*tambores rufando* Uhalaaa! Eis que a escritora de personagens malucas está de volta do reino sombrio da realidade para o mundo mágico das fics! Capítulo feito com muito amor, (e sono, então desculpem qualquer coisa) espero que atenda às expectativas! Feliz demais com quarenta e tantas reviews só nessa fic! Quero mais! auhahua Beijos e ótima leitura!
Na Enfermaria
Rosalin não agüentava mais andar de um lado para o outro do dormitório e desceu as escadas correndo. Seu semblante estava carregado de preocupação. Ao sair da sala comum da Corvinal, deu de cara com uma monitora.
"Já é mais de meia noite, todos os alunos devem se recolher as suas salas, por favor." Disse a monitora de cabelos lanzudos.
"Você não é Hermione Granger?" disse Rosalin agarrando no braço da moça apenas um pouco mais jovem. "Você é amiga da Lure, não é? Você a viu? Viu a Lure hoje?"
Herminone ergueu uma sobrancelha "Sim, ela foi a Hogsmead comigo e meu namorado."
Rosalin soltou um suspiro de alívio. "Ah, que bom, então ela deve estar com vocês ainda? Na sala comunal da Grifinória? Ela me contou que você a levou lá outro dia."
"Não, nós só fomos juntas até Hogsmead. Ela não está aqui?" a voz de Hermione subiu um timbre. Uma aluna não estar sendo encontrada àquela hora já era preocupante, e em se tratando de Lurean era totalmente alarmante.
"Não!' choramingou Rosalin "Eu já a procurei em todo canto do castelo, eu nem sabia que ela ia a Hogsmead, ela me disse que ia ficar!"
"Eu a convidei." Oh, não e agora, se tivesse acontecido alguma coisa a Lure, ela nunca iria se perdoar, a culpa era dela! Ela se empertigou. Deveria ir falar logo com a Prof. McGonagal? E se fosse um alarme falso ou mais uma loucura de Lurean? Mas como ela poderia saber? Só se... Ah, ela sabia exatamente onde procurar. "Você tem certeza que procurou em todos os lugares?"
"Sim, até no corujal! Assim que cheguei fui atrás dela pra contar sobre o presente quer Ferdinand me deu e nada. Resolvi então voltar pro dormitório há uma hora atrás, mas ela não apareceu." a corvinal loira tinha os olhos cheios de lágrimas contidas.
"Por favor, volte ao seu dormitório, eu vou procurar a Lure e assim que a encontrar peço para alguém dar notícias. É melhor você permanecer lá." Hermione sentia seu coração pequeno de preocupação, mas demonstrar pra mocinha que estava tão aflita só faria piorar a situação.
"Oh, tudo bem, eu vou esperar acordada. Obrigada." Rosalin soluçou e retornou em direção à grande porta de madeira que dava para o salão comunal da Corvinal.
Enquando isso Hermione rumava resoluta para as masmorras. Defitinivamente não queria falar com a Prof. Minerva ou o Prof. Flitwick antes de se certificar que, por Merlim, ela não queria nem pensar, mas... Antes de se certificar que Lurean não andava rondando novamente o Prof. Snape. Andou rapidamente até chegar nas masmorras frias e, finalmente, em frente à sala do Prof. Snape. Seu coração gelou. "Que droga Lure, espero que você esteja bem e que não esteja aqui!" Hermione sussurrou e mordeu o lábio ao pensar na cara do professor ao ser abordado àquela hora da noite. Ao erguer a mão para bater, a sólida porta de ébano se abriu e Snape surgiu franzindo os lábios e enrolando a capa junto a si.
"Granger. A que devo a satisfação da visita da ilustre monitora?" sua voz era carregada de sarcasmo.
Hermione tomou um longo sorvo de ar e criou coragem. "Prof. Snape, perdão pelo incomodo, mas... O senhor... O senhor não teria visto a srta. Blattner hoje?" ela o olhou timidamente em expectativa.
"E porque eu deveria saber alguma coisa sobre ela, srta. Granger?" ele ergueu uma sobrancelha, mas Hermione percebeu que o sarcasmo se fora para dar lugar a uma conversa séria.
"Bem, Professor, a amiga dela disse que não a viu hoje desde a manhã e ..."
"Provavelmente escondida em algum canto tentando chamar mais atenção sobre si." Ele franziu os lábios.
"Não professor, eu pensei que o senhor pudesse tê-la visto já que ela demonstra ahn..." Hermione corou, "...um certo apego ao senhor. Mas se o senhor não a viu e ela não está no castelo..." ela mordeu o lábio novamente, aflita.
"Ela não está no castelo?" ele franziu o cenho.
"Não. Professor, a srta. Sommer já a procurou em todos os locais." A voz de Hermione estava alterada.
"Granger, volte para sua ronda. Eu cuido disso."
"O senhor sabe onde ela está?" perguntou esperançosa.
"Provavelmente" ele saiu da sala e passou a varinha na madeira escura murmurando um encantamento e ela ouviu as trancas se ativando. "E, Granger..."
"Sim, Prof. Snape?"
"Não há necessidade de alertar outros professores sobre o assunto. Ao menos por enquanto." Ele a olhou intensamente.
Hermione assentiu e ficou parada um instante enquanto o via desaparecer rapidamente nas sombras do fim do corredor. Nunca havia visto Snape tão sério. Ele parecia mesmo... preocupado. O que Lurean haveria feito agora?
A neve havia parado de cair, mas uma pequena camada de uns 3 cm se acumulava nas ruas de Hogsmead abafando os passos do homem vestido de negro da cabeça aos pés que caminhava diretamente para a Casa dos Gritos. Entretanto não havia ninguém na rua àquela hora para se admirar de seu destino. A luz dos lampiões o iluminava fracamente, mas seus olhos negros brilhavam. Ele chegou ao beco onde a havia deixado e os olhos buscaram alguma coisa no escuro.
Ele tirou a varinha das vestes e a ergueu: "Lumus."
Uma cálida luz azulada brilhou na ponta da varinha e caiu sobre um pequeno montinho de roupas e neve. Ela estava lá, exatamente onde havia estado horas atrás, mas sentada no chão, com os braços ao redor dos joelhos. Seus olhos estavam fechados e ela estava totalmente pálida. Os lábios entreabertos estavam azulados, bem como as mãos e a ponta do nariz. Uma pequena camada de neve se acumulava no topo de sua cabeça, ombros, braços e joelhos, que ela abraçava. Os longos cabelos ainda estavam desfeitos e ele engoliu em seco ao lembrar da textura deles em suas mãos quando desfez a usual trança dela. Seu peito se confrangiu. Ela parecia... Ele foi até ela e sem dizer nada a tomou cuidadosamente nos braços. Fria. Mortalmente fria. A cabeça rolou e repousou em seu ombro enquanto o braço livre pendeu sem vida. Ele a apertou contra si e pode sentir as fracas batidas do coração, embora a respiração fosse quase imperceptível. Ele aparatou com ela de volta aos portões do castelo em um rodopio de vestes negras.
"Prof. Snape! O que aconteceu?" Mme. Pomfrey viu Snape entrar como um furacão na enfermaria trazendo uma garota nos braços. Ele não respondeu e foi direto a um dos leitos repousando-a com cuidado.
"Ela estava em um beco de Hogsmead. Há no mínimo umas quatro horas." Ele se afastou, mas não tirou os olhos do rosto da moça enquanto Papoula de acercava dela e rapidamente dava inicio a uma sério de feitiços revitalizantes. Ele saiu sem mais nenhuma palavra e foi até o corujal. Chamando uma pequena coruja da escola, escreveu uma breve nota à Granger informando onde Lurean estava e decidiu voltar a seus aposentos. Tinha uma pilha enorme de trabalhos para terminar de corrigir. Entretanto seus pés, como se tivessem vida própria, o levam de volta à enfermaria. A monitora já estava lá, bem como Rosalin Sommer, ambas à beira do leito da amiga.
Rosalin fungava e Hermione apertava as mãos aflita. Mme. Pomfrey olhou para ele em busca de apoio e ele se aproximou cauteloso.
"Lurean, Lure, pelas barbas de Merlim, fale comigo! Madame Pomfrey, o que ela tem?" balbuciou Rosalin entre lágrimas.
"Eu não sei querida!" disse uma entristecida Pomfrey "Ela já foi submetida a todos os feitiços possíveis e já até mesmo tomou as poções para reanimar, mas continua gelada... Parece, parece que ela não quer voltar... Professor Snape?" ela olhou para ele.
Ele sentiu o peito afundar e permaneceu calado. Não havia nada que pudesse fazer.
"Por favor, meninas, vão dormir, está tarde e não há nada que possamos fazer pela srta. Blattner agora, vamos deixar as poções fazer efeito. Hermione, acompanhe a de volta a Torre da Corvinal, sim?" ela foi até um grande armário e pegou um frasquinho que colocou na mão de Rosalin. "Poção calmante, por favor, beba. Você com certeza será de mais utilidade a sua amiga se estiver calma e bem dormida, volte pela manhã." Rosalin hesitou um instante e olhou para a amiga acamada e então tomou o liquido claro. Pomfrey as dispensou "Agora vão." E as garotas saíram, Rosalin olhando ainda por cima do ombro.
"Prof. Snape, agora poderia me contar o que realmente aconteceu? Ninguém se deixa ficar na neve sem qualquer feitiço de proteção gratuitamente! A srta. Granger me disse que ninguém sabia onde ela estava." Pomfrey tinha as mãos nos quadris e o encarava como se fosse um garotinho levado.
"Nós... tivemos uma discussão. Eu vim embora e ela ficou. Eu não imaginei..." os olhos negros se voltavam involuntariamente para Lurean.
"Ela chegou aqui quase em morta de tão congelada e praticamente em coma! Se o senhor tem alguma coisa a ver com isso acho melhor arrumar tudo agora mesmo! Vá falar com ela! E ela ainda não esta completamente acordada, mas tenho certeza que pode ouvi-lo." Ela soltou um suspiro irritado. "Melhor eu ir falar com o professor Dumbledore. Cuide dela." E ela se retirou deixando Snape sozinho com a enferma.
Ele se aproximou do leito. O peito dela subia e descia lentamente. Ainda estava pálida, mas havia uma ligeira cor rosada nas maçãs do rosto. Os cabelos cor de mel estavam espalhados no travesseiro. Ele pegou uma mecha entre os dedos sentindo a casca de insensível que usava rachar e cair por terra. Ele se curvou na direção dela.
"Blattner..." sussurou com sua voz aveludada ao seu ouvido. Ela não esboçou reação. "Lurean, perdoe-me... volte para mim." Ele soltou a mecha de cabelo e pôs uma mão no queixo suave, erguendo-o um pouco e pousou um beijo delicado nos lábios frios.
Mas ela não acordou.
Morri, morri, ai meus óleos como doooem. Taí que eu não sabia que essa mulé ia resolver ficar dormindo? Adoro escrever porque os personagens fazem cada coisa que eu fico: oi? Mas hemm? Enfimmm! Próximo capitulo ainda em agosto, prometido, jurado de dedinho! =D
