Vendo que os outros ainda não compartilhavam da alegria dele, o garoto pulou na propria cama feliz da vida, saltando logo em seguida para o chão. A família não tinha mandado nada, tendo em vista que não aprovavam muito o filho, afinal, um Black na Grfinória! Simpatizante de trouxas! Para eles, a morte. Como não gostava mesmo da família, o garoto sentia-se feliz de finalmente terem largado dele.
James encarou a pilha de presentes aos pés de sua cama. No topo, logo percebeu uma caixa quadrada, mandada por Lily. Ele nem precisou abrir para saber o que tinha ali dentro: bolo de chocolate, com cobertura de brigadeiro e morangos que os elfos faziam. Sem dúvidas, era o favorito dele, mas o garoto já sabia por outro motivo: tinha seguido Lily (com a capa da invisibilidade, lógico) por todo o caminho até a cozinha e de volta. Entretanto, Sirius não sabia o que tinha na caixa quadrada, abrindo um imenso sorriso ao ver uma torta de morango, que ele tanto gostava, diante de si.
- EU GANHEI UMA TORTA DE MORANGO! Finalmente alguém me da algo que presta! - falou o jovem Black.
O garoto de óculos apenas riu ante a fala de seus melhor amigo e continuou abrindo os próprios presentes. Um relógio de ouro (era isso?) de Sirius. Encarou Sirius curioso, conhecendo o amigo como conhecia, aquilo era muito estranho.
- Não reclame, Pontas - sorriu - Apenas pensei que você gostaria de saber em que direção está a Lily, já que você ama perseguí-la. Sabe, no caso de acontecer de precisar dela... - completou Sirius, piscando e abrindo um sorriso.
E, logicamente, quando James encarou o relógio com mais atenção, notou que tinha apenas uma mãozinho, apontando para a direção onde ficava o dormitório feminino.
- Eu puxei a mim mesmo! - exclamou Sirius orgulhoso de si mesmo.
- Não sei como uma criatura sem cérebro pode ser um gênio ao mesmo tempo! - riu Remus.
- Pera lá, Lily deu bolos pra todos nós? - falou Sirius incrédulo - Cara, quanta criatividade é essa?
Remus riu ainda mais diante do comentário do garoto. Pouco importava se era o mesmo tipo de presente, tinha gostado e pronto. Por isso, inves de responder, lançou um travesseiro em Sirius. Com um sorriso nos lábio, o lupino encarou James.
- E você, Pontas, o que deu para Lily?
- Ela vai ficar, ahm, "enfeitiçada" quando ver, vamos deixar dessa forma, Aluado - respondeu o garoto, com um sorriso misterioso.
James não contara a ninguém o que ele comprara para Lily, até porque não acreditava que importasse tanto, de qualquer forma. Primeiro, porque eles era apenas amigos e, segundo porque não era um presente tão bom assim.
Lily não parecia pensar como ele. Quando ela abriu a caixinha e viu uma varinha novinha em folha, riu sozinha de tamanha felicidade. O bilhete, junto a varinha, dizia o seguinte:
"Salgueiro, 26 cm, farfalhante, com fio da crina de um unicórnio.
Olivaras disse que era a melhor para você.
Me deu muito trabalho conseguí-la para você, é melhor não perder essa, Evans."
A ruiva saltou da cama, deixando para trás os outros presentes ainda embrulhados, e correu até o dormitório dos garotos, abrindo a porta sem nem bater e pulando na cama de James, jogando o garoto na mesma e abrançando-o fortemente.
- James! Esse foi um dos melhores presentes que eu poderia ganhar! - ela disse, beijando-lhe a bochecha e se levantando.
O maroto de óculos estava corado e não se mecheu. Ele não queria que Lily tivesse saído de perto dele, mas ela tinha saído e agora ele estava meio sem ação. Lily, que lembrou-se da pilha de presentes ainda embrulhados, saiu correndo de volta pro dormitório feminino, dando um encontrão em Sirius no fim da escada. James, Remus e Petter ouviram Lily gritar e uma gargalhada alta. Quando os três chegaram ao salão comunal, encontraram Sirius fazendo cócegas em Lily, enquanto ela tentava contra-atacar enfeitiçando ele.
- Almofadinhas - James falou com um sorriso maroto no rosto, andando até o amigo - Não faça isso com ela... Esse trabalho é meu!
Sirius chegou para o lado, enquanto James começou a fazer cócegas, sem piedade em Lily.
- James... Não... Por... Favor... Não... Não... Faz... Isso... - ela disse entre gargalhadas, tentando se livrar dele.
Quando ele finalmente a soltou, ela mais do que rapidamente puxou as calças do pijama de James (só tinham os cinco ali naquela hora) revelando uma cueca samba-canção de vassourinhas, e saiu correndo para o dormitório feminino, rindo pelo caminho. Com isso, James Potter decidiu que Lily Evans não teria um minuto de sossego enquanto ele fosse vivo!
N.A.: Gente! MIL perdões pela demora, desculpem mesmo mesmo! Mas é que a faculdade toma meu tempo. Pra compensar, fiz um capítulo bem grandinho (para os meus padrões, né? xD rs...) Quero agradecer a todas as reviews, se não fosse por elas, talvez eu tivesse desistido de continuar escrevendo e de me esforçar para postar. Espero, sinceramente, que gostem do capítulo xD fiz de coração!
Gente, só não vou responder a todas as reviews porque está quase amanhecendo... Por amor a meus caros leitores, virei a noite terminando o capítulo! Sei que se eu deixasse pra terminar depois, ia ser pelo menos mais uma semana sem atualização, o que é uma maldade, não é mesmo?
Então é isso, prometo que tento atualizar o quanto antes. Quem sabe vocês não me animam e eu consigo postar semana que vem? xD ahauahauah vou tentar gente, prometo!
É isso aí, quer fazer uma autora feliz? Aperta aquele botãozinho roxo ali embaixo, ele é lindo e sexy P e deixa uma review pra mim ''
