Um Livro
Libertação:
- Então... Está pronta?
Não consegui responder com palavras, em resposta à voz ansiosa do homem um som nasal de consentimento. Ele pareceu perceber esse detalhe, pois me olhava preocupado agora, cara a cara, com intensidade.
- Não precisa ficar nervosa, minha querida, você ficará bem; não deixaria que algo machucasse aquilo que intento proteger.
Sorri. Que garota não o faria, olhando para o cara encantador que flertava quase constantemente consigo? Tentei ainda me acalmar; estava em jejum desde que voltei da última desastrosa missão. Bebi um copo de leite apenas, digerindo com ele a explicação de Malchior.
Falou-me novamente dos motivos, demonstrou inquietação que nunca tinha visto antes, ante minha incapacidade em dizer, segundo ele, simples sortilégios, controlava-se finalmente, olhando para a lua negra durante minutos. Quando perguntava se lhe tinha chateado ou como ele estava ele respondia, com sinceridade avassaladora, "eu só quero o seu bem".
Respirei fundo novamente. Ele tinha me falado que seria perigoso... Malchior concordou em retirar os livros já que não precisávamos mais deles e o quarto ganhou uma nova dimensão. Desculpe-me. Deveria dizer voltou à dimensão antiga como sempre foi, mas o preparo para o ritual deve estar afetando um pouco minhas percepções.
Acho que nunca percebi como o centro do meu quarto é forte, sei que os desenhos mágicos inscritos ali aumentavam aquele poder e das velas acesas emanavam o poder no ar, mas estranho nunca ter percebido, por exemplo, que a lua reflete-se ali quando cheia.
Aquilo não parecia meu, toda aquela magia não parecia minha, eu mais parecia uma acolita num ritual proibido para iniciantes.
Não acredito que seja correto dizer que um calafrio passara pelo meu corpo quando pisei numa das antigas runas. Não era frio que tinha sentido, era um calor convidativo, energético, quente que me abraçava e me puxava para dentro. Tão diferente do frio seco da manhã encontrado no quarto.
Tirei meu pé do símbolo. Arcar com as conseqüências de ser um canal de poder mágico não era exatamente o que queria, mesmo sendo uma sensação curiosa e não necessariamente ruim; mas perigosa pelo que poderia trazer.
Virando meu corpo lenta e cuidadosamente para o lado vi Malchior me observando. Sem identificar o olhar que recebia, vi-me entrando em sua mente a despeito de saber que não deveria. Não encontrei a resposta daquele olhar, verdadeiramente vi os olhos azuis me encarando; tentava passar por aquela parede mental e via os olhos negros, como eram quando estava no livro.
Olhava mais fundo, olhava olhos azuis, ainda mais, olhos pretos em seguida, e assim ficou, numa sucessão de filmes de olhos iguais de cores diferentes, trorcando e trocando como num terrível pesadelo que não conseguia acordar.
Mas parou enfim. Ou assim eu pensava. O filme passava através de folhas de um livro, aumentando a velocidade até não serem apenas mais olhos na tela, mas um dragão, de olhos cor de sangue que suplantavam perfeitamente os anteriores.
Cambaleei um pouco, com certeza, quase fechando os olhos meus. O dragão por acaso sorria para mim? Será que é isso o motivo de Malchior me olhar tão atentamente? A excitação que ele sente com esse ritual é a mesma que sentiu quando enfrentava a morte? Seriam assim tão antagônicos, mas próximos, morte e vida, que quando ofereço um, ele responde da mesma maneira que o faria com o outro? Não! Ele não pode os ver de maneira tão... Natural...
Uma gaivota voou perto da janela, quebrando minha linha de pensamento e me fazendo andar novamente em volta do quarto. Como sempre o Sol não entrava em meu quarto, mas dessa vez eu não precisava dele, já tinha uma fonte de igual poder ali.
- Ravena – talvez pouco mais que agitada, olhei para o corpo de papel, quase saudosa sabendo que não o veria mais assim – Tem certeza que quer fazer isso?
Ele podia me perguntar quantas vezes o quisesse agora. A ajuda inocente oferecida dias atrás, a hesitação, sentida por ambos, horas atrás e a certeza indissolúvel fundiram-se e se mostraram nas palavras já conhecidas: "Sim. Eu quero te ajudar".
O elo incrível entre mestre e aluno... Um elo que não pode ser quebrado se tiver sido perfeitamente formado. Pelo conhecimento, pela superação das camadas simples da vida.. Era por isso que me dispunha a ajudar, almejando o melhor dos poderes, aquele que rege qualquer outro: o saber.
Mas não era apenas por que me sacrificava diante o desconhecido, e não fugia do mesmo, sendo a decisão mais razoável.
Acredito já ter visto essa louca determinação nos antigos Anciãos em Azarath, uma certeza de que alho os levava para além do mundo comum, movidos por uma força incrivelmente maior do que os próprios.
- Ravena... – como a Lua e o Sol o faziam...
Ele segurava o livro agora, indicando que já estava na hora de iniciarmos o ritual de libertação. Colocou o livro no apoio e se virou novamente para mim.
- Se vamos fazer isso já chegou o momento – balancei a cabeça – e depois dele... O mundo me espera.
Não dei muita importância à sua última fala, pois quando ele entrou no círculo comigo, a excitação do ritual trouxe uma nova onda de energia para meu corpo sensível. Sentei no chão com o pote para a mistura, ouvia a voz distante de Malchior dizendo-me como deveria preparar a infusão de ervas; mostrando-me muitas vezes quais eram, pois de tão antigas e diferentes, não as conhecia.
- Mais alguma coisa? – completamente baixa, ainda mais que meu tom comum, minha voz coberta de ansiedade e submissão perguntou. A poção deveria ter reagido , deveria ter feito algo indicando que estava fazendo as coisas certas, mas nada! Borbulhava e fumaçava, sem qualidade mágica.
- Está tudo certo. Falta sim uma coisa.
Ignorando o que Malchior indicava, olhei para ele. Sorrindo ainda sem a boca ele se aproximou um pouco.
- A mecha do cabelo de uma garota bonita.
Tinha falado como um segredo divertido, provocando um rubor em meu rosto e mais vergonha de minha parte. Na situação que me encontrava até o menor dos comentários abalavam meu autocontrole. Suscetível a mais magia que jamais encontrei antes, deixava minhas emoções descontroladas, fluindo como parte do poder que usaria.
Meu cabelo se misturou à poção finalmente ativando-a. Vi o corpo de papel afastar-se, pedindo que, 'por favor', começasse.
A primeira palavra foi dita e pude sentir a segunda a acompanhando, a terceira saiu de mal grado quando minha garganta ficara seca. Umedeci os lábios rapidamente sem perder o ritmo das letras que mais pareciam arrancadas de minha boca e não faladas. O feitiço passou a dominar meu corpo, não me deixava recuperar o fôlego, forçava a emissão de fonemas independente de quase não serem mais ouvidas. Empurrava meu corpo para frente, sufocando=me com o cheiro forte, não queria nem deixava que meus músculos relaxassem, tirando não só energia mental quanto física.
Num momento de suspense, quando a música pára¹ para reiniciar numa nova cadência ainda mais poderosa, vi Malchior desaparecendo; suas mãos desenrolando-se, suas pernas, seu corpo e cabeça, sendo puxados de volta ao livro. Não era para isso ter acontecido, no entanto. O feitiço traria carne para o corpo temporário já dentro do símbolo, assim como ossos, trazendo de volta aquilo que perdeu por instantes; não era necessária a volta para o livro.
Contudo, a magia não terminara e as palavras voltaram a ser vomitadas, letra por letra.
As últimas palavras do feitiço saíram amargas da minha boca. Cheiro estranho dominou o quarto. Senti um aperto forte no coração, não a ansiedade febril da nova descoberta, não era a serotonina que ali atuava. Sentia um aperto forte, o hormônio do perigo, fuga, medo, ansiedade, tensão, aquele que aumentava meus batimentos cardíacos e minha pressão sangüínea era a adrenalina.
Deuses de todos os céus, todos os tempos, de todas as crenças. Vi os olhos rubros antes mesmo de sentir o redemoinho negro abrir portal em meu quarto. As letras arcaicas, medievais e barrocas, tão lindas em sua extravagância, abandonaram descaradamente as folhas do livro, alongando e distorcendo, revoltosas, circulando no ar pesado.
Músculos contraídos, pensamento rápido, anos de treinamento titã me prepararam para enfrentar o que estava vendo. Heroína. Bandido. Bem versus o Mal. O maniqueísmo pedia por uma ação no momento do clímax, simples, rápido e fácil.
Mas a ação que durante anos pratiquei parecia antiga agora, parecia distinta, como se eu nunca a tivesse feito antes, como se não mais importasse se a fizesse ou não... Oh Azar² quem eu queria enganar? No momento em que as últimas palavras abandonaram o livro e me rodearam, o vento escuro passando pelo meu rosto numa carícia desprezível, não pensei em me levantar e me preparar para o ataque, talvez mal tenha pensado no Mal que libertei no mundo, isso só me ocorreu muito tempo depois. Azar! Eu só conseguia pensar em como fui estúpida e arregalar meus olhos.
O surdo 'não' articulado pela minha boca, inútil como ele era, foi só o que serviu para dentes selvagens arreganharem-se numa das páginas esvoaçantes. Senti o bafo quente em mim antes ainda de ver os nomes sendo trocados.
E temi – céus como temi – pelos meus amigos que nada sabiam quando os olhos vermelhos brilharam, arrepiando minha pele, queimando o símbolo demoníaco em mim.
Malchior... Rorek... Rorek... Malchior... Duas pessoas diferentes. Um dragão e um herói. E o mago que eu pensava existir estava morto, o homem que eu admirava, foi derrotado, pela criatura maligna que se libertava graças a mim.
Pareciam horas... Muito tempo desde o início do vendaval e durante todo ele quis chorar, como se fizesse diferença, pois eu tinha condenado todos aqueles que dizia ter amado.
Algo se moveu na superfície do livro aberto, e recuei com o medo que pensava não ter. Arrepiava-me descontroladamente, loucamente quando um corpo masculino emergia do dito cujo.
Cabelos longos, brancos, olhos claros, de um azul cristalino, lábios finos esculpidos em um leve sorriso. Exatamente como nas figuras, exatamente como deveria ser: forte, alto, imponente, mas gentil, incrivelmente lindo.... Mas aqueles olhos não eram puros como os céus, instantes atrás brilharam como o fogo dos infernos.
- Ravena...
Aquele hálito cálido envolveu-me, a voz encantadora chegou aos meus ouvidos e uma insana ânsia de vômito comprimiu minha garganta. Como se atreve? A me enganar cautelosamente e me seduzir abertamente... Como me atrevo a pensar que finalmente o tenho em minha frente, real, perto de mim, me desconcentrando com sua presença.
- Co-como?...
- Querida, não fique tão chocada. Você sabia que isso iria acontecer, não?
- Como pôde?
Num movimento de cabeça que me doía o coração de tão familiar que parecia ele desconsiderou minha pergunta. Seu cabelo rebelde lhe cobriu o perfil enquanto olhava em volta. Puxei minha perna para perto vendo seus pés iniciarem uma caminhada; meus amigos sem nada perceber.
- Bem... eu acho que você pode dizer que é da minha natureza, mas você não gosta muito dessa resposta ao que me recordo.
Pelo tempo de sua odiosa fala pude sentir seus dedos na mecha de meu cabelo recém cortado. Não conseguia me mover, nem para afastar-me daquela mão que me tocava, nem para atacar aquela criatura ou fugir dela.
- O que você fez comigo?!
- Querida! Eu ainda não fiz nada com a gentil dama.
Ainda... Por que isso não me assusta tanto quanto deveria?... Eu não desejo a morte, eu não desejo meu fim, eu desejo a vida, eu desejo viver como ainda não o fiz... Eu desejo aquilo que não posso ter.
- Então por que não consigo me mexer?
Ele piscou os olhos por um instante, não respondendo minha pergunta, mas provando que a escutou e que não sabia exatamente o que fazer com aquela informação naquele momento. Continuou, no entanto a passar os dedos pelo meu cabelo, repetindo os mesmos gestos que fez antes, mas sendo real dessa vez.
- Sensação interessante o tato... Pensar que não precisei muito mais do que isso para atraí-la a minha pessoa.
Seu toque queimava; a temperatura de seu corpo muito acima do comum, dedos transferindo calor para mim, o suor sendo a resposta natural do meu corpo. Fechava meus olhos com força, odiando o fato de não poder me mexer, de não poder me afastar, de não poder atacá-lo.
- O que você fez comigo?!
- Não estamos um pouco irritados por um acaso, estamos? Não seria nada interessante deixar a emoção tomar conta, não, Ravena querida?
Concordando inteiramente com Raiva, meus olhos abriram-se, vermelhos, da cor que passava a odiar ainda mais. Os poucos livros que Malchior deixou em meu quarto voou para seu dono, modificados, tornaram-se armas capazes de realmente ferir aquele que mirava.
- Minha nossa querida, sejamos racionais. – os livros voltaram à posição anterior, não por meu comando – Não posso acreditar que queira usar livros, nosso bem mais precioso para me machucar. Só o fato de você cogitar tal possibilidade me machuca tremendamente, jóia de minha vida.
Meus olhos focaram mais duramente os dele, desejando que olhar pudesse matar, da mesma maneira que desejava que a garrafa com absinto o pudesse quando o acertasse. Sem tirar os olhos de mim ele interrompeu minha telecinese, deixando o frasco de vidro parado, no meio do caminho, no ar. O vidro explodiu raivoso assim que percebi isso.
- Vamos querida... Assim não tem nem graça; como vamos comemorar minha libertação agora sem absinto?
Garras surgiram e presas apareceram em minha boca, já preparada para utilizá-los vi quando Malchior segurou com simplicidade meus pulsos e colocou minhas mãos para o chão.
- Não, não meu bem, deixe seu pai fora de nossa discussão, ainda tenho contas pendentes para resolver com o velho Scath, mas não agora, por favor.
Senti as marcas de Trigon queimarem em meu corpo, meus olhos voltaram ao normal em choque e usaria se pudesse as mãos para tirarem a sensação de gelo cruel pelo medo de trazer meu pai. Mas as mãos de Malchior foram mais rápidas e mesmo que seu toque queimasse ainda mais minha pele, impediu que os sinais voltassem.
- Relaxe, já disse que não quero falar com ele. 'Trigon' é o nome que o chamam agora? Pensei que ele fosse se tornar mais criativo com o passar dos anos... Enfim, não parece que ele está tão bem assim.
Malchior já tinha levantado, divagando sobre algo que já não sei, deixada no chão sem clemência. Podia o ver testando seu novo corpo, me esquecendo completamente ainda dentro do círculo. O livro permanecia perto de mim, emanando ainda a mesma energia do rapaz que dava as costas para mim. O livro! Ele deve ter algum valor, até então com as figuras tão falsamente postas por Malchior.
Completamente entorpecida me arrastei até o livro, conjurando um feitiço na cabeça para destruí-lo. Quando meus dedos iam tocá-lo uma bola de fogo atravessou o caminho, queimando de leve minha mão e me assustando, como ele queria, não fazendo dano nenhum ao caderno, já que a mesma barreira branca que o protegia antes, voltou a protegê-lo. Isso significa que ele continua sendo importante...
- Claro que o é, pequena ave, é de grande valor sentimental para mim e eu sou bastante afetuoso para com ele, por favor, não o toque.
- Por que não? Já o toquei milhões de vezes até hoje, por que se importar logo agora, se o toco ou não?
Finalmente vi o sorriso daquela criatura. Um sorriso de tirar o sopro, cheio de energia, de malícia, de esperteza. Um desafio para sobreviver a atenção que recebia agora e o comentário que faria em seguida.
- Milhões de vezes não foram o suficiente para você, acredito eu. Em todo caso, digamos que meu zelo em relação ao caderno é demais exacerbado. Não me agrada vê-lo sendo tocado.
Levantei uma sobrancelha tentando entender o que isso significava, vendo-o mexer os dedos, abrir e fechar as mãos, sentindo o sangue correr pelas veias... Será que ele ainda estava ligado ao livro de alguma forma? Tentei me levantar de novo.
- Não faria isso cara mia, não adianta; o efeito do feitiço ainda não passou...
Não adiantava, realmente, só consegui me levantar um pouco antes de sentar. Os minutos passaram sem que nada fosse dito, sem que eu soubesse o que fazer.
- Você acha que Dorian Gray estava vivo depois daquele pacto? – esperei que ele não visse nada especial na pergunta, mas quando ele me olhou de soslaio com um grande sorriso, sabia logo que ele tinha percebido.
- Eu acho que o laço entre o livro e eu é um segredo apenas meu e do livro.
Consegui chegar até perto da escrivaninha, me levantando pouco a pouco depois que o vi olhando para mim, conhecedor demais, aumentava minha sensação de ser uma marionete, desengonçada como estava.
- Por que você diz isso?
- Porque é o que você vem pensando há um bom tempo.
- Você está lendo minha mente?!
- Se você me deixa, não evito ler... – dando de ombros – Mas acho que Dorian teve o infortúnio de não ter sido um mago, viveria muito mais não fosse a fraca proteção que envolvia seu quadro. Mas diga-me querida, você ainda acredita que sou imaginário? Que sou feito de papel como da última vez?
Encostei-me na mesinha, fraca demais para agüentar em pé, cansada demais para não me submeter a esse sonho maluco.
- Ah não querida, isso é bem real. Eu estou vivo, é carne que tenho finalmente em meu corpo, é meu calor que você sente nesse quarto que facilmente posso chamar de meu. Não acredita? Chamemos então seus amigos para julgarem por ti?
Meus dedos fechados com força em minha mão voaram para o rosto de Malchior e sabia que ele iria segurar meu pulso como tinha feito antes, mas não podia deixar que ameaçasse meus amigos.
- É uma pena ter gastado todas as suas energias, amor, como irá se proteger agora? Ou como irá defender seus amigos?
Terror encheu meus olhos e o pouco da minha energia restante se tornou uma mensagem telepática de ajuda, para quem estivesse mais perto.
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Jubbles falando:
¹ A maior idiotice do mundo: retirarem esse acento gráfico diferencial
² Seria a entidade suprema de seu planeta, Azarath
Não é de grande importância, mas não sabia da verdadeira definição de runa, antes de procurar no dicionário: do escandinavo, em sueco runa, 'segredo'. Substantivo feminino. Cada um dos caracteres, em forma de haste com esgalhos, que compunham a escrita alfabética usada pelos povos germânicos desde o século III até o século XIV.
4 meses, quase 4 meses. Que vontade de gritar nesse exato momento. Abandonei essa fic por quatro meses – por motivos importantes, era o último trimestre do ano e eu precisava me concentrar nos estudos – e quando penso que FINALMENTE vou conseguir terminar a fic... o famoso bloqueio. Isso porque eu não sei o que realmente quero fazer, eu já escrevi material suficiente para 2 capítulos a mais – que vou juntar tudo para se tornar o último capítulo – mas não sei como finalizar. Então me desculpem, esse não é o final, mas acredito que na próxima semana eu já terei postado o capítulo 10.
